Quem decide o que é tendência na moda ‘streetwear’?

Por Cameron Laux

Calçados usados por Charles Allcroft, deus do streetwear, de 73 anos
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Ser um árbitro da moda costumava ser trabalho de um pequeno número de revistas impressas. Mas hoje eles se dispersaram em blogs, contas de Instagram e outras plataformas – todos chamando a atenção de um público com menos de 35 anos e sugando orçamentos de publicidade dos canais tradicionais. Ou seja, o papel do formador de opinião ficou mais complexo.

Business of Fashion, BoF, por exemplo, começou em 2007 como um simples blog de moda, mas cresceu e se tornou uma revista e consultoria online. Um resfriado do BoF pode fazer com que impérios de moda peguem uma forte gripe. Há ainda o Highsnobiety, um site de streetwear/marca multimídia/empresa de marketing que alcançou o santo graal no universo pós mídia tradicional e se tornou um bastião do bom gosto.

O newsletter diário do Highsnobiety trata principalmente de tênis e roupas de edição limitada. Mas agrega também análises culturais mais amplas – música, cinema, moda, um flerte com as artes e o design – que se juntam formando uma espécie de comentário sobre estilo de vida.

Fãs do Streetwear se reúnem em Nova York
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Dois mil e dezoito foi considerado o ano que o streetwear ganhou projeção. Note, por exemplo, o site eBay, no qual pares de tênis raros podem trocar de mãos por valores gigantescos: enquanto escrevo, um par de 1988 da Nike Air Jordans está à venda por C$ 42.000 (R$ 120 mil) e 341 pessoas estão online na página.

Mas o grande negócio é o mercado de tênis de corrida, camisetas, calças, acessórios etc. de edição limitada – novos ou na crescente plataforma de revenda. Muitas pessoas comuns estão dispostas a desembolsar quantias bastante grandes por eles.

Neste contexto, a palavra street (rua) refere-se a pessoas comuns, diferenciadas apenas por minúsculos mas obsessivos refinamentos no gosto, o que as obrigam a dominar uma ampla gama de detalhes técnicos de pedigree e design.

A atual importância dada ao streetwear explica em grande parte a ascensão do designer Virgil Abloh, o mais street possível. Ele ganhou fama ao colaborar com o rapper Kanye West na marca Yeezy; depois criou seu próprio selo Off-White.

Os itens da Yeezy rapidamente esgotam e depois são encontrados em plataformas de revenda. A Off-White dá convulsões em fashionistas underground, que investem seu dinheiro em cada lançamento de roupas limitadas. E Abloh sacudiu a rede da moda com mais frequência e intensidade do que qualquer outro no ano passado.

A colaboração entre a Louis Vuitton e a Supreme combinou luxo e streetwear
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O designer se tornou diretor-criativo da luxuosa Louis Vuitton, que sem dúvida espera que ele injete parte dessa mágica do consumo em sua marca. A união faz sentido: a anti-estética crua de Abloh – que usa materiais desafiadores com cores conflitantes, padrões chamativos e slogans, marcas e rótulos – combina com o logo da Louis Vuitton, emblemático da riqueza. Essa linha entre o elitismo e a acessibilidade é algo que o árbitro do gosto sabe como navegar.

O artista Maverick Takashi Murakami apareceu na plataforma Highsnobiety
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Em alguns aspectos, o próprio conceito de riqueza tornou-se brega. E aqueles que o celebram tornaram-se os árbitros do gosto – embora não necessariamente do “bom” gosto. Um exemplo seria a mala Goyard – estampada com a frase Rich as Fuck (ou “Podre de Rico”) – que Kris Jenner ganhou de sua família Kardashian no Natal.

O fato causou polêmica. Mas é irônico e divertido decodificá-lo. De um lado, por sua total vulgaridade, o slogan sugere que apenas os tolos se importam com tal nível de riqueza ou estilo. E, em certo sentido, o clã Kardashian dedica sua vida a trazer ao público uma falta de gosto impecável – e até democrática.

O ator Jonah Hill está entre os indivíduos ecléticos com influência no streetstyle
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Por outro, o preço aproximado da mala – de US$ 15 mil (R$ 55,8 mil) -, pode estar querendo dizer que a única coisa que importa de fato é o luxo e que se dane qualquer contexto social.

É importante notar também que a família de Jenner é uma marca bem conhecida do século 21. Na cacofonia da era da informação, é frequentemente necessário incitar controvérsia para sustentar uma marca – e formar “colaborações” de alto nível. O rapper Kanye West é casado com Kim Kardashian, uma das filhas de Kris Jenner (combinados, o casal tem 88 milhões de seguidores no Twitter).

Meninos do cartaz

Esta corda bamba entre a vulgaridade e “acessibilidade” da elite é tratada por Highsnobiety. Para nos ajudar neste campo minado, ele publicou recentemente uma bíblia de moda e cultura de rua chamada The Incomplete Highsnobiety Guide(O Guia Incompleto de Highsnobiety) – porque, se fosse “completo”, Highsnobiety seria o tipo de autoridade esnobe que ele deplora, e sua missão estaria acabada.

O livro desafia expectativas por ser estimulante e próximo do essencial, se você for um geek do estilo ou, seu equivalente japonês, um otaku. Mesmo se não for, ele surge com uma confiança contracultural e imaginação fascinantes. Ele se autodenomina um “retrato” porque a cena do estilo de rua muda rapidamente, quase que de semana para semana.

O streetwear, em sua forma atual, é filho do hip-hop e do punk dos anos 70 e 80, do skate, surf, street fashion, sportswear e de movimentos de moda casual que se destacaram globalmente a partir dos anos 90.

Ele venera a individualidade rebelde. Os garotos-propaganda da Highsnobiety formam um grupo muito eclético, incluindo Jaden Smith, Jonah Hill, John Mayer, Skepta, Rick Owens, Pharrell Williams, Sean Wotherspoon, Hiroshi Fujiwara, A$AP Rocky, Takashi Murakami e Tyler, o Criador (Highsnobiety é destinado a homens).

John Mayer e Errolson Hugh apareceram em uma campanha para o Nike Air VaporMax Moc 2
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Todos eles, como formadores de opinião, têm imensa credibilidade, além de exercer influência em várias plataformas de mídia. Eles são obcecados em manter o controle artístico sobre sua imagem e em falar e debater seus princípios.

A seção sobre Pharrell Williams do Incomplete Guide o celebra como “um dos criadores originais do hip-hop que tornou totalmente aceitável ser totalmente esquisito”.

Jaden Smith, cuja identidade de gênero é fluida, é chamado de “ícone da juventude para todas as gerações”. (Ele usa vestidos quando tem vontade e tem 11,1 milhões de seguidores no Instagram).

Tyler, o Criador, causou comoção ao falar sobre beijar garotos, mas não está interessado em ficar preso a isso ou a qualquer outra coisa.

Jaden Smith é um favorito do árbitro de estilo Highsnobiety
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A evolução do estilo de rua sugere que a cultura do consumo está passando por uma metamorfose e se envolvendo em uma política radical de identidade determinada pela juventude. Mark Parker, CEO da Nike, contribui para essa visão com uma entrevista para as páginas de abertura do Incomplete Guide.

Ele observa que “os consumidores querem saber o que você representa como empresa” e que é importante “se manifestar contra desigualdades”.

Em 2018, uma campanha publicitária da Nike apoiou o jogador de futebol americano Colin Kaepernick, que causou polêmica ao se recusar a ficar de pé durante o hino nacional dos EUA como um protesto contra o racismo.

‘Estilo de rua é anárquico, criativo, igualitário’
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Pode-se argumentar que as empresas de streetwear e seus influenciadores, grandes e pequenos, estão apenas sendo cínicos e brincando com o narcisismo de seus apoiadores millennials e pós-millennials. Mas mesmo que pensem estar fazendo isso, eles ainda estão refletindo e sendo moldados pelos valores de seu mercado-alvo, uma mistura de culturas de rua e digital, ou uma comunidade emergente.

Isso não sugere que todas essas pessoas com menos de 35 anos são mais do que apenas um mercado? Entidades comerciais como a Nike estão numa situação delicada. O estilo da rua foi político em sua gênese – anárquico, criativo, radicalmente humano, fundamentalmente igualitário – e é provável que continue a lembrar o mainstream disso. A cultura e seus formadores de opinião não serão domados.

(via BBC)

Evento com degustação de bebidas e gastronomia destinado para noivas e festas corporativas

Por Katiúscia Pessoni 

Será realizada no dia 2 de abril (terça-feira), a 2ª Edição do Bride Food and Drink, sendo a primeira exposição exclusiva de alimentos e bebidas destinados a casamentos e eventos sociais. O evento é organizado pelo Casamento Gourmet, coordenado pela chef Tati Mendes e Lozi Eventos, sob o comando de Alexandre Lozi e Camila Gurgel. O horário será das 15h às 21h, no Espaço Memoratto.

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Diversos expositores do segmento como bufês, confeitarias, food trucks, vinícolas, mostrarão o que é tendência através de degustações para o mercado de eventos. O Bride Food and Drink não é somente destinado a noivas, mas também para quem realiza eventos sociais, promocionais e corporativos.

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Idealização

Tati Mendes é chef de cozinha e completamente apaixonada pelo mundo das noivas. Idealizadora no Instagram e do projeto Casamento Gourmet, Tati vem reunindo uma legião de noivas em seus eventos e redes sociais. Muito mais que vestidos, flores e coroas a chef casamenteira abraçou a causa de orientar e proporcionar momentos gourmets para as suas noivas.

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Realização

Há 15 anos no mercado, a Lozi Eventos é especialista em Eventos Sociais, Empresariais e Cerimonial. A gestão oferecida pela Lozi Eventos, comandada pelos profissionais Alexandre Lozi e Camila Gurgel, compreende as reuniões de consultoria, definição do projeto do evento, assessoria na contratação dos profissionais, organização e condução dos protocolos que regem o cerimonial e execução do pós-evento.

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Serviço

2ª Edição do Bride Food and Drink

Local: Av. Francisco de Melo, 1360 – Vila Rosa, Goiânia – GO

Data: 2 de abril (terça-feira)

Horário: 15h às 21h

Valor: R$ 35 reais

Vendas: na portaria e pelo site: http://bit.ly/BlendBeauty2019

Informações: 62 98155-0699

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Por que não conseguimos nos lembrar de nossos primeiros anos de vida?

Por BBC

Faça um esforço e pense: qual é a primeira lembrança que você tem? E quantos anos tinha nesta época?

É bem provável que as recordações sejam de quando você tinha 3 ou 4 anos de idade no máximo. Por que não costumamos nos lembrar do que aconteceu no início de nossas vidas?

_95356811_gettyimages-144313396 O fenômeno tem um nome: amnésia infantil. “Nenhum de nós se lembra de algo anterior aos 2 ou 3 anos de idade. A maioria não se recorda de nada que ocorreu antes dos 4 ou 5″, diz Catherine Loveday, da Universidade de Westminster, no Reino Unido.

“A idade da primeira lembrança varia, mas, normalmente, pessoas se lembram de coisas como cair de bicicleta… momentos que foram importantes.”

A idade média de nossas primeiras recordações é 3 anos e 4 meses, mas, como Loveday destaca, há quem possa se lembrar de eventos anteriores. Afinal, uma criança de 2 anos de idade pode reconhecer pessoas e lugares – e isso requer memória.

Mas, neste caso, estamos falando da memória episódica, relacionada a acontecimentos autobiográficos – momentos, locais, emoções e outros dados de contexto – que podem ser evocados explicitamente.

Curva de esquecimento

Para explorar como nos recordamos, pode ser uma boa ideia começar pela forma como esquecemos. No final do século 19, o alemão Herman Ebbinghaus, pioneiro no estudo da memória, inventou um experimentos para testá-la.

Primeiro, aprendeu centenas de listas de palavras sem sentido. Depois, mediu quanto tempo levava para voltar a aprender as listas após períodos de tempo que iam de 20 minutos a um mês.

Todos nós temos momentos inesquecíveis guardados na memória

_95356567_gettyimages-545126744 Assim, ele chegou à conclusão de que nos esquecemos de forma totalmente previsível. A “curva do esquecimento” – batizada por ele – é exponencial: nos esquecemos mais intensamente de início e, depois, o processo se atenua.

Se, por exemplo, você estudou alemão no colégio e depois parou, notou que o número de palavras de que se recorda caiu rapidamente no primeiro ano, mas que, depois, o ritmo desse esquecimento foi caindo.

Outra coisa que Ebbinghaus descobriu foi que essa curva muda com a idade e que as crianças se esquecem mais rapidamente.

“O cérebro está se desenvolvendo rápido. O cérebro de um bebê de um ano tem mais conexões que em qualquer outro momento de sua vida”, explica Loveday.

“Uma das atividades necessárias para o funcionamento cerebral é a ‘poda’, ou seja, desfazer-se de algumas destas conexões, como se estivéssemos cortando uma árvore para que ela cresça mais saudável.”

Nesse processo, explica a especialista, possivelmente perdemos memórias. “Além disso, há cientistas que têm estudado a importância da linguagem, as palavras que nos ajudam a estabelecer memórias”, acrescenta.

“Eles dizem que não nos lembramos de coisas que envolvam um conceito específico até entendê-lo. Ou seja, uma memória que envolva uma bicicleta pode se fixar quando somos bem novos. Mas crianças não incorporam conceitos como desagrado ou insatisfação antes dos 5 anos, então, não nos lembramos de algo ligado a esses conceitos que tenha ocorrido antes dessa idade.”

Nossa memória se apaga em um ritmo previsível

_95356563_gettyimages-482074694 A ideia é que não codificamos uma memória antes de ter um conceito linguístico para cada dado específico.

Além disso, hoje sabemos que a região do cérebro conhecida como hipocampo é chave para codificar e armazenar a memória episódica, e o hipocampo não amadurece até uma fase posterior da infância.

Tudo isso afeta a capacidade do cérebro de reter essas primeiras recordações.

E quem se lembra?

Mas como explicar as memórias anteriores a essa idade?

“Minha memória mais antiga é de mim acordando no berço. Posso ver as cortinas amarelas e ouvir alguém no quarto ao lado fazendo barulho com água. A casa em que estou é uma da qual nos mudamos quando tinha dois anos, então, devo ter essa idade”, contou Vickey Swindales, em um projeto realizado pela BBC há alguns anos, com 6,5 mil pessoas.

Em “A Experiência da Memória”, os participantes responderam a um questionário do psicólogo Martin Conway, da City University of London, no Reino Unido, em que era pedido que descrevessem sua primeira lembrança e respondessem a outras perguntas, como a idade em que o fato ocorreu.

“Em minha primeira memória, estou dentro do que imagino ser um carrinho de bebê, com uma capota puxada. Tenho quase certeza que o céu estava azul, ainda que não conhecesse essa palavra… era muito pequena”, recordou-se a escritora A.S. Byatt.

Cerca de 40% dos participantes relataram lembranças de acontecimentos ocorridos quando tinham 24 meses, e 861 pessoas mencionaram memórias adquiridas antes de completarem 1 ano de vida. “Ficamos chocados”, diz Conway.

É possível nos lembrarmos de algo que ocorreu em nosso primeiro ano de vida? _95356156_gettyimages-109736135

O psicólogo diz que há até mesmo quem diga se lembrar de seu nascimento. Mas ele esclarece que isso não é possível.

“Uma pessoa pode se lembrar de fragmentos da infância porque sua mãe disse algo como: ‘Não se lembra que eu te levava para passear em um carrinho grande e verde?’. E a pessoa ‘lembra’ disso”, diz Conway.

“Mas o que ocorre é que a pessoa cria uma imagem mental do carrinho, e, aos poucos, isso se transforma em algo que você experimenta como uma memória, baseado no que a mãe disse e algum outro fragmento de memória.”

São as chamadas “memórias fictícias”. No entanto, Conway esclarece que “não podemos ter certeza de que essas memórias sejam falsas: não podemos descartar casos excepcionais. Mas, no geral, a probabilidade é muito alta de que não sejam verdadeiras”.

Não só quando somos pequenos

‘A memória é o que nos conecta aos outros’, explica a especialista

_95356158_gettyimages-563940683 Isso não quer dizer que as pessoas que dizem se lembrar de fatos do início de suas vidas estejam mentindo: alguns elementos de nossa memória são verdadeiros, mas é muito possível que tenhamos acrescentado informações ao longo de nossas vidas.

E isso segue ocorrendo depois: muitos de nós nos recordamos claramente de experiências com pessoas que não podiam estar presentes em determinados momentos. Ou temos certeza de que algo ocorreu para depois nos darmos conta do contrário. “Isso acontece com todo mundo”, diz Loveday.

“Todos fazemos isso, porque estamos construindo memórias com o que está à mão, e, às vezes, esses pedaços se desorganizam. Você se lembra de umas férias em família, e sua memória genérica inclui todos os seus irmãos. É assim que, quando se lembra de um momento específico, coloca todos na mesma cena, ainda que um deles não estivesse ali.”

Então, não podemos confiar em nossa memória? “Em termos gerais, podemos, como em aspectos ligados a onde vivemos e o que aconteceu. Mas, quando nos lembramos de momentos muito específicos, é inevitável que haja detalhes que não sejam 100% precisos”, afirma a especialista.

“Mas isso não importa: a memória não é importante porque é precisa. A memória é o que nos faz ser quem somos e nos conecta aos outros, assim, em certo sentido, as recordações que temos são as que precisamos para existir.”

(via BBC)

Um café totalmente decorado com néons

Por Avai Nunes

Se você está procurando um café original e acolhedor em Londres, faça uma visita ao God’s Junkyard , um bar totalmente decorado com luzes de neon. Para os amantes de atmosferas silenciosas e ligeiramente kitsch, este lugar promete uma experiência incomum. Os proprietários, Chris e Linda Bracey, são colecionadores ferozes, tendo inclusive conseguido encontrar o neon de filmes de culto como Eyes Wide Shut, O Cavaleiro das Trevas ou Charlie e a fábrica de chocolate. Quarenta anos de coleta para tornar esse lugar literalmente deslumbrante.

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(via Fubiz)

Empresa aérea com base em Goiás amplia atuação em São Paulo, Bahia e Tocantins

Por Olho Comunicação

Brasil Vida Táxi Aéreo investe cifra milionária todos os anos, para garantir a qualidade e a segurança dos voos que realiza

Com 15 anos de existência realizando os serviços de UTI aérea, táxi aéreo executivo e transporte de órgãos e tecidos, a Brasil Vida Táxi Aéreo ampliará a sua atuação em estados como São Paulo, Bahia e Tocantins. A empresa, que é a que mais cresce nos segmentos em que atua no Brasil, vem realizando ações para prestar um serviço com ainda mais qualidade e rapidez nesses três estados, além de fortalecer a marca.

Brasil Vida Táxi Aéreo (crédito - divulgação) (1)

As capitais de São Paulo, Bahia e Tocantins já contam com bases da Brasil Vida, que também possui outra em Goiás. Todas as bases têm aeronaves, equipamentos e medicamentos necessários para a realização dos voos, além de equipe médica completa, incluindo médicos intensivistas e enfermeiros. A Brasil Vida dispõe de aeronaves modernas e totalmente equipadas, incluindo aviões Cheyenne I, Cheyenne II, Cheyenne III, Learjet e Westwind.

Brasil Vida Táxi Aéreo (crédito - divulgação) (2)

No caso de UTIs aéreas, as aeronaves também contam com equipamentos que permitem a realização de procedimentos necessários no paciente. “Os principais equipamentos são monitor multiparamétrico [para monitorização cardíaca, oximetria, pressão arterial invasiva e não invasiva], respirador artificial, controladores de infusão e oxigênio, equipamentos para imobilização de vítimas de acidentes e incubadora de transporte neonatal”, enumerou o coordenador aeromédico da Brasil Vida, Gilberto Júnior.

Fachada interna da Brasil Vida (crédito - divulgação)

A empresa está apta a realizar atendimento em todo o território brasileiro, bem como nas Américas do Sul, Central e do Norte, na Europa, na África, na Ásia e na Oceania. Segundo a gerente de marketing da Brasil Vida, Bruna Barbieux, a empresa investe mais de R$ 1 milhão em suas operações, anualmente, a fim de aprimorar cada vez mais a qualidade dos serviços oferecidos.

“As áreas em que mais investimos são cursos para a tripulação; manutenção de aeronaves, que é feita rigorosamente; e treinamento para o pessoal da administração e a equipe de vendas, para melhor orientação dos clientes”, ressaltou. Ela atribui o fato de a Brasil Vida ser a empresa que mais cresce por manter a qualidade e a excelência na realização dos serviços e por ser bem recomendada a partir do relacionamento com os clientes.

Diferenciais

O coordenador de voo da Brasil Vida Táxi Aéreo, Frederico Auad, pontuou que a empresa se destaca no mercado por apresentar diferenciais como “qualidade no atendimento humano, atendimento personalizado, acompanhamento da situação do cliente do começo ao fim, equipamentos de última geração e relacionamento com as maiores seguradoras de todo o mundo”. Para realizar os serviços com qualidade, a empresa dispõe de uma equipe altamente capacitada que inclui pilotos, copilotos, médicos, enfermeiros e coordenadores de voos.

O foco dos profissionais é prestar um atendimento com segurança e rapidez, de forma humanizada. Essa conduta também é destacada pelo coordenador aeromédico Gilberto Júnior. “A nossa equipe sempre foca o cliente de forma individualizada, para atender as suas necessidades”, afirmou. Ele explicou ainda que os “profissionais da saúde buscam saber informações a respeito do quadro clínico do paciente a ser transportado e orientam outros profissionais sobre o que fazer para estabilizar e adequar o quadro do mesmo”.

O atendimento realizado pela Brasil Vida também é exaltado pelos próprios clientes. Solange Elaine Cassin, por exemplo, declarou que “o trabalho que a equipe faz é extremamente humano e, ao mesmo tempo, muito profissional”. Lisa Walther, outra cliente da empresa, afirmou: “Ficamos muito satisfeitos com o trabalho de toda a equipe, mas, principalmente, com a dedicação e o empenho em salvar vidas”.

Avó dos bebês gêmeos Davi e Vítor, que foram transportados pela Brasil Vida, Lídia Nicolau destacou que a empresa se preocupou em oferecer uma solução convergente e humanizada. “Só o Davi tinha direito à UTI aérea, mas a mãe pediu para eles voarem juntos. Ao atenderem o pedido, eles fizeram muito mais: trouxeram a família unida para São Luís, no Maranhão”, contou. Já Danielle Moreira agradeceu, dizendo que “foram todos tão atenciosos e prestativos com o meu pai que até a saúde dele melhorou”.

Letícia Pal, que também utilizou os serviços da empresa, reforçou o coro das demais clientes. “Sem palavras para o atendimento que nós recebemos, desde a parte médica e enfermagem até o atendimento em solo. Ficamos todos extremamente felizes com o atendimento prestado por todas as pessoas com que tivemos contato”, disse.

 

Sobre a Brasil Vida

Com 15 anos de experiência, a Brasil Vida Táxi Aéreo presta os serviços de transporte aeromédico, feito por meio de UTI aérea, transporte de órgãos e tecidos e táxi aéreo executivo. É a primeira e única empresa no Centro-Oeste a garantir homologação para atuar como UTI aérea e táxi aéreo mundialmente. Para todos os voos, a Brasil Vida conta com pilotos e copilotos capacitados, além de uma equipe altamente especializada de médicos e enfermeiros nos casos de transporte aeromédico.

Tanto a equipe médica quanto a tripulação passam periodicamente por cursos de atualização, como Introdução à Medicina Aeroespacial, Fisiologia de Voo, Intervenções de Bordo e Emergências Gerais, entre outros. A empresa também atende a todas as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Agência Nacional de Saúde (ANS), dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e dos Conselhos Regionais de Enfermagem (CORENs).

Para cuidar da manutenção das aeronaves, a Brasil Vida Táxi Aéreo utiliza os serviços da Brasil Aviation, que é uma empresa do grupo certificada pela ANAC. A manutenção é feita periodicamente por uma equipe qualificada da Brasil Aviation, que passa constantemente por cursos de atualização específicos. Os procedimentos de manutenção preventiva seguem altos padrões internacionais de qualidade e segurança.

A Brasil Vida conta ainda com uma Central de Atendimento 24 horas, composta por uma equipe preparada para explicar o funcionamento dos serviços, analisar o caso do cliente e definir o melhor tipo de aeronave e remoção. A empresa também dispõe de coordenadores de voo e equipe médica especializada para realizar a triagem do voo e organizar todo o processo.

Retratos poéticos de dupla exposição

Por Avai Nunes

A dupla exposição é uma prática comum que sublima dois elementos de cada vez. Erkin Demir , um fotógrafo baseado em Ankara, na Turquia, é um desses artistas que sabe lidar com essa arte digital retratando retratos de mulheres jovens de uma maneira muito poética. Frente ou lateral, à cores ou em preto e branco, misturando com paisagens oníricas como um céu estrelado, uma onda que quebra, estruturas arquitetônicas ou fenômenos espetaculares, como um bando de pássaros em voo ou uma massa de fumaça produzida por uma explosão.

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(via Fubiz)

Paulo Gustavo inicia turnê de show musical com sua mãe, Déa Lucia

Por Fato Comunicação 

‘Filho da Mãe’ resgata a carreira de cantora de Dona Déa e celebra a relação entre os dois

A estreia de ‘Minha Mãe é Uma Peça’ (2004) é um divisor de águas na carreira de Paulo Gustavo. O espetáculo o tornou conhecido nacionalmente e, após o início em um pequeno teatro, segue em cartaz até hoje em grandes casas para milhares de espectadores. Sua versão cinematográfica rendeu dois filmes e o recorde de 15 milhões de ingressos vendidos. Não é segredo que a personagem e o texto foram inspirados em sua mãe, Dona Déa Lucia, que também conquistou seus fãs com pequenas participações em projetos do filho.

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Para celebrar esta relação tão especial, Paulo Gustavo e Déa Lucia estarão juntos em cena a partir de 6 de abril, quando se inicia a turnê nacional de ‘Filho da Mãe’, show musical em que os dois vão cantar e contar as divertidas, é claro histórias de tantos anos de convivência. Após a estreia estrategicamente agendada em Niterói, cidade natal da dupla, as apresentações seguem por Goiânia, São Paulo, Campinas, Santos, Brasília, Belo Horizonte, Novo Hamburgo, Porto Alegre, João Pessoa, Recife, Rio de Janeiro e Curitiba.

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Com direito a uma superbanda e direção musical de Zé Ricardo, o show nasceu da vontade de Paulo Gustavo resgatar o passado de Déa, que teve uma carreira de cantora até o início dos anos 2000, quando formou um grupo responsável por animar festas de casamento, eventos, bailes e até serestas. ‘Ela sempre quis ser cantora. Quando precisava nos sustentar, trabalhava em colégios durante o dia e cantava à noite, mas nunca fez um show assim, em teatro, com produção, cenário e banda. Quis dar este presente e fazer esta homenagem para ela’, conta o ator, que preparou uma superprodução para o primeiro encontro entre eles no palco.

A ficha técnica de peso conta com cenografia de Zé Carratu, iluminação de Marcos Olívio e figurino de Felipe Veloso. Ao longo do processo de ensaios, a dupla se dedicou a uma extensa preparação que inclui sessões de fonoaudiologia e muitas horas por dia com Zé Ricardo e a banda, quando se envolviam na concepção dos arranjos e na formatação do roteiro.

Acompanhados por Claudio Costa (guitarra), Marcelo Linhares (baixo), Mauricio Piassarollo (teclado) e Wallace Santos (bateria), Paulo e Déa vão desfiar um repertório que remete à memória afetiva de ambos, além de alguns hits mais atuais. ‘Quem foi crooner sabe cantar de tudo e gosta de cantar de tudo. Vai ter espaço para muita coisa no show além das canções mais antigas. Tem bossa nova, mas também tem axé, samba e até funk’, enumera Déa, que ressalta a alegria de ter um desafio desse tamanho aos 72 anos.

Dividido por blocos temáticos, o espetáculo começa com standards de Bossa Nova, como ‘O Barquinho’ e ‘Lobo Bobo’, entre outras lembranças afetivas do passado musical deles, como ‘Faceira’, canção de Ary Barroso que Paulo gostava de ouvir a mãe cantarolar na infância. Entre uma brincadeira e outra, eles prepararam um set em que vão interpretar hits de boate, cada um de sua época. É quando se misturam sucessos de Wanderléa (‘Pare o Casamento’) com Anitta (‘Bang’) e Preta Gil (‘Sinais de Fogo’).

A ideia é que Déa e Paulo se divirtam no palco tanto quanto a plateia. O humor e a alegria – traços fundamentais na personalidade dela e inquestionável herança genética deixada para ele – dão o tom de toda a apresentação. Seja nas versões bem humoradas das canções, em duetos, nos cacos ou nas histórias que costuram todo o roteiro musical, a ordem é fazer a festa. ‘Ele acha que vou ficar sem graça com as brincadeiras, mas vou deixá-lo louco no palco’, promete Déa Lucia.

FICHA TÉCNICA

Com: Paulo Gustavo e Déa Lucia

Direção Musical: Zé Ricardo

Supervisão Geral: Susana Garcia

Cenário: Zé Carratu

Iluminação: Marcos Olívio

Figurino: Felipe Veloso

Preparação Vocal: Fátima Regina

Videografismo: Arthur Carratu

Design gráfico: Ana França

Assessoria de Comunicação: Factoria Comunicação

Produção: Claudio Tizo

Produção local: Cia de Sucessos

Assessoria de Imprensa local: FatoMais Comunicação

Músicos: André Siqueira(percussão), Claudio Costa (guitarra), Marcelo Linhares (baixo), Mauricio Piassarollo (teclado), Wallace Santos (bateria)

Sobre a banda e o diretor musical:

Zé Ricardo: Cantor, compositor, instrumentista, diretor musical e curador artístico. É criador e diretor artístico do Palco Sunset do Rock in Rio desde 2008 e está à frente do palco em vários países do mundo, como Portugal, Espanha e Estados Unidos. Também é criador e diretor artístico do novo palco do Festival, o Espaço Favela. No teatro assinou a trilha sonora original de alguma das maiores bilheterias nacionais, como ‘Cócegas’, ‘220 volts’, ‘Hiperativo’, ‘Online’ e ‘Minha mãe é uma peça’. Também é autor de trilhas sonoras de algumas das maiorias bilheterias do cinema nacional: ‘Loucas pra casar’, ‘To Ryca’, ‘Minha mãe é uma peça 2’, ‘Farofeiros’ e ‘De pernas pro ar’.

André Siqueira: Percussionista formado pela escola de musica Villa Lobos, já gravou e acompanhou artistas como: Carlos Lyra, Carol Saboya, Ivan Lins, Sandra de Sá, Baden Powell, Teresa Cristina, Glória Gaynor, Fafá de Belém, Blitz, Martnália, Martinho da Vila, Simone, entre outros.

Claudio Costa: Guitarrista e violonista com mais de 20 anos de atuação, já gravou e acompanhou artistas como Sandra de Sá, Marcelo D2, Toni Garrido, Mart’nália, Zé Ricardo entre outros. Também participou da gravação do Acústico MTV –Marcelo D2, Banda do Palco Sunset – Rock in Rio Brasil e Lisboa.

Marcelo Linhares: Baixista autodidata, já tocou e gravou com Emilio Santiago, Maria Rita, Cláudio Zoli, Ed Mota, Zé Ricardo e Davi Moraes.

Maurício Piassarollo: Pianista e arranjador, Diretor Musical do Padre Fabio de Melo, já tocou no Rock in Rio em várias edições, Música Boa ao vivo temporada 1 e com Toni Garrido, Sandra de Sá, Victor Brooks, Mart’nália. Compositor de trilhas de filmes nacionais de sucesso, como ‘Minha mãe é uma peça 2’, ‘De pernas pro ar 3’, ‘To Ryca’, entre outros.

Wallace Santos: Baterista, já tocou com Sandra de Sá, Maria Rita, Padre Fabio de Melo, Zé Ricardo, Claudio Zoli, Davi Moraes, tendo tocado também no Rock in Rio em várias edições.

TURNÊ NACIONAL

NITERÓI – 6 e 7 de abril – Ginásio Caio Martins

GOIÂNIA – 13 de abril – Teatro Rio Vermelho

SÃO PAULO – 20 e 21 de abril – Tom Brasil

CAMPINAS – 27 de abril –

SANTOS – 28 de abril – Mendes Centro de Convenções

BRASÍLIA – 4 de maio – Ginásio Nilson Nelson

BELO HORIZONTE – 10 de maio – KM De Vantagens Hall

NOVO HAMBURGO – 18 de maio – Teatro Feevale

PORTO ALEGRE – 19 de maio – Auditório Araújo Vianna

JOÃO PESSOA – 25 de maio – Teatro Pedra do Reino

RECIFE – 26 de maio – Teatro Guararapes

RIO DE JANEIRO – 6, 7, 13 e 14 de julho – Vivo Rio

CURITIBA – 3 e 4 de agosto – Teatro Guaíra

O ‘pai’ das abelhas: ‘Elas me seguem e não sei por quê’

Por BBC

Gosa Taffese não é um apicultor qualquer. Ele mora na Etiópia e o que o torna único não é apenas sua paixão por abelhas.

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Os insetos também o adoram – a tal ponto que o seguem.

“Elas vêm me visitar e ficam comigo, então as considero como se fossem da família”, diz ele.

As abelhas apareceram na casa de Taffese há 15 anos – e nunca foram embora.

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“A colmeia produz 25-30 kg de mel, mas tive que reduzir seu tamanho”, conta.

“Nunca foi um problema para as crianças, mas algumas vezes incomoda meus vizinhos.”

“Por causa disso, tentei eliminá-la, mas as abelhas voltaram”, acrescenta.

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Taffese diz que as abelhas amam acompanhá-lo aonde quer que ele vá e ele não sabe por quê.

“Quando viajei a três cidades diferentes, a cada vez uma colônia de abelhas veio fazer um ninho perto de mim. Não me vejo diferente de qualquer outra pessoa, mas aceito se esse for o meu propósito aqui na Terra”, conclui.

(via BBC)

Brasil terá 1ª usina de geração de energia por meio de esgoto e lixo orgânico (incluindo cocô!)

Por Débora Spitzcovsky

O mérito é todo do Paraná: o Estado será o primeiro do Brasil a colocar em funcionamento uma usina de geração de biogás, que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos (como cocô) em eletricidade para abastecer as casas da região.

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A companhia de geração de energia CS Bioenergiajá possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.

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A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizante para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros. É ou não é um excelente negócio?

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A inspiração vem da Europa (e sobretudo da Alemanha!), onde já existem mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade por meio de resíduos orgânicos. Esta será a primeira usina do tipo no Brasil, mas espera-se que seja só o começo e ela também inspire muitas outras pelo país!

(via The Greennest Post)

Grupo Ateliê do Gesto apresenta o espetáculo “Natureza Morta”

Por Ana Paula Mota 

Dança contemporânea se une à arte visual no espetáculo “Natureza Morta” que será apresentado pelo Grupo Ateliê do Gesto em Goiânia, Campo Grande, Belo Horizonte, além de Piracanjuba e Cidade de Goiás. Os movimentos dos bailarinos Daniel Calvet e João Paulo Gross se encontram com a obra do desenhista, escultor e pintor mineiro Farnese de Andrade neste espetáculo que versa sobre o movimento barroco. Em Goiânia ele será apresentado nos dias 15 e 16 de março às 20 horas no Teatro Goiânia Ouro. Haverá áudio descrição dessas apresentações na capital goiana. Nos dias 29 e 30 de março o espetáculo chega ao Cine Teatro São Joaquim, na Cidade de Goiás. A entrada para o espetáculo, em todas as cidades, é franca, mas pede-se a doação de livros literários, usados ou não. Os livros arrecadados serão doados para uma biblioteca pública. O projeto tem apoio da Lei Goyazes e patrocínio total da Enel.

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O espetáculo 

O espetáculo proporciona ao público uma experiência intimista e um exercício poético ao trazer o barroco, um movimento artístico que expõe os conflitos humanos que se equilibram entre a emoção e a razão, o prazer e a dor, a vida e a morte. Ainda que pertença ao século XVII, o movimento, para o diretor João Paulo Gross, pode surgir e ressurgir em outras épocas e lugares. “Como vivemos hoje? Não somos todos uma multidão de solitários? Uma grande aldeia global, numa rede interligada, porém marcada pelo individualismo e a solidão? Mais do que apresentar resposta, Natureza Morta chama o espectador para refletir e questionar junto”, adianta o diretor e bailarino.

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Para provocar esses sentimentos, os bailarinos trazem para o palco a arte de Farnese de Andrade, artista de destaque na história das artes brasileiras. O trabalho é, também, um resgate, pois apesar de toda a força de sua obra e de ser um artista concorrido e premiado até os anos 1970, é pouco lembrado ou conhecido pelo grande público nas últimas décadas. O espetáculo, Gross adianta, dialoga não só o com o trabalho do artista, mas também sua densa trajetória de vida. “Apesar de autobiográfica, sua obra parece reproduzir a biografia da humanidade. É como se ele dissesse e fizesse o que nós, no corre-corre do mundo atual, deixamos às escondidas, guardado no fundo de uma caixa deteriorada pelo tempo. Farense expõe para o mundo de forma singular um inútil relato”, detalha Gross.

O espetáculo nasceu há dez anos no Rio de Janeiro quando João Paulo Gross atuava por lá. A obra passou por palcos como Sesc Copacabana, foi ganhador da Mostra Novíssimas Pesquisas Cênicas (projeto organizado pela diretora e atriz Ana Kfouri), participou da Bienal Sesc de Dança/Edição 2009 e contou com a dramaturgia de Verônica Prates. Já radicado em Goiás, Gross incorpora o ao repertório do goiano Ateliê do Gesto em 2017. “O Ateliê é um espaço onde investimos e pesquisamos o movimento em diálogo com outras áreas artísticas”, justifica Gross sobre o espetáculo que dialoga com as artes plásticas a partir da vida e obra de Farnese de Andrade.

Oficinas 

O projeto também contempla uma vivência que vai aproximar profissionais e estudantes da dança com o dia a dia do grupo de pesquisa Ateliê do Gesto. As 15 pessoas selecionadas poderão conviver por três dias com os bailarinos João Paulo Gross e Daniel e ver de perto o processo de trabalho do grupo. Os selecionados, que devem ser profissionais ou estudantes de dança e teatro, vão participar dos aquecimentos, assistir aos ensaios e assistir ao espetáculo no Teatro Goiânia. Os dois primeiros dias terão carga horária de três horas e o terceiro dia terá carga horária de quatro horas. Os interessados devem enviar nome completo, breve currículo e motivo de interesse na oficina para o e-mail ateliedogesto@gmail.com e colocar no assunto do e-mail: Oficina de Dança – Natureza Morta – Circulação. As inscrições podem ser feitas até 7 de março.

Circulação 

As apresentações começam em Goiás e em seguida seguem para Belo Horizonte e Campo Grande. A escolha das cincos cidades, diz Gross, não foi em vão. “Todas elas têm a força da cultura popular e artistas-artesãos esquecidos pelo tempo, que assim, dialogam com a identidade produtiva e artística de Farnese de Andrade em comunhão com o movimento barroco no Brasil”, conta. Ainda que o movimento barroco tenha se concentrado em Minas Gerais e Bahia, marcou profundamente o Brasil. “Até hoje vemos influência de suas características em muitos artistas. Isso nos faz perceber e acreditar que o Brasil como um todo respirou o movimento barroco e até hoje encontramos artesãos que no seu árduo ofício carregam em sua essência as questões barrocas na sua arte”, diz o bailarino.

Sobre o Grupo 

O Ateliê do Gesto nasceu da busca por novas percepções e diálogos com outras linguagens artísticas no corpo em movimento. Através de identificações estéticas e o desejo de trabalharem num projeto autoral, João Paulo Gross e Daniel Calvet (artistas com carreiras consolidadas e passagens por importantes cias de dança no Brasil), se juntaram para pesquisar o corpo, tendo como ponto de partida o movimento e sua construção dramatúrgica na cena. Desse encontro nasceu “O Crivo”, espetáculo inspirado na obra de Guimarães Rosa, ganhador do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015, do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás 2015 circulando pelas cinco regiões do Brasil por diversas cidades e por diversos festivais internacionais. Em 2018 o grupo integrou o Palco Giratório, projeto de circulação das artes cênicas a nível nacional, produzido pelo SESC – Departamento Nacional.

Neste ano o grupo circula com seus espetáculos de repertório “O Crivo”, “Natureza Morta”, e prepara para uma temporada de estreia da sua mais recente criação, o espetáculo “Dança Boba” dirigido por Daniel Calvet, em Goiânia no segundo semestre. Além dessas atividades o grupo embarca para uma circulação internacional no Equador e no Peru difundindo a dança contemporânea que produzem no estado de Goiás.

Serviço:

Ateliê do Gesto circula “Natureza Morta” e oferece oficinas – GRATUITO

Goiânia

Local: Teatro Goiânia Ouro, Rua 3, Centro

Data: 15 e 16 de março

Horário: 20 horas

Entrada franca ou doação de um livro literário, usado ou não.

Retirada de ingressos na bilheteria do teatro, 2h antes do espetáculo. Ingressos limitados à lotação da casa. 

Cidade de Goiás

Local: Cine Teatro São Joaquim

Data: 29 e 30 de março

Horário: 20 horas

Entrada franca ou doação de um livro literário, usado ou não.

Retirada de ingressos na bilheteria do teatro, 2h antes do espetáculo. Ingressos limitados à lotação da casa. 

OFICINAS

11 e 13 de março, Casa Corpo – Setor Universitário, 19h – 22h

15 de março, Teatro Goiânia Ouro, 17 às 21h

Inscrições até 7 de março: enviar nome completo, breve currículo e motivo de interesse na oficina para o e-mail ateliedogesto@gmail.com e colocar no assunto do e-mail: Oficina de Dança – Natureza Morta – Circulação.