Aos 100 anos, a Bauhaus fala de design sobre rodas

Por P3

Durante os próximos dez meses, quem andar por Dessau e Berlim, na Alemanha, Kinshasa, na República Democrática do Congo, ou Hong Kong, na China, poderá ser surpreendido ao cruzar-se com um trailer em forma de escola. No centenário da escola Bauhaus, a instituição alemã transformou-se numa casa móvel que vai viajar entre as quatro cidades para difundir a sua filosofia de design e acabar com as visões eurocêntricas.

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Wohnmaschine (que em português pode ser traduzido por “máquina viva”) é o nome do veículo de 15 metros quadrados desenhado pelo arquiteto Van Bo Le-Mentzel, que reproduz a imagem do icónico edifício concebido pelo fundador Walter Gropius, em 1919. Todo envidraçado e com o famoso grafismo da Bauhaus, o trailer possui uma área para workshops e exposições, bem como um quarto para leitura, onde estão expostos livros que contam a história da escola de design.

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A escola móvel está inserida no projeto Spinning Triangles, encabeçado pelo coletivo alemão Savvy Contemporary que, a propósito dos 100 anos da Bauhaus, preparou uma série de simpósios e workshops para desafiar, fazer “desaprender” atitudes coloniais perante a modernidade e acabar com as influências eurocêntricas ensinadas nas escolas. O coletivo explica que usa o momento de criação da instituição para “reverter e redesenhar” o design.

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(via P3)

Uma homenagem a Maine Coon Cats

Por Avai Nunes

Maine Coon é uma raça de gato dos Estados Unidos, considerada a maior do reino dos gatos. O fotógrafo Robert Sijka queria prestar homenagem ao leão doméstico com um jeito majestoso. Ele tirou fotos de muitos desses gatos, desde os primeiros meses até a idade adulta. Os retratos são impressionantes, perturbadores, quase humanos, fazendo justiça à beleza desse gato em particular. Há 8 anos atrás, Sijka esteve interessada em Maine Coon, graças ao projeto de criação iniciado por sua esposa. Ele deve aos seus animais sua paixão pela fotografia, hoje sua principal atividade.

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(via Fubiz)

Harley-Davidson revela scooter e bicicleta elétricos como conceitos para o futuro

Por Auto Esporte

Depois de definir preço de sua 1ª moto elétrica, montadora mostra como devem ser suas próximas novidades no segmento.

Além de revelar o preço de sua 1ª moto elétrica na CES 2019, a maior feira de tecnologia do mundo, a Harley-Davidson mostrou 2 novos conceitos de veículos elétricos que podem expandir sua oferta por este tipo de meio de locomoção no futuro.

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Deixando de lado suas conhecidas motos pesadas e com “motorzão” à gasolina, montadora americana desenvolveu um scooter elétrico e também uma bicicleta off-road movida a eletricidade.

Ainda sem informações técnicas, os veículos dão pistas de como a Harley pretende expandir sua gama de motos nos próximos anos.

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Em 2018, a empresa anunciou que lançará moto de baixa cilindrada e também um modelo aventureiro como parte de um projeto de diversificação de seus produtos.

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No passado, a Harley já teve scooter, mas atualmente era um segmento inesperado para a marca. O modelo mostrado tem linhas bem minimalistas e parece um misto de bicicleta e scooter. Parece ser um veículo destinado a pequenos trechos urbanos.

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Do outro lado, a bicicleta elétrica dá impressão de ser um veículo mais voltado ao lazer, apesar de também não poder ser descartado para deslocamento urbanos.

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(via Auto Esporte)

O Inferno de Dante em versão ilustrada e interativa

Por Camilo Rocha

Em abril de 2018, um jornal italiano noticiou que o Papa Francisco havia negado a existência do inferno. A afirmação havia sido feita em um encontro privado com o cofundador do jornal La Repubblica, Eugenio Scalfari. Rapidamente, o Vaticano veio a público negar que o papa tivesse feito tal declaração. E confirmou que, sim, o inferno existe. Pelo menos para a doutrina católica.

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Acreditando ou não na existência do inferno, ninguém nega a importância cultural de uma das mais famosas descrições do lugar para onde descem “aqueles que morrem em um estado de pecado mortal”. Publicado no século 14, o “Inferno”, do italiano Dante Alighieri, é uma das três partes de seu épico poema “A Divina Comédia” (as outras duas são “Purgatório” e “Paraíso”), considerado um marco literário do final da Idade Média.

Um estúdio italiano de design e comunicação visual elaborou uma versão ilustrada e interativa do Inferno, conforme descrito por Dante. O objetivo é tornar a obra acessível para um público maior. Além da visualização digital, foi produzida uma versão em papel.

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A ilustração traz um corte transversal do Inferno, mostrando a antessala e os nove círculos descritos na obra de Dante. A visualização relaciona cada área com a parte do poema do autor italiano. Identifica também que tipo de pecador está designado para cada círculo: dos indecisos, que não fazem nem bem nem mal com medo de se prejudicar pessoalmente, aos traidores, os que ficam no círculo mais próximo de Lúcifer.

Por toda a ilustração, é possível clicar em personagens para ler o trecho do poema em que aparecem. A visualização está disponível em italiano e inglês.

Visão do inferno

A descrição do inferno feita por Dante é tão influente quanto a da Bíblia. Diversos pintores, como Botticelli e Salvador Dalí, retrataram o inferno com base no cenário imaginado pelo autor italiano.

“A Divina Comédia” foi publicada em 1320. O poema contém 14.233 linhas. Dante era um burocrata de Florença que tinha como ambição se tornar um boticário. Na época, livros eram vendidos nesse tipo de estabelecimento em Florença.

No livro, o protagonista, também chamado Dante, recebe em sonho a visita do poeta romano Virgílio. Este o conduz a uma viagem pelos três reinos dos mortos, começando pelo inferno, passando pelo purgatório e terminando no paraíso.

No inferno, os condenados recebem castigos de acordo com seu pecado: aqueles que cometeram fraudes têm a parte de cima do corpo enterrada, restando-lhes balançar freneticamente as pernas no ar.

(via Nexo)

Who’s Next: a feira

Por Monica Nogueira 

Who´s Next é a feira internacional da moda que acontece duas vezes por ano em Paris. A exposição apresenta as coleções de cada estação e nos brinda a oportunidade de descobrir marcas de acessórios e roupas. Também acontecem desfiles, concursos e há 5 universos diferentes da moda para visitar: Fame, Fresh, Private, Fast e Face.

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Perfil de Who’s Next

Os setores abrangidos na feira: Moda, Artesanato, Brindes, Calçados de Design, Design, Festas, Moda Feminina, Moda Masculina, Moda Urbana, Relojoaria, Vestuário

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Nova Edição Who’s Next

De sexta 18 até segunda 21 janeiro 2019
Local: Paris Porte de Versailles (VIPARIS)
Cidade: Paris
País: França
Mais informação: Who’s Next 

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Mais informações no Brasil:

ISABELA KEIKO UAGAIA Rua Augusta, 404 – apt. 104 – 10ºandar – Consolação – 01304-000 São Paulo / SP – BRESIL T. +55 (11)9 9569 9911 isabelakeiko@gmail.com

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#WSN14 Good Times (January 2014) from WSN on Vimeo.

Good Times at Who’s Next & Premiere Classe (January 2015) from WSN on Vimeo.

Positive Community – Communication Campaign Sept17 from WSN on Vimeo.

Pessoas que falam palavrão são mais felizes, íntegras e têm QI mais alto, sugerem estudos

Por Paulo Nobuo

Você pode até julgar e olhar feio para pessoas que falam palavrões constantemente, mas saiba que elas podem ser mais íntegras, inteligentes e felizes do que você. E quem diz isso, acredite, é a ciência.

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Pessoas que falam palavrão são mais inteligentes

Um estudo realizado em 2015 descobriu que indivíduos que têm o hábito de falar palavrão apresentam um Q.I. maior. Conseguir distribuir xingamentos pelo maior número de vezes em um intervalo de um minuto estava ligado a uma pontuação mais elevada em um teste de Quociente de Inteligência.

Isso porque, de acordo com a pesquisa, um vasto vocabulário de palavrões seria sinal de força retórica, ou seja, boa capacidade de argumentação e formulação de ideias. O mesmo levantamento mostrou que quem é bagunceiro e dorme tarde também tinha melhores avaliações nos testes.

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Quem fala palavrão é mais honesto e íntegro

De acordo com uma pesquisa feita com 276 participantes, pessoas que falam palavrão são mais honestas e íntegras do que aquelas que não costumam usar palavras chulas no cotidiano.

O levantamento observou que as pessoas tendem a falar palavrões mais como uma forma de se expressar do que uma maneira de prejudicar o próximo e que a honestidade foi associada a níveis mais altos de xingamentos nos experimentos realizados com os voluntários.

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Pessoas que xingam são mais felizes

Por fim, é possível dizer com base em um outro trabalho científico, que falar palavrão faz com que uma pessoa seja mais feliz no geral. Isso porque o hábito tem efeito direto no alívio de dores, favorece a expressão de sentimentos, promove conexões sociais e melhora da saúde física e mental.

Segundo o estudo, xingar melhora a circulação sanguínea, eleva a liberação de endorfinas e promove sensação de calma, controle e bem-estar.

(via Vix)

PepsiCo inaugura linha de “robôs motoboys” para alimentar estudantes de universidade nos Estados Unidos

Por Pedro Strazza

Com oferta de produtos saudáveis, Snackbot entregará pedidos a estudantes e funcionários da Universidade do Pacífico que forem feitos por um aplicativo

Numa jogada um tanto inusitada da empresa, a PepsiCo anunciou recentemente a criação de uma frota de robôs motorizados que vai alimentar e hidratar os estudantes do campus da Universidade do Pacífico em Stockton, na Califórnia. Com o nome “super” criativo de Snackbots, os droides vão abastecer os mais de cinco mil universitários que estudam na região.

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De visual quadrado e parecido com aqueles frigobares que são montados em bicicletas de ambulantes “oficiais” (confira abaixo), os Snackbots foram criados pela Robby Technologies e vão oferecer uma linha de alimentos e bebidas saudável da PepsiCo, que inclui entre outras as marcas Baked Lay’s, a Pure Leaf Tea e as Cold Brews do Starbucks. Todos os produtos são agrupados em baixo de uma mesma categoria que a companhia define como “Hello Goodness”.

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O funcionamento dos “motoboys robóticos” é mais ou menos simples. Circulando nas ruas do campus entre as nove da manhã e as cinco da tarde, os Snackbots entregam os pedidos depois que o aluno ou funcionário da universidade faz seu pedido por meio de um aplicativo, que só atende aqueles com um e-mail da instituição – e, no momento, aqueles que tem um iPhone, dado que o app só foi lançado para o iOS até agora. A retirada dos produtos escolhidos acontece em uma das mais de 50 localizações estabelecidas pela plataforma, onde o Snackbot mais próximo se direcionará quando efetivada a aquisição.

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Além disso, a PepsiCo garante que os robôs conseguem atravessar até 32 km antes de descarregarem por completo e são equipados com câmeras e faróis para melhor navegação em condições adversas como a escuridão ou chuva.

“Esta tecnologia inovadora da PepsiCo está melhorando a vida no campus para nossos estudantes, funcionários e membros da faculdade, que abraçaram esta nova forma de desfrutar de um lanche.” afirma o diretor de ecommerce da Universidade do Pacífico Matt Camino no anúncio do projeto. Já para o vice-presidente de inovação e insights da PepsiCo Foodservice, Scott Finlow, a ideia por trás do Snackbot é “reimaginar o lance universitário para o futuro”.

Em outras palavras, a larica universitária agora ganhou um parceiro tecnológico – mas, por enquanto, só até as cinco da tarde.

(via B9)

Como sobreviver no mundo da automação

Por Shifter

É importante definir bem um ponto. Os trabalhos não se vão desvanecer. O que vai acontecer é uma redefinição dos mesmos. Tal como já aconteceu no passado.

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Assistimos continuamente à “extinção” de postos de trabalho devido à automação de tarefas. Um relatório recente do McKinsey Global Institute prevê que até 2030 cerca de 800 milhões de profissões em todo o mundo desapareçam porque a inteligência artificial e a robótica tomarão o seu lugar. Esta automação deverá ter um impacto na sociedade inimaginável, semelhante ao que a Revolução Industrial teve há uns séculos atrás.

A automação das profissões não é necessariamente uma coisa má. Há muitas funções das quais a força humana é escrava – são tarefas monótonas e repetitivas que podem ser desempenhadas por máquinas. Em fábricas isso já acontece, mas com o desenvolvimento da inteligência artificial e da aprendizagem automática está a permitir que as máquinas possam desempenhar tarefas cada vez mais complexas, sem a nossa mão. Isto levará a que determinadas profissões desapareçam (ligadas a contextos previsíveis, como preparação de fast food ou processamento de dados), outras surjam, outras ainda se mantenham – como as profissões que envolvem gerir pessoas ou que tenham um certo grau de imprevisibilidade.

Todas as profissões, mais tarde ou mais cedo, vão ter de lidar com esta questão da automação. Não vale a pena lutar contra a tecnologia, pois ela é em muitos casos mais eficiente que nós, humanos, pelo que o melhor é a coexistência. Se as máquinas nos libertarem tempo, temos a oportunidade de nos dedicarmos a outras coisas que não tarefas de trabalho. A melhor forma de estarmos prontos para o que aí vem é antecipar a automação e sermos nós a criá-la.

Neste artigo vamos ajudar-te a compreender melhor o fenómeno da automação profissional e explicar porque é que o conhecimento de programação é uma valência importante para garantires um espaço no mercado laboral do futuro e te valorizares profissionalmente.

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“BRACE YOURSELVES, AUTOMATION IS COMING”

Pode ser um pouco estranho dizer que automação pode ser igual a oportunidade, mas estima-se que exista um aumento das oportunidades para trabalhos que requerem capacidades cognitivas e inter-pessoais elevadas. Ou seja, a melhor forma de vermos isto é assim: em vez de pensarmos que vamos estar desempregados devido aos robôs, podemos pensar que os trabalhos que fazemos vão amadurecer e vão passar por alterações.

Como tal, a melhor opção é abraçar esse amadurecimento e começar a aprender algo que nos permita ficar por cima.

Podes estar descansado. A automação é indiferente ao “status” social. “Ela” não quer saber se és pedreiro, conselheiro financeiro ou trompetista. Segundo o The Guardian, estas são as profissões em maior risco e menor risco devido à automação:

As profissões em maior risco de automação

  • Telemarketer – 99%
  • Gerente financeiro – 98%
  • Encarregado de caixa – 97%
  • Assistente-geral – 94%
  • Condutor de táxi/autocarro/comboio – 89%
  • Cozinheiro de fast food – 81%

As profissões em menor risco de automação

  • Trabalhador social/saúde mental – 0,30 %
  • Terapeuta – 0,35%
  • Nutricionista – 0,39%
  • Médico cirurgião – 0,42%

É importante definir bem um ponto. Os trabalhos não se vão desvanecer. O que vai acontecer é uma redefinição dos mesmos. Tal como já aconteceu no passado. É o que refere o autor britânico Richard Susskind no livro The Future of the Professions and Tomorrow’s Lawyers“Aquilo que vamos ver em muitas profissões é uma série de tarefas diferentes”, diz. “Um advogado de hoje não desenvolve sistemas que ofereçam conselhos, mas um advogado de 2025 vai fazer. Vão continuar a chamar-se advogados mas vão estar a fazer coisas diferentes.”

Martin Ford, futurista e autor do livro Rise of the Robots Technology and the Threat of a Jobless Future, explica que os trabalhos com maior risco de automação são aqueles rotineiros, previsíveis e repetitivos. Um bom exemplo é o trabalho de cozinheiro em restaurantes de fast food, que, segundo o The Guardian, enfrenta uma probabilidade de 81% de ser substituído por robôs como o Flippy:

QUE TRABALHOS ESTÃO A SALVO?

É sabido que a automação tem vindo a “comer” e extinguir vários trabalhos. O certo é que isto das tecnologias está constantemente em evolução e como tal novos empregos também serão criados. Uma perspectiva interessante é a de que os programadores são quem controla e controlará, pelo menos nos próximos tempos, esta parte da automação.

Alguns dizem que não há trabalhos a salvo destes “malvados”, outros são menos fatalistas. Segundo o The Guardian, há três áreas que são consideradas mais seguras. A primeira área envolve trabalhos com características genuínas e criativas. Ou seja, artistas, cientistas, empreendedores que desenvolvem novos planos de negócio e serviços, etc.

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Contudo, nada nos garante que daqui a uns 20 anos não haja computador que seja mais criativo que qualquer ser humano. Até à data, nós somos mais criativos que as máquinas. “Já existem computadores capazes de pintar obras de arte originais. Portanto, quem sabe o quão longe poderemos ir dentro de 20 anos?”, observa Martin Ford.

segunda área abrange áreas com um objectivo de criar relações complexas com as pessoas. Enfermeiras, psicólogos ou uma outra profissão que necessite de criar laços de afinidade bastante próximos e fortes. Por fim, a terceira área está associado a trabalhos bastante imprevisíveis.

Sim, a área da inteligência artificial está a crescer e as máquinas poderão vir a ter a capacidade de se programar a elas mesmas. Doreen Lorenzo, investigadora da Universidade do Texas, atacou este tema de forma muito interessante: “Isso é verdade, mas alguém vai ter de programar essas máquinas. E à medida que essas máquinas aprendem e começam a programar-se sozinhas, os humanos vão criar e programar a evolução seguinte da inteligência artificial. No fim de contas, humanos têm a capacidade empática de ver quando algo novo deve ser criado.”

PORQUE É QUE PROGRAMAR É IMPORTANTE?

Toda a tecnologia necessita de humanos para a programar e, por isso, programação é uma habilidade que mais pessoas deveriam estar a aprender neste momento para evitar perderem o seu emprego no futuro (ou para se valorizarem profissionalmente no presente).

Código é a linguagem do nosso actual “mundo digital”. Começa a ser difícil encontrar algo que nos seja útil e que não tenha código à mistura. Qualquer página na Internet, aplicação no telemóvel, jogo na consola… dependem das linhas de código para funcionarem.

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Só para teres uma ideia mais numérica: estima-se que daqui a uma década haja cerca de 1,4 milhões de postos de trabalho na área da engenharia informática mas apenas 400 mil pessoas qualificadas para ocupar esses lugares.

O curioso é que as coisas não param aqui. Trabalhos que não estão ligados directamente à área da engenharia informática – tais como a banca, o marketing/comunicação, a medicina, o jornalismo, entre outros – vão ser “afectados” pela necessidade de pelo menos compreender/saber ler minimamente o que está a acontecer no código: veja-se como o Python está a comer o mundo das ciências (a “morte” dos papers científicos?).

Exemplo de que isto da programação não é uma coisa que só os “nerds” defendem é esta frase do economista James Heckman, premiado com o Prémio Nobel em 2000: “Programar é a literacia do século XXI, precisamos de começar a ensiná-lo bem cedo, ao mesmo tempo que ensinamos os estudamos a ler ou escrever.”

AGORA É DECIDIR

O “segredo” é ter literacia digital. Isso sim vai distinguir as pessoas. Agora é decidir. Esperar que o teu trabalho seja canibalizada pela automação ou dares o passo seguinte e estares “on fire” para quando o momento chegar. Ou, quem sabe, seres mesmo tu a criar esse “momento certo”.

(via Shifter)

Receber uma mensagem de “obrigado” faz muito bem, diz estudo

Por Galileu

Pesquisadores afirmam que as pessoas enviam poucas notas de gratidão por medo de serem analisadas ou parecerem falsas

Uma nova pesquisa mostrou que receber notas, e-mails e cartas de agradecimento é capaz de te deixar mais entusiasmado. O estudo, liderado por dois psicólogos, ainda sugere que as pessoas subestimam o efeito de enviar mensagens dizendo “obrigado”, pois desconhecem o quão bem isso pode fazer.

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“Elas acham que não vai ser um grande negócio”, disse Amit Kumar, professor da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. O relatório também aponta que as pessoas acabam acreditando que um agradecimento pode parecer falso e desonesto, além de considerar que o receptor poderá ficar desconfortável.

Outro fator levado em consideração é a letra e forma de escrever: muitas pessoas acham que ao elaborar uma carta falando “obrigado” sua escrita será examinada. Kumar e Nicholas Epley, da Universidade de Chicago, nos EUA, descobriram que quem recebe as mensagens não se importa como as cartas são feitas, mas sim com seu conteúdo.

Publicado na revista Psychological Science, o estudo busca preencher um buraco de pesquisas no campo da gratidão. Para a análise, 100 participantes foram orientados a escrever uma breve mensagem de gratidão para alguém que tivesse os afetado de alguma forma. Os pesquisadores os encorajaram a mencionar que um estudo havia estimulado a escrita das notas.

Kumar observou que a maioria do grupo levou menos de cinco minutos para escrever. Ainda assim, o psicólogo constatou que muitos ficaram preocupados com o fato de os destinatários se sentirem desconfortáveis ao receber os textos com elogios e agradecimentos.

Quem recebeu as mensagens teve que responder um questionário para dizer como se sentiram. Muitos afirmaram que estavam “maravilhados”, além de marcarem 4 na classificação de felicidade que ia de 1 a 5. Em média, as pessoas que fizeram as notas estimaram que a nota recebida seria 3.

Para Kumar, as pessoas tendem a subestimar o efeito positivo que elas podem ter sobre os outros com um pequeno investimento de seu tempo que é de escrever “obrigado”.

(via Galileu)

O arquiteto Svetozar Andreev funde a natureza e a modernidade em Malta

Por Avai Nunes

Em colaboração com Elena Britanishskaya, o arquiteto Svetozar Andreev propõe transformar a Janela Azul desmoronada de Malta em um espaço de exposição em aço. Tieqa Żerqa, mais popularmente conhecido como a Janela Azul, era um ícone das ilhas maltesas, no entanto, após uma tempestade em março de 2017, o arco desabou no mar. O projeto ‘Heart of Malta’ planeja criar um novo marco visual, criando uma forma arquitetônica poligonal com faces de aço espelhadas, que se misturarão na paisagem e terão o mesmo tamanho e proporções do arco original de calcário.

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Dentro desta forma, projetamos mais de 5.000 metros quadrados de espaço de exposição distribuídos em cinco andares em espiral, com um show dinâmico de laser, no qual cada degrau em espiral representa mil anos de história maltesa. Será um monumento perfeito e símbolo da fusão da modernidade e natureza, do tempo e da história, e um testemunho da tenacidade do espírito humano.

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(via Design You Trust)