Lucas Veloso chega a Goiânia com o show de humor ‘Cócegas no Cérebro’

Por Dienys Rodrigues

O espetáculo “Cócegas no Cérebro” será apresentado no dia 26 de janeiro, às 21h, no Teatro Madre Esperança Garrido. O humorista Lucas Veloso traz para a capital uma apresentação divertida que garante altas risadas.

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A peça, que recebeu a direção experiente e irreverente de seu pai, o também humorista Shaolin, leva o público da emoção ao riso. Em pauta, piadas sobre o cotidiano e imitações icônicas de grandes artistas como Maria Bethania, Luiz Gonzaga, Chico Anysio, Henrique e Juliano, Marcelo Resende, Eduardo Costa e até Michael Jackson. Além disso, Lucas traz um quadro surpresa em sua apresentação onde a plateia viagem no tempo e se “teletransporta” para o show “subliminar” de seu pai.

Lucas Veloso começou cedo com a comédia. Hoje, com apenas 21 anos, já tem muito que se orgulhar de sua carreira como artista. Participou da novela de sucesso da TV Globo, Velho Chico, em que fez história ao imitar o apresentador da emissora concorrente, Silvio Santos, em pleno horário nobre. Também foi convidado pelo renomado Renato Aragão para complementar o time na nova versão do programa “Os Trapalhões”.

Recentemente recebeu o Troféu Domingão como o melhor ator de comédia de 2017 do “Domingão do Faustão”. Também participou do quadro “Dança dos Famosos” do mesmo programa e surpreendeu os jurados com seu talento. Com uma carreira ascendente, Lucas Veloso vem à Goiânia para encantar ainda mais quem acompanha seu trabalho.

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Serviço:
“Cócegas no Cérebro” com Lucas Veloso
Local: Teatro Madre Esperança Garrido
Data: 26 de janeiro, às 21h

Vendas:
Cartão de crédito: www.compreingressos.com / call center 4052-0016
Komiketo (da Av. T-4, St Serrinha)

Valor dos ingressos:
R$ 80 (inteira) / R$ 40 (meia-entrada)

Informações: (62) 3212-3531

10 emojis com duplo sentido para usar (ou não) nas redes sociais

Por Taysa Coelho

Descubra se você conhece os reais significados dessas figuras!

Emojis com duplo sentido são mais comuns do que se imagina. A definição pensada pelos desenvolvedores das carinhas nem sempre é bem compreendida pelos usuários. Há ainda os casos em que os desenhos são entendidos, mas ganham interpretações que fazem mais sucesso do que o significado original – como é o caso da berinjela ou do pêssego, que adquiriram conotação sexual.

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Para que você não caia em armadilhas e, até mesmo, saiba proteger as crianças de mensagens maliciosas, preparamos uma lista com emojis ambíguos.

Dez emojis que você ‘entendeu errado’ e usou com outro significado; veja

1. Florzinha da Gratidão

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Por dois anos seguidos, próximo ao Dia das Mães, o Facebook disponibilizou o símbolo de uma flor, juntamente com as reações da rede social: curtir, amar, gargalhar, surpresa, tristeza e raiva. Quando o usuário clicava sobre a opção, diversas flores subiam pelo post correspondente simbolizando gratidão. Desde então, a florzinha roxa virou sinônimo de gratidão.

2. Lua

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A lua é bastante incompreendida pelos usuários das redes sociais e apps de mensagens. Isso porque sua representação foge um pouco da realidade e dá margem para diversas interpretações. Há uma corrente que circula pelo WhatsApp que associa cada uma das imagens de lua a um tipo de proposta sexual. Embora não seja este o significado oficial das luas, muitas pessoas usam com esta conotação.

3. Lenny Face ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Conhecida por diferentes nomes, e também pela expressão “aquela carinha”, a mistura de caracteres especiais ficou famosa, principalmente em fóruns e em redes sociais, por ser associada a comentários maliciosos ou de deboche. No entanto, supostamente, quando ela foi criada, tinha um significado muito mais inocente. Acredita-se que a Lenny Face (ou Le Lenny Face ou ainda Le Face Face) surgiu em 2012 em um fórum finlandês. Em meio a uma enorme discussão sobre as configurações de spam da página, um usuário anônimo postou a carinha pela primeira vez, como forma de expressar seu sentimento quanto à quantidade enorme de mensagens. Em poucas horas, o emoticon já havia dominado o mundo.

4. Berinjela e banana

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Um simples legume e uma fruta inocente, muitas vezes, são usados para representar o órgão sexual masculino. Haja criatividade.

5. Pêssego

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O pêssego virou sinônimo de “bumbum” depois que a socialite Kim Kardashian postou uma foto em seu perfil no Snapchat, usando um vestido com a mesma cor e acompanhado do emoji da fruta. Nunca mais o desenho foi visto na mesma forma.

6. ‘Posso ajudá-lo?’

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Se você já usou essa bonequinha para simbolizar uma mexida no cabelo de sarcasmo ou expressar que estava cheia de si, o fez de forma errada. Essa personagem foi pensada para representar uma atendente de balcão disposta a ajudar.

7. Oração ou High-five?

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Essas duas mãozinhas já geraram bastante especulação. Muita gente as usa para simbolizar um momento de oração, enquanto outras acreditam que seja a representação de um high-five (duas pessoas batendo as mãos em comemoração). Na realidade, o gesto remete à forma como os japoneses agem para dizer “por favor” ou “obrigado”.

8. Vendo estrelas

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Seria uma estrela cadente ou uma chuva de cometas? De acordo com os desenvolvedores, essa imagem pode ser enviada para mostrar que o usuário está desnorteado, no mesmo estilo usado pelos ilustradores de desenhos animados e histórias em quadrinhos.

9. Ela não está dançando

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Quem usou essas duas imagens para representar um movimento de dança, errou. O primeiro desenho significa “ok” (seria um círculo feito com todo o corpo). O segundo, simplesmente, é “não”, gesto extraído de um programa de televisão chamado “Deal or not Deal” quando o participante recusava a fechar um negócio.

10. Bufando

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Claramente, este bonequinho está bufando de raiva, não é mesmo? Não. De acordo com os desenvolvedores, essa figura representa o triunfo por alguma conquista. Dá para acreditar?

(Via Tech Tudo)

Circuito Despertar para o Amanhecer da Consciência se encerra no Teatro Zabriskie no final de semana

Por Zeroum Comunicação

A atriz Sandra Santiago faz a última apresentação dos solos Crônicas de um cativeiro e Sobre Sonhos e Passagens…, nos dias 19 e 20 de janeiro (sexta e sábado), no Teatro Zabriskie, em Goiânia. Parte de uma trilogia ainda em construção, os dois espetáculos integram o circuito Despertar para o Amanhecer da Consciência, que conta com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Goiânia. A entrada é franca, com contribuição voluntária da plateia.

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A trilogia Despertar é resultado de investigações da artista sobre autoconhecimento e sobre o que de fato é a vida. “Os solos buscam transmitir para o público, por meio dos sentidos, experiências de navegação para dentro de si”, conta Sandra Santiago. Para a atriz, a real natureza da existência é uma das questões fundamentais do processo de criação de Crônicas de um cativeiro e Sobre Sonhos e Passagens…

O primeiro dos três espetáculos estreou, em 2013, quando a atriz vivenciava o corpo gestante. Em Crônicas de um Cativeiro, a personagem utiliza a comunicação oral como principal forma de conexão com a plateia. Desta maneira, a palavra constrói ambiência para a trama emocional, que se desenvolve sugestiva de encarceramento provocado por questões ilusórias. “O processo auto-reflexivo experimentado pela personagem instala confrontos e termina por conduzi-la à ressignificação simbólica de caminhos, na busca de leveza e de uma vida mais saudável”, comenta.

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Dois anos depois, Sandra Santiago estreou Sobre Sonhos e Passagens… um solo de aprofundamento na investigação do corpo como instrumento sagrado e como principal veículo de comunicação da experiência sensorial e energética encenada na trilogia. Neste ponto mais avançado da história, em sua jornada questionadora da natureza imaterial da existência, a personagem se depara com uma revelação jamais imaginada.

“Esta revelação será compartilhada com o público no solo Cosmonauta, que fecha a série Despertar da consciência”, informa a atriz. De acordo com ela, a montagem do terceiro espetáculo será alavancada pela apresentação dos solos antecedentes, potencializando o processo criativo de Cosmonauta. Além de performance nos dias 8 e 9 de dezembro, no Sonhus Teatro Ritual, o Circuito Despertar da Consciência tem mais uma rodada prevista para o início de 2018.

Bastante atuais, as questões afloradas em Trilogia Despertar querem provocar a necessidade de reflexão sobre a natureza da vida. Para a atriz, espetáculos que compartilham experiências individuais de transformação são capazes de agir na resolução de problemas sociais da chamada “mente coletiva”. “Como um impacto do microcosmo no macrocosmo”, ressalta.

SERVIÇO
Circuito Despertar da Consciência: Crônicas de um cativeiro e Sobre Sonhos e Passagens…

19 e 20 de janeiro, 20 horas, Teatro Zabriskie (Avenida Antônil Martins Borges, Setor Pedro Ludovico)

Entrada Livre com contribuição espontânea no chapéu da artista

FICHA TÉCNICA
Direção: Alexandre Augusto

Atuação: Sandra Santiago

Iluminação: Rodrigo Assis

Cenário: Jhony Robson e Lucas Arango

Figurino: Tânia Collyer e Elmira Inácio

Fotografia: Layza Vasconcelos

Registro de Vídeo: DOM Filmes

Design: Ateliê Enconstrução

Assessoria de Imprensa: zeroum comunicação

Produção: ZABETA Criações

Realização: Família Santiago Santos Circo Teatro

Mais info:
blog: zzabetacriacoes.blogspot.com.br

facebook https://www.facebook.com/sandrasantiagozabetacriacoes/

Youtube: Sandra Santiago www.youtube.com/channel/UC0L87Qu_wYvd8pAPf8M8vAQ?view_as=subscriber

Instagram: @zabetacriacoes

 

Conheça a história de Rosie, ilustração símbolo do feminismo

Por Galileu

Os criadores do cartaz não pensaram (nem um pouco) em empoderamento quando o criaram

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Hoje conhecida como símbolo feminista, a ilustração de Rosie, a Rebitadora, demorou para fazer sucesso. Ela foi criada durante a Segunda Guerra Mundialpelogoverno dos Estados Unidos, mas só se tornou famosa anos depois, na década de 1970.

O cartaz — que hoje é icônico — foi exibido apenas por algumas semanas durante a guerra, em uma fábrica do meio oeste da Westinghouse Electric and Manufacturing Company, nos Estados Unidos. O cartaz contava com a frase “We Can Do It!”, que em português significa: “Nós podemos fazer isso!”. ”Não foi encomendado pelo governo dos EUA e nem sequer destinava-se a opinião do público em geral. Apenas um número relativamente pequeno de pessoas viu isso na época”, escreveu Flavia Di Consiglio para a BBC.

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O cartaz fazia parte de uma série, que também incluiu imagens como uma em que se lia: “Dúvida sobre o seu trabalho? Pergunte ao seu supervisor”. É bastante claro que essa imagem foi criada para um exercício corporativo e não para ser símbolo do empoderamento feminino.

Mas em meados dos anos 1970, com o fortalecimento do movimento feminista, a ilustração voltou à tona, já que mostra uma mulher forte e independente. ”A imagem é certamente impressionante e se apropria da imagem familiar de Popeye nos momentos em que ele está prestes a partir para resgatar donzelas em perigo com ajuda de sua força sobre-humana”, afirmou Jim Aulich na reportagem.

A Rosie verdadeira

Em 1943 entretanto, uma outra capa com “Rosie, a Rebitadora” foi criada. Nela vemos uma mulher grande sentada em um pilão, comendo um sanduíche de presunto enquanto segura uma máquina. Ao contrário da sua “irmã” famosa, essa personagem está coberta de graxa, por conta de seu trabalho.

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Outras Rosies apareceram, como a “Rosie ao Resgate”, mas a primeira de que se tem notícia é a que surgiu de uma composição de Redd Evans e John Jacob Loeb, que aparece em uma música chamada “Rosie the Riveter“.

Além disso, por mais contraditório que pareça, o uso do cartaz pelo governo norte-americano We Can Do It! estava longe de ter intenções feministas. ”Claro, durante a guerra as mulheres foram encorajadas a se juntar à força de trabalho, mas com o entendimento de que abdicariam de seus postos assim que os soldados retornassem. Era seu dever”, alega Stephanie Buck no Timeline.

(Com informações de Smithsonian.com.)

(Via Galileu)

Até quando um casamento sem sexo pode sobreviver?

Por Rebecca Adams.

Se você perguntar a Heather*, ela vai dizer que, em geral, tem um bom casamento. Ela e seu esposo, com quem está há dez anos, se dão bem e se divertem juntos. A única coisa é que não têm relações sexuais — ou não têm há pelo menos quase um ano.

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Heather, 32, disse ao The Huffington Post que, quando ela e seu marido se conheceram há 15 anos, faziam sexo sempre que podiam. Mas, depois de dois anos de casados, a vida sexual começou a minguar — de várias vezes por semana para uma vez a cada alguns meses, para uma vez por ano, sempre com Heather tomando a iniciativa. Heather não está satisfeita com isso, mas seu marido não está interessado em sexo e não quer falar sobre como consertar o que, para ela, é um grande problema. “Recebo uma variedade de respostas”, disse Heather. “Não está no clima; está cansado; tem dor de estômago.”

Ela acredita que ele tem níveis baixos de testosterona, mas se recusa a ir ao médico. Quando comenta a falta de sexo, seu marido ou se fecha ou fica na defensiva. Ela se queixou sobre como se sente pouco atraente, como sente que eles são apenas colegas de quarto. Mas Heather parece não receber nenhum tipo de retorno ou interesse, então simplesmente parou de tentar — está cansada de ser rejeitada.

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Uma em cada 5 pessoas casadas não tiveram relações sexuais no último mês,

6% das pessoas casadas não tiveram relações sexuais no último ano e 12% não tiveram nos últimos três meses

Mulheres que querem que seus maridos sintam um tipo específico de vergonha

Atualmente as mulheres podem não depender dos homens para tomar a iniciativa na hora do sexo, mas isso não significa que estejam imunes à rejeição de um desejo sexual não correspondido, especialmente com as tradicionais normas de gênero ainda em voga. O estereótipo do marido com tesão versus “mulher que não está no clima” está entre os difíceis de eliminar.

Se os maridos estão conscientemente se opondo a ter relações sexuais, muitas esposas começam a se perguntar: O que há de errado comigo? Penny*, 43, que conheceu seu marido há 15 anos, disse que naquele tempo nutriam uma “atração instantânea”. Três anos após o casamento, no entanto, notou que ele perdeu o interesse por sexo. Em ocasiões nas quais Penny tinha a expectativa de ter relações sexuais, como no aniversário do relacionamento ou férias, seu marido a rejeitava, diz ela.

“Ficava arrasada”, diz Penny. “Nunca pensei ser a pessoa mais linda na sala, mas me sentia atraente e forte no sentido de quem eu era [antes disso].”

O marido de Penny não estava disposto a falar sobre o casamento sem sexo ou buscar aconselhamento profissional. Penny decidiu fazer terapia por conta própria, o que lhe permitiu perceber que o problema não tem a ver com ela ou com sua capacidade de atração. Penny abordou o marido com cuidado ao longo dos anos e o incentivou a buscar qualquer tipo de ajuda médica ou aconselhamento necessário, mas ele se recusava continuamente a falar sobre o assunto.

Quando não podia mais suportar ficar sem relações íntimas, Penny conversou com o marido sobre buscar um caso extraconjugal. Ela começou a ter relações sexuais com um conhecido; seu esposo consentiu e sabia de tudo. Mas aquilo não resolveu os problemas de comunicação sexual do casal e certamente não aliviou o desejo de Penny de estar mais próxima do marido. No momento estão separados.

Alguns pais podem não notar o declínio da vida sexual até que os filhos cresçam e exijam menos atenção. Esse foi o caso de Megan*, 30, mãe de três filhos. Megan sempre tomou a iniciativa quando queria ter relações sexuais, mas quando a atenção que tinha que dar aos filhos minou suas energias, ela parou de procurar. Disse que o marido não está mais interessado em sexo ou carinhos e nem sequer olha mais para ela.

Megan tentou conversar sobre o assunto — enviou artigos para o marido como ponto de partida e até propôs cirurgia plástica se isso fosse torná-la mais atraente —, mas rapidamente se sentiu muito desmoralizada para continuar insistindo na questão de estimular a vida sexual do casal.

“É como ter que pescar para receber um elogio”, disse. “Não parece sincero se você tem que pedir por isso.”

Claro, essas histórias refletem apenas uma parte da complicada dinâmica. Os homens sentem sua própria dose de humilhação quando falham, seja por um bloqueio psicológico ou um problema fisiológico. Causas fisiológicas comuns para a diminuição do desejo sexual em homens incluem disfunção erétil, medicamentos (como antidepressivos), questões químicas cerebrais e desequilíbrios hormonais (como baixa testosterona). No lado psicológico, o pouco interesse pode estar relacionado à depressão, estresse, ansiedade ou problemas no relacionamento propriamente dito.

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1 em cada 4 homens com mais de 30 tem baixos níveis de testosterona

12% destes homens experimentam uma baixa libido e 16% tiveram experiência de disfunção erétil.

Quer os homens decidam buscar ajuda ou não, no entanto, a maioria deles é “motivada pela parceira”, diz Irwin Goldstein, diretor do Programa de Medicina Sexual do Hospital Alvarado, em San Diego, Estados Unidos. Ele disse ao The Huffington Post que muitos de seus pacientes são bastante apáticos em relação à queda do desejo sexual, mas procuram tratamento por causa da parceira, que pode estar se sentindo rejeitada ou ignorada.

O problema nesses casamentos não é necessariamente sexo.

Em muitos casamentos sem sexo, o problema não é apenas sexo — é a falta de empatia do marido e sua incapacidade de resolver a questão com a esposa descontente.

“Se há algo que você realmente quer muito e seu parceiro não reserva um tempo para sequer conversar sobre o assunto, isso geralmente mostra uma disfunção muito maior do que apenas sexo”, disse ao HuffPost Rachel Sussman, psicoterapeuta licenciada e especialista em relacionamentos.

Dito isso, ela acrescenta que a maneira pela qual as mulheres abordam o assunto pode fazer toda a diferença. Em seu consultório, Sussman diz que há mulheres que atacam verbalmente os maridos dizendo coisas como “o que há de errado com você?” ou “que tipo de homem você é?”. Mas a agressividade, seja passiva ou ativa, não é a maneira de abordar a questão. “Quando você tem duas pessoas que estão com raiva uma da outra e com a autoestima ferida, essa [atitude] não é o tipo de receita para conseguir colocar a vida sexual de volta nos trilhos”, disse Sussman.

Ela recomenda que os casais conversem sobre o assunto em um ambiente descontraído, amoroso —, talvez tomando uma taça de vinho ou quando as crianças estiverem dormindo. Num relacionamento saudável, disse, o parceiro acabará respondendo.

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Mas quando vale a pena terminar o casamento?

Muitas das mulheres com as quais o HuffPost conversou enfatizaram que, mesmo estando infelizes com a vida sexual, não estavam preparadas para terminar o casamento.

Mas Patty*, 49, disse ao HuffPost que a recusa de seu marido em lidar com o problema sexual entre eles é um sinal de imaturidade que está causando grandes dificuldades em outras áreas do relacionamento. Ela e o marido não fazem sexo há quase sete anos, apesar de ser “como coelhos” nos cinco primeiros anos do casamento. “Meu casamento está em perigo, e não tenho certeza sobre o quanto ele percebe isso”, disse Patty. “Estamos aqui para embarcar numa jornada juntos. O sexo faz parte dessa jornada.”

Não há via expressa, mas Sussman disse que, se depois de quatro a seis meses seu parceiro continua a ignorar o assunto, então pode ser o caso de se perguntar: Estou disposta a terminar meu casamento por causa disso?

Se alguém estiver disposto a melhorar o casamento, no entanto, é preciso começar com um diálogo calmo e aberto.

“Onde houver vontade, há um caminho”, Sussman disse. “É apenas questão de conseguir que alguém esteja disposto.”

*Os sobrenomes foram omitidos para proteger as identidades das mulheres entrevistadas para este artigo.

(Via Huffpost Brasil)

‘Três Casamentos Uma História’ terá duas apresentações em Goiânia

Por Ana Paula e Silva

No elenco, quatro atores em uma comédia bem humorada que retrata encontros e desencontros de uma mulher com seus ex-maridos

Uma reflexão divertida sobre relacionamentos entre homem e mulher é a proposta da peça Três Casamentos Uma História, que será apresentada no Teatro Sesi, dias 27, às 21h, e 28 de janeiro, às 20h.

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Com direção do experiente José Lavigne, o espetáculo tem no elenco os atores Naura Schneider, Kadu Moliterno, Carlos Simões e Daniel Blanco. Na história, Joana se dá conta que só conseguiria comemorar Bodas de Prata se somasse o tempo de seus três casamentos. Então resolve convidar para jantar os ex-maridos, cada um com sua história, opções de vida e diferenças impressionantes.

Durante o jantar, Joana revela um desejo e um segredo que os deixa atônitos, e ao conversarem sobre seus casamentos, cada um descobre que Joana é bem diferente, em situações surpreendentes e engraçadas, às vezes dramáticas. A peça mostra que sempre há uma maneira e é tempo de tentar realizar sonhos.

Além do bom texto, a peça chama a atenção pelo desempenho dos atores no palco, entre outros elementos. Uma comédia para refletir, questionar e se divertir muito. A produção é de Caravana Produções e Voglia Produções Artísticas.

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Serviço
Espetáculo “Três Casamentos Uma História”

Local: Teatro Sesi, avenida João Leite, nº 1013, Setor Santa Genoveva

Data e horário:
27 de janeiro (sábado), às 21h / 28 de janeiro (domingo), às 20h

Valor dos ingressos
R$ 80 (Inteira) / R$ 40 (meia-entrada)

Vendas
www.compreingressos.com / Call center 4052-0016
Komiketo (da Av. T-4, St Serrinha)

Informações: (62) 3269-0800

Ficha Técnica
Argumento: Naura Schneider
Texto: Cláudio Torres Gonzaga
Direção: José Lavigne  Elenco: Naura Schneider, Kadu Moliterno, Carlos Simões, Daniel Blanco
Cenário e Músicas: Alexandre Elias
Iluminação: Aurélio de Simone Figurinos: Teca Fischisnki Fotos: Pino Gomes  Designer Gráfico: Fábio Passos  Direção de Produção: Lúcia Regina de Souza Produção: Caravana Produções e Vóglia Produções

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Os atores:

Naura Schneider – Atriz, produtora, e jornalista. Iniciou na televisão como repórter e apresentadora de telejornais. Pós-graduada em Cinema e com MBA em Cinema e TV, produziu diversos documentários e protagonizou os filmes “Dias e Noites” adaptado do Romance de Sérgio Jockyman e “Vidas Partidas” ao lado de Domingos Montagner, lançado em 2016.

Em 1991 atuou na minissérie “O Portador” e em seguida na telenovela, “Salomé”.
Em 1992,”Despedida de Solteiro”
Em 1993, “Sonho Meu”
Em 1994, “Irmãos Coragem”
Em 1995, “Zazá”
Em 1997, “Meu Bem Querer”
Em 1998, “Pícara Sonhadora”
Em 2001, “O Clone”
Em 2003, “Mulheres Apaixonadas”
Em 2007 “Senhora do Destino” – atualmente em reprise na TV Globo.

Participou de episódios do programa Você Decide; “Baile de Máscara” em 1993 e “Reencontro” em 1998; do seriado “Radical Chic”; Em 2000 da minissérie “Aquarela do Brasil”. Em 2002 participou de vários episódios do Programa “A Turma do Didi”, e do seriado “A Grande Família”; e de um episódio do seriado “Carga Pesada” e em 2010 de um episódio do seriado “O Relógio da Aventura”.

No teatro atuou em “Noel, Noel” 1995; “Chá de Setembro” em 1998; “Alguém entre Nós” em 2010; “Adorei o que você fez” em 2011 e “Bodas pelo Avesso” em 2013.

Kadu Moliterno – Aos 17 anos de idade, Kadu Moliterno estreou na televisão em “As Pupilas do Senhor Reitor”. Desde então, foram inúmeros trabalhos até o grande sucesso, 15 anos depois, do personagem Juba, em “Armação Ilimitada”.

“Foram muitos os importantes, mas posso destacar “O Príncipe e o Mendigo”, que foram os dois protagonistas de minha segunda novela, em 1970; Bruno, em Água Viva; “Jose Eleotério – o filho do diabo”, na novela Paraíso, de Benedito Ruy Barbosa; Padre José Maria, em Memorial de Maria Moura; Rodrigo, em Anjo Mau. Além, é claro, do Juba“ – acrescenta Kadu.

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Começou no cinema em “A Noite das Fêmeas”, em 1973. Também foi, em 1985, o primeiro apresentador do Rock in Rio, escolhido por Roberto Medina. Sem ter um texto pré-definido, ele fez uma homenagem à cantora Elis Regina, que faleceu naquele ano. Seu último trabalho em novela foi como Pedro, em “Alto Astral”, em 2015 – mesmo ano em que esteve em cartaz com a peça “Corra que Minha Ex-mulher Vem Aí”.

Carlos Simões – Começou no Teatro Tablado em 1989. Na TV, já participou de diversas novelas e seriados como A Regra do Jogo, Rocky Story, Zorra Total (2009/2015), A Turma do Didi, Guerra e Paz, Chamas Da Vida (Record), O Profeta, Páginas da Vida, Cobras e Lagartos, Sob Nova Direção, A Diarista, Senhora do Destino, Malhação, Kubanacan, Mulheres Apaixonadas, Chiquinha Gonzaga, Terra Nostra, Suave Veneno, Que Rei Sou Eu?, Rainha da Sucata, Prova de Amor (Record) e Porto dos Milagres, Seus Olhos (SBT).

No Teatro, a experiência também é vasta. Alguns trabalhos a serem citados são “Os Homens Querem Casar e As Mulheres Querem Sexo 1 e 2”, “Corra Que a Minha Ex Mulher Vem aí com Os Divorciados”, “Correndo atrás.com” e “Minha Mulher Não É Minha Chefe” na qual escreveu, dirigiu, atuou e produziu. Também atuou em “Capitães da Areia” com direção de Roberto Bomtempo e em “O Santo e a Porca” com direção de Íris Bruzzione.

Daniel Blanco – Daniel Blanco possui um DNA talentoso. Ator e músico, Daniel vem de uma família de artistas, sendo neto do grande músico Billy Blanco e irmão das atrizes Lua Blanco, Estrela Blanco, Ana Terra Blanco, Marisol Blanco e do ator e cantor Pedro Sol.

Interpretou o personagem Fabinho, na novela “Totalmente Demais”, filho dos pais interpretados por Vivianne Pasmanter e Humberto Martins. Antes de seu trabalho atual, Daniel integrou o elenco do seriado “Malhação”, fazendo par romântico com Agatha Moreira.

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Entenda por que casais felizes não se expõem nas redes sociais

Por Letícia Flores

Em tempos de vida online, a realidade vivida no nosso dia a dia se cruza com aquela construída nas redes sociais.

Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, Tinder, entre outras redes nos proporcionam a possibilidade de abrir uma janela para a nossa vida e espiar a janelinha dos outros também.

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É claro que a internet e as relações que são estabelecidas por meio dessas conexões podem proporcionar inúmeros benefícios, como manter contato com amigos distantes, conhecer novas pessoas, ajudar e ser ajudado, promover campanhas e até compartilhar textos como este.

No entanto, no meio de todas as ‘personalidades’ que permeiam esse universo digital, ganha destaque a exibição da vida de casais.

Eles podem ser jovens, contar com vários anos de relacionamento, serem mais românticos ou divertidos, hetero ou homossexuais, transgêneros ou pluriétnicos.

Não importa.

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Expor a vida (muitas vezes idealizada) do casal nessas redes pode ser um indício muito forte de que, talvez, esse relacionamento seja mais fachada do que amor, respeito e doação.

Não somos nós que afirmamos isso, pesquisadores analisam esses comportamentos e entendem que os casais mais inseguros têm uma tendência a fortalecer o relacionamento tornando-o mais visível.

Mas, antes de se posicionar sobre o assunto, que tal refletir com a gente sobre as questões a seguir?

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Quando as pessoas estão felizes em seu relacionamento, eles vivem no aqui e agora

Se tudo vai bem na vida e no namoro/casamento/noivado/lance, as pessoas não veem sentido em desperdiçar seu tempo para provar isso aos outros.

Não é que elas nunca tirem fotos ou chequem seus feeds, mas suas vidas já são tão intensas que elas não sentem essa necessidade.

Expor os problemas do relacionamento na internet não ajuda a resolvê-los

Muito pelo contrário, revelar seus problemas pessoais pode fazer com que eles se agravem e ainda fragilizar sua relação com o/a companheiro(a) que pode se sentir exposto(a) e traído(a) (e quem sou eu pra tirar a razão dele, né?)

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A verdadeira felicidade vem simplesmente do viver o relacionamento feliz com quem você ama…

…e não em provar para os outros que você é feliz nesse relacionamento.

Se você precisa constantemente de curtidas para se certificar de que está tudo bem, pode ser que exista um vazio tão grande dentro de si mesmo do qual você precisa parar de fugir… agora!

Ninguém tem de provar nada a ninguém

O que Renato Russo mais queria “era provar para todo mundo que ele não precisava provar nada para ninguém”. Essa necessidade de aprovação é cultivada na nossa sociedade desde que nascemos e é um desafio gigantesco lutar contra ela.

No entanto, quando nos tornamos conscientes de que é possível ser uma pessoa realizada e viver um relacionamento saudável sem que as outras pessoas reconheçam isso, passamos a ser mais livres para viver nossas relações com mais verdade e amor genuíno.

A questão aqui não é julgar quem se expõe, mas incentivar uma reflexão em cada um de nós, porque, em algum momento, todos nós já nos sentimos escravos da aprovação do outro, não é mesmo?

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Vale lembrar ainda que…

Os casais que não se exibem nas redes normalmente são verdadeiramente felizes porque não se colocam em uma posição de se comparar com amigos e colegas no mundo virtual.

Não é uma questão de “inteligência”, mas sim, mais uma vez, de consciência.

Quando percebemos que o que faz cada um feliz podem ser coisas diferentes, entendemos que o que realmente importa são as nossas experiências, o nosso autoconhecimento e o tempo que dedicamos a compreender o ser humano que amamos incondicionalmente.

(Via Awebic)

Goiás ganhará um caminho inspirado no de Santiago de Compostela

Por Jéssica Eufrásio

Previsto para ser inaugurado em março, o Caminho de Cora Coralina foi traçado com base em relatos de viagens realizadas desde o século 18

Os 282km já podem ser percorridos de bicicleta, a pé ou a cavalo (carros não atravessam inúmeros trechos), com auxílio de GPS ou mapa 
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Composta por morros verdes e um céu sem as limitações impostas pelos edifícios da cidade, a paisagem é vistosa ao redor. Inspirado em um dos principais nomes da literatura goiana, o Caminho de Cora Coralina começou a ser demarcado em 2015. Tal qual a Estrada Real de Minas Gerais e o Caminho de Santiago, na Espanha, o estado de Goiás compreendia uma trilha histórica destinada aos viajantes. O trajeto passa por modificações. O intuito é transformar um percurso usado por bandeirantes, há centenas de anos, em uma estrada visitada por aventureiros interessados em conhecer as belezas naturais e a cultura do estado que abraça o Distrito Federal.

A inauguração oficial está prevista para março, mas os seus 282km podem ser percorridos de bicicleta, a pé ou a cavalo (carros não conseguem atravessar inúmeros trechos), com auxílio de GPS ou mapa. Os viajantes desfrutam não só de espaços em meio à vegetação do cerrado, mas também das belezas de residências dos séculos 18 e 19, das ruínas de antigas lavras de ouro e da presença de fazendas e cidades históricas.

O caminho começa em Corumbá de Goiás, município com pouco mais de 11 mil habitantes e a 140km de Brasília, e termina na Cidade de Goiás, antiga capital do estado, mais conhecida como Goiás Velho, e local de nascimento da poetisa cujo nome batiza a trilha. Passa, ainda, por outras cidades históricas, como Pirenópolis, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí. Em todos os oito municípios por onde o caminho passa, há locais para hospedagem, especialmente nas cidades maiores.

Garimpo

Em Corumbá, a trilha começa próxima a um trecho composto por casebres, fazendas e sítios. Há duas opções de início: uma perto do Terminal Rodoviário, na qual se atravessa um pequeno trecho de mata (o percurso pode ser irregular para ciclistas ou pessoas montadas em cavalos); a outra começa perto da rodovia GO-225, na subida da Avenida São João.

Passando por casebres, fazendas e sítios, percurso começa em Corumbá de Goiás, cidade fundada em 1730, com um casario colonial bem preservado
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Mas, antes, vale a pena conhecer Corumbá. Fundada em 1730, a cidade começou a crescer em 1734, a partir da inauguração da capela de Nossa Senhora da Penha de França, hoje igreja-matriz. A população se desenvolveu entre a paróquia e o Rio Corumbá, onde pedras preciosas eram garimpadas pelos bandeirantes. No início, a economia da cidade girava em torno da mineração. Com o fim da atividade, a renda passou a se amparar na agropecuária e, hoje, é sustentada principalmente pelo turismo.

Ramir Curado, 57 anos, pesquisador da história corumbaense, escritor e comerciante da região, conta que chegou a mapear 127 garimpos de mineração até o século 20. Apesar disso, segundo ele, o município também teve importante papel na movimentação do comércio de Goiás. “Todo o norte goiano vinha fazer compras aqui. A partir do fim do século 19, a produção de tabaco, açúcar e café deu um enorme destaque a Corumbá. Mas, hoje, é o turismo que está em desenvolvimento aqui”, ressalta.

O historiador Ramir Curado mapeou 127 garimpos de mineração
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Além das quedas d’água e corredeiras pelas quais o município é conhecido, chama a atenção o centro histórico, composto por casarões construídos no período colonial, pela igreja Nossa Senhora da Penha de França e pelo Cine Teatro Esmeralda. Algumas das atrações que passam pelo centro histórico são o carnaval da cidade, que conta com marchinhas tradicionais, e as apresentações artísticas do Coral de Corumbá, da Orquestra de Violeiros e da Corporação Musical 13 de Maio, mais antiga de Goiás. As aulas de história ficam por conta da apresentação das tradicionais cavalhadas (encenações de batalhas entre cristãos e mouros, introduzidas no Brasil pelos jesuítas).

Pedalando

As casas próximas ao Caminho de Cora Coralina são habitadas, em geral, por trabalhadores da região. Segundo eles, é comum ver fazendeiros, vaqueiros e ciclistas locais e forasteiros usando a estrada. Nascido e criado em Corumbá, Geraldo da Silva, 67, se lembra do tempo em que fazia o percurso até Pirenópolis. “Tenho alguns amigos que moram em fazendas perto da estrada. Eu costumava visitá-los a pé ou de bicicleta. Mas, quando a saúde permitia, cheguei a ir a Pirenópolis por ela”, conta.

Geraldo: “Tenho alguns amigos que moram em fazendas. Costumava visitá-los a pé ou de bicicleta”
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Integrante de um grupo de ciclistas, o morador de Caldas Novas (GO) Reginaldo Moronte, 41, conheceu o caminho em 2015, a convite de um amigo. Foram três dias de viagem, entre 10 e 12 de outubro, ao lado de nove companheiros de pedalada. Com base nessa experiência, ele destaca a importância de praticar ciclismo para enfrentar o trajeto. “O melhor jeito de fazê-lo é caminhando, de bicicleta ou montado em algum animal. Mas é necessário preparo físico. Não pode ser qualquer cicloturista. É necessário, ao menos, um ano de prática. Podem acontecer acidentes, então o ideal são, no máximo, 10 pessoas por grupo”, recomenda.

O grupo parou em restaurantes, hotéis e pousadas nas cidades visitadas para comer ou passar a noite. Ainda assim, segundo Reginaldo, três dias não foram suficientes para conhecer todos os atrativos. “O mais difícil foi o trecho de um morro. Mas, fora isso, passamos por locais maravilhosos. Deixamos alguns pontos de fora, como a Fazenda Babilônia (em Pirenópolis) e cachoeiras, porque fizemos o caminho em três dias. Em cinco dias, porém, teríamos conhecido tudo”, observa.

Médico, Alvaro Luis de Paula, 56, fez o Caminho de Cora Coralina com Reginaldo e voltou em 2017. Para o morador de Goiânia, a maior dificuldade decorreu da falta de sinalização. Contudo, o grupo com o qual percorreu a trilha recorreu a mapas na internet, à Goiás Turismo e aos moradores da região para conseguir as informações necessárias. “Para Goiás, é um projeto interessantíssimo. O percurso não é tão puxado, mas também não é para qualquer um. Precisei traçar o caminho com ajuda de mapas na internet”, detalha.

Ampliação

Cientista ambiental, morador de Goiânia e voluntário do projeto, Alessandro Abreu conta que, na última quinta-feira, mais 17 km da estrada, entre Caxambu e Radiolândia, foram sinalizados. “É um processo que não acaba, porque temos de revisá-la (a sinalização) a cada três meses. Antes do lançamento (oficial), vamos providenciar o cadastro de locais de hospedagem, suporte para alimentação, locais para banho, mas isso é desenvolvido com a própria comunidade”, explica.

Pinturas em árvores e postes demarcam as trilhas pelo interior
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Os participantes do projeto também pensam em criar um sistema de passaporte semelhante ao usado em outras trilhas famosas. Segundo Alessandro, a proposta permitirá que o turista colecione carimbos em pontos específicos ao longo do trajeto. Até lá, o governo goiano segue sinalizando a estrada e tentando negociar a cessão de passagem por estradas particulares.

Memória

Primeiro livro aos 75 anos

Cora Coralina, nome adotado por Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na Cidade de Goiás, em 20 de agosto de 1889. A poetisa e contista ficou famosa por retratar nos escritos que produzia a simplicidade do cotidiano dela. Publicou o primeiro livro só aos 75 anos.

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Desde então, teve nove obras editadas, sendo quatro delas póstumas, e chegou a receber dois prêmios: o literário Juca Pato e a Ordem do Mérito Cultural. A poetisa morreu em Goiânia, em 10 de abril de 1985, aos 95 anos, vítima de uma pneumonia.

Em 2017, estreou o filme Cora Coralina – Todas as Vidas, do diretor Renato Barbieri. O nome homenageia um dos poemas da escritora (leia ao lado). O longa-metragem mescla a ficção e a realidade para contar a história de Cora. “Ela tinha uma visão muito à frente do tempo e a capacidade de se expressar com muita verdade, clareza e força em uma sociedade machista, patriarcal e escravagista. O principal mérito dela era a coragem”, ressalta Renato.

Para o cineasta, o Caminho de Cora Coralina, de certo modo, também se associa à personalidade da escritora. “É um caminho que passa por lugares de muita beleza. Ele tem a força da história e da natureza, dois aspectos bastante relacionados à vida dela, que sempre defendeu a natureza, as mulheres e as pessoas pobres”, salienta.

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Roteiro baseado em diários de viagem 

A elaboração do roteiro do Caminho de Cora Coralina ficou a cargo do pesquisador Bismarque Villa Real. Especialista em estradas e caminhos antigos e em estudos sobre o Planalto Central, ele fez um levantamento recorrendo a diários de viagem dos séculos 18 a 20. “Tracei o caminho com base nas observações de seis viajantes. O roteiro, a princípio, ficou com cerca de 260 km. Não optamos pela menor distância, mas pela maior quantidade de locais importantes que precisavam estar no trajeto, como a Fazendo Babilônia, por exemplo”, explica.

O projeto proposto foi aceito, mas ficou parado por um tempo. O primeiro mapa passou por modificações e a extensão do trajeto aumentou para incluir outras áreas naturais e sítios históricos. É possível que o percurso alcance até 300 km. Outro plano envolve colocar, ao longo do trajeto, nas áreas de descanso e pontos de apoio, textos de Cora Coralina e de escritores de cada um dos municípios visitados.

Chapada dos Veadeiros

De acordo com João Lino, gerente de projetos, produtos e pesquisas turísticas da Goiás Turismo, agência de turismo do estado, a proposta começou a ser avaliada em 2013, quando empresas de consultoria foram contratadas. João ficou responsável pela pesquisa de campo e pelo conceito do caminho. “A Goiás Turismo tem trabalhado desde 2014 com alguns roteiros de unidades de conservação, mas, desde o ano passado, temos focado em percursos de longo curso. Por isso, o Caminho de Cora Coralina é o nosso projeto experimental”, comenta.

A ideia é associá-lo a mais áreas que envolvam unidades de conservação e ligá-lo à Chapada dos Veadeiros. “Hoje, temos de 50 a 60 km do caminho sinalizado. Temos usado pinturas nas árvores e postes, porque, assim, não há risco de danos a elas. Estamos contando com apoio da comunidade e de voluntários para auxiliar nesse processo. Além de gerar menos custos e uma sensação de pertencimento, esse tipo de ação trabalha a educação ambiental, cultural e turística dos moradores da área”, destaca João Lino.

O lançamento oficial do Caminho de Cora Coralina está previsto para 23 de março. Até lá, o projeto inclui a divulgação do mapa oficial de todo o percurso, de uma planilha para os usuários caminhantes e cicloturistas e de um site do projeto. “Estamos tentando lançar um aplicativo que reúna todas essas informações. A intenção é tematizar o roteiro em cima da poesia, de paisagem, de gastronomia e de cultura. A poesia será um diferencial”, assinala João Lino.

Outros caminhos

Santiago 

As dezenas de possibilidade de trajetos que compõem os Caminhos de Santiago levam à cidade de Santiago da Compostela. A catedral de mesmo nome do município é visitada por peregrinos que, desde o século nono, iam venerar as relíquias do apóstolo Santiago Maior. Apesar do caráter religioso do caminho, grande parte das pessoas não o faz por motivos religiosos. O percurso, que parte de diferentes locais da Europa, também costuma ser percorrido a pé, a cavalo ou de bicicleta.

Estrada Real

Dividida entre quatro caminhos, a Estrada Real é a maior rota turística do Brasil. O percurso se estabeleceu no século 17, quando a Coroa Portuguesa oficializou as rotas para transporte de ouro e diamantes do interior do país até os portos fluminenses. Os mais de 1.630 km de extensão passam pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e dão destaque à história e às belezas das regiões percorridas.

(Via Correio Brasiliense)