Menos 82% de animais selvagens, 47% de ecossistemas e 25% das espécies podem extinguir-se. É este o estado do Planeta

Por Ana Luísa Bernardino

O planeta está em perigo e a culpa é do Homem. Os números assustadores são resultado de um estudo das Nações Unidas.

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Este é o maior estudo alguma vez realizado sobre o estado de saúde do Planeta e os resultados são aterradores. As conclusões do Global Assessment Report das Nações Unidas apontam mesmo para o perigo da continuação da sociedade humana devido ao declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte de vida na Terra. Segundo o relatório, feito por alguns dos mais importantes cientistas do mundo, a natureza está a ser destruída a uma velocidade que é centenas de vezes maior à média dos últimos 10 milhões de anos.

Vamos à primeira leva de números assustadores. Segundo os resultados da investigação que envolveu mais de 450 cientistas e diplomatas, a biomassa de mamíferos selvagens caiu em 82%, os ecossistemas naturais perderam metade da sua área (47%) e um milhão de espécies estão em risco de extinção (25%). Duas em cada cinco espécies de anfíbios estão em risco de desaparecer, um terço dos corais formados em recife também. Há animais marinhos a diminuírem para um terço e estima-se que 10% dos insetos, fundamentais para a polonização das plantas, possam estar também sob o risco de extinção.

A causa para a destruição está nas ações do Homem que é também quem sofre as consequências: a produção agrícola está em risco devido à terra degradada; a água doce está a diminuir e há ainda toda a questão das alterações climáticas.

“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e outras espécies dependemos está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a destruir os próprios fundamentos das economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida, em todo o mundo ”, disse Robert Watson, presidente da  Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (Ibpes), ressalvando que não se pode perder mais tempo e que “temos de agir agora.”

Gastamos 60 mil milhões de toneladas de recursos, por ano

O relatório mostra o tamanho da pegada ecológica que deixamos: três quartos de todas as terras do planeta foram transformadas em campos agríolas, cobertos por cimento, transformados em reservatórios de barragens ou alterados de outra forma. Mais: dois terços do mundo marinho são agora zonas de criação de peixe, rotas de navegação, minas submarinas, entre outras coisas. Com tudo isto, a sobrevivência de mais de 500 mil espécies está em risco, uma vez que não há zona suficiente para o seu habitat. No espaço de décadas, sugere o relatório, muitos animais podem vir a desaparecer.

O impacto no Planeta tem vindo a crescer, bem como a disseminação de zonas afetadas pelos humanos. “Estamos a deslocar o nosso impacto ao redor do planeta, de fronteira para fronteira”, disse Eduardo Brondizio, co-presidente do Ibpes, da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. “Mas estamos a ficar sem fronteiras … Se continuarmos os negócios normalmente, vamos assistir a um declínio muito rápido na capacidade da natureza de fornecer o que precisamos e proteger as mudanças climáticas”.

As industrias alimentares são as responsáveis por grande parte da pegada. Além da agricultura e da pesca, é de destacar a da carne: segundo o relatório, é responsável por cerca de 25% do gelo derretido no mundo e por mais de 18% das emissões de gases que criam o efeito de estufa. Há ainda a erosão do solo, uma vez que os pastos de gado têm vindo a substituir florestas e outros ecossistemas recheados de natureza, sem esquecer as doenças da própria terra.

As zonas húmidas, naquilo que se refere aos habitats, representam as maiores perdas: 83% destas áreas foram drenadas, desde o século XVIII, o que afeta substancialmente tanto a qualidade da água, como a vida vida das aves. As florestas, sobretudo nos trópicos, estão a diminuir – só nos primeiros 13 anos do século XXI a área de floresta sem interferência do homem desceu 7%, valor que, segundo o jornal britânico, representa, em território, França e o Reino Unidos juntos. Apesar de a taxa de desmatamento ter diminuído, a realidade é que foram plantações de monoculturas a substituírem a selva e a floresta.

Falta ainda falar dos oceanos. Só 3% das áreas marinhas é que não têm interferência humana, sendo que a pesca se realiza em mais de metade dos oceanos do planeta, o que faz com que um terço das populações dos peixes estejam a ser excessivamente exploradas.

Ainda que as alterações climáticas, a poluição e as espécies invasoras tenham um impacto inferior, a forma como condicionam o planeta está a crescer: mesmo que se trave o aquecimento global na meta estabelecida pelo Tratado de Paris, que apontou para os 1,5 a dois graus Celsius, a diversidade de espécies corre o risco de diminuir drasticamente.

Segundo o relatório, o crescimento populacional do planeta é um dos fatores que mais contribui para este cenário negro. A pegada deixada pelos países desenvolvidos é muito superior à dos países mais pobres.

Desde 1980 que o ser humano extrai 60 mil milhões de toneladas de recursos, todos os anos, o que significa que o valor vai já no dobro e o planeta não tem capacidade para aguentar. Segundo o relatório, mais de 80% das águas residuais são despejadas em lagos e oceanos, sem tratamento, em conjunto com cerca de 300 a 400 milhões de toneladas de metais pesados, lama tóxica e outro tipo de descargas industriais. Relativamente ao plástico, os resíduos deste material aumentaram dez vezes nos últimos 40 anos, o que cria um impacto brutal no mundo dos animais marinhos: afeta 86% das tartarugas marinhas, 44% das aves marinhas e 43% dos mamíferos marinhos. O resultado do escoamento de fertilizantes também é assustador: existem neste momento 400 zonas mortas, numa área que corresponde ao tamanho do Reino Unido.

“Esta é a verificação de saúde planetária mais completa, detalhada e extensiva. A mensagem para levar para casa é que deveríamos ter ido ao médico mais cedo. Estamos em um mau caminho. A sociedade em que gostaríamos que nossos filhos e netos vivessem está em perigo real. Eu não posso exagerar, ”diz, citado pelo “The Guardian“, Andy Purvis, professor do Museu de História Natural de Londres e um dos principais autores do relatório. “Se deixarmos esta trapalhada às próximas gerações, elas não nos vão perdoar.”

Mudança radical em todos os setores

A perda da biodiversidade entrou, pela primeira vez, na agenda dos G8. Estudos, relatórios, conferências estão a ser organizados de forma a que se estabeleça um plano de ação, que inclua metas para que se ponha um travão à tragédia ambiental. O Reino Unido já encomendou a um professor da Universidade de Cambridge, Partha Dasgupta, um estudo sobre o caso económico da natureza. A China vai receber uma conferência fundamental da ONU de forma a que estabeleçam metas globais para a biodiversidade.

“O relatório pinta um quadro bastante preocupante. O perigo é que colocamos o planeta numa posição onde é difícil recuperar ”, disse Cristiana Pașca-Palmer, chefe da principal organização de biodiversidade da ONU. Mas, segundo a mesma, ainda há esperança: “Há muitas coisas positivas a acontecerem. Até agora não tivemos vontade política de agir. Mas a pressão pública é alta. As pessoas estão preocupadas e querem ação. ”

Uma das conclusões do relatório é que as soluções até agora apresentadas são insuficientes. O plano terá de ser reformulando e deverá integrar medidas muito mais radicais, que afetarão todos os principais pilares da sociedade, desde a política, à economia e tecnologia.

Segundo Cristiana, as agendas de política local, nacional e internacional precisam de estar alinhadas e de ter em vista a luta contra a deterioração do planeta. A cooperação entre os setores de comércio, controlo dos níveis de desigualdade, fiscalizações mais assertivas e nova legislação ambiental também terão de ser introduzidos para que se trave este problema mundial. O apoio das comunidades indígenas, habitantes de florestas e pequenos proprietários também são fundamentais, uma vez que os ´”últimos investimentos para a natureza estão em áreas administradas por estes grupos.” Ainda assim, “as pressão começa a ser prejudicial, à medida que diminuem a vida selvagem e o conhecimento para conseguir geri-la.”

Está no limiar de ser impossível, mas ainda há saída. “A situação é complicada e difícil, mas não podemos desistir. O relatório mostra que há uma saída. Acredito que ainda podemos dobrar a curva ”, disse Josef Settele, co-presidente do Ipbes e entomologista do Centro Helmholtz de Investigação Ambiental na Alemanha. “As pessoas não devem entrar em pânico, mas devem fazer uma mudança drástica.”

(via MAGG)

Da Catalunha para Goiás, estreia ‘Adan Experience’ no Teatro Goiânia

Por João Bosco Amaral

Com apoio institucional do Fundo de Arte e Cultura de Goiás, estreia nos dias 17 e 18 de maio (sexta e sábado) às 20h, no Teatro Goiânia a nova peça da Cia. Teatral Oops!.. “Adan Experience”, que foi inteiramente desenvolvida na Espanha durante a residência artística “Conexiones Escénicas”. A montagem é uma co-produção Brasil/Espanha que tem a direção de Antonio Gómez Casas e atuação de João Bosco Amaral. A dramaturgia foi desenvolvida pelos dois criadores e contou ainda com a colaboração de Laurent Cottel (França), Mercé Ballespi (Catalunha) e Sol Silveira (Brasil). A Entrada é gratuita para todas as sessões.

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Adan Experience 

“Isto não é uma conferência, isto não é uma palestra, não é uma peça de teatro. Isto é a vida …”

Venha e compartilhe um momento de sua existência com o agitador cultural Adan Yelbal, em uma experiência que pode mudar sua percepção sobre o mundo. Um debate sobre as questões que intrigam a humanidade desde os seus tempos mais remotos. Estas eternas perguntas sem respostas serão colocadas em xeque, na busca de soluções que podem definir o futuro da espécie.

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O Conhecimento, a Vida e a Arte são, antes de tudo, experiências que merecem ser compartilhadas com alegria e felicidade, numa ode ao desenvolvimento cognitivo e tecnológico do ser humano e suas criações e descobertas ao longo de sua existência na Terra. Assim, a experiência deste encontro será uma verdadeira celebração e reflexão à tudo que produzimos e criamos durante a nossa “estada” aqui.

Qual será o futuro da nossa espécie?

Estamos próximos da extinção do Homo Sapiens?

Adan, em seu best-seller, “Experience – 4th Revolution”, nos propõe a solução.

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Conexiones Escénicas 

O projeto é um intercâmbio e uma residência artistica da Oops!.. (Brasil) com a Aula de Teatre (Espanha), envolvendo artistas e criadores dos dois núcleos artísticos. O processo iniciou em outubro de 2018, e envolve, além da montagem “Adan Experience”, um curso de “Processos de Criação” ministrado por João Bosco Amaral que culminou em uma montagem que estreou em janeiro de 2019, tendo como base a dramaturgia de Nelson Rodrigues, a interação de artistas da Oops!.. com diferentes cursos e disciplinas ofertadas pela Aula Teatre, além de outras atividades artísticas que acontecem na cidade de Lleida e na região da Catalunha. O grupo também recebeu estagiários do Ciclo de Formação em Grau Superior da Aula de Teatre, para que os mesmos pudessem vivenciar práticas teatrais com um grupo profissional de Teatro.

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Nos dias 22, 23 e 24 de maio haverá a Oficina Conexiones Escénicas, um dos desdobramentos do projeto homônimo que tem como objetivo difundir e compartilhar, de maneira prática e teórica, o conhecimento e a experiência adquiridos ao longo da residência artística desenvolvida na Espanha ao longo de aproximadamente quatro meses. A oficina será ministrada pelo ator e diretor João Bosco Amaral, e contará com a participação do diretor e dramaturgo espanhol Antonio Gómez Casas.

A oficina acontecerá de quarta a sexta, das 18h às 22h. As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas através do e-mail ciaoops@hotmail.com . Os interessados devem enviar o nome completo, contato telefônico e currículo resumido. Serão disponibilizadas até 30 vagas, e os selecionados serão divulgados até o dia 20/05.

Serviço

“Adan Experience” – Estreia

Dias 17 e 18 de maio (sexta e sábado)

Às 20h

Teatro Goiânia

Entrada Gratuita

CIA TEATRAL OOPS!..

Fone:  (62) 4141.0500 | 98408.7294 e 98406.0060 [TIM]

Site: www.ciaoops.com.br
Youtube:  http://www.youtube.com/user/CiaTeatralOops
Facebook:  Cia Teatral Oops!..

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Twitter: @ciaoops

 

Como atingir a concentração máxima num mundo cheio de distrações

Por Marco Cotas

Descubra o conceito de concentração máxima, apresentado no livro Deep Work, do professor norte-americano Cal Newport.

“Uma das capacidades mais importantes do ser humano está a tornar-se cada vez mais rara. Quem souber dominá-la conseguirá alcançar resultados extraordinários.” – Cal Newport

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Venho falar-vos sobre o conceito de concentração máxima, apresentado no livro Deep Work, do professor norte-americano Cal Newport. A ideia não é resumir o livro, mas, sim, dar a conhecer algumas das ideias nele apresentadas e que tanto podem ajudar quem estiver disposto a ouvi-las.

MAS, ANTES DE MAIS… O QUE É ISTO DA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA?

A concentração máxima acontece quando te encontras num estado de foco tão elevado em que, naquele momento, apenas existem tu e o teu projeConcentracao-Maxima-Annie-Spratt_02to. Na prática, isto significa que as ideias e os pensamentos vão atingir um nível mais profundo e que vais usar 100% das tuas capacidades cognitivas para o trabalho em questão; no entanto, apesar de o conceito parecer simples, é necessária prática e uma grande força de vontade – estado alcançável por poucos.

Pensa comigo… Quando foi a última vez que te envolveste num projeto durante horas sem responder a um e-mail, abrir o Facebook ou ir “apenas um pouco” à internet? A verdade é que para a grande maioria é difícil recordar tais tempos, se é que alguma vez existiram.

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Todas estas distrações parecem inofensivas, mas sempre que as utilizas estás a desviar o foco do que realmente importa e quando voltares ao trabalho vais estar num nível de concentração inferior aquele que estavas anteriormente.

O PODER DA CONCENTRAÇÃO NA ECONOMIA ATUAL

Produzir conteúdo num estado de concentração máxima é cada vez mais valioso, porque tem vindo a tornar-se cada vez mais raro. Com a rapidez com que os conteúdos hoje em dia são criados, apenas os que realmente são bons vão durar mais do que alguns meses, dias ou horas. E, por esse motivo, é cada vez mais importante pensares em produzir em termos de qualidade em vez de quantidade – pensa no teu último tweet e quanto tempo terá demorado para a mensagem ser esquecida.

Atualmente, é espectável que respondas rapidamente aos e-mails, que trabalhes em constante interação e que tenhas uma vida social ativa. Exemplos disto são empresas gigantes como o New York Times, que pede aos seus redatores para terem uma presença no Twitter, ou o Facebook, que criou espaços abertos de trabalho que promovem o contato humano. Não querendo questionar estas políticas, merecem pelo menos uma reflexão sobre os efeitos produtivos que delas resultam, uma vez que dificultam ainda mais a existência momentos longos de trabalho num estado de concentração máxima.

3 ESTRATÉGIAS PRÁTICAS PARA AUMENTARES A TUA CONCENTRAÇÃO MÁXIMA

Planeia os teus períodos de distração: isto significa que, em vez de permitires a distração entrar na tua vida a qualquer momento, vais ter um período próprio de pausas para isso mesmo. O conceito é simples, não deixes a tua mente e as tuas ações irem “para onde o vento sopra no momento”.

Cria um ritual de concentração máxima: todos somos diferentes – cada um de nós tem os seus próprios ritmos e, portanto, momentos específicos do dia em que é mais produtivo. Torna-se mais fácil entrar no estado de concentração máxima tendo uma rotina criada, que deverá ser livre de distrações e proporcional ambientes em que consigas atingir níveis elevados de concentração. E lembra-te que o mais importante quando queres criar uma nova rotina é a consistência.

Aprende a desligar-te: para poderes, todos os dias, entrar num estado de concentração máxima tens de estar na tua melhor forma e, como tal, dormir bem. Assim, ao final de um dia de trabalho desliga-te dos problemas, do que te perturba e relaxa. Aprende a viver sem pensar no trabalho a partir de certas horas, e o resultado vai ser uma mente mais clara e focada no dia seguinte. Se ajudar, escreve mesmo o que tens para fazer no dia seguinte e grita “ACABOU O DIA!!!”, para que o teu cérebro perceba que a partir desse momento já não são bem-vindos pensamentos relacionados com o trabalho.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nem todos temos a possibilidade de trabalhar num mundo sem distrações, mas a realidade é que o valor de conseguir trabalhar num estado de foco pleno é, cada vez mais, uma raridade no mundo atual e a tendência só tende a crescer. Por isso, quando aplicados, estas ideias de que te falei podem tornar uma mais valia e ajudar-te a sobressaíres e na sua área. Numa economia de conhecimento como aquela em que vivemos hoje, todas as ferramentas para potencializar a nossa produção são bem-vindas.

Se quiseres saber mais ao pormenor o que é concentração máxima, recomendo a leitura do livro que deu origem a este artigo: Deep Work, de Cal Newport.

(via Shifter)

Finalmente há um motor de busca de Creative Commons… ainda não sabe o que isso é?

Por Shifter

A organização sem fins lucrativos Creative Commons (CC), que em 2002 criou um conjunto de licenças públicas com o mesmo nome, lançou um motor de busca para tornar os conteúdos CC mais acessíveis. O novo serviço de pesquisa começou a ser desenvolvido há dois anos e, depois de um período beta, está disponível em search.creativecommons.org.

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A plataforma integra mais de 300 milhões de imagens CC indexadas de 19 fontes diferentes: dos bancos fotográficos Flickr e 500px, aos repositórios criativos Behance, DeviantArt e Thingiverse, passando por instituições culturais como o Rijksmuseum ou a New York Public Library. O intuito é alargar o espectro do motor de busca, integrando colecções de CC importantes o como as da Europeana e as da Wikimedia Commons (Wikipédia).

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As licenças Creative Commons (CC) determinam que um conteúdo apesar de protegido por direitos autorais pode ser utilizado por qualquer pessoa mediante a política de licenciamento definida pelo seu autor. Dependendo da(s) licença(s) que o autor adopte, os conteúdos em CC podem ser utilizados para fins pessoais, editorais ou comerciais, depender apenas da atribuição de crédito ao autor original e até, inclusive, ser modificados.

As licenças CC são universais – consistem num código que qualquer criador de conteúdos, internauta ou algoritmo consegue compreender e que é transversal a plataformas como a Wikipédia ou o Flickr (que costumam ser bons locais para pesquisar e encontrar alguns desses conteúdos CC). Por outro lado, qualquer criador pode licenciar o seu trabalho com uma destas licenças, para isso basta ir ao site e escolher a que lhe parece mais indicada.

 

Não se pode utilizar fotografias do Shutterstock, da Getty ou de outros bancos do género assim sem mais nem menos. É preciso comprar essas imagens ou adquirir uma licença que geralmente não é barata. Todavia, e felizmente para muitos criadores de conteúdos com orçamentos baixos, existem boas alternativas gratuitas. O Unsplash é um bom exemplo, mas não o único, graças à iniciativa da Creative Commons em 2002 de criar um conjunto de licenças públicas com o mesmo nome.

O motor de busca da Creative Commons só inclui imagens por agora, mas existem planos para integrar outros trabalhos licenciados com CC, como manuais escolares ou áudios. Ao todo, existem cerca de 1,4 mil milhões de conteúdos CC que poderão ser indexados a este serviço de pesquisa.Nos planos estão também uma funcionalidade de pesquisa avançada, a possibilidade de navegar por colecções sem introduzir termos de pesquisa e melhorias na acessibilidade e experiência em dispositivos móveis.

Esse trabalho de continuar a desenvolver e de alargar a plataforma de pesquisa da Creative Commons está dependente do trabalho voluntário de programadores que ajudam a equipa de engenheiros da Creative Commons. Por exemplo, alunos da Google Summer of Code, que começa este mês de Maio, irão dar o seu contributo.

(via Shifter)

A designer Sophie Rowley transforma jeans velho em mármore azul

Por Renato Cunha

Sophie Rowley é designer de materiais que vive em Berlim, na Alemanha. Com uma formação acadêmica em design de moda pelo renomado Saint Martins em Londres, ela já trabalhou para algumas grandes marcas e estilistas como  Alexander McQueen, David Chipperfield, Diane von Fürstenberg, Nissan entre outros. O Bahia Denim é um material desenvolvido por Sophie utilizando jeans velho e que tem aparência semelhante ao mármore azul brasileiro, por isso ganhou esse nome.

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O material é feito dos retalhos de denim que sobram das confecções e que acabam no lixo, mas Sophie veio com a brilhante ideia de transformá-los em um novo material. Devido ao fato de que os retalhos tem muita variação de tamanho, tons indigo, cores e textura tornam cada projeto único. Como o material é feito à mão, existem infinitas combinações de variações de cores possíveis.

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Como funciona o Bahia Denim

Os retalhos de denim são colocados sobre um molde e as camadas são coladas com bioresina. Depois que o material estiver seco, ele será esculpido para criar uma superfície plana. Através do processo de esculpir, bem como através dos diferentes tamanhos e cortes coloridos, aparece um padrão de mármore personalizado. Como o material Bahia Denim é leve, mas muito durável, é uma base perfeita para criar móveis, painéis de parede ou superfícies para interiores.

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O Bahia Denim de Sophie Rowley é outro grande exemplo de como fazer upcycling de pares de jeans antigos. Ou sobras de produção. Um conceito muito legal e sustentável para a indústria de denim.

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(via Stylo Urbano)

Não é o cloro: a dura verdade sobre os olhos vermelhos na piscina

Por eCycle

Estudo aponta que não é o cloro da água da piscina que deixa seus olhos vermelhos

O cloro inativa a maioria dos germes causadores de doenças e é por isso que ele é encontrado na água potável e na grande maioria das piscinas. Contudo, os compostos formados em piscinas têm deixado alguns cientistas preocupados. Toda vez que uma pessoa entra na piscina, ela está adicionando contaminantes ao meio. Segundo um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), atividades de contato prolongado com a água de piscinas contaminadas podem resultar na ocorrência de conjuntivite infecciosa, inflamação da orofaringe, afecções de pele, síndromes disentéricas, entre outras doenças.

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De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, os casos de doenças em águas recreativas, causados por bactérias e contaminantes em piscinas, estão em ascensão. A maioria dos casos foi associada ao parasita unicelular Cryptosporidium. Ele pode sobreviver em piscinas por dez dias ou mais, mesmo em água clorada. Segundo o relatório do CDC, os nadadores trazem o contaminante para a piscina quando entram na água quando estão doentes (com diarreia).

Outro fator que preocupa em relação à higiene das piscinas é que a maioria delas apresenta urina, suor, cabelo, resíduos de maquiagem, protetor solar e outros resíduos. Esses contaminantes, em combinação com o cloro, formam as cloraminas. Pesquisadores comprovaram que não é o cloro que deixa seus olhos vermelhosquando você nada na piscina, é a urina! Especificamente, são os produtos químicos liberados quando o cloro reage com esses contaminantes. Os “subprodutos de desinfecção”, ou DPBs, liberam um forte odor. A maioria das pessoas pensa que o cheiro forte da piscina indica a concentração de cloro, mas não é o caso; ele normalmente indica que os contaminantes da piscina não estão sendo eficientemente combatidos na presença do cloro.

Alguns desses subprodutos de desinfecção, como o clorofórmio, são conhecidos como trihalometanos, e são considerados cancerígenos. Um estudo recenterelaciona esses subprodutos com o câncer de bexiga e colorretal.

Urina e suor contêm ácido úrico. Outro estudo, publicado pelo American Chemical Society journal Environmental Science & Technology, aponta que o ácido, em contato com o cloro, reage produzindo tricloramina e cloreto de cianogênio, dois perigosos gases. Esses dois produtos químicos têm sido associados à problemas de saúde crônicos entre nadadores: a exposição à tricloramina pode levar a problemas respiratórios graves, enquanto o cloreto de cianogênio tem sido associado a doenças pulmonares e desordens do sistema nervoso central e do sistema cardiovascular.

(via eCycle)

Já ouviu falar de limão caviar?

Por Renata Diem

Originário da Austrália, o limão caviar ou finger lime, em inglês, (citrus australasica/microcitrus australasica) vem se tornando popular na gastronomia mundial como uma versão sofisticada de “bushfood” – plantas nativas australianas utilizadas por aborígenes (poderíamos fazer aqui uma comparação com as nossas PANCS – plantas alimentícias não convencionais).

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A fruta possui formato alongado e um espectro de cores que pode variar entre o verde, marrom, rosa e vermelho – tanto na casca, quanto no seu interior – onde abriga pequenas esferas recheadas de suco que explodem na boca. Essas pérolas se assemelham às ovas de peixe, daí a referência ao caviar; alguns também o denominam caviar vegano.

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Possui um sabor suavemente ácido e adocicado, trazendo um cítrico versátil ao paladar, que combina especialmente com frutos do mar.

Ostra finalizada com limão caviar, pelas mãos do chef Tony Panetta, em Sidney. Foto divulgação
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No Brasil, alguns lugares começaram a produzir o limão caviar, vendendo somente a fruta ou mudas da planta, distribuindo-as para restaurantes e chefs interessados. O ingrediente enriquece a finalização dos pratos, além de proporcionar uma experiência sensorial interessante.

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(via Versar)

Imperial Russian Ballet chega a Goiânia com o espetáculo ‘The Best of Tchaikovsky’

Por FatoMais Comunicação

Imperial Russian Ballet anuncia sua volta ao Brasil em turnê, após hiato de nove anos. Com o inédito espetáculo ‘The Best of Tchaikovsky’, contendo trechos dos três mais importantes balés do repertório clássico: ‘O Lago dos Cisnes’, ‘A Bela Adormecida’ e ‘O Quebra-Nozes’, a aclamada companhia se apresenta em Goiânia no dia 12 de maio, às 20h, no Teatro Rio Vermelho. Além da capital goiana passarão por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Ribeirão Preto e Campinas, numa realização da Art Rec Produções.

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Criado em 1994 por Gediminas Taranda, estrela do Ballet Bolshoi de 1980 a 1993, o Imperial Russian Ballet reúne artistas vindos das melhores escolas de balé do mundo, como a Ópera de Paris, Teatro Mariinsk, Teatro Bolshoi e American Ballet Theatre.

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O grupo representa a harmonia e integridade da Escola Russa de Balé, mantendo as tradições e a continuidade daquilo que é passado de geração para geração. Taranda, diretor artístico do conjunto, é o responsável por realizar as versões que a companhia apresenta, baseadas nas coreografias originais. A principal tendência é o estilo clássico, mas, ao mesmo tempo, as apresentações do grupo apresentam também o estilo moderno – e esse fenômeno foi pioneiro para a Rússia. O repertório é montado com base em uma combinação de explorações artísticas clássicas e modernas.

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No elenco de 28 bailarinos que virão ao Brasil, o destaque vai para os solistas Ivan Zviagintsev (que já passou por companhias como Bolshoi, Russian Ballet Theatre e Russian National Ballet); Kseniia Pukhlovskaia (Russian Ballet Theatre e Russian National Ballet); Lina Sheveliova (Teatro Nacional de Ópera e Balé da Moldávia); e Nariman Bekzhanov (Teatro de Ópera e Balé Abay State, no Cazaquistão).

 

No Imperial Russian Ballet, o talento e a personalidade de todos os profissionais são altamente respeitados. Cada artista do grupo tem a chance de mostrar seu potencial criativo ao máximo. ‘Imperial’ é o nível mais alto na concepção do balé russo, significando o melhor no mundo. Os fundadores do grupo expressaram dessa forma o respeito pela dinastia que deu uma grande contribuição para o desenvolvimento da cultura russa e estabeleceu o sistema dos teatros imperiais, incluindo o Bolshoi e o Mariinsk.

O Imperial Russian Ballet faz turnês por todos os continentes desde sua criação, já tendo passado por países como Japão, China, Espanha, Portugal, França, Alemanha, Finlândia, Emirados Árabes, Cazaquistão, Nova Zelândia, Austrália, Argentina e Chile. Suas apresentações em Moscou são fixas no Tchaikovsky Concert Hall, no Teatro Mossovet, mas o palco principal do grupo é o Teatro E. Kolobov ‘New Opera’.

Além da reconhecida qualidade técnica, o cenário, figurino e iluminação merecem atenção especial da companhia, que traz todo o arsenal original direto de Moscou. Para esta turnê, 1,5 toneladas de material cênico e figurinos vêm ao Brasil.

O Fundador 

Gediminas Taranda é respeitado mundialmente por seus trabalhos teatrais, juntamente com seus empenhos sociais e de caridade. Estrela do Teatro Bolshoi por 13 anos (destaque em “A Idade de Ouro” e “Raymonda”, coreografados por Yuri Grigorovich), há 25 anos atua como Diretor Artístico do Imperial Russian Ballet. Em 2002, Taranda foi presidente do 1º Festival Internacional de Balé de Moscou “Grand Pas”, que se transformou no festival oficial anual de balé da cidade. Produziu e coreografou muitas performances, incluindo o premiado filme “Nika”, estrelado por Alexei Nemov, ex-ginasta olímpico; ‘O Lago dos Cisnes na Água” na piscina olímpica em Pequim, “Opera Mania” e “Symphonic Mania”, na França.

Ele foi o organizador de eventos culturais para a equipe da Rússia nos Jogos Olímpicos de Atenas, Turim, Pequim, Vancouver e Londres, além de ter sido premiado com uma medalha do Comitê Olímpico Internacional por Promoção do Movimento Olímpico. Gediminas apareceu em inúmeros programas de televisão, incluindo o concurso de boxe beneficente “The King of Ring” e “Ice Age”, de Ilia Averbukh, no qual ele dançou no gelo com a campeã mundial e a medalhista olímpica na patinação artística Irina Slutskaya. Em auxílio à caridade, Gediminas organizou bailes russos e europeus e participou de promoções dedicadas à luta contra a Aids e o câncer em todo o mundo.

Ficha Técnica

Diretor Artístico: Gediminas Taranda

Produção Executiva: Elena Colesnicenco

Solistas: Ivan Sviagintsev, Lina Sheveliova, Nariman Bekzhanov, Kseniia Pukhlouskaia Duração: 1h45, com intervalo de 15 min.

Serviço

Imperial Russian Ballet

Data: 12 de maio de 2019.

Horário: 20h

Local: Teatro Rio Vermelho

Valor dos ingressos:

Plateia inferior:

Setor Vip (Fila de A a M)

R$ 240 (inteira) / R$ 120 (meia-entrada)

Setor B (Fila de N a T)

R$ 180 (inteira) / R$ 90 (meia-entrada)

Plateia superior:

R$ 100 (inteira) / R$ 50 (meia-entrada)

Ingressos à venda:

Komiketo da T-4 (St Serrinha), Armazém do Livro (da Av. Goiás e da Av. T-63) e pelo site www.eventim.com.br

Informações: 3219-3300/3400

 

Arquiteto russo sugere projeto moderno de restauração Notre-Dame de Paris

Por Avai Nunes

As pessoas na Rússia foram profundamente afetadas pelo incêndio na catedral de Notre-Dame de Paris. As autoridades russas imediatamente ofereceram ajuda para restaurar a obra-prima arquitetônica e, em breve, Moscou fará uma convocação para os designers.

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Arquitetos já sugeriram algumas ideias interessantes. Aqui está o que Alexander Nerovnya postou no Instagram – ele sonhou com um design moderno com um teto de vidro. O que você acha?

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(via Design You Trust)

Espetáculo “A Bela e a Fera In Concert”, dia 27 de Abril, no Teatro Rio Vermelho

Por Kadu Faria 

Teatro Rio Vermelho receberá na tarde deste sábado, às 16h30 do dia 27 de Abril o espetáculo “A Bela e a Fera In Concert”. A musical ao vivo que já percorreu mais de 50 cidades brasileiras tem assinatura da equipe Brz Produções, será encenada por mais de 30 integrantes e possui mais de 200 figurinos. A sessão única, livre pra todas as idades está com os ingressos à venda na bilheteria do Teatro, na República da Saúde e no site https://www.guicheweb.com.br/ingressos/10425 . Os preços variam de R$ 40,00 (plateia superior) a R$ 170 (plateia inferior Vip). A produção local é do empresário Alexandre Bisinotto.

Foto 1 - Espetáculo “A Bela e a Fera In Concert”, as 16h30 do dia 27 de Abril, no Teatro Rio Vermelho.

Release do Espetáculo 

Este tradicional conto de fadas francês foi originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, Dama de Villeneuve, em 1740. Tornou-se mais conhecido em sua versão de 1756, por Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, que resumiu e modificou a obra de Villeneuve. Adaptado, filmado e encenado inúmeras vezes, o conto apresenta diversas versões diferentes do original que se adaptam a diferentes culturas e momentos sociais.

Traz a estória de amor entre uma linda e inteligente jovem (Bela) e um príncipe que foi enfeitiçado e transformado em Fera. Bela vive em um vilarejo francês com seu pai, que é capturado e aprisionado pela Fera em seu castelo. A jovem consegue localizá-lo e se oferece para ficar no lugar dele. Sua bondade a faz enxergar o lado humano da Fera, por quem se apaixona perdidamente, quebrando o feitiço. Mesmo a estória sendo já bastante conhecida, o musical inova e surpreende o público ao fazer uma releitura do clássico com o uso de tecnologia para a criação dos cenários.

Foto 5 - Espetáculo “A Bela e a Fera In Concert”, as 16h30 do dia 27 de Abril, no Teatro Rio Vermelho.

 

As projeções em vídeo, por exemplo, criam ilusões de ótica no cenário e ajuda na performance dos personagens. Elenco e figurinos Com uma estrutura esplêndida de equipe e cenário, o musical encanta o público de todas as idades. O destaque fica por conta dos protagonistas: a atriz Flávia Mengar, intérprete da Bela, protagonista de outros aclamados trabalhos teatrais, como a Dorothy, de “O Grandioso Mágico de Oz – O Musical”, e a Ariel, de “A Pequena Sereia” e Bruno Rizzo, conhecido por outros importantes trabalhos como “Aladim”, “Broadway Nights – O Show” e “O Grandioso Mágico de Oz – O Musical” que está no papel da Fera assinando também a Direção Geral.

Foto 3 - Espetáculo “A Bela e a Fera In Concert”, as 16h30 do dia 27 de Abril, no Teatro Rio Vermelho.

São mais de 200 diferentes figurinos, elaborados por Bruno de Oliveira, um dos mais respeitados profissionais brasileiros, inclusive por ter sido o responsável por vestir os artistas que participaram do show de abertura das Olimpíadas, em 2014. A produção executiva fica por conta de Daniela Schiarreta com vasto curriculum em planejamento, logística e administração de recursos. A turnê já percorreu mais de 50 grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Recife, Salvador, Goiânia, Brasília, Ribeirão Preto, Paulínia, Londrina, Maringá, Maceió, João Pessoa, Joinville, São José do Rio Preto, Sorocaba, Porto Alegre, Florianópolis, Natal, Fortaleza, Belo Horizonte, Novo Hamburgo e Juiz de Fora, entre outras. Impactando um público de mais de 100.000 pessoas.” 

Foto 8 - Espetáculo “A Bela e a Fera In Concert”, as 16h30 do dia 27 de Abril, no Teatro Rio Vermelho.

Valores dos ingressos:

Plateia VIP FÃ : R$ 170,00 (inteira) / R$ 85,00 (meia)