13 ideias minimalistas que provam que não é preciso muito para impressionar

Por Maria Luciana Rincón

1 – Estas latinhas que, além de mostrar a cor da cerveja que está dentro delas, revela quais são elas no sistema Pantone
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2 – Este conjunto “auto-organizável” de facas
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3 – Esta embalagem sensacional de leite
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4 – Este cartão, que traz todas as informações necessárias
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5 – Este relógio maneiro, que fica visível de dia e de noite, mas sem poluir o ambiente
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6 – Esta capa do livro “1984”, de George Orwell
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7 – Este interruptor discreto e funcional
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8 – Este jogo de xadrez diferentão, mas muito legal
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9 – Este relógio de pulso incrível, que só mostra o que precisamos saber
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10 – Esta churrasqueira que, quando não está em uso, ocupa um mínimo de espaço
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11 – Este baralho lindo
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12 – Esta lápide, que diz tudo sem dizer nada
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13 – Esta pia, que não poderia ser mais minimalista
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Você sabia que o Cobogó é Brasileiro

Por Arquiteta

Os “elementos vazados”, mais conhecidos como “cobogós”,  funcionam como componentes arquitetônicos que tem por finalidade proporcionar ventilação e iluminação natural permanente, bem como proteção solar.

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Esses elementos arquitetônicos foram criados na década de 1920, na cidade de Recife/PE, por Amadeu Oliveira Coimbra (português), Ernesto August Boeckmann (alemão) e Antônio de Góis (brasileiro), sócios de uma fábrica de tijolos.

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A inspiração surgiu da arquitetura árabe e indiana, influenciados pelos “muxarabis”, que são elementos construídos em painéis vazados de madeira, utilizados para fechar parcialmente os ambientes internos, permitindo privacidade aos usuários e passagem de luz e ventilação natural. Já os cobogós são blocos vazados de concreto ou cerâmica, aplicados principalmente em fachadas e muros.

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Para quem não sabe, a origem do nome “cobogós” deriva da junção das sílabas iniciais do sobrenome de seus criadores, COimbra, BOeckmann e GÓis (“CO-BO-GÓ”).

Na arquitetura brasileira do período colonial, já existia um elemento arquitetônico semelhante, de origem portuguesa. Este elemento era formado por ripas horizontais e verticais em madeira, aplicados no vão das janelas, conhecido como “Gelosias” ou “Rótula”, também inspirados pelos muxarabis árabes.

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O Edifício Caixa D`Água, em Olinda, construído em 1934, é considerada a primeira edificação com aplicação destes componentes no Brasil.

No período modernista, os arquitetos Lúcio Costa, Affonso Eduardo Reidy e Oscar Niemeyer difundiram o uso dos cobogós na arquitetura brasileira, principalmente em edifícios residenciais.

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O Código de Obras de 1960 da cidade de Brasília contribuiu para essa difusão, pois exigia a utilização de elementos vazados para ocultar os compartimentos menos nobres das edificações. Por isso, metade dos edifícios construídos na referida cidade na década de 60 a 70, possuem cobogós como elementos de vedação.

(via Arquitetapage)

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Azul anuncia serviço para fazer compras nos EUA e recebê-las em até cinco dias

Por Alessandro Feitosa Jr.

Quem faz compras no exterior sabe que às vezes é um perrengue receber os produtos – seja por que ele ficou parado em Curitiba ou por alguma burocracia com a alfândega. Acontece também de algumas lojas não entregarem no Brasil. A Azul anunciou nesta semana um serviço chamado Azul Box, que promete cuidar de todos os trâmites e levar o pacote para a sua casa em até cinco dias em qualquer lugar do país.

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O serviço começará a funcionar a partir deste mês e funciona assim: o consumidor realiza um cadastro no site da Azul Box e, depois, pode realizar compras nas lojas online americanas. Na hora de especificar para onde vai o produto, será preciso colocar o endereço do depósito da Azul Box, que fica em Miami.

Quando o produto chegar no depósito, você fará o pagamento da taxa de envio e ele seguirá seu caminho até a sua casa. A taxa de envio da Azul é cobrada em dólar e leva em consideração peso e as dimensões do produto.

Para ver se valerá a pena todo esse esquema, a Azul Box tem em seu site uma calculadora de envio. Lá você simula o custo do serviço e também o valor dos impostos que precisará pagar – o esquema é de impostos pré-pagos, o cliente já paga para a Azul Box que faz o repasse para a Receita. Segundo a companhia, esse modelo foi adotado para evitar problemas na cobrança no destino.

Existem alguns itens que não podem ser enviados pela Azul Box, o que inclui animais vivos e restos humanos (inclusive cinzas). Pornografia, tabaco, dinheiro, medicamentos e jogos de azar também não.

Ah, e parece que a Amazon vai usar o Azul Box.

(via Gizmodo)

Goiânia ganha espaço exclusivo para estudantes focados em livros e concursos

Por Palavra Comunicação

Amanhã dia 15 (terça-feira), Goiânia passa a contar com um espaço inovador, voltado àquelas pessoas que precisam de silêncio absoluto com conforto, iluminação adequada, climatização e mobília ideal para quem precisa estudar para as mais diversas finalidades, seja para provas comuns da escola ou da faculdade ou para concursos, desenvolvimento de dissertações de mestrado e teses de doutorado, exames de proficiência em línguas estrangeiras, exames de Ordem e das polícias, etc. Trata-se da Minha Sala Espaço de Estudo, localizada na Rua T-38, nº 273, Galeria Via Daud, no Setor Bueno, que será inaugurada às 19h.

Sala de estudo

Idealizada pelos empresários Suria Daud e Rufino Veríssimo, o espaço é fruto de muita pesquisa de mercado, por ser um empreendimento com proposta inovadora, mas que promete ser o cantinho ideal para quem quer se concentrar única e exclusivamente nos estudos sem qualquer interferência interna ou externa, no mais absoluto silêncio e segurança.

Digitação

A Minha Sala Espaço de Estudos vai funcionar das 5h30 à 0h30 e, numa primeira etapa, começa a operar com 42 cabines divididas em duas salas com 21 cabines individuais em cada cômodo, o que significa dizer que a Minha Sala comporta até 42 pessoas simultaneamente. No futuro, poderá receber até 73 estudantes, já que há espaço para uma expansão física do empreendimento dos 100 m² já disponíveis de área do espaço. O projeto arquitetônico é de Elias Daud Neto e Carolina Daud.

Copa

Além das 42 cabines dotadas de armários com trancas, Wi-fi de alta velocidade e iluminação adequada, há copa equipada, armários individuais, espaço para descanso aconchegante para aliviar a tensão, além de água e café à disposição dos usuários. Além dessas facilidades, a administradora Suria Daud, cita como vantagem do Minha Sala a sua localização, o ambiente agradável com muita iluminação natural e a excelência do serviço prestado.

Cabine de estudo

Para utilizar o serviço da Minha Sala Espaço de Estudos, os preços variam de R$ 150 a R$ 370 por mês – a depender do plano escolhido e do tipo de utilização do espaço. Haverá planos mensais, trimestrais e semestrais, que valem por períodos integrais ou por turnos e, quanto mais longa a duração do plano contratado, maior o desconto. O pagamento pode ser feito em dinheiro, por cartão de débito e de crédito e por boleto bancário. Na abertura, a Minha Sala vai oferecer a promoção “Experimente Um Dia Grátis”, para que os interessados conheçam melhor os serviços oferecidos.

EVENTO: Inauguração da Minha Sala Espaço de Estudos
DATA: 15 de maio de 2018, terça-feira
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Minha Sala Espaço de Estudos
ENDEREÇO: Rua T-38, nº 273 – Galeria Via Daud – Setor Bueno – Goiânia-GO
CONTATO: Alessandra Câmara (9-8162-4898)

 

Y&R Madri: Nossas flores não foram feitas para pedir desculpas

Por Wagner Brenner 

Campanha da Associação Espanhola de Floricultores inova e surpreende com o tema de violência contra mulheres

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Muito diferente e surpreendente essa campanha criada pela Y&R de Madri para a Associação Espanhola de Floricultores. Apesar de preencher boa parte do espaço disponível com belíssimos arranjos de flores, o impacto mesmo fica por conta das pequenas brechas por onde aparecem mulheres machucadas e pela mensagem que deixa claro que mandar flores depois de atos violentos como um pedido de desculpas está longe de ser uma solução para o problema da violência contra a mulher.

Os textos também contam um pouco a história de cada mulher e a assinatura é “our flowers aren’t meant to say sorry”

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Ficha técnica:

Agency: Y&R Madrid
Creative Director: Mauricio Rocha / Emilia Bertola / Covadonga Diaz
Art Director: Bea González
Copy: Kristina Izquierdo
Photo: Ale Burset
Digital Artist: Diego Speroni
Production: WF Credo

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(via Update Or Die)

As praias italianas definitivamente não se parecem nada com as brasileiras

Por Hypeness

Organização perfeita e geométrica, cores combinadas e calmaria. Não parece exatamente a descrição de uma praia que nós conhecemos, certo? Pois um ensaio fotográfico aéreo do artista Bernhard Lang mostra o quão diferentes nossas praias são das italianas.

Especializado em fotografia aéreas, Lang expressa mais uma vez todo o seu talento, agora com vistas de cima da praia de Versilia, no coração da Toscana. Depois de ter registrado Miami, Kansas, Florida, entre outras cidades, ele acaba de publicar esta nova série de fotografias e, mais uma vez, o resultado é impressionante: tudo parece gráfico, colorido e tranquilo. Confira:

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(via Hypeness)

10 frases que agradam pessoas com alta inteligência emocional

Por Conti Outra

As pessoas que são emocionalmente inteligentes sabem que nem sempre conseguirão agradar a todos. Entretanto, elas conseguem discernir os limites entre o seu espaço e o espaço do outro assim como também são capazes de ser humildades e reconhecer que erraram, inclusive mudando de ideia.

Abaixo, selecionamos 10 frases que agradam pessoas com alta inteligência emocional.

1. Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia.
Friedrich Nietzsche

2- Há muros que só a paciência, derruba…. Há pontes que só o carinho constrói!
Cora Coralina

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3-Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.
Abraham Lincoln

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4- Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

5- Pessoas quietas possuem mentes barulhentas.
Stephen Hawking

6-  A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão.
Winston Churchill

7- O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça.
Coco Chanel

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8-  Fanático é aquele que não consegue mudar de opinião e não aceita mudar de assunto.
Winston Churchill

9-A verdade é que não há verdade.
Pablo Neruda

10- Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.
Anaïs Nin

(via Conti Outra)

Quais foram as maiores descobertas científicas brasileiras?

Por Leandro Saioneti

Selecionamos oito momentos importantes da nossa ciência

Foram muitas, em várias áreas, e todas ajudaram no progresso da ciência e beneficiaram de forma direta milhões de pessoas.
Essas descobertas coincidem com uma efervescência científica nacional na primeira metade do século 20, que influenciou na formação de cientistas e na fundação de instituições como a Academia Brasileira de Ciências (1916), a Universidade de São Paulo (1934) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1961).

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Infelizmente, a ditadura militar (1964-1985) prejudicou a produção de conhecimento, com estudiosos perseguidos, presos ou exilados – segundo o último levantamento do portal Ciência na Ditadura, pelo menos 483 cientistas sofreram algum tipo de censura. Com o fim do regime, nossa ciência voltou a evoluir (ainda que a passos lentos). Os destaques mais recentes foram a criação do Ministério da Ciência e Tecnologia, em 1985, e as pesquisas nos campos da neurociência (a interface cérebro-máquina de Miguel Nicolelis) e da astrofísica (observação de eventos espaciais até então inéditos). Confira nossa galeria de notáveis.

  •  Vital Brazil, médico imunologista, 1898 – Especificidade do soro antiofídico
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O soro antiofídico foi criado em 1894 pelo francês Albert Calmett para tratar picadas de cobras venenosas. Acreditava-se que ele atuava de forma universal a partir do veneno de uma única espécie, a naja. Vital Brazil acreditava que cada tipo de veneno de cobra deveria ser tratado de forma específica. Para isso, produziu antídotos distintos para a mordida de cascavel e jararaca. Além disso, ele inventou o soro polivalente (que é eficaz para um grupo de cobras, e não para somente uma)

  •  Carlos Chagas, médico sanitarista, 1909 – Doença de Chagas
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Nunca antes na história da medicina o ciclo completo de uma doença havia sido identificado. Chagas traçou todo o caminho: vetor (besouro barbeiro), agente causador (protozoário Trypanosoma cruzi), reservatório doméstico (gato), características e complicações e meios de combate. A descoberta veio enquanto ele combatia a malária em Minas Gerais. Chagas foi reconhecido internacionalmente, batizou a doença e virou um importante nome no combate a moléstias tropicais

  •  Mário Schenberg (e George Gamow, EUA), astrofísicos, 1940 – Processo Urca
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O processo descreve a explosão de uma supernova, em que a presença de partículas chamadas neutrinos acarreta no desaparecimento de energia no núcleo da estrela, provocando seu colapso e a consequente explosão. O nome “Urca” é uma referência ao extinto cassino da Urca, no Rio de Janeiro, sobre o qual Schenberg dizia que “a energia das supernovas desaparece tão rápido quanto o dinheiro dos apostadores aqui presentes”

  •  César Lattes (e Cecil Frank Powell, Reino Unido, e Giuseppe Occhialini, Itália), físicos, 1947 – Partícula méson pi
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Partícula presente no núcleo dos átomos, o méson pi foi fundamental para entender as forças atuantes nessa região atômica e sua estabilidade, originando um novo campo de estudo (o de partículas elementares). A descoberta rendeu o Nobel de Física em 1950, mas só Powell foi agraciado

  •  Maurício Rocha e Silva, farmacologista, 1949 – Bradicinina
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Importante no controle da hipertensão, a bradicinina é um vasodilatador presente no sangue. Rocha e Silva a descobriu com a ajuda de Wilson Beraldo e Gastão Rosenfeld enquanto analisava a ação do veneno de jararaca em um cão. Desde os anos 70, muitos remédios para a doença têm bradicinina na fórmula

  •  Johanna Döbereiner, agrônoma, década de 1950 – Bactérias fixadoras de nitrogênio
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Döbereiner identificou tipos específicos das bactérias que ajudam na nutrição das plantas por meio da fixação de nitrogênio nas raízes. Isso ajudou a diminuir o impacto ambiental e a baratear a produção nacional de soja (hoje, o Brasil é um dos maiores exportadores). Döbereiner é a cientista brasileira mais citada lá fora

  • Crodowaldo Pavan, geneticista, 1957 – Amplificação gênica
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A descoberta derrubou a ideia de que as células possuem a mesma quantidade de material genético. O feito ocorreu quando Pavan encontrou a mosca Rhynchosciara angelae no litoral paulista. Ele identificou a duplicação de genes presentes nos cromossomos, sem a ocorrência de divisão celular. Foi um grande avanço nos estudos sobre DNA

  •  Marcos dos Mares Guia, bioquímico, 1990 – Insulina humana recombinante
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Inicialmente extraída do pâncreas de bois e porcos, a insulina destinada a diabéticos podia causar reações alérgicas. Mares Guia descobriu um método em que a bactéria E. coli, presente no nosso corpo, recebe o gene da produção de insulina humana e passa a fabricá-la naturalmente. Resolveu o problema da alergia e barateou a produção

O tabu do Nobel
Por que nunca ganhamos um?

Em mais de cem anos de história, poucos foram os brasileiros que “quase” levaram o principal prêmio das ciências do mundo. Dos citados aqui, Chagas, Rocha e Silva, Schenberg e Lattes foram os que mais se aproximaram do feito. Como o processo de escolha dos vencedores é secreto, é difícil entender por que esse ou aquele não ganhou. O fato de Lattes não ter levado é que, na época, só o chefe do grupo era premiado – no caso, o britânico Powell.

Para a bioquímica Debora Foguel, membro da Academia Brasileira de Ciências, o Brasil ainda não tem Nobel por três motivos: nossa ciência é muito jovem, se comparada à de outros países, grande parte dos pesquisadores não recebe recursos suficientes e de forma constante, o que é essencial para o trabalho, e o número de cientistas brasileiros ainda é muito pequeno. Uma pena.

(via Mundo Estranho)

Orgias e ‘casamentos-teste’: como era a vida sexual no antigo Egito

Por BBC

Civilização nascida 3 mil anos antes de Cristo, egípcios tinham menos tabus do que as gerações modernas sobre as relações íntimas
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Os antigos egípcios viveram há milhões de anos, mas a julgar por alguns costumes íntimos deles, é possível até concluir que foram mais “modernos” do que a geração atual – ou ao menos mais “liberais”.

Nascida mais de 3 mil anos antes de Cristo, a civilização egípcia encarava o sexo sem nenhum tabu e considerava a prática uma “parte natural da vida”, como comer e dormir, conforme explica a arqueóloga britânica e especialista em Egito Antigo, Charlotte Booth, à BBC.

“A poesia dessa época estava cheia de referências sexuais, inclusive”, conta.

De acordo com o repórter do jornal espanhol ABC e especialista em História, César Cervera, um dos motivos pelos quais a sexualidade era vista como algo “muito familiar” para os antigos egípcios era “o clima muito quente do país”, que obrigava as pessoas a andarem com pouquíssimas roupas ou até mesmo nuas.

Cervera ressalta que os mitos de que os egípcios chegavam a fazer orgias na época são verdadeiros, mas explica que isso acontecia por uma explicação religiosa: as práticas de sexo em grupo eram cerimônias relacionadas para os ritos de fertilidade.

Nilo feito de sêmen?

Outra ceriomônia marcante dos egípcios antigos tinha a ver com o “valor sagrado do sêmen”.

“Os egípcios acreditavam que o deus Atum (“Aquele que existe por si mesmo”) foi formado do nada e teria dado origem aos outros deuses por meio de seu sêmen – ele teria se masturbado e da ejaculação nasceram os outros que o ajudariam a criar e governar o universo”, explica Cervera em artigo publicado no jornal ABC.

Os egípcios consideravam o fluxo do Nilo como parte da ejaculação do deus Atum
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Segundo ele, é por isso que os egípcios consideravam o fluxo do rio Nilo como parte da ejaculação de Atum e entendiam que o faraó tinha que contribuir para manter o rio vivo.

“O faraó encabeçava a cada ano uma cerimônia em comemoração ao ato do deus Atum. Isso constistia em ir até a margem do Nilo e se masturbar, tomando o cuidado para que o sêmen caísse justamente dentro do rio, e não na margem”, descreve o especialista.

“Depois, o resto dos presentes na celebração faziam o mesmo”.

Sem casamentos

Os antigos egípcios também eram muito “modernos” quando o assunto era relação conjugal. Para começar, não hava nenhum tipo de “contrato de matrimônio”. Nem uma cerimônia civil ou religiosa.

“A mulher simplesmente se mudava para a casa do seu marido”, explica Booth.

“Em algumas ocasiões, era o homem que se mudava para a casa da mulher”, complementa. No entanto, nem tudo era 100% liberal e havia um elemento mais “conservador” nessa relação: ainda que o sexo fosse considerado parte normal da vida diária, era “preferível” ele só acontecesse dentro de um matrimônio, conta a especialista em Egito Antigo.

Não havia casamentos formais, havia divórcios até casamentos-teste no Egito Antigo
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Por conta disso, era comum ver homens e mulheres casando muito jovens.

‘Casamento-teste’

Uma característica que chama atenção do modo de vida no Egito Antigo era a realização do casamento com “prazo de validade”, sem o tradicional “felizes para sempre” com o qual estamos acostumados. Os arqueólogos encontraram evidências de documentos que descrevem o fim de acordos “transitórios”.

“Você estará na minha casa enquanto for minha esposa, desde hoje, o primeiro dia do terceiro mês da temporada de inverno do décimo sexto ano, até o primeiro dia do quarto mês da temporada de inundações do décimo sétimo ano”, diz um desses textos.

Esses acordos eram conhecidos como “um ano de alimentação” e, por essência, sua função era permitir que o casal “testasse” o matrimônio.

Se esse período de experiência não funcionasse, cada um poderia retomar sua vida de solteiro.

As causas mais comuns para um divórcio eram adultério ou falta de filhos
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Divórcios

E quando um casal egípcio já estivesse oficialmente em um matrimônio mais tradicional, também era possível um término alegando diversas causas.

O processo era mais sensível para ambas as partes. “Tanto o homem, quanto a mulher poderiam dizer: ‘estou te deixando’, ou qualquer um dos dois poderia afirmar: ‘quero me divorciar de você’”, descreve Booth.

Os motivos mais comuns para uma separação na época eram adultério ou a falta de filhos. Mas os egípcios não deixavam de lado a modernidade nem mesmo nessa situação – estar divorciado na civilização deles não era um “estigma social”, como conta a especialista.

E também não impedia que os casais se casassem novamente.

No entanto, como o principal objetivo do casamento na época era reprodutivo, “se uma mulher se divorciassem quando tinha mais de 30 anos, era improvável que conseguisse se casar novamente”, explica Booth. Esse seria um dos poucos traços conservadores da cultura de relacionamentos da época, já que uma mulher com mais de 30 era considerada “velha demais” para ter filhos.

(via BBC)