Paris quer ser a primeira capital pós-carro do mundo

Por Gabriel Ribeiro 

Projeto de mobilidade para as Olimpíadas quer tornar centro de Paris intransitável para carros particulares

A mobilidade é um tópico importante para quem quer realizar as Olimpíadas. Nesse quesito, Paris, cidade sede de 2024, tem uma proposta bastante ambiciosa: quer abolir os carros individuais com motores à combustão de circularem pela capital francesa.

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Quem faz essa promessa é Jean-Louis Missika, vice-prefeito de Paris. Em entrevista ao Financial Times, Missika detalha os planos para melhorar a mobilidade da cidade a tempo dos Jogos Olímpicos.

Para cumprir esse objetivo a cidade vai passar por um longo processo de adaptação. A começar pelos estacionamentos.  A princípio, estacionar na cidade ficará mais caro, mas a ideia é extinguir 150 mil vagas. Os estacionamentos nas ruas darão lugares a ciclovias.

Os carros a diesel também estão com os dias contados. Até 2020, o veículos com este tipo de motor mais poluente serão proibidos de circular por Paris. Em paralelo, táxis e ônibus autônomos e elétricos estarão disponíveis para a população. Um ônibus deste tipo está em funcionamento pela cidade desde o início de 2017.

Além dos veículos sem motorista, Paris vai investir pesado para ampliar a malha metroviária. O projeto, chamado de Grand Paris Express, vai construir 68 novas estações até as Olimpíadas.  Muitas destas estações serão cravadas nos subúrbios distantes do centro nervoso da cidade, lugares onde habita 10 milhões de pessoas e hoje é quase obrigatório ter um carro para se locomover.

O vice-prefeito está tão otimista que ele acredita que a Boulevard Périphérique, anel-viário com 35 km responsável por ligar o subúrbio ao centro, seja extinta . No lugar da rodovia, Missika prevê um área aberta, cheia de árvores e uma área de convivência para turistas e a população, com cafés e lojas.

(Via B9)

Nunca mais! 6 produtos que você precisa parar de usar ontem

Por PrincessButtercup

A gente, que vive em uma sociedade capitalista, gosta de comprar, né? Pela internet, pelo telefone ou dentro do shopping. A gente vê algo bacana e logo quer saber quanto custa, se a gente pode ter, o que mais legal dá pra fazer com aquilo.

Ao mesmo tempo, jogar fora coisas velhas é difícil. É duro largar hábitos, se desfazer de coisas que têm um mínimo valor sentimental. Maaaas tem coisa que a gente deveria parar de usar, sim. E por um monte de motivos.

1. Pilhas descartáveis 

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Eu sei, não é tão prático assim lidar com pilhas recarregáveis. Elas duram cada vez menos, os carregadores não são tão confiáveis assim e você pode ficar sem conseguir usar aquele aparelho em um momento importante. Maaaas as pilhas normais, aquelas de supermercado, contêm uma mistura tóxica de cádmio, chumbo e mercúrio. Se isso vazar e contaminar o solo e a água, é mortal.

2. Lencinho úmido 

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É ótimo para tanta coisa, né? A gente limpa a mão, o rosto, tira o borrado da maquiagem e otras cositas más. Só tem um perigo, e um perigo grande. Se jogar descarga abaixo, corre o risco de entupir o negócio inteiro. É que papel higiênico é biodegradável e se desfaz na água. O lencinho úmido, não.

3. Pílula anticoncepcional 

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A famosa pílula é sempre alvo de estudos. Tem sempre alguém, por algum motivo, tentando questionar sua eficácia. Recentemente, uma pesquisa mostrou que ela pode aumentar os riscos de depressão. Mas também existe uma ligação com a natureza. Descobriram que em cidades litorâneas onde mulheres jogam a pílula descarga abaixo, existe um número maior de alterações no nível hormonal de peixes. Algumas espécies não conseguem se reproduzir, o que afeta o ecossistema inteiro da região.

4. Hashi de madeira 

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A gente liga pro restaurante japonês e já espera que o pedido venha com hashi descartável. Aquele de madeira, sabe? Pois é… Uma reportagem da CNN mostrou que estão desmatando florestas na Ásia só para isso. Quatro milhões de árvores por ano, que servem para produzir 57 milhões de hashi de madeira. Então compre os seus, guarde em casa e, da próxima vez que fizer um pedido, diga ao atendente que não precisa mandar hashi.

5. Sachê de chá de plástico 

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O mais comum é encontrar sachês de papel, mas os fabricantes têm usado cada vez mais um material plástico chamado PET (polietileno tereftalato), que não é biodegradável.

6. Aparelho de barbear descartável 

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Eles duram quanto? Um mês? Dois? Não importa. Eles não são biodegradáveis. Prefira os aparelhos permanentes.

(Via Storia)

25 anos da web, 25 sites para guardar nos marcadores

Por João Ribeiro 

Comemoramos os 25 anos da Internet pública. Aquilo que começou como uma tecnologia restrita ao círculo científico e militar tornou-se público a partir de 23 de Agosto de 1991 e muito profícuo desde então.

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E se em 25 anos muita coisa mudou a favor do utilizador, a verdade é que por vezes o que retemos do que vamos vivendo é pouco, aleatório ou insignificante. A dispersão de conteúdos torna mais difícil a sua memorização e nem mesmo as paragens mais úteis do mundo digital se repetem muitas vezes. Facilmente nos esquecemos do URL e poucas vezes as nossas keywords nos levam exatamente aquilo que procurávamos.

Eram os tutoriais gratuitos que te iam tornar no próximo Zuckerberg, as fotografias em alta resolução, a app que dava imenso jeito, mas… como é que se escreve?! Foi por isso que decidimos pensar em 25 sites que qualquer pessoa pode ou deve ter nos seus marcadores.

PRODUTIVIDADE

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·         Pexels: se procuras fotos para o teu blogue, para uma apresentação da faculdade ou para um projecto de design, o Pexels é o sítio a ir. Trata-se de um motor de busca que permite pesquisa imagens em vários bancos gratuitos, como o Unsplash;

  • Online-Convert: basicamente, serve para converter tudo em tudo. Por exemplo, permite transformar vídeos MP4 em imagens GIF;
  • Typeform: quando precisas de criar formulários com um aspecto agradável;
  • Trello: seja para gerir tarefas e projectos, para organizar uma empresa ou criar um calendário de conteúdos, o Trello é a ferramenta ideal. Existem múltiplas utilidades que lhe podes dar, só tens de nomear e rearranjar os teus boards;
  • Stack Exchange: Se é uma dúvida recorrente de certeza que a vais ver respondida neste site. Dividido em múltiplas sub-categorias, é uma autêntica biblioteca de perguntas e respostas, condessando, de um modo simples, informação útil em forma de respostas de amadores ou especialistas.

INSPIRAÇÃO E APRENDIZAGEM

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·         Medium: imagina um blogue aberto, onde qualquer pessoa pode partilhar as suas ideias e experiências. O Medium é um sítio de histórias, que nos ensinam sempre qualquer coisa;

  • Skillshare: não sabemos tudo mas estamos sempre a tempo de aprender. No Skillshare, encontras aulas (algumas gratuitas) sobre os mais variados tópicos;
  • Codeacademy: porque saber programar vai ser cada vez mais importante, seja em que área for (do jornalismo ao design), este site ensina-te a dar os primeiros passos no código. E é grátis;
  • Codepen: aqui podes partilhar as tuas criações e o seu processo com o mundo e obter feedback de qualquer pessoa; A maioria dos utilizadores são programadores e é uma óptima forma de ficares a perceber como se faz aquele efeito em css ou javascript.
  • Visual Journal: se os outros jornais se preocupam em manter-te informado, este quer manter-te inspirado.

INFORMAÇÃO

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·         Quartz: A escolha do ano no que toca a inovação na área do jornalismo digital – com uma abordagem muito próprios (que já inspira uns e outros) – o Qz é um media sem ruído. Da navegação do website ao funcionamento da sua app, a publicação do grupo The Atlantic promete redefinir a norma em todos os níveis.

  • Breaking News: se está a acontecer no mundo e é notícia, está no Breaking News. Este site reúne as últimas notícias de uma série de tópicos à tua escolha;
  • Product Hunt: as últimas apps, ideias e produtos de âmbito tecnológico;
  • Brainpickings: O brainpickings é sem dúvida um site especial. Gratuito e sem publicidade é um dos sites onde podes ler as mais enriquecedoras reflexões cruzando arte e ciências sociais.
  • It’s Nice That: O nome é auto-explicativo e a primeira impressão de certeza que esclarecerá o resto. O It’s Nice That é um dos sites informativos mais cool que vais conhecer e foca o seu conteúdo na divulgação e discussão das artes visuais.

DISTRAÇÃO

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  • The Useless Web: é sempre bom parar um bocado e ficar a descobrir o que a web tem de mais inútil. Atenção: pode viciar;
  • Moodfuse: se não sabes o que ouvir, o Moodfuse dá-te uma ajuda. Basta escolher o género que te apetece ou o estado de humor em que estás;
  • Uncrate: automóveis, gadgets, apps, moda e outros. O Uncrate é um website que apresenta todos os dias produtos novos com um design muito inovador e agradável. Mais do que a funcionalidade, a aparência também é importante;
  • StumbleUpon: queres conhecer o lado útil da web? O StumbleUpon dá-te páginas à toa, uma de cada vez. Atenção: também pode viciar.

OUTROS

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·         iTunes Artwork Finder: se precisas da capa daquele álbum em alta resolução ou dos screenshots daquela app da App Store, este site tem;

  • Facebook Debugger: quando um link não está a “aparecer bem” no Facebook é passá-lo pelo debugger. O Twitter tem uma ferramenta equivalente;
  • Unroll.me: ajuda-te a limpar a caixa de entrada removendo aqueles e-mails indesejados;
  • 10minutemail.com: queres de um endereço de e-mail só para uma cena qualquer irrelevante? Este site é a tua salvação;
  • CopyPasteCharacter: estás a escrever um documento e precisas daquele “símbolo esquisito”? O CopyPasteCharacter tem todos eles e permite-te facilmente copiar e colar.

(Via Shifter)

Restaurante israelita serve comida em pratos feitos para se tirar boas fotografias.

Por Chiado

Inspirado pela tendência crescente de as pessoas fotografarem a sua comida e compartilhar as fotos on-line, um restaurante de Telavive lançou um programa especial que permite que os clientes tirem as melhores fotos de alimentos possível.

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Chamado de “Foodography“, o conceito original conta com pratos com um design personalizado e criados para este efeito e que oferecem a possibilidade de girar em 360º ou até mesmo com suporte para o smartphone.

Uma ideia a pensar na tecnologia atual.

(Via Chiado)

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Espaço de coworking vai revitalizar W3 com inovação e empreendedorismo

Por Metrópoles

Com seis andares, área de 2.400m² e capacidade para receber 2.500 empresas, o megaespaço na 512 Sul vai reunir núcleos de inovação da cidade

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Imagine um local contemporâneo e inovador, onde as pessoas possam se encontrar para tocar seus negócios, compartilhar conhecimentos e ainda ampliar a rede de contatos — algo tão importante nos dias de hoje. Pois assim será o W3 Works, um espaço de coworking localizado na quadra 512 da Asa Sul, que pretende trazer revitalização, ideias disruptivas e empreendedorismo para a região.

O projeto, encabeçado por uma equipe de jovens empresários, segue o conceito de espaço físico compartilhado em que, a partir de um plano mensal, profissionais autônomos ou startups em diferentes estágios podem atuar com toda infraestrutura necessária, como aluguel de escritório, internet, telefonia, manutenção do local, etc.

Localizado na 512 Sul, empreendimento receberá startups, profissionais autônomos e empresas inovadoras
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O edifício que abrigará o coworking, localizado próximo a pontos de ônibus e à estação 112 Sul do metrô, tem seis andares, sendo três subterrâneos, em uma área total de 2.400m². A inauguração está prevista para o fim de setembro.

W3 Works: 300 estações de trabalho, auditório, cabines telefônicas, salas de reuniões e estúdio multimídia
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O prédio contará com cerca de 300 estações de trabalho dos mais variados tipos, espaços privativos e compartilhados para a atuação dos profissionais e empresas, estúdio multimídia, salas de reuniões e treinamentos, auditório, refeitório, bicicletário, vestiário, espaço maker, brinquedoteca, entre outras conveniências.

Além dos custos serem mais enxutos, com economia de até 60% em relação a um local próprio, o espaço de coworking permite que a estrutura de cada empresa seja adaptada de acordo com o crescimento do negócio. Caso haja necessidade de aumentar o tamanho da startup basta locar novos espaços.

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O W3 Works traz uma inovação importante: contará com parceiros que poderão atuar junto à comunidade de empreendedores para impulsionar os negócios como aceleradores de startup, produtores de eventos e especialistas em inovação. Além disso, oferecerá palcos para eventos, palestras e workshops com profissionais que são referências em diferentes áreas do conhecimento.

Entre as empresas que já fazem parte da iniciativa estão o Empreendimentos Brasília, Meu StorageMagneto FotografiaComoequetaláPicNikLook’n Feel e Fittipaldi Arquitetura.

Revitalização na W3
Além de agitar a região reunindo jovens e empresas que buscam formas de trabalho mais dinâmicas, que unem flexibilidade e economia, o coworking irá revitalizar um beco ao lado do prédio — que serve de acesso para quem caminha pela W3 e W2. A ideia é transformar o local em um espaço de convivência não só para quem trabalha no W3 Works, mas para toda a comunidade aproveitá-lo com sinal de internet gratuito.

“É uma oportunidade de promover a revitalização dessa área degradada a partir de uma relação permeável com a edificação. Desse modo, estendemos os espaços internos através da área pública, zelando pelo bem comum e definindo um espaço democrático que atenda às demandas da comunidade”, destaca Eduardo Fittipaldi, arquiteto responsável pelo projeto do prédio que receberá o empreendimento, e pela implementação da ocupação interna. A proposta é que o exemplo se propague na região, transformando toda a avenida.

Coworking no Brasil
De 2016 a 2017, o número de ambientes de trabalho compartilhado aumentou 114%. O censo Coworking Brasil mostra que, em todo o País, já são 56 mil estações de trabalho e 3500 empregos diretos e indiretos gerados pelo setor.

W3 Works
Pré-cadastro: projetow3.com.br

(Via Metropoles)

Jornalista goiano Francisco Costa trabalha em sua terceira HQ

Por Francisco Costa (JC Comunicação)

Quadrinista busca apoio no Catarse para lançar história em quadrinhos ambientada na Guerra dos Cem Anos

Francisco Exibe suas duas primeiras HQs, Louis de Dampierre e A Última Fábula

O jornalista e quadrinista Francisco Costa iniciou uma campanha no site de financiamento coletivo Catarse para lançar a sua terceira história em quadrinhos, Insurreição. A obra, que tem roteiro e arte de Francisco, além de cores de seu irmão Dirceu Sousa, acompanha Lara, uma camponesa queimada viva com a família durante a Revolta dos Jacques, na França, durante a Guerra dos Cem Anos. Porém, seu ódio arde mais que a própria morte e ela não é capaz de se manter no “descanso eterno.” De volta ao mundo dos vivos (quantas vezes precisar), ela parte em busca de vingança contra o nobre que ordenou a execução de toda a sua vila.

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Produzido a mão (e colorida digitalmente) a HQ, se financiada, será lançada em formato A5 totalmente em cores, com 36 páginas (31 de quadrinhos e 5 de extras). A previsão de entrega para os apoiadores é dezembro, época em que deve acontecer, também, um lançamento exclusivo na loja especializada em quadrinhos parceira, Comic Strip (Av.T-4, Quadra 142 Lote 2/3, Setor Bueno, Goiânia).

Catarse

Para quem não é familiarizado, Catarse é um site de financiamento coletivo ou crowdfunding. Trata-se de um sistema, no qual uma pessoa apoia um projeto financeiramente e pode (ou não) ter uma recompensa por isso.

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Na prática, o financiamento coletivo funciona como uma espécie de pré-venda. No caso dos quadrinhos, os brasileiros, em sua maioria, encontram uma forma de viabilizar projetos independentes, sem depender de editoras – mas algumas editoras também costumam utilizar a plataforma.

O projeto da HQ Insurreição, por exemplo, premia os apoiadores (a depender do valor contribuído) com PDF do título, versão impressa, print e até outras histórias em quadrinhos do autor. O valor pedido para que a obra se torne realidade é de R$ 4 mil (destes, 13% vão para o Catarse), número baixo se comparado a outros do segmento.

Mais HQs

Como dito, esta é a terceira obra do jornalista Francisco Costa. Anteriormente ele lançou as HQs A Última Fábula (2016) e Louis de Dampierre (2016). A primeira pela Lei Goyazes 2015 e a segunda de forma independente. Tanto essas, quanto Insurreição se passam no mesmo mundo – que seria o nosso, mas de fantasia medieval, no qual a magia está em declínio.

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Sinopse A Última Fábula: A magia do mundo está acabando e os seres fantásticos não se conformam. O Rei dos Cavalos quer saber a verdade; dois ratinhos lutam para impedir o fim do mundo; uma montanha viva sabe que deve esperar; uma fada se prepara para última batalha; um feiticeiro está pronto para deixar a Terra. Mas no fim, a mudança é algo inevitável… O título, que possui seis mini histórias (cinco de quatro páginas e uma de duas), tem o roteiro do jornalista Francisco Costa e um artista para cada conto. São eles: Eduardo Araújo, Zoreia Diniz (Dirceu Sousa coloriu a parte dele), Gerson Moryiaso, Glauber Lopes, Elson Souto e Diana “Crow Kid” Doria. A capa ficou por conta do talentoso Zakuro Aoyama.

Sinopse Louis de Dampierre: Com roteiro de Francisco e Glauber Lopes e arte, também, de Glauber, o título acompanha o jovem Louis, filho de uma druida e um senhor feudal francês, que vai morar com pai e assume a função de cavaleiro em plena a Guerra dos Cem anos. Porém, antes de partir para a batalha ele precisa lidar com sua madrasta que o odeia e seu invejoso irmão mais novo. Além disso, o garoto encontra dificuldades em conciliar sua natureza pacífica, herdada da mãe, com as obrigações militares para com seu pai. Vale destacar que a obra foi indicada ao Troféu HQMIX 2017 na categoria Novo Talento – Desenhista.

Entenda o período

A HQ Insurreição é ambientada no mesmo universo das histórias A Última Fábula e Louis de Dampierre e, como elas, no período da Guerra dos Cem Anos (batalha entre Inglaterra e França que durou de 1337 a 1453). Apesar disso, esta obra pode ser lida de forma independente.

Diferente de Louis, o foco aqui não é no embate entre os dois países, mas a Jacquerie, ou Revolta dos Jacques (em seus reflexos, na verdade). Esta ocorreu no norte da França, entre 28 de maio e 9 de julho de 1358, iniciada por camponeses contra a classe dominante, ressentidos com a situação do país, que passara recentemente pela Peste Negra (e teve parte de sua população dizimada) e vivia o fantasma da guerra.

O principal líder do movimento foi Guillaume Cale, da Picardia. Ele organizou as pessoas de forma hierárquica, mas em 9 de junho, na batalha de Meux, milhares de camponeses morreram ao tentar tomar o castelo local e o comandante propôs a retirada rumo a Paris. Ele não foi obedecido, o que fez com que organizasse três batalhões para resistir ao exército de Carlos II de Navarra.

Impressionado, o rei não atacou a linha de defesa. O monarca, inclusive, deu sinal de que iria iniciar as conversações, convidando Cale para negociar. Carlos II deu sua palavra de cavaleiro e Guillaume aceitou. Porém, a honra cabia apenas a nobreza e Cale era camponês. Ele foi aprisionado e, posteriormente, teve seu exército desfeito e massacrado. Coroado com uma coroa de ferro em brasa, foi decapitado.

Site do projeto: www.catarse.me/insurreicaohq

 

E se as próteses para amputados fossem, tipo, bonitas pra cacete?

Por Jader Pires

É essa a ideia de um designer industrial: criar próteses mais leves e lindas demais

Estética. Não há como fugir dela.

Primeiro vem, claro, a funcionalidade. Precisamos de coisas que sirvam para algo, uma cadeira que se senta, uma porta que se abre para pessoas e coisas passarem de um ambiente para o outro, casas para morar, carros que nos levem de um ponto a outro, roupas que, pasmem, nos esquente quando está frio e nos refresque quando baixa o calorão.

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Mas, depois disso, vem o belo. Sentado, atravessando, morando ou se locomovendo, sentindo-se aquecido ou refrescado, queremos que as coisas que estejam a nossa volta tenham certo apelo visual, nos intriguem, permanecendo com sua essência funcional, útil.

William Roots é um designer industrial que pensou nisso, criando a ideia de produzir próteses para pessoas amputadas que melhorem sua funcionalidade e, de quebra, sejam ainda mais bonitas do que já são. A brincadeira aqui da Exo Prosthetic Leg é escanear membros intactos para que sirvam de molde e, com uma impressora 3D, fazer partes de braços e de pernas sob medida, feita com titânio sinterizado a laser.

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Até agora parece que a ideia não vingou.

Vamos ver se essa, em se tratando de algo mais permanente, possa avançar.

(Via Papo de Homem)

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Prince agora tem uma cor em sua homenagem

Por Gabriel Ribeiro

Pantone batiza roxo imortalizado pelo artista

Prince é um daqueles artistas que ficam marcados não só pela música, mas também pela forma única de se vestir e levar a vida. E, claro, também ficou conhecido por seu amor pelo roxo. A Pantone, conhecida pela escala de cores usada na indústria gráfica e têxtil, fez uma homenagem ao cantor ao mudar o nome da cor imortalizada pela música “Purple Rain”.

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‘Love Symbol #2’ e o nome criado pela Pantone para o tom de roxo preferido de Prince. A cor estava presente nas suas roupas e foi inspirada em um piano personalizado comprado pelo artista pouco antes de sua morte.

Love Symbol também representa o ícone, um misto entre os símbolos dos gêneros masculino e feminino. Prince usou a logo ao invés de seu nome durante sete anos. Prova que o artista jogava luz a questões de gênero em uma época onde falar sobre o tema ainda era considerado um tabu. É também o nome do álbum lançado pelo artista em 1992.

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“Esta é uma maneira incrível de o seu legado viver para sempre”, explica Troy Carter, um dos responsáveis pelo patrimônio artístico de Prince, em entrevista ao Dezeen.

A ideia surgiu a partir do Pantone Colour Institute, responsável por prever tendências. Não é a primeira vez que a empresa desenvolve uma cor específica para um artista. No início do ano, uma homenagem parecida foi feita ao estilista Richard Nicoll, morto em 2016.

(Via B9)

CNN vai transmitir o eclipse solar em 4K e 360°

Por Shifter

Fenômeno colocará uma boa parte dos Estados Unidos às escuras

No dia 21 de Agosto, haverá um eclipse total do sol.

O fenómeno será particularmente visível nos Estados Unidos e está, por isso, a ser preparado com pompa e circunstância por aqueles lados. Para nós, aqui deste lado, podemos ver a transmissão em direto da CNN.

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Não será uma transmissão qualquer. A estação norte-americana vai transmitir o eclipse em 4K e 360º. Se tiveres uns óculos de realidade virtual, poderás beneficiar de uma experiência completamente imersiva. Sem óculos, poderás desfrutar na mesma da transmissão, que acontecerá a partir de múltiplos pontos dos EUA, através do site cnn.com/eclipse, das apps móveis da CNN ou da página de Facebook (graças ao Facebook Live 360).

A CNN terá câmaras 4K e 360º espalhadas pelo trajecto do eclipse solar, do estado de Óregon ao de Carolina do Sul, permitindo aos espectadores seguir o fenómeno de diferentes perspectivas. A faixa de escuridão total vai ter 113 km e percorrerá 14 estados norte-americanos.

O eclipse solar é um fenómeno que ocorre sempre que a Lua fica entre a Terra e Sol, colocando parte do nosso planeta às escuras. Se nos Estados Unidos o eclipse será total, por cá será apenas parcial – quer isso dizer que apenas veremos a Lua a tapar um pouco do Sol. Os Açores poderão ver o eclipse a partir das 18h40 com 28% da superfície do Sol coberta; em Lisboa será às 19h46 com 19%; e na Madeira a partir das 19h48 com 33% coberto.

Também a NASA vai transmitir o eclipse através dos seus canais habituais, incluindo a sua app para Apple TV, o Facebook e, claro, o YouTube. 

(Via Shifter)

A pequena cidade italiana que constrói os barcos mais caros do mundo

Por Katie Hope

Em 2016, vendas de superiates foram de apenas 370 unidades, mas geraram mais de R$ 12 bilhões
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Quem passeia pelas ruas do balneário de Viareggio, na Itália, pode imaginar que está apenas em um local de veraneio.

Mas a floresta de guarda-sóis em suas praias desvia a atenção do papel que Viareggio tem na indústria naval.

É na cidade que os barcos mais caros do mundo são construídos. Sua especialidade é fabricar superiates de luxo.

Essas embarcações têm tamanho mínimo de 25 m, mas podem ser mais de cinco vezes maiores do que isso.

É um mundo que pertence aos super-ricos: apenas 370 barcos foram vendidos em todo o mundo no ano passado – mas apenas essas vendas geraram nada menos que 3,4 bilhões de euros, ou R$ 12,44 bilhões.

O superiate mais caro até agora vendido em 2017 custou mais de R$ 500 milhões, de acordo com a empresa Boat International, que compila informações sobre a indústria naval.

Um em cada cinco desses monumentais barcos de elite é fabricado em Viarregio.

O turismo não é a unica grande indústria de Viareggio
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E esta atividade econômica tem uma história local de quase 200 anos: o primeiro estaleiro da cidade foi aberto em 1819, mas para construir barcos de madeira capazes de transportar o mármore extraído das famosas pedreiras da região. Isso foi o alicerce de uma indústria naval de ampla fama internacional por sua primazia em trabalhos de carpintaria.

Hoje em dia, Viarregio já não mexe tanto com madeira – super-iates hoje são feitos de metal ou fibra de vidro.

Vincenzo Poerio, diretor-executivo do estaleiro Benetti, baseado em Viareggio, acredita que as raízes artísticas da região tiveram influência no sucesso da indústria naval.

Viareggio fica na Toscana, região da Itália em que cidades como Lucca, Pisa, Siena e Florença ganharam fama com o artesanato e a arquitetura. E quem está em busca de um superiate quer que tudo fique perfeito – dentro e fora do barco.

Um ‘brinquedo’ para super-ricos
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Poerio, por sinal, não esconde que seus clientes têm o que se pode chamar de pedidos desafiadores.

“Estamos construindo o que talvez seja o mais caro brinquedo do mundo”, afirma.

O executivo conta que é muito mais difícil construir um superiate do que um carro de luxo ou um jatinho particular.

“No nosso caso, temos que começar o projeto do zero na maioria das vezes. O cliente não está comprando um produto, mas sim construindo um. Na maior parte do tempo, é muito difícil gerenciar suas exigências”, completa Poerio.

Exigências de compradores não se limitam ao exterior do barco
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Mais recentemente, empresas como a Beneti têm buscado facilitar o processo ao construir superiates menores, sem encomenda prévia. Isso porque clientes super-ricos são acostumados a conseguir as coisas quando querem. E um barco imediatamente disponível é uma grande atração.

A estratégia, claro, tem um risco: investe-se milhões sem saber se alguém vai comprar o produto.

Mas Burak Akgul, diretor de outro estaleiro da região, o Perini Navi, diz que não está muito preocupado.

“Somos uma tentação. E há sempre alguém que queira cair nela. A questão não é se vamos arrumar um cliente, mas quando vamos arrumar um cliente”, brinca Akgul.

Ele diz, inclusive, que a marca Perini se transformou em um símbolo de status.

“Temos visto clientes dizendo que chegaram a um ponto de sucesso pessoal em que precisam ter o Perini delas.”pode levar anos

Construção e embarcações pode levar anos
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Outra vantagem de Viareggio é que as empresas da cidade desenvolveram também expertise para trabalhar em embarcações militares do mesmo tamanho de superiates – as técnicas de produção são similares. Algo bastante útil para as variações na demanda.

Não que clientes super-ricos sofram como o resto do mundo diante de crises econômicas. Massimo Perotti, dono do estaleiro San Lorenzo, conta que a empresa vendeu 20 iates durante a mais recente recessão mundial. A estratégia foi explorar mercados emergentes como Rússia, Índia e Brasil.

A crise, porém, causou um tipo de mudança: em vez de clientes apenas em busca de exibir sua pujança com um super-iate, a maioria dos clientes está genuinamente interessada em navegar.

O maior perigo para Viareggio é a competição de rivais europeus e, sobretudo, da China, cujos custos menores de trabalho e materiais permitem que esses países fabriquem barcos mais baratos.

‘Se você quer uma obra de arte, vai à Itália’, diz Massimo Perotti, dono da San Lorenzo
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Mas Poerio, diretor-executivo da Benetti, diz que clientes “muito, muito, muito ricos” não estão apenas atrás de vantagens de preço.

“Quando as pessoas estão gastando milhões e milhões, a marca tem que significar algo”.

Poerio diz confiar no bom relacionamento com os clientes e na qualidade do serviço como forma de atrair clientes e de evitar que eles busquem barcos em outros lugares.

Perotti concorda com isso.

“Se você vai comprar um superiate, você quer tecnologia, design e luxo. Você sabe que não é barato e não vai querer ter um pelo menor preço.”

O dono do estaleiro San Lorenzo diz que a reputação artística de Viareggio ainda pesa.

“Os italianos são conhecidos pelo individualismo e a criatividade. Você compra um carro alemão porque sabe que os alemães são mais organizados Mas, se você quer uma obra de arte, vai à Itália.”

(Via BBC)