10 museus que serão inaugurados ao redor do mundo em 2019

Por Ansa

Museu do Cinema da Academia do Oscar, Museu Egípcio, Museu Nacional da Música Afro-Americana e mais.

Arte, música, história e gastronomia serão celebradas em todas as suas formas em museus e centros culturais previstos para serem inaugurados em todo o mundo em 2019. A editora de guias de viagem Lonely Planet preparou uma lista com as 10 aberturas mais esperadas.

1. Los Angeles
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A cidade americana ganhará o Museu do Cinema da Academia do Oscar, onde passado, presente e futuro se cruzarão em mostras focadas na história da produção cinematográfica e no impacto social e cultural da sétima arte.

2. Nova York
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Manhattan terá um avançado centro multimídia para música, dança, teatro e artes visuais chamado The Shed. O espaço contará com duas galerias, um teatro de 500 lugares e uma sala de shows de 5 mil metros quadrados, com o objetivo de desenvolver trabalhos artísticos de todas as disciplinas.

3. Gizé
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A terceira maior cidade do Egito abrirá o Museu Egípcio, destinado a se tornar o maior centro cultural arqueológico do mundo. A obra, realizada perto das pirâmides e da esfinge, está em sua fase final, e a abertura total do complexo está prevista para o ano que vem. Entretanto uma sala já será visitável em 2019, incluindo a colossal estátua do faraó Ramsés II, de 3200 a.C.

4. Catar
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A cidade de Doha reabrirá, em 28 de março, o Museu Nacional, rico em obras do patrimônio artístico e tradicional da península arábica e reestruturado pelo arquiteto francês Jean Nouvel, com grandes perspectivas inspiradas no deserto.

5. Girona
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O famoso chef Ferran Adrià abrirá um laboratório de pesquisa e um espaço expositivo gastronômico na cidade espanhola, no mesmo lugar onde funcionava seu lendário El Bulli, considerado o melhor restaurante do mundo antes de ser fechado, em 2011. O laboratório, que se chamará El Bulli 1846, abrirá suas portas entre junho e outubro e se concentrará em novos experimentos gastronômicos, eventos artísticos e cursos de alta cozinha.

6. Nashville
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Até o fim de 2019, a cidade americana receberá o Museu Nacional da Música Afro-Americana, destinado a “preservar a herança dos muitos gêneros musicais criados, influenciados e inspirados” pelos negros. Gospel, blues, jazz e rap dominarão as salas e os espaços interativos do centro cultural.

7. Nova York
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O novo museu da Estátua da Liberdade exibirá a tocha original do monumento, que foi substituída em 1984. O local será aberto em Liberty Island, para contar aos estrangeiros e visitantes a história da estátua e seu papel na liberdade.

8. Hong Kong
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O primeiro pavilhão do Museu M+ foi aberto em 2016, mas somente neste ano será possível visitar todas as suas instalações, que ocupam uma área de 60 mil metros quadrados dedicados ao cinema, à arte e ao design dos séculos 20 e 21.

9. China
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A cidade litorânea de Qinhuangdao ganhará o Museu da Arte das Dunas, que faz parte de um projeto cultural do Ullens Center for Contemporary Arts (UCCA), uma instituição independente que se empenha em promover a arte contemporânea em todas as suas formas. O museu foi aberto em dezembro do ano passado e hospeda 10 galerias interconectadas, em meio a dunas e obras de areia. A novidade de 2019 é que o centro será ligado, através de uma passarela acessível na maré baixa, ao Museu da Arte do Mar.

10. Dallas
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A cidade americana hospedará o Museu do Holocausto e dos Genocídios. Construído no bairro West End, o centro abrirá em setembro e oferecerá uma documentação profunda sobre o Holocausto, além de testemunhos em vídeo e mostras de alta tecnologia sobre os genocídios do presente.

(via Huffpost)

Os dias de calor acabaram: conheça o ar-condicionado pessoal

Por Rafael Battaglia

O dispositivo, que parece um relógio, foi desenvolvido no MIT e engana o nosso cérebro, fazendo aumentar ou diminuir a sensação térmica em até 3ºC

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Não dá para tomar sorvete o dia todo ou ter um escritório na praia, mas talvez a salvação para driblar esse calor esteja numa novidade em exibição na CES 2019, a maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas: uma espécie de ar-condicionado pessoal.

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O aparelho, chamado Embr Wave e que mais parece um relógio, promete “hackear” o nosso sistema nervoso e alterar a sensação térmica da pele. Utilizando o aplicativo da marca, a Embr Labs, é possível regulá-lo para emitir ondas “quentes” ou “frias”. De acordo com a empresa e com testes feitos por universidades americanas, o Embr Wave consegue aumentar (ou diminuir) a sensação térmica em até 3 graus Celsius.

Para entender como o aparelho funciona, é preciso compreender como o nosso corpo responde a mudanças de temperatura. A sensação de frio ou de calor não quer dizer que o interior do nosso corpo está resfriando ou superaquecendo, mas sim que os termorreceptores da pele perceberam que o clima no ambiente mudou.

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Esses receptores, então, enviam uma mensagem para a parte do cérebro que cuida da nossa termorregulação, fazendo com que a gente queria colocar um casaco – ou entrar numa piscina. O Embr Wave, na verdade, prega uma peça: ao modificar a temperatura na pele sensível do pulso, ele modifica a sensação térmica que estamos sentindo.

A bateria de lítio suporta de 25 a 50 usos antes de precisar ser recarregada. E o Embr Wave pode ser a saída para quem vive brigando pela temperatura do ar-condicionado no escritório, pois há ainda um modo mais duradouro, de meia hora. O plano futuro é desenvolver uma modalidade que facilite o usuário a pegar no sono.

Projeto da faculdade

A ideia para o wearable (aquelas tecnologias que você pode vestir) veio de três estudantes do MIT em 2013. No ano seguinte, o projeto foi incorporado à universidade e ganhou um prêmio por inovação. Em 2017, a empresa já contava com investidores e tentou a sorte no Kickstarter, um site de financiamento coletivo.

A vaquinha deu resultado e eles arrecadaram mais de US$ 600 mil. Detalhe: a meta era de apenas US$100 mil. O objetivo dos estudantes era criar um aparelho que ajudasse na diminuição do consumo de energia. Nos Estados Unidos, controlar a temperatura em ambientes fechados representa 16,5% do consumo de energia.

Por enquanto, o produto está à venda apenas nos EUA e no Canadá, pelo preço salgado de US$299 (R$ 1.100). Se ele funciona de fato, só testado. Mas com um calor desses, qualquer tentativa é válida.

(via Super)

Os “gigantes da Internet” de 1998 a 2018

Por Shifter 

Em 1998, os sites mais populares eram basicamente agregadores de notícias e portais de pesquisa; hoje verifica-se uma complexidade de serviços, sub-marcas e de dispositivos.

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Que a internet mudou muito desde 1998 pode parecer senso comum, e é. Mas olhando para o infográfico construído pela equipa da Visual Capitalist ficamos com uma perspectiva geral dessa evolução do ponto de vista empresarial: na verdade, as tecnológicas, os serviços e as plataformas mais usadas há duas décadas são bem diferentes das mais populares há uma década e atualmente. Se não, vejamos:

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Se em 1998 a Amazon surgia em 16º lugar, aparece agora em 5º. Acima desta, está a Microsoft, que ao longo do tempo foi “absorvendo” plataformas como o Hotmail ou o MSN. Em 3º encontramos atualmente a Oath, que resultou de uma junção entre a AOL e a Yahoo, em 1998 as duas primeiras posições. Os lugares cimeiros são hoje ocupados, sem surpresas, pela Google e pelo Facebook.

Em duas décadas não houve apenas uniões e separações que tornaram mais poderosas ou menos determinadas empresas; houve plataformas que desapareceram e outras que surgiram. Lembras-te do GeoCities ou do Nestcape em 1998? E a Apple, a Disney, o PayPal ou o Twitter que há uma ou duas décadas eram irrelevantes no mundo online?

Conforme nota o Visual Capitalist, a internet mudou muito. Em 1998, os sites mais populares eram basicamente agregadores de notícias e portais de pesquisa; hoje verifica-se uma complexidade de serviços, sub-marcas e de dispositivos. O Facebook, por exemplo, é não só o Facebook, mas também o Instagram e o WhatsApp; a Google é o Gmail, o YouTube, o Google Photos e um universo ainda mais vasto de propriedades.

De notar que o infográfico usa dados de visitantes/visitas da ComScore e, por isso, centra-se mais no mercado dos EUA; mas, como sabemos, a internet é dominada por companhias norte-americanas.

(via Shifter)

‘Morte e vida Severina em desenho animado’, baseado na obra de João Cabral de Melo Neto

Por Revista Prosa Verso e Arte 

 “Antes de sair de casa
aprendi a ladainha
das vilas que vou passar
na minha longa descida.
Sei que há muitas vilas grandes,
cidades que elas são ditas;
sei que há simples arruados,
sei que há vilas pequeninas,
todas formando um rosário
cujas contas fossem vilas,
todas formando um rosário
de que a estrada fosse a linha.
Devo rezar tal rosário
até o mar onde termina,
saltando de conta em conta,
passando de vila em vila.”
– João Cabral de Melo Neto, trecho “Morte e Vida Severina”. (1967)

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Morte e Vida Severina em Desenho Animado é uma versão audiovisual da obra prima de João Cabral de Melo Neto, adaptada para os quadrinhos pelo cartunista Miguel Falcão. Preservando o texto original, a animação 3D dá vida e movimento aos personagens deste auto de natal pernambucano, publicado originalmente em 1956.

Em preto e branco, fiel à aspereza do texto e aos traços dos quadrinhos, a animação narra a dura caminhada de Severino, um retirante nordestino, que migra do sertão para o litoral pernambucano em busca de uma vida melhor.

Assista aqui:

Filme: Morte e Vida Severina em Desenho Animado (Original)
Sinopse: Morte e Vida Severina mostra a saga de um retirante nordestino que, como tantos brasileiros, viaja do sertão ao litoral em busca de melhores condições de vida. A história de Severino, contada por meio de versos na obra-prima de João Cabral de Melo Neto, foi adaptada para os quadrinhos pelo cartunista Miguel Falcão e é retratada nesta animação 3D. O desenho animado preserva o texto original e, fiel à aspereza do texto e aos traços dos quadrinhos, dá vida aos personagens do auto de natal pernambucano que foi publicado em 1956.

Ficha técnica
Ano de produção: 2010
Duração: 52 min.
País: Brasil
Direção: Afonso Serpa
Ilustrações/HQ: Miguel Falcão
Adaptação: obra homônima de João Cabral
Voz: Gero Camilo
Trilha sonora: Lucas Santtana
Produção: TV Escola / OZI / FUNDAJ – Fundação Joaquim Nabuco
Público-alvo: Aluno
Faixa etária: 16-18
Área temática: Diversidade Cultural, Geografia, Literatura

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Morte e Vida Severina (em desenho animado)

“…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”
– João Cabral de Melo Neto, trecho “Morte e Vida Severina”. (1967)

(via Prosa, Verso e Arte)

Banana, café, mandioca: onde são cultivados vegetais e grãos no Brasil

Por Rodolfo Almeida e Gabriel Zanlorenssi 

A partir de dados do IBGE, estes mapas mostram onde estão 40 tipos de plantações agrícolas em solo brasileiro

Os seguintes mapas utilizam dados do IBGE demonstrando a localização de cultivos de 40 tipos diferentes de vegetais em 2015. Cada ponto é uma área de cultivo e o tamanho dos círculos é relativo ao total de toneladas do produto produzido naquele ano. Cada mapa segue sua própria escala.

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(via Nexo)

O Inferno de Dante em versão ilustrada e interativa

Por Camilo Rocha

Em abril de 2018, um jornal italiano noticiou que o Papa Francisco havia negado a existência do inferno. A afirmação havia sido feita em um encontro privado com o cofundador do jornal La Repubblica, Eugenio Scalfari. Rapidamente, o Vaticano veio a público negar que o papa tivesse feito tal declaração. E confirmou que, sim, o inferno existe. Pelo menos para a doutrina católica.

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Acreditando ou não na existência do inferno, ninguém nega a importância cultural de uma das mais famosas descrições do lugar para onde descem “aqueles que morrem em um estado de pecado mortal”. Publicado no século 14, o “Inferno”, do italiano Dante Alighieri, é uma das três partes de seu épico poema “A Divina Comédia” (as outras duas são “Purgatório” e “Paraíso”), considerado um marco literário do final da Idade Média.

Um estúdio italiano de design e comunicação visual elaborou uma versão ilustrada e interativa do Inferno, conforme descrito por Dante. O objetivo é tornar a obra acessível para um público maior. Além da visualização digital, foi produzida uma versão em papel.

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A ilustração traz um corte transversal do Inferno, mostrando a antessala e os nove círculos descritos na obra de Dante. A visualização relaciona cada área com a parte do poema do autor italiano. Identifica também que tipo de pecador está designado para cada círculo: dos indecisos, que não fazem nem bem nem mal com medo de se prejudicar pessoalmente, aos traidores, os que ficam no círculo mais próximo de Lúcifer.

Por toda a ilustração, é possível clicar em personagens para ler o trecho do poema em que aparecem. A visualização está disponível em italiano e inglês.

Visão do inferno

A descrição do inferno feita por Dante é tão influente quanto a da Bíblia. Diversos pintores, como Botticelli e Salvador Dalí, retrataram o inferno com base no cenário imaginado pelo autor italiano.

“A Divina Comédia” foi publicada em 1320. O poema contém 14.233 linhas. Dante era um burocrata de Florença que tinha como ambição se tornar um boticário. Na época, livros eram vendidos nesse tipo de estabelecimento em Florença.

No livro, o protagonista, também chamado Dante, recebe em sonho a visita do poeta romano Virgílio. Este o conduz a uma viagem pelos três reinos dos mortos, começando pelo inferno, passando pelo purgatório e terminando no paraíso.

No inferno, os condenados recebem castigos de acordo com seu pecado: aqueles que cometeram fraudes têm a parte de cima do corpo enterrada, restando-lhes balançar freneticamente as pernas no ar.

(via Nexo)

PepsiCo inaugura linha de “robôs motoboys” para alimentar estudantes de universidade nos Estados Unidos

Por Pedro Strazza

Com oferta de produtos saudáveis, Snackbot entregará pedidos a estudantes e funcionários da Universidade do Pacífico que forem feitos por um aplicativo

Numa jogada um tanto inusitada da empresa, a PepsiCo anunciou recentemente a criação de uma frota de robôs motorizados que vai alimentar e hidratar os estudantes do campus da Universidade do Pacífico em Stockton, na Califórnia. Com o nome “super” criativo de Snackbots, os droides vão abastecer os mais de cinco mil universitários que estudam na região.

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De visual quadrado e parecido com aqueles frigobares que são montados em bicicletas de ambulantes “oficiais” (confira abaixo), os Snackbots foram criados pela Robby Technologies e vão oferecer uma linha de alimentos e bebidas saudável da PepsiCo, que inclui entre outras as marcas Baked Lay’s, a Pure Leaf Tea e as Cold Brews do Starbucks. Todos os produtos são agrupados em baixo de uma mesma categoria que a companhia define como “Hello Goodness”.

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O funcionamento dos “motoboys robóticos” é mais ou menos simples. Circulando nas ruas do campus entre as nove da manhã e as cinco da tarde, os Snackbots entregam os pedidos depois que o aluno ou funcionário da universidade faz seu pedido por meio de um aplicativo, que só atende aqueles com um e-mail da instituição – e, no momento, aqueles que tem um iPhone, dado que o app só foi lançado para o iOS até agora. A retirada dos produtos escolhidos acontece em uma das mais de 50 localizações estabelecidas pela plataforma, onde o Snackbot mais próximo se direcionará quando efetivada a aquisição.

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Além disso, a PepsiCo garante que os robôs conseguem atravessar até 32 km antes de descarregarem por completo e são equipados com câmeras e faróis para melhor navegação em condições adversas como a escuridão ou chuva.

“Esta tecnologia inovadora da PepsiCo está melhorando a vida no campus para nossos estudantes, funcionários e membros da faculdade, que abraçaram esta nova forma de desfrutar de um lanche.” afirma o diretor de ecommerce da Universidade do Pacífico Matt Camino no anúncio do projeto. Já para o vice-presidente de inovação e insights da PepsiCo Foodservice, Scott Finlow, a ideia por trás do Snackbot é “reimaginar o lance universitário para o futuro”.

Em outras palavras, a larica universitária agora ganhou um parceiro tecnológico – mas, por enquanto, só até as cinco da tarde.

(via B9)

Como sobreviver no mundo da automação

Por Shifter

É importante definir bem um ponto. Os trabalhos não se vão desvanecer. O que vai acontecer é uma redefinição dos mesmos. Tal como já aconteceu no passado.

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Assistimos continuamente à “extinção” de postos de trabalho devido à automação de tarefas. Um relatório recente do McKinsey Global Institute prevê que até 2030 cerca de 800 milhões de profissões em todo o mundo desapareçam porque a inteligência artificial e a robótica tomarão o seu lugar. Esta automação deverá ter um impacto na sociedade inimaginável, semelhante ao que a Revolução Industrial teve há uns séculos atrás.

A automação das profissões não é necessariamente uma coisa má. Há muitas funções das quais a força humana é escrava – são tarefas monótonas e repetitivas que podem ser desempenhadas por máquinas. Em fábricas isso já acontece, mas com o desenvolvimento da inteligência artificial e da aprendizagem automática está a permitir que as máquinas possam desempenhar tarefas cada vez mais complexas, sem a nossa mão. Isto levará a que determinadas profissões desapareçam (ligadas a contextos previsíveis, como preparação de fast food ou processamento de dados), outras surjam, outras ainda se mantenham – como as profissões que envolvem gerir pessoas ou que tenham um certo grau de imprevisibilidade.

Todas as profissões, mais tarde ou mais cedo, vão ter de lidar com esta questão da automação. Não vale a pena lutar contra a tecnologia, pois ela é em muitos casos mais eficiente que nós, humanos, pelo que o melhor é a coexistência. Se as máquinas nos libertarem tempo, temos a oportunidade de nos dedicarmos a outras coisas que não tarefas de trabalho. A melhor forma de estarmos prontos para o que aí vem é antecipar a automação e sermos nós a criá-la.

Neste artigo vamos ajudar-te a compreender melhor o fenómeno da automação profissional e explicar porque é que o conhecimento de programação é uma valência importante para garantires um espaço no mercado laboral do futuro e te valorizares profissionalmente.

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“BRACE YOURSELVES, AUTOMATION IS COMING”

Pode ser um pouco estranho dizer que automação pode ser igual a oportunidade, mas estima-se que exista um aumento das oportunidades para trabalhos que requerem capacidades cognitivas e inter-pessoais elevadas. Ou seja, a melhor forma de vermos isto é assim: em vez de pensarmos que vamos estar desempregados devido aos robôs, podemos pensar que os trabalhos que fazemos vão amadurecer e vão passar por alterações.

Como tal, a melhor opção é abraçar esse amadurecimento e começar a aprender algo que nos permita ficar por cima.

Podes estar descansado. A automação é indiferente ao “status” social. “Ela” não quer saber se és pedreiro, conselheiro financeiro ou trompetista. Segundo o The Guardian, estas são as profissões em maior risco e menor risco devido à automação:

As profissões em maior risco de automação

  • Telemarketer – 99%
  • Gerente financeiro – 98%
  • Encarregado de caixa – 97%
  • Assistente-geral – 94%
  • Condutor de táxi/autocarro/comboio – 89%
  • Cozinheiro de fast food – 81%

As profissões em menor risco de automação

  • Trabalhador social/saúde mental – 0,30 %
  • Terapeuta – 0,35%
  • Nutricionista – 0,39%
  • Médico cirurgião – 0,42%

É importante definir bem um ponto. Os trabalhos não se vão desvanecer. O que vai acontecer é uma redefinição dos mesmos. Tal como já aconteceu no passado. É o que refere o autor britânico Richard Susskind no livro The Future of the Professions and Tomorrow’s Lawyers“Aquilo que vamos ver em muitas profissões é uma série de tarefas diferentes”, diz. “Um advogado de hoje não desenvolve sistemas que ofereçam conselhos, mas um advogado de 2025 vai fazer. Vão continuar a chamar-se advogados mas vão estar a fazer coisas diferentes.”

Martin Ford, futurista e autor do livro Rise of the Robots Technology and the Threat of a Jobless Future, explica que os trabalhos com maior risco de automação são aqueles rotineiros, previsíveis e repetitivos. Um bom exemplo é o trabalho de cozinheiro em restaurantes de fast food, que, segundo o The Guardian, enfrenta uma probabilidade de 81% de ser substituído por robôs como o Flippy:

QUE TRABALHOS ESTÃO A SALVO?

É sabido que a automação tem vindo a “comer” e extinguir vários trabalhos. O certo é que isto das tecnologias está constantemente em evolução e como tal novos empregos também serão criados. Uma perspectiva interessante é a de que os programadores são quem controla e controlará, pelo menos nos próximos tempos, esta parte da automação.

Alguns dizem que não há trabalhos a salvo destes “malvados”, outros são menos fatalistas. Segundo o The Guardian, há três áreas que são consideradas mais seguras. A primeira área envolve trabalhos com características genuínas e criativas. Ou seja, artistas, cientistas, empreendedores que desenvolvem novos planos de negócio e serviços, etc.

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Contudo, nada nos garante que daqui a uns 20 anos não haja computador que seja mais criativo que qualquer ser humano. Até à data, nós somos mais criativos que as máquinas. “Já existem computadores capazes de pintar obras de arte originais. Portanto, quem sabe o quão longe poderemos ir dentro de 20 anos?”, observa Martin Ford.

segunda área abrange áreas com um objectivo de criar relações complexas com as pessoas. Enfermeiras, psicólogos ou uma outra profissão que necessite de criar laços de afinidade bastante próximos e fortes. Por fim, a terceira área está associado a trabalhos bastante imprevisíveis.

Sim, a área da inteligência artificial está a crescer e as máquinas poderão vir a ter a capacidade de se programar a elas mesmas. Doreen Lorenzo, investigadora da Universidade do Texas, atacou este tema de forma muito interessante: “Isso é verdade, mas alguém vai ter de programar essas máquinas. E à medida que essas máquinas aprendem e começam a programar-se sozinhas, os humanos vão criar e programar a evolução seguinte da inteligência artificial. No fim de contas, humanos têm a capacidade empática de ver quando algo novo deve ser criado.”

PORQUE É QUE PROGRAMAR É IMPORTANTE?

Toda a tecnologia necessita de humanos para a programar e, por isso, programação é uma habilidade que mais pessoas deveriam estar a aprender neste momento para evitar perderem o seu emprego no futuro (ou para se valorizarem profissionalmente no presente).

Código é a linguagem do nosso actual “mundo digital”. Começa a ser difícil encontrar algo que nos seja útil e que não tenha código à mistura. Qualquer página na Internet, aplicação no telemóvel, jogo na consola… dependem das linhas de código para funcionarem.

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Só para teres uma ideia mais numérica: estima-se que daqui a uma década haja cerca de 1,4 milhões de postos de trabalho na área da engenharia informática mas apenas 400 mil pessoas qualificadas para ocupar esses lugares.

O curioso é que as coisas não param aqui. Trabalhos que não estão ligados directamente à área da engenharia informática – tais como a banca, o marketing/comunicação, a medicina, o jornalismo, entre outros – vão ser “afectados” pela necessidade de pelo menos compreender/saber ler minimamente o que está a acontecer no código: veja-se como o Python está a comer o mundo das ciências (a “morte” dos papers científicos?).

Exemplo de que isto da programação não é uma coisa que só os “nerds” defendem é esta frase do economista James Heckman, premiado com o Prémio Nobel em 2000: “Programar é a literacia do século XXI, precisamos de começar a ensiná-lo bem cedo, ao mesmo tempo que ensinamos os estudamos a ler ou escrever.”

AGORA É DECIDIR

O “segredo” é ter literacia digital. Isso sim vai distinguir as pessoas. Agora é decidir. Esperar que o teu trabalho seja canibalizada pela automação ou dares o passo seguinte e estares “on fire” para quando o momento chegar. Ou, quem sabe, seres mesmo tu a criar esse “momento certo”.

(via Shifter)

Distrito Federal ganhará nova cidade que deve abrigar 118 mil pessoas

Por Helena Mader

O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano aprova o projeto de um empreendimento próximo a Sobradinho. A iniciativa tem licença ambiental e estudos de tráfego, mas especialistas revelam insegurança com impacto no trânsito e no meio ambiente

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Prédios de até 10 andares sem grades ou cercas, integrados ao espaço público e envoltos por 3 milhões de metros quadrados de parques. Essa é a proposta urbanística de um novo empreendimento para o Distrito Federal, que começou a sair do papel. A Cidade Urbitá, como foi batizada, recebeu a aprovação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan) na semana passada. Era a última pendência que faltava para o projeto, desenvolvido com discrição máxima na última década. A nova cidade é uma iniciativa privada ao lado de Sobradinho, com capacidade para 118 mil moradores. O projeto tem licença ambiental, estudos de tráfego aprovados e poderá gerar investimentos de pelo menos R$ 300 milhões nas primeiras etapas.

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A Cidade Urbitá será erguida nas terras da antiga Fazenda Paranoazinho, uma área de 1,6 mil hectares que engloba condomínios irregulares e terras vazias. O projeto aprovado inclui 922 hectares, dos quais 387 estão livres para receber o projeto. A gleba pertence à Urbanizadora Paranoazinho S.A. (UPSA), que, em 2007, comprou a área dos herdeiros de José Cândido de Souza, um dos maiores latifundiários da região (leia Memória). Desde então, a empresa trabalha para regularizar os lotes ocupados em 54 condomínios irregulares dos setores Grande Colorado, Boa Vista e Contagem. Paralelamente, a firma desenvolveu o projeto da nova cidade, que era o grande interesse dos empreendedores ao comprarem a gleba.

Em novembro, o Conplan aprovou o projeto global da nova localidade e, na última quarta-feira, os conselheiros deram o aval ao projeto urbanístico detalhado da primeira etapa. Essa fase do empreendimento poderá abrigar 11 mil moradores (leia Radiografia).

Uma das preocupações com a proposta, no entanto, é o agravamento de problemas enfrentados por moradores da região norte do Distrito Federal. Mesmo que a previsão de ocupação seja a longo prazo, a iniciativa deverá levar em conta o trânsito saturado na área, com os constantes engarrafamentos na BR-020, principalmente na subida do Colorado. A obra do Trevo de Triagem Norte, que prevê a duplicação da Ponte do Bragueto, no Lago Norte, e de um complexo de viadutos para aliviar o trânsito foi concebida sem levar em conta esse adensamento populacional.

Como a região vizinha à Urbitá surgiu sem nenhum planejamento urbano, com a construção de centenas de condomínios irregulares, é escassa a oferta de serviço público e faltam até mesmo áreas vazias para a construção de escolas, postos de saúde ou hospitais. A criação de uma cidade terá de considerar, ainda, a fragilidade do abastecimento de água na capital federal, que passou por uma crise hídrica e saiu há apenas seis meses do racionamento.

Desafio

O diretor da Urbanizadora Paranoazinho, Ricardo Birmann, diz que o desafio do projeto é transformar a Urbitá em um centro catalisador de desenvolvimento, e não apenas em uma cidade-dormitório. “O lado sul do Distrito Federal está saturado, e a região norte tem potencial de desenvolvimento”, argumenta. “A Urbitá tem um projeto ancorado no espaço público que tem como premissas a sustentabilidade, a inovação e a tecnologia, com muita ciclovia, boas ruas e calçadas. Esses são os motes centrais das discussões sobre desenvolvimento urbano no mundo”, detalha o diretor da empresa. “É um projeto a longo prazo, para ser desenvolvido nos próximos 40 anos, pelo menos”, acrescenta Ricardo.

A cidade terá uma área de preservação com conceito de parque linear — uma estrutura que permeia os quarteirões ao longo do projeto. A Urbitá será integrada a Sobradinho por meio de um prolongamento na Avenida Sobradinho. A construção da pista é uma das exigências para a liberação do empreendimento, além da construção de uma ponte sobre o Ribeirão Sobradinho. Os estudos de tráfego foram desenvolvidos ao longo de quatro anos e receberam o aval do governo em 2018.

Ao contrário do que é feito nos empreendimentos imobiliários tradicionais, os primeiros lançamentos não serão residenciais, mas em lotes comerciais e institucionais. “Queremos trazer uma grande escola, um bom supermercado, uma importante instituição de saúde e, a partir daí, lançar os empreendimentos residenciais. Essas são carências dos moradores das cidades vizinhas”, explica Ricardo Birmann. O projeto detalha até mesmo a localização das redes de esgoto, de drenagem, de água, de telefonia e de iluminação pública. As concessionárias de serviços públicos do DF deram o aval à proposta, antes da tramitação no Conplan.

Memória

Impasse e atrasos
Os problemas fundiários na antiga Fazenda Paranoazinho se arrastam há mais de uma década. Desde a aquisição do terreno, em 2007, a Urbanizadora Paranoazinho se tornou a responsável por administrar o espaço e regularizar os parcelamentos, que ocupam metade do espaço da fazenda. A outra parte ficou livre da ação de grileiros, época em que a companhia reforçou o desejo de construir novos empreendimentos quando a área fosse legalizada. A UPSA pagou pela elaboração dos estudos ambientais e urbanísticos dos loteamentos, deu entrada no processo de licenciamento e encaminhou os projetos para avaliação do Grupo de Análise de Parcelamentos (Grupar). Mas a chegada da empresa foi vista com desconfiança por alguns moradores. Muitos reclamaram de não terem participado da elaboração dos projetos feitos pela UPSA e encaminhados à Câmara Técnica do Conplan. Isso atrasou todo o processo de regularização na área.

Radiografia

O que prevê o projeto da Cidade Urbitá

  • A cidade terá áreas comerciais, residenciais e institucionais, com altura máxima de 37m, o equivalente a 10 andares
  • O novo bairro tem capacidade para 118 mil pessoas, mas o projeto de ocupação é de longo prazo, cerca de 40 anos
  • A primeira etapa, aprovada no Conplan, pode abrigar 11 mil pessoas. Ela será construída às margens do prolongamento da Avenida Sobradinho
  • A Urbitá terá 3 milhões de metros quadrados de parques lineares, que permeiam todo o empreendimento

(via Correio Brasiliense)

Museu da Natureza, no Piauí, remonta a história do universo

Por Emily Santos

O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, tombado como Patrimônio da Humanidade desde 1991, ganhou o Museu da Natureza. O complexo cultural reúne conteúdo histórico que remete da criação do universo até a existência do ser humano e seu impacto para a natureza.

FOTO: PAULO VITALE

Já construído, o Museu da Natureza abriu as portas dia 18 de dezembro. Lá, os visitantes podem observar as atrações devidamente separadas por ordem cronológica, partindo da criação da matéria, a formação do Sistema Solar, as mudanças que ocorreram na terra desde os primórdios até os impactos e mudanças causadas pelo homem.

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O espaço vai contar também com uma exposição de fósseis encontradas naquela região do Nordeste. Animais empalhados em tamanho real de épocas pré-históricas, como lhamas, ursos, preguiças gigantes e mastodontes estarão expostos. Além disso, no meio da visita será exibido um filme narrado por Maria Bethânia, no qual a artista vai refletir sobre a presença do ser humano na Terra.

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O Museu é uma iniciativa da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) com apoio financeiro do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). O projeto do local e a ideia para melhorar a infraestrutura foram criados pela Fumdham em parceria com a AD Arquitetura (A. Dell’Agnese Arquitetos Associados). A curadoria do espaço fica por conta do produtor e diretor artístico Marcello Dantas.

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O projeto arquitetônico desenvolvido pela AD Arquitetura apresenta formato de caracol e conta com sistemas de instalações elétricas, hidráulicas e ar-condicionado, tudo sustentável. Um tanque de retenção foi instalado nas imediações do Museu para que a água da chuva possa ser reutilizada.

O Parque Nacional da Serra da Capivara

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Criado em 1979, o parque é um órgão de grande importância para a preservação de um dos mais importantes patrimônios arqueológicos do país. Lá estão reunidas pinturas rupestres feitas pelo homem datadas de mais de 50 mil anos atrás.

A viabilização do parque foi feita pela arqueóloga Niéde Guidon, que atualmente comanda a Fundação Museu do Homem Americano. A instituição é responsável pelo manejo do parque.

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Apesar de estar situado na Caatinga, o Parque Nacional dispõe de matas de transição de Cerrado logo ao limite norte, e é ali que vive uma população de macacos-prego, única da qual se tem notícia que, segundo estudos, utilizam pedras e madeira para obter alimentos há 700 anos.

(via CicloVivo)