PepsiCo inaugura linha de “robôs motoboys” para alimentar estudantes de universidade nos Estados Unidos

Por Pedro Strazza

Com oferta de produtos saudáveis, Snackbot entregará pedidos a estudantes e funcionários da Universidade do Pacífico que forem feitos por um aplicativo

Numa jogada um tanto inusitada da empresa, a PepsiCo anunciou recentemente a criação de uma frota de robôs motorizados que vai alimentar e hidratar os estudantes do campus da Universidade do Pacífico em Stockton, na Califórnia. Com o nome “super” criativo de Snackbots, os droides vão abastecer os mais de cinco mil universitários que estudam na região.

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De visual quadrado e parecido com aqueles frigobares que são montados em bicicletas de ambulantes “oficiais” (confira abaixo), os Snackbots foram criados pela Robby Technologies e vão oferecer uma linha de alimentos e bebidas saudável da PepsiCo, que inclui entre outras as marcas Baked Lay’s, a Pure Leaf Tea e as Cold Brews do Starbucks. Todos os produtos são agrupados em baixo de uma mesma categoria que a companhia define como “Hello Goodness”.

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O funcionamento dos “motoboys robóticos” é mais ou menos simples. Circulando nas ruas do campus entre as nove da manhã e as cinco da tarde, os Snackbots entregam os pedidos depois que o aluno ou funcionário da universidade faz seu pedido por meio de um aplicativo, que só atende aqueles com um e-mail da instituição – e, no momento, aqueles que tem um iPhone, dado que o app só foi lançado para o iOS até agora. A retirada dos produtos escolhidos acontece em uma das mais de 50 localizações estabelecidas pela plataforma, onde o Snackbot mais próximo se direcionará quando efetivada a aquisição.

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Além disso, a PepsiCo garante que os robôs conseguem atravessar até 32 km antes de descarregarem por completo e são equipados com câmeras e faróis para melhor navegação em condições adversas como a escuridão ou chuva.

“Esta tecnologia inovadora da PepsiCo está melhorando a vida no campus para nossos estudantes, funcionários e membros da faculdade, que abraçaram esta nova forma de desfrutar de um lanche.” afirma o diretor de ecommerce da Universidade do Pacífico Matt Camino no anúncio do projeto. Já para o vice-presidente de inovação e insights da PepsiCo Foodservice, Scott Finlow, a ideia por trás do Snackbot é “reimaginar o lance universitário para o futuro”.

Em outras palavras, a larica universitária agora ganhou um parceiro tecnológico – mas, por enquanto, só até as cinco da tarde.

(via B9)

Como sobreviver no mundo da automação

Por Shifter

É importante definir bem um ponto. Os trabalhos não se vão desvanecer. O que vai acontecer é uma redefinição dos mesmos. Tal como já aconteceu no passado.

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Assistimos continuamente à “extinção” de postos de trabalho devido à automação de tarefas. Um relatório recente do McKinsey Global Institute prevê que até 2030 cerca de 800 milhões de profissões em todo o mundo desapareçam porque a inteligência artificial e a robótica tomarão o seu lugar. Esta automação deverá ter um impacto na sociedade inimaginável, semelhante ao que a Revolução Industrial teve há uns séculos atrás.

A automação das profissões não é necessariamente uma coisa má. Há muitas funções das quais a força humana é escrava – são tarefas monótonas e repetitivas que podem ser desempenhadas por máquinas. Em fábricas isso já acontece, mas com o desenvolvimento da inteligência artificial e da aprendizagem automática está a permitir que as máquinas possam desempenhar tarefas cada vez mais complexas, sem a nossa mão. Isto levará a que determinadas profissões desapareçam (ligadas a contextos previsíveis, como preparação de fast food ou processamento de dados), outras surjam, outras ainda se mantenham – como as profissões que envolvem gerir pessoas ou que tenham um certo grau de imprevisibilidade.

Todas as profissões, mais tarde ou mais cedo, vão ter de lidar com esta questão da automação. Não vale a pena lutar contra a tecnologia, pois ela é em muitos casos mais eficiente que nós, humanos, pelo que o melhor é a coexistência. Se as máquinas nos libertarem tempo, temos a oportunidade de nos dedicarmos a outras coisas que não tarefas de trabalho. A melhor forma de estarmos prontos para o que aí vem é antecipar a automação e sermos nós a criá-la.

Neste artigo vamos ajudar-te a compreender melhor o fenómeno da automação profissional e explicar porque é que o conhecimento de programação é uma valência importante para garantires um espaço no mercado laboral do futuro e te valorizares profissionalmente.

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“BRACE YOURSELVES, AUTOMATION IS COMING”

Pode ser um pouco estranho dizer que automação pode ser igual a oportunidade, mas estima-se que exista um aumento das oportunidades para trabalhos que requerem capacidades cognitivas e inter-pessoais elevadas. Ou seja, a melhor forma de vermos isto é assim: em vez de pensarmos que vamos estar desempregados devido aos robôs, podemos pensar que os trabalhos que fazemos vão amadurecer e vão passar por alterações.

Como tal, a melhor opção é abraçar esse amadurecimento e começar a aprender algo que nos permita ficar por cima.

Podes estar descansado. A automação é indiferente ao “status” social. “Ela” não quer saber se és pedreiro, conselheiro financeiro ou trompetista. Segundo o The Guardian, estas são as profissões em maior risco e menor risco devido à automação:

As profissões em maior risco de automação

  • Telemarketer – 99%
  • Gerente financeiro – 98%
  • Encarregado de caixa – 97%
  • Assistente-geral – 94%
  • Condutor de táxi/autocarro/comboio – 89%
  • Cozinheiro de fast food – 81%

As profissões em menor risco de automação

  • Trabalhador social/saúde mental – 0,30 %
  • Terapeuta – 0,35%
  • Nutricionista – 0,39%
  • Médico cirurgião – 0,42%

É importante definir bem um ponto. Os trabalhos não se vão desvanecer. O que vai acontecer é uma redefinição dos mesmos. Tal como já aconteceu no passado. É o que refere o autor britânico Richard Susskind no livro The Future of the Professions and Tomorrow’s Lawyers“Aquilo que vamos ver em muitas profissões é uma série de tarefas diferentes”, diz. “Um advogado de hoje não desenvolve sistemas que ofereçam conselhos, mas um advogado de 2025 vai fazer. Vão continuar a chamar-se advogados mas vão estar a fazer coisas diferentes.”

Martin Ford, futurista e autor do livro Rise of the Robots Technology and the Threat of a Jobless Future, explica que os trabalhos com maior risco de automação são aqueles rotineiros, previsíveis e repetitivos. Um bom exemplo é o trabalho de cozinheiro em restaurantes de fast food, que, segundo o The Guardian, enfrenta uma probabilidade de 81% de ser substituído por robôs como o Flippy:

QUE TRABALHOS ESTÃO A SALVO?

É sabido que a automação tem vindo a “comer” e extinguir vários trabalhos. O certo é que isto das tecnologias está constantemente em evolução e como tal novos empregos também serão criados. Uma perspectiva interessante é a de que os programadores são quem controla e controlará, pelo menos nos próximos tempos, esta parte da automação.

Alguns dizem que não há trabalhos a salvo destes “malvados”, outros são menos fatalistas. Segundo o The Guardian, há três áreas que são consideradas mais seguras. A primeira área envolve trabalhos com características genuínas e criativas. Ou seja, artistas, cientistas, empreendedores que desenvolvem novos planos de negócio e serviços, etc.

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Contudo, nada nos garante que daqui a uns 20 anos não haja computador que seja mais criativo que qualquer ser humano. Até à data, nós somos mais criativos que as máquinas. “Já existem computadores capazes de pintar obras de arte originais. Portanto, quem sabe o quão longe poderemos ir dentro de 20 anos?”, observa Martin Ford.

segunda área abrange áreas com um objectivo de criar relações complexas com as pessoas. Enfermeiras, psicólogos ou uma outra profissão que necessite de criar laços de afinidade bastante próximos e fortes. Por fim, a terceira área está associado a trabalhos bastante imprevisíveis.

Sim, a área da inteligência artificial está a crescer e as máquinas poderão vir a ter a capacidade de se programar a elas mesmas. Doreen Lorenzo, investigadora da Universidade do Texas, atacou este tema de forma muito interessante: “Isso é verdade, mas alguém vai ter de programar essas máquinas. E à medida que essas máquinas aprendem e começam a programar-se sozinhas, os humanos vão criar e programar a evolução seguinte da inteligência artificial. No fim de contas, humanos têm a capacidade empática de ver quando algo novo deve ser criado.”

PORQUE É QUE PROGRAMAR É IMPORTANTE?

Toda a tecnologia necessita de humanos para a programar e, por isso, programação é uma habilidade que mais pessoas deveriam estar a aprender neste momento para evitar perderem o seu emprego no futuro (ou para se valorizarem profissionalmente no presente).

Código é a linguagem do nosso actual “mundo digital”. Começa a ser difícil encontrar algo que nos seja útil e que não tenha código à mistura. Qualquer página na Internet, aplicação no telemóvel, jogo na consola… dependem das linhas de código para funcionarem.

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Só para teres uma ideia mais numérica: estima-se que daqui a uma década haja cerca de 1,4 milhões de postos de trabalho na área da engenharia informática mas apenas 400 mil pessoas qualificadas para ocupar esses lugares.

O curioso é que as coisas não param aqui. Trabalhos que não estão ligados directamente à área da engenharia informática – tais como a banca, o marketing/comunicação, a medicina, o jornalismo, entre outros – vão ser “afectados” pela necessidade de pelo menos compreender/saber ler minimamente o que está a acontecer no código: veja-se como o Python está a comer o mundo das ciências (a “morte” dos papers científicos?).

Exemplo de que isto da programação não é uma coisa que só os “nerds” defendem é esta frase do economista James Heckman, premiado com o Prémio Nobel em 2000: “Programar é a literacia do século XXI, precisamos de começar a ensiná-lo bem cedo, ao mesmo tempo que ensinamos os estudamos a ler ou escrever.”

AGORA É DECIDIR

O “segredo” é ter literacia digital. Isso sim vai distinguir as pessoas. Agora é decidir. Esperar que o teu trabalho seja canibalizada pela automação ou dares o passo seguinte e estares “on fire” para quando o momento chegar. Ou, quem sabe, seres mesmo tu a criar esse “momento certo”.

(via Shifter)

Distrito Federal ganhará nova cidade que deve abrigar 118 mil pessoas

Por Helena Mader

O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano aprova o projeto de um empreendimento próximo a Sobradinho. A iniciativa tem licença ambiental e estudos de tráfego, mas especialistas revelam insegurança com impacto no trânsito e no meio ambiente

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Prédios de até 10 andares sem grades ou cercas, integrados ao espaço público e envoltos por 3 milhões de metros quadrados de parques. Essa é a proposta urbanística de um novo empreendimento para o Distrito Federal, que começou a sair do papel. A Cidade Urbitá, como foi batizada, recebeu a aprovação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan) na semana passada. Era a última pendência que faltava para o projeto, desenvolvido com discrição máxima na última década. A nova cidade é uma iniciativa privada ao lado de Sobradinho, com capacidade para 118 mil moradores. O projeto tem licença ambiental, estudos de tráfego aprovados e poderá gerar investimentos de pelo menos R$ 300 milhões nas primeiras etapas.

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A Cidade Urbitá será erguida nas terras da antiga Fazenda Paranoazinho, uma área de 1,6 mil hectares que engloba condomínios irregulares e terras vazias. O projeto aprovado inclui 922 hectares, dos quais 387 estão livres para receber o projeto. A gleba pertence à Urbanizadora Paranoazinho S.A. (UPSA), que, em 2007, comprou a área dos herdeiros de José Cândido de Souza, um dos maiores latifundiários da região (leia Memória). Desde então, a empresa trabalha para regularizar os lotes ocupados em 54 condomínios irregulares dos setores Grande Colorado, Boa Vista e Contagem. Paralelamente, a firma desenvolveu o projeto da nova cidade, que era o grande interesse dos empreendedores ao comprarem a gleba.

Em novembro, o Conplan aprovou o projeto global da nova localidade e, na última quarta-feira, os conselheiros deram o aval ao projeto urbanístico detalhado da primeira etapa. Essa fase do empreendimento poderá abrigar 11 mil moradores (leia Radiografia).

Uma das preocupações com a proposta, no entanto, é o agravamento de problemas enfrentados por moradores da região norte do Distrito Federal. Mesmo que a previsão de ocupação seja a longo prazo, a iniciativa deverá levar em conta o trânsito saturado na área, com os constantes engarrafamentos na BR-020, principalmente na subida do Colorado. A obra do Trevo de Triagem Norte, que prevê a duplicação da Ponte do Bragueto, no Lago Norte, e de um complexo de viadutos para aliviar o trânsito foi concebida sem levar em conta esse adensamento populacional.

Como a região vizinha à Urbitá surgiu sem nenhum planejamento urbano, com a construção de centenas de condomínios irregulares, é escassa a oferta de serviço público e faltam até mesmo áreas vazias para a construção de escolas, postos de saúde ou hospitais. A criação de uma cidade terá de considerar, ainda, a fragilidade do abastecimento de água na capital federal, que passou por uma crise hídrica e saiu há apenas seis meses do racionamento.

Desafio

O diretor da Urbanizadora Paranoazinho, Ricardo Birmann, diz que o desafio do projeto é transformar a Urbitá em um centro catalisador de desenvolvimento, e não apenas em uma cidade-dormitório. “O lado sul do Distrito Federal está saturado, e a região norte tem potencial de desenvolvimento”, argumenta. “A Urbitá tem um projeto ancorado no espaço público que tem como premissas a sustentabilidade, a inovação e a tecnologia, com muita ciclovia, boas ruas e calçadas. Esses são os motes centrais das discussões sobre desenvolvimento urbano no mundo”, detalha o diretor da empresa. “É um projeto a longo prazo, para ser desenvolvido nos próximos 40 anos, pelo menos”, acrescenta Ricardo.

A cidade terá uma área de preservação com conceito de parque linear — uma estrutura que permeia os quarteirões ao longo do projeto. A Urbitá será integrada a Sobradinho por meio de um prolongamento na Avenida Sobradinho. A construção da pista é uma das exigências para a liberação do empreendimento, além da construção de uma ponte sobre o Ribeirão Sobradinho. Os estudos de tráfego foram desenvolvidos ao longo de quatro anos e receberam o aval do governo em 2018.

Ao contrário do que é feito nos empreendimentos imobiliários tradicionais, os primeiros lançamentos não serão residenciais, mas em lotes comerciais e institucionais. “Queremos trazer uma grande escola, um bom supermercado, uma importante instituição de saúde e, a partir daí, lançar os empreendimentos residenciais. Essas são carências dos moradores das cidades vizinhas”, explica Ricardo Birmann. O projeto detalha até mesmo a localização das redes de esgoto, de drenagem, de água, de telefonia e de iluminação pública. As concessionárias de serviços públicos do DF deram o aval à proposta, antes da tramitação no Conplan.

Memória

Impasse e atrasos
Os problemas fundiários na antiga Fazenda Paranoazinho se arrastam há mais de uma década. Desde a aquisição do terreno, em 2007, a Urbanizadora Paranoazinho se tornou a responsável por administrar o espaço e regularizar os parcelamentos, que ocupam metade do espaço da fazenda. A outra parte ficou livre da ação de grileiros, época em que a companhia reforçou o desejo de construir novos empreendimentos quando a área fosse legalizada. A UPSA pagou pela elaboração dos estudos ambientais e urbanísticos dos loteamentos, deu entrada no processo de licenciamento e encaminhou os projetos para avaliação do Grupo de Análise de Parcelamentos (Grupar). Mas a chegada da empresa foi vista com desconfiança por alguns moradores. Muitos reclamaram de não terem participado da elaboração dos projetos feitos pela UPSA e encaminhados à Câmara Técnica do Conplan. Isso atrasou todo o processo de regularização na área.

Radiografia

O que prevê o projeto da Cidade Urbitá

  • A cidade terá áreas comerciais, residenciais e institucionais, com altura máxima de 37m, o equivalente a 10 andares
  • O novo bairro tem capacidade para 118 mil pessoas, mas o projeto de ocupação é de longo prazo, cerca de 40 anos
  • A primeira etapa, aprovada no Conplan, pode abrigar 11 mil pessoas. Ela será construída às margens do prolongamento da Avenida Sobradinho
  • A Urbitá terá 3 milhões de metros quadrados de parques lineares, que permeiam todo o empreendimento

(via Correio Brasiliense)

Museu da Natureza, no Piauí, remonta a história do universo

Por Emily Santos

O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, tombado como Patrimônio da Humanidade desde 1991, ganhou o Museu da Natureza. O complexo cultural reúne conteúdo histórico que remete da criação do universo até a existência do ser humano e seu impacto para a natureza.

FOTO: PAULO VITALE

Já construído, o Museu da Natureza abriu as portas dia 18 de dezembro. Lá, os visitantes podem observar as atrações devidamente separadas por ordem cronológica, partindo da criação da matéria, a formação do Sistema Solar, as mudanças que ocorreram na terra desde os primórdios até os impactos e mudanças causadas pelo homem.

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O espaço vai contar também com uma exposição de fósseis encontradas naquela região do Nordeste. Animais empalhados em tamanho real de épocas pré-históricas, como lhamas, ursos, preguiças gigantes e mastodontes estarão expostos. Além disso, no meio da visita será exibido um filme narrado por Maria Bethânia, no qual a artista vai refletir sobre a presença do ser humano na Terra.

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O Museu é uma iniciativa da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) com apoio financeiro do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). O projeto do local e a ideia para melhorar a infraestrutura foram criados pela Fumdham em parceria com a AD Arquitetura (A. Dell’Agnese Arquitetos Associados). A curadoria do espaço fica por conta do produtor e diretor artístico Marcello Dantas.

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O projeto arquitetônico desenvolvido pela AD Arquitetura apresenta formato de caracol e conta com sistemas de instalações elétricas, hidráulicas e ar-condicionado, tudo sustentável. Um tanque de retenção foi instalado nas imediações do Museu para que a água da chuva possa ser reutilizada.

O Parque Nacional da Serra da Capivara

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Criado em 1979, o parque é um órgão de grande importância para a preservação de um dos mais importantes patrimônios arqueológicos do país. Lá estão reunidas pinturas rupestres feitas pelo homem datadas de mais de 50 mil anos atrás.

A viabilização do parque foi feita pela arqueóloga Niéde Guidon, que atualmente comanda a Fundação Museu do Homem Americano. A instituição é responsável pelo manejo do parque.

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Apesar de estar situado na Caatinga, o Parque Nacional dispõe de matas de transição de Cerrado logo ao limite norte, e é ali que vive uma população de macacos-prego, única da qual se tem notícia que, segundo estudos, utilizam pedras e madeira para obter alimentos há 700 anos.

(via CicloVivo)

Tribo indígena amazônica cria enciclopédia de 500 páginas catalogando plantas e seus benefícios

Por Hypeness

A fim de preservar os conhecimentos ancestrais, o povo Matsés do Brasil e do Peru criou uma enciclopédia de 500 páginas organizada por cinco xamãs com a ajuda do grupo de conservação Acaté, catalogando uma série de plantas utilizadas pela tribo para fins medicinais.

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Segundo o presidente e co-fundador da Acaté Christopher Herndon, é a “primeira vez que xamãs de uma tribo da Amazônia criaram uma transcrição total e completa de seu conhecimento medicinal, escrito em sua própria língua e com suas palavras”.

Os Matsés lançaram a enciclopédia apenas em sua língua nativa para garantir que o conhecimento medicinal não seja roubado por empresas ou pesquisadores, por exemplo. A publicação tem como finalidade ser um guia para a formação de jovens xamãs.

Para que este conhecimento e tradição sejam preservados e disseminados, a Acaté também criou um programa de orientação para conectar os xamãs Matsés com jovens estudantes.

É possível ler aqui uma entrevista com Christopher Herndon, concedida ao Mongabay sobre a publicação.

O Xãma Matsé César.
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Christopher Herndon à esquerda e o xamã Arturo à direita observando o rascunho da enciclopédia.
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Xamã e aprendiz.
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Encontro de chefes Matsés.
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Aplicação medicinal tradicional dos Matsés.
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Enciclopédia.
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Aldeia dos Matsés.
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Xamã apresentando uma espécie de planta medicinal.
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(via Hypeness)

Prisioneiros alemães da segunda guerra mundial construíram bairro nobre de Goiânia

Por Frederico Vitor 

Protocolo assinado entre governos goiano e inglês resultou na vinda de 50 oficiais das Forças Armadas alemãs aprisionadas no Reino Unido para Goiás. Supostos nazistas teriam desenhado planta urbanística ao estilo alemão

Não é segredo que de­pois da derrocada da Alemanha nazista do ditador Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), dezenas de partidários do nacional-socialismo — Partido Nazista —, a maioria criminosos de guerra e genocidas, se refugiaram na América Latina. Muito deles se esconderam na Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Brasil. Porém é pouco conhecida a história de uma leva de oficiais da Wehrmacht — forças armadas da Alemanha hitlerista — que desembarcou em Goiânia. Mais desconhecido ainda — e surpreendente — é que eles teriam desenhado a planta e construíram as avenidas e ruas do que é hoje o Setor Jaó, bairro nobre da capital goiana.

Prisioneiros alemães capturados por tropas norte americanas, em junho de 1944
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Tal história, que é rodeada de enigmas e muito segredo, não é muito explorada pelos historiadores locais. Contudo é fato que 50 prisioneiros alemães vieram do Reino Unido para Goiás em 1947, durante a administração do governador Jerô­ni­mo Coimbra Bueno.

Prisioneiros alemães ajudando na colheita em solo britânico. Existiram 1.026 campos de prisioneiros na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial – Foto – Hulton Archive/Getty Images
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O início desta fas­cinante saga germânica por terras goia­nas se deu em uma visita do che­fe do Executivo estadual ao em­bai­xador britânico, na sede da embaixada, no imponente palácio localizado na Rua São Clemente, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, que nos anos 40 ainda era capital federal.

Durante a conversa, regada por muito “scotch” — legítimo uísque escocês —, o embaixador pediu ao governador de Goiás um favor um tanto quanto inusitado: acolher no Estado 50 prisioneiros de guerra alemães. Coimbra Bueno, surpreendido e desconcertado com o pedido, elegantemente, teria acatado o desejo do representante inglês no Brasil. Assinado o protocolo junto à embaixada britânica, numa data desconhecida de 1947, um avião que provavelmente pertencia à Royal Air Force (RAF) — Força Aérea Real — aterrissou em Goiânia com os 50 militares alemães a bordo.

Palestra de um oficial inglês, junto a prisioneiros alemães.
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Ao desembarcarem da aeronave, um capitão do Exército britânico teria estendido o braço a uma autoridade estadual, passando-lhe um recibo que deveria ser assinado. O documento atestaria ao governo de Vossa Majestade a posse dos prisioneiros alemães por parte do Estado de Goiás. Ao pisarem em solo goiano, os alemães, todos oficiais e de elevado nível intelectual, não vieram apenas com a roupa do corpo. Eles trouxeram malas e demais pertences pessoais que, juntamente com eles, foram transportados para a penitenciária de Goiânia — à época localizada na Avenida Independência, atual área de treinamento da Delegacia de Operações Especiais, Grupo Tático 3 (GT3) da Polícia Civil e antiga Casa de Prisão Provisória (CPP) —, no Centro da capital.

Típico oficial alemão durante a Segunda Guerra Mundial
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Toda a operação de traslado dos europeus até a prisão foi realizada de forma secreta, sem mídia e sem alardes. O vazamento da no­tícia de que o governo de Goiás teria recebido um grupo de prisioneiros “nazistas” poderia se transformar em um grande escândalo, provocaria um alvoroço sem precedentes. Por isso, para não chamar muita atenção e para primar pelo sigilo que o caso exigia, os alemães foram transferidos da penitenciária para a Fazenda Retiro da Interestadual Mercantil S/A, pertencente a José Maga­lhães Pinto, banqueiro e político mi­neiro da antiga UDN, que depois seria go­vernador de Minas Gerais (1961-1966), e principal acionista do então Banco Nacional, uma das maiores instituições bancárias do País.

Surge o Jaó

Coimbra Bueno, formado na Escola Politécnica de Engenharia da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1933, especialista em urbanismo, teve a ideia de urbanizar a Fazenda Retiro, às margens do Rio Meia Ponte, que servia de acampamento aos alemães. Magalhães Pinto aprovou a ideia e o governo goiano teria total autonomia nas decisões do projeto. O único pedido do banqueiro foi a denominação das avenidas Pampulha e Belo Horizonte, para homenagear a capital mineira, no que viria ser o Setor Jaó.

Advogado Artur Rios é entusiasta e pesquisador do assunto: “Estado deve ter lista com o nome dos 50”
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O advogado e morador do bairro Arthur Rios é um pesquisador do assunto e detém uma cópia da planta original do setor que, provavelmente, teria sido desenhada pelos alemães e assinada pelo engenheiro Tristão Pereira da Fonseca, já que os europeus não tinham registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) para tal. Ele conta que os prisioneiros ficavam acampados em barracas às margens do que é hoje a represa Jaó, e eram vigiados pelo Estado. Mais tarde, todos eles empregados pelo loteador, ganhariam a liberdade. “Apresentem o mapa do loteamento a um urbanista brasileiro, vão notar ideias alienígenas para o Brasil em 1947 e 1950”, diz Arthur Rios.

Livres para decidirem como seria o novo bairro, os alemães adotaram o nome Setor Jaó, em alusão a um pássaro comum à região. Eles impuseram os padrões germânicos aos logradouros, com ruas e avenidas largas e encurvadas, com os espaços verdes extremamente valorizados. Com exceção das Avenidas Belo Hori­zon­te e Pam­pulha, os nomes das demais vias começavam o “J” de Jaó, uma característica alemã de não atribuir nomes aos endereços. Esse sistema de nomenclatura também era usado em outras áreas, como por exemplo, nos submarinos na Segunda Guerra Mun­dial. A temida força U-boat sempre denominava os submergíveis de “U” sucedido de frios três dígitos. O mesmo sistema seria adotado para batizar as ruas do recém-criado loteamento de Goiânia, como Rua J-33, por exemplo, e assim em diante.

Soldados ou criminosos?

Mesmo hoje, o traçado do Setor Jaó impressiona. O conceituado arquiteto e urbanista Luiz Fernando Cruvinel Teixeira, responsável pelo projeto urbano da cidade de Pal­mas, capital do Estado do To­cantins, ao analisar a planta original do Jaó desenhada pelos alemães, afirma que o projeto valoriza o orgânico, ou seja, houve um alto aproveitamento da natureza do local.

O arquiteto e urbanista Luiz Fernando Cruvinel Teixeira ressalta que planta urbanística valorizou o orgânico
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“Isso mostra certa diferença do que se fazia antes aqui, embora o Setor Sul seja um dos projetos mais interessantes que eu vejo em Goiânia”, diz. “Essa característica de organicidade do desenho prova que tirou-se partido da natureza. Até hoje os alemães são muito mais ligados à natureza do que nós latinos. Florestas já foram replantadas na Alemanha e o próprio Partido Verde começou por lá.”

Ao término dos trabalhos de loteamento do Setor Jaó, em 1952, os alemães receberam uma recompensa pela colaboração. A maioria foi convidada pelo presidente Juan Domingos Perón a mudar-se para Argen­tina. Outros, por conta própria, foram para São Paulo. Em Goiânia permaneceram apenas três: Werner Sonnenberg, Otto Hoffmann e Paul Boetcher. Pouco se sabe do paradeiro do restante. Possivelmente, os arquivos do Estado de Goiás devem ter a lista com os nomes dos 50. Há a possibilidade real de que alguns deles possam ser de fato nazistas ou criminosos de guerra, da mesma forma que possam ser apenas militares aprisionados pelo inimigo.

A dedução se baseia no fato de que vários genocidas partidários do nacional-socialismo se refugiaram na América do Sul após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Muitos deles foram presos pelo Mossad — serviço secreto israelense — em Buenos Aires e na Patagônia argentina. Uma parte destes fugitivos esteve no Paraguai durante regime do ditador Alfredo Stroessner, e até mesmo no Brasil. O caso mais emblemático foi o de Josef Mengele, morto por afogamento em 1979, em Bertioga, no litoral paulista. O médico alemão, conhecido como “anjo da morte”, foi acusado de ter cometido atrocidades vis contra prisioneiros judeus e ciganos no complexo de Aus­chwitz-Birkenau, campo de concentração operado pelos nazistas no sul da Polônia.

Parque Beija Flor; avenidas curvas e muita área verde ao estilo alemão
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Mas, nem todos os alemães que lutaram na Segunda Guerra eram partidários do nazifascismo. O advogado Arthur Rios alerta para este detalhe no caso dos 50 prisioneiros germânicos que construíram o Jaó. Ele afirma que o engenheiro Tristão Pereira lhe confidenciou que, naquela época, era vítima de desconfiança de terceiros por não esconder sua admiração e simpatia pela técnica aprimorada dos alemães do Jaó. “A verdade é que a história é contada pelos vencedores e não pelos vencidos. Fica a dúvida se a maioria deste grupo era de nazista ou eram apenas soldados alemães, conhecidos por serem bons cumpridores de ordens.”

Atual planta urbanística do Setor Jaó; bairro idealizado por prisioneiros alemães privilegia área verde do local
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O professor de História da Universidade Federal de Goiás (UFG) Luís Sérgio Duarte da Silva ressalta que não há importância se os alemães do Jaó eram ou não nazistas. Para ele, o fundamental é que o fato reforça a história de uma nova cidade que acolhia a todos e que abria novas fronteiras, neste caso, o da imensidão do Brasil Central. “Goiânia foi uma cidade que abrigou comunistas nos anos 30 e 40, Pedro Ludovico os protegia. Agora mais essa notícia de que outro governador trouxe supostos nazistas. Uma característica importante é que o governo, naquela época, trazia qualquer um que pudesse ajudar na construção da cidade.”

Técnicos estrangeiros

Em novembro de 1934, os irmãos Abelardo e Coimbra Bueno, originário de Rio Verde, aceitam a proposta de tocar o projeto de urbanização de Goiânia por meio da empresa Coimbra Bueno & Pena Chaves Ltda. Na década de 40, a empresa trouxe técnicos do exterior para dar continuidade ao projeto, entre eles o engenheiro civil belga Gustav von Aderup, responsável pelos cálculos das estruturas de vários edifícios, como por exemplo, o Cine Teatro Goiânia.

Mapa de Goiânia, mostrando a área onde os alemães trabalharam
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A empresa dos irmãos Coimbra Bueno também trouxe para seu corpo técnico Salvador Trotta, arquiteto italiano que trabalhou como desenhista na seção de arquitetura. Jan Wladyslaw Kaufer Wisniewski, engenheiro cartógrafo polonês, demarcou o Setor Aeroporto. O engenheiro e sanitarista alemão Werner Sonnemberg, um dos integrantes da leva dos 50 prisioneiros que desenharam o Jaó, foi o responsável pelo projeto de água e esgoto da cidade. O arquiteto e agrimensor alemão Josef Neddermeyer dirigiu a seção técnica de arquitetura e topografia das obras. Stefan Szucs, pintor húngaro, trabalhou no acabamento do Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano.

Desenho urbanístico de Goiânia é do arquiteto e urbanista Atílio Correa Lima sob modelo francês
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Em relação ao Setor Jaó, antes de abandonar o projeto de Goiânia, Atílio teria sugerido a utilização da represa para uma base de hidroaviões, comum naquela época, já que o transporte por terra era muito deficiente. Mas, de fato, naquele leito, mais especificamente na cachoeira Jaó, foi construída a primeira usina que produziria eletricidade para a nova capital. A usina começou a ser construída no dia 4 de janeiro de 1935, mas a obra esteve paralisada por longo período por falta de verba até ser inaugurada em 1938.

No dia 3 de abril de 1945, o excesso de chuvas danificou seriamente a estrutura e os equipamentos da usina. Goiânia enfrentou grande período de falta de energia elétrica e a alternativa encontrada foram os geradores particulares. Para suprir a iluminação pública, se usou motor de um submarino alemão. Por breve período, a máquina foi o responsável pela geração de energia que iluminaria as noites da capital. Para que pudesse ser refrigerado, o propulsor foi instalado às margens do córrego Botafogo. Já a usina do Jaó só foi completamente reconstruída em 1947, justamente o ano da chegada dos 50 prisioneiros alemães. Hoje, a construção em que se encontrava o antigo maquinário está completamente abandonada.

Ás alemão trabalhou para o governo goiano e ajudou na construção de Brasília

A relação de Goiás com ex-oficiais alemães que combateram os Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, não ficou restrita aos alemães que ajudaram a construir o Setor Jaó.

O alemão Martin Drewes, que combateu na Segunda Guer­ra Mundial como piloto de caça noturno, teve Goiás como primeiro destino em terras brasileiras. No país desde 1949, esteve a serviço do governo estadual em 1951, e trabalhou na aerofotogrametria do Estado, inclusive fez fotos aéreas para a construção de Brasília. Sua carreira começou no Exército alemão, teve breve passagem pela divisão Panzer — regimento de tanques de guerra —, mas sua vo­cação o levou para a força aérea,  alcançando o posto de major.

Martin Drewes
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Durante o conflito, o aviador abateu 52 aeronaves aliadas em 235 missões de combate.  Um de seus artilheiros de bordo, Walter Scheer, se tornou presidente da Alemanha Ocidental em 1974. Ele chegou ser prisioneiro dos ingleses na Alemanha ocupada e mudou-se para o Brasil depois da guerra, onde trabalhou como piloto civil. Em sua casa, na cidade catarinense de Blumenau, guardava na parede um telegrama recebido do próprio Hitler, em abril de 1945, que lhe concedia uma das maiores condecorações militares alemãs. Em entrevista à televisão brasileira, Drewes negou-se a comentar sobre a política da época: o nazismo e o holocausto.

O piloto alemão morreu no dia 16 de outubro deste ano, aos 94 anos, por falência múltipla dos órgãos. Viúvo, ele teve uma filha na Alemanha e um filho no Brasil.

(via Tok de História)

LEGO cria sua primeira linha de brinquedos voltada para adultos

Por Pedro Strazza

LEGO Forma é também a primeira aposta da marca no mercado de casual criative, que ganhou força nos últimos anos graças aos livros de colorir para adultos

LEGO já há algum tempo mantém dentro de seu público majoritariamente infantil uma parcela adulta cativa, que se interessa em consumir as diferentes linhas de produtos da marca mesmo estes sendo a princípio voltados para os pequenos. Os brinquedos da empresa, afinal, são feitos para todas as idades, e com a exceção dos direcionados à primeira infância não é lá muito difícil se fascinar com um set das séries baseadas em franquias ou os mais complexos da Technic.

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A empresa dinamarquesa, porém, decidiu agora dar efetivamente o passo extra em direção aos adultos, criando uma linha de brinquedos que é voltada em especial às suas vidas atribuladas. É o LEGO Forma, uma série de produtos criada para aliviar o estresse da rotina maçante de trabalho e manter exercitado o lado criativo do consumidor ativo, especialmente aquele que não está comprando os sets criados pela empresa.

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De acordo com a marca, a Forma usa peças e combina diversos elementos do Technic, mas ao invés de criar construtos hiper complexos o usuário vai conceber peças que relaxam tanto durante a experiência de montar quando no resultado final: além de gerar uma obra que se mexe com o girar de uma manivela, os produtos também contam com papéis e tecidos que revestem o esqueleto e dão maior verossimilhança ao bichinho construído.

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Os primeiros produtos da linha, aliás, são todos baseados em peixes. Depois de arrecadar mais de 1,4 milhão de dólares numa campanha de financiamento doIndiegogo, a peça que inaugura a Forma vem com uma “pele” de peixe Koi ao preço de 46 dólares – mas caso a opção não interesse, a LEGO também vende peles de tubarão e de outra versão do Koi por 15 dólares. Se interessou? Você pode saber maiores detalhes e comprar um Forma pra chamar de seu aqui.

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Além da missão de “desafogar” a vida de trabalho, a nova série é também uma grande aposta da LEGO no mercado dito “casual criative”, que propõe justamente produtos para as pessoas relaxarem de forma criativa e que vem sendo amplamente dominado por livros de colorir para adultos. De acordo com pesquisas realizadas pela Associação de Indústrias Criativas, este segmento cresceu 45% ao longo dos últimos 7 anos e possui hoje o tamanho total de 43,9 bilhões de dólares. É uma grana graúda e que faz todo o sentido para a LEGO, que desde sempre vê adultos comprando recriações de itens famosos da cultura pop com suas pecinhas – incluindo mastodontes como as últimas versões da Millennium Falcon e o castelo de Hogwarts.

(via B9)

Artista brasileiro transforma orixás em heróis de histórias em quadrinhos

Por Revista Pazes

O “Contos dos Orixás”, este é o nome do novo projeto do ilustrador Hugo Canuto lançado na “Comic Con Experience”. O trabalho foi recebido com grande sucesso pelos participantes do evento e pela mídia.

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O ilustrador já lia sobre a mitologia Yorubá e história da África devido a “Canção de Mayrube”, projeto no qual criou um universo mítico inspirado nos povos que formaram o continente americano.

O quadrinista se diz um apaixonado por mitos e o livro baseia-se em lendas yorubás e na cultura das religiões africanas, com divindades como Iemanjá, Xangô e Oxóssi.

Já estamos no aguardo do lançamento, programado para 2018. Para saber mais sobre o projeto, visite a página Contos dos Orixás.

(via Revista Pazes)

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Ginástica da maconha: aula inspirada em Jane Fonda mescla exercícios e erva

Por Flavio Sampaio

Quem disse que maconha e ginástica não combinam? Em Portland, a cidade mais hipster do planeta, um grupo de mulheres se reúne em torno da erva (em tragos e drinques) para fazer aeróbica, ioga e, claro, dar muitas risadas

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O domingo amanheceu com a cara de Portland: nublado e friozinho. Ao andar pelas ruas, é fácil perceber que o lugar mais cool do planeta não segue nenhuma tendência de moda. Nas calçadas se veem apenas chinelos com meia, calça de moletom, gorro, malha de lã puída com broche e capas e mais capas de chuva. Sempre. Meca dos hipsters, Portland é para eles o que foi São Francisco para os hippies nos anos 1970. A principal cidade de Oregon, na Costa Leste americana, sedia empresas de ponta, como a Nike, ao mesmo tempo que tem um número recorde de brechós por metro quadrado. É cercada por uma natureza exuberante, tem as melhores cervejas artesanais da América e o uso da maconha recreativa e medicinal é legalizado.

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No dia em que Marie Claire visitou o segundo andar de um predinho do bairro Albina, zona norte da cidade, o clima cinzento que predomina no inverno nem dava as caras. No lugar de roupas monocromáticas e largas, leggings e bodies multicoloridos. Polainas, faixinhas na testa e acessórios brilhantes deram o tom do outfit dos praticantes de um esporte particular e com a cara da cidade: a ginástica da maconha. Nele, as pessoas fazem abdominais, alongamentos, agachamentos, movimentos típicos de academias.

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Criada no fim de 2016, logo após Donald Trump vencer as eleições presidenciais americanas, pela produtora gráfica Amarett Jans, 33, a aula recebeu o nome de Mary Jane Fonda. “Estava deprimida com o resultado e juntei as duas coisas de que mais gosto na vida para mudar o astral”, diz. A escolha do nome não poderia ser mais oportuna: entre os tantos apelidos da erva, Mary Jane (Maria Joana, em português) é um deles. Jane Fonda é a atriz que, além de ter sido indicada para sete Oscars (levou dois), revolucionou a América (e o mundo) com os vídeos em VHS ensinando como manter a forma em frente à TV. Lançadas em 1982, as fitas venderam 17 milhões de cópias.

A Mary Jane Fonda (MJF) funciona assim: Amarett define local, dia e hora, convida os alunos pelo perfil no Instagram e se une a alguma loja ou produtor de maconha. Contrata um DJ e duas professoras, uma para exercícios aeróbicos e outra com uma pegada mais tranquila, em geral com sequências de ioga. Cobra US$ 30 de cada participante. Maconha inclusa, claro. Vale dizer que em 29 estados americanos e na capital, Washington, o consumo da droga é legal para fins médicos ou recreativos – sempre para maiores de 21 anos. Atualmente, um em cada cinco americanos tem acesso legal à maconha.

Havia 30 participantes no dia em que acompanhamos a prática – lotação máxima. Destes, 27 eram mulheres. Entre os homens, dois eram gays. O terceiro foi com a namorada. O ambiente descontraído acaba deixando todo mundo mais à vontade. Principalmente depois que o THC, sigla para tetraidrocanabinol, e o CBD, para canabidiol, começam a fazer efeito. O primeiro é a substância que altera o estado da mente. O segundo tem efeito relaxante, não chapa ninguém.

Antes do espírito de Jane Fonda baixar no local, o salão mais parece um encontro de amigas em noite de sexta. Uma bartender prepara drinques (sem álcool) misturando suco de frutas, gelo, hortelã, blueberry e 5 ml de infusão de maconha. No Brasil, alguém chamaria de caipironha. O efeito acontece entre 15 e 30 minutos após a ingestão. Há quem prefira “vaporizar”, o método mais usado. Basta tragar uma espécie de cigarro eletrônico com o extrato da erva. “O vaporizador permite que saiba exatamente a quantidade que estou ingerindo”, diz a professora de ioga Jocelyn Bada, 40. “Prefiro mais CBD com um pouquinho de THC. O primeiro dá uma sensação corporal gostosa, enquanto o segundo dá foco. Se passo do ponto, fico descoordenada mas acabo me divertindo também”, diz. Hoje, Jocelyn tem uma marca de roupas que produz peças de cashmere. O carro-chefe são as indefectíveis polainas, um clássico dos anos 80. “Lembro da minha mãe à frente da TV fazendo os exercícios da Jane Fonda, as roupas, as músicas, a cultura fitness.” Terminada a primeira rodada de drinques e vaporizadores, é chegada a hora de malhar.

Os movimentos (nem sempre) cadenciados são (quase sempre) acompanhados por sorrisos. Nem mesmo três sequências de 20 abdominais, seguidas por dez flexões, tiram a alegria. Ao final da primeira etapa, dava para sentir o calor humano – coisa rara na América. Mulheres que nunca haviam se visto conversavam como velhas amigas. “Mary Jane Fonda é mais que um esporte, é uma comunidade, uma forma de reunir pessoas com o mesmo ideal. Foi concebida com o espírito da colaboração e não da competição”, explica Amarett. “Todo mundo sabe que maconha é agregadora.”

Numa sociedade em que as redes sociais estão mais populares que as relações humanas, eventos como o MJF ajudam a “quebrar o gelo”. Quem afirma isso é Sue Carlton, 25, estudante de saúde da mulher e ativista pró-cannabis. Para ela, o estigma negativo da maconha começou a ser coisa do passado. “Mas a luta continua”, avisa. Usuária desde os 13 anos, Sue viu amigos, familiares e até seu irmão serem presos por causa do uso da erva. Aos 19, começou a ter cólicas, insônia, perda de apetite e nenhum interesse sexual. Diagnóstico: síndrome do ovário policístico. O médico receitou maconha para o tratamento. Ela, que ainda não conseguiu a cura, consome a planta para aliviar as dores. “Foi o que me pôs de volta nos trilhos”, afirma. “A legalização é fundamental, pois beneficia o usuário e todo o sistema. Reduz o consumo de remédios e opioides; economiza o dinheiro que era drenado no Judiciário e nas penitenciárias para ser investido em educação e prevenção”, discursa a estudante, que pretende se lançar vereadora em Portland.

Enquanto conversamos, ela passa o vaporizador para a amiga Ashley Dellinger, com quem já foi a quatro encontros do MJF. Ainda no intervalo da aula, dá tempo para fazer uma massagem com creme tópico à base de maconha. “Tem propriedades relaxantes cientificamente comprovadas”, explica a massagista Regan Goodrich. Uma nova trilha sonora toma a sala. A DJ escolheu um som tranquilo para finalizar o relaxamento. Aos poucos, as roupas coloridas dão lugar a blusas cinzas, botas e capas de chuva. Em comum, a endorfina circulando pelo corpo, o sorriso fácil e muita fome – se uma aula de aeróbica já dá larica, imagine com maconha junto?

(via Marie Claire)

Como a Índia deu ao mundo o número zero

Por Mariellen Ward

Em Gwalior, uma cidade congestionada no centro da Índia, um forte do século 8 se levanta com um esplendor medieval em uma planície no coração da cidade. O Forte de Gwalior é um dos maiores da Índia, mas se você olhar entre as torres com cúpulas, pedras esculpidas e afrescos coloridos, vai encontrar um pequeno templo do século 9 encravado em uma rocha.

Tanto a religião budista quanto a hindu usam o conceito do nada como parte de seus ensinamentos
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O Templo Chaturbhuj é como muitos outros templos antigos na Índia – exceto pelo fato de que aqui é o marco zero do zero. Ele é famoso por conter o mais antigo zero como um dígito escrito: está gravado na parede de um templo uma inscrição do século 9 com o número “270″ claramente visível.

A invenção do zero foi um enorme e significativo desenvolvimento matemático e é fundamental para o cálculo, tornando possíveis a física, a engenharia e a tecnologia moderna.

Mas o que há de especial na cultura indiana para dar origem a essa criação tão importante para a Índia – e para o mundo moderno?

O mais antigo exemplo do zero escrito como um dígito pode ser encontrado em um templo dentro do Forte Gwalior, na Índia
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Nada de nada

Eu me lembro de um TEDTalk do renomado mitólogo indiano Devdutt Pattanaik, no qual ele conta a história sobre a visita de Alexandre, o Grande, à Índia. O conquistador aparentemente conheceu alguém a quem chamou de “gimnosofista” – um homem sábio, que estava nu, possivelmente um iogue – sentado em uma pedra olhando para o céu.

Perguntou a ele: “O que você está fazendo?”

“Eu estou vivenciando o nada. O que você está fazendo?”, respondeu o gimnosofista.

“Eu estou conquistando o mundo”, disse Alexandre.

Ambos riram. Cada um achou que o outro era um bobo e que estava desperdiçando sua vida.

Essa história aconteceu muito antes de o zero ser gravado no templo de Gwalior, mas o gimnosofista meditando sobre o nada de fato tem uma conexão com a invenção do dígito. Indianos, diferentemente de pessoas de muitas outras culturas, já eram abertos filosoficamente ao conceito de nada.

Sistemas como a ioga eram desenvolvidos para encorajar a meditação e o esvaziamento da mente, e as religiões budista e hindu abraçam o conceito do nada como parte de seus ensinamentos.

Peter Gobets, secretário da fundação holandesa ZerOrgIndia, também chamada de Projeto Zero, que pesquisa as origens do dígito zero, aponta em um artigo sobre a invenção do zero que “o zero matemático (“shunya” em sânscrito) pode ter surgido da filosofia contemporânea de vazio ou Shunyata (uma doutrina budista sobre esvaziar a mente de impressões e pensamentos)”.

Além disso, a nação tem uma antiga fascinação com a mais sofisticada matemática. Matemáticos indianos antigos eram obcecados com números gigantes, contando aos trilhões, enquanto os gregos antigos pararam em cerca de 10 mil. Eles até tinham tipos diferentes de infinidade.

Há uma crença popular de que o astrônomo e o matemático hindu Aryabhata, nascido em 476, e Brahmagupta, nascido em 598, foram os primeiros a descrever formalmente as casas decimais modernas e apresentar regras governando o uso do símbolo zero.

Apesar de Gwalior ser considerado há tempos o local da primeira ocorrência do zero escrito como um círculo, um antigo pergaminho indiano chamado de manuscrito Bhakshali, que mostra um marcador de espaço como o símbolo de um ponto, foi recentemente datado dos séculos terceiro ou quarto.

Ele é agora considerado a primeira ocorrência documentada do zero.

O zero matemático – ‘shunya’ em sânscrito – pode ter surgido a partir de Shunyata, a doutrina budista de esvaziar a mente
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Marcus du Sautoy, professor de matemática da Universidade de Oxford, é citado no site da universidade dizendo que: “A criação do zero é um número por si só, que evoluiu do marcador de espaço como um símbolo de ponto encontrado no manuscrito Bakhsali, e foi um dos grandes avanços na história da matemática. Nós agora sabemos que no século 3 já existiam matemáticos na Índia plantando a semente da ideia que mais tarde se tornaria tão fundamental para o mundo moderno. As descobertas mostram quão vibrantes foram as matemáticas no subcontinente indiano por séculos”.

Mas igualmente interessantes são as razões pelas quais o zero não foi desenvolvido em outros lugares. Apesar de os maias e os babilônicos (e muitas outras civilizações) também terem um conceito do zero como marcador de espaço, não se sabe se a ideia foi desenvolvida como um número para ser usado na matemática em outros lugares além da Índia.

Uma teoria é a de que algumas culturas tinham uma visão negativa do conceito do nada. Por exemplo, houve um tempo nos primórdios do cristianismo na Europa em que líderes religiosos baniram o uso do zero porque eles achavam que, já que Deus está em tudo, um símbolo que representa o nada deveria ser satânico.

Então talvez exista algo conectado na sabedoria espiritual da Índia que tenha dado origem à meditação e à invenção do zero.

Há outra ideia conectada também, que tem um efeito profundo no mundo moderno.

O conceito zero é essencial para o sitema de números binário, que é base da computação moderna
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O Vale do Silício à indiana

Quem se dirige para fora do Aeroporto Internacional de Kempegowda, em Bengaluru, em direção ao centro da cidade, a cerca de 37km de distância, vê várias placas grandes presas de maneira desordenada ao solo da Índia rural.

Essas placas proclamam os nomes dos novos deuses da Índia moderna, as companhias à frente da revolução digital: Intel, Google, Apple, Oracle, Microsoft, Adobe, Samsung e Amazon. Todas têm escritórios em Bengaluru, assim como as empresas de tecnologia locais Infosys e Wipro.

O aeroporto moderno e os sinais brilhantes são os primeiros indicadores de transformações. Antes da indústria da tecnologia da informação chegar ali, ela era chamada de Bangalore e era conhecida como a Cidade Jardim. Agora é Bengaluru, e é conhecida como o Vale do Silício da Índia.

O que começou nos anos 1970 como um parque industrial, Electronic City, até expandir a indústria eletrônica no estado de Karnataka, pavimentou o caminho para a explosão da cidade, que hoje tem vários parques de TI e é o lar de cerca de 40% dessa indústria no país.

Bengaluru pode até superar o Vale do Silício, considerando as previsões de que pode se tornar o maior hub de TI na Terra até 2020, com 2 milhões de profissionais, 6 milhões de empregos indiretamente ligados à TI e US$ 80 bilhões (cerca de R$ 323 bilhões) em exportações.

E tudo isso se torna possível graças ao sistema de numeração binário.

A Cidade Eletrônica, em Bengaluru, pode se tornar o maior hub de TI do planeta até 2020
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Os computadores digitais de hoje operam no princípio de dois possíveis estados, on e off. O estado on tem o valor 1 enquanto o off foi ligado ao valor 0. O zero.

“Talvez não surpreenda que o sistema de números binários também tenha sido inventado na Índia, nos séculos 2 ou 3 antes de Cristo, por um musicologista chamado Pingala, apesar de seu uso ser para a métrica”, diz Subhash Kak, historiador de ciência e astronomia e professor na Universidade do Estado de Oklahoma, nos EUA.

Os Jardins Botânicos de Lalbagh ficam no centro cultural e geográfico de Bengaluru, um símbolo da antiga Bangalore e o lugar mais recomendado aos turistas para se visitar. Construído originalmente em 1760 com muitas adições posteriores, tinha um ar vitoriano distinto, com 150 tipos de rosas e um pavilhão de vidro feito no fim dos anos 1800 e decorado segundo o famoso Palácio de Cristal de Londres.

Lalbagh é um tesouro em uma cidade que é uma das que mais crescem na Ásia e um lembrete charmoso dos dias em que Bengaluru era um dos locais preferidos de britânicos aposentados durante o período do Raj (colônia).

Eles construíram casas em estilo “cottage” com jardins grandes e passaram a aposentadoria aproveitando o clima temperado e as condições ideais de crescimento da então sonolenta cidade.

Os Jardins Botânicos de Lalbagh são um tesouro em uma das cidades que crescem mais rapidamente na Ásia
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Mas a antiga Bangalore está desaparecendo sob as obras infraestrutura e a ambiciosa expansão da cidade. Entre 1991 e 2001, Bengaluru cresceu em 38% e é hoje a 18ª cidade mais populosa do mundo, com 12 milhões de pessoas. O trânsito sem dúvida é o pior da Índia, considerando que o planejamento não acompanhou o desenvolvimento de muitos parques de TI e o grande fluxo de trabalhadores.

O caos e o congestionamento que são a marca das metrópoles da Índia chegam ao máximo em Bengaluru, onde se pode demorar uma hora para se dirigir meros 3 km. Ainda assim, os habitantes continuam sua vida bravamente, morando o mais próximo possível dos campi high-tech – e até dentro deles, em alguns casos – criando start-ups, desenvolvendo softwares e alimentando o mundo com produtos de TI e know-how.

É difícil imaginar o número de chips de computadores e bits e programas que vêm de Bengaluru, o número de computadores e dispositivos construídos e desenvolvidos ali. Mais difícil ainda imaginar o número de zeros do sistemas binários de zero que eles demandaram.

E, ainda assim, tudo isso começou na própria Índia. Do nada.

(via BBC News)