Verses At Work, um longa-metragem de Lucas Mendes

Lucas Mendes é goiano, radicado em São Paulo. Dirigiu o longa-metragem Verses At Work nas ruas de Nova York, EUA.

O filme já recebeu, em 2016, o prêmio “International Spotlight” no LABRFF 2016, festival de cinema de Los Angeles e acaba de ser indicado para o Harlem Film Festival, NY. E foi produzido pela Afinal Filmes, Aploub Filmes e TNP Filmes.

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Verses At Work será lançado, em Goiânia, dia 4 de maio/2017, nesta quinta, com uma exibição para convidados, e em Anápolis, dia 6/maio/2017, no próximo sábado. Sua distribuição nas salas de cinema brasileiras está prevista para o segundo semestre/2017.

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Verses At Work é um musical de Hip Hop que levanta a questão do racismo, do preconceito e da alienação social nos Estados Unidos. O rapper americano, Malik Work, é o protagonista do filme que tem como argumento principal sua auto-história como artista, tendo como “palco” o Brooklyn, os parques e as ruas de NY. O elenco é, em sua maioria, americano (Broderick Merritt Ballantyne, David Rieth, Toya Lillard), com a participação dos atores brasileiros Marcio Rosario e Sandro Pedroso. Assina a fotografia do filme Gregg Thompson, direção de arte Al Malonga e produção executiva no Brasil, Magnólia Felix.

Foi roteirizado por Lucas Mendes que teve como referência a peça de teatro “Working Progress”, de Malik Work. 

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Sinopse 

Verses At Work narra, em versos de hip-hop, a jornada de um artista que luta para sobreviver e alcançar o sucesso como rapper na cidade de Nova York. O filme conta, através desse hépico negro urbano, o nascimento do Hip Hop na Golden Era dos anos 90, mostrando seus sofrimentos, seus amores e a absoluta boemia, característica dessa época que passou. É uma história autobiográfica de Malik Work. Interpretada pelo próprio Malik, como protagonista, e por outros cinco personagens que se misturam à população de Nova York. Estes desenvolvem uma interatividade com o personagem principal, dando vida, assim, à trama. O longa-metragem é basicamente um vídeoclip carregado de inúmeras imagens baseadas nos diálogos que o protagonista desenvolve ao longo do filme. Verses At Work é uma narrativa poética sobre a ascensão, a queda e a ressurgimento de um artista que vive as disparidades urbanas do American Dream.

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10 filmes fabulosos para quem quer aprender algo novo

Por Hype Science 

Assistir filmes não é apenas um simples passatempo; cada história sempre acrescenta algo à sua vida (idealmente). Por isso, se seu objetivo for aprender algo de novo (seja para refletir ou para aumentar seu conhecimento acadêmico), as dez obras abaixo podem satisfazer muito bem esse desejo.

Todos os homens do presidente

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“Todos os homens do presidente” (no original, “All the President’s Men”) é um filme americano de 1976 dirigido por Alan J. Pakula e baseado no livro de mesmo nome, lançado em 1974.

O filme retrata o caso Watergate, no qual dois jornalistas – Bob Woodward e Carl Bernstein – insistiram em uma investigação que culminou na renúncia do presidente Richard Nixon, dos EUA. O filme é considerado uma espécie de “manual jornalístico”, debatendo temas como ética profissional, importância da comunicação e forças políticas que permeiam a imprensa.

A lição que se aprende com esse filme é como o jornalismo investigativo sério pode ser útil para a sociedade, mas também como é difícil a vida desses profissionais, cheia de desafios e obstáculos. O mundo não sobrevive sem a divulgação de notícias. É interessante que todas as pessoas assistam o filme para entender melhor como funciona o processo de pesquisa, investigação e checagem de fatos que leva a produção de um artigo sério.

Céu de Outubro

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“Céu de Outubro” (no original, “October Sky”) é um filme de 1999 baseado no livro “Rocket Boys”. Ele conta a história do filho de um mineiro de carvão que, inspirado pelo lançamento do satélite Sputnik, decide construir foguetes modelos durante o ensino médio, tornando-se mais tarde um cientista da NASA.

O ambiente do filme é marcado por atividade sindical, greves e pelos riscos e acidentes na atividade de mineração – o que por si só já é uma excelente lição de tópicos muito comuns na sociedade.

Além disso, discute o fato de um filho não querer seguir a carreira que seu pai deseja que ele siga e seu o sonho por viagens espaciais. Também mostra que o esforço pode levar qualquer um a realizar seus sonhos, e que a ciência é algo que exige dedicação.

Por fim, o filme também é um presente para os amantes de história, astronomia e exploração espacial.

A Missão

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“A Missão” (no título original, “The Mission”) é um filme britânico de 1986 dirigido por Roland Joffé e baseado em fatos reais. Ele trata da época da expulsão dos jesuítas do reino português no Brasil, devido à crise nas relações entre a Coroa portuguesa e a Companhia de Jesus.

O enredo contém padres, mercadores de escravos, evangelização dos índios, crimes passionais, autopunição, sistema judiciário, guerras, massacres e muita verdade, da mais cruel possível. Quem quer entender mais sobre o início da história do Brasil deve assistir essa obra e fazer suas próprias reflexões sobre como esse episódio do país influenciou o que somos hoje.

Muitos se referem ao ano 1500 como a descoberta do Brasil, mas a verdade é que ele não era um local desconhecido e desabitado. Quando a Europa notou o Novo Mundo, os habitantes desse “paraíso” só podiam ter três destinos: perder seus costumes e crenças para uma nova e imposta cultura, serem escravizados como animais selvagens ou serem dizimados pelos colonizadores. Quem foi ficando, quem está por aqui até agora, é provavelmente descendente ou dos sofredores ou dos causadores de sofrimento. No que isso nos afeta como povo?

O Óleo de Lorenzo

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“O Óleo de Lorenzo” (no original, “Lorenzo’s Oil”) é um filme de 1992 feito nos EUA e dirigido por George Miller. Ele retrata uma história real de pais que descobrem que seu filho Lorenzo possui uma doença rara e degenerativa, a adrenoleucodistrofia (ADL). Com oito anos, os médicos dizem que Lorenzo deve morrer em breve, pois não conhecem nenhum remédio ou cura.

Seus pais não aceitam essa situação. Apesar de serem historiadores, passam a pesquisar sozinhos em livros de medicina e química, e descobrem um óleo que não cura efetivamente a doença, mas a estagna. O garoto acaba vivendo muito mais do que os médicos pensavam que iria.

O conteúdo moral do filme é bastante claro – ele fala sobre como a perseverança, o amor e a luta podem te levar muito longe. Mas é possível aprender muitas outras coisas com esse filme, entre elas o poder da ciência e do método científico. Apesar de serem religiosos, os pais de Lorenzo se voltaram à dedução humana e se embasaram na pesquisa cientifica para buscar uma resposta para a doença do filho – algo que certamente valeu a pena. Além disso, o enredo traz um conhecimento de bioquímica interessante, do organismo humano, de como funcionam nossas células etc.

Startup.com

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Este filme documentário (“Starup.com”, de 2001) mostra a ascensão e queda de uma start up, uma companhia recém-fundada, a govworks.com. A empresa chega a US$ 50 milhões em menos de um ano, mas tem dificuldade em lidar com sites concorrentes superiores e acaba definhando e sendo consumida por uma empresa maior após menos de dois anos de existência.

Esse é um enredo para quem quer aprender algo sobre negócios. Temas como a confiança em sua equipe, fornecer um produto melhor do que o da concorrência, e os desafios do empreendedorismo são discutidos, de maneira que se podem tirar grandes lições de empreendedorismo com a história.

Intocáveis

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“Intocáveis” (“Intouchables”, no original) é um filme francês de comédia dramática, escrito e realizado por Olivier Nakache e Éric Toledano. Baseado numa história real, mostra a interação entre um aristocrata muito rico e tetraplégico e um jovem senegalês que é contratado para ser seu cuidador.

Tendo em vista a complexidade dos cuidados necessários, todos que entravam para trabalhar com o milionário Philippe ficavam pouco tempo e iam embora. Então, ele contrata um jovem inexperiente e ex-presidiário para ajudá-lo.

O novo empregado, Driss, não trata Philippe como um coitado. A displicência, naturalidade e sinceridade com que se refere a seu “chefe” – e principalmente o fato de vê-lo sem preconceitos – faz desta parceria ideal. A relação não é só beneficia ao patrão – Philippe abandona sua arrogância fazendo da construção de relacionamentos sinceros e saudáveis um bom motivo para continuar vivendo, e Driss, expulso de casa e excluído da sociedade, se depara com a chance de crescer como indivíduo e fazer algo de útil na vida, deixando sua contribuição para o mundo.

Em resumo, esse é um filme que trata de muitas questões da modernidade – dinheiro, relações pessoais, a falta de sinceridade, o sentido da vida etc. Sua grande lição é: o que importa no mundo são as pessoas, não as coisas.

Loucos Sonhos

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“Loucos Sonhos” (no original, “Beautiful Dreamers”), de 1990, dirigido por John Kent Harrison, conta a história do médico Richard Bucke depois que ele assume a chefia de um manicômio no Canadá. Bucke empenha-se em criar novos métodos de tratamento para cuidar dos pacientes, o que escandaliza os especialistas, mas ganha a simpatia do poeta Walt Whitman em pessoa, que o ajuda a enfrentar o conservadorismo dominante.

O filme mostra o tratamento bárbaro dos doentes mentais, deficientes mentais e outros com condições neurológicas durante os anos 1800. Até hoje, há muito preconceito em torno de doenças da mente, como a depressão, e faz pouco tempo que criamos terapias mais humanas e eficazes para esses pacientes. O Dr. Bucke serve como um modelo de coragem, sensibilidade e tolerância, nos mostrando que temos que ter compaixão por essas pessoas como temos por aquelas que possuem uma doença física. Ou seja, o filme tem o poder de gerar mais empatia pelos sofredores de condições mentais.

Por fim, conhecer mais detalhes da vida de Whitman nos faz querer ler mais sua bela poesia, e ninguém perde por se tornar um melhor conhecedor dessa literatura inglesa magnífica.

O Julgamento de Nuremberg

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“O Julgamento de Nuremberg” (no original, “Judgment at Nuremberg”) é um filme norte-americano dirigido por Stanley Kramer em 1961. Foi baseado em fatos reais, principalmente no caso Katzenberger, o último julgamento dos Processos de Guerra de Nuremberg que ocorreram depois da Segunda Guerra Mundial para julgar criminosos nazistas.

“Limpeza étnica”, Alemanha de Hitler, Holocausto e guerra mundial são todos temas trabalhados nesse enredo. Além de ser uma aula de história, nos mostra como funcionam os princípios da justiça e do direito internacional, e como os crimes de guerra e os cometidos contra a humanidade são debatidos em corte. Por fim, gera muita reflexão com as questões morais que propõe, e de até onde vão os direitos humanos.

A Máquina do Tempo

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“A Máquina do Tempo” (“The Time Machine”, no original”) é um filme de ficção científica britânico de 1960, dirigido por George Pal e baseado no livro de H. G. Wells. O enredo relata a história de um homem que constrói uma máquina do tempo, e a utiliza para viajar ao futuro.

Uma das coisas mais interessantes que é possível aprender com esse filme é a escala temporal da evolução da humanidade. Na história, há uma evolução ficcional dos humanos 800 mil anos no futuro em sub-espécies diferentes, que vivem em uma relação complexa de predação e reprodução.

Assim, pode-se ver em ação mecanismos que de fato impulsionam a evolução, como mutações e seleção natural, através de exemplos dramáticas, como a borboleta Blue Moon, e mutações relativamente recentes na espécie humana, tais como a capacidade dos adultos de digerir produtos lácteos e o surgimento de olhos azuis. Por fim, é possível entender melhor também o conceito de engenharia genética.

2001: Uma Odisséia no Espaço

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“2001: Uma Odisséia no Espaço” (no original, “2001: A Space Odyssey”) é um filme americano de 1968 dirigido por Stanley Kubrick. O filme possui temas notáveis, como evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. É imperdível por ser um marco cinematográfico em muitos aspectos: visual, artístico, filosófico, técnico, publicitário e sociológico, além de seu notável realismo científico.

Mesmo adiantando mais de um ano a ida do homem à lua, esse evento é mostrado na obra com o máximo de fidelidade possível. Enquanto a maioria das ficções científicas não gosta de perder público tirando o som de seus filmes, Kubrick levou a sério o silêncio no espaço, uma vez que o som não se propaga lá. Outros conceitos podem ser aprendidos no filme também, como a Primeira Lei de Newton, a força centrífuga e a gravidade.

O início da história é praticamente um curta-metragem sobre o nascimento da humanidade (SPOILER!) com símios brilhantemente descobrindo o poder das ferramentas. O tema da nossa evolução pelos anos seguintes percorre todo o enredo, entrelaçado com questões do universo e da sociedade.

“Uma Odisséia no Espaço” serve até como aula de cinema, por seu pioneirismo e seu roteiro cativante. Em 1991, foi considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significante” pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

(Via Hype Science)

Cinco cenas do cinema com movimento de câmera genial

Por Casey Chan

É óbvio, né? Nos filmes, a câmera aponta para onde devemos olhar. Seguimos a ação seguindo a câmera, que, por sua vez, segue a ação da cena. Mas os movimentos da câmera nos filmes também podem nos fazer sentir algo. Se ela se aproxima, devemos olhar mais perto. Se distancia-se, podemos estar nos removendo da cena. O movimento da câmera pode ir além de apenas nos fazer ver algo.

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Às vezes, se uma câmera sai de cena, nossa imaginação pode preencher o que ficou por ser mostrado. Como naquela cena aterrorizante de Cães de Aluguel, em que o policial tem sua orelha cortada. O Tarantino, na verdade, se afasta da ação, o que, de alguma forma, torna tudo ainda mais horripilante.

Há tantos outros movimentos de câmera que podem influenciar como assistimos a um filme, então veja o vídeo da CineFix com os cinco movimentos mais brilhantes para saber mais.

    • O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (aproximação lenta)
    • 20th Century Women (afastamento lento)
    • Marnie – Confissões de uma Ladra (desviar da cena)
    • O Passageiro – Profissão Repórter (distração)
    • The Candidate (movimento repentino)

(Via Gismodo)

Todos os filmes que ganharam o Oscar de melhor fotografia em um vídeo de 7 minutos

Por Juliana Domingos de Lima 

Além de uma aula de história do cinema, resumo é um passeio por algumas das fotografias mais bem feitas já vistas nas telas

‘O REGRESSO’, FILME QUE RENDEU O TÃO ESPERADO OSCAR DE DICAPRIO
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Desde a primeira edição do Oscar, em 1927, muita coisa mudou na forma de se fazer filmes: o cinema falado se consolidou e as tecnologias de filmagem evoluíram e se digitalizaram, só para citar duas mudanças de grandes proporções ao longo do último século. A imagem passou do preto e branco de um negativo a todas as cores alcançáveis pelo suporte digital.

Um vídeo feito pelo canal “Burguer Fiction” é uma síntese dessa evolução. Ele reúne todos os filmes que levaram o Oscar na categoria de “melhor fotografia” até hoje. Veja o vídeo:

As cores, os filtros e as tonalidades da imagem são criadas pelo trabalho do fotógrafo no cinema. Ele seleciona a luz ou equipagem de iluminação mais apropriada para cada cena, assim como a melhor câmera, lente, filtro, ou negativo, caso seja um filme feito em película. Assim, suas diretrizes técnicas traçam o paradigma tecnológico e estético da imagem de um filme.

Uma imagem mais saturada ou com cores mais frias, com menos ou mais luz, exerce funções precisas na narrativa cinematográfica. O fotógrafo “esculpe” cada um dos frames, que, em movimento, tornam-se um filme.

Do primeiro ao último

O site de cinema “Indiewire” definiu a compilação com uma aula de história do cinema acelerada. Quem levou o primeiro Oscar de fotografia da história foi o filme “Aurora” (1927), dirigido por F.W. Murnau, um dos diretores mais importantes do cinema mudo e do Expressionismo Alemão.

O movimento cinematográfico era conhecido, entre suas características estéticas, pelo contraste intenso entre luz e sombra. A direção de fotografia do filme era assinada por Charles Rosher e Karl Struss.

‘AURORA’, DE MURNAU, FOI O PRIMEIRO FILME A LEVAR O OSCAR DE MELHOR FOTOGRAFIA, EM 1927
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É possível observar a evolução entre a fotografia em preto e branco de “…E o Vento Levou” (1939), de Victor Fleming, passando pelas luzes neon de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), de Steven Spielberg, até chegar à “trilogia” premiada do diretor de fotografia mexicano Emmanuel Lubezki: “Gravidade” (2013), dirigido por Alfonso Cuarón, “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” (2014), com direção de Alejandro G. Iñárritu e “O Regresso” (2015) , também de Iñárritu. Lubezki levou o Oscar de Melhor fotografia em 2014, 2015 e 2016.

O filme vencedor em 2016, “O Regresso”, foi o primeiro a usar a câmera 65mm com sensor digital ALEXA 65, o que lhe dá uma estética que lembra a da película, e Lubezki filmou principalmente utilizando luz natural, segundo o site “No Film School”.

Indicados ao Oscar de melhor fotografia em 2017

Na premiação deste ano, marcada para o dia 26 de fevereiro, os cinco indicados na categoria são:

  • James Laxton, diretor de fotografia de “Moonlight: Sob a Luz do Luar” (2016), do diretor Barry Jenkins
  • Bradford Young, diretor de fotografia de “A Chegada” (2016), de Denis Villeneuve
  • Linus Sandgren, pela fotografia de “La La Land: Cantando Estações” (2016), dirigido por Damien Chazelle,
  • Greig Fraser, que dirigiu a fotografia do filme “Lion: Uma Jornada Para Casa” (2016), com direção de Garth Davis
  • Rodrigo Prieto, pela fotografia de “Silêncio” (2016) , um filme de Martin Scorcese

(Via Nexo)

Assista Pearl, o 1º filme para RV indicado ao Oscar

Por Dori Prata  

Você já deve estar sabendo que ontem foi divulgada a lista com os filmes indicados ao Oscar desse ano e no meio de tantas produções, existe uma que passou despercebida por muitos, mas que merece a atenção pelo menos dos apaixonados por tecnologia.

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Desenvolvido pelo Google Spotlight Stories e pela a Evil Eye Pictures, Peal é a emocionante história de um pai solteiro que cria sua filha num carro e durante pouco mais de cinco minutos acompanharemos o crescimento da menina enquanto uma belíssima trilha sonora ajuda a aumentar a carga dramática.

O detalhe é que o curta de animação foi criado pensando na realidade virtual, colocando o espectador no assento do passageiro do veículo e nos permitindo olhar para onde quisermos. Desta forma os criadores do filme tentam aumentar a imersão do e se você não for muito durão, existe uma boa chance de ter que enxugar os olhos enquanto assiste Pearl.

Dirigido por Patrick Osborne, que levou um Oscar no ano passado por O Banquete e depois trabalhou no Operação Big Hero, talvez o mais importante não seja sabermos se essa animação levará ou não o prêmio no dia 26 de fevereiro, mas sim a maneira como sua indicação poderá chamar a atenção para uma tecnologia que ainda está longe de se tornar popular.

Para assistir Pearl, você pode simplesmente apertar o play no vídeo abaixo e depois usar o mouse para mover a câmera para onde quiser, mas o ideal evidentemente seria utilizar um Google Cardboard ou ainda aproveitá-lo com um HTC Vive, para que assim a experiência seja a melhor possível e muito mais tocante.

Caso tenha gostado da música No Wrong Way Home, que foi interpretada por Kelley Stoltz e Nicki Bluhm, saiba que ela pode ser obtida gratuitamente através do Google Play.

(Via Meio Bit)

O melhor filme de 2016 foi…

Por Leonardo Amaral

Calma! Não é o que ganhou Oscar. Nem o que ganhou mais prêmios europeus. Também não foi o de maior bilheteria. Nem o que teve maior retorno de investimento sobre seu orçamento.

Sempre antes de definir o melhor filme de qualquer coisa é fundamental definir uma coisa: NO QUE?

Pra quem acha mais importante uma credencial de renome para chancelar a escolha, a pergunta já está ainda mais específica: SEGUNDO CRITÉRIOS SUBJETIVOS DE QUEM (esses costumam ser os grandes prêmios, que tem um juri bem grande de pessoas da indústria e entendidas de cinema para votarem).

Nesse post o foco é em uma métrica nova: a avaliação combinada das 4 maiores plataformas sociais internacionais de review de filmes: Rotten Tomatoes (tanto a sessão de críticos especializados quando de público), IMDb, Letterboxd e Metacritic.

Seria o equivalente a uma mistura global de voto popular com juri especializado. Creio ser uma métrica bastante interessante e democrática.

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(a nota do Metacritic, não está aí, mas só aumentaria a média, já que está em 99/100)

Quem faz isso é o Cinesift (que já apareceu aqui aqui).

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O vencedor é um curioso lançamento de pouca repercussão: Moonlight (que por aqui recebeu o nome de Moonlight: Sob a Luz do Luar e estreia em fevereiro).

O filme é dirigido por Barry Jenkings e apresenta a história e desenvolvimento de Chiron, jovem negro da periferia de Miami que luta contra o caminho no crime que lhe é imposto pelo contexto.

Não vejo a hora do filme estrear por aqui.

(Via Update Or Die)

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9 filmes de 2016 que você talvez não tenha visto (mas deveria)

Por Virgílio Souza

Relembre o que aconteceu de melhor no cinema no ano: as estreias mais aguardadas, as melhores surpresas e os filmes imperdíveis que passaram voando pelas salas brasileiras (ou que sequer chegaram a estrear)

Em 2016, o B9 cobriu quase quarenta estreias com críticas individuais. Filmes como “Creed: Nascido Para Lutar”“Spotlight” e “A Grande Aposta” se destacaram entre aqueles que saíram cercados de expectativa da sequência de premiações do início do ano. Ainda na primeira metade da temporada, “Zootopia” e “Capitão América: Guerra Civil” se provaram blockbusters acima da média, sendo acompanhados na categoria por “Star Trek: Sem Fronteiras”, lançado alguns meses depois.

Já no segundo semestre, “Dois Caras Legais”“Águas Rasas e “Kubo e as Cordas Mágicas” confirmaram a força das produções de médio porte, cada vez mais esquecidas pela indústria, e “Aquarius” se revelou a mais nova obra-prima do cinema nacional. Finalmente, “Sully” se juntou ao seleto grupo nas últimas semanas, apoiado sobretudo na força de seu diretor e de seu protagonista. 

Abaixo, listamos outros destaques que chegaram ao país nos últimos doze meses e indicamos os caminhos para encontrá-los, quando disponíveis. Alguns foram estreias no calendário nacional, outros nunca estiveram disponíveis na tela grande pelos lados de cá.

“Carol” 

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Em uma das várias cenas memoráveis de “Carol”, a personagem do título (Cate Blanchett) observa a jovem Therese (Rooney Mara) e a convida para ir até sua casa no domingo seguinte. “Flung out of space” é como ela define a garota, tão distante que parece mesmo ter sido arremessada pelo espaço, vinda de outra dimensão em que as pessoas flutuam e seus pés nunca tocam o chão.

O filme de Todd Haynes, assim como o romance entre as personagens, se constrói com base nesses detalhes perdidos no ar que o cinema frequentemente ignora: um instante de silêncio gera dúvidas ou confirma certezas, uma troca de olhares ou um toque de mãos revela desejos e mágoas encobertas. Aqui, a beleza e a dor de se apaixonar são mesmo de outro mundo.

Lançado no Brasil no início de janeiro, apenas um dia antes de receber seis indicações ao Oscar, o filme está disponível no NET NOW e lançado em DVD pela Universal.

“Destino Especial” (“Midnight Special”) 

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A decisão de não lançar nos cinemas o quarto capítulo da já festejada trajetória de Jeff Nichols como diretor (depois de “Separados pelo Sangue”“O Abrigo” e “Mud”) talvez tenha sido o maior equívoco das distribuidoras brasileiras em tempos recentes. A narrativa por vezes exagera na sugestão, nesse esquema de oferecer mais perguntas do que respostas, perdendo algumas oportunidades para fincar suas raízes no sci-fi de maneira mais definitiva, mas o controle do cineasta sobre o material permanece inabalável.

A relação entre pais e filhos surge  novamente como nervo central da história. Desta vez, porém, o senso de proteção paterno  existe justamente diante do desconhecido, o que abre espaço para que o filme aproveite sua principal qualidade: transmitir sensações muito intensas em esquemas simples, com um esforço que parece mínimo.

Disponível exclusivamente em digital para compra e aluguel (NOWiTunes, entre outros).

“Jovens, Loucos e Mais Rebeldes”

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Tratado como “continuação espiritual” para “Dazed and Confused” (ou “Jovens, Loucos e Rebeldes”, um dos melhores filmes dos anos 90 em qualquer gênero), o novo projeto de Richard Linklater é fascinante em muitos níveis diferentes. Na superfície, trata-se de um retorno no tempo motivado pelos elementos mais básicos: a trilha sonora e o visual dos personagens já seriam suficientes para sustentar suas duas horas de duração, ainda que as referências em questão sejam bastante específicas (o beisebol, essa masculinidade texana, a universidade).

Não se trata de nostalgia pela nostalgia. Aqui, o olhar para o passado é quase realista, como se tudo o que ocorreu em trinta anos desde então de fato ainda não tivesse ocorrido. Linklater segue genial nessa tarefa de nos transportar para tempos e espaços particulares, capturando momentos especiais em um processo que parece apenas rotineiro. Nas entrelinhas, em cada diálogo despropositado, existe um excelente filme sobre lidar com a diferença e, mais importante, sobre reconhecer a necessidade de ir além das aparências. Em sua simplicidade, o último plano carrega uma força rara, como se o curto ciclo pelo qual os personagens passam fosse apenas um prelúdio, uma abertura para outra etapa, maior e mais significativa.

Disponível no iTunes e no serviço on demand da Telecine.

“Indignação” 

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Em 2016, dois longas tentaram adaptar textos de Philip Roth. “Pastoral Americana”, primeiro trabalho de Ewan McGregor na direção, foi mal recebido no Festival de Cannes e (ainda?) não ganhou data de lançamento brasileira. Já “Indignação”, que também marca a estreia de James Schamus (roteirista de vários filmes de Ang Lee) na função, passou por Sundance e Berlim com sucesso moderado antes de desembarcar no Brasil em novembro de maneira mais discreta do que deveria.

Além do mérito em realizar a difícil transposição romance-cinema, conseguindo ser fiel ao original sem perder de vista sua autenticidade e o que é próprio do cinema, a obra soma os esforços de gente bastante competente em todas as frentes. Logan Lerman e Sarah Gadon lideram o elenco, que ainda conta com Tracy Letts no papel de um reitor implacável. A fotografia é de responsabilidade de Christopher Blauvelt, também de “Certas Mulheres” (outro grande filme), o que afirma esse como o ano mais notável de sua carreira. Por último, mas não menos importante, a trilha sonora de Jay Wadley se estabelece como uma das mais sensíveis dos últimos tempos, encontrando força mesmo em suas batidas mais convencionais.

Ainda não há previsão de lançamento do filme em streaming ou home video no país.

“A Luz Entre Oceanos” 

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A mão de Derek Cianfrance na direção é um fator determinante para os sucessos e fracassos de “Blue Valentine” e “O Lugar Onde Tudo Termina”, seus dois longas anteriores. No primeiro, o cerco se fecha sobre o casal principal, construindo um drama que se propõe ao mesmo tempo intenso e intimista. No seguinte, a insistência em fazer a trama atravessar gerações compromete o todo — os momentos mais fortes do filme se concentram no primeiro segmento, enquanto o terço final sofre porque esse elo entre pais e filhos parece forçado.

Em “A Luz Entre Oceanos”, a abordagem é mais contida e a narrativa, mais convencional, mas o diretor não se desvia de suas pretensões estéticas. A câmera tenta extrair o máximo de cada plano, buscando o contraste nas paisagens ensolaradas e a dor nos rostos de Michael Fassbender e Alicia Vikander, e o resultado é um drama controlado, mas repleto de instantes genuínos.

“A Luz Entre Oceanos” estreou no Brasil no início de novembro e ainda não chegou a outras plataformas.

“Certo Agora, Errado Antes”

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Após circular festivais Brasil afora, o melhor longa de Hong Sang-soo nos últimos anos chegou ao circuito em maio. Aqui, o diretor segue trabalhando temas marcantes de seus projetos mais recentes, mas decide explorar novas possibilidades em termos de estrutura. Sua narrativa é simples, mas imprevisível, porque trabalha diferentes perspectivas sobre o mesmo conjunto de eventos, com foco no encontro entre um cineasta e uma aprendiz de pintora na cidade sul-coreana de Suwon.

Dividido em dois capítulos (em inglês, “Right Then, Wrong Now” e “Right Now, Wrong Then”), o filme não coloca esses olhares em choque direto, mas repete cenas alterando apenas o ponto de vista de modo a produzir sentidos diferentes a cada nova encenação. Trata-se, ainda, de um belo elogio ao gesto: o contato físico entre os personagens é raro, mas fundamental nos momentos mais cruciais da trama.

O longa está disponível on demand no Telecine, com o título de “Lugar Certo, História Errada”.

“O Que Está Por Vir”

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“Meus filmes são todos transposições [da minha vida] inspiradas pelas pessoas que eu conheço”, disse Mia Hansen-Løve em entrevista. Em uma curta, mas significativa trajetória, a diretora voltou seu olhar para  a relação entre um pai e uma filha (“Tudo Está Perdoado”), o suicídio (“O Pai dos Meus Filhos”), o desenrolar de um romance na juventude (“Adeus, Primeiro Amor”) e o amadurecimento de um jovem rapaz (“Eden”). Há elementos autobiográficos em todos eles, com acenos claros a figuras como um produtor e amigo, o irmão e, agora, a mãe, que ganha corpo e brilho em Isabelle Huppert.

O que mais impressiona nessa coletânea de histórias familiares é a serenidade com que mesmo os acontecimentos mais trágicos são encarados pelas lentes. Chegando aos 35 anos, a diretora observa a meia idade colocando sua protagonista no centro de uma crise sem precedentes, que a desloca em todos os âmbitos da vida – todos vistos de perto, pacientemente, em busca de compreensão.

Distribuído pela Zeta Filmes, o longa estreou na última quinta-feira, 22, e segue em cartaz em nove cidades brasileiras (veja quais).

“Popstar: Never Stop Never Stopping” 

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No ano em que a continuação de “Zoolander” fracassou ao unir sua sátira do universo das celebridades às centenas de aparições de rostos famosos, “Popstar” surgiu como uma clara manifestação do talento de Andy Samberg.

Líder da ótima “Brooklyn Nine-Nine”, agora em sua quarta temporada, o ator e roteirista retomou a parceria com Akiva Schaffer e Jorma Taccone, antigos companheiros de “The Lonely Island” e “Saturday Night Live”, para realizar a melhor comédia do ano. O talento do grupo para esquetes musicais se mantém firme, e certas surpresas (algumas delas extremamente apelativas, mas em perfeita sintonia com o humor pretendido) tornam mais viva a trama de ascensão e queda de um músico egocêntrico.

O filme não foi distribuído oficialmente no país, mas a trilha sonora original está disponível no Spotify. Vale a conferida.

“A Incrível Aventura de Rick Baker” (“Hunt for the Wilderpeople”) 

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Dois anos atrás, “O Que Fazemos Nas Sombras” estabeleceu o neozelandês Taika Waititi como um nome promissor. Hoje, confirmado para comandar “Thor: Ragnarok”, o diretor se encaminha para seguir uma trajetória recente que não é incomum, saltando do universo do cinema independente para um blockbuster de estúdio.

No meio do caminho, porém, ele encontrou espaço na agenda para entregar essa aventura que remete tanto ao charme de nomes como Wes Anderson quanto à esperteza de “Flight of the Conchords”, projeto de comédia a que esteve vinculado por anos. O veterano Sam Neill e a revelação Julian Dennison são as principais peças de uma fórmula que se assume como tal, apostando na mesma condução leve e nas referências pop que consagraram produções semelhantes no passado. É Waititi o responsável por conferir inventividade à narrativa, e sua atenção para as relações humanas cumpre o papel com enorme qualidade.

O filme segue indisponível oficialmente no Brasil. 

(Via B9)

Rapaz deixa celular ser roubado de propósito para espionar a vida do ladrão

Por Nilton Kleina

Quem já teve um celular roubado provavelmente já parou para pensar em algum momento: afinal, o que o cidadão que tomou o aparelho está fazendo? Que utilidade deu para o dispositivo? Será que ele realmente ficou com o produto ou já repassou? Algumas dessas perguntas intrigavam o estudante holandês de Cinema Anthony van der Meer, que resolveu produzir provas reais para tirar suas dúvidas.

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Depois de ter o seu smartphone roubado, van der Meer resolveu deixar um segundo aparelho ser furtado de propósito – com uma pegadinha. Em seu HTC One M7, ele instalou um software chamado Cerberus, que permite o controle remoto completo do dispositivo, incluindo leitura de mensagens de texto e acompanhamento das atividades da câmera e do microfone.

Depois de vários dias tentando ser roubado de propósito, ele conseguiu o feito em uma viagem de trem. O resultado é o minidocumentário “Find My Phone”, com 21 minutos e uma história com final surpreendente. Confira abaixo (com legendas em inglês).

Mais complexo do que parecia

No fim das contas, o ladrão não resetou o aparelho: ele simplesmente continuou utilizando o smartphone do mesmo jeito que encontrou. Dias depois do incidente, um novo chip SIM foi inserido, por alguém com uma conta em árabe. Seguindo o cidadão pela movimentação do GPS, o aparelho foi parar em uma cidade francesa, mais precisamente em um abrigo de ajuda humanitária, e depois novamente em Amsterdã.

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As conversas quase sempre giravam em torno de dinheiro e, no fim das contas, o aspirante a cineasta começou a pensar que o ladrão era uma pessoa pobre, triste e que vivia em dificuldades — a ponto de o jovem sentir certa pena e até colocar créditos ele mesmo para que o sujeito não parasse de usar o aparelho. Seria um terrorista, um sem-teto ou algo parecido?

Quem foi roubado foi ele, mas foi o ladrão quem teve a privacidade invadida

No fim do documentário, van der Meer resolve ir até o último local apontado pelo GPS para ver o ladrão pessoalmemte. O resultado é bem diferente do que ele imaginava: a pessoa é saudável, com um ar agressivo e possivelmente envolvida com drogas. Para não ser reconhecido ou algo do tipo, ele foi embora antes de iniciar qualquer contato, exceto tirar uma foto.

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Entre as lições que o jovem quis deixar com a obra, é possível notar a ironia da situação: quem foi roubado foi ele, mas foi o ladrão quem teve a privacidade invadida. Só que, ao mesmo tempo, mesmo acompanhando o sujeito direto por vários dias, van der Meer notou que o resultado final foi que ele não fazia ideia de quem aquela pessoa de fato era. Há quem duvide da situação e acuse o rapaz de ter encenado tudo, mas a ideia não deixa de ser interessante e um ótimo ponto de reflexão.

Este curto filme foi feito com 2 bicicletas estáticas e 1800 fotos de longa exposição

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Por Mário Rui André.

Un Petit Tour Dans Paris é um pequeno filme de 1 minuto e meio, realizado pelo francês Maxime Baudin“Numa Paris esplêndida e romântica, enquanto todos iam muito rápido, um jovem anda de bicicleta. Mas um simples passeio vai ganhar toda uma nova dimensão”, lê-se na sinopse.unpetittourdansparis

O trabalho de Maxime conquistou a atenção do site PetaPixel, que, curioso, dirigiu-lhe algumas questões. As gravações duraram 2 dias em Paris; foram produzidas 1800 fotos RAW com uma Canon 7D para criar os frames em stop motion.

Cada exposição foi um 2,5 segundos de longa exposição, uma vez que Baudin queria mostrar o mundo à volta dos seus actores o mais desfocado possível com movimento e actividade. “Usei a longa exposição para desmaterializar as pessoas em torno das personagens”, disse o realizador francês. “Deste modo, existem dois períodos na mesma imagem.”

De acordo com o PetaPixel, Baudin teve a ideia para o filme depois de ver uma bicicleta de exercício inutilizada no seu apartamento. Depois de fazer algumas fotos de teste, percebeu que o resultado era mesmo o que queria. Fez o storyboard, detalhando exactamente o número de frames para cada sessão e que acção ou expressão acontecia naquele preciso instante.

Os atores, Rebecca Tetens e Tifenn Veysseyre, tinham de fazer movimentos detalhados e, em seguida, ficar perfeitamente imóvel durante todas as exposições. Baudin usou giz branco para marcar no chão, com uma linha, as posições das bicicletas e das expressões dos actores em cada sessão fotográfica.

O resultado é absolutamente incrível.

James Bond jamais seria contratado hoje pelo serviço secreto britânico

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Características do personagem não correspondem às exigidas pelo MI6, para onde o espião 007 trabalha na ficção

As referências que encontramos em personagens do cinema podem não ser as melhores para quem deseja construir sua carreira. James Bond, por exemplo, não é modelo para um profissional que seria contratado pelo MI6, serviço secreto britânico. O motivo? Ele não dispõe de inteligência emocional.spectre-teaser-trailer-feature-bigger

Um dos traços marcantes de Bond é sua capacidade de trabalhar sozinho. O serviço de inteligência em empresas como o MI6, no entanto, requer profissionais que se adequam a equipes. E vale lembrar: eles não são espiões nem remotamente parecidos com o personagem.

Dois agentes do MI6, “Kamal” e “Kirsty” — nomes fictícios —, contaram aoThe Telegraph como é fazer parte do serviço secreto do país. Eles revelaram as características necessárias para atuar na área. Além de um indivíduo sociável, é preciso ser bom de lábia, já que uma tarefa fundamental é convencer pessoas do mundo inteiro a trabalhar para eles.007-700x357

“Nosso trabalho é encontrar pessoas com acesso a informações secretas e valiosas para o governo britânico. Minha tarefa é construir uma relação com esses indivíduos e obter as informações a que eles têm acesso, de forma segura”, disse Kamal.spectre_y2MHyOQ

Para não dizer que tudo é mera ficção, inventada lá atrás pelo escritor Ian Fleming, há pelo menos uma semelhança entre Bond e os agentes de carne e osso. Ou melhor, entre os atores que interpretam o 007 e eles. Todos atuam como se fossem personagens. “É uma das melhores partes do trabalho. É um teatro”, afirma Kamal.