Você fica arrepiado quando ouve música? Isso significa que seu cérebro é especial

Por Nathália Geraldo

O cantor sobe ao palco e, nos primeiros acordes da música, você fica todo arrepiado. Ou então, a rádio começa a tocar sua música preferida e… arrepio de novo. É uma sensação boa, né? Isto é, claro, uma resposta do seu corpo a um estímulo externo que, agora, os cientistas descobriram a causa: tudo está ligado ao fato de seu cérebro ser especial e fazer conexões diferentes que afetam a forma com que a música é processada.

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pesquisa divulgada na revista científica da Oxford mostra que o que está sendo chamado de “orgasmo da pele” não acontece com todo mundo, não. Para comprovar a tese, os cientistas acompanharam um grupo de 20 pessoas apaixonadas por música e suas reações emocionais às canções. Saiba mais sobre o estudo agora.

Arrepio ao ouvir música: estudo explica causa

Os pesquisadores da Harvard selecionaram 20 pessoas, que fizeram uma lista de suas músicas preferidas para serem exploradas na experiência. Eles chegaram a um resultado, literalmente, dividido: dez indivíduos disseram sentir arrepios e dez entraram no time dos “não-arrepiados”.

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O estudo, então, foi além e detalhou como a audição de uma boa música, na opinião dos participantes, atingiria o corpo de forma que os pelinhos ficassem arrepiados.

Cérebro e suas conexões

A resposta dos pesquisadores indica que o cérebro de quem tem esse “orgasmo musical” é bem diferente de quem não tem. Isto porque, em ressonância magnética, foi identificado que os “arrepiados” têm mais fibras nervosas saindo do córtex auditivo que se ligam ao córtex insular e ao córtex pré-frontal, responsáveis pelo processamento das emoções.

A descoberta aponta que a música é um elemento evolutivo para os seres humanos. Isto significa que ela tem uma função para nós, mesmo que seja apenas “esteticamente gratificante”, como consideram os cientistas.

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“Nossos resultados fornecem a primeira evidência de uma base neural das diferenças de cada indivíduo em relação ao acesso sensorial para o sistema de gratificação, e sugerem que a comunicação socio-emocional através do canal auditivo pode oferecer uma base evolutiva da música com a função de ser esteticamente gratificante em seres humanos”.

A pesquisa não identificou se as pessoas que são mais sensíveis à música nascem assim ou se acabam desenvolvendo essas conexões de acordo com as experiências musicais ao longo da vida.

(Via Vix)

Colaboradores

 

 

Milton Seligman, Diretor da AmBev, companhia que produz, entre outras, as cervejas Skol, Brahma, Antarctica e Bohemia.

 

 

 

 

Marcello Gomes – Booker da agência Voga Models

 

 

 

 

Prof. Milton Luiz Pereira – Milton Luiz Pereira é especialista em planejamento urbano e ambiental pela PUC-GO e Chefe da Divisão de Fomento à Coleta Seletiva da Agencia Municipal de Meio Ambiente – AMMA.

 

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