19 Dicas para enganar a sua mente e a das pessoas a seu favor

Por Luciano Hilton 

Viver em sociedade e lidar com as pessoas é uma tarefa que pode ser simplesmente excruciante, pois não há como saber o que se passa na cabeça de cada um para evitar situações desnecessárias. Como se isso já não fosse o suficiente, há momentos em que nossas próprias mentes parecem não cooperar e insistem em nos trair em momentos que mais precisamos de confiança, por exemplo.

Não seria genial se pudéssemos driblar esses problemas de alguma forma? Não seria interessante se pudéssemos tirar proveito do comportamento das pessoas ou fazê-las pensar o que você quer que elas pensem de forma indireta? E quanto a você mesmo, não seria legal saber como se programar para uma entrevista de emprego ou uma apresentação para uma platéia? Aqui vão 19 dicas que podem ajudar você a enganar as mentes das pessoas e a sua própria a seu favor.

1. As pessoas são mais abertas àqueles que as olham nos olhos. Então quando você encontrar alguém pela primeira vez, tente descobrir a cor dos seus olhos, enquanto sorri para ela. Isso fará com que o seu olhar fixo torne a pessoa mais receptível às suas investidas, sejam elas quais forem.

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2. As pessoas tendem a concordar em fazer determinada coisa pra você, se antes você as propuser a fazer algo mais simples.

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3. Se você acha que uma pessoa vai recusar a fazer uma tarefa que você está prestes a pedi-la para realizar, faça o seguinte: peça primeiro que ela faça alguma coisa que vai dar muito trabalho. Ela muito provavelmente recusará; esse é o momento certo para pedir o que você realmente quer que ela faça. A pessoa vai achar que você a está poupando de algo muito dispendioso quando, na verdade, você está pedindo o que queria desde o início.

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4. Se você fizer uma pergunta a alguém e a pessoa responder apenas parcialmente, continue olhando para os olhos dela e ela provavelmente continuará falando

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5. Se você sabe que vai passar por uma situação na qual ficará nervoso, como fazer uma prova, é só mascar chiclete. Ao fazer isso, seu cérebro pensa que você está se alimentando e, portanto, não havendo perigo iminente, pois ninguém se alimentaria em uma situação de risco. Dessa forma, a tensão deixará o seu corpo lentamente.

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6. Sabe como evitar topar com uma pessoa que está vindo em sua direção na calçada? Olhe firmemente sobre um dos ombros dela ou entre as cabeças das pessoas, quando mais de uma; dessa forma, você mostra com o seu olhar por onde vai seguir e as pessoas farão o caminho oposto para não toparem com você.

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7. Quer aprender algo de verdade? Ensine aquilo a alguém. Se você consegue ensinar bem é porque você entende bem.

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8. As pessoas tendem a se lembrar mais do que você as fez sentir que daquilo que você falou a elas. Use isso a seu favor.

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9. Para uma entrevista de emprego, prepare-se psicologicamente de antemão: finja que você encontrará um amigo que não vê há muito tempo e quer muito encontrar; pense desde vocês dando as mãos, se cumprimentando; pense em todas as coisas que você tem pra falar, visualize todo o momento em sua mente, não tenha pressa. Visualize sua posição corporal também: ombros para trás, mãos sobre o colo, sorriso no rosto (não precisa ser exagerado). Tudo isso soa clichê, mas você estará tomando controle do seu psicológico e se autossugestionando.

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10. Quando você reage com alegria e empolgação ao ver alguém, você induz a pessoa a fazer o mesmo com você. Pode não funcionar da primeira vez, mas acontecerá na próxima.

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11. Saia por cima quando uma pessoa fica zangada com você: permaneça em silêncio e ela ficará ainda mais brava; quando a raiva passar, ela ainda se sentirá envergonhada.

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12. Sabe aquela história de primeira impressão? Quando você cumprimenta alguém com um aperto de mão firme, mas acolhedor/agradável, você imediatamente ganha um ponto com aquela pessoa. Nada de mão mole, hein!

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13. Pessoas possuem uma auto-imagem muito clara delas mesmas e que costumam defender com unhas e dentes. Quer se livrar ou fazer alguém desgostar de você? Ataque sem piedade a auto-imagem daquela pessoa.

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14. Quando sair com uma pessoa pela primeira vez, leve-a a um lugar onde o coração dela baterá mais forte – literalmente – como num parque de diversões, num show de música ou até mesmo num filme de terror, se a pessoa quiser, claro. Esses momentos fazem a adrenalina do corpo subir e dar uma sensação boa que será associada mais à sua presença que ao evento em si. É como se a pessoa pensasse “eu gosto dele porque eu me sinto bem ao lado dele”.

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15. A chave para a confiança é presumir que todos já gostam de você e o respeitam.

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16. Os efeitos do estresse são muito parecidos com os efeitos físicos da coragem. Então, quando você se sentir estressado, imediatamente imagine – e visualize – que você está se sentindo mais corajoso para enfrentar determinada situação. Veja o problema como um desafio, não com uma ameaça.

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17. Quer ficar marcado na mente de alguém que acabou de conhecer? Refira-se a ela pelo nome. As pessoas amam serem tratadas pelo nome e acabam por criar um elo de simpatia por quem as trata assim.

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18. Se você der o maior sorriso que você puder, se sentirá um pouco mais feliz.

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19. Sempre dê às crianças uma opção para fazê-las pensar que estão no controle. Por exemplo, pergunte “você quer usar os tênis do Ben 10 ou do Homem-Aranha?”. Independentemente da resposta, elas usarão tênis, que é a sua vontade.

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(Via Tudo Interessante)

Pessoas que choram muito são poderosíssimas!

Por O Segredo

Todas as emoções não são iguais nem encontram o mesmo grau de aceitação em nossa sociedade. A tristeza, entretanto, está catalogada como uma emoção negativa, uma emoção que se deve esconder e que inclusive deveríamos ter vergonha. As expressões da tristeza, com os ombros caídos, o olhar triste e o choro, são considerados sinais de debilidade e insegurança.

Uma sociedade que sempre demanda que estejamos felizes e alegres, dispostas a comermos o mundo, simplesmente é tremendamente injusta. Porque não funcionamos assim, frequentemente nos entristecemos.

Estigmatizar a tristeza só serve para nos fazer sentir pior, para que pensemos que não somos o suficientemente fortes como para aguentar os problemas sem virmos abaixo.

Por que as pessoas que choram são mais equilibradas emocionalmente?

1. Não reprimem as suas emoções: Não há motivos para esconder a tristeza. Só as pessoas seguras de si mesma, com uma grandeInteligência Emocional, são capazes de reconhecer as suas emoções e expressá-las, mesmo que estas sejam consideradas “negativas”. É necessário muita coragem para nadar contra a corrente e expressar quem você realmente é ou como se sente nesse momento.

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Na verdade, o filósofo Séneca afirmou que “Não tem maior causa para chorar que não poder chorar“.

Manter a mente fria e reprimir as emoções tem um grande custo, não só para nossa saúde psicológica como também física. Numerosos estudos tem vinculado a repressão emocional com um maior risco de desenvolver enfermidades como asma, hipertensão e patologias cardíacas.

2. Aproveitam as lágrimas para mudar a perspectiva: As lágrimas não só são a água que limpamos a alma senão que também limpamos os nossos olhos, para permitir-nos ver a situação a partir de outra perspectiva. As lágrimas nos fortalecem e nos permite crescer. Com já dizia a poeta uruguaia Sara de Ibáñez: “Vou chorar sem pressa. Vou chorar até esquecer o choro e alcançar o sorriso”.

Na verdade, 70% das pessoas pensam que chorar é reconfortante. E que o choro nos permite ver a situação por uma perspectiva mais positiva. Quando terminamos de chorar, a nossa mente se encontra mais clara e em poucos minutos seremos capazes de analisar a situação a partir de outro prisma. Isto se deve a que as nossas emoções se equilibraram e nossa mente racional está preparada para entrar em ação.

3. Sabem que o choro é terapêutico: O choro estimula a libertação de endorfinas em nosso cérebro, que nos ajudam a aliviar a dor e também fomentam um estado de relaxamento e paz? É por isto que depois de chorar, nos sentimos muito melhores e relaxados. Na verdade, foi verificado que não é conveniente cortar o choro, mas deixar que flua porque a primeira fase só tem um efeito ativador mas a segunda fase tem um efeito calmante que reduz a frequência cardíaca e respiratória, propiciando um estado de relaxamento. Ás vezes, o choro é mais benéfico que o riso.

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Um estudo realizado na Universidade da Florida descobriu que o choro é profundamente terapêutico, sobretudo quando se une com um “remédio relacional”, ou seja, quando se aproxima outras pessoas e estas nos dão consolo. Também perceberam que o choro triste, esse que está destinado a criar novos vínculos depois de uma perda, tem um poder catártico.

4. Não se submetem as expectativas sociais: As pessoas que não tem medo de chorar se sentem muito mais livres, são capazes de expressar-se sem se verem pressas pelos convencionalismos sociais. Estas pessoas não tem medo de decepcionar os demais nem a mostra sua suposta “debilidade”, porque sabem que na realidade chorar não implica em nada disso.

As pessoas que choram são mais verdadeiras e não querem se ver maquilhadas pelas expectativas sociais. Essa consciência as levam a serem mais livres e a levar uma vida segundo suas próprias regras. Estas pessoas são verdadeiros “ativistas” que lutam por uma sociedade mais saudável emocionalmente onde as pessoas não se vêem obrigadas a esconder o que sentem.

5. Conectam emocionalmente através das lágrimas: O choro é uma das expressões mais íntimas dos nossos sentimentos. Quando choramos na frente de alguém, é como se estivéssemos desnudando nossa alma. Por isso, as lágrimas ajudam a criar um conexão muito especial, é como se conectássemos diretamente através do nosso “eu” mais profundo.

Quando uma outra pessoa “aceita” essa tristeza, sem tentar fugir dela ou nos brindar de falsas palavras de alento, simplesmente nos apoia e se mantém ao nosso lado, se cria uma conexão única. Na verdade, uma das funções das lágrimas é precisamente a de pedir ajuda, mesmo que seja de maneira indireta, mostrando nossa impotência, para que os demais se acerquem e nos conforte.

Portanto, o choro e a tristeza não devem ser percebidos como um sinal de debilidade, senão como um sinal de fortaleza interna e atenção plena. Não choramos porque sejamos débeis ou incapazes, senão porque estamos vivos e não nos envergonhamos de expressar o que sentimos.

Lembramos que o comparativo da pesquisa não exprime algum tipo de ideologia ou apologia a tal tema de responsabilidade do site, estamos apenas reproduzindo um conhecimento científico.

(Via O Segredo)

6 coisas que você pode fazer de manhã (que não são reclamar da vida)

Por Bruno Vaiano 

E não adianta dizer que vai começar segunda

Toca o despertador. Pânico! Não há para onde correr. Em no máximo uma hora você tomará banho (ou não), café (ou não), coragem (ou não) e sairá rua afora rumo às obrigações, que serão idênticas no dia que virá após o que mal acabou de começar. E no outro também. E no próximo.

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Trágico, não? Pois é, ninguém disse que seria fácil. Mas acontece que o começo da manhã não é uma anomalia do espaço-tempo que te dá vontade de desaparecer, mas sim um período do dia como qualquer outro, que você pode inclusive usar para aumentar a taxa de endorfina no sangue – afinal, quem não gosta de uma boa dose de opióides endógenos de efeito analgésico para dar a largada de bem com a vida?

Preparamos uma pequena lista de boas metas matinais, mas não se preocupe, é claro que é impossível realizar todas de uma tacada só. Então, adote uma e seja feliz.

1. Resolva os problemas mais cabeludos do dia

Uma cabeça vazia faz milagres. E o que parecia impossível às seis da tarde do dia anterior pode soar perfeitamente razoável às seis da manhã do dia seguinte. A melhor solução para uma prova difícil não é estudar logo antes dela, mas sim dar um belo cochilo. O que nos leva à segunda parte da sugestão…

2. Acorde ainda mais cedo para cuidar de tarefas solitárias

Todo mundo sabe que escritórios não são ambientes fáceis. Eles são cheios de distrações, que vão de piadas de tiozão e conversas procrastinadoras atraentes a reuniões intermináveis que fagocitam tardes inteiras. Se você precisa terminar uma dessas tarefas que só envolvem você e você mesmo, sem Facebook e ligações da tia avó, realizá-la assistindo ao nascer do sol é uma ótima pedida. Estar com a cabeça descansada e saber que o resto da humanidade está contando carneirinhos pode ser a combinação que faltava para tudo dar certo.

3. Tome um banho, ele pode ser quente ou frio

Se é que você já não toma um, claro. Banhos frios são bons para a circulação sanguínea e para o calor de 40ºC do verão carioca. Além disso, não fazem mal à pele e aos cabelos e podem, segundo este artigo publicado na Psychology Today, ajudar com a depressão.

Já os quentes não só funcionam melhor em Curitiba como ajudam a liberar ocitocina, hormônio que é protagonista no corpo feminino durante o parto e que está associado à afeição e às relações pessoais e sexuais. A dica é comum entre as sugestões de indução de parto, mas quem disse que ele não funciona para objetivos mais simples, como responder e-mails?

E não se esqueça de um bônus: o vapor faz bem aos narizes de quem sofre de rinite alérgica.

4. Vá andando para o trabalho. Ou faça qualquer outro exercício. Mesmo!

Todo mundo já sabe os incontáveis benefícios de fazer algum exercício matinal além do levantamento de garfo. Mas não custa reforçar. Maior volume dos gânglios basais e do hipocampo, áreas do cérebro associadas respectivamente à coordenação motora e à memória, aumento na eficiência da atividade cerebral e performance cognitiva superior são só algumas das consequências positivas citadas em só um dos intermináveis artigos científicos que existem sobre o tema, publicado no periódico Current Opinion in Behavioral Sciences.

5. Faça um planejamento, mas garanta que suas metas são realistas

Fazer uma lista de obrigações logo pela manhã não tornará a manhã em si melhor, mas vai garantir que você chegue ao final do dia com a indescritível sensação da missão cumprida. Por outro lado, uma lista de metas irrealizáveis acabará em fracasso. Por isso, ao traçar sua agenda, reduza cada atividade a seus passos essenciais e calcule o tempo exato necessário para percorrê-los. Assim você garante um final feliz.

6. Leia. Ou se dedique a um hobby. Ou faça coisas produtivas para você mesmo

É difícil sentar e aprender a tocar piano às sete da noite? Bem, talvez fique um pouco mais fácil acordar mais cedo e tentar de cabeça vazia. Mesmo que você não esteja assim tão paciente, um pouco de arte nunca fez mal para ninguém, então ler ou ouvir música não podem ser ideias ruins. Muitas empresas que incentivam que funcionários dediquem tempo a projetos pessoais costumam reservá-lo na primeira parte do dia.

(Via Galileu)

Você sofre da “síndrome de impostor”? Entenda como ela funciona

Por Lucas Alencar

Psicóloga explica os sintomas deste transtorno e o que fazer para tratá-lo

Algumas das pessoas mais capazes, inteligentes e que trabalham mais duro sofrem de um fenômeno debilitador: uma distorção que faz com que elas pensem que são incompetentes, burras e preguiçosas. Além disso, elas pensam que estão “enganando” as pessoas quando conseguem alcançar seus objetivos e, um dia, serão descobertos e expostos à vergonha.

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Isso é chamado pela psicologia de síndrome do impostor. Os que sofrem deste transtorno “mantém uma forte consciência de que não são inteligentes e de que estão enganando todo mundo”, conforme descrição de um estudo feito pelas psicólogas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes, em 1978.

Em quase 40 anos após a identificação da síndrome, ela continua incomodando pessoas de sucesso, em diferentes campos. A escritora Maya Angelou, por exemplo, disse em uma entrevista: “Eu escrevi 11 livros, mas toda vez que publico um, eu penso “oh-oh, eles vão descobrir agora. Eu enganei todo mundo e agora vão me descobrir”.

Os sintomas mais comuns da síndrome do impostor são discursos autodepreciativos, necessidade constante de reavaliar o próprio trabalho, fuga de situações que o coloquem no centro das atenções e trabalho além do necessário, para compensar um erro que a pessoa acredita estar cometendo. Internamente, estas pessoas também convivem com o medo de serem “descobertas”, é claro.

“Os que sofrem com isso tendem a atribuir o sucesso à sorte, em vez de ao mérito e ao trabalho duro, o que minimiza os objetivos alcançados”, explicou o psicólogo Joseph Cilona ao site Mental Floss.

Aos que sofrem com a síndrome do impostor, Cilona recomenda que procurem Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que focará em identificar e corrigir os sintomas citados acima. Além do tratamento, ela recomenda que a pessoa encontre um mentor ou um colega confiável, alguém que sempre será sincero na avaliação sobre um trabalho, seja ele bom ou ruim.

(Via Galileu)

A técnica que permite memorizar nomes sem jamais esquecê-los

Por Renuka Rayasam 

No começo dos anos 1990, Mark Channon trabalhava em um bar de Londres quando um amigo lhe ensinou uma técnica para lembrar nomes. Naquela época, Channon, que tentava a carreira de ator, conseguia decorar textos para o palco, mas tinha uma memória péssima para nomes.

Uma boa memória pode ser um diferencial na carreira
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Com a técnica de memorização, logo ele estava recordando nomes de clientes e pedidos de drinques mesmo nas noites mais movimentadas. Em poucos anos, ele desenvolveu um gameshow para a BBC chamado Monkhouse Memory Masters, onde apresentava estratégias de memorização aos participantes, que competiam em jogos de memória.

Em 1995, ele ficou em terceiro lugar no Campeonato Mundial de Memória, e se tornou um dos primeiros mestres internacionais da memorização.

Hoje Channon ensina essas técnicas a trabalhadores que buscam um diferencial na carreira. Profissionais como ele afirmam que a habilidade para lembrar nomes é uma ferramenta útil que pode ajudar executivos a conquistar a confiança de empregados e a melhorar a relação com clientes. Recordar o nome de alguém mostra que você presta atenção e se importa com o que ela diz, afirma ele.

“Uma das coisas mais poderosas”, afirma Channon, “é você poder entrar numa sala e chamar cada um pelo nome.”

Além disso, recordar nomes e outras informações traz confiança, foco e mais eficiência no trabalho, diz Luc Swaab, um treinador na empresa holandesa BrainStudio, que ajuda pessoas a lidar com a overdose contemporânea de informações.

Mark Channon conheceu uma técnica de memorização em um bar e hoje vive de palestras sobre o assunto
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“Nós somos nossas lembranças”, afirma Swaab. “É muito importante investir em uma boa memória. Hoje em dia terceirizamos nossa memória para dispositivos digitais, mas é legal trabalhar nisso.”

Melhorando sua memória

Especialistas dizem que qualquer um pode aprender a aprimorar a memória usando certas técnicas para decorar discursos usadas desde a Grécia Antiga e por oradores romanos ilustres como Cícero.

“Não é que você tenha uma memória ruim”, afirma Kyle Buchanan, fundador da Memorize Academy, de Toowoomba, na Austrália. “Você apenas não aprendeu as técnicas certas de memorização.”

Buchanan afirma que era péssimo de memória, até assistir na TV a um campeão de memorização guardar a ordem de um baralho de cartas, há seis anos. Ele (Buchanan) trabalhava no setor financeiro e decidiu então começar a estudar memorização para dar um impulso à carreira. Acabou deixando o trabalho e hoje é instrutor de técnicas de memorização.

Humanos definitivamente não são bons em lembrar nomes, mas possuem boa memória espacial e habilidades de reconhecimento facial. Buchanan e outros profissionais do meio se valem dessas características inatas para tentar ajudar pessoas a recordar coisas como nomes e outras informações de difícil retenção.

A maioria das pessoas nasce com algum grau de dificuldade para recordar nomes
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Para lembrar ordem em uma lista aleatória, uma pessoa pode, por exemplo, mentalizar a imagem de objetos em casa ou outro local familiar. Ou associar um nome próprio a outra palavra conhecida.

O primeiro passo, afirmam especialistas, é prestar atenção quando alguém te diz o nome. Normalmente estamos tão envolvidos em nossos pensamentos que podemos nem escutar quando ouvimos um nome. Por isso, recomenda-se associar esse nome a uma imagem mental que remeta a ele e a um aspecto da aparência da pessoa.

Exemplo: você é apresentado a João em uma festa. Primeiramente certifique-se que está escutando e prestando atenção quando ele se apresentar. Depois associe o nome a uma imagem. Mesmo se for algo estranho e que rime: João e pão, por exemplo.

Em seguida, procure algo na aparência de João que case com essa imagem mental. Por exemplo, se João tiver orelhas grandes, pense em um par de orelhas de elefante em um pão francês. (E não diga à pessoa que está fazendo isso para não correr o risco de ofendê-la!).

E quando tiver oportunidade, mais tarde ou no dia seguinte, repasse as imagens e os nomes em sua cabeça.

Embora a estratégia exija certo tempo e esforço, Channon diz que logo se torna um hábito.

“No início é um trabalho duro”, afirma ele, “Mas hoje quando encontro pessoas não consigo evitar recordar de seus nomes.”

Para facilitar a memorização, escolha o traço mais característico da fisionomia da pessoa
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Base da memória

Esquecer um nome pode ser algo problemático, especialmente em ramos de atuação em que fazer conexões pessoais é algo importante.

“É um grande deslize esquecer o nome de alguém— isso faz as pessoas se sentirem desimportantes e colocadas para escanteio”, afirma Kethera Fogler, professora de Psicologia na James Madison University, no Estado americano da Virgínia.

“O nome é algo muito pessoal, o que nesses casos exacerba esse sentimento (de rejeição), mas isso também o faz ser algo tão fácil de esquecer.”

Aprimorar a memória pode também ter benefícios para além da melhora nas interações sociais, afirma Mary Pat McAndrews, pesquisadora no Krembil Research Institute e professora da Universidade de Toronto, no Canadá.

McAndrews trabalha com pacientes que tiveram a memória afetada de alguma forma, mas também investiga a relação entre memória e outros aspectos da função cerebral.

Ela e sua equipe descobriram que a capacidade de lembrar nomes melhora juntamente com outras habilidades cognitivas. Pessoas com boa memória possuem uma imaginação mais rica, o que facilita a concepção de soluções mais criativas diante de problemas.

“A memória não envolve apenas conseguir decorar um nome e pronto”, diz McAndrews. “É a base para interações sociais, resolução de problemas e tomada de decisões.”

Profissões e nomes

Pessoas como o instrutor de memorização Channon parecem ter nascido com a habilidade de decorar o nome de todos que conhecem, mas ocorre que a maioria das pessoas possui mais ou menos a mesma dificuldade nessa tarefa.

“Há algo muito peculiar sobre nomes próprios — eles são diferentes de qualquer outra informação”, afirma Fogler.

E mais fácil lembrar do que a pessoa faz para viver do que seu nome, porque a profissão já se encaixa em alguma rede semântica existente no cérebro, diz a professora da James Madison University.

Por exemplo: se você conhecer um professor chamado Paulo, é mais provável que recorde depois que se trata de um professor, já que isso remete a certas imagens da nossa própria educação, enquanto Paulo é um nome arbitrário dado àquela pessoa.

“Por isso”, completa Fogler, “é mais fácil lembrar que você conheceu um padre do que o sr. Paulo Pastor.”

Cinco passos para guardar o nome de alguém

1. Escute com atenção. Normalmente estamos mais preocupados com o que vamos dizer quando alguém se apresenta.

2. Repita o nome. Logo após ouvir o nome, encontre um modo gentil de repeti-lo. Talvez pergunte como soletrá-lo, caso seja complicado, ou apenas diga “prazer em conhecê-lo” com o nome da pessoa.

3. Mentalize uma imagem que remeta a esse nome. O nome Joana, por exemplo, pode trazer a imagem de uma joaninha.

4. Associe a imagem a um aspecto da aparência da pessoa. Se Joana tiver um nariz estranho, pense em uma joaninha com esse nariz. Certifique-se que seja uma característica da pessoa que não irá mudar. O cabelo, por exemplo, pode ser cortado ou colorido. E não conte à pessoa que está fazendo isso para não correr o risco de ofendê-la.

5. Repasse a informação. Reserve um tempo mais tarde para repassar as imagens e os nomes na sua cabeça.

Fonte: Kyle Buchanan, da Memorize Academy, e Mark Channon

(Via BBC)

Scopaesthesia a capacidade incrível de perceber um olhar

Por History

Sabe quando você percebe que está sendo observado? Essa sensação agora tem nome!

Uma sensação tão comum como a de poder perceber um olhar pelas costas foi analisada e estudada pelo filósofo e biólogo britânico Rupert Sheldrake, que chamou o fenômeno de scopaesthesia - do grego skopein [olhar] e aesthesis [sensação].

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O estudo de Sheldrake consistiu em submeter um grupo de voluntários a um total de 200 mil experimentos para comprovar a habilidade de “se sentirem observados”. Os resultados demonstraram que as pessoas percebiam o olhar por suas costas com uma frequência maior do que se imaginava.

Rupert já havia feito outros experimentos prévios sobre a capacidade de previsão e de telepatia humana, embora sua linha de pesquisa não tenha sido seguida pela comunidade científica.

(Via History)

Quanto tempo você precisa ficar longe do celular e das redes para uma ‘desintoxicação digital’ efetiva?

Por BBC Brasil

Quando foi a última vez que você foi dormir sem usar o celular pouco antes de fechar os olhos?
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Na era de “ansiedade digital” em que vivemos, mais e mais pessoas optam por uma medida radical – divulgada por um movimento que começou há cinco anos nos Estados Unidos – para lidar com a dependência da internet e das redes sociais: “desconectar” de tudo.

O princípio é semelhante ao do tratamento de pessoas com adicções a substâncias químicas, a ideia de “limpar” o corpo.

E se você não lembra da última vez que foi dormir sem usar o celular pouco antes de fechar os olhos, e se faz muito tempo que não deixa de conferir as redes sociais ou sai de casa sem o telefone, pode estar precisando de uma “desintoxicação digital”.

“Disconecte para reconectar” é o lema da Digital Detox, uma das organizações que iniciaram o movimento em San Francisco (EUA), em 2012, apenas um ano antes do dicionário Oxford incluir pela primeira vez o termo “desintoxicação digital” em suas páginas.

Seu fundador, Levi Felix, trabalhava 70 horas sem descanso por semana em uma start-up, até ser hospitalizado por exaustão em 2008.

Vivemos na era dos smartphones e redes sociais. É possível se desconectar?
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Pouco tempo depois, ele trocou seu computador por uma mochila. Foi com sua namorada viajar pelo mundo e se mudou para uma ilha remota no Sudeste Asiático.

A experiência abriu seus olhos e o inspirou a criar a sua própria empresa – dois anos e meio e 15 países depois – com a ideia de organizar retiros de ioga e meditação para ajudar as pessoas a se desconectar da tecnologia.

Desde então, o número de iniciativas para o mesmo fim não parou de crescer. Veja abaixo algumas delas e o tempo de “desintoxicação” que sugerem:

Um descanso digital: pelo menos 3 dias

“Vivemos em um mundo cada vez mais digitalizado”, conta à BBC Mundo Martin Talk, fundador da Digital Detoxing, uma empresa com sede no Reino Unido que “ajuda pessoas a encontrar um equilíbrio saudável entre as tecnologias digitais e o mundo não digital.”

Martin organiza “retiros digitais” para que seus clientes possam deixar o mundo tecnológico de lado por um tempo e curar seu vício digital ,”geralmente por um período mínimo de três dias.” mínima de dez dias

Os retiros de desintoxicação digital têm duração mínima de dez dias
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“As pessoas precisam de tempo para se adaptar”, diz ele. “A reação inicial é o horror de ter o telefone longe ou efeitos como a ‘vibração fantasma’ no bolso, o que os faz pensar que o dispositivo está tocando, mesmo quando ele não está lá.”

No entanto, e apesar do sofrimento inicial, Martin diz que as pessoas começam a se sentir “muito mais relaxadas” à medida que o processo avança,

“Muitos descrevem a sensação como uma respiração profunda de ar fresco. As pessoas se sentem mais envolvidas com o mundo ao seu redor”, diz o especialista.

Retiro de silêncio: 10 dias

Carla, uma jovem espanhola que mora na Holanda, teve uma experiência semelhante há apenas um mês em Mianmar. Durante 10 dias, desligou completamente seu telefone e as redes sociais e participou de um retiro de silêncio em um monastério budista. Longe da tecnologia, com o único propósito de meditar e se “reconectar” com ela mesma.

“Nos primeiros cinco dias, eu estava querendo fazendo as malas para ir embora. Foi difícil. Mas eu não desisti e decidi viver a experiência até o fim”, disse ela à BBC Mundo.

Geralmente, esse tipo de retiro não pode durar menos tempo. A experiência implica em levantar-se todos os dias às 4h00 e meditar por duas horas, tomar café da manhã, fazer meditação em grupo, comer, e meditar até o fim do dia (e ir para a cama sem jantar).

Ficar sem telefone e conexão à internet durante vários dias pode ser libertador
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Mas como é voltar ao “mundo digital”, depois de uma experiência como essa?

“Eu me senti diferente, como se estivesse faltando alguma coisa, como se não estivesse conectada com o mundo”, diz Carla.

“Usar o celular de novo foi o mais estranho. Não tinha certeza se queria ligar de novo. Mas acho que mais pessoas deveriam ter a mesma experiência para aprender a controlar o hábito.”

Carla fala do retiro como uma provação – que ela não se arrepende de ter enfrentado.

Terapia de desconexão: ao menos 6 meses

Marc Masip, psicólogo e diretor do Instituto de Psicologia Desconecta, em Barcelona, ​​disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que “é muito difícil largar [o telefone e redes sociais], mas é muito fácil voltar a se envolver”.

Masip diz que a “intoxicação digital” é tratada como qualquer outro vício, embora, neste caso, sem substâncias relacionadas a ele, mas comportamentos.

Apenas um dia já pode fazer a diferença para pessoas viciadas em celular
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Ele enfatiza que cada caso é diferente, mas é necessário ao menos seis meses de terapia cognitiva-comportamental para mudar de hábitos e o tratamento ser eficaz.

“Na verdade, não se trata de quanto tempo de terapia é necessário. Trata-se de averiguar por que houve tal vício e que conflitos ele causou”.

Seu programa inclui acampamentos de desintoxicação, com esportes, meditação e sessões psicológicas.

“No início, os pacientes nos dizem que têm ansiedade, mas, em seguida, se sentem mais relaxados. Eles melhoram todos os aspectos de sua vida, do trabalho às relações sociais”, explica Masop.

“A conscientização social é necessária para percebermos que temos um problema e fazer um plano individualizado para cada pessoa. Há um perfil de um viciado e um roteiro, mas cada caso é diferente.”

A parte mais difícil, diz Masop, é perceber que existe uma dependência.

Adotar a ideia: um dia

Frances Booth, especialista em desintoxicação digital e autora de The Distraction Trap: How to Focus in a Digital World (A Armadilha da Distração: Como se Concentrar em um Mundo Digital, na tradução livre) diz que precisamos nos desconectar do mundo digital por razões de “saúde e produtividade.”

“Muitas pessoas estão estressadas e sobrecarregadas pelo excesso de informação e sofrem pela demanda de estar constantemente conectada. Precisamos alcançar um melhor equilíbrio”, disse a jornalista à BBC Mundo.

Booth aponta que fazer uma desintoxicação digital “pode ​​ajudá-lo a recuperar o equilíbrio e, quando você retornar ao trabalho, você estará mais produtivo.”

Mas por quanto tempo é necessário?

“É incrível a diferença que pode fazer apenas um dia sem estar constantemente conectado”, diz a autora.

“Você começa a ter a noção de ter tempo para outras coisas e pensar sem interrupções constantes.”

E para descobrir se você precisa da desintoxicação, recomenda fazer a pergunta: “Você é capaz de ir até a loja da esquina sem levar seu smartphone?”

Para que a desintoxicação digital seja efetiva, é necessário ficar longe dos dispositivos
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Tanya Goodin, fundadora da empresa especializada em desintoxicação digital Time To Log Off (Hora de desconectar), em Londres, diz que “inclusive uma hora ou duas são suficientes para se ‘reiniciar’ e acalmar a mente da constante estimulação digital.”

“Mas para melhores benefícios (especialmente um melhor descanso) recomendamos 24 horas”, diz à BBC Mundo.

Em seus retiros especializados, Goodin garante que os hóspedes ficam longe de “todos os dispositivos digitais” e os armazenam em um lugar reservado, a sete chaves.

Mas não há necessidade de ir a um retiro para fazer uma desconexão digital.

“Se você quiser fazer isso em casa, basta colocar todos os seus equipamentos em uma gaveta ou em um armário fechado. Não tente desconectar do mundo digital com seu celular e laptop por perto”, recomenda Goodin.

E, para ser eficaz, precisa “desligar completamente o seu telefone, tablet, computador ou qualquer outro aparelho digital. Isso significa não se conectar a redes sociais e se isolar completamente (de forma temporária) do mundo digital.”

E para quem ainda tem dúvidas sobre a necessidade ou não de se desconectar ou mesmo “desintoxicar”, Goodin oferece o seguinte conselho: “Se você perceber que você tem falta de sono e que você tem dificuldade para se concentrar ou que seu humor se deteriora sempre que você usa redes sociais, uma desintoxicação digital será, sem dúvida, de grande ajuda.”

(Via BBC Brasil)

Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo

Por Resiliência 

Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly. De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, “homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes”.

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Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos. Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.

De acordo com o estudo, o ateísmo e o liberalismo político também são características de homens mais inteligentes.

Evolução

Kanazawa foi mais longe e disse que outra conclusão do estudo é que o comportamento “fiel” do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie. Sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos”, e que isso está mudando.

Para Kanazawa, assumir uma relação de exclusividade sexual teria se tornado então uma “novidade evolucionária” e pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adotar novas práticas em termos evolucionários – ou seja, a se tornar “mais evoluídas”. Para o autor, isso se deve ao fato de pessoas mais inteligentes serem mais “abertas” a novas ideias e questionarem mais os dogmas.

Mas segundo Kanazawa, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representaria uma evolução.

(Resiliência Mag)

Você é ambivertido? 21 Sinais que podem ajudá-lo a descobrir de uma vez por todas

Por Jéssica Ragazzi

Se você não se considera tímido mas também não consegue se encaixar no grupo de características essenciais dos extrovertidos, então provavelmente entenderá ao menos alguns destes sinais e descobrirá que você pode ser ambivertido.

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Classificar a tipologia humana não significa dividir as pessoas em padrões e sim mostrar as diferenças individuais, ajudando-as a se conhecerem melhor de acordo com suas características, preferências e habilidades. Se você não se sente como uma pessoa introvertida ou extrovertida, então provavelmente você possui características dos dois grupos – e talvez a maioria das pessoas sejam assim.

1 – Quando você está por aí, provavelmente não iniciará uma conversa com estranhos

Eu estou com meus fones de ouvido. Eu não quero falar com você.
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 2 – Geralmente se sente feliz em conhecer novas pessoas, mas provavelmente se sentirá desconfortável caso isso aconteça sem que você esteja acompanhado de algum amigo

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3 – Quando um assunto do seu interesse surge na conversa, você fica mais do que feliz em poder falar sobre ele até nos mínimos detalhes

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4 – Mas assim que seu assunto acaba, não te incomoda sentar e ouvir o resto da conversa sem dizer uma só palavra

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5 – Passar muito tempo com outras pessoas pode ser exaustivo

Eu preciso de um pouco de paz e silêncio.
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 6 – O profissional calmo e controlado que você é parece ser bem diferente da pessoa que seus amigos conhecem

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7 – Afirmar-se em muitas situações é bem difícil

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8 – Você pode até sair e ter horas de diversão, vivendo uma vida de festas. Mas logo descobre que sua energia acabou, e tudo que deseja é ir para a casa

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9 – Quando lê sobre pessoas introvertidas, você começa a se relacionar com as descrições… E quando lê sobre as extrovertidas também…

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10 – Se seus amigos discordam tanto sobre você ser extrovertido quanto introvertido, é sinal de que você provavelmente é ambivertido 

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11 – Conversa fiada é algo que te incomoda

Eu fico entediado facilmente.
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12 – Em alguns finais de semana você prefere ficar sozinho

Ah, cama, eu senti sua falta.
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13 – Mas muito tempo sozinho pode te deixar um pouco abatido, pensando em como você poderia ser mais produtivo

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14 – E os melhores finais de semana foram aqueles em que você não voltou para a casa por uns três dias

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15 – Pensar antes de falar é um problema na maioria das vezes

Eu estraguei tudo
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16 – Você tem o costume de equilibrar a situação – se está com alguém agitado demais, você será mais quieto. Se está com uma pessoa quieta, você será o oposto.

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17 – Tem o costume de ser bastante intuitivo e captar sinais que passam desapercebidos pelas outras pessoas

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18 – Muitas vezes você só observa o que está acontecendo ao seu redor…

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19 – E nas outras está extremamente envolvido no momento

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20 – No contexto certo você ama receber atenção, enquanto em alguns não deseja ser a pessoa que os outros estão olhando

As pessoas estão prestando atenção em mim.
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21 – Então, se você não consegue se definir como introvertido ou extrovertido, talvez seja porque você é realmente um ambivertido!

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(Via Tudo Interessante)

Se até a Gisele Bündchen foi traída…

Por Marcel Camargo

“No adultério, há pelo menos três pessoas que se enganam.” (Drummond)

A recente explosão na mídia acerca da suposta traição sofrida pela modelo Gisele Bündchen causou mais espanto do que revolta ou indignação. A maioria dos comentários girou em torno da surpresa causada não pelo ato em si, mas por quem o sofreu. Espantar-se com o fato de parecer não haver justificativa para que a modelo mais famosa do mundo fosse traída pelo marido equivale a dizer que a traição é justificável, ou seja, que quem é traído também tem sua parcela de culpa no sofrimento causado pelo outro. Mas qual parcela caberia a uma das mulheres mais lindas e desejadas do planeta? Daí o espanto, decorrente não mais do que de uma visão distorcida da infidelidade.

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É muito comum as pessoas dizerem que fulano pediu para ser traído, que cicrano deve ser um chato para ter sido enganado, ou que beltrano traiu a esposa que era fria e distante. De uma forma inversa, portanto, tentam culpabilizar a vítima pelo que lhe fizeram, como se sua humilhação já não fosse o bastante, como se a sua dor tivesse alguma razão de ser. Ainda que a pessoa seja chata, feia, quieta, explosiva, intriguenta, fofoqueira, como costumam ser qualificados os traídos da vida, nem ela nem ninguém merece ser enganado, pois entregar o seu melhor em troca de decepção e dor é por demais aviltante – a traição avassala os sentidos e deixa feridas cuja cicatrização é dolorosamente demorada e, muitas vezes, irrecuperável.

Ao trair uma pessoa, estamos lhe retirando qualquer traço de dignidade, isentando-a de qualquer resquício de humanidade, desconsiderando-a como alguém por quem valha a pena ter um mínimo de consideração, um ser desprezível. Trair quem nos ama é egoísmo, é ausência de caráter, é ingratidão para com a entrega alheia. Ser traído é humilhação, decepção, é impotência. A lógica distorcida que permeia a infidelidade é tão desumana, que retira da pessoa traída sua lucidez e senso de percepção dos fatos, uma vez que ela é levada a procurar em si mesma os motivos causadores de sua dor, chegando ao absurdo de se perguntar onde errou, o que poderia ter feito para evitar ser traída, o que fez para que o companheiro procurasse outra pessoa.

Esquece-se, nesse redemoinho de indagações, de que nada é cabível, tampouco justificável, em se tratando de traição, pois a infidelidade é pessoal e intransferível; trata-se de uma atitude que depende apenas de cada um – ninguém pede para ser traído nem age deliberadamente para tal, como muitos costumam apregoar. Temos todo o tempo do mundo para terminar o namoro ou o casamento, antes de embarcar em aventuras, antes de beijarmos outras bocas, antes de nos entregarmos a um novo alguém. Covardia desmedida mentir, brincar com sentimentos, deixar alguém à espera do que você já está oferecendo a outra pessoa, tolher do outro a busca por alguém que o ame, iludindo-o e encenando hipocritamente uma vida de fantasia.

Ainda que a infidelidade masculina seja incoerentemente julgada com mais condescendência do que a feminina em nossa sociedade e, por essa razão, talvez o homem, quando traído, atribua integralmente à mulher a culpa com mais facilidade, tanto um quanto o outro sofrem e amargam o desmoronar abrupto de expectativas, sonhos e esperanças que a infidelidade provoca. Ademais, temos um dever moral com a pessoa com quem já construímos uma vida, o dever da verdade, de dizer que o amor acabou, que o desejo se foi, que a paciência esgotou, por mais doloroso que isso seja, pois nada pode doer mais do que ser enganado.

A vida a dois não é nem nunca foi fácil, pois requer paciência, troca, renúncia e persistência. Infelizmente, esse dia-a-dia atribulado e célere a que nos entregamos tende a nos esgotar as forças, impedindo-nos de investir na renovação de nossa cumplicidade com o companheiro, ao fim do dia – e o amor, não encontrando mais conforto onde repousar, deixa então de sê-lo. É fato que o para sempre pode, sim, acabar, que nossa felicidade talvez não se encontre junto às primeiras paixões, que as expectativas que criamos nem sempre se realizam e que temos o direito de correr atrás de nossos sonhos com ética e distantes de quem nos dificulta esse viver. Porém, é necessário sair de uma vida com dignidade, transparência e sinceridade, antes de entrar em outra, porque não estamos sozinhos, nem solteiros, até que o outro saiba disso. Uma coisa é certa: jamais seremos felizes enquanto não houver verdade, seja ao lado da Maria, seja ao lado da Gisele.

(Via Obvious)