A técnica que permite memorizar nomes sem jamais esquecê-los

Por Renuka Rayasam 

No começo dos anos 1990, Mark Channon trabalhava em um bar de Londres quando um amigo lhe ensinou uma técnica para lembrar nomes. Naquela época, Channon, que tentava a carreira de ator, conseguia decorar textos para o palco, mas tinha uma memória péssima para nomes.

Uma boa memória pode ser um diferencial na carreira
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Com a técnica de memorização, logo ele estava recordando nomes de clientes e pedidos de drinques mesmo nas noites mais movimentadas. Em poucos anos, ele desenvolveu um gameshow para a BBC chamado Monkhouse Memory Masters, onde apresentava estratégias de memorização aos participantes, que competiam em jogos de memória.

Em 1995, ele ficou em terceiro lugar no Campeonato Mundial de Memória, e se tornou um dos primeiros mestres internacionais da memorização.

Hoje Channon ensina essas técnicas a trabalhadores que buscam um diferencial na carreira. Profissionais como ele afirmam que a habilidade para lembrar nomes é uma ferramenta útil que pode ajudar executivos a conquistar a confiança de empregados e a melhorar a relação com clientes. Recordar o nome de alguém mostra que você presta atenção e se importa com o que ela diz, afirma ele.

“Uma das coisas mais poderosas”, afirma Channon, “é você poder entrar numa sala e chamar cada um pelo nome.”

Além disso, recordar nomes e outras informações traz confiança, foco e mais eficiência no trabalho, diz Luc Swaab, um treinador na empresa holandesa BrainStudio, que ajuda pessoas a lidar com a overdose contemporânea de informações.

Mark Channon conheceu uma técnica de memorização em um bar e hoje vive de palestras sobre o assunto
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“Nós somos nossas lembranças”, afirma Swaab. “É muito importante investir em uma boa memória. Hoje em dia terceirizamos nossa memória para dispositivos digitais, mas é legal trabalhar nisso.”

Melhorando sua memória

Especialistas dizem que qualquer um pode aprender a aprimorar a memória usando certas técnicas para decorar discursos usadas desde a Grécia Antiga e por oradores romanos ilustres como Cícero.

“Não é que você tenha uma memória ruim”, afirma Kyle Buchanan, fundador da Memorize Academy, de Toowoomba, na Austrália. “Você apenas não aprendeu as técnicas certas de memorização.”

Buchanan afirma que era péssimo de memória, até assistir na TV a um campeão de memorização guardar a ordem de um baralho de cartas, há seis anos. Ele (Buchanan) trabalhava no setor financeiro e decidiu então começar a estudar memorização para dar um impulso à carreira. Acabou deixando o trabalho e hoje é instrutor de técnicas de memorização.

Humanos definitivamente não são bons em lembrar nomes, mas possuem boa memória espacial e habilidades de reconhecimento facial. Buchanan e outros profissionais do meio se valem dessas características inatas para tentar ajudar pessoas a recordar coisas como nomes e outras informações de difícil retenção.

A maioria das pessoas nasce com algum grau de dificuldade para recordar nomes
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Para lembrar ordem em uma lista aleatória, uma pessoa pode, por exemplo, mentalizar a imagem de objetos em casa ou outro local familiar. Ou associar um nome próprio a outra palavra conhecida.

O primeiro passo, afirmam especialistas, é prestar atenção quando alguém te diz o nome. Normalmente estamos tão envolvidos em nossos pensamentos que podemos nem escutar quando ouvimos um nome. Por isso, recomenda-se associar esse nome a uma imagem mental que remeta a ele e a um aspecto da aparência da pessoa.

Exemplo: você é apresentado a João em uma festa. Primeiramente certifique-se que está escutando e prestando atenção quando ele se apresentar. Depois associe o nome a uma imagem. Mesmo se for algo estranho e que rime: João e pão, por exemplo.

Em seguida, procure algo na aparência de João que case com essa imagem mental. Por exemplo, se João tiver orelhas grandes, pense em um par de orelhas de elefante em um pão francês. (E não diga à pessoa que está fazendo isso para não correr o risco de ofendê-la!).

E quando tiver oportunidade, mais tarde ou no dia seguinte, repasse as imagens e os nomes em sua cabeça.

Embora a estratégia exija certo tempo e esforço, Channon diz que logo se torna um hábito.

“No início é um trabalho duro”, afirma ele, “Mas hoje quando encontro pessoas não consigo evitar recordar de seus nomes.”

Para facilitar a memorização, escolha o traço mais característico da fisionomia da pessoa
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Base da memória

Esquecer um nome pode ser algo problemático, especialmente em ramos de atuação em que fazer conexões pessoais é algo importante.

“É um grande deslize esquecer o nome de alguém— isso faz as pessoas se sentirem desimportantes e colocadas para escanteio”, afirma Kethera Fogler, professora de Psicologia na James Madison University, no Estado americano da Virgínia.

“O nome é algo muito pessoal, o que nesses casos exacerba esse sentimento (de rejeição), mas isso também o faz ser algo tão fácil de esquecer.”

Aprimorar a memória pode também ter benefícios para além da melhora nas interações sociais, afirma Mary Pat McAndrews, pesquisadora no Krembil Research Institute e professora da Universidade de Toronto, no Canadá.

McAndrews trabalha com pacientes que tiveram a memória afetada de alguma forma, mas também investiga a relação entre memória e outros aspectos da função cerebral.

Ela e sua equipe descobriram que a capacidade de lembrar nomes melhora juntamente com outras habilidades cognitivas. Pessoas com boa memória possuem uma imaginação mais rica, o que facilita a concepção de soluções mais criativas diante de problemas.

“A memória não envolve apenas conseguir decorar um nome e pronto”, diz McAndrews. “É a base para interações sociais, resolução de problemas e tomada de decisões.”

Profissões e nomes

Pessoas como o instrutor de memorização Channon parecem ter nascido com a habilidade de decorar o nome de todos que conhecem, mas ocorre que a maioria das pessoas possui mais ou menos a mesma dificuldade nessa tarefa.

“Há algo muito peculiar sobre nomes próprios — eles são diferentes de qualquer outra informação”, afirma Fogler.

E mais fácil lembrar do que a pessoa faz para viver do que seu nome, porque a profissão já se encaixa em alguma rede semântica existente no cérebro, diz a professora da James Madison University.

Por exemplo: se você conhecer um professor chamado Paulo, é mais provável que recorde depois que se trata de um professor, já que isso remete a certas imagens da nossa própria educação, enquanto Paulo é um nome arbitrário dado àquela pessoa.

“Por isso”, completa Fogler, “é mais fácil lembrar que você conheceu um padre do que o sr. Paulo Pastor.”

Cinco passos para guardar o nome de alguém

1. Escute com atenção. Normalmente estamos mais preocupados com o que vamos dizer quando alguém se apresenta.

2. Repita o nome. Logo após ouvir o nome, encontre um modo gentil de repeti-lo. Talvez pergunte como soletrá-lo, caso seja complicado, ou apenas diga “prazer em conhecê-lo” com o nome da pessoa.

3. Mentalize uma imagem que remeta a esse nome. O nome Joana, por exemplo, pode trazer a imagem de uma joaninha.

4. Associe a imagem a um aspecto da aparência da pessoa. Se Joana tiver um nariz estranho, pense em uma joaninha com esse nariz. Certifique-se que seja uma característica da pessoa que não irá mudar. O cabelo, por exemplo, pode ser cortado ou colorido. E não conte à pessoa que está fazendo isso para não correr o risco de ofendê-la.

5. Repasse a informação. Reserve um tempo mais tarde para repassar as imagens e os nomes na sua cabeça.

Fonte: Kyle Buchanan, da Memorize Academy, e Mark Channon

(Via BBC)

Scopaesthesia a capacidade incrível de perceber um olhar

Por History

Sabe quando você percebe que está sendo observado? Essa sensação agora tem nome!

Uma sensação tão comum como a de poder perceber um olhar pelas costas foi analisada e estudada pelo filósofo e biólogo britânico Rupert Sheldrake, que chamou o fenômeno de scopaesthesia - do grego skopein [olhar] e aesthesis [sensação].

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O estudo de Sheldrake consistiu em submeter um grupo de voluntários a um total de 200 mil experimentos para comprovar a habilidade de “se sentirem observados”. Os resultados demonstraram que as pessoas percebiam o olhar por suas costas com uma frequência maior do que se imaginava.

Rupert já havia feito outros experimentos prévios sobre a capacidade de previsão e de telepatia humana, embora sua linha de pesquisa não tenha sido seguida pela comunidade científica.

(Via History)

Quanto tempo você precisa ficar longe do celular e das redes para uma ‘desintoxicação digital’ efetiva?

Por BBC Brasil

Quando foi a última vez que você foi dormir sem usar o celular pouco antes de fechar os olhos?
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Na era de “ansiedade digital” em que vivemos, mais e mais pessoas optam por uma medida radical – divulgada por um movimento que começou há cinco anos nos Estados Unidos – para lidar com a dependência da internet e das redes sociais: “desconectar” de tudo.

O princípio é semelhante ao do tratamento de pessoas com adicções a substâncias químicas, a ideia de “limpar” o corpo.

E se você não lembra da última vez que foi dormir sem usar o celular pouco antes de fechar os olhos, e se faz muito tempo que não deixa de conferir as redes sociais ou sai de casa sem o telefone, pode estar precisando de uma “desintoxicação digital”.

“Disconecte para reconectar” é o lema da Digital Detox, uma das organizações que iniciaram o movimento em San Francisco (EUA), em 2012, apenas um ano antes do dicionário Oxford incluir pela primeira vez o termo “desintoxicação digital” em suas páginas.

Seu fundador, Levi Felix, trabalhava 70 horas sem descanso por semana em uma start-up, até ser hospitalizado por exaustão em 2008.

Vivemos na era dos smartphones e redes sociais. É possível se desconectar?
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Pouco tempo depois, ele trocou seu computador por uma mochila. Foi com sua namorada viajar pelo mundo e se mudou para uma ilha remota no Sudeste Asiático.

A experiência abriu seus olhos e o inspirou a criar a sua própria empresa – dois anos e meio e 15 países depois – com a ideia de organizar retiros de ioga e meditação para ajudar as pessoas a se desconectar da tecnologia.

Desde então, o número de iniciativas para o mesmo fim não parou de crescer. Veja abaixo algumas delas e o tempo de “desintoxicação” que sugerem:

Um descanso digital: pelo menos 3 dias

“Vivemos em um mundo cada vez mais digitalizado”, conta à BBC Mundo Martin Talk, fundador da Digital Detoxing, uma empresa com sede no Reino Unido que “ajuda pessoas a encontrar um equilíbrio saudável entre as tecnologias digitais e o mundo não digital.”

Martin organiza “retiros digitais” para que seus clientes possam deixar o mundo tecnológico de lado por um tempo e curar seu vício digital ,”geralmente por um período mínimo de três dias.” mínima de dez dias

Os retiros de desintoxicação digital têm duração mínima de dez dias
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“As pessoas precisam de tempo para se adaptar”, diz ele. “A reação inicial é o horror de ter o telefone longe ou efeitos como a ‘vibração fantasma’ no bolso, o que os faz pensar que o dispositivo está tocando, mesmo quando ele não está lá.”

No entanto, e apesar do sofrimento inicial, Martin diz que as pessoas começam a se sentir “muito mais relaxadas” à medida que o processo avança,

“Muitos descrevem a sensação como uma respiração profunda de ar fresco. As pessoas se sentem mais envolvidas com o mundo ao seu redor”, diz o especialista.

Retiro de silêncio: 10 dias

Carla, uma jovem espanhola que mora na Holanda, teve uma experiência semelhante há apenas um mês em Mianmar. Durante 10 dias, desligou completamente seu telefone e as redes sociais e participou de um retiro de silêncio em um monastério budista. Longe da tecnologia, com o único propósito de meditar e se “reconectar” com ela mesma.

“Nos primeiros cinco dias, eu estava querendo fazendo as malas para ir embora. Foi difícil. Mas eu não desisti e decidi viver a experiência até o fim”, disse ela à BBC Mundo.

Geralmente, esse tipo de retiro não pode durar menos tempo. A experiência implica em levantar-se todos os dias às 4h00 e meditar por duas horas, tomar café da manhã, fazer meditação em grupo, comer, e meditar até o fim do dia (e ir para a cama sem jantar).

Ficar sem telefone e conexão à internet durante vários dias pode ser libertador
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Mas como é voltar ao “mundo digital”, depois de uma experiência como essa?

“Eu me senti diferente, como se estivesse faltando alguma coisa, como se não estivesse conectada com o mundo”, diz Carla.

“Usar o celular de novo foi o mais estranho. Não tinha certeza se queria ligar de novo. Mas acho que mais pessoas deveriam ter a mesma experiência para aprender a controlar o hábito.”

Carla fala do retiro como uma provação – que ela não se arrepende de ter enfrentado.

Terapia de desconexão: ao menos 6 meses

Marc Masip, psicólogo e diretor do Instituto de Psicologia Desconecta, em Barcelona, ​​disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que “é muito difícil largar [o telefone e redes sociais], mas é muito fácil voltar a se envolver”.

Masip diz que a “intoxicação digital” é tratada como qualquer outro vício, embora, neste caso, sem substâncias relacionadas a ele, mas comportamentos.

Apenas um dia já pode fazer a diferença para pessoas viciadas em celular
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Ele enfatiza que cada caso é diferente, mas é necessário ao menos seis meses de terapia cognitiva-comportamental para mudar de hábitos e o tratamento ser eficaz.

“Na verdade, não se trata de quanto tempo de terapia é necessário. Trata-se de averiguar por que houve tal vício e que conflitos ele causou”.

Seu programa inclui acampamentos de desintoxicação, com esportes, meditação e sessões psicológicas.

“No início, os pacientes nos dizem que têm ansiedade, mas, em seguida, se sentem mais relaxados. Eles melhoram todos os aspectos de sua vida, do trabalho às relações sociais”, explica Masop.

“A conscientização social é necessária para percebermos que temos um problema e fazer um plano individualizado para cada pessoa. Há um perfil de um viciado e um roteiro, mas cada caso é diferente.”

A parte mais difícil, diz Masop, é perceber que existe uma dependência.

Adotar a ideia: um dia

Frances Booth, especialista em desintoxicação digital e autora de The Distraction Trap: How to Focus in a Digital World (A Armadilha da Distração: Como se Concentrar em um Mundo Digital, na tradução livre) diz que precisamos nos desconectar do mundo digital por razões de “saúde e produtividade.”

“Muitas pessoas estão estressadas e sobrecarregadas pelo excesso de informação e sofrem pela demanda de estar constantemente conectada. Precisamos alcançar um melhor equilíbrio”, disse a jornalista à BBC Mundo.

Booth aponta que fazer uma desintoxicação digital “pode ​​ajudá-lo a recuperar o equilíbrio e, quando você retornar ao trabalho, você estará mais produtivo.”

Mas por quanto tempo é necessário?

“É incrível a diferença que pode fazer apenas um dia sem estar constantemente conectado”, diz a autora.

“Você começa a ter a noção de ter tempo para outras coisas e pensar sem interrupções constantes.”

E para descobrir se você precisa da desintoxicação, recomenda fazer a pergunta: “Você é capaz de ir até a loja da esquina sem levar seu smartphone?”

Para que a desintoxicação digital seja efetiva, é necessário ficar longe dos dispositivos
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Tanya Goodin, fundadora da empresa especializada em desintoxicação digital Time To Log Off (Hora de desconectar), em Londres, diz que “inclusive uma hora ou duas são suficientes para se ‘reiniciar’ e acalmar a mente da constante estimulação digital.”

“Mas para melhores benefícios (especialmente um melhor descanso) recomendamos 24 horas”, diz à BBC Mundo.

Em seus retiros especializados, Goodin garante que os hóspedes ficam longe de “todos os dispositivos digitais” e os armazenam em um lugar reservado, a sete chaves.

Mas não há necessidade de ir a um retiro para fazer uma desconexão digital.

“Se você quiser fazer isso em casa, basta colocar todos os seus equipamentos em uma gaveta ou em um armário fechado. Não tente desconectar do mundo digital com seu celular e laptop por perto”, recomenda Goodin.

E, para ser eficaz, precisa “desligar completamente o seu telefone, tablet, computador ou qualquer outro aparelho digital. Isso significa não se conectar a redes sociais e se isolar completamente (de forma temporária) do mundo digital.”

E para quem ainda tem dúvidas sobre a necessidade ou não de se desconectar ou mesmo “desintoxicar”, Goodin oferece o seguinte conselho: “Se você perceber que você tem falta de sono e que você tem dificuldade para se concentrar ou que seu humor se deteriora sempre que você usa redes sociais, uma desintoxicação digital será, sem dúvida, de grande ajuda.”

(Via BBC Brasil)

Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo

Por Resiliência 

Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly. De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, “homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes”.

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Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos. Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.

De acordo com o estudo, o ateísmo e o liberalismo político também são características de homens mais inteligentes.

Evolução

Kanazawa foi mais longe e disse que outra conclusão do estudo é que o comportamento “fiel” do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie. Sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos”, e que isso está mudando.

Para Kanazawa, assumir uma relação de exclusividade sexual teria se tornado então uma “novidade evolucionária” e pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adotar novas práticas em termos evolucionários – ou seja, a se tornar “mais evoluídas”. Para o autor, isso se deve ao fato de pessoas mais inteligentes serem mais “abertas” a novas ideias e questionarem mais os dogmas.

Mas segundo Kanazawa, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representaria uma evolução.

(Resiliência Mag)

Você é ambivertido? 21 Sinais que podem ajudá-lo a descobrir de uma vez por todas

Por Jéssica Ragazzi

Se você não se considera tímido mas também não consegue se encaixar no grupo de características essenciais dos extrovertidos, então provavelmente entenderá ao menos alguns destes sinais e descobrirá que você pode ser ambivertido.

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Classificar a tipologia humana não significa dividir as pessoas em padrões e sim mostrar as diferenças individuais, ajudando-as a se conhecerem melhor de acordo com suas características, preferências e habilidades. Se você não se sente como uma pessoa introvertida ou extrovertida, então provavelmente você possui características dos dois grupos – e talvez a maioria das pessoas sejam assim.

1 – Quando você está por aí, provavelmente não iniciará uma conversa com estranhos

Eu estou com meus fones de ouvido. Eu não quero falar com você.
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 2 – Geralmente se sente feliz em conhecer novas pessoas, mas provavelmente se sentirá desconfortável caso isso aconteça sem que você esteja acompanhado de algum amigo

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3 – Quando um assunto do seu interesse surge na conversa, você fica mais do que feliz em poder falar sobre ele até nos mínimos detalhes

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4 – Mas assim que seu assunto acaba, não te incomoda sentar e ouvir o resto da conversa sem dizer uma só palavra

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5 – Passar muito tempo com outras pessoas pode ser exaustivo

Eu preciso de um pouco de paz e silêncio.
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 6 – O profissional calmo e controlado que você é parece ser bem diferente da pessoa que seus amigos conhecem

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7 – Afirmar-se em muitas situações é bem difícil

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8 – Você pode até sair e ter horas de diversão, vivendo uma vida de festas. Mas logo descobre que sua energia acabou, e tudo que deseja é ir para a casa

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9 – Quando lê sobre pessoas introvertidas, você começa a se relacionar com as descrições… E quando lê sobre as extrovertidas também…

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10 – Se seus amigos discordam tanto sobre você ser extrovertido quanto introvertido, é sinal de que você provavelmente é ambivertido 

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11 – Conversa fiada é algo que te incomoda

Eu fico entediado facilmente.
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12 – Em alguns finais de semana você prefere ficar sozinho

Ah, cama, eu senti sua falta.
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13 – Mas muito tempo sozinho pode te deixar um pouco abatido, pensando em como você poderia ser mais produtivo

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14 – E os melhores finais de semana foram aqueles em que você não voltou para a casa por uns três dias

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15 – Pensar antes de falar é um problema na maioria das vezes

Eu estraguei tudo
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16 – Você tem o costume de equilibrar a situação – se está com alguém agitado demais, você será mais quieto. Se está com uma pessoa quieta, você será o oposto.

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17 – Tem o costume de ser bastante intuitivo e captar sinais que passam desapercebidos pelas outras pessoas

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18 – Muitas vezes você só observa o que está acontecendo ao seu redor…

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19 – E nas outras está extremamente envolvido no momento

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20 – No contexto certo você ama receber atenção, enquanto em alguns não deseja ser a pessoa que os outros estão olhando

As pessoas estão prestando atenção em mim.
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21 – Então, se você não consegue se definir como introvertido ou extrovertido, talvez seja porque você é realmente um ambivertido!

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(Via Tudo Interessante)

Se até a Gisele Bündchen foi traída…

Por Marcel Camargo

“No adultério, há pelo menos três pessoas que se enganam.” (Drummond)

A recente explosão na mídia acerca da suposta traição sofrida pela modelo Gisele Bündchen causou mais espanto do que revolta ou indignação. A maioria dos comentários girou em torno da surpresa causada não pelo ato em si, mas por quem o sofreu. Espantar-se com o fato de parecer não haver justificativa para que a modelo mais famosa do mundo fosse traída pelo marido equivale a dizer que a traição é justificável, ou seja, que quem é traído também tem sua parcela de culpa no sofrimento causado pelo outro. Mas qual parcela caberia a uma das mulheres mais lindas e desejadas do planeta? Daí o espanto, decorrente não mais do que de uma visão distorcida da infidelidade.

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É muito comum as pessoas dizerem que fulano pediu para ser traído, que cicrano deve ser um chato para ter sido enganado, ou que beltrano traiu a esposa que era fria e distante. De uma forma inversa, portanto, tentam culpabilizar a vítima pelo que lhe fizeram, como se sua humilhação já não fosse o bastante, como se a sua dor tivesse alguma razão de ser. Ainda que a pessoa seja chata, feia, quieta, explosiva, intriguenta, fofoqueira, como costumam ser qualificados os traídos da vida, nem ela nem ninguém merece ser enganado, pois entregar o seu melhor em troca de decepção e dor é por demais aviltante – a traição avassala os sentidos e deixa feridas cuja cicatrização é dolorosamente demorada e, muitas vezes, irrecuperável.

Ao trair uma pessoa, estamos lhe retirando qualquer traço de dignidade, isentando-a de qualquer resquício de humanidade, desconsiderando-a como alguém por quem valha a pena ter um mínimo de consideração, um ser desprezível. Trair quem nos ama é egoísmo, é ausência de caráter, é ingratidão para com a entrega alheia. Ser traído é humilhação, decepção, é impotência. A lógica distorcida que permeia a infidelidade é tão desumana, que retira da pessoa traída sua lucidez e senso de percepção dos fatos, uma vez que ela é levada a procurar em si mesma os motivos causadores de sua dor, chegando ao absurdo de se perguntar onde errou, o que poderia ter feito para evitar ser traída, o que fez para que o companheiro procurasse outra pessoa.

Esquece-se, nesse redemoinho de indagações, de que nada é cabível, tampouco justificável, em se tratando de traição, pois a infidelidade é pessoal e intransferível; trata-se de uma atitude que depende apenas de cada um – ninguém pede para ser traído nem age deliberadamente para tal, como muitos costumam apregoar. Temos todo o tempo do mundo para terminar o namoro ou o casamento, antes de embarcar em aventuras, antes de beijarmos outras bocas, antes de nos entregarmos a um novo alguém. Covardia desmedida mentir, brincar com sentimentos, deixar alguém à espera do que você já está oferecendo a outra pessoa, tolher do outro a busca por alguém que o ame, iludindo-o e encenando hipocritamente uma vida de fantasia.

Ainda que a infidelidade masculina seja incoerentemente julgada com mais condescendência do que a feminina em nossa sociedade e, por essa razão, talvez o homem, quando traído, atribua integralmente à mulher a culpa com mais facilidade, tanto um quanto o outro sofrem e amargam o desmoronar abrupto de expectativas, sonhos e esperanças que a infidelidade provoca. Ademais, temos um dever moral com a pessoa com quem já construímos uma vida, o dever da verdade, de dizer que o amor acabou, que o desejo se foi, que a paciência esgotou, por mais doloroso que isso seja, pois nada pode doer mais do que ser enganado.

A vida a dois não é nem nunca foi fácil, pois requer paciência, troca, renúncia e persistência. Infelizmente, esse dia-a-dia atribulado e célere a que nos entregamos tende a nos esgotar as forças, impedindo-nos de investir na renovação de nossa cumplicidade com o companheiro, ao fim do dia – e o amor, não encontrando mais conforto onde repousar, deixa então de sê-lo. É fato que o para sempre pode, sim, acabar, que nossa felicidade talvez não se encontre junto às primeiras paixões, que as expectativas que criamos nem sempre se realizam e que temos o direito de correr atrás de nossos sonhos com ética e distantes de quem nos dificulta esse viver. Porém, é necessário sair de uma vida com dignidade, transparência e sinceridade, antes de entrar em outra, porque não estamos sozinhos, nem solteiros, até que o outro saiba disso. Uma coisa é certa: jamais seremos felizes enquanto não houver verdade, seja ao lado da Maria, seja ao lado da Gisele.

(Via Obvious)

Pesquisa revela que a comida é a melhor forma de se aproximar das pessoas

Por Isabela Moreira

Quem tem gostos alimentares parecidos tem mais chances de concordar nas discussões

Quer que alguém vá com a sua cara ou concorde com você? Coma a mesma comida que esta pessoa quando ela estiver por perto. Segunda um novo estudo publicado no periódico Journal of Consumer Psychology, consumir os mesmos alimentos faz com que as pessoas tenham mais chance de se aproximar e confiar uma na outra.

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Os pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, realizaram um experimento no qual os voluntários tinham que participar de um jogo de investimento desenvolvido para medir a confiança que um tinha no outro. Cada participante recebeu uma quantia de dinheiro que poderia dar para a pessoa com quem estava jogando e que, por sua vez, poderia investir o valor, de forma a receber duas vezes aquilo que tinha recebido. Quando isso acontecesse, o investidor poderia decidir o quanto — ou se — daria para o outro participante.

truque da pesquisa está no ritual pré-jogo: os pesquisadores deram doces para as duplas de jogadores. Algumas comeram o mesmo quitute, outras comeram diferentes. Os cientistas perceberam que aqueles participantes que comeram o mesmo doce antes do exercícioderam mais dinheiro para a pessoa com quem estavam jogando.

Em um segundo experimento, as duplas tinham que negociar um tópico fictício decidido pelos pesquisadores. Assim como no primeiro exercício, alguns pares comeram a mesma comida, outros não. Aqueles que se alimentaram da mesma coisa chegaram a um acordoduas vezes mais rápido do que aqueles que comeram petiscos diferentes.

“As pessoas tendem a pensar que usam a lógica para tomar decisões, e elas no geral não têm ideia de que a preferência alimentar pode influenciar na forma como pensam’, afirma Ayelet Fishbach, professor da Escola de Negócios da Universidade de Chicago. “Em um nível básico, a comida pode ser usada estrategicamente para ajudar pessoas a trabalharem juntas e desenvolverem confiança umas nas outras.” Agora é só colocar a receita em prática.

(Via Galileu)

Ansiedade: 9 sintomas de quem tem esse distúrbio

Por Hype Sciense 

De tempos em tempos, todos nós experimentamos um sentimento de nervosismo e ansiedade. Principalmente antes de conferir o resultado de uma prova, participar de uma reunião importante ou falar em público, por exemplo. São emoções humanas completamente normais. Mas, em alguns casos, esse sentimento se torna mais constante do que deveria. E, ao invés de ser passageiro, acaba tomando as rédeas e comandado nossa vida.

Quando a ansiedade chega a esse ponto, temos um quadro clínico chamado “distúrbio de ansiedade”, que se trata de uma doença mental muito séria.

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O que é

Ansiedade é um termo geral usado para caracterizar várias doenças que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação. Esses distúrbios afetam a maneira como nos sentimos e nos comportamos, e podem ficar graves a ponto de manifestarem sintomas físicos reais.

A ansiedade em um nível leve pode deixar a pessoa inquieta e desatenta. Já em níveis mais severos pode ser extremamente debilitante e ter um grande impacto na vida diária das pessoas que sofrem com esse mal. É como dizia o dramaturgo e jornalista irlandês Bernard Shaw: “A ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito”.

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Sintomas de ansiedade

Saber identificar o ponto em que a ansiedade deixou de ser normal para tomar conta da sua vida pode ser mais difícil do que parece, principalmente porque ela pode aparecer em várias e diferentes formas, como ataques de pânico, fobias, ansiedade social etc, e o diagnóstico nem sempre é claro.

Por isso, é importante observar seu próprio comportamento para ver com que frequência os sintomas estão presentes no seu dia a dia. Um bom começo pode ser verificar essa lista:

9. Medo de falar em público

A maioria das pessoas começa com um friozinho na barriga antes de abordar um grupo de pessoas ou ter que subir em um palco para falar para uma grande multidão. Mas se o medo é tão forte que nenhum treinamento ou prática vai aliviá-lo, ou se você gasta muito tempo pensando e se preocupando com isso, você pode ter uma forma de transtorno de ansiedade social (também conhecido como fobia social).

As pessoas com ansiedade social tendem a se preocupar por dias ou semanas que antecederam a um determinado evento ou situação. E se conseguem passar por uma situação como essa, a experiência costuma ser incalculavelmente desconfortável.

8. Insegurança

Transtorno de ansiedade social nem sempre envolve falar em público ou ser o centro das atenções. Na maioria dos casos, a ansiedade é provocada por situações cotidianas, como conversar cara-a-cara com alguém, ou comer e beber na companhia de pequeno número de pessoas.

Nestas situações, as pessoas com transtorno de ansiedade social tendem a sentir que todos os olhos estão sobre elas, o que muitas vezes asw levam a experimentar tremores, náuseas, suor excessivo ou dificuldade em falar. Estes sintomas tornam difícil a convivência em sociedade, conhecer novas pessoas, manter relacionamentos e avançar no trabalho ou na escola.

7. Tensão muscular

Consiste em apertar sua mandíbula, ou os punhos, ou flexionar outros músculos por todo o corpo repetidamente. Este sintoma pode ser tão persistente e generalizado que as pessoas que convivem com ele por um longo período podem simplesmente parar de percebê-lo depois de um tempo.

6. Problemas para dormir

A dificuldade em pegar no sono, ou conseguir dormir por algumas horas consecutivas, está associada a uma grande variedade de condições de saúde, tanto física quanto psicológica. E, claro, não é incomum ficar se revirando na cama antes de uma entrevista de emprego, por exemplo. Mas se você se encontrar cronicamente acordado por várias noites seguidas, preocupado com problemas ou com nada em particular, pode ser que isso seja um sinal de um transtorno de ansiedade. Segundo algumas estatísticas, metade das pessoas com transtorno de ansiedade têm sérios problemas para dormir.

5. Preocupação excessiva

A marca registrada do distúrbio de ansiedade é se preocupar demais com tudo, inclusive com assuntos que não merecem a sua atenção. Mas o que é “demais” nesse caso? Bom, significa ter pensamentos persistentes ao longo dos dias, semanas e meses a respeito de um mesmo assunto. A ponto de ficar praticamente obcecado por aquilo e deixar toda essa preocupação interferir no seu dia a dia. “O que diferencia um transtorno de ansiedade de uma ansiedade normal é se suas emoções estão causando muito sofrimento”, explica o Sally Winston, psicólogo e codiretor do Instituto de Ansiedade e Estresse de Maryland, nos Estados Unidos.

4. Perfeccionismo

O comportamento mimado e obsessivo conhecido como “perfeccionismo” é um sintoma que anda de mãos dadas com distúrbios de ansiedade. Perfeccionismo é especialmente comum no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que tem sido visto como um transtorno de ansiedade.

3. Comportamentos compulsivos

Podem ser tanto mentais (quando a pessoa fica repetindo para si mesma) quanto físicos (roer as unhas, por exemplo). Pensamento e comportamento obsessivo compulsivo se tornam uma doença quando a necessidade de completar comportamentos, também conhecidos como “rituais”, começa a conduzir sua vida, diz Winston. “Se você gosta do seu rádio a nível volume 3, por exemplo, e ele quebra e fica preso no dia 4, você estaria em total pânico até que você pudesse consertá-lo?”.

2. Medos irracionais

Alguns casos de ansiedade são ligados a uma situação ou coisa específica, como voar, animais, ou multidões. Se o medo torna-se irresistível, perturbador e desproporcional ao risco real envolvido, pode ser um sinal de fobia, um tipo de transtorno de ansiedade.

Apesar de fobias terem o poder de incapacitar uma pessoa, ela não é óbvia em todos os momentos. Na verdade, pode nãi vir à tona até o momento em que você tem que enfrentar uma situação específica e descobre que é incapaz de superar o seu medo. “Uma pessoa que tem medo de cobras pode passar anos sem ter um problema”, diz Winston. “Mas, de repente, seu filho quer ir acampar, ela percebe que precisa de tratamento”.

1. Pânico

Os ataques de pânico podem ser aterrorizantes. É como se uma sensação súbita de medo e impotência tomasse conta do seu corpo por vários minutos, comprometendo a sua respiração, acelerando batimentos cardíacos, provocando formigamento nas mãos, suor, fraqueza, tonturas e dores no peito e no estômago. Nem todo mundo que tem um ataque de pânico tem um transtorno de ansiedade, mas as pessoas que os experimentam repetidamente podem ser diagnosticadas com o chamado “transtorno do pânico”.

Se você verifica qualquer um desses sintomas de ansiedade em sua vida, talvez seja hora de procurar um médico. A ajuda especializada é fundamental para saber qual é o tratamento mais indicado ao seu caso para que você, com o tempo, aprenda a controlar seus ânimos e não mais receber ordens dele.

(Via Hypescience)

21 conselhos para curtir o carnaval como um folião profissional

Por Buzzfeed 

Você vai virar um ciborgue da folia!

1. Faça uma ou mais cópias autenticadas do RG.

Cada cópia autenticada sai mais ou menos uns R$ 3,50. Esse dinheiro não paga nem a passagem de ida para o órgão emissor de RG da sua cidade e a dor de cabeça de ter que tirar uma segunda via.

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2. Cadastre sua biometria no banco.

Alguns bancos já oferecem acesso a serviços do caixa eletrônico sem o cartão. Isso pode ser útil caso você o perca ou seja roubado. Mas para isso você precisa ir ao banco fazer o cadastro da biometria. Se você ainda não fez, aproveite para fazer isso antes de o carnaval chegar.

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3. Envie a você mesmo tudo o que você pode precisar.

Envie a você mesmo por email fotos do RG, carteirinha do plano de saúde, telefones de suporte do banco e IMEI do celular. Se você incluir os seus cartões, vale zipar as fotos e disfarçar nome do arquivo e assunto do email.

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A gente também conta demais com o celular. Se você for viajar, vale imprimir as passagens, os dados de onde você vai se hospedar e as informações de como chegar lá.

4. Separe uma quantia para cada dia.

Saque dinheiro e separe um pouco para cada dia. Na hora de sair, guarde um pouco do dinheiro em outro lugar que não seja o bolso/pochete. Tipo aqueles R$ 20 da salvação na meia – se possível em saquinho plástico para não derreter. Vai que você se empolga e gasta tudo em cerveja…

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Mas, principalmente se tiver em outra cidade, só por desencargo, leve um cartão do banco. Mas um só, deixe o outro em um lugar seguro onde você estiver hospedado.

5. Não conte com apenas um meio de transporte.

Tenha na carteira bilhete de metrô, grana pro ônibus, celular para pedir o táxi e as referências básicas de como você vai voltar para o lugar onde você está ficando. Você nunca sabe onde pode parar durante o carnaval e o perrengue que pode ser voltar de lá.

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Para manter o celular funcionando até a hora de ir embora, cogite arranjar um carregador externo. Na madrugada, vagando como um zumbi atrás de um táxi, você vai se agradecer por ter pensado nisso antes.

6. Descole uma doleira, pochete ou combine as duas coisas!

A doleira tem a vantagem de ficar mais protegida porque ela pode ir dentro da roupa, o que dificulta os furtos. A pochete é show, mas não vá vacilar usando ela para trás ou nos ombros.

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Na pochete/doleira básica de carnaval vai:
Celular
Dinheiro para o dia
Bilhete de metrô
Lenço de papel
Cópia autenticada do RG
Duas ou mais camisinhas
Band-aids
Elástico de cabelo (opcional)

Adicionais se você estiver longe de casa:
Cartão de débito
Instruções para chegar ao local onde você está hospedado
Telefones do hotel e dos amigos
Cartão telefônico
Carregador externo + cabo

7. Dê uma chance para aquele celular velhinho.

Se você está no Facebook ou mesmo já foi uma vítima de um furto no carnaval, sabe que os batedores de carteira e celular não estão para brincadeira. Provavelmente não dá mais tempo pra você colocar seu celular no seguro e, dependendo do modelo, nem vale a pena.

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Mas se você está em uma cidade que você conhece bem e provavelmente não vai precisar de um táxi pra voltar para casa, pode ser interessante descolar um adaptador de chip e colocar um celular antiguinho de volta a uso. Atenção para o carregador que pode ser diferente do seu celular mais novo.

8. Estoque comida ou procure saber os restaurantes que vão continuar entregando.

Você vai se autocanonizar quando chegar em casa morrendo de fome ou acordar com aquela ressaca desgraçada e encontrar ALIMENTOS que você antecipou especialmente para você mesmo.

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Também vale deixar aquele aplicativo de comida engatilhado ou, se estiver viajando e o app não funcionar, procure saber na recepção do hotel ou com os amigos locais os deliverys que continuam funcionando.

9. Equipe a farmacinha.

Dê aquela abastecida na farmacinha da sua casa ou monte uma para levar com você. Vale levar: engov, epocler, dorflex, camisinhas, lencinho de papel, band-aid, protetor solar e pós sol.

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10. Desencane do sapato bonitinho.

Deixe a rasteirinha e o sapato bonito em casa, você se surpreenderia com os relatos de pessoas que ficaram com o pé exposto a todo tipo de nojeira e até perderam as unhas!

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Carnaval é tempo de tênis confortável e daqueles que você não tem muito apego porque é possível que ele nunca mais volte a ser o mesmo. Se puder, leve duas opções. Se um molhar e/ou ficar inutilizável, você ainda tem um reserva para o dia seguinte.

11. Invista neste gel da Granado para calos e bolhas.

Dançou demais e nem o seu calçado confortável colaborou? Sem problemas. Ao chegar em casa, passe esse gel no seu pé depois do banho, antes de dormir. Sério, faz esse esforcinho porque você vai acordar com os pés renovados e agradecer o seu eu do passado por isto.

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12. Previna-se contra as assaduras!

Faça um teste do seu look antes do dia em que vai usá-lo para saber se você troca a saia por um shortinho ou se vale a pena comprar um daqueles shorts modeladores para complementar a fantasia. Dependendo do seu caso, uma meia calça bem fininha pode prevenir a ação da coxa grossa e ainda dar mais cor à sua fantasia!

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13. Se levar o celular, evite ficar checando toda hora e planeje o melhor momento para fazer as fotos com os amigos.

Este momento pode ser no esquenta ou naquela hora em que você já está meio perto da muvuca, mas não no meio dela, sabe? Daí, meu querido, é aceitar que você pode até ter uma vontade enorme de postar no seu Stories aquele momento mágico do bloco, mas que talvez esta não seja tão esperto da sua parte tirar o celular do bolso ou pochete para isto.

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14. Esquenta com os amigos > “Chegando lá a gente se encontra”.

Amigo(a), só use o expediente de tentar achar os amigos no meio do olho do furacão em último caso meeesmo. O esquenta é tudo de bom. Você já aquece para o carnaval com os amigos e já chega calibradinho na folia (ou seja, economiza um pouco!) e ainda dá para aproveitar essa hora para beber água, forrar o estômago e fazer aquele xixi.

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15. Siga um padrão para fazer xixi.

Sempre vai ter fila na hora que você quiser fazer xixi. Então, vale criar um padrão e ir a cada digamos duas horas para você não chegar lá estrumbando de vontade.

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Outra coisa é escolher uma roupa esperta para hora de fazer xixi. Evite peças que podem complicar demais esse momento que está longe de ser o mais glamouroso do carnaval.

PS: Não faça xixi na rua, é feio e você pode ter que pagar uma multa.

16. Tente não queimar a largada no primeiro dia.

Se você dá um PT no primeiro dia, você fica com o ânimo abatido cedo demais. Enquanto que se você vai acostumando o organismo ao longo do carnaval, isso não vai te impedir de ficar cansado, mas pelo menos a sensação de estar perdendo o melhor do carnaval é menos brutal.

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17. Faça uma forcinha para curtir o carnaval ainda de dia.

O folião profissional sabe que o melhor do carnaval acontece de dia quando as pessoas estão menos derretidas e você consegue identificar de quem te beija a quem te rouba.

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18. Beba água.

A partir de um determinado momento você não fica mais louco, você só fica mais burro! Prolongue o momento em que você está mais louco, intercalando bebida alcoólica com água. Economize dinheiro e amenize a ressaca do dia seguinte!

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19. Nunca aceite nada de estranhos.

A sua mãe já dizia! Nem bebida, nem balinha, nem “um negócio mara que me deram”. É fácil se empolgar no momento e acabar estragando o seu carnaval por conta de um vacilo.

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20. Saco vazio não para em pé.

O folião profissional vai dizer para você comer com sustância para fazer o seu organismo acordar nem que seja à força e conseguir seguir até 12h horas atrás do trio. O nutricionista vai dizer para você comer leve, incluir frutas, sucos e muita água. Qualquer que seja o conselho que você escolha seguir ou um mix dos conselhos, não deixe de se alimentar direito e SEMPRE coma antes de sair de casa e antes de dormir.

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21. Então, a ressaca te pegou…

Durma até cansar o corpo e quando a hora chegar tome um banho frio, coma uma dessas opções aqui e se jogue de novo!

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(Via Buzzfeed)

Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome – selficídio

Por Melissa Diniz 

Com o avanço da tecnologia e a popularidade dos celulares com câmera, o hábito de tirar selfies (fotos de si mesmo) e postar em redes sociais virou uma febre. Mas não é todo mundo que lida bem com a própria imagem. Quem sofre de selficídio costuma perder horas tentando chegar à imagem perfeita, o que gera ansiedade e frustração.

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Segundo a psiquiatra Maura Kale, que faz parte da rede Doctoralia, plataforma digital que conecta profissionais de saúde e pacientes, o termo é um neologismo para relatar um sintoma do TDC (transtorno dismórfico corporal), doença mental caracterizada por uma insatisfação com a própria imagem. “Normalmente, há uma distorção na maneira como a pessoa se vê. Ela enxerga defeitos onde não existem e não consegue achar a foto boa. Então, tira muitas, apaga e depois tira outras, sem se contentar, pois tem padrões inatingíveis de exigência.”

Kim Kardashian fez um livro com suas melhores fotos chamado “Selfish”
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Ter vício de fazer selfies, como a socialite Kim Kardashian, não caracteriza, necessariamente, o selficídio. “O transtorno está presente se houver prejuízo à vida da pessoa e consequente sofrimento”, diz.

Ponta do iceberg

O selficídio, explica a médica, precisa ser investigado, pois, em geral, revela outros problemas sérios. “Além do TDC, é comum que a pessoa também tenha TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), pois tem uma obsessão com sua imagem. Pode apresentar, ainda, transtorno narcisista, ansiedade, depressão, anorexia e até mesmo ideia de suicídio.”

Além da enorme perda de tempo em função das fotos, o selficida tem baixa autoestima, dificuldades de relacionamentos e constante busca por aceitação. “O mecanismo de postar fotos de si mesmo é uma espécie de autopromoção. A pessoa procura conseguir as curtidas em uma tentativa de obter o respaldo dos outros. Mas, primeiro, usa aplicativos e programas de edição para deixar a foto perfeita”, explica Maura.

Selficidas também são frágeis emocionalmente, bastante vulneráveis a críticas e frequentemente insatisfeitos. Complexo, o quadro precisa ser tratado com psicoterapia e, em muitos casos, com medicação.

Defeitos imaginários

A publicitária Solange Cassanelli, 34, de Florianópolis (SC), começou a sofrer com TDC muito cedo. “Quando tinha sete anos, comecei a fazer terapia, pois sempre me achei feia. Eu não gostava de tirar fotos, tenho algumas, com a família, em que apareço chorando. Quando cresci, surgiram as máquinas digitais eu tirava mais de cem, usando bastante maquiagem, para escolher apenas uma. Depois ainda editava para tentar diminuir as imperfeições”, conta.

Solange demorou a entender a causa de seu sofrimento. “Eu tinha 27 anos quando descobri pela internet. Ao ler sobre a doença, parecia um relato sobre a minha vida. Na hora, já me identifiquei. Levei o diagnóstico para a psicoterapeuta, que confirmou o transtorno dismórfico corporal e me encaminhou a um psiquiatra”, diz.

Para que a terapeuta entendesse melhor como ela se via, Solange editou uma foto sua, inserindo as imperfeições que enxergava em si mesma. “Minha psicóloga imaginava como eu me via, mas eu achava que ela não entendia o grau disso.”

À esquerda, imagem real de Solange. À direita, como ela se via
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Além da psicoterapia, Solange precisou fazer uso de antidepressivos. “Eu não sabia que tinha depressão. Achava que todas as pessoas tinham problemas na vida e era normal sofrer. Não conseguia dormir e chorava todas as noites.”

Durante o tratamento, ela criou o blog Diário de uma Dismorfia para auxiliar outras pessoas que sofrem do transtorno a compreender e superar a condição.

Seu quadro hoje está controlado. “Em 2011, percebi que eu não tinha mais nenhum sintoma  e até hoje considero algo superado na minha vida.”

Manifestação precoce

Apesar de atingir muitos adultos –de ambos os sexos– o transtorno dismórfico corporal costuma se manifestar ainda na infância. “A maior incidência, segundo pesquisas, é na faixa que vai dos dez aos 15 anos. Quando investigados, os casos quase sempre revelam a existência de abuso, relacionamentos difíceis com os pais e bullying”, diz Maura.

A especialista considera que os pacientes que sofrem do transtorno costumam se espelhar em modelos de beleza sustentados pela indústria da moda, publicidade e pelas revistas de beleza. “São parâmetros irreais e que, por comparação, geram muito sofrimento.”

(Via Estilo Uol)