Venda de água mineral ajuda a matar a sede no semiárido

Por Catraca Livre

“Às vezes, passavam dias para gente tomar banho porque a pouca água que a gente tinha precisava economizar”, lembra Maria Nair de Sá, de 51 anos. Até pouco tempo atrás, ela fazia parte dos 35 milhões de brasileiros sem acesso à água potável no país.

Descobrimos a história de Maria Nair e mais outras três Marias em uma comunidade rural de Jaguaruana, interior do Ceará. Para chegar até lá são cerca de 3 horas e meia de estrada, partindo de Fortaleza. No caminho, a paisagem revela a aridez da região e o calor, que desconhece o que é inverno, adianta que é preciso ser resistente para viver ali.

Saímos de São Paulo com uma finalidade: conhecer um projeto da Ambev que desde o início do ano tem levado água para dentro das casas das famílias do semiárido. De que maneira a empresa faz isso? Vendendo água.

AMA – um projeto social

A cervejaria – que já produzia sucos e refrigerantes, além de cerveja – resolveu adicionar à sua linha de produtos uma água mineral chamada AMA. O propósito da nova empreitada era claro: destinar todo o lucro da venda para projetos que amenizassem os efeitos da seca no Nordeste.

AMA é o prefixo de várias palavras que em Tupi significam chuva
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E conseguiram! A primeira região beneficiada com o negócio social foi o Ceará, Estado que mais sofre com a seca no Brasil. Por lá, foram cinco anos consecutivos sem chuva. “Nesses cinco anos, só as bênçãos de Deus mesmo. Por vários dias, a gente não tinha água para fazer o café”, conta Maria de Fátima Lima, de 66 anos, que se aposentou plantando feijão e jerimum e desafiando o solo que teimava em rachar.

Água, quando tinha, era a que ela ia buscar com a vizinha Maria do Rosário em um poço distante cerca de 40 minutos da casa dela. Mesmo indo distante, a água que elas conseguiam tinha excesso de ferrugem, ou capa rosa – como é popularmente chamada.

“Essa água cheia de capa rosa era pra tomar banho, lavar roupa, pra tudo. Então, como é que a gente fazia para beber essa água que era vermelha? A gente furava um balde, botava uma tela fina no fundo do balde todo furado, botava areia e aquela areia coava aquela água todinha. O que caía embaixo era bem alvinha. Eu passava de novo em outro pano e botava no filtro para beber. Era assim que a gente fazia”.

O filtro de areia improvisado de dona Maria de Fátima só era dispensado quando a água vinha de cima.

- A senhora bebia água da chuva?

- Bebia! Botava para beber. A água é bem alvinha, boa que é uma beleza. Não vem das mãos de Deus, minha filha?

“Nunca tomei banho de chuveiro”

Teresa Maria, agricultora
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Do outro lado da comunidade, fomos conhecer Teresa Maria dos Santos de 55 anos. Mulher forte, agricultora, que aprendeu desde cedo a lidar com a adversidade do clima.

”Quando era pequenininha, a gente trepava em cima do catavento, rodava o catavento para puxar água do poço. Porque de dia tinha vento, à noite não tinha e a gente tinha que ter água”, lembra.

Na casa dela – uma típica moradia acolhedora do Nordeste – tudo muito organizado e limpo. O que chama atenção é a ausência de torneira na pia da cozinha e um banheiro sem chuveiro. Também, pudera! Água por lá chegou há pouco, ainda não deu tempo de fazer os ajustes necessários.

“Eu sempre tomei banho de canequinha, nunca tomei banho de chuveiro, não. Agora com a água aqui, estou com planos de comprar uma caixa e ajeitar o banheiro. Não vai ser agora, mas quando as coisas melhorarem, eu ajeito”.

Até agora, o lucro com a venda da água AMA viabilizou obras para a perfuração de poços e a instalação de micro usinas de energia solar, que beneficiaram 3 mil pessoas diretamente. Até o fim do ano, a Ambev pretende expandir o projeto para outras localidades do semiárido brasileiro onde o acesso à água potável ainda é escasso ou mesmo inexistente.

Ao comprar uma garrafinha da AMA nas principais redes de supermercado do país ou através do site www.emporio.com, o consumidor contribui para ampliação desse projeto.  Conheça mais sobre a água AMA no site. Por lá, é possível acompanhar todo o lucro e os investimentos. Os números de todo o processo são verificados por uma auditoria externa da KPMG.

(Via Catraca Livre)

 

 

Empresa de sucos joga cascas de laranja em uma área desmatada. Veja o que aconteceu 16 anos depois

Por Histórias com Valor

A maioria das pessoas joga as cascas de frutas no lixo. No entanto, esses ecologistas descobriram que elas podem salvar o mundo… Tudo começou quando eles pediram cascas de laranja a uma empresa de sucos para colocarem em uma área desmatada. O que aconteceu depois foi incrível!

Em 1997, os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs apresentaram uma proposta a uma empresa de suco de laranja da Costa Rica. Se os donos doassem uma terra florestal completamente intocada à Área de Conservação Guanacaste, eles poderiam despejar suas cascas sem qualquer custo. O lugar onde eles despejariam as cascas de laranja era um pedaço de terra desmatada.

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A empresa de suco de laranja concordou e achou que aquele era um ótimo negócio. Um ano depois, foram despejadas 12 mil toneladas métricas de cascas de laranja e restos da fruta. Esse local ficou intocado por mais de uma década depois de ter sido coberto com o “lixo” da empresa de sucos.

Depois de 16 anos, Janzen pediu a um estudante de pós-graduação chamado Timothy Treuer para inspecionar o local e relatar suas descobertas. Apesar de procurar durante várias horas, o aluno não conseguiu achar o terreno descrito pela ecologista. Uma semana depois eles voltaram e descobriram o lugar exato através de coordenadas. No entanto, quando perceberam que estavam olhando o terreno correto, ficaram em choque.

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Em comparação com a área circundante, aquele local parecia um verdadeiro paraíso. “Era difícil acreditar que a única diferença entre as duas áreas era um monte de cascas de laranja. Eles pareciam ecossistemas completamente diferentes”, diz o estudante.

A vegetação daquele lugar um dia desmatado estava agora incrivelmente espessa. A fruta descartada fez com que uma nova floresta renascesse das cinzas. Treuer e sua equipe da Universidade de Princeton estudaram aquela área nos três anos seguintes. Eles ficaram absolutamente impressionados com os resultados.

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Nas plantações à volta, sem cascas de laranja, havia apenas uma espécie de árvore dominante. No lado com os restos de fruta, havia mais de duas dúzias de espécies de vegetação! Para além disso, o solo era melhor criando árvores fortes e saudáveis… tudo por causa das cascas de laranja!

Mas a maior descoberta dessa pesquisa ainda estava para vir. Eles descobriram que o crescimento de uma floresta secundária, aquela que cresce após a primeira ser derrubada, é crucial para abrandar as mudanças climáticas. Isso porque elas absorvem e armazenam carbono 11 vezes mais rápido que uma floresta “antiga”.

De acordo com Treuer, se pudermos replicar esse experimento por todo o mundo, vamos ajudar a atmosfera do mundo a se restaurar… não é maravilhoso?! Vamos compartilhar essa pesquisa para que todos possam conhecer essa maravilhosa notícia!

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Se quiser saber mais sobre esse estudo, visite o site da Universidade de Princeton.

(Via Histórias com Valor)

Parque em Istambul permite os visitantes caminharem pelas copas das árvores

Por Patrick Lynch e Eduardo Souza

Em Istambul, uma cidade com poucos espaços verdes existentes, o studio DROR propôs algo radical – um parque cheio de intervenções inovadoras como forma de incentivar a experiência coletiva e o convívio. Visionado como “uma história de amor entre as pessoas e a natureza”, o parque florestal Parkorman dará às pessoas a chance de passear através da floresta, brincar, refletir e até mesmo percorrer por sobre os níveis das copas das árvores.

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Localizado ao norte do centro da cidade, DROR enfrentou o desafio de fornecer um incentivo ativo para atrair residentes ao parque. A solução foi preservar a vida florestal existente e complementá-la com estruturas surpreendentes que permitissem às pessoas aproveitarem o local.

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“Nós nos propusemos criar um parque que dissolva a ansiedade e o medo que muitas vezes acompanha um ambiente desconhecido através de uma rede de condições que promove o amor incondicional”, explicam os arquitetos. “Imaginamos a experiência mais profunda dada pelo toque mais leve; um esforço que preserva a floresta luxuriante e deixa cada árvore no lugar, como solicitado pela cidade.”

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O projeto urbano é dividido em cinco zonas principais, cada uma projetada para provocar sua própria emoção. A interação e o jogo são promovidos em cada zona através da série de intervenções: Na entrada do parque, “A Praça” apresenta os visitantes à natureza e proporciona um espaço aberto para o convívio e socialização; Em “The Loop”, os balanços e as redes flutuam sobre o chão da floresta como um retiro relaxante da vida urbana; gigantescos poços de bolas, inspirados pela vitalidade de um mercado turco de especiarias, compõem o “The Pool”; Em “The Chords”, convidados aventureiros têm a chance de subir nas copas das árvores em uma trilha torcida, e saltar em trampolins gigantes localizados ali.

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Para uma experiência mais reflexiva, “The Grove” oferece uma trilha de esculturas levando através da paisagem. “The Fountain of Clarity,” uma moldura em forma de cubo de que a água chuveiros para baixo em todos os quatro lados, usa um módulo de sensor e pistão hidráulico para abrir na aproximação, permitindo que a estrutura envolva os visitantes em uma sala aquosa.

Caminhos não-lineares são tecidos entre as árvores conectando as intervenções, e permitindo que os convidados escolham sua própria rota através do parque.

(Via Arch Daily)

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Blocos de vidro que geram energia solar prometem revolucionar a construção

Por Ciclo Vivo

Pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, desenvolveram blocos de vidros que possuem pequenas células solares embutidas. Imagine construir uma casa inteira usando blocos que geram energia? Um sonho que pode se tornar realidade.

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Chamado Solar Squared, eles ainda garantem isolamento térmico (o que é um problema em blocos de vidro comuns) e, ainda sim, permitem que a luz natural entre nos edifícios. Eles foram fabricados com tecnologia para garantir a máxima absorção solar.

Outra vantagem é que tais blocos de construção podem tanto ser integrados em novas construções quanto inseridos em reformas.

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“O design modular é completamente escalável e permite uma integração arquitetônica perfeita”, garantem os pesquisadores. “A natureza simplificada da tecnologia permite que ela seja incorporada em materiais de construção convencionais, o que significa que suas aplicações são inúmeras”.

A maior dificuldade até então é em relação ao preço. O professor Dr. Hasan Baig salienta que mais do que comparar com os painéis solares convencionais, é preciso agregar a economia energética que o produto vai gerar, além do valor do próprio bloco enquanto material de construção.

Os blocos estão em fase de protótipo e a equipe da Exeter aguarda uma patente sobre a tecnologia e logo começará os testes piloto.

(Via Ciclo Vivo)

O impressionante fenômeno da natureza em que as árvores evitam tocar umas nas outras

Por Hypeness

Crown Shyness, ou Coroa Tímida, em português, é um fenômeno natural que ocorre com algumas espécies arbóreas, onde as coroas das árvores não se tocam, deixando uma espécie de lacuna entre elas.

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Observado pela primeira vez em 1920, até hoje os cientistas não descobriram o motivo do fenômeno, que pode ser visto apenas em alguns lugares do mundo. Uma das teorias para que as árvores vizinhas e da mesma altura mantenham este espaço entre si é a quebra de galhos durante tempestades e ventos fortes.

Há ainda cientistas que creditam o fato a uma medida preventiva contra a falta de luz, para permitir que a fotossíntese continue acontecendo, e os que sugerem que o fenômeno é uma espécie de proteção contra larvas de insetos que destroem as folhas. Independente da causa, o resultado é esse fenômeno incrível que mais parece um verdadeiro bordado no céu, confira:

(Via Hypeness)

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Cobertura de supermercado em Goiânia ganha maior usina solar urbana do Brasil

Por Ciclo Vivo

Com mais de 2.800 placas, a planta fotovoltaica foi instalada sobre a cobertura da loja Assaí Atacadista na cidade.

A cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás, recebe, a maior usina de energia solar em região urbana do País. A GreenYellow, desenvolvedora e parceira do projeto, instalou mais de 2.800 placas em uma área de aproximadamente 8 mil m², que gerarão, em um ano, aproximadamente 1.500 MWh. A usina será responsável pela geração de 40% do consumo de energia elétrica da loja, o equivalente ao que é consumido pelo sistema de ar-condicionado e iluminação de toda a unidade.

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A planta fotovoltaica é alugada em longo prazo pela GreenYellow ao Assaí, garantindo redução na conta de energia. “Com este empreendimento, o Assaí se beneficiará de uma energia limpa e segura durante 25 anos, usufruindo de um desconto mensal real na conta de energia por meio de um aluguel fixo”, explica Pierre-Yves Mourgue, Diretor-presidente da GreenYellow. “Importamos os equipamentos da China, Itália e Alemanha e em menos de 60 dias conseguimos instalar a maior usina do Brasil em regiões urbanas”, conta. Para a instalação de usinas como esta, são levados em consideração fatores como tarifas das concessionárias de energia elétrica locais e irradiação solar – neste caso, os dados são analisados em um período histórico de aproximadamente 20 anos, para que seja identificado um padrão da intensidade de raios solares que justifique a instalação de uma planta nesses moldes.

O Assaí também já vem implementando em suas novas lojas um método construtivo que leva em consideração ganhos para o meio ambiente, visando aprimorar sua eficiência energética, e a instalação da planta fotovoltaica enfatiza essa vertente da rede. “A partir dessa instalação, o Assaí avança na geração fotovoltaica em grande escala, com o objetivo de contribuir para uma operação cada vez mais sustentável”, analisa Belmiro Gomes, Presidente do Assaí Atacadista. “A nossa ideia é que, com a expertise da GreenYellow, este projeto se estenda para outras lojas da rede, acompanhando nosso projeto de expansão no Brasil. Nossa expectativa é que todas as lojas orgânicas a serem construídas este ano tenham o projeto da usina instalado – ou o suporte para tal. Queremos criar o conceito de ‘atacado do futuro’, com uma operação cada vez mais sustentável, além, claro, de manter a característica principal de ser um modelo de operação de baixo custo e com preços competitivos”, comenta.

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Ao longo de 25 anos de operação, a loja evitará a emissão de quase 3 mil toneladas de CO2, o equivalente a quase 18 mil árvores plantadas e uma economia de R$ 2,6 milhões. Com a energia gerada pela usina instalada na loja de Goiânia em um ano, é possível carregar 359 mil celulares, durante um ano; suprir o consumo de energia de 757 residências em um ano; manter 5.300 televisões ligadas por cinco horas todos os dias do ano ou suprir o consumo de todas as linhas do Metrô de São Paulo por um dia.

Esta é a segunda usina instalada em uma loja do Assaí – a primeira foi inaugurada em janeiro deste ano, na unidade da rede em Várzea Grande, no Estado do Mato Grosso, com uma área de aproximadamente 2 mil m² no telhado do estacionamento e uma potência instalada das 1.140 placas e de mais de 300 kWp, que produz entre 11% e 15% do consumo total de energia desta loja. A GreenYellow também instalou um projeto piloto em uma loja do Minuto Pão de Açúcar (formato de loja de vizinhança do GPA), em Campinas, no interior de São Paulo, em uma área de aproximadamente 53 m² no telhado da loja e uma potência instalada de 8 kWp. Ao longo de 25 anos de operação a loja evitará a emissão 21 ton de CO2, o equivalente a 295 árvores que teriam sido plantadas.

(Via Ciclo Vivo)

Brasil tem maior diversidade de árvores do planeta, diz estudo inédito

Por Mark Kinver

O Brasil é o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, aponta um levantamento inédito. Há 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Digitalização de dados permitiu fazer levantamento inédito de espécies
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Publicado no periódico Journal of Sustainable Forestry, o estudo foi realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.

A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

Ameaça

A pesquisa mostrou que mais da metade das espécies (58%) são encontradas em apenas um país, ou seja, há países que abrigam com exclusividade, certas espécies – podem ser centenas ou milhares -, o que indica que estão vulneráveis ao desmatamento gerado por atividade humana e pelo impacto de eventos climáticos extremos.

Trezentas espécies foram consideradas seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza.

Também foi identificado que, com exceção dos polos, onde não há árvores, a região próxima do Ártico na América do Norte tem o menor número de espécies, com menos de 1,4 mil.

Trezentas espécies estão seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza
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O secretário-geral da BGCI, Paul Smit, disse que não era possível estimar com precisão o número de árvores existentes no mundo até agora porque os dados acabam de ser digitalizados.

“Estamos em uma posição privilegiada, porque temos 500 instituições botânicas entre nossos membros, e muitos dos dados não estão disponíveis ao público”, afirma.

“A digitalização destes dados é o auge de séculos de trabalho.”

Uma parte importante do estudo foi estabelecer referências e coordenadas geográficas para as espécies de árvores, o que permite a conservacionistas localizá-las, explica Smith.

Pesquisa mostrou que mais da metade das espécies de árvores são encontradas em um único país
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“Obter informações sobre a localização dessas espécies, como os países em que elas existem, é chave para sua conservação”, diz o especialista.

“Isso é muito útil para determinar quais devemos priorizar em nossas ações e quais demandam avaliações sobre a situação em que se encontram.”

Conservação

Entre as espécies em extinção identificadas pela BGCI está a Karoma gigas, nativa em uma região remota da Tanzânia. No fim de 2016, uma equipe de cientistas encontrou apenas um único conjunto formado por seis exemplares.

Base de dados será fundamental para conservar espécies, diz especialista
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Eles recrutaram habitantes da área para proteger essas árvores e monitorá-las para que sejam alertados caso produzam sementes. Assim, as sementes poderão serão levadas para jardins botânicos da Tanzânia, o que abre caminho para sejam reintroduzidas na natureza depois.

A BGCI diz esperar que o número de árvores da lista cresça, já que cerca de 2 mil novas plantas são descritas todos os anos.

GlobalTreeSearch, uma base de dados online criada a partir do levantamento, será atualizada toda vez que uma nova espécie for descoberta.

(Via BBC Brasil)

Goiás quer se tornar referência na geração de energia solar

Por Ciclo Vivo 

O programa do Governo irá adotar medidas que incentivem o consumo e a geração de energias limpas e renováveis.

Transformar o Estado em referência nacional no consumo e geração de energia solar. Esse é o objetivo do Programa Goiás Solar, lançado na última quarta-feira (16) pelo governador Marconi Perillo.

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Segundo o governador, a iniciativa inédita no país visa garantir à população goiana melhor qualidade de vida. “Nós aqui em Goiás estamos trabalhando firmemente para buscar essas alternativas que possam garantir uma qualidade de vida melhor às gerações de hoje é às gerações do futuro”, afirmou.

O programa é parte do esforço do Governo para a elaboração de políticas públicas e adoção de medidas que incentivem o consumo e a geração de energias limpas e renováveis, especialmente a solar, valorizando os recursos naturais estratégicos para o crescimento sustentável da economia goiana, o desenvolvimento de novos negócios, a geração de empregos, a preservação ambiental e o incentivo da cadeia produtiva.

Seus pontos estratégicos são às questões de tributação, financiamento, desburocratização, desenvolvimento da cadeia produtiva, educação e comunicação, com foco no alinhamento entre política de estado e municípios. Atende aos interesses dos segmentos públicos, privado, universidade e sociedade com foco em energias de fontes renováveis.

Entre as principais ações do programa estão a criação da linha de crédito FCO SOL, com lançamento programado para o primeiro semestre de 2017, a simplificação do licenciamento ambiental para os empreendimentos de energia solar fotovoltaica e a instalação de placas de geração de energia fotovoltaica em casas de habitação social.

Além dessas ações, o Goiás Solar também buscará articular, com outras instituições financeiras públicas e privadas, o lançamento de linhas de crédito adequadas ao fomento da energia solar fotovoltaica, promoverá a interlocução com as concessionárias para a simplificação e agilidade dos processos de habilitação dos empreendimentos, viabilizará o acesso a suprimento de energia para consumidores em geral, melhorando a qualidade e acesso as linhas de transmissão, a eficiência e a competitividade.

O programa tem ainda um eixo de atuação voltado para a conscientização sobre os benefícios e as qualidades da energia solar fotovoltaica e buscará promover a capacitação e formação de profissionais para atuar em todas as etapas da cadeia produtiva da energia solar fotovoltaica.

Economia anual estimada em R$ 24 milhões

Segundo o diretor da Solbras Sinergia, Rui Ruas, o Governo de Goiás poderá, num futuro próximo, expandir o planejamento da matriz energética solar fotovoltaica para o estado inteiro e atingir todas as empresas goianas. “Trata-se de um programa que permitirá ao Governo Estadual se tornar totalmente autossuficiente em energia solar”, disse. A economia anual para o Governo de Goiás é estimada em R$ 24 milhões a partir do uso da fonte renovável.

Algumas ações do programa já estão em andamento no estado, como principal exemplo a inserção de ICMS para micro e Minigeração de energia solar. O governo ainda trabalha para a aprovação de um Projeto de Lei que sugere a isenção de ICMS para equipamento e insumos prioritários na construção de usinas fotovoltaicas e também ampliou, por meio da Goiás Fomento, a linha de financiamento para empresas de energia solar fotovoltaica de R$ 50 mil para R$ 200 mil.

Com informações do governo de Goiás.

(Via Ciclo Vivo)

Ar-condicionado portátil cabe na mochila, funciona com água e gasta menos energia

Por Eco Guia

Imagine um equipamento portátil, ecologicamente correto, que não exija custos de instalação e que possa ser alimentado com água. Apesar de parecer algo puramente imaginário, uma startup russa está tornando isso realidade com o Evapolar.

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O produto nasceu de um projeto de crowdfunding e já arrecadou US$ 382 mil em investimentos pelo site da campanha de financiamento de coletivo. A quantia representa 259% do que a empresa precisava para colocar o plano em prática, segundo informou o site Olhar Digital.

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O Evapolar tem formato de caixa quadrada, pesa 1,6 kg e tem dimensões de 16 cm. O reservatório de água tem capacidade para 710 ml e precisa ser alimentado a cada 6 ou 8 horas. O consumo de energia é de no máximo 10W e o poder de resfriamento é de 500W com temperatura mínima de 17ºC.

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Funciona assim: nanofibras de basalto atuam no processo de evaporação da água, que é resfriada pelo equipamento ligado à tomada. Quando a água do reservatório acaba, o produto opera como um ventilador convencional. Assim, não há o uso de gás freon, tóxico ao meio ambiente.

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A manutenção é simples e feita apenas cerca de uma vez por ano (a cada oito meses) e para isso é preciso substituir o cartucho de evaporação. A duração do componente varia de acordo com o uso do aparelho e a qualidade da água inserida. O produto já vem com um cartucho extra e outros mais podem ser adquiridos diretamente com a empresa por US$ 20.

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O preço do produto oficial para mercado é de US$ 250, mas ele pode ser adquirido por US$ 179 até o final da campanha de financiamento. Há também promoção para a aquisição de duas unidades em que o preço final sai por US$ 289. Há opções mais caras que incluem a personalização do produto em cores diferentes das oferecidas (branca e preta) e opções com pacotes de 10 e 25 unidades.

Para quem quiser apenas colaborar com a campanha é possível doar valores mínimos de US$ 5. Os valores já incluem o frete de envio para o mundo inteiro. Não há informações sobre outras cobranças referentes à taxas e tributos de importação.

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Potência vs praticidade

Na análise com outros tipos de ar-condicionado, é possível perceber que a potência do produto é menor do que modelos convencionais. O portátil da Comfee MPS-09CRV, por exemplo, tem 9.000 BTUs e potência de até 970W, quase o dobro do que os 500W do Evapolar. Já o modelo Split VE07F, da Electrolux, com 7.000 BTUs, oferece apenas 637W.

Se nos critérios de potência o Evapolar não bate a concorrência tradicional, nas características de praticidade e gastos, a briga com a nova tecnologia chega a ser desleal. Não há custos de instalação, o consumo de energia elétrica é menor e o produto pode ser levado para qualquer lugar já que cabe até mesmo em uma mochila.

O vídeo abaixo demonstra como funciona o produto:

(Via Eco Guia)

Todas as paredes podem ser vivas com o concreto verde

Por Julio Lamas

Além de serem sinais de sofisticação e consciência ambiental, atualmente telhados verdes e jardins verticais são alvos de políticas públicas e subsídios nas grandes cidades globais. É o caso em São Paulo, Nova York e Paris, onde já há lei que obriga os prédios comerciais a instalarem essas estruturas, além de placas solares, como parte do esforço para uma transição energética sustentável. As vantagens nisso são mais que estéticas e vão desde a mitigação da poluição atmosférica até a redução do consumo de energia com ar condicionado por conta do resfriamento natural das edificações. Um telhado verde, por exemplo, pode diminuir a temperatura interna de um projeto em até 30%.

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O futuro em certa medida é otimista e a tendência é que a natureza seja cada vez mais incorporada ou introduzida nas skylines. Mas o que está sendo desenvolvido hoje na vanguarda da arquitetura e da engenharia civil é ainda mais promissor. Grupos multidisciplinares de pesquisa na Espanha e na Inglaterra estão numa corrida para lançar materiais de construção biorreceptivos, que, graças à sua composição física, são capazes de receber e estimular o crescimento de musgos, microalgas e fungos liquenizados em seus interiores, tornando qualquer estrutura em um jardim vertical.

“O que acontece normalmente é que as pessoas gastam muito dinheiro com soluções anti-musgo e afins, pois relacionam o seu surgimento com sujeira e decadência. Mas o contrário é mais interessante, quando, na verdade, poderiam abraçar essas espécies insurgentes no concreto como uma pintura ecológica ou adorno natural. Nossa ideia é aproveitar e integrar a função desses seres vivos como filtros naturais do CO2 e controladores térmicos nas construções urbanas”, conta Ignácio Segura Pérez, chefe de pesquisa do Grupo de Tecnologia Estrutural da Universidade Politécnica da Catalunha. Desde 2010, ele e sua equipe trabalham na criação de painéis de “concreto verde”.

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Os pesquisadores estão utilizando a combinação de dois tipos de materiais conhecidos na construção civil para obter no concreto verde as propriedades necessárias de pH, porosidade e rugosidade que facilitam o crescimento das espécies. O primeiro é um concreto composto de fosfato de magnésio, o MPC, geralmente usado em reparos estruturais dos prédios por secar rapidamente. O segundo, por sua vez, é o concreto tradicional de cimento Portland, com o diferencial de ser tratado com dióxido de carbono (CO2) em um ambiente controlado com 65% de umidade relativa do ar. “Essa composição é feita para deixar o concreto verde menos ácido, o que acelera o crescimento dos musgos, líquens e fungos. Feito isso, nós aplicamos o material nos painéis, que possuem três camadas específicas para suportar o sistema vegetativo. A primeira é impermeável para impedir a entrada de umidade no material estrutural. A segunda capta água para criar um ambiente apropriado para a colonização das plantas e fungos, enquanto a terceira faz a impermeabilização inversa, ou seja, evita que a água escape para nutrir esse pequeno habitat dentro do material”, explica Ignacio.

Segundo o pesquisador, o apelo da nova tecnologia vai além da sustentabilidade, a intenção é permitir que arquitetos, designers e artistas plásticos possam personalizar suas construções, novas e antigas, com padrões ecológicos que podem variar conforme o clima, a época do ano e os tipos de organismo e vegetação desejados. “Isso vai estimular a adoção por paisagistas e arquitetos, criando novos conceitos de jardins verticais. Já mandamos amostras do material para diversas universidades e pesquisadores, inclusive no Brasil, para ser testado com espécies locais de plantas e fungos. O próximo passo é lançar o concreto verde comercialmente, o que não deve passar de 2016”, comenta o pesquisador. Em 2015, o projeto foi premiado no Beyond Building Barcelona-Construmat, que reconhece tecnologias inovadoras em construção.

Com o mesmo propósito dos catalães, o BiotA Lab, um laboratório de pesquisa em arquitetura, engenharia e microbiologia da London College University, está trabalhando no conceito de materiais biorreceptivos. “Jardins verticais e paredes vivas precisam de sistemas mecânicos de irrigação e manutenção, que tornam sua instalação inacessível para a maioria das pessoas. Nossa ideia é que a própria natureza cuide do sistema fotossintético sem a necessidade de interferência”, afirma Richard Beckett, um dos diretores do projeto. “Há um potencial gigantesco para aplicações e ganho de escala neste momento. A proposta, além de ser mais barata a longo prazo, é uma resposta para a demanda crescente nas cidades por mais verde e qualidade de vida no contexto do combate à poluição e às mudanças climáticas”, ressalta ele.

Biota Lab está trabalhando com “concreto verde” semelhante ao espanhol, mas a composição utilizada varia para receber diferentes espécies, que crescem dentro de desenhos geométricos pré-determinados (foto abaixo) e tornam as futuras fachadas e paredes mais bonitas e biodiversas. “Esse aspecto certamente torna mais complexa a nossa pesquisa. Como controlar musgos e fungos que crescem de maneira caótica? Queremos que os arquitetos e também as pessoas parem de ver essas espécies como elementos de prédios mal cuidados ou abandonados”, comenta ele, que compara o concreto verde com a casca dos troncos das árvores. “A casca é mais que uma proteção, é um hospedeiro. Ela permite que outras espécies cresçam e se integrem a ela. Qualquer parede pode se tornar um potencial receptáculo da natureza com essa tecnologia, uma casca protetora”, diz Beckett.

(Via Conexão Planeta)