Cobertura de supermercado em Goiânia ganha maior usina solar urbana do Brasil

Por Ciclo Vivo

Com mais de 2.800 placas, a planta fotovoltaica foi instalada sobre a cobertura da loja Assaí Atacadista na cidade.

A cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás, recebe, a maior usina de energia solar em região urbana do País. A GreenYellow, desenvolvedora e parceira do projeto, instalou mais de 2.800 placas em uma área de aproximadamente 8 mil m², que gerarão, em um ano, aproximadamente 1.500 MWh. A usina será responsável pela geração de 40% do consumo de energia elétrica da loja, o equivalente ao que é consumido pelo sistema de ar-condicionado e iluminação de toda a unidade.

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A planta fotovoltaica é alugada em longo prazo pela GreenYellow ao Assaí, garantindo redução na conta de energia. “Com este empreendimento, o Assaí se beneficiará de uma energia limpa e segura durante 25 anos, usufruindo de um desconto mensal real na conta de energia por meio de um aluguel fixo”, explica Pierre-Yves Mourgue, Diretor-presidente da GreenYellow. “Importamos os equipamentos da China, Itália e Alemanha e em menos de 60 dias conseguimos instalar a maior usina do Brasil em regiões urbanas”, conta. Para a instalação de usinas como esta, são levados em consideração fatores como tarifas das concessionárias de energia elétrica locais e irradiação solar – neste caso, os dados são analisados em um período histórico de aproximadamente 20 anos, para que seja identificado um padrão da intensidade de raios solares que justifique a instalação de uma planta nesses moldes.

O Assaí também já vem implementando em suas novas lojas um método construtivo que leva em consideração ganhos para o meio ambiente, visando aprimorar sua eficiência energética, e a instalação da planta fotovoltaica enfatiza essa vertente da rede. “A partir dessa instalação, o Assaí avança na geração fotovoltaica em grande escala, com o objetivo de contribuir para uma operação cada vez mais sustentável”, analisa Belmiro Gomes, Presidente do Assaí Atacadista. “A nossa ideia é que, com a expertise da GreenYellow, este projeto se estenda para outras lojas da rede, acompanhando nosso projeto de expansão no Brasil. Nossa expectativa é que todas as lojas orgânicas a serem construídas este ano tenham o projeto da usina instalado – ou o suporte para tal. Queremos criar o conceito de ‘atacado do futuro’, com uma operação cada vez mais sustentável, além, claro, de manter a característica principal de ser um modelo de operação de baixo custo e com preços competitivos”, comenta.

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Ao longo de 25 anos de operação, a loja evitará a emissão de quase 3 mil toneladas de CO2, o equivalente a quase 18 mil árvores plantadas e uma economia de R$ 2,6 milhões. Com a energia gerada pela usina instalada na loja de Goiânia em um ano, é possível carregar 359 mil celulares, durante um ano; suprir o consumo de energia de 757 residências em um ano; manter 5.300 televisões ligadas por cinco horas todos os dias do ano ou suprir o consumo de todas as linhas do Metrô de São Paulo por um dia.

Esta é a segunda usina instalada em uma loja do Assaí – a primeira foi inaugurada em janeiro deste ano, na unidade da rede em Várzea Grande, no Estado do Mato Grosso, com uma área de aproximadamente 2 mil m² no telhado do estacionamento e uma potência instalada das 1.140 placas e de mais de 300 kWp, que produz entre 11% e 15% do consumo total de energia desta loja. A GreenYellow também instalou um projeto piloto em uma loja do Minuto Pão de Açúcar (formato de loja de vizinhança do GPA), em Campinas, no interior de São Paulo, em uma área de aproximadamente 53 m² no telhado da loja e uma potência instalada de 8 kWp. Ao longo de 25 anos de operação a loja evitará a emissão 21 ton de CO2, o equivalente a 295 árvores que teriam sido plantadas.

(Via Ciclo Vivo)

Brasil tem maior diversidade de árvores do planeta, diz estudo inédito

Por Mark Kinver

O Brasil é o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, aponta um levantamento inédito. Há 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Digitalização de dados permitiu fazer levantamento inédito de espécies
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Publicado no periódico Journal of Sustainable Forestry, o estudo foi realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.

A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

Ameaça

A pesquisa mostrou que mais da metade das espécies (58%) são encontradas em apenas um país, ou seja, há países que abrigam com exclusividade, certas espécies – podem ser centenas ou milhares -, o que indica que estão vulneráveis ao desmatamento gerado por atividade humana e pelo impacto de eventos climáticos extremos.

Trezentas espécies foram consideradas seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza.

Também foi identificado que, com exceção dos polos, onde não há árvores, a região próxima do Ártico na América do Norte tem o menor número de espécies, com menos de 1,4 mil.

Trezentas espécies estão seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza
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O secretário-geral da BGCI, Paul Smit, disse que não era possível estimar com precisão o número de árvores existentes no mundo até agora porque os dados acabam de ser digitalizados.

“Estamos em uma posição privilegiada, porque temos 500 instituições botânicas entre nossos membros, e muitos dos dados não estão disponíveis ao público”, afirma.

“A digitalização destes dados é o auge de séculos de trabalho.”

Uma parte importante do estudo foi estabelecer referências e coordenadas geográficas para as espécies de árvores, o que permite a conservacionistas localizá-las, explica Smith.

Pesquisa mostrou que mais da metade das espécies de árvores são encontradas em um único país
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“Obter informações sobre a localização dessas espécies, como os países em que elas existem, é chave para sua conservação”, diz o especialista.

“Isso é muito útil para determinar quais devemos priorizar em nossas ações e quais demandam avaliações sobre a situação em que se encontram.”

Conservação

Entre as espécies em extinção identificadas pela BGCI está a Karoma gigas, nativa em uma região remota da Tanzânia. No fim de 2016, uma equipe de cientistas encontrou apenas um único conjunto formado por seis exemplares.

Base de dados será fundamental para conservar espécies, diz especialista
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Eles recrutaram habitantes da área para proteger essas árvores e monitorá-las para que sejam alertados caso produzam sementes. Assim, as sementes poderão serão levadas para jardins botânicos da Tanzânia, o que abre caminho para sejam reintroduzidas na natureza depois.

A BGCI diz esperar que o número de árvores da lista cresça, já que cerca de 2 mil novas plantas são descritas todos os anos.

GlobalTreeSearch, uma base de dados online criada a partir do levantamento, será atualizada toda vez que uma nova espécie for descoberta.

(Via BBC Brasil)

Goiás quer se tornar referência na geração de energia solar

Por Ciclo Vivo 

O programa do Governo irá adotar medidas que incentivem o consumo e a geração de energias limpas e renováveis.

Transformar o Estado em referência nacional no consumo e geração de energia solar. Esse é o objetivo do Programa Goiás Solar, lançado na última quarta-feira (16) pelo governador Marconi Perillo.

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Segundo o governador, a iniciativa inédita no país visa garantir à população goiana melhor qualidade de vida. “Nós aqui em Goiás estamos trabalhando firmemente para buscar essas alternativas que possam garantir uma qualidade de vida melhor às gerações de hoje é às gerações do futuro”, afirmou.

O programa é parte do esforço do Governo para a elaboração de políticas públicas e adoção de medidas que incentivem o consumo e a geração de energias limpas e renováveis, especialmente a solar, valorizando os recursos naturais estratégicos para o crescimento sustentável da economia goiana, o desenvolvimento de novos negócios, a geração de empregos, a preservação ambiental e o incentivo da cadeia produtiva.

Seus pontos estratégicos são às questões de tributação, financiamento, desburocratização, desenvolvimento da cadeia produtiva, educação e comunicação, com foco no alinhamento entre política de estado e municípios. Atende aos interesses dos segmentos públicos, privado, universidade e sociedade com foco em energias de fontes renováveis.

Entre as principais ações do programa estão a criação da linha de crédito FCO SOL, com lançamento programado para o primeiro semestre de 2017, a simplificação do licenciamento ambiental para os empreendimentos de energia solar fotovoltaica e a instalação de placas de geração de energia fotovoltaica em casas de habitação social.

Além dessas ações, o Goiás Solar também buscará articular, com outras instituições financeiras públicas e privadas, o lançamento de linhas de crédito adequadas ao fomento da energia solar fotovoltaica, promoverá a interlocução com as concessionárias para a simplificação e agilidade dos processos de habilitação dos empreendimentos, viabilizará o acesso a suprimento de energia para consumidores em geral, melhorando a qualidade e acesso as linhas de transmissão, a eficiência e a competitividade.

O programa tem ainda um eixo de atuação voltado para a conscientização sobre os benefícios e as qualidades da energia solar fotovoltaica e buscará promover a capacitação e formação de profissionais para atuar em todas as etapas da cadeia produtiva da energia solar fotovoltaica.

Economia anual estimada em R$ 24 milhões

Segundo o diretor da Solbras Sinergia, Rui Ruas, o Governo de Goiás poderá, num futuro próximo, expandir o planejamento da matriz energética solar fotovoltaica para o estado inteiro e atingir todas as empresas goianas. “Trata-se de um programa que permitirá ao Governo Estadual se tornar totalmente autossuficiente em energia solar”, disse. A economia anual para o Governo de Goiás é estimada em R$ 24 milhões a partir do uso da fonte renovável.

Algumas ações do programa já estão em andamento no estado, como principal exemplo a inserção de ICMS para micro e Minigeração de energia solar. O governo ainda trabalha para a aprovação de um Projeto de Lei que sugere a isenção de ICMS para equipamento e insumos prioritários na construção de usinas fotovoltaicas e também ampliou, por meio da Goiás Fomento, a linha de financiamento para empresas de energia solar fotovoltaica de R$ 50 mil para R$ 200 mil.

Com informações do governo de Goiás.

(Via Ciclo Vivo)

Ar-condicionado portátil cabe na mochila, funciona com água e gasta menos energia

Por Eco Guia

Imagine um equipamento portátil, ecologicamente correto, que não exija custos de instalação e que possa ser alimentado com água. Apesar de parecer algo puramente imaginário, uma startup russa está tornando isso realidade com o Evapolar.

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O produto nasceu de um projeto de crowdfunding e já arrecadou US$ 382 mil em investimentos pelo site da campanha de financiamento de coletivo. A quantia representa 259% do que a empresa precisava para colocar o plano em prática, segundo informou o site Olhar Digital.

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O Evapolar tem formato de caixa quadrada, pesa 1,6 kg e tem dimensões de 16 cm. O reservatório de água tem capacidade para 710 ml e precisa ser alimentado a cada 6 ou 8 horas. O consumo de energia é de no máximo 10W e o poder de resfriamento é de 500W com temperatura mínima de 17ºC.

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Funciona assim: nanofibras de basalto atuam no processo de evaporação da água, que é resfriada pelo equipamento ligado à tomada. Quando a água do reservatório acaba, o produto opera como um ventilador convencional. Assim, não há o uso de gás freon, tóxico ao meio ambiente.

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A manutenção é simples e feita apenas cerca de uma vez por ano (a cada oito meses) e para isso é preciso substituir o cartucho de evaporação. A duração do componente varia de acordo com o uso do aparelho e a qualidade da água inserida. O produto já vem com um cartucho extra e outros mais podem ser adquiridos diretamente com a empresa por US$ 20.

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O preço do produto oficial para mercado é de US$ 250, mas ele pode ser adquirido por US$ 179 até o final da campanha de financiamento. Há também promoção para a aquisição de duas unidades em que o preço final sai por US$ 289. Há opções mais caras que incluem a personalização do produto em cores diferentes das oferecidas (branca e preta) e opções com pacotes de 10 e 25 unidades.

Para quem quiser apenas colaborar com a campanha é possível doar valores mínimos de US$ 5. Os valores já incluem o frete de envio para o mundo inteiro. Não há informações sobre outras cobranças referentes à taxas e tributos de importação.

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Potência vs praticidade

Na análise com outros tipos de ar-condicionado, é possível perceber que a potência do produto é menor do que modelos convencionais. O portátil da Comfee MPS-09CRV, por exemplo, tem 9.000 BTUs e potência de até 970W, quase o dobro do que os 500W do Evapolar. Já o modelo Split VE07F, da Electrolux, com 7.000 BTUs, oferece apenas 637W.

Se nos critérios de potência o Evapolar não bate a concorrência tradicional, nas características de praticidade e gastos, a briga com a nova tecnologia chega a ser desleal. Não há custos de instalação, o consumo de energia elétrica é menor e o produto pode ser levado para qualquer lugar já que cabe até mesmo em uma mochila.

O vídeo abaixo demonstra como funciona o produto:

(Via Eco Guia)

Todas as paredes podem ser vivas com o concreto verde

Por Julio Lamas

Além de serem sinais de sofisticação e consciência ambiental, atualmente telhados verdes e jardins verticais são alvos de políticas públicas e subsídios nas grandes cidades globais. É o caso em São Paulo, Nova York e Paris, onde já há lei que obriga os prédios comerciais a instalarem essas estruturas, além de placas solares, como parte do esforço para uma transição energética sustentável. As vantagens nisso são mais que estéticas e vão desde a mitigação da poluição atmosférica até a redução do consumo de energia com ar condicionado por conta do resfriamento natural das edificações. Um telhado verde, por exemplo, pode diminuir a temperatura interna de um projeto em até 30%.

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O futuro em certa medida é otimista e a tendência é que a natureza seja cada vez mais incorporada ou introduzida nas skylines. Mas o que está sendo desenvolvido hoje na vanguarda da arquitetura e da engenharia civil é ainda mais promissor. Grupos multidisciplinares de pesquisa na Espanha e na Inglaterra estão numa corrida para lançar materiais de construção biorreceptivos, que, graças à sua composição física, são capazes de receber e estimular o crescimento de musgos, microalgas e fungos liquenizados em seus interiores, tornando qualquer estrutura em um jardim vertical.

“O que acontece normalmente é que as pessoas gastam muito dinheiro com soluções anti-musgo e afins, pois relacionam o seu surgimento com sujeira e decadência. Mas o contrário é mais interessante, quando, na verdade, poderiam abraçar essas espécies insurgentes no concreto como uma pintura ecológica ou adorno natural. Nossa ideia é aproveitar e integrar a função desses seres vivos como filtros naturais do CO2 e controladores térmicos nas construções urbanas”, conta Ignácio Segura Pérez, chefe de pesquisa do Grupo de Tecnologia Estrutural da Universidade Politécnica da Catalunha. Desde 2010, ele e sua equipe trabalham na criação de painéis de “concreto verde”.

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Os pesquisadores estão utilizando a combinação de dois tipos de materiais conhecidos na construção civil para obter no concreto verde as propriedades necessárias de pH, porosidade e rugosidade que facilitam o crescimento das espécies. O primeiro é um concreto composto de fosfato de magnésio, o MPC, geralmente usado em reparos estruturais dos prédios por secar rapidamente. O segundo, por sua vez, é o concreto tradicional de cimento Portland, com o diferencial de ser tratado com dióxido de carbono (CO2) em um ambiente controlado com 65% de umidade relativa do ar. “Essa composição é feita para deixar o concreto verde menos ácido, o que acelera o crescimento dos musgos, líquens e fungos. Feito isso, nós aplicamos o material nos painéis, que possuem três camadas específicas para suportar o sistema vegetativo. A primeira é impermeável para impedir a entrada de umidade no material estrutural. A segunda capta água para criar um ambiente apropriado para a colonização das plantas e fungos, enquanto a terceira faz a impermeabilização inversa, ou seja, evita que a água escape para nutrir esse pequeno habitat dentro do material”, explica Ignacio.

Segundo o pesquisador, o apelo da nova tecnologia vai além da sustentabilidade, a intenção é permitir que arquitetos, designers e artistas plásticos possam personalizar suas construções, novas e antigas, com padrões ecológicos que podem variar conforme o clima, a época do ano e os tipos de organismo e vegetação desejados. “Isso vai estimular a adoção por paisagistas e arquitetos, criando novos conceitos de jardins verticais. Já mandamos amostras do material para diversas universidades e pesquisadores, inclusive no Brasil, para ser testado com espécies locais de plantas e fungos. O próximo passo é lançar o concreto verde comercialmente, o que não deve passar de 2016”, comenta o pesquisador. Em 2015, o projeto foi premiado no Beyond Building Barcelona-Construmat, que reconhece tecnologias inovadoras em construção.

Com o mesmo propósito dos catalães, o BiotA Lab, um laboratório de pesquisa em arquitetura, engenharia e microbiologia da London College University, está trabalhando no conceito de materiais biorreceptivos. “Jardins verticais e paredes vivas precisam de sistemas mecânicos de irrigação e manutenção, que tornam sua instalação inacessível para a maioria das pessoas. Nossa ideia é que a própria natureza cuide do sistema fotossintético sem a necessidade de interferência”, afirma Richard Beckett, um dos diretores do projeto. “Há um potencial gigantesco para aplicações e ganho de escala neste momento. A proposta, além de ser mais barata a longo prazo, é uma resposta para a demanda crescente nas cidades por mais verde e qualidade de vida no contexto do combate à poluição e às mudanças climáticas”, ressalta ele.

Biota Lab está trabalhando com “concreto verde” semelhante ao espanhol, mas a composição utilizada varia para receber diferentes espécies, que crescem dentro de desenhos geométricos pré-determinados (foto abaixo) e tornam as futuras fachadas e paredes mais bonitas e biodiversas. “Esse aspecto certamente torna mais complexa a nossa pesquisa. Como controlar musgos e fungos que crescem de maneira caótica? Queremos que os arquitetos e também as pessoas parem de ver essas espécies como elementos de prédios mal cuidados ou abandonados”, comenta ele, que compara o concreto verde com a casca dos troncos das árvores. “A casca é mais que uma proteção, é um hospedeiro. Ela permite que outras espécies cresçam e se integrem a ela. Qualquer parede pode se tornar um potencial receptáculo da natureza com essa tecnologia, uma casca protetora”, diz Beckett.

(Via Conexão Planeta)

Horta em área abandonada de Detroit produz alimentos para 2 mil famílias

Por Ciclo Vivo 

Mais de oito mil voluntários estiveram envolvidos com os trabalhos, direta ou indiretamente.

Uma grande horta urbana foi a solução ideal para recuperar um bairro abandonado na cidade norte-americana de Detroit. O projeto teve início há quatro anos, por iniciativa da ONG Michigan Urban Farming Initiative (MUFI) e hoje o cultivo já produz o suficiente para beneficiar gratuitamente mais de duas mil famílias que moram na região.

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O projeto em Detroit abrange hoje uma área de 30 mil metros quadrados, onde os plantios dividem espaço com terrenos vazios, casas ocupadas e prédios abandonados. Segundo a organização, desde que os terrenos abandonados começaram a ser usados no projeto de agricultura urbana muitas coisas mudaram no bairro, principalmente em relação à segurança e valorização dos imóveis.

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“Nos últimos quatro anos, nós plantamos uma horta urbana que fornece alimentos frescos para os nossos moradores em um cultivo diversificado, que ajudou a sustentar o bairro e atraiu novos residentes e investimentos na área”, explicou Tyson Gersh, presidente da MUFI, em informativo oficial.

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O complexo conta com mais de 200 árvores frutíferas, verduras e legumes diversos, um jardim sensorial para as crianças e muito mais. Conforme o levantamento da organização, são mais de 300 variedades de vegetais. Desde o início do projeto, a colheita já rendeu mais de 22 mil quilos de alimentos, todos distribuídos gratuitamente à comunidade.

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Um levantamento da MUFI mostrou que o trabalho só foi bem-sucedido graças aos esforços da própria população. Mais de oito mil voluntários estiveram envolvidos com os trabalhos, direta ou indiretamente, somando mais de 80 mil horas de trabalho, que seria o equivalente a um investimento de US$ 4 milhões, apenas em mão de obra.

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Para tornar o complexo ainda melhor, a organização começou uma nova fase do programa, que conta com o apoio da iniciativa privada. Através da participação de grandes empresas que atuam na região, o complexo de agricultura urbana de Detroit está prestes a ganhar um centro de estudos e cultura, que deve ser construído em um antigo prédio abandonado e adquirido por uma das empresas parceiras. O centro contará também com café e restaurante, que comercializarão produtos feitos a partir das colheitas da própria comunidade.

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No mundo, no Brasil e em Goiânia

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Semana Lixo Zero chega à capital goiana para conscientizar empresas sobre suas produções de lixo

Goiânia será palco da Semana Lixo Zero, que acontece entre 25 a 30 de outubro, na Central de Decorados CMO Construtora e outros locais. O encontro, que tem organização da Anna Barros Eventos, tem cunho sustentável e terá diversas atividades, palestras e oficinas.

A empresária Anna Barros

Semana

O evento, que tem por objetivo conscientizar, acontece em diversas cidades do Brasil, entre elas Goiânia. Sua última edição, ocorrida em 2014, abrangeu 2 países, 4 estados e 11 cidades participantes, com mais de 400 eventos. Houve participação de mais de 22 mil pessoas em fóruns, congressos, conferências e cursos, que estudaram a viabilidade de um mundo mais sustentável.

Organização

De acordo com o site do evento, o Instituto Lixo Zero Brasil é uma organização civil sem fins lucrativos que faz parte do Zero Waste International Alliance. Ele foi fundado em 2010 e possui sede em Florianópolis (SC).

O objetivo da instituição é espalhar pelo Brasil e mundo o conceito de lixo zero, além de realizar programas de conscientização nas empresas, com foco na importância da certificação, reestruturação e controle sobre o lixo que elas produzem.

Goiânia Divulgação

Confira a programação de Goiânia

25/10 às 19:00 – Espaço CMO

Abertura da Semana Lixo Zero Goiânia
Premiação de Escola Sustentável
Ciclo Palestras

28/10 – Espaço CMO

14:00 ás 15:00 – Ciclo de Palestras Direito Ambiental para Empresas
Dr. Juliano Barros de Araújo – Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás
15:00 ás 15:30 – Coffee break e visita ao decorado
Corretor CMO
15:30 ás 16:30 – Resíduo Zero e Rede de Multiplicadores
Giovane Toledo – Consultor Ambiental

29/10 – Feira Ambiental

Atividades simultâneas, com palestras, exposições e feira de trocas.
08:00 ás 12:00 – Sacolão Sustentável (Mostra)
Professora Nilva
14:00 ás 15:00 – Palestra – 7 passos para residência resíduo zero
Raquel Pires – Biologa
15:00 ás 15:30 – Palestra – Defesa Civil e os resíduos sólidos
Cidicley Santana
16:00 ás 17:30 – Caminhos da sustentabilidade para melhoria da qualidade de vida no ambiente urbano.
Dr. Dayan – Casa de João de Barro

Semana Lixo Zero

Onde: Central de Decorados CMO Construtora (Rua T-53, nº 1.771, Setor Bueno, Goiânia)
Quando: De 25 a 30 de outubro
Informações: (62) 3941-5774

 

Cientistas suecos inventam madeira transparente que pode substituir vidro

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Por Claudia Wallin.

Pesquisadores suecos acabam de criar a madeira transparente, que poderá substituir o vidro na fabricação de estruturas como janelas e fachadas – e principalmente reduzir de forma significativa os custos de produção de painéis solares. Dentro de alguns anos, será possível até transformar as próprias janelas e paredes de casas e edifícios em painéis solares.

É a versão futurista da madeira, um dos melhores e mais baratos materiais de construção do mundo.

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O novo material foi desenvolvido pelo Real Instituto de Tecnologia sueco (Kungliga Tekniska Högskolan – KTH), com sede na capital sueca.

“A madeira transparente é um excelente material para substituir o vidro na confecção de painés solares, uma vez que ela é produzida a partir de um recurso barato, abundante e renovável”, disse à BBC Brasil o pesquisador Lars Berglund, chefe do Centro Wallenberg de Ciências da Madeira no KTH.

“Trata-se portanto de um material particularmente importante para reduzir os custos de implantação de painés solares em superfícies extensas, o que pode beneficiar regiões com boas condições climáticas para o uso da energia solar, como o Brasil”, acrescenta ele.

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Para criar a madeira transparente, os pesquisadores suecos desenvolveram um processo químico de remoção da lignina, um componente natural da parede celular da madeira.

“Quando a lignina é removida, a madeira se torna branca. A superfície porosa branca é então revestida com um polímero transparente com propriedades óticas”, explica Lars Berglund.

O efeito de transparência é obtido através de tecnologias de manipulação em nanoescala, ou seja, em escala atômica e molecular.

O resultado é uma lâmina de madeira natural, mas visualmente transparente.

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A descoberta sueca foi publicada na revista científica da Sociedade Americana de Química (American Chemical Society), a Biomacromolecules.

Embora a madeira transparente já tenha sido desenvolvida anteriormente em escala microscópica, para fins de estudo da anatomia da madeira, a pesquisa sueca desenvolveu pela primeira vez um método para a utilização do material em escala comercial.

Na pesquisa sueca, a madeira transparente foi fabricada a partir da madeira do pinheiro e do pau de balsa.

“Mas qualquer tipo de árvore pode ser usada, e já planejamos trabalhar com diferentes tipos de madeira”, diz Berglund.

A madeira é de longe o material mais usado em diferentes tipos de construção, observa o pesquisador. Além de ser um recurso renovável, também oferece excelentes propriedades mecânicas, como a resistência, a baixa densidade – que conferere leveza ao material – e a baixa condutividade térmica, que proporciona bom isolamento diante de mudanças extremas de temperatura.

Com a nova madeira transparente, espera-se reduzir significativamente os custos energéticos. O estudo sueco destaca que o uso de energia em casas e edifícios, que inclui luz elétrica, condicionadores de ar e aquecimento de água, representa aproximadamente entre 30 e 40% do consumo total de energia.

“É portanto de grande importância reduzir o consumo de energia no setor de construção. Neste contexto, a energia solar é bastante atraente, uma vez que é uma energia limpa, gratuita e inesgotável”, diz o estudo.

Entre as aplicações futuras da madeira transparente, o pesquisador sueco destaca que será possível construir janelas, paredes e fachadas de casas que sejam, ao mesmo tempo, painés solares.

“Para isto, precisaremos desenvolver nossas pesquisas a fim de aprimorar a técnica e o grau de transparência da madeira necessários para tal”, diz Berglund.

Em lugares de clima frio, o uso da madeira transparente nas construções também permitirá que a energia solar seja aproveitada para o aquecimento das casas – no mesmo princípio das estufas de plantas -, reduzindo assim o consumo de energia.

Painés de madeira transparente poderão ser usados ainda na confecção de janelas e fachadas de casas semitransparentes, com o propósito de trocar a luz artificial pela luz natural e ao mesmo tempo manter a privacidade dos ambientes.

“Mas é possível construir janelas inteiramente transparentes com o novo material”, diz Berglund.

O próximo passo dos pesquisadores do KTH será desenvolver o grau de transparência da madeira, e aperfeiçoar o processo de produção do novo material. Lars Berglund calcula que a fabricação da madeira transparente em escala comercial poderá ser iniciada dentro dos próximos anos:

“Já demonstramos que é possível fabricar a madeira transparente, em escala laboratorial. Agora, serão necessários investimentos para iniciar a produção comercial do novo material. E também desenvolver a técnica para que, nos próximos anos, também possamos transformar as próprias janelas e paredes das casas em painés solares.”

Energia Solar: saiba o que é e como funciona

Portal da EnergiaBanner 09 - Avai Correa

Em tempos de alto consumo de energia elétrica e forte agressão ao meio ambiente devido ao uso de combustíveis fósseis, muito tem se falado na utilização de energias renováveis para poupar o planeta e, ainda, melhorar a economia. Uma delas é a energia solar – fonte renovável e limpa, que não emite poluentes e, consequentemente, não agride o meio ambiente e a saúde das pessoas.

Poucos sabem, mas a energia absorvida do Sol em um ano equivale a 20 vezes a absorvida por energias não renováveis. Mesmo assim, o armazenamento de combustíveis fósseis para produção de energia ainda é o mais empregado em todo o mundo.

Uma forma de captação da energia solar são os painéis solares, que estão se tornando conhecidos pela população em geral e que podem ser grandes aliados na economia de energia e preservação do planeta.

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Tipos de Energia Solar

Existem duas formas de captação da energia solar: a direta (ou fotovoltaica) e a indireta (ou fototérmica). Nestes dois casos, a forma direta – que corresponde aos painéis solares, por exemplo – é a que mais precisa ser difundida, já que a crença é a de que esse método é menos acessível às pessoas comuns em suas residências. Vamos conhecer como funciona cada uma delas:

- Energia Solar Fotovoltaica: Proporciona a conversão de energia solar em energia elétrica a partir de células fotovoltaicas. Geralmente, essas células são feitas de silício e, ao serem atingidas pela luz solar, são transformadas imediatamente em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos podem ser utilizados em casa, comércios ou indústrias para gerar eletricidade e diminuir a conta de luz.

- Energia Solar Fototérmica: Este tipo de captação de energia solar utiliza a luz do sol para o aquecimento de líquidos ou gases, através de coletores. Comumente, ele é utilizado para aquecer a água em chuveiros ou uso de turbinas. Os painéis solares fototérmicos também são uma boa opção, pois reduzem em até 80% o consumo de energia relativo ao aquecimento da água.

Vantagens da Energia Solar

Como já pudemos perceber, são vários os benefícios do uso da energia solar para o meio ambiente e para a economia de energia elétrica. Veja alguns deles:

- Saudável: Por ser renovável e limpa, a energia solar nunca acaba e não emite poluentes. Isso é essencial para a saúde das pessoas e do planeta.

- Econômica: Além de não ter fim, a energia solar pode ser instalada em residências comuns e os seus equipamentos de captação não necessitam de manutenções freqüentes e, mesmo quando precisam, não exigem alto custo financeiro.

- Acessível: A energia solar pode ser utilizada até mesmo em localidades que não podem ser atendidas por outros tipos de energia. A energia hidrelétrica, que é a mais utilizada no país, não consegue chegar a regiões de difícil acesso ou com grandes dificuldades para instalação de cabos e torres de energia elétrica.

Desvantagens da Energia Solar

Apesar de seus efeitos benéficos para a população e o meio ambiente, a energia absorvida do Sol também tem suas desvantagens, tais como:

- Interrupções à noite ou por chuvas: Em períodos chuvosos ou nublados, a energia solar perde a eficiência e não gera energia. À noite, não há captação de energia e, por isso, é necessário o armazenamento de energia produzida durante o dia em regiões em que os painéis não estejam ligados à rede de passagem de energia.

- Alto custo de instalação de equipamentos: Como falamos antes, a manutenção dos equipamentos de captação da energia solar não é cara. Porém, a compra e instalação destes mesmos equipamentos ainda são consideradas caras no Brasil.

- Rendimento de energia: Os painéis solares ainda apresentam pouco rendimento de energia, se comparados aos combustíveis fósseis. O rendimento equivale a apenas 25%, apesar de estar melhorando com o tempo.

Infográfico

O site Portal da Energia criou um infográfico onde tem várias informações bem interessantes sobre a Energia Solar. Confira abaixo:

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São Paulo terá fazendas orgânicas instaladas nas coberturas de edifícios

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A empresa suíça já possui estufas em funcionamento em diversas cidades europeias e pretende desembarcar no Brasil.

Produzir alimentos frescos em grande quantidade dentro das cidades é um grande desafio. Mas, no que depender da empresa suíça Urban Farmers, esse será um problema do passado. Com uma técnica de cultivo hidropônico orgânico, a companhia pretende transformar as coberturas dos prédios em grandes áreas produtivas. O conceito está muito perto de ser aplicado também em São Paulo.

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O intuito da Urban Farmers, conforme descrito em sua apresentação, é causar uma revolução alimentar. De acordo com a empresa, através das técnicas de produção em larga escala dentro de centros urbanos, seria possível cultivar 20% de toda a demanda mundial nas próprias cidades, onde estão a maior parte dos consumidores.

Além de tornar os telhados espaços úteis, as fazendas urbanas têm a sustentabilidade em todo o seu processo, já que os impactos com transporte são reduzidos, as pessoas têm mais contato com os alimentos que serão consumidos e isso gera maior conscientização e eficiência em toda a agricultura.

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O modelo criado pela Urban Farmers é hidropônico e totalmente livre de agrotóxicos. Para que seja possível criar uma dessas fazendas é necessário ter uma área de, pelo menos, mil metros quadrados. Ali são instaladas estufas com sistemas que mesclam o plantio com tanques de peixes. Assim, os legumes, frutas e ervas são cultivados na água e abaixo deles estão os peixes. Um sistema de tubos carrega a água com resíduos dos peixes para que o material orgânico seja usado como nutriente extra no cultivo dos alimentos. Ao fim desse processo, a água passa por um filtro e é aproveitada novamente. Tanto os vegetais, como os peixes são destinados ao consumo humano, evitando qualquer tipo de desperdício.

A empresa suíça já possui estufas em funcionamento em diversas cidades europeias e pretende desembarcar também no Brasil. São Paulo deve ser a primeira cidade brasileira a receber este modelo de produção. Os locais que receberão as estufas ainda não foram informados, mas o engenheiro Daniel Pacheco, a relações públicas Talita Marinho e a administradora Alexa Gaspar são os responsáveis por sondarem quais prédios podem abrigar adequadamente este sistema e a negociar o modelo de negócios com empresas paulistanas. A expectativa é de que a primeira instalação seja finalizada já neste ano.

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