Menos 82% de animais selvagens, 47% de ecossistemas e 25% das espécies podem extinguir-se. É este o estado do Planeta

Por Ana Luísa Bernardino

O planeta está em perigo e a culpa é do Homem. Os números assustadores são resultado de um estudo das Nações Unidas.

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Este é o maior estudo alguma vez realizado sobre o estado de saúde do Planeta e os resultados são aterradores. As conclusões do Global Assessment Report das Nações Unidas apontam mesmo para o perigo da continuação da sociedade humana devido ao declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte de vida na Terra. Segundo o relatório, feito por alguns dos mais importantes cientistas do mundo, a natureza está a ser destruída a uma velocidade que é centenas de vezes maior à média dos últimos 10 milhões de anos.

Vamos à primeira leva de números assustadores. Segundo os resultados da investigação que envolveu mais de 450 cientistas e diplomatas, a biomassa de mamíferos selvagens caiu em 82%, os ecossistemas naturais perderam metade da sua área (47%) e um milhão de espécies estão em risco de extinção (25%). Duas em cada cinco espécies de anfíbios estão em risco de desaparecer, um terço dos corais formados em recife também. Há animais marinhos a diminuírem para um terço e estima-se que 10% dos insetos, fundamentais para a polonização das plantas, possam estar também sob o risco de extinção.

A causa para a destruição está nas ações do Homem que é também quem sofre as consequências: a produção agrícola está em risco devido à terra degradada; a água doce está a diminuir e há ainda toda a questão das alterações climáticas.

“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e outras espécies dependemos está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a destruir os próprios fundamentos das economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida, em todo o mundo ”, disse Robert Watson, presidente da  Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (Ibpes), ressalvando que não se pode perder mais tempo e que “temos de agir agora.”

Gastamos 60 mil milhões de toneladas de recursos, por ano

O relatório mostra o tamanho da pegada ecológica que deixamos: três quartos de todas as terras do planeta foram transformadas em campos agríolas, cobertos por cimento, transformados em reservatórios de barragens ou alterados de outra forma. Mais: dois terços do mundo marinho são agora zonas de criação de peixe, rotas de navegação, minas submarinas, entre outras coisas. Com tudo isto, a sobrevivência de mais de 500 mil espécies está em risco, uma vez que não há zona suficiente para o seu habitat. No espaço de décadas, sugere o relatório, muitos animais podem vir a desaparecer.

O impacto no Planeta tem vindo a crescer, bem como a disseminação de zonas afetadas pelos humanos. “Estamos a deslocar o nosso impacto ao redor do planeta, de fronteira para fronteira”, disse Eduardo Brondizio, co-presidente do Ibpes, da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. “Mas estamos a ficar sem fronteiras … Se continuarmos os negócios normalmente, vamos assistir a um declínio muito rápido na capacidade da natureza de fornecer o que precisamos e proteger as mudanças climáticas”.

As industrias alimentares são as responsáveis por grande parte da pegada. Além da agricultura e da pesca, é de destacar a da carne: segundo o relatório, é responsável por cerca de 25% do gelo derretido no mundo e por mais de 18% das emissões de gases que criam o efeito de estufa. Há ainda a erosão do solo, uma vez que os pastos de gado têm vindo a substituir florestas e outros ecossistemas recheados de natureza, sem esquecer as doenças da própria terra.

As zonas húmidas, naquilo que se refere aos habitats, representam as maiores perdas: 83% destas áreas foram drenadas, desde o século XVIII, o que afeta substancialmente tanto a qualidade da água, como a vida vida das aves. As florestas, sobretudo nos trópicos, estão a diminuir – só nos primeiros 13 anos do século XXI a área de floresta sem interferência do homem desceu 7%, valor que, segundo o jornal britânico, representa, em território, França e o Reino Unidos juntos. Apesar de a taxa de desmatamento ter diminuído, a realidade é que foram plantações de monoculturas a substituírem a selva e a floresta.

Falta ainda falar dos oceanos. Só 3% das áreas marinhas é que não têm interferência humana, sendo que a pesca se realiza em mais de metade dos oceanos do planeta, o que faz com que um terço das populações dos peixes estejam a ser excessivamente exploradas.

Ainda que as alterações climáticas, a poluição e as espécies invasoras tenham um impacto inferior, a forma como condicionam o planeta está a crescer: mesmo que se trave o aquecimento global na meta estabelecida pelo Tratado de Paris, que apontou para os 1,5 a dois graus Celsius, a diversidade de espécies corre o risco de diminuir drasticamente.

Segundo o relatório, o crescimento populacional do planeta é um dos fatores que mais contribui para este cenário negro. A pegada deixada pelos países desenvolvidos é muito superior à dos países mais pobres.

Desde 1980 que o ser humano extrai 60 mil milhões de toneladas de recursos, todos os anos, o que significa que o valor vai já no dobro e o planeta não tem capacidade para aguentar. Segundo o relatório, mais de 80% das águas residuais são despejadas em lagos e oceanos, sem tratamento, em conjunto com cerca de 300 a 400 milhões de toneladas de metais pesados, lama tóxica e outro tipo de descargas industriais. Relativamente ao plástico, os resíduos deste material aumentaram dez vezes nos últimos 40 anos, o que cria um impacto brutal no mundo dos animais marinhos: afeta 86% das tartarugas marinhas, 44% das aves marinhas e 43% dos mamíferos marinhos. O resultado do escoamento de fertilizantes também é assustador: existem neste momento 400 zonas mortas, numa área que corresponde ao tamanho do Reino Unido.

“Esta é a verificação de saúde planetária mais completa, detalhada e extensiva. A mensagem para levar para casa é que deveríamos ter ido ao médico mais cedo. Estamos em um mau caminho. A sociedade em que gostaríamos que nossos filhos e netos vivessem está em perigo real. Eu não posso exagerar, ”diz, citado pelo “The Guardian“, Andy Purvis, professor do Museu de História Natural de Londres e um dos principais autores do relatório. “Se deixarmos esta trapalhada às próximas gerações, elas não nos vão perdoar.”

Mudança radical em todos os setores

A perda da biodiversidade entrou, pela primeira vez, na agenda dos G8. Estudos, relatórios, conferências estão a ser organizados de forma a que se estabeleça um plano de ação, que inclua metas para que se ponha um travão à tragédia ambiental. O Reino Unido já encomendou a um professor da Universidade de Cambridge, Partha Dasgupta, um estudo sobre o caso económico da natureza. A China vai receber uma conferência fundamental da ONU de forma a que estabeleçam metas globais para a biodiversidade.

“O relatório pinta um quadro bastante preocupante. O perigo é que colocamos o planeta numa posição onde é difícil recuperar ”, disse Cristiana Pașca-Palmer, chefe da principal organização de biodiversidade da ONU. Mas, segundo a mesma, ainda há esperança: “Há muitas coisas positivas a acontecerem. Até agora não tivemos vontade política de agir. Mas a pressão pública é alta. As pessoas estão preocupadas e querem ação. ”

Uma das conclusões do relatório é que as soluções até agora apresentadas são insuficientes. O plano terá de ser reformulando e deverá integrar medidas muito mais radicais, que afetarão todos os principais pilares da sociedade, desde a política, à economia e tecnologia.

Segundo Cristiana, as agendas de política local, nacional e internacional precisam de estar alinhadas e de ter em vista a luta contra a deterioração do planeta. A cooperação entre os setores de comércio, controlo dos níveis de desigualdade, fiscalizações mais assertivas e nova legislação ambiental também terão de ser introduzidos para que se trave este problema mundial. O apoio das comunidades indígenas, habitantes de florestas e pequenos proprietários também são fundamentais, uma vez que os ´”últimos investimentos para a natureza estão em áreas administradas por estes grupos.” Ainda assim, “as pressão começa a ser prejudicial, à medida que diminuem a vida selvagem e o conhecimento para conseguir geri-la.”

Está no limiar de ser impossível, mas ainda há saída. “A situação é complicada e difícil, mas não podemos desistir. O relatório mostra que há uma saída. Acredito que ainda podemos dobrar a curva ”, disse Josef Settele, co-presidente do Ipbes e entomologista do Centro Helmholtz de Investigação Ambiental na Alemanha. “As pessoas não devem entrar em pânico, mas devem fazer uma mudança drástica.”

(via MAGG)

A tecnologia que promete remover CO2 do ar e transformar em pó

Por Matt McGrath

Por meio do uso de químicos, CO2 capturado da atmosfera se transforma em grãos de cálcio e, depois, em combustível sintético que pode ser usado no transporte
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Uma tecnologia que retira dióxido de carbono do ar está recebendo investimento de algumas das maiores empresas de combustível fóssil do mundo.

A Carbon Engineering, de British Columbia, no Canadá, afirma que consegue “capturar” CO2 da atmosfera de maneira eficiente e econômica.

A empresa recebeu US$ 68 milhões em investimentos da Chevron, da Occidental e da gigante de extração mineral BHP.

Mas ambientalistas temem que essa tecnologia seja usada para extrair volumes ainda maiores de petróleo.

Diante das metas internacionais de redução de gases do efeito estufa, várias empresas entraram na corrida por uma tecnologia capaz de reduzir o dióxido de carbono do ar. A empresa suíça Climeworks, por exemplo, já atua capturando CO2 do ar para usar na produção de vegetais.

Já a Carbon Engineering diz que é capaz de capturar gás carbônico do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

O desenvolvimento de tecnologia para a remoção de dióxido de carbono passou a receber apoio da comunidade científica, depois que o último relatório do Painel Internacional de Mudança Climática defendeu a medida como forma de atingir a meta de manter em 1,5 grau Celsius o aumento da temperatura terrestre neste século.

Com os investimentos que recebeu de empresas de extração de óleo e minério, a Carbon Engineering diz que conseguirá construir a estrutura física para abrigar equipamentos de escala industrial voltados à limpeza de CO2 do ar.

Essas plantas de captura de gases poluentes seriam capazes de retirar até um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano.

Como o sistema funciona?

O CO2 é um poderoso gás causador do aquecimento global, mas não há muito dele na atmosfera- para cada milhão de moléculas de ar, há 410 de CO2.

Ao mesmo tempo em que o CO2 ajuda a aumentar a temperatura da Terra, a sua baixa concentração dificulta o desenvolvimento de equipamentos capazes de capturar esse gás.

O processo desenvolvido pela Carbon Engineering envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Processos adicionais de refinamento fazem com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Isso exige combinações químicas complexas?

Sim. As instalações da Carbon Engineering contam com uma espécie de turbina no meio do teto, que captura ar da atmosfera.

Esse ar entra em contato com uma solução química de hidróxido. Alguns hidróxidos reagem com o dióxido de carbono, formando uma solução de carbonato.
Essa mistura é, então, tratada com hidróxido de cálcio para assumir uma forma sólida.

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As partículas de carbonato de cálcio são, então, submetidas a temperaturas de até 900 graus Celsius e se decompõem formando uma corrente de CO2 e óxido de cálcio.
Esse líquido que contém CO2 passa, em seguida, por uma limpeza para remover impurezas da água.

“A chave para esse processo é a concentração do CO2″, diz Jenny McCahill, da Carbon Engineering.

“Podemos armazenar o CO2 em pó ou combiná-lo com hidrogênio para formar hidrocarbonetos ou metanol.”

É mesmo possível fazer combustível líquido com CO2?

Sim. É um processo complexo, mas que pode ser feito.

O CO2 capturado da atmosfera é misturado com hidrogênio. Ele passa, então, por um catalisador a 900 graus Celsius, para formar monóxido de carbono.

Quando é acrescentado mais hidrogênio, o monóxido de carbono se torna gás sintético. Finalmente, esse gás é transformado em combustível sintético bruto. A Carbon Engineering diz que essa substância pode ser usada para mover diferentes tipos de motores, sem ter de passar por modificações.

“O combustível que produzimos não tem enxofre em sua composição. A queima, portanto, é mais limpa que a de combustíveis tradicionais,” diz McCahill.
“Ele pode ser usado por caminhão, carro ou aeronave.”

Por que empresas de combustível fóssil estão investindo nesse processo?

CO2 pode ser usado para extrair os últimos depósitos de óleo em poços que já ultrapassaram o período de alta produtividade.

A indústria de petróleo e gás dos Estados Unidos utiliza essa técnica há décadas.

Equipamento que capta CO2 da atmosfera
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Estima-se que a utilização de CO2 pode resultar numa extração extra de 30% de petróleo, com o benefício adicional de que, nesse processo, o dióxido de carbono fica retido permanentemente no solo.

“A tecnologia da Carbon Engeneering tem a capacidade de capturar e prover volumes elevados de CO2 atmosférico”, diz o vice-presidente da Occidental Petroleum, Richard Jackson, num comunicado.

“Ao garantir a captura e reutilização de CO2 em larga escala, essa tecnologia complementa os negócios da Occidental na extração de petróleo.”

Outro investidor da Carbon Engineering é a BHP, mais conhecida pelas atividades de extração mineral e carvão.

“A realidade é que combustíveis fósseis vão continuar por aí por algumas décadas, seja em processos industriais seja para uso em transportes”, disse Fiona Wild, diretora de mudanças climáticas e sustentabilidade da BHP.

“O que precisamos é investir em tecnologias capazes de reduzir as emissões nesses processos. Por isso estamos focando na captura e armazenamento de dióxido de carbono.”

Como ambientalistas reagiram aos planos da Carbon Engineering?

Alguns ativistas da área ambiental estão otimistas com essa tecnologia de captura de carbono do ar, mas outros temem que ela seja usada para prolongar a era do combustível fóssil.

“É uma grande preocupação”, disse Tzeporah Berman, diretora internacional da ONG Stand, que atua na defesa do meio-ambiente.

“Precisamos trabalhar em conjunto para encontrar uma maneira de abandonar por completo os combustíveis fósseis. (A captura de CO2) Nos traz a falsa esperança de que podemos continuar a produzir e queimar combustíveis fósseis, para depois a tecnologia consertar a situação. Já passamos desse ponto.”

Outros ambientalistas temem que essa tecnologia de captura de CO2 estimule as pessoas a acharem que não precisam mais reduzir suas próprias emissões de carbono.

A queima do combustível sintético fabricado é mais limpa que a de combustíveis tradicionais, diz a Carbon Engineering
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“Acho que há um perigo real de que as pessoas enxerguem essa tecnologia como uma solução mágica e passem a se preocupar menos em cortar suas emissões de carbono”, diz Shakti Ramkumar, estudante da Universidade de British Columbia.

“Temos a responsabilidade moral de reduzir nosso consumo em larga escala. Precisamos refletir profundamente sobre onde e como vivemos nossas vidas.”
Essa tecnologia é a ‘solução mágica’ contra o aquecimento global?

É impossível dizer se a ideia da Carbon Engineering fará grande diferença na luta contra as mudanças climáticas.

A empresa acredita que suas máquinas de captura de CO2 podem se tornar tão comuns quanto as plantas de tratamento de água- prestando um serviço valioso, embora pouco notado pelo público em geral.

CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham; a empresa diz que dinheiro das grandes petroleiras é bem recebido como investimento na nova tecnologia
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Por enquanto, a companhia conseguiu dinheiro suficiente para construir a infraestrutura para sequestrar carbono do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

Mas, será que com esses grandes investimentos da indústria de petróleo, o foco dos esforços em capturar CO2 não será direcionado à produção de mais combustível fóssil em vez de se direcionar ao controle das mudanças climáticas?

A Carbon Engineering diz que governos preocupados em reduzir gases do efeito estufa poderiam investir na tecnologia. Enquanto isso, a companhia diz que aceita de bom grado recursos da indústria energética, já que a procura por essa tecnologia é alta.
Mas, afinal de contas, as descobertas da Carbon Engineering são a “bala de prata” no controle de gases poluentes?

“Eu nunca diria a ninguém que devemos apostar todas as fichas numa mesma opção”, diz o CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham.

“Mas é positivo o fato de que temos a tecnologia pronta, disponível, preparada para ser usada e sem efeitos colaterais químicos.”

(via BBC)

CloudFisher projeto inovador transforma neblina em água em regiões semiáridas

Por Soraia Alves

Aparelho desenvolvido pela startup alemã WaterFoundation basicamente transforma neblina em água potável

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O projeto CloudFisher tem uma proposta bem interessante e inovadora para resolver os problemas com abastecimento de água em regiões semiáridas. O aparelho, desenvolvido pela startup alemã WaterFoundation, basicamente transforma neblina em água potável.

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A ideia teve como ponto de partida estudos sobre uma prática chamada “fog harvesting”, cuja linha de pensamento é: se a neblina condensada e em forma de orvalho pode ser “colhida”, então um aparelho poderia captar essa mesma água antes de ela virar orvalho.

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Parecido com um muro, o coletor de neblina é simples de instalar e manter, não precisando de energia para funcionar. Ele fica posicionado em perpendicular ao vento e capta a água das nuvens de neblina, suportando ventos de até 120 km/h. Quando a neblina condensa, a água é direcionada por canos diretamente para canais de irrigação ou de consumo.

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Mesmo sendo potável, por ser extraída praticamente em um estágio anterior, a água obtida pelo CloudFisher tem menos minerais que o ideal para o consumo humano a longo prazo. Por isso, ela é misturada com “água comum” para ficar com a quantidade correta de minerais.

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O primeiro país a receber os testes do projeto é o Marrocos. O objetivo é implantar 31 CloudFisher em regiões marroquinas semiáridas, num total de 1.700 metros quadrados. Isso daria uma média de 22 litros de água captada por metro quadrado por dia, o que seria o suficiente para beneficiar 13 comunidades da região.

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(via B9)

Brasil terá 1ª usina de geração de energia por meio de esgoto e lixo orgânico (incluindo cocô!)

Por Débora Spitzcovsky

O mérito é todo do Paraná: o Estado será o primeiro do Brasil a colocar em funcionamento uma usina de geração de biogás, que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos (como cocô) em eletricidade para abastecer as casas da região.

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A companhia de geração de energia CS Bioenergiajá possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.

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A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizante para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros. É ou não é um excelente negócio?

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A inspiração vem da Europa (e sobretudo da Alemanha!), onde já existem mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade por meio de resíduos orgânicos. Esta será a primeira usina do tipo no Brasil, mas espera-se que seja só o começo e ela também inspire muitas outras pelo país!

(via The Greennest Post)

Vídeo da NASA mostra como a Floresta Amazônica é fertilizada pelo Deserto do Saara

Por Arthur Oliveira 

Uma grande quantidade de poeira do Saara “viaja” mais de 2.000 km para chegar à Amazônia, o fenômeno é mostrado em um vídeo divulgado recentemente pela National Aeronautics and Space Administration (NASA).

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Os dados que fora coletado entre 2007 e 2013 pela NASA, mostram a relação entre o deserto e a floresta. Apesar de ser um fenômeno já conhecido pelos cientistas há anos, somente agora temos informações mais precisas deste comportamento ambiental.

Como a poeira do deserto do Saara fertiliza a Amazônia 

Estima-se que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessem o Oceano Atlântico para chegar à América. Desse total, cerca de 27,7 milhões de toneladas de poeira precipitam a cada ano na bacia amazônica, sendo 0,08% correspondente ao fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), que é igual a 22.000 toneladas.

Essa quantidade de fósforo, de acordo com o estudo, é suficiente para suprir as necessidades nutricionais que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.

”Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, diz o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu. Confirma o que muitos, mesmo sem base científica, conhecem há muito tempo: “este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

O pó que é rico em nutrientes, vem principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizada no país africano Chade, formada após o maior lago da África ter secado há aproximadamente 1.000 anos.

No entanto, a maior parte da poeira permanece suspensa no ar, enquanto 43 milhões de toneladas viajam para o Mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças à coleta de dados do satélite CALIPSO, NASA, foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Aqui você pode ver uma animação 3D para ver o fenômeno de uma maneira mais didática:
Obs: o vídeo está em inglês.

(via Florestal Brasil)

Reduzir o uso de plástico da família é mais fácil do que se imagina. Veja como

Por Allyson Shaw

Escolher a casquinha de sorvete em vez do copinho é uma dica divertida.

Sua família pode usar canudos, garrafas de água e sacolas de plástico só por alguns minutos, mas esses itens não desaparecem depois que são jogados fora. Itens que são usados apenas uma vez representam mais de 40% do plástico que é descartado, e, a cada ano, 8,8 milhões de toneladas de plástico jogados fora vão para o oceano. Esse lixo prejudica a vida marinha, polui a água e coloca a saúde humana em risco.

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Os números são assustadores, mas você tem uma arma secreta para diminuir o uso de plástico da sua família: seus filhos.

Muitas crianças se importam muito com a vida selvagem – eles certamente não querem ver uma tartaruga marinha morrer sufocada com um canudo de plástico –, e crianças entendem que estão herdando uma Terra em crise. Mas pequenas mudanças na rotina da sua família podem incentivar seus filhos a fazerem uma verdadeira diferença na luta contra o plástico. Comece com as dicas abaixo.

1. Canudos são ruins

A melhor estimativa disponível atualmente é de que os Estados Unidos usem cerca de 500 milhões de canudos de plástico por dia. Ajude seus filhos a trocarem os canudos descartáveis, permitindo que eles comprem um canudo colorido reutilizável. Tenha-o em mãos para quando visitar restaurantes ou fizer lanches na rua.

2. Use a casquinha

Na sorveteria, sempre escolha uma casquinha no lugar de um copo com uma colher de plástico. (Escolha sua casquinha favorita). Vá mais longe, ajudando seus filhos a falar com o gerente da loja sobre utilizar utensílios recicláveis – seus filhos podem ser bonitinhos o bastante para fazer alguém mudar de ideia.

3. Uma sacola de brindes melhor

Com a chegada dos aniversários, repense a sacola de brindes. Alguns dias depois da festa, os ioiôs de plástico e outros brinquedos começam a virar lixo. Trabalhe com seus filhos para escolher brindes ecológicos e que não sejam de plástico, como petiscos feitos em casa ou cupons para uma loja local.

4. Acabe com o embrulho

Itens enviados para sua casa normalmente vêm embalados em plástico e os brinquedos comprados em loja estão cobertos de plástico. Quando seus filhos quiserem algo, ajude-os a pensar em maneiras de evitar o excesso de plástico. Algumas coisas podem ser compradas de segunda mão, outras podem ser divididas ou emprestadas e algumas coisas nem são necessárias.

5. Um lanche mais leve

Uma criança de 8 a 12 anos joga fora em média cerca de 30 quilos de embalagens de lanches por ano. Ao invés de embrulhar o lanche de seus filhos em plástico, use embalagens reutilizáveis feitas de tecido. Crianças podem até fazer e decorar suas próprias lancheiras com um jeans velho. Depois, coloque uma maçã ou uma banana lá dentro, ao invés de um lanche embrulhado em plástico.

6. Não saia boiando

Se estiver planejando uma viagem para a praia, não deixe que as boias, bolas de praia e flamingos infláveis vão embora no mar. Deixe seus filhos encarregados de cuidar desses objetos e verificar se os brinquedos estão todos no carro no fim do dia.

7. Recicle certo
Nem todo o plástico é reciclável, mas alguns itens – como garrafas de bebidas e vasos de plantas – são. Descubra o que o centro de reciclagem local aceita e torne uma prioridade a separação do lixo na sua casa. Você pode até encorajar seus filhos a promoverem a reciclagem de lixo em sua escola.

8. Proíba a garrafa

Deixe que cada um de seus filhos selecione uma garrafa de água reutilizável, depois deixe-os responsável por carregá-la. Procure por outras garrafas em sua casa que possam ser eliminadas. Por exemplo, você pode deixar que cada um de seus filhos escolha seu tipo preferido de sabonete em barra ao invés de comprar uma garrafa de sabonete líquido para a família toda.

9. Compre em grande quantidade

Compre itens como milho de pipoca, cereal e macarrão em grandes quantidades para reduzir a quantidade de embalagens (idealmente, use suas próprias embalagens), depois, pegue sua sacola reutilizável e leve tudo para casa. Trabalhe com seus filhos para escolher e decorar potes reutilizáveis para cada um desses itens e peça que eles distribuam os itens em seus respectivos potes.

10. Patrulha do lixo

Se você tiver um sábado livre, pegue as crianças e junte-se a um grupo de limpeza da vizinhança. Você não só vai embelezar sua vizinhança – você pode ajudar a mudar leis. Grupos que fazem essas limpezas às vezes pesam o lixo, o que ajuda líderes a tomarem decisões sobre leis que encorajam as pessoas a jogarem menos lixo fora. Não tem limpezas no calendário? Seus filhos podem programar a deles.

(via National Geographic)

Abelhas são declaradas os seres vivos mais importantes do mundo

Por Mari Dutra

A ciência já descobriu que as abelhas podem estar viciadas em agrotóxicos. Os pesticidas causam a morte das produtoras de mel e seu desaparecimento pode acabar com a humanidade. Graças a isso, não foi uma grande surpresa quando, há 10 anos, o Royal Geographical Society de Londres declarou as abelhas como seres vivos insubstituíveis.

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O anúncio fez parte de uma competição denominada Earthwatch, cuja final foi entre as abelhas e os plânctons. Durante a apresentação, cientistas apresentavam argumentos para defender cada uma das espécies e as pessoas presentes deveriam votar em qual ser elas consideravam mais importante.

As abelhas foram defendidas pelo Dr. George McGavin. Ele explicou ao público que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. Além disso, muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que tem impacto em cerca de 90% da produção de alimentos no mundo.

(via Hypeness)

Piauí instala a maior usina de energia fotovoltaica da América Latina

Por Piauí Hoje

O Piauí vem se destacando nos últimos anos na atração de empreendimentos voltados à geração de energia renovável, a exemplo das eólicas. Agora, o estado dá mais um importante passo nesse sentido, com a instalação do Parque Solar Nova Olinda, da Enel Green Power Brasil. A usina está localizada no município de Ribeira do Piauí, a 377 quilômetros de Teresina, na microrregião do Alto Médio Canindé.

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No último mês a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Piauí (SEMAR) fez a entrega das Licenças Ambientais de Operação para a usina fotovoltaica e da linha de transmissão de 500 KV da Nova Olinda – São João do Piauí/Ribeira do Piauí, para Alexandre Bittar, especialista ambiental da empresa.

“O Piauí tem o compromisso de buscar a cada dia, o desenvolvimento, com a geração de mais emprego e renda. A Semar fez um esforço para liberar em tempo recorde, em apenas três meses, as licenças de operação, tanto do parque como da linha de transmissão que interliga essa unidade de geração de energia à subestação de São João do Piauí. Entendemos que um empreendimento deste porte é de suma importância para alavancar o nosso desenvolvimento, além de nos colocar em posição de destaque entre os estados geradores de energia renovável. Este é o maior empreendimento de energia fotovoltaica da América latina”, afirma o superintendente de Meio Ambiente da Semar, Carlos Moura Fé.

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A usina é composta pelos subparques 08, 09, 10, 11, 12, 13 e 14, que estão organizados em quatro Sociedades de Propósito Específicos (SPEs) para efeito de regulação: Enel Green Power Nova Olinda B Solar S.A; Enel Green Power Nova Olinda C Solar S.A; Enel Green Power Nova Olinda Sul Solar S.A e Enel Green Power Nova Olinda Norte Solar S.A. Cada SPE constituída é composta por um ou dois subparques do Complexo Solar Fotovoltaico Nova Olinda.

A instalação abrange uma área de 690 hectares, com capacidade instalada total de 290 MW e vai gerar aproximadamente 600 GWh por ano, o suficiente para atender às necessidades anuais de consumo de energia de cerca de 300 mil lares brasileiros, evitando a emissão de aproximadamente 350 mil toneladas de CO2 para a atmosfera.

A Enel ganhou o leilão da energia solar realizado em agosto de 2015. O investimento é da ordem de US$ 300 milhões. O Parque Solar Nova Olinda está em uma área com altos níveis de radiação solar e vai contribuir de forma significativa para atender a crescente demanda de energia do país.

(via Piaui Hoje)

Cidades acessíveis para todos

Por Wikihaus

Quando ouvimos falar em cidades acessíveis, é comum pensar primeiro em pessoas com algum tipo de deficiência. Isso é ótimo, pois geralmente esses são os indivíduos que mais sofrem com ambientes urbanos mal planejados.

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E não estamos falando de pouca gente: segundo dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira tem deficiência auditiva, visual, física ou intelectual. Isso equivale mais ou menos a uma em cada 16 pessoas.

O que vamos propor aqui, no entanto, é ampliar essa visão, pensar em cidades acessíveis para todos. Não se trata de menosprezar a luta de cadeirantes, cegos e outros, mas sim de não deixar ninguém de fora.

Uma pessoa com autismo, por exemplo, pode ter hipersensibilidade a sons, luzes e movimento. Se a cidade onde ele vive tem poluição sonora e visual, trata-se de um ambiente pouco convidativo e, por que não, pouco acessível.

Mas será que o autismo está na lista de deficiências intelectuais? É aqui que queremos chegar: não importa. Para o debate sobre as cidades acessíveis, tanto faz. O que interessa é que a pessoa com autismo tem o direito de viver em uma cidade acolhedora, como qualquer um.

No fim, todo mundo é beneficiado: pessoas com deficiência, idosos, pessoas com mobilidade reduzida, pessoas com estatura reduzida, pedestres em geral e até mesmo motoristas, pode acreditar. Porque a cidade acessível tem mobilidade, melhor sinalização e infraestrutura de trânsito, o que torna o tráfego de veículos muito mais organizado e seguro.

Escadarias como essa são grandes obstáculos para cadeirantes quando não há outra opção.
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O que caracteriza as cidades acessíveis

As cidades acessíveis são aquelas que ajudam — e não dificultam — a locomoção das pessoas. Que estimulam a interação entre a cidade e a população. São mais agradáveis e convidativas, menos opressivas.

Para ajudar na definição, podemos pegar emprestados os critérios do prêmio Access City Award, concedido pela União Europeia às cidades com mais disposição, capacidade e esforços para se tornarem mais acessíveis.

São premiadas as cidades que garantem acesso igual a direitos fundamentais, melhoram a qualidade de vida de sua população e asseguram que todo mundo — independentemente de idade, mobilidade ou capacidade – tenha igual acesso a todos os recursos e prazeres que a cidade tem a oferecer.

Esse tipo de definição, embora seja subjetivo, é mais completo do que normas, que nem sempre dão conta de todas as variáveis que tornam uma cidade realmente acessível. Ainda assim, é claro que as normas são muito importantes.

No Brasil, é a NBR 9050, da ABNT, que trata do tema acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Para sermos um pouco mais objetivos, podemos citar as escadas, passeio público estreito e esburacado, meio-fio sem rampa e portas-giratórias como alguns dos principais obstáculos enfrentados por pessoas com deficiência em ambientes públicos e privados.

As cidades acessíveis, por outro lado, estão repletas de rampas de acesso, elevadores, corredores mais largos, transporte público adaptado, piso tátil, sinalização em braille, avisos sonoros, assentos para pessoas com obesidade e outros recursos que tornam os ambientes mais inclusivos.

O piso tátil é muito importante para ajudar na locomoção das pessoas com deficiência visual.
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Cidades mais acessíveis do Brasil

O Brasil ainda tem muita coisa para melhorar em termos de acessibilidade. Mas por que não focar no impacto positivo do que já foi implantado com sucesso? O site do governo brasileiro já destacou alguns dos principais exemplos, que mostramos a seguir.

São Paulo (SP)

Maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo, São Paulo ganha destaque na lista por conta de atrações como o Memorial da América Latina e o Museu do Futebol, que contam com áudio-guias, totens em braille, maquetes táteis, imagens em relevo, piso tátil e acesso para cadeirantes.

Rio de Janeiro (RJ)

A Cidade Maravilhosa se tornou uma das referências desde que sediou as Paralimpíadas, em 2016. Foram investidos R$ 75 milhões em obras de acessibilidade. Hoje, o turista com deficiência pode acessar sem problemas atrações como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.

Salvador (BA)

A primeira capital brasileira tem muita história, mas soube se adaptar aos tempos modernos. O centro histórico da cidade, patrimônio cultural da humanidade, agora tem guias rebaixadas, rampas e elevadores, recursos que tornam possível transitar pelas famosas escadarias e ladeiras de Salvador.

Foz do Iguaçu (PR)

Com as maravilhosas Cataratas do Iguaçu, Foz reúne multidões de turistas de todos os cantos do mundo e é pioneira no turismo de inclusão no país. É um dos destinos com maior número de pontos turísticos acessíveis.

Uberlândia (MG)

Não são apenas as cidades turísticas que são adaptadas para terem maior acessibilidade. Uberlândia não consta na lista do site do governo brasileiro, mas não poderia ficar de fora por ser talvez a principal referência em acessibilidade no Brasil.

Com 600 mil habitantes, a cidade possui rampas de acesso em todas esquinas, tanto no centro quanto nos bairros, piso tátil por tudo e uma frota com 100% dos ônibus com elevadores para cadeirantes. Qualquer projeto para uma nova rua, prédio ou loteamento só é aprovado se tiver um plano de mobilidade.

Exemplos de cidades acessíveis pelo mundo

Para seguir melhorando nossas cidades, que tal ficar de olho em exemplos legais de outros países?

Chester (Inglaterra)

A cidade britânica de Chester venceu o Access City Award em 2017 e se tornou um grande case para a Europa por ter transformado um centro histórico bastante antigo em um ambiente totalmente acessível. Permite ao viajante não apenas visitar o lugar, mas também conferir cada pequeno detalhe.

Londres (Inglaterra)

Ainda na Inglaterra, Londres sempre foi uma cidade pioneira em sua milenar história. Em 1995, foi aprovada lá uma lei que declara crime a discriminação contra pessoas com necessidades especiais.

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Hoje, mesmo com uma malha ferroviária centenária, a maioria das estações do metrô têm adaptações – e pessoas com deficiência não pagam pelo transporte público.

Liubliana (Eslovênia)

Além de ser uma das cidades mais sustentáveis do planeta, Liubliana possui ônibus modernos, com sinais de aviso sonoro e visual para pessoas com deficiência visual e auditiva. Nos pontos, há painéis em braille.

O principal local turístico da cidade, o Castelo de Liubliana, é adaptado. No centro, é possível se deslocar com os Kavalir, pequenos veículos elétricos que transportam passageiros gratuitamente.

Dubai (Emirados Árabes Unidos)

Como é uma cidade moderna, a maioria dos prédios, restaurantes e atrações de Dubai têm ótima acessibilidade para cadeirantes. Seu sistema de metrô é livre de barreiras para pessoas com mobilidade reduzida e se conecta ao aeroporto.

Aeroporto que, aliás, é um dos melhores do mundo no quesito acessibilidade, com salas de espera acessíveis, triagem acelerada e filas exclusivas para cadeirantes.

Melbourne (Austrália)

O sistema de transporte público de Melbourne é altamente acessível. Além disso, a grande maioria dos pontos turísticos da cidade são desenvolvidos para que todos possam apreciar do mesmo jeito. Na Ilha Phillip, por exemplo, existe um mirante totalmente acessível para cadeirantes.

(via Wikihaus)

Eles criaram uma linha de produtos de limpeza para tornar sua faxina sustentável

Por Redação Hypeness 

Detergente, desinfetante, água sanitária, lava roupas… Manter a higiene doméstica em dia exige trabalho e tem um impacto maior sobre os recursos naturais do planeta do que costumamos imaginar. É por isso que três brasileiros decidiram criar a Positiv.a, que vende produtos de limpeza ecológicos.

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Alex Seibel, Rafael Seibel e Marcella Zambardino se juntaram em 2015 para bolar um clube de assinatura para entregar produtos de limpeza mensalmente na casa dos clientes. Toda a linha é biodegradável, compostável e vegana (livre de testes em animais), mas a ideia não vingou. Eles decidiram começar a vender tudo separadamente, e a Positiv.a passou a fazer sucesso.

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Em entrevista ao Projeto Draft, Alex explica que “o conceito da Positiv.A é transformar o ser humano em uma espécie positiva no planeta por meio de soluções do dia a dia”.

Além dos produtos em si, os sócios se preocupam bastante com as embalagens que os carregam. Eles evitam o uso de plástico e oferecem aos clientes a possibilidade de comprar a embalagem apenas na primeira vez, adquirindo apenas a versão refil nos meses seguintes.

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O carro-chefe da empresa é um limpador multiuso que, garantem, é capaz de substituir dez produtos convencionais, como desengordurante, água sanitária, limpa vidro, lustra móveis, removedor e álcool. “Pode ser usado em qualquer superfície, tira manchas difíceis e tem efeito repelente a inseto”, afirma Marcella.

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As vendas são feitas pela internet e, nas entregas em São Paulo, os produtos são levados por bicicletas ou carros elétricos, em parceria com a Carbono Zero Courier. De acordo com a empresa, a Positiv.a já poupou mais de 1 tonelada de CO2 com suas entregas.

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Gostou da ideia? Acesse o site da Positiv.a para saber mais!

Para inovar e empreender, é preciso ter coragem, ousadia e acreditar na sua própria essência e potencial. Por isso, o Hypeness uniu forças com o programa Shark Tank Brasil, do Canal Sony, para contar histórias e dar dicas inspiradoras de quem conseguiu usar experiência de vida, muito trabalho e criatividade para ter sucesso com um negócio próprio. Para tentar convencer os investidores, que no programa procuram negócios originais e inovadores, os empreendedores precisam se superar e, fora dos estúdios, a realidade não é diferente. Acompanhe estas histórias e inspire-se! 

(via Hypeness)