Brasil terá 1ª usina de geração de energia por meio de esgoto e lixo orgânico (incluindo cocô!)

Por Débora Spitzcovsky

O mérito é todo do Paraná: o Estado será o primeiro do Brasil a colocar em funcionamento uma usina de geração de biogás, que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos (como cocô) em eletricidade para abastecer as casas da região.

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A companhia de geração de energia CS Bioenergiajá possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.

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A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizante para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros. É ou não é um excelente negócio?

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A inspiração vem da Europa (e sobretudo da Alemanha!), onde já existem mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade por meio de resíduos orgânicos. Esta será a primeira usina do tipo no Brasil, mas espera-se que seja só o começo e ela também inspire muitas outras pelo país!

(via The Greennest Post)

Vídeo da NASA mostra como a Floresta Amazônica é fertilizada pelo Deserto do Saara

Por Arthur Oliveira 

Uma grande quantidade de poeira do Saara “viaja” mais de 2.000 km para chegar à Amazônia, o fenômeno é mostrado em um vídeo divulgado recentemente pela National Aeronautics and Space Administration (NASA).

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Os dados que fora coletado entre 2007 e 2013 pela NASA, mostram a relação entre o deserto e a floresta. Apesar de ser um fenômeno já conhecido pelos cientistas há anos, somente agora temos informações mais precisas deste comportamento ambiental.

Como a poeira do deserto do Saara fertiliza a Amazônia 

Estima-se que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessem o Oceano Atlântico para chegar à América. Desse total, cerca de 27,7 milhões de toneladas de poeira precipitam a cada ano na bacia amazônica, sendo 0,08% correspondente ao fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), que é igual a 22.000 toneladas.

Essa quantidade de fósforo, de acordo com o estudo, é suficiente para suprir as necessidades nutricionais que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.

”Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, diz o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu. Confirma o que muitos, mesmo sem base científica, conhecem há muito tempo: “este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

O pó que é rico em nutrientes, vem principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizada no país africano Chade, formada após o maior lago da África ter secado há aproximadamente 1.000 anos.

No entanto, a maior parte da poeira permanece suspensa no ar, enquanto 43 milhões de toneladas viajam para o Mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças à coleta de dados do satélite CALIPSO, NASA, foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Aqui você pode ver uma animação 3D para ver o fenômeno de uma maneira mais didática:
Obs: o vídeo está em inglês.

(via Florestal Brasil)

Reduzir o uso de plástico da família é mais fácil do que se imagina. Veja como

Por Allyson Shaw

Escolher a casquinha de sorvete em vez do copinho é uma dica divertida.

Sua família pode usar canudos, garrafas de água e sacolas de plástico só por alguns minutos, mas esses itens não desaparecem depois que são jogados fora. Itens que são usados apenas uma vez representam mais de 40% do plástico que é descartado, e, a cada ano, 8,8 milhões de toneladas de plástico jogados fora vão para o oceano. Esse lixo prejudica a vida marinha, polui a água e coloca a saúde humana em risco.

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Os números são assustadores, mas você tem uma arma secreta para diminuir o uso de plástico da sua família: seus filhos.

Muitas crianças se importam muito com a vida selvagem – eles certamente não querem ver uma tartaruga marinha morrer sufocada com um canudo de plástico –, e crianças entendem que estão herdando uma Terra em crise. Mas pequenas mudanças na rotina da sua família podem incentivar seus filhos a fazerem uma verdadeira diferença na luta contra o plástico. Comece com as dicas abaixo.

1. Canudos são ruins

A melhor estimativa disponível atualmente é de que os Estados Unidos usem cerca de 500 milhões de canudos de plástico por dia. Ajude seus filhos a trocarem os canudos descartáveis, permitindo que eles comprem um canudo colorido reutilizável. Tenha-o em mãos para quando visitar restaurantes ou fizer lanches na rua.

2. Use a casquinha

Na sorveteria, sempre escolha uma casquinha no lugar de um copo com uma colher de plástico. (Escolha sua casquinha favorita). Vá mais longe, ajudando seus filhos a falar com o gerente da loja sobre utilizar utensílios recicláveis – seus filhos podem ser bonitinhos o bastante para fazer alguém mudar de ideia.

3. Uma sacola de brindes melhor

Com a chegada dos aniversários, repense a sacola de brindes. Alguns dias depois da festa, os ioiôs de plástico e outros brinquedos começam a virar lixo. Trabalhe com seus filhos para escolher brindes ecológicos e que não sejam de plástico, como petiscos feitos em casa ou cupons para uma loja local.

4. Acabe com o embrulho

Itens enviados para sua casa normalmente vêm embalados em plástico e os brinquedos comprados em loja estão cobertos de plástico. Quando seus filhos quiserem algo, ajude-os a pensar em maneiras de evitar o excesso de plástico. Algumas coisas podem ser compradas de segunda mão, outras podem ser divididas ou emprestadas e algumas coisas nem são necessárias.

5. Um lanche mais leve

Uma criança de 8 a 12 anos joga fora em média cerca de 30 quilos de embalagens de lanches por ano. Ao invés de embrulhar o lanche de seus filhos em plástico, use embalagens reutilizáveis feitas de tecido. Crianças podem até fazer e decorar suas próprias lancheiras com um jeans velho. Depois, coloque uma maçã ou uma banana lá dentro, ao invés de um lanche embrulhado em plástico.

6. Não saia boiando

Se estiver planejando uma viagem para a praia, não deixe que as boias, bolas de praia e flamingos infláveis vão embora no mar. Deixe seus filhos encarregados de cuidar desses objetos e verificar se os brinquedos estão todos no carro no fim do dia.

7. Recicle certo
Nem todo o plástico é reciclável, mas alguns itens – como garrafas de bebidas e vasos de plantas – são. Descubra o que o centro de reciclagem local aceita e torne uma prioridade a separação do lixo na sua casa. Você pode até encorajar seus filhos a promoverem a reciclagem de lixo em sua escola.

8. Proíba a garrafa

Deixe que cada um de seus filhos selecione uma garrafa de água reutilizável, depois deixe-os responsável por carregá-la. Procure por outras garrafas em sua casa que possam ser eliminadas. Por exemplo, você pode deixar que cada um de seus filhos escolha seu tipo preferido de sabonete em barra ao invés de comprar uma garrafa de sabonete líquido para a família toda.

9. Compre em grande quantidade

Compre itens como milho de pipoca, cereal e macarrão em grandes quantidades para reduzir a quantidade de embalagens (idealmente, use suas próprias embalagens), depois, pegue sua sacola reutilizável e leve tudo para casa. Trabalhe com seus filhos para escolher e decorar potes reutilizáveis para cada um desses itens e peça que eles distribuam os itens em seus respectivos potes.

10. Patrulha do lixo

Se você tiver um sábado livre, pegue as crianças e junte-se a um grupo de limpeza da vizinhança. Você não só vai embelezar sua vizinhança – você pode ajudar a mudar leis. Grupos que fazem essas limpezas às vezes pesam o lixo, o que ajuda líderes a tomarem decisões sobre leis que encorajam as pessoas a jogarem menos lixo fora. Não tem limpezas no calendário? Seus filhos podem programar a deles.

(via National Geographic)

Abelhas são declaradas os seres vivos mais importantes do mundo

Por Mari Dutra

A ciência já descobriu que as abelhas podem estar viciadas em agrotóxicos. Os pesticidas causam a morte das produtoras de mel e seu desaparecimento pode acabar com a humanidade. Graças a isso, não foi uma grande surpresa quando, há 10 anos, o Royal Geographical Society de Londres declarou as abelhas como seres vivos insubstituíveis.

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O anúncio fez parte de uma competição denominada Earthwatch, cuja final foi entre as abelhas e os plânctons. Durante a apresentação, cientistas apresentavam argumentos para defender cada uma das espécies e as pessoas presentes deveriam votar em qual ser elas consideravam mais importante.

As abelhas foram defendidas pelo Dr. George McGavin. Ele explicou ao público que 250 mil espécies de flores dependem das abelhas para se reproduzir. Além disso, muitas frutas e vegetais também ganham uma ajudinha delas, que tem impacto em cerca de 90% da produção de alimentos no mundo.

(via Hypeness)

Piauí instala a maior usina de energia fotovoltaica da América Latina

Por Piauí Hoje

O Piauí vem se destacando nos últimos anos na atração de empreendimentos voltados à geração de energia renovável, a exemplo das eólicas. Agora, o estado dá mais um importante passo nesse sentido, com a instalação do Parque Solar Nova Olinda, da Enel Green Power Brasil. A usina está localizada no município de Ribeira do Piauí, a 377 quilômetros de Teresina, na microrregião do Alto Médio Canindé.

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No último mês a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Piauí (SEMAR) fez a entrega das Licenças Ambientais de Operação para a usina fotovoltaica e da linha de transmissão de 500 KV da Nova Olinda – São João do Piauí/Ribeira do Piauí, para Alexandre Bittar, especialista ambiental da empresa.

“O Piauí tem o compromisso de buscar a cada dia, o desenvolvimento, com a geração de mais emprego e renda. A Semar fez um esforço para liberar em tempo recorde, em apenas três meses, as licenças de operação, tanto do parque como da linha de transmissão que interliga essa unidade de geração de energia à subestação de São João do Piauí. Entendemos que um empreendimento deste porte é de suma importância para alavancar o nosso desenvolvimento, além de nos colocar em posição de destaque entre os estados geradores de energia renovável. Este é o maior empreendimento de energia fotovoltaica da América latina”, afirma o superintendente de Meio Ambiente da Semar, Carlos Moura Fé.

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A usina é composta pelos subparques 08, 09, 10, 11, 12, 13 e 14, que estão organizados em quatro Sociedades de Propósito Específicos (SPEs) para efeito de regulação: Enel Green Power Nova Olinda B Solar S.A; Enel Green Power Nova Olinda C Solar S.A; Enel Green Power Nova Olinda Sul Solar S.A e Enel Green Power Nova Olinda Norte Solar S.A. Cada SPE constituída é composta por um ou dois subparques do Complexo Solar Fotovoltaico Nova Olinda.

A instalação abrange uma área de 690 hectares, com capacidade instalada total de 290 MW e vai gerar aproximadamente 600 GWh por ano, o suficiente para atender às necessidades anuais de consumo de energia de cerca de 300 mil lares brasileiros, evitando a emissão de aproximadamente 350 mil toneladas de CO2 para a atmosfera.

A Enel ganhou o leilão da energia solar realizado em agosto de 2015. O investimento é da ordem de US$ 300 milhões. O Parque Solar Nova Olinda está em uma área com altos níveis de radiação solar e vai contribuir de forma significativa para atender a crescente demanda de energia do país.

(via Piaui Hoje)

Cidades acessíveis para todos

Por Wikihaus

Quando ouvimos falar em cidades acessíveis, é comum pensar primeiro em pessoas com algum tipo de deficiência. Isso é ótimo, pois geralmente esses são os indivíduos que mais sofrem com ambientes urbanos mal planejados.

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E não estamos falando de pouca gente: segundo dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira tem deficiência auditiva, visual, física ou intelectual. Isso equivale mais ou menos a uma em cada 16 pessoas.

O que vamos propor aqui, no entanto, é ampliar essa visão, pensar em cidades acessíveis para todos. Não se trata de menosprezar a luta de cadeirantes, cegos e outros, mas sim de não deixar ninguém de fora.

Uma pessoa com autismo, por exemplo, pode ter hipersensibilidade a sons, luzes e movimento. Se a cidade onde ele vive tem poluição sonora e visual, trata-se de um ambiente pouco convidativo e, por que não, pouco acessível.

Mas será que o autismo está na lista de deficiências intelectuais? É aqui que queremos chegar: não importa. Para o debate sobre as cidades acessíveis, tanto faz. O que interessa é que a pessoa com autismo tem o direito de viver em uma cidade acolhedora, como qualquer um.

No fim, todo mundo é beneficiado: pessoas com deficiência, idosos, pessoas com mobilidade reduzida, pessoas com estatura reduzida, pedestres em geral e até mesmo motoristas, pode acreditar. Porque a cidade acessível tem mobilidade, melhor sinalização e infraestrutura de trânsito, o que torna o tráfego de veículos muito mais organizado e seguro.

Escadarias como essa são grandes obstáculos para cadeirantes quando não há outra opção.
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O que caracteriza as cidades acessíveis

As cidades acessíveis são aquelas que ajudam — e não dificultam — a locomoção das pessoas. Que estimulam a interação entre a cidade e a população. São mais agradáveis e convidativas, menos opressivas.

Para ajudar na definição, podemos pegar emprestados os critérios do prêmio Access City Award, concedido pela União Europeia às cidades com mais disposição, capacidade e esforços para se tornarem mais acessíveis.

São premiadas as cidades que garantem acesso igual a direitos fundamentais, melhoram a qualidade de vida de sua população e asseguram que todo mundo — independentemente de idade, mobilidade ou capacidade – tenha igual acesso a todos os recursos e prazeres que a cidade tem a oferecer.

Esse tipo de definição, embora seja subjetivo, é mais completo do que normas, que nem sempre dão conta de todas as variáveis que tornam uma cidade realmente acessível. Ainda assim, é claro que as normas são muito importantes.

No Brasil, é a NBR 9050, da ABNT, que trata do tema acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Para sermos um pouco mais objetivos, podemos citar as escadas, passeio público estreito e esburacado, meio-fio sem rampa e portas-giratórias como alguns dos principais obstáculos enfrentados por pessoas com deficiência em ambientes públicos e privados.

As cidades acessíveis, por outro lado, estão repletas de rampas de acesso, elevadores, corredores mais largos, transporte público adaptado, piso tátil, sinalização em braille, avisos sonoros, assentos para pessoas com obesidade e outros recursos que tornam os ambientes mais inclusivos.

O piso tátil é muito importante para ajudar na locomoção das pessoas com deficiência visual.
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Cidades mais acessíveis do Brasil

O Brasil ainda tem muita coisa para melhorar em termos de acessibilidade. Mas por que não focar no impacto positivo do que já foi implantado com sucesso? O site do governo brasileiro já destacou alguns dos principais exemplos, que mostramos a seguir.

São Paulo (SP)

Maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo, São Paulo ganha destaque na lista por conta de atrações como o Memorial da América Latina e o Museu do Futebol, que contam com áudio-guias, totens em braille, maquetes táteis, imagens em relevo, piso tátil e acesso para cadeirantes.

Rio de Janeiro (RJ)

A Cidade Maravilhosa se tornou uma das referências desde que sediou as Paralimpíadas, em 2016. Foram investidos R$ 75 milhões em obras de acessibilidade. Hoje, o turista com deficiência pode acessar sem problemas atrações como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.

Salvador (BA)

A primeira capital brasileira tem muita história, mas soube se adaptar aos tempos modernos. O centro histórico da cidade, patrimônio cultural da humanidade, agora tem guias rebaixadas, rampas e elevadores, recursos que tornam possível transitar pelas famosas escadarias e ladeiras de Salvador.

Foz do Iguaçu (PR)

Com as maravilhosas Cataratas do Iguaçu, Foz reúne multidões de turistas de todos os cantos do mundo e é pioneira no turismo de inclusão no país. É um dos destinos com maior número de pontos turísticos acessíveis.

Uberlândia (MG)

Não são apenas as cidades turísticas que são adaptadas para terem maior acessibilidade. Uberlândia não consta na lista do site do governo brasileiro, mas não poderia ficar de fora por ser talvez a principal referência em acessibilidade no Brasil.

Com 600 mil habitantes, a cidade possui rampas de acesso em todas esquinas, tanto no centro quanto nos bairros, piso tátil por tudo e uma frota com 100% dos ônibus com elevadores para cadeirantes. Qualquer projeto para uma nova rua, prédio ou loteamento só é aprovado se tiver um plano de mobilidade.

Exemplos de cidades acessíveis pelo mundo

Para seguir melhorando nossas cidades, que tal ficar de olho em exemplos legais de outros países?

Chester (Inglaterra)

A cidade britânica de Chester venceu o Access City Award em 2017 e se tornou um grande case para a Europa por ter transformado um centro histórico bastante antigo em um ambiente totalmente acessível. Permite ao viajante não apenas visitar o lugar, mas também conferir cada pequeno detalhe.

Londres (Inglaterra)

Ainda na Inglaterra, Londres sempre foi uma cidade pioneira em sua milenar história. Em 1995, foi aprovada lá uma lei que declara crime a discriminação contra pessoas com necessidades especiais.

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Hoje, mesmo com uma malha ferroviária centenária, a maioria das estações do metrô têm adaptações – e pessoas com deficiência não pagam pelo transporte público.

Liubliana (Eslovênia)

Além de ser uma das cidades mais sustentáveis do planeta, Liubliana possui ônibus modernos, com sinais de aviso sonoro e visual para pessoas com deficiência visual e auditiva. Nos pontos, há painéis em braille.

O principal local turístico da cidade, o Castelo de Liubliana, é adaptado. No centro, é possível se deslocar com os Kavalir, pequenos veículos elétricos que transportam passageiros gratuitamente.

Dubai (Emirados Árabes Unidos)

Como é uma cidade moderna, a maioria dos prédios, restaurantes e atrações de Dubai têm ótima acessibilidade para cadeirantes. Seu sistema de metrô é livre de barreiras para pessoas com mobilidade reduzida e se conecta ao aeroporto.

Aeroporto que, aliás, é um dos melhores do mundo no quesito acessibilidade, com salas de espera acessíveis, triagem acelerada e filas exclusivas para cadeirantes.

Melbourne (Austrália)

O sistema de transporte público de Melbourne é altamente acessível. Além disso, a grande maioria dos pontos turísticos da cidade são desenvolvidos para que todos possam apreciar do mesmo jeito. Na Ilha Phillip, por exemplo, existe um mirante totalmente acessível para cadeirantes.

(via Wikihaus)

Eles criaram uma linha de produtos de limpeza para tornar sua faxina sustentável

Por Redação Hypeness 

Detergente, desinfetante, água sanitária, lava roupas… Manter a higiene doméstica em dia exige trabalho e tem um impacto maior sobre os recursos naturais do planeta do que costumamos imaginar. É por isso que três brasileiros decidiram criar a Positiv.a, que vende produtos de limpeza ecológicos.

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Alex Seibel, Rafael Seibel e Marcella Zambardino se juntaram em 2015 para bolar um clube de assinatura para entregar produtos de limpeza mensalmente na casa dos clientes. Toda a linha é biodegradável, compostável e vegana (livre de testes em animais), mas a ideia não vingou. Eles decidiram começar a vender tudo separadamente, e a Positiv.a passou a fazer sucesso.

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Em entrevista ao Projeto Draft, Alex explica que “o conceito da Positiv.A é transformar o ser humano em uma espécie positiva no planeta por meio de soluções do dia a dia”.

Além dos produtos em si, os sócios se preocupam bastante com as embalagens que os carregam. Eles evitam o uso de plástico e oferecem aos clientes a possibilidade de comprar a embalagem apenas na primeira vez, adquirindo apenas a versão refil nos meses seguintes.

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O carro-chefe da empresa é um limpador multiuso que, garantem, é capaz de substituir dez produtos convencionais, como desengordurante, água sanitária, limpa vidro, lustra móveis, removedor e álcool. “Pode ser usado em qualquer superfície, tira manchas difíceis e tem efeito repelente a inseto”, afirma Marcella.

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As vendas são feitas pela internet e, nas entregas em São Paulo, os produtos são levados por bicicletas ou carros elétricos, em parceria com a Carbono Zero Courier. De acordo com a empresa, a Positiv.a já poupou mais de 1 tonelada de CO2 com suas entregas.

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Gostou da ideia? Acesse o site da Positiv.a para saber mais!

Para inovar e empreender, é preciso ter coragem, ousadia e acreditar na sua própria essência e potencial. Por isso, o Hypeness uniu forças com o programa Shark Tank Brasil, do Canal Sony, para contar histórias e dar dicas inspiradoras de quem conseguiu usar experiência de vida, muito trabalho e criatividade para ter sucesso com um negócio próprio. Para tentar convencer os investidores, que no programa procuram negócios originais e inovadores, os empreendedores precisam se superar e, fora dos estúdios, a realidade não é diferente. Acompanhe estas histórias e inspire-se! 

(via Hypeness)

Por que o ‘cheiro’ da chuva é tão bom?

Por Mary Halton

Não é só alívio, após um longo período de seca, que faz com que o cheiro da chuva seja tão bom. Há também a química envolvida.

Bactérias, plantas e até trovoadas têm influência no aroma de ar limpo e terra molhada que a gente sente após uma tempestade.

Há algo químico na fragrância agradável que sentimos de ar limpo e terra molhada, após a chuva
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Conhecido como como “petrichor”, esse odor tem sido estudado por cientistas e até por fabricantes de perfume.

Fabricantes de perfume tentam replicar o cheiro da chuva em seus produtos
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Terra molhada

O nome “petrichor” foi cunhado por dois pesquisadores australianos em 1960. A palavra vem do grego “petros”, que significa “pedra”, e do termo “ichor”, que quer dizer “o fluido que passa pelas veias dos deuses”.

Essa fragrância que a gente sente quanto a chuva bate no solo é produzida por uma bactéria.

“Micróbios são abundantes no solo”, explica o professor Mark Buttner, diretor do departamento de microbiologia do John Innes Centre, na Inglaterra.

“Quando você diz que sente cheiro de terra molhada, na verdade está sentindo o cheiro de uma molécula sendo criada por um certo tipo de bactéria”, disse ele à BBC News.

O nome ‘petrichor’ foi cunhado por dois pesquisadores australianos em 1960.
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Essa molécula é o “geosmin”, produzido pela bactéria Streptomyces. Presente na maioria dos solos saudáveis, essa bactéria também é usada para produzir alguns tipos de antibióticos.

Quando as gotas de água caem na terra, fazem com que o geosmin seja lançado no ar, tornando-o bem mais abundante do que antes da chuva.

“Vários animais são sensíveis a esse cheiro, mas os seres humanos são extremamente sensíveis a ele”, diz Buttner.

Os pesquisadores Isabem Bear e RG Thomas, que deram o nome de “petrichor” ao cheiro da chuva, descobriram que na década de 1960 ele já era “capturado” para ser vendido como uma essência chamada “matti ka attar”, em Uttar Pradesh, na Índia.

Agora, o geosmin está se tornando mais comum como ingrediente de perfume.

“É uma substância potente. Há algo de bem primitivo nesse cheiro”, afirma a perfumista Marina Barcenilla.

O geosmin é produzido por uma bactéria no solo e lançado no ar quando chove. Essa mesma substância garante o gostinho de ‘terroso’ da beterraba
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“Mesmo quando você o dilui, ainda é possível identificá-lo”, acrescenta.

Mas nós temos uma relação contraditória com o geosmin – ao mesmo tempo em que somos atraídos pelo aroma dele, muitos de nós tem aversão pelo gosto.

Embora não seja tóxico para seres humanos, pequenas quantidades podem fazer com que rejeitemos um copo de água ou de vinho que tenha sido “contaminado” pela substância.

“Não sabemos por que não gostamos de geosmin. Por algum motivo, associamos a algo ruim”, diz o professor Jeppe Lund Nielson, da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

Plantas

De acordo com Nielson, pesquisas sugerem que o geosmin pode estar relacionado ao “terpeno”- fonte do perfume de várias plantas.

E a chuva pode acentuar essas fragrâncias, diz o professor Philip Stevenson, pesquisador-chefe do Royal Botanic Gardens, em Londres.

“Normalmente, as químicas das plantas que têm cheiro bom são produzidas pelos ‘cabelos’ das folhas. As chuvas podem danificar as folhas e, com isso, soltar os componentes dela”, explica.

Chuva pode liberar cheiros ao quebrar e danificar as folhas das plantas
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“A chuva também pode romper materiais secos das plantas, liberando substâncias químicas de forma similar a quando quebramos e esmagamos ervas. Com isso, o cheiro fica mais forte.”

Períodos de seca também podem reduzir o metabolismo das plantas. O retorno das chuvas pode desencadear uma aceleração, fazendo com que as plantas exalem um cheiro agradável.

Raios

As trovoadas também desempenham um papel relevante, ao criar um aroma de ozônio acentuado e limpo, em decorrência das descargas elétricas na atmosfera.

Raios também têm influência no cheiro agradável que sentimos após a chuva
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“Além dos raios, as trovoadas e chuvas ajudam a melhorar a qualidade do ar. A poeira, o aerossol e outras partículas são varridas pela chuva e pelos raios, limpando o ar”, explica a professora Maribeth Stolzenburg da Universidade do Mississippi, nos EUA.

(via BBC)

Amazônia será monitorada com drones a partir de 2019

Por ICMBio 

Durante os próximos meses, órgãos de controle vão testar como o equipamento pode contribuir para a gestão de Unidades de Conservação em todo o país.

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Unidades de Conservação (UCs) brasileiras devem contar, a partir de 2019, com o auxílio de drones na fiscalização e gestão, em especial na Amazônia. Três modelos de veículo aéreo não tripulado serão testados nos próximos meses pelo Instituto Brasileiro de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que vai identificar como os equipamentos podem contribuir para a gestão das UCs. O plano é aprovar uma normativa interna para que os drones possam começar a serem usados oficialmente em 2019.

Atualmente, a suspeita de um acampamento de madeireiros ou garimpeiros, por exemplo, pode exigir até o fretamento de uma aeronave. Mas sobrevoar uma área gera altos custos e ainda alerta os criminosos. Silencioso e discreto, o drone é um apoio tático ideal para operações desse tipo.

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Três equipamentos foram adquiridos para a fase de testes. O ‘asa fixa’, que se assemelha a um pequeno avião, vem acompanhado de duas câmeras multifuncionais, cujos sensores o tornam ideal para atividades de mapeamento. Já as duas unidades do ‘asa rotativa’ vêm com câmera ultra HD e infravermelho. Além do uso tático em operações de fiscalização, eles podem pairar sobre incêndios florestais e enviar informações em tempo real que orientem as equipes no combate ao fogo. Além disso, são úteis no cálculo do volume de madeira de desmatamento – tarefa ainda feita manualmente.

O analista ambiental Rafael Xavier integra a equipe de testes. Crédito: Getúlio Dutra
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Tecnológico

O pacote adquirido para testes também inclui um notebook de alta performance. Ele terá a função de controlar os drones durante os experimentos, processar as imagens obtidas e rodar os simuladores de pilotagem utilizados na capacitação. Finda a fase de testes em Brasília, servidores que atuam em UCs da Amazônia serão convidados para um treinamento intensivo. Com alguns dos aparelhos custando até R$ 50 mil, a capacitação será obrigatória para quem quiser operá-los.

No caso de unidades que não conseguirem treinar seus funcionários, haverá a possibilidade de solicitar missões ao ICMBio, que, por sua vez, enviará pilotos experientes munidos dos equipamentos mais adequados. A área recortada pela BR-163 é prioritária, pelo seu histórico de desmatamento e de conflitos violentos com quadrilhas de madeireiros e garimpeiros. A Reserva Biológica do Cachimbo e o Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, devem ser as primeiras a receber capacitação e testes em campo.

(via CicloVivo)

Casa autossuficiente produz toda comida e energia necessária para seus habitantes

Por Hypeness

Quando se pensa em casas autossustentáveis, muitas vezes pode surgir a ideia de que elas não funcionam bem em cidades grandes. O casal australiano Geoff Carroll e Julie Young quis desafiar esse raciocínio, e se deram muito bem com sua casa em Alexandria, na região metropolitana de Sidney.

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Os dois trabalham em uma empresa que ajuda os clientes a lidar com os desafios da hiperurbanização e das mudanças climáticas, e decidiram aplicar suas preocupações com a sustentabilidade ao próprio lar. Seguindo o conselho do arquiteto contratado, demoliram a casa anterior e construíram uma nova do zero.

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Isso porque a construção anterior, da década de 80, tinha tinha pouco espaço externo e não era muito eficiente quanto à temperatura. A nova casa conta com um jardim interno que aumenta a iluminação em vários cômodos, e o que era uma garagem para carros se transformou em jardim de permacultura.

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Por lá, uma mini lagoa cheia de peixes garante que o ecossistema do jardim vertical esteja sempre em ordem. O ciclo é completado pelas plantas que filtram a água. A casa conta também com um galinheiro, que faz parte de outro ciclo: o casal se alimenta de produtos colhidos na própria horta, e divide parte da comida com as galinhas, que lhes provêm ovos e fertilizam a terra.

Geoff conta que ele e Julie costumam passar 10 minutos por dia cuidando das galinhas e dos peixes, e cerca de uma hora por semana acertando detalhes na horta e colhendo os alimentos frescos e prontos para consumo.

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Há também uma corrente que liga a calha a um tanque que armazena a água da chuva, que é usada na lavanderia, nos banheiros e no jardim. Além disso, um sistema não-elétrico aquece a água usada na residência, e um conjunto de placas de captação de luz solar produz mais energia do que o casal costuma gastar por mês. Geoff se diz satisfeito com o lar, e garante que cuidar de tudo dá menos trabalho do que se pode imaginar: “Um sistema bem planejado praticamente cuida de si mesmo”.

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(via Hypeness)