Cidades acessíveis para todos

Por Wikihaus

Quando ouvimos falar em cidades acessíveis, é comum pensar primeiro em pessoas com algum tipo de deficiência. Isso é ótimo, pois geralmente esses são os indivíduos que mais sofrem com ambientes urbanos mal planejados.

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E não estamos falando de pouca gente: segundo dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira tem deficiência auditiva, visual, física ou intelectual. Isso equivale mais ou menos a uma em cada 16 pessoas.

O que vamos propor aqui, no entanto, é ampliar essa visão, pensar em cidades acessíveis para todos. Não se trata de menosprezar a luta de cadeirantes, cegos e outros, mas sim de não deixar ninguém de fora.

Uma pessoa com autismo, por exemplo, pode ter hipersensibilidade a sons, luzes e movimento. Se a cidade onde ele vive tem poluição sonora e visual, trata-se de um ambiente pouco convidativo e, por que não, pouco acessível.

Mas será que o autismo está na lista de deficiências intelectuais? É aqui que queremos chegar: não importa. Para o debate sobre as cidades acessíveis, tanto faz. O que interessa é que a pessoa com autismo tem o direito de viver em uma cidade acolhedora, como qualquer um.

No fim, todo mundo é beneficiado: pessoas com deficiência, idosos, pessoas com mobilidade reduzida, pessoas com estatura reduzida, pedestres em geral e até mesmo motoristas, pode acreditar. Porque a cidade acessível tem mobilidade, melhor sinalização e infraestrutura de trânsito, o que torna o tráfego de veículos muito mais organizado e seguro.

Escadarias como essa são grandes obstáculos para cadeirantes quando não há outra opção.
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O que caracteriza as cidades acessíveis

As cidades acessíveis são aquelas que ajudam — e não dificultam — a locomoção das pessoas. Que estimulam a interação entre a cidade e a população. São mais agradáveis e convidativas, menos opressivas.

Para ajudar na definição, podemos pegar emprestados os critérios do prêmio Access City Award, concedido pela União Europeia às cidades com mais disposição, capacidade e esforços para se tornarem mais acessíveis.

São premiadas as cidades que garantem acesso igual a direitos fundamentais, melhoram a qualidade de vida de sua população e asseguram que todo mundo — independentemente de idade, mobilidade ou capacidade – tenha igual acesso a todos os recursos e prazeres que a cidade tem a oferecer.

Esse tipo de definição, embora seja subjetivo, é mais completo do que normas, que nem sempre dão conta de todas as variáveis que tornam uma cidade realmente acessível. Ainda assim, é claro que as normas são muito importantes.

No Brasil, é a NBR 9050, da ABNT, que trata do tema acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Para sermos um pouco mais objetivos, podemos citar as escadas, passeio público estreito e esburacado, meio-fio sem rampa e portas-giratórias como alguns dos principais obstáculos enfrentados por pessoas com deficiência em ambientes públicos e privados.

As cidades acessíveis, por outro lado, estão repletas de rampas de acesso, elevadores, corredores mais largos, transporte público adaptado, piso tátil, sinalização em braille, avisos sonoros, assentos para pessoas com obesidade e outros recursos que tornam os ambientes mais inclusivos.

O piso tátil é muito importante para ajudar na locomoção das pessoas com deficiência visual.
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Cidades mais acessíveis do Brasil

O Brasil ainda tem muita coisa para melhorar em termos de acessibilidade. Mas por que não focar no impacto positivo do que já foi implantado com sucesso? O site do governo brasileiro já destacou alguns dos principais exemplos, que mostramos a seguir.

São Paulo (SP)

Maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo, São Paulo ganha destaque na lista por conta de atrações como o Memorial da América Latina e o Museu do Futebol, que contam com áudio-guias, totens em braille, maquetes táteis, imagens em relevo, piso tátil e acesso para cadeirantes.

Rio de Janeiro (RJ)

A Cidade Maravilhosa se tornou uma das referências desde que sediou as Paralimpíadas, em 2016. Foram investidos R$ 75 milhões em obras de acessibilidade. Hoje, o turista com deficiência pode acessar sem problemas atrações como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.

Salvador (BA)

A primeira capital brasileira tem muita história, mas soube se adaptar aos tempos modernos. O centro histórico da cidade, patrimônio cultural da humanidade, agora tem guias rebaixadas, rampas e elevadores, recursos que tornam possível transitar pelas famosas escadarias e ladeiras de Salvador.

Foz do Iguaçu (PR)

Com as maravilhosas Cataratas do Iguaçu, Foz reúne multidões de turistas de todos os cantos do mundo e é pioneira no turismo de inclusão no país. É um dos destinos com maior número de pontos turísticos acessíveis.

Uberlândia (MG)

Não são apenas as cidades turísticas que são adaptadas para terem maior acessibilidade. Uberlândia não consta na lista do site do governo brasileiro, mas não poderia ficar de fora por ser talvez a principal referência em acessibilidade no Brasil.

Com 600 mil habitantes, a cidade possui rampas de acesso em todas esquinas, tanto no centro quanto nos bairros, piso tátil por tudo e uma frota com 100% dos ônibus com elevadores para cadeirantes. Qualquer projeto para uma nova rua, prédio ou loteamento só é aprovado se tiver um plano de mobilidade.

Exemplos de cidades acessíveis pelo mundo

Para seguir melhorando nossas cidades, que tal ficar de olho em exemplos legais de outros países?

Chester (Inglaterra)

A cidade britânica de Chester venceu o Access City Award em 2017 e se tornou um grande case para a Europa por ter transformado um centro histórico bastante antigo em um ambiente totalmente acessível. Permite ao viajante não apenas visitar o lugar, mas também conferir cada pequeno detalhe.

Londres (Inglaterra)

Ainda na Inglaterra, Londres sempre foi uma cidade pioneira em sua milenar história. Em 1995, foi aprovada lá uma lei que declara crime a discriminação contra pessoas com necessidades especiais.

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Hoje, mesmo com uma malha ferroviária centenária, a maioria das estações do metrô têm adaptações – e pessoas com deficiência não pagam pelo transporte público.

Liubliana (Eslovênia)

Além de ser uma das cidades mais sustentáveis do planeta, Liubliana possui ônibus modernos, com sinais de aviso sonoro e visual para pessoas com deficiência visual e auditiva. Nos pontos, há painéis em braille.

O principal local turístico da cidade, o Castelo de Liubliana, é adaptado. No centro, é possível se deslocar com os Kavalir, pequenos veículos elétricos que transportam passageiros gratuitamente.

Dubai (Emirados Árabes Unidos)

Como é uma cidade moderna, a maioria dos prédios, restaurantes e atrações de Dubai têm ótima acessibilidade para cadeirantes. Seu sistema de metrô é livre de barreiras para pessoas com mobilidade reduzida e se conecta ao aeroporto.

Aeroporto que, aliás, é um dos melhores do mundo no quesito acessibilidade, com salas de espera acessíveis, triagem acelerada e filas exclusivas para cadeirantes.

Melbourne (Austrália)

O sistema de transporte público de Melbourne é altamente acessível. Além disso, a grande maioria dos pontos turísticos da cidade são desenvolvidos para que todos possam apreciar do mesmo jeito. Na Ilha Phillip, por exemplo, existe um mirante totalmente acessível para cadeirantes.

(via Wikihaus)

Eles criaram uma linha de produtos de limpeza para tornar sua faxina sustentável

Por Redação Hypeness 

Detergente, desinfetante, água sanitária, lava roupas… Manter a higiene doméstica em dia exige trabalho e tem um impacto maior sobre os recursos naturais do planeta do que costumamos imaginar. É por isso que três brasileiros decidiram criar a Positiv.a, que vende produtos de limpeza ecológicos.

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Alex Seibel, Rafael Seibel e Marcella Zambardino se juntaram em 2015 para bolar um clube de assinatura para entregar produtos de limpeza mensalmente na casa dos clientes. Toda a linha é biodegradável, compostável e vegana (livre de testes em animais), mas a ideia não vingou. Eles decidiram começar a vender tudo separadamente, e a Positiv.a passou a fazer sucesso.

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Em entrevista ao Projeto Draft, Alex explica que “o conceito da Positiv.A é transformar o ser humano em uma espécie positiva no planeta por meio de soluções do dia a dia”.

Além dos produtos em si, os sócios se preocupam bastante com as embalagens que os carregam. Eles evitam o uso de plástico e oferecem aos clientes a possibilidade de comprar a embalagem apenas na primeira vez, adquirindo apenas a versão refil nos meses seguintes.

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O carro-chefe da empresa é um limpador multiuso que, garantem, é capaz de substituir dez produtos convencionais, como desengordurante, água sanitária, limpa vidro, lustra móveis, removedor e álcool. “Pode ser usado em qualquer superfície, tira manchas difíceis e tem efeito repelente a inseto”, afirma Marcella.

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As vendas são feitas pela internet e, nas entregas em São Paulo, os produtos são levados por bicicletas ou carros elétricos, em parceria com a Carbono Zero Courier. De acordo com a empresa, a Positiv.a já poupou mais de 1 tonelada de CO2 com suas entregas.

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Gostou da ideia? Acesse o site da Positiv.a para saber mais!

Para inovar e empreender, é preciso ter coragem, ousadia e acreditar na sua própria essência e potencial. Por isso, o Hypeness uniu forças com o programa Shark Tank Brasil, do Canal Sony, para contar histórias e dar dicas inspiradoras de quem conseguiu usar experiência de vida, muito trabalho e criatividade para ter sucesso com um negócio próprio. Para tentar convencer os investidores, que no programa procuram negócios originais e inovadores, os empreendedores precisam se superar e, fora dos estúdios, a realidade não é diferente. Acompanhe estas histórias e inspire-se! 

(via Hypeness)

Por que o ‘cheiro’ da chuva é tão bom?

Por Mary Halton

Não é só alívio, após um longo período de seca, que faz com que o cheiro da chuva seja tão bom. Há também a química envolvida.

Bactérias, plantas e até trovoadas têm influência no aroma de ar limpo e terra molhada que a gente sente após uma tempestade.

Há algo químico na fragrância agradável que sentimos de ar limpo e terra molhada, após a chuva
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Conhecido como como “petrichor”, esse odor tem sido estudado por cientistas e até por fabricantes de perfume.

Fabricantes de perfume tentam replicar o cheiro da chuva em seus produtos
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Terra molhada

O nome “petrichor” foi cunhado por dois pesquisadores australianos em 1960. A palavra vem do grego “petros”, que significa “pedra”, e do termo “ichor”, que quer dizer “o fluido que passa pelas veias dos deuses”.

Essa fragrância que a gente sente quanto a chuva bate no solo é produzida por uma bactéria.

“Micróbios são abundantes no solo”, explica o professor Mark Buttner, diretor do departamento de microbiologia do John Innes Centre, na Inglaterra.

“Quando você diz que sente cheiro de terra molhada, na verdade está sentindo o cheiro de uma molécula sendo criada por um certo tipo de bactéria”, disse ele à BBC News.

O nome ‘petrichor’ foi cunhado por dois pesquisadores australianos em 1960.
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Essa molécula é o “geosmin”, produzido pela bactéria Streptomyces. Presente na maioria dos solos saudáveis, essa bactéria também é usada para produzir alguns tipos de antibióticos.

Quando as gotas de água caem na terra, fazem com que o geosmin seja lançado no ar, tornando-o bem mais abundante do que antes da chuva.

“Vários animais são sensíveis a esse cheiro, mas os seres humanos são extremamente sensíveis a ele”, diz Buttner.

Os pesquisadores Isabem Bear e RG Thomas, que deram o nome de “petrichor” ao cheiro da chuva, descobriram que na década de 1960 ele já era “capturado” para ser vendido como uma essência chamada “matti ka attar”, em Uttar Pradesh, na Índia.

Agora, o geosmin está se tornando mais comum como ingrediente de perfume.

“É uma substância potente. Há algo de bem primitivo nesse cheiro”, afirma a perfumista Marina Barcenilla.

O geosmin é produzido por uma bactéria no solo e lançado no ar quando chove. Essa mesma substância garante o gostinho de ‘terroso’ da beterraba
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“Mesmo quando você o dilui, ainda é possível identificá-lo”, acrescenta.

Mas nós temos uma relação contraditória com o geosmin – ao mesmo tempo em que somos atraídos pelo aroma dele, muitos de nós tem aversão pelo gosto.

Embora não seja tóxico para seres humanos, pequenas quantidades podem fazer com que rejeitemos um copo de água ou de vinho que tenha sido “contaminado” pela substância.

“Não sabemos por que não gostamos de geosmin. Por algum motivo, associamos a algo ruim”, diz o professor Jeppe Lund Nielson, da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

Plantas

De acordo com Nielson, pesquisas sugerem que o geosmin pode estar relacionado ao “terpeno”- fonte do perfume de várias plantas.

E a chuva pode acentuar essas fragrâncias, diz o professor Philip Stevenson, pesquisador-chefe do Royal Botanic Gardens, em Londres.

“Normalmente, as químicas das plantas que têm cheiro bom são produzidas pelos ‘cabelos’ das folhas. As chuvas podem danificar as folhas e, com isso, soltar os componentes dela”, explica.

Chuva pode liberar cheiros ao quebrar e danificar as folhas das plantas
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“A chuva também pode romper materiais secos das plantas, liberando substâncias químicas de forma similar a quando quebramos e esmagamos ervas. Com isso, o cheiro fica mais forte.”

Períodos de seca também podem reduzir o metabolismo das plantas. O retorno das chuvas pode desencadear uma aceleração, fazendo com que as plantas exalem um cheiro agradável.

Raios

As trovoadas também desempenham um papel relevante, ao criar um aroma de ozônio acentuado e limpo, em decorrência das descargas elétricas na atmosfera.

Raios também têm influência no cheiro agradável que sentimos após a chuva
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“Além dos raios, as trovoadas e chuvas ajudam a melhorar a qualidade do ar. A poeira, o aerossol e outras partículas são varridas pela chuva e pelos raios, limpando o ar”, explica a professora Maribeth Stolzenburg da Universidade do Mississippi, nos EUA.

(via BBC)

Amazônia será monitorada com drones a partir de 2019

Por ICMBio 

Durante os próximos meses, órgãos de controle vão testar como o equipamento pode contribuir para a gestão de Unidades de Conservação em todo o país.

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Unidades de Conservação (UCs) brasileiras devem contar, a partir de 2019, com o auxílio de drones na fiscalização e gestão, em especial na Amazônia. Três modelos de veículo aéreo não tripulado serão testados nos próximos meses pelo Instituto Brasileiro de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que vai identificar como os equipamentos podem contribuir para a gestão das UCs. O plano é aprovar uma normativa interna para que os drones possam começar a serem usados oficialmente em 2019.

Atualmente, a suspeita de um acampamento de madeireiros ou garimpeiros, por exemplo, pode exigir até o fretamento de uma aeronave. Mas sobrevoar uma área gera altos custos e ainda alerta os criminosos. Silencioso e discreto, o drone é um apoio tático ideal para operações desse tipo.

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Três equipamentos foram adquiridos para a fase de testes. O ‘asa fixa’, que se assemelha a um pequeno avião, vem acompanhado de duas câmeras multifuncionais, cujos sensores o tornam ideal para atividades de mapeamento. Já as duas unidades do ‘asa rotativa’ vêm com câmera ultra HD e infravermelho. Além do uso tático em operações de fiscalização, eles podem pairar sobre incêndios florestais e enviar informações em tempo real que orientem as equipes no combate ao fogo. Além disso, são úteis no cálculo do volume de madeira de desmatamento – tarefa ainda feita manualmente.

O analista ambiental Rafael Xavier integra a equipe de testes. Crédito: Getúlio Dutra
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Tecnológico

O pacote adquirido para testes também inclui um notebook de alta performance. Ele terá a função de controlar os drones durante os experimentos, processar as imagens obtidas e rodar os simuladores de pilotagem utilizados na capacitação. Finda a fase de testes em Brasília, servidores que atuam em UCs da Amazônia serão convidados para um treinamento intensivo. Com alguns dos aparelhos custando até R$ 50 mil, a capacitação será obrigatória para quem quiser operá-los.

No caso de unidades que não conseguirem treinar seus funcionários, haverá a possibilidade de solicitar missões ao ICMBio, que, por sua vez, enviará pilotos experientes munidos dos equipamentos mais adequados. A área recortada pela BR-163 é prioritária, pelo seu histórico de desmatamento e de conflitos violentos com quadrilhas de madeireiros e garimpeiros. A Reserva Biológica do Cachimbo e o Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, devem ser as primeiras a receber capacitação e testes em campo.

(via CicloVivo)

Casa autossuficiente produz toda comida e energia necessária para seus habitantes

Por Hypeness

Quando se pensa em casas autossustentáveis, muitas vezes pode surgir a ideia de que elas não funcionam bem em cidades grandes. O casal australiano Geoff Carroll e Julie Young quis desafiar esse raciocínio, e se deram muito bem com sua casa em Alexandria, na região metropolitana de Sidney.

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Os dois trabalham em uma empresa que ajuda os clientes a lidar com os desafios da hiperurbanização e das mudanças climáticas, e decidiram aplicar suas preocupações com a sustentabilidade ao próprio lar. Seguindo o conselho do arquiteto contratado, demoliram a casa anterior e construíram uma nova do zero.

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Isso porque a construção anterior, da década de 80, tinha tinha pouco espaço externo e não era muito eficiente quanto à temperatura. A nova casa conta com um jardim interno que aumenta a iluminação em vários cômodos, e o que era uma garagem para carros se transformou em jardim de permacultura.

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Por lá, uma mini lagoa cheia de peixes garante que o ecossistema do jardim vertical esteja sempre em ordem. O ciclo é completado pelas plantas que filtram a água. A casa conta também com um galinheiro, que faz parte de outro ciclo: o casal se alimenta de produtos colhidos na própria horta, e divide parte da comida com as galinhas, que lhes provêm ovos e fertilizam a terra.

Geoff conta que ele e Julie costumam passar 10 minutos por dia cuidando das galinhas e dos peixes, e cerca de uma hora por semana acertando detalhes na horta e colhendo os alimentos frescos e prontos para consumo.

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Há também uma corrente que liga a calha a um tanque que armazena a água da chuva, que é usada na lavanderia, nos banheiros e no jardim. Além disso, um sistema não-elétrico aquece a água usada na residência, e um conjunto de placas de captação de luz solar produz mais energia do que o casal costuma gastar por mês. Geoff se diz satisfeito com o lar, e garante que cuidar de tudo dá menos trabalho do que se pode imaginar: “Um sistema bem planejado praticamente cuida de si mesmo”.

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(via Hypeness)

Um banco de jardim capaz de absorver a mesma poluição que 275 árvores

Por Shifter

CityTree, um dos mais recentes aliados contra a poluição do ar.

Apresentamos-te um um dos mais recentes aliados contra a poluição do ar. Apesar do nome “CityTree” indiciar que estamos a falar de uma árvore, na verdade referimo-nos a um estranho banco de jardim, com uma placa de musgo anexada, capaz de absorver a mesma poluição que 275 árvores. A criação, propriedade da Green City Solutions, já se encontra instalada em cidades como Berlim, Paris, Bruxelas, Amesterdão, Oslo, Hong Kong e, mais recentemente, Londres.

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Este jardim vertical de quase quatro metros de altura inala a poluição expelindo ar fresco. Segundo o seu criador, é capaz de fazer “o trabalho de 275 árvores em 1% do espaço.” Cada quadro vertical contém 1682 potes de musgo. O segredo reside aí mesmo — no musgo utilizado — com uma folhagem larga e espessa, capaz de filtrar muito mais poluentes tóxicos.

Cada CityTree tem um custo individual de 22 000 €, porém, é bem possível recuperar o dinheiro do investimento realizado através de publicidade, já que as unidades incluem a tecnologia NFC e iBeacon, o que permite maior facilidade na propagação de anúncios publicitários de marcas parceiras.

Este ecológico engenho, movido a energia solar, também tem Wi-Fi, uma unidade de recolha de água da chuva, bem como um tanque de nutrientes e sistema de irrigação para permitir que o quadro se regue automaticamente. O CityTree também contém sensores que recolhem dados das plantas e seus arredores.

“O ar poluído é a causa de uma em cada sete mortes em todo o mundo”, afirma o CEO da Green City Solutions, Dénes Honus. Em Fevereiro deste ano, Londres já tinha atingido os níveis máximos de poluição anual.

(via Shifter)

31 árvores que você pode plantar em sua calçada, produzem frutos, sombras e flores

Por Ubajara

As árvores são fundamentais nas ruas e avenidas. Além de embelezar, elas tem um importante papel no equilíbrio térmico, refrescando onde quer que estejam.

Também colaboram com a redução da poluição sonora e do ar, fornecem sombra, refúgio e alimento para as aves. Os benefícios não param por aí, poderíamos falar de fixação de carbono, produção de oxigênio, proteção contra ventos, etc. Mas a escolha da espécie correta é fundamental.

Rua de Caxambu MG com tons diferentes de quaresmeiras e outras especies adequadas para calçadas
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Se você deseja plantar uma árvore na sua calçada, o primeiro passo é procurar a prefeitura. Muitas delas tem um plano de arborização urbana, com espécies de árvores indicadas por profissionais capacitados. Não raro, você poderá solicitar o plantio à prefeitura, ou buscar as mudas você mesmo no viveiro municipal.Fique atento, o plantio da árvore errada pode provocar muita dor de cabeça no futuro, como tubulações de água e esgoto estourados, calçadas levantadas, problemas na rede elétrica, galhos que ameaçam cair a qualquer momento, frutos pesados que caem sobre carros, ramos espinhentos que atrapalham os pedestres, sujeira e mal cheiro advindo de frutos, folhas ou flores caídos, entre muitas outras situações desagradáveis a perigosas. E geralmente você não pode fazer muita coisa. Na maioria das vezes o corte ou poda é permitido apenas à prefeitura e companhia elétrica. O corte inautorizado pode lhe render multas pesadas e, dependendo da espécie, ser considerado crime ambiental. Você terá que solicitar o serviço e aguardar que aprovem. Portanto, escolha bem. Uma árvore é maravilhosa e para além da vida toda. Abaixo segue uma lista de espécies que são indicadas para calçadas. As espécies que alcançam até 10 metros são boas para calçadas com fiação elétrica, enquanto as maiores podem ser plantadas em calçadas sem fiação.

01 – Noivinha: Euphorbia leucocephala.
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Embora, ela tenha outros nomes populares, além de Noivinha. Ela é conhecida também com os seguintes nomes: mês de maio, neve da montanha, cabeça branca, leiteiro-branco, cabeleira-de-velho, flor-de-criança, chuva-de-prata.Durante o mês de maio, suas folhas verdes, ficam brancas, tornando-a linda e encantadora. Em junho suas folhas já voltam a colocaração verde normal. É uma árvore de porte pequeno, que não atinge 3 metros. Não agride a calçada e nem prejudica a fiação elétrica.

02 – Ipê.  Tabebuia sp:
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Os ipês são de grande porte, com raízes profundas que não danificam as calçadas e exige poucos cuidados. É vastamente usado como árvore decorativa devido à sua florescência colorida e anual.Gênero de árvores, em sua maioria nativas, decíduas, de tronco e ramagem elegantes, madeira resistente e florescimento exuberante nas cores amarelo, branco, rosa e roxo. Atingem de 10 a 35 metros, dependendo da espécie. São adequados para calçadas sem fiação elétrica.

03 – Jacarandá Mimoso – Jacarandá mimosaefolia
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Um verdadeiro clássico. Árvore decídua, de floração exuberante. Ideal para arborização de ruas, praças e avenidas. Sua altura é de 8 a 15 metros. Suas raízes são profundas, não danificam calçadas e nem redes subterrâneas. Por atingir 15 metros, melhor ser plantada contra a rede elétrica.

04 – Extremosa ou Resedá – Lagerstroemia indica.
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Arvoreta largamente utilizada na arborização urbana. Tem florescimento esplendoroso, é decídua e tolerante a podas drásticas. Atinge 8 metros de altura.

05 – Manacá da Serra – Tibouchina mutabilis
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Belíssima arvore, em que é possível admirar flores em três cores diferentes simultaneamente, branca, rosa e roxa, de acordo com a idade da flor. Atinge 6 metros de altura.

06 . Alfeneiro – Ligustrum lucidum
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Uma das espécies mais cultivadas na arborização urbana do sul do Brasil. Oferece boa sombra, mas a floração de muitos exemplares ao mesmo tempo pode intensificar os casos de alergia à pólen.

07 –  Magnolia – Magnólia spp
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Essa espécie de magnólia, além de bela e perfumada faz lembrar os ipês rosas, são muito interessantes para arborização urbana por seu porte pequeno. Decíduas e próprias para o clima subtropical e temperado. Alcançam de 5 a 10 metros de altura.

08 – Pata-de-vaca – Bauhinia foficata
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Árvore brasileira, nativa da Mata Atlântica, de porte médio com uma das mais belas flores e folhagens. Possuem raízes profundas que não estouram as calçadas. Uma ótima opção para ser usada como decoração e em regeneração de matas degradadas.

09 – Quaresmeira Tibouchina granulosa
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É uma árvore nativa de pequeno porte, raízes profundas, ela é elegante e bela e apresenta uma linda floração roxa que ocorre duas vezes por ano, possui um fruto pequeno. É uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil.

10 – Murta-de-cheiro, Dama-da-noite, Jasmim-laranja, Murta, Murta-da-índia, Murta-dos-jardins – Murraya paniculata
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A murta-de-cheiro é um arbusto grande ou arvoreta, que pode alcançar até 7 metros de altura. Muito utilizada para a formação de cercas-vivas, a murta-de-cheiro apresenta ramagem lenhosa e bastante ramificada. Suas folhas são pinadas, com 3 a 7 folíolos pequenos, elípticos, glabros, perenes,Durante todo o ano produz inflorescências terminais, com flores de coloração branca

11 – Ipê-Mirim (Stenolobium stans)
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Pode chegar a sete metros de altura, tem floração entre os meses de janeiro e maio.

12 – Candelabro (Erytrina speciosa)
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Sua altura varia de quatro a seis metros. A floração vermelha acontece entre junho e setembro.

13 – Flanboyant Mirim (Caesalpinia pulcherrima)
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Tem altura média de três a cinco metros. Sua floração é bastante diversificada, aparecendo nas cores: rosa, vermelha, amarela e branca, entre os meses de setembro e maio.

14 – Cambuci (Campomanesia phaea)
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Com altura entre três e cinco metros, esta árvore tem flores grandes e brancas. Mas, seu principal destaque são os frutos, que costumam aparecer entre os meses de fevereiro e março.

15 – Pitangueira (Eugenia uniflora)
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Sua altura varia de dois a quatro metros. A árvore produz pequenos frutos e flores brancas, ideais para alimentar abelhas.

16 – Jabuticabeira (Eugenia cauliflora)
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Esta espécie pode chegar a dez metros de altura. Ela costuma florescer entre a primavera e o verão, produzindo grandes quantidades de frutos.

17 – Oiti – Licania tomentosa
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Árvore frutífera, largamente utilizada na arborização urbana no sudeste do país.

18 – Escova-de-garrafa – Callistemon ssp
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Espécies de árvores de pequeno porte, nativas da Austrália, e muito resistentes à seca. Floração exuberante.A bela floração da Chuva-de-ouro.

19 – Cinamomo – Melia azedarach
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Árvore bastante utilizada na arborização urbana. Indicada para clima subtropical. Floração ornamental e frutos atrativos para avifauna. Alcança até 20 metros de altura.Também conhecido como santa-bárbara e lilás-de-soldado, o cinamomo, além de produzir lenha, é ornamental; os frutos são redondos e carnosos.

20 – Amoreira-preta – Morus nigra
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Árvore frutífera, muita atrativa para os passarinhos. Atinge 10 metros de altura.

21 Jasmim-manga – Plumeria rubra
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Árvore de flores muito perfumadas e aspecto escultural. Ideal para calçadas, praças e parques. Atinge 6 metros de altura.

28 – Cerejeira-do-japão – Prunus serrulata
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Árvore decídua, de grande valor ornamental, por ser florescimento espetacular. Própria para clima subtropical e temperado. Alcança 6 metros de altura. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, neutro, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta de clima temperado, necessita de estações bem marcadas para florescer de forma satisfatória. Por este motivo não é indicada para regiões equatoriais e tropicais, salvo em regiões de altitude elevada. Seu crescimento é moderado e a floração é precoce. Não tolera encharcamento e podas drásticas. Resiste ao frio, geadas e curtos períodos de estiagem. Multiplica-se por enxertia, estaquia e mais facilmente por sementes.

29. Aroeira – Schinus molle e Schinus terebinthifolius
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Árvores belas e atrativas para avifauna. São de pequeno porte, atingindo de 8 a 10 metros de altura.

30. Pau-fava – Senna macranthera
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Árvore nativa e de pequeno porte, com floração ornamental e aspecto elegante. Atinge até 8 metros de altura.

31. Canafístula-de-besouro – Senna spectabilis
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Árvore decídua, nativa do nordeste, de florescimento ornamental e pequeno porte. Alcança 9 metros de altura.

A lista não para por aí. Você também pode usar uma variedade de coníferas, que apesar de seu formato geralmente cônico a colunar, desde à base, são escolhas interessantes para calçadas largas. As palmeiras, em sua maioria (com exceção das entouceiradas, espinhentas e as de porte gigante), são muito indicadas para ornamentar ruas, avenidas e calçadas. A diversidade de árvores é enorme e você pode gostar justamente de uma que viu em algum lugar. Veja as características que uma árvore para arborização de calçadas deve ter:

– Não possuir raízes superficiais ou agressivas
– Não ter frutos ou flores grandes
– Não possuir espinhos
– Não ser tóxica
– Não ser de grande porte (mais de 20 metros de altura)
– Não possuir madeira frágil, suscetível à quebra ou ataque de cupins (evite árvores de crescimento muito rápido)
– Não ser invasora

(via Ubajara Notícias)

Aplicativo brasileiro conhecido como ‘Tinder da Reciclagem’ é premiado pela ONU

Por Débora Spitzcovsky 

Dois mil projetos de todo o mundo inscritos e lá estava o aplicativo brasileiro Cataki entre os grandes vencedores! A ferramenta, também conhecida como Tinder da Reciclagem, foi considerada uma das 10 maiores inovações tecnológicas do planeta pelo Netexplo, um observatório independente que estuda os impactos das tecnologias digitais na sociedade em parceria com a Unesco, o orgão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

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Idealizado pelo ativista e grafiteiro Mundano – que também é fundador do movimento Pimp My Carroça –, o aplicativo Cataki ficou conhecido como Tinder da Reciclagem por proporcionar “matchs” entre catadores e pessoas e empresas interessadas em descartar materiais recicláveis – como vidro, plástico, papel, móveis e aparelhos eletrônicos.

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Desde julho de 2017, quando a ferramenta foi lançada, 300 catadores de mais de 30 cidades do país se cadastraram no aplicativo – e afirmam estar trabalhando muito mais graças a ele. Na prática, o app empodera os catadores, tão pouco reconhecidos por seu trabalho no país, e garante que um montante considerável de resíduos – que, não fosse a facilidade do Cataki, seria descartado em aterros – seja encaminhado para reciclagemFala se esse prêmio não foi para lá de merecido?

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Ao lado de Breno Castro Alves, coordenador da iniciativa, Mundano recebeu o troféu Innovation Forum Netexplo em cerimônia oficial que aconteceu na sede da Unesco em Paris, na França. E, claro, para celebrar a conquista, os dois levaram à festa confetes feitos de…. material reciclável!

(via The Greenest Post)

Gênio brasileiro e inventor da Fossa Biodigestora é desconhecido da população

Por Glauco Cortez 

O médico-veterinário e gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes é um ilustre desconhecido da população.

Novaes é o inventor da Fossa Séptica Biodigestora e do Clorador Embrapa, duas invenções de grande importância social e ambiental e, por isso, ganhou o prêmio Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2003.

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A genialidade de Novaes e sua importância para o país sem dúvida está na Fossa Séptica Biodigestora, inspirado em biodigestores de países asiáticos. Veja só: é uma tecnologia de baixo custo de instalação, fácil manutenção, promove o saneamento do excremento humano e, parece mentira, produz um ótimo adubo líquido. O ciclo completo.

Um exemplo acontece na Fazendinha Belo Horizonte, no Município de Jaboticabal (SP), onde o adubo orgânico gerado pela Fossa Séptica Biodigestora é utilizado para irrigar os 6.500 pés de noz macadâmia. O pomar produz anualmente cerca de 70 toneladas de macadâmia em casca, que são destinadas ao mercado brasileiro.

Um recente levantamento, coordenado pelo engenheiro civil da Embrapa Instrumentação, Carlos Renato Marmo, revelou que já foram implantadas mais de 11 mil unidades da Fossa Séptica Biodigestora.  A fossa foi adotada em mais de 250 municípios brasileiros, nas cinco regiões do País, gerando benefícios para 57 mil pessoas.

Simples e genial, podendo ser associada a outras tecnologias ambientais, como o Clorador e o Jardim Filtrante, a Fossa Séptica Biodigestora substitui as fossas negras, protegendo a saúde dos moradores do campo e sem a necessidade da construção de redes de esgoto, de custo astronômico. Ela também promove a proteção ambiental ao evitar que dejetos contaminem solo e corpos d’água. Para Marmo, a população beneficiada é muito maior do que as 57 mil, pois o saneamento básico apresenta impactos não só no campo como também nas cidades.

Outro estudo realizado pela pesquisadora da Embrapa, Cinthia Cabral da Costa, e pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Joaquim José Martins Guilhoto, demonstraram que a construção desse sistema de saneamento básico poderia reduzir, anualmente, cerca de 250 mortes e 5,5 milhões de infecções causadas por doenças diarreicas. Comprovaram também que cada R$1,00 investido na adoção dessa tecnologia poderia retornar para a economia R$4,69. Bingo!

O mais incrível é que esse tecnologia, embora criada com sustentabilidade, baixo custo, fácil aplicação e replicabilidade, possui um enorme potencial para adoção em todo o País. Dos 5.570 municípios do território nacional, apenas 4,45% adotaram as tecnologias sociais. O levantamento sinaliza que o acesso aos serviços de saneamento básico na área rural ainda é um dos principais desafios para vencer a crise sanitária que afeta a qualidade de vida e a saúde de milhares de pessoas no campo.  A tecnologia tem eficiência comprovada na biodigestão dos excrementos e na eliminação de agentes patogênicos.

Antonio Pereira de Novaes (Arquivo Embrapa)
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A montagem de um conjunto básico da tecnologia, projetado para uma residência com cinco moradores, é feita com três caixas d´água de 1.000 litros (fibrocimento, fibra de vidro, alvenaria, ou outro material que não deforme), tubos, conexões, válvulas e registros. A tubulação do vaso sanitário é desviada para a Fossa Séptica Biodigestora. As caixas devem ficar semienterradas no solo e a quantidade de caixas deve aumentar proporcionalmente ao número de pessoas na família.

É uma tecnologia também que dificulta a corrupção e o superfaturamento, já que tem interesse social e é de domínio público. A Embrapa apenas orienta a instalação e disponibiliza informações para a montagem, por meio de sua página na internet ou contatos via “Fale conosco” da Embrapa.

O gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes trabalhou durante 30 na Embrapa. Além de médico veterinário e pesquisador, foi também violonista, mestre de banda, compositor de dobrados, entre outras atividades sociais. Ele poderia ter recebido em vida as honras de suas invenções, mas morreu em 2011 e quem sabe se faça ainda jus à herança que deixou aos brasileiros.

(via Carta Campinas)

Cordilheira submersa no Brasil pode ter maior reserva marinha do Atlântico

Por Só Notícia Boa

Uma cordilheira submersa na costa do Espírito Santo logo poderá se tornar uma das maiores reservas marinhas do mundo.
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Dona da maior variedade de espécies que vivem em recifes entre todas as ilhas brasileiras, a cadeia é composta por cerca de 30 montes submarinos de origem vulcânica entre a cidade de Vitória e a ilha de Trindade, a 1.200 km do continente.

“Uma floresta tropical no fundo do mar” – é assim que o biólogo capixaba João Luiz Gasparini descreve cordinheira.

A reserva na cadeia Vitória-Trindade teria cerca de 450 mil quilômetros quadrados – área equivalente à da Suécia.

Espécies naturais de lá

Logo após desembarcar na ilha de Trindade, em 1995, o coautor do artigo, João Luiz Gasparini diz ter encontrado numa poça de maré uma espécie que jamais havia sido catalogada pela ciência – um peixe azulado com uma mancha amarela no topo.

“De cara percebi que existia ali um universo fantástico para ser explorado”, ele diz.

O animal – batizado Stegastes trindadensis – integra o grupo de 13 espécies de peixes recifais endêmicas (restritas ao local) registradas na cordilheira até agora.

Somando-as às que também habitam outras regiões, a lista alcança 270 espécies de peixes recifais – 24 delas ameaçadas de extinção -, uma das mais altas taxas de diversidade entre todas as ilhas do Atlântico.

Também habitam a cordilheira cerca de 140 tipos de moluscos, 28 de esponjas, 87 de peixes de mar aberto, 17 de tubarões e 12 de golfinhos e baleias.

Para Gasparini, há muitas outras espécies a descobrir. “A gente ainda mal arranhou a casca do ovo da biodiversidade da cadeia Vitória-Trindade.”

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Expedição

Oito pesquisadores devem iniciar neste sábado (27) uma expedição que pretende furar essa casca.

A bordo do Paratii 2, barco que levou o navegador Amyr Klink à Antártida, a equipe tentará ultrapassar pela primeira vez o ponto no fundo do mar a partir do qual a temperatura cai drasticamente, variação conhecida como termoclina.

Até agora, alcançaram no máximo 80 metros de profundidade.

Abaixo dessa zona, sobre montes mais distantes da superfície, esperam encontrar espécies distintas das vistas até agora.

“Os recifes mais profundos são o novo éden, a próxima fronteira para quem quer fazer mergulho científico no mundo”, diz Gasparini.

A missão será facilitada pelo Paratii 2, veleiro cedido aos pesquisadores por meio de uma parceria e capaz de ficar três meses no mar sem reabastecer.

Os cientistas portarão ainda rebreathers, aparelhos que reciclam o gás carbônico exalado, permitindo que o mergulhador passe até seis horas embaixo d’água.

Em sites de vendas no Brasil, um rebreather novo sai por até R$ 33 mil.

A viagem – que contará com pesquisadores da California Academy of Sciences e das universidades federais do Espírito Santo, Pará e Paraíba – deve durar 20 dias.

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Proteção

A cadeia ganhou visibilidade global em agosto de 2017, quando um estudo baseado na formação de sua fauna foi capa da prestigiada revista científica Nature.

O secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro de Oliveira Costa, disse que nos próximos 45 dias o órgão deverá entregar ao presidente Michel Temer um decreto pedindo a criação de uma unidade de conservação em torno da cordilheira e de outra reserva no arquipélago São Pedro e São Paulo, mais ao norte.

“A partir daí, só depende do presidente, disse o secretário à BBC.

O estudo que embasou a proposta diz que ela seria a maior área marinha protegida do Atlântico. Esta semana o governo federal convocou consultas públicas para discutir a criação das unidades.

A proteção da cordilheira é uma demanda antiga de pesquisadores, que a consideram essencial para a manutenção de estoques pesqueiros em águas vizinhas e um dos melhores laboratórios naturais do mundo.

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História

Chefe da expedição, o biólogo capixaba Hudson Pinheiro, que faz seu pós-doutorado na instituição californiana, diz que as eras glaciais ajudam a explicar a biodiversidade da região.

Naqueles períodos, enquanto os habitats costeiros eram afetados pela redução do nível da água, os montes submarinos ficaram expostos como ilhas, tornando-se refúgios para a vida marinha.

Conforme o nível do mar subiu nos últimos 10 mil anos, muitas dessas espécies permaneceram isoladas e se adaptaram aos novos ambientes, agora submersos.

Mesmo assim, a cadeia jamais perdeu a conexão com o continente, pois muitas espécies costeiras usam os montes como trampolins, deslocando-se pela cadeia de uma extremidade à outra, no meio do Atlântico.

Hoje ao menos dez desses montes têm entre 30 e 150 metros de profundidade.

Única

O elo da cordilheira com o continente, diz Pinheiro, é o que torna a formação brasileira única no mundo.

Há outras cadeias montanhosas de origem vulcânica no meio do oceano, como o Havaí. Mas, como estão distantes do continente, o deslocamento das espécies nessas áreas é limitado.

Outra explicação para a riqueza da fauna na cordilheira é variedade de algas calcárias, um tipo de planta marinha responsável pela formação de recifes naturais.

Há na cadeia 16 espécies dessas algas, que criam nichos e habitats para centenas de outras espécies.

Ameaças

Pinheiro é um dos principais entusiastas da criação da reserva marinha. Hoje, diz ele, a área está ameaçada pela pesca comercial e pela mineração.

Há na região relatos sobre a ação de barcos com redes presas a grandes rodas, do tamanho de pneus de caminhão, que são arrastadas sobre os recifes.

Outro tipo de pesca que preocupa os pesquisadores é a feita com espinhel, quando anzóis são enfileirados para capturar peixes maiores.

Tubarões são muito vulneráveis a esse método de captura; como geram poucos filhotes, podem ser rapidamente aniquilados.

Não só barcos brasileiros atuam na cordilheira. Parte da cadeia Vitória-Trindade fica em águas internacionais, por onde transitam barcos estrangeiros.

Segundo os pesquisadores, há relatos de que esses barcos também estariam pescando no mar territorial brasileiro, o que é ilegal.

Em nota à BBC Brasil, a Marinha disse realizar patrulhas regulares na cordilheira para inspecionar e apreender embarcações irregulares.

O pesquisador diz esperar que a criação da reserva ponha fim à atividade e que a proibição da pesca em partes da cordilheira ajude a repor estoques de peixes em áreas vizinhas sobrexploradas – o que, para ele, também seria benéfico para pescadores.

Com informações da BBC

(Via Só Notícia Boa)