Amazônia será monitorada com drones a partir de 2019

Por ICMBio 

Durante os próximos meses, órgãos de controle vão testar como o equipamento pode contribuir para a gestão de Unidades de Conservação em todo o país.

Drones-ICMBio

Unidades de Conservação (UCs) brasileiras devem contar, a partir de 2019, com o auxílio de drones na fiscalização e gestão, em especial na Amazônia. Três modelos de veículo aéreo não tripulado serão testados nos próximos meses pelo Instituto Brasileiro de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que vai identificar como os equipamentos podem contribuir para a gestão das UCs. O plano é aprovar uma normativa interna para que os drones possam começar a serem usados oficialmente em 2019.

Atualmente, a suspeita de um acampamento de madeireiros ou garimpeiros, por exemplo, pode exigir até o fretamento de uma aeronave. Mas sobrevoar uma área gera altos custos e ainda alerta os criminosos. Silencioso e discreto, o drone é um apoio tático ideal para operações desse tipo.

materia_drones

Três equipamentos foram adquiridos para a fase de testes. O ‘asa fixa’, que se assemelha a um pequeno avião, vem acompanhado de duas câmeras multifuncionais, cujos sensores o tornam ideal para atividades de mapeamento. Já as duas unidades do ‘asa rotativa’ vêm com câmera ultra HD e infravermelho. Além do uso tático em operações de fiscalização, eles podem pairar sobre incêndios florestais e enviar informações em tempo real que orientem as equipes no combate ao fogo. Além disso, são úteis no cálculo do volume de madeira de desmatamento – tarefa ainda feita manualmente.

O analista ambiental Rafael Xavier integra a equipe de testes. Crédito: Getúlio Dutra
Rafael-Xavier-Credito_-Getulio-Dutra

Tecnológico

O pacote adquirido para testes também inclui um notebook de alta performance. Ele terá a função de controlar os drones durante os experimentos, processar as imagens obtidas e rodar os simuladores de pilotagem utilizados na capacitação. Finda a fase de testes em Brasília, servidores que atuam em UCs da Amazônia serão convidados para um treinamento intensivo. Com alguns dos aparelhos custando até R$ 50 mil, a capacitação será obrigatória para quem quiser operá-los.

No caso de unidades que não conseguirem treinar seus funcionários, haverá a possibilidade de solicitar missões ao ICMBio, que, por sua vez, enviará pilotos experientes munidos dos equipamentos mais adequados. A área recortada pela BR-163 é prioritária, pelo seu histórico de desmatamento e de conflitos violentos com quadrilhas de madeireiros e garimpeiros. A Reserva Biológica do Cachimbo e o Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, devem ser as primeiras a receber capacitação e testes em campo.

(via CicloVivo)

Casa autossuficiente produz toda comida e energia necessária para seus habitantes

Por Hypeness

Quando se pensa em casas autossustentáveis, muitas vezes pode surgir a ideia de que elas não funcionam bem em cidades grandes. O casal australiano Geoff Carroll e Julie Young quis desafiar esse raciocínio, e se deram muito bem com sua casa em Alexandria, na região metropolitana de Sidney.

Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-1-1020x610-e1523651748692

Os dois trabalham em uma empresa que ajuda os clientes a lidar com os desafios da hiperurbanização e das mudanças climáticas, e decidiram aplicar suas preocupações com a sustentabilidade ao próprio lar. Seguindo o conselho do arquiteto contratado, demoliram a casa anterior e construíram uma nova do zero.

Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-2-1020x610-e1523651752499

Isso porque a construção anterior, da década de 80, tinha tinha pouco espaço externo e não era muito eficiente quanto à temperatura. A nova casa conta com um jardim interno que aumenta a iluminação em vários cômodos, e o que era uma garagem para carros se transformou em jardim de permacultura.

Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-3-1020x610-e1523651756133

Por lá, uma mini lagoa cheia de peixes garante que o ecossistema do jardim vertical esteja sempre em ordem. O ciclo é completado pelas plantas que filtram a água. A casa conta também com um galinheiro, que faz parte de outro ciclo: o casal se alimenta de produtos colhidos na própria horta, e divide parte da comida com as galinhas, que lhes provêm ovos e fertilizam a terra.

Geoff conta que ele e Julie costumam passar 10 minutos por dia cuidando das galinhas e dos peixes, e cerca de uma hora por semana acertando detalhes na horta e colhendo os alimentos frescos e prontos para consumo.

Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-4-1020x610-e1523651761289

Há também uma corrente que liga a calha a um tanque que armazena a água da chuva, que é usada na lavanderia, nos banheiros e no jardim. Além disso, um sistema não-elétrico aquece a água usada na residência, e um conjunto de placas de captação de luz solar produz mais energia do que o casal costuma gastar por mês. Geoff se diz satisfeito com o lar, e garante que cuidar de tudo dá menos trabalho do que se pode imaginar: “Um sistema bem planejado praticamente cuida de si mesmo”.

Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-5-1020x610-e1523651765935 Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-6-1020x610-e1523651770758 Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-9-1020x610-e1523651733178 Aquas-Perma-Solar-Firma-by-CplusC-Architectural-Workshop-12-1020x610-e1523651739484

(via Hypeness)

Um banco de jardim capaz de absorver a mesma poluição que 275 árvores

Por Shifter

CityTree, um dos mais recentes aliados contra a poluição do ar.

Apresentamos-te um um dos mais recentes aliados contra a poluição do ar. Apesar do nome “CityTree” indiciar que estamos a falar de uma árvore, na verdade referimo-nos a um estranho banco de jardim, com uma placa de musgo anexada, capaz de absorver a mesma poluição que 275 árvores. A criação, propriedade da Green City Solutions, já se encontra instalada em cidades como Berlim, Paris, Bruxelas, Amesterdão, Oslo, Hong Kong e, mais recentemente, Londres.

treecity

Este jardim vertical de quase quatro metros de altura inala a poluição expelindo ar fresco. Segundo o seu criador, é capaz de fazer “o trabalho de 275 árvores em 1% do espaço.” Cada quadro vertical contém 1682 potes de musgo. O segredo reside aí mesmo — no musgo utilizado — com uma folhagem larga e espessa, capaz de filtrar muito mais poluentes tóxicos.

Cada CityTree tem um custo individual de 22 000 €, porém, é bem possível recuperar o dinheiro do investimento realizado através de publicidade, já que as unidades incluem a tecnologia NFC e iBeacon, o que permite maior facilidade na propagação de anúncios publicitários de marcas parceiras.

Este ecológico engenho, movido a energia solar, também tem Wi-Fi, uma unidade de recolha de água da chuva, bem como um tanque de nutrientes e sistema de irrigação para permitir que o quadro se regue automaticamente. O CityTree também contém sensores que recolhem dados das plantas e seus arredores.

“O ar poluído é a causa de uma em cada sete mortes em todo o mundo”, afirma o CEO da Green City Solutions, Dénes Honus. Em Fevereiro deste ano, Londres já tinha atingido os níveis máximos de poluição anual.

(via Shifter)

31 árvores que você pode plantar em sua calçada, produzem frutos, sombras e flores

Por Ubajara

As árvores são fundamentais nas ruas e avenidas. Além de embelezar, elas tem um importante papel no equilíbrio térmico, refrescando onde quer que estejam.

Também colaboram com a redução da poluição sonora e do ar, fornecem sombra, refúgio e alimento para as aves. Os benefícios não param por aí, poderíamos falar de fixação de carbono, produção de oxigênio, proteção contra ventos, etc. Mas a escolha da espécie correta é fundamental.

Rua de Caxambu MG com tons diferentes de quaresmeiras e outras especies adequadas para calçadas
caxambu rafael siqueira

Se você deseja plantar uma árvore na sua calçada, o primeiro passo é procurar a prefeitura. Muitas delas tem um plano de arborização urbana, com espécies de árvores indicadas por profissionais capacitados. Não raro, você poderá solicitar o plantio à prefeitura, ou buscar as mudas você mesmo no viveiro municipal.Fique atento, o plantio da árvore errada pode provocar muita dor de cabeça no futuro, como tubulações de água e esgoto estourados, calçadas levantadas, problemas na rede elétrica, galhos que ameaçam cair a qualquer momento, frutos pesados que caem sobre carros, ramos espinhentos que atrapalham os pedestres, sujeira e mal cheiro advindo de frutos, folhas ou flores caídos, entre muitas outras situações desagradáveis a perigosas. E geralmente você não pode fazer muita coisa. Na maioria das vezes o corte ou poda é permitido apenas à prefeitura e companhia elétrica. O corte inautorizado pode lhe render multas pesadas e, dependendo da espécie, ser considerado crime ambiental. Você terá que solicitar o serviço e aguardar que aprovem. Portanto, escolha bem. Uma árvore é maravilhosa e para além da vida toda. Abaixo segue uma lista de espécies que são indicadas para calçadas. As espécies que alcançam até 10 metros são boas para calçadas com fiação elétrica, enquanto as maiores podem ser plantadas em calçadas sem fiação.

01 – Noivinha: Euphorbia leucocephala.
Cidade - Paineira 2010 005

Embora, ela tenha outros nomes populares, além de Noivinha. Ela é conhecida também com os seguintes nomes: mês de maio, neve da montanha, cabeça branca, leiteiro-branco, cabeleira-de-velho, flor-de-criança, chuva-de-prata.Durante o mês de maio, suas folhas verdes, ficam brancas, tornando-a linda e encantadora. Em junho suas folhas já voltam a colocaração verde normal. É uma árvore de porte pequeno, que não atinge 3 metros. Não agride a calçada e nem prejudica a fiação elétrica.

02 – Ipê.  Tabebuia sp:
ipe_amarelo_tabebuia_goiania (1)

Ipê-amarelo demora um pouco para crescer, mas transforma a paisagem

Os ipês são de grande porte, com raízes profundas que não danificam as calçadas e exige poucos cuidados. É vastamente usado como árvore decorativa devido à sua florescência colorida e anual.Gênero de árvores, em sua maioria nativas, decíduas, de tronco e ramagem elegantes, madeira resistente e florescimento exuberante nas cores amarelo, branco, rosa e roxo. Atingem de 10 a 35 metros, dependendo da espécie. São adequados para calçadas sem fiação elétrica.

03 – Jacarandá Mimoso – Jacarandá mimosaefolia
jacarnda tim blindim

Um verdadeiro clássico. Árvore decídua, de floração exuberante. Ideal para arborização de ruas, praças e avenidas. Sua altura é de 8 a 15 metros. Suas raízes são profundas, não danificam calçadas e nem redes subterrâneas. Por atingir 15 metros, melhor ser plantada contra a rede elétrica.

04 – Extremosa ou Resedá – Lagerstroemia indica.
resedc3a1-ou-extremosa-nos-estados-unidos

Arvoreta largamente utilizada na arborização urbana. Tem florescimento esplendoroso, é decídua e tolerante a podas drásticas. Atinge 8 metros de altura.

05 – Manacá da Serra – Tibouchina mutabilis
manacc3a1_it_ctral-002 (1)

Belíssima arvore, em que é possível admirar flores em três cores diferentes simultaneamente, branca, rosa e roxa, de acordo com a idade da flor. Atinge 6 metros de altura.

06 . Alfeneiro – Ligustrum lucidum
11-12-10_1513

Uma das espécies mais cultivadas na arborização urbana do sul do Brasil. Oferece boa sombra, mas a floração de muitos exemplares ao mesmo tempo pode intensificar os casos de alergia à pólen.

07 –  Magnolia – Magnólia spp
magnolia

Essa espécie de magnólia, além de bela e perfumada faz lembrar os ipês rosas, são muito interessantes para arborização urbana por seu porte pequeno. Decíduas e próprias para o clima subtropical e temperado. Alcançam de 5 a 10 metros de altura.

08 – Pata-de-vaca – Bauhinia foficata
pata-de-vaca

Árvore brasileira, nativa da Mata Atlântica, de porte médio com uma das mais belas flores e folhagens. Possuem raízes profundas que não estouram as calçadas. Uma ótima opção para ser usada como decoração e em regeneração de matas degradadas.

09 – Quaresmeira Tibouchina granulosa
Quarresmeira em Luz MG

É uma árvore nativa de pequeno porte, raízes profundas, ela é elegante e bela e apresenta uma linda floração roxa que ocorre duas vezes por ano, possui um fruto pequeno. É uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil.

10 – Murta-de-cheiro, Dama-da-noite, Jasmim-laranja, Murta, Murta-da-índia, Murta-dos-jardins – Murraya paniculata
murta

A murta-de-cheiro é um arbusto grande ou arvoreta, que pode alcançar até 7 metros de altura. Muito utilizada para a formação de cercas-vivas, a murta-de-cheiro apresenta ramagem lenhosa e bastante ramificada. Suas folhas são pinadas, com 3 a 7 folíolos pequenos, elípticos, glabros, perenes,Durante todo o ano produz inflorescências terminais, com flores de coloração branca

11 – Ipê-Mirim (Stenolobium stans)
34137850

Pode chegar a sete metros de altura, tem floração entre os meses de janeiro e maio.

12 – Candelabro (Erytrina speciosa)
Luciana Yoshime

Sua altura varia de quatro a seis metros. A floração vermelha acontece entre junho e setembro.

13 – Flanboyant Mirim (Caesalpinia pulcherrima)
IMG_0124

Tem altura média de três a cinco metros. Sua floração é bastante diversificada, aparecendo nas cores: rosa, vermelha, amarela e branca, entre os meses de setembro e maio.

14 – Cambuci (Campomanesia phaea)
cambuci_fruto

Com altura entre três e cinco metros, esta árvore tem flores grandes e brancas. Mas, seu principal destaque são os frutos, que costumam aparecer entre os meses de fevereiro e março.

15 – Pitangueira (Eugenia uniflora)
muda-certificada-de-pitanga-eugenia-uniflora-brinde-10656-MLB5697478606_012014-F

Sua altura varia de dois a quatro metros. A árvore produz pequenos frutos e flores brancas, ideais para alimentar abelhas.

16 – Jabuticabeira (Eugenia cauliflora)
DSC00516 - Cópia

Esta espécie pode chegar a dez metros de altura. Ela costuma florescer entre a primavera e o verão, produzindo grandes quantidades de frutos.

17 – Oiti – Licania tomentosa
oiti-licania-tomentosa-1-2-metros2-e1421925070949-500x400

Árvore frutífera, largamente utilizada na arborização urbana no sudeste do país.

18 – Escova-de-garrafa – Callistemon ssp
2007_0803Moema0315 (2)

Espécies de árvores de pequeno porte, nativas da Austrália, e muito resistentes à seca. Floração exuberante.A bela floração da Chuva-de-ouro.

19 – Cinamomo – Melia azedarach
30-sementes-cinamomo-melia-azedarach-outono-arvore-bonsai-D_NQ_NP_826111-MLB20494374567_112015-

Árvore bastante utilizada na arborização urbana. Indicada para clima subtropical. Floração ornamental e frutos atrativos para avifauna. Alcança até 20 metros de altura.Também conhecido como santa-bárbara e lilás-de-soldado, o cinamomo, além de produzir lenha, é ornamental; os frutos são redondos e carnosos.

20 – Amoreira-preta – Morus nigra
imagem-de-morus-nigra

Árvore frutífera, muita atrativa para os passarinhos. Atinge 10 metros de altura.

21 Jasmim-manga – Plumeria rubra
POUSADA  (81)

Árvore de flores muito perfumadas e aspecto escultural. Ideal para calçadas, praças e parques. Atinge 6 metros de altura.

28 – Cerejeira-do-japão – Prunus serrulata
1040840_591930707518325_1374905591_o

Árvore decídua, de grande valor ornamental, por ser florescimento espetacular. Própria para clima subtropical e temperado. Alcança 6 metros de altura. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, neutro, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta de clima temperado, necessita de estações bem marcadas para florescer de forma satisfatória. Por este motivo não é indicada para regiões equatoriais e tropicais, salvo em regiões de altitude elevada. Seu crescimento é moderado e a floração é precoce. Não tolera encharcamento e podas drásticas. Resiste ao frio, geadas e curtos períodos de estiagem. Multiplica-se por enxertia, estaquia e mais facilmente por sementes.

29. Aroeira – Schinus molle e Schinus terebinthifolius
trabalho fitogeografico 005

Árvores belas e atrativas para avifauna. São de pequeno porte, atingindo de 8 a 10 metros de altura.

30. Pau-fava – Senna macranthera
2286564230_428ae96a45_o

Árvore nativa e de pequeno porte, com floração ornamental e aspecto elegante. Atinge até 8 metros de altura.

31. Canafístula-de-besouro – Senna spectabilis
15-02-10_1609

Árvore decídua, nativa do nordeste, de florescimento ornamental e pequeno porte. Alcança 9 metros de altura.

A lista não para por aí. Você também pode usar uma variedade de coníferas, que apesar de seu formato geralmente cônico a colunar, desde à base, são escolhas interessantes para calçadas largas. As palmeiras, em sua maioria (com exceção das entouceiradas, espinhentas e as de porte gigante), são muito indicadas para ornamentar ruas, avenidas e calçadas. A diversidade de árvores é enorme e você pode gostar justamente de uma que viu em algum lugar. Veja as características que uma árvore para arborização de calçadas deve ter:

– Não possuir raízes superficiais ou agressivas
– Não ter frutos ou flores grandes
– Não possuir espinhos
– Não ser tóxica
– Não ser de grande porte (mais de 20 metros de altura)
– Não possuir madeira frágil, suscetível à quebra ou ataque de cupins (evite árvores de crescimento muito rápido)
– Não ser invasora

(via Ubajara Notícias)

Aplicativo brasileiro conhecido como ‘Tinder da Reciclagem’ é premiado pela ONU

Por Débora Spitzcovsky 

Dois mil projetos de todo o mundo inscritos e lá estava o aplicativo brasileiro Cataki entre os grandes vencedores! A ferramenta, também conhecida como Tinder da Reciclagem, foi considerada uma das 10 maiores inovações tecnológicas do planeta pelo Netexplo, um observatório independente que estuda os impactos das tecnologias digitais na sociedade em parceria com a Unesco, o orgão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

aplicativo-brasileiro-

Idealizado pelo ativista e grafiteiro Mundano – que também é fundador do movimento Pimp My Carroça –, o aplicativo Cataki ficou conhecido como Tinder da Reciclagem por proporcionar “matchs” entre catadores e pessoas e empresas interessadas em descartar materiais recicláveis – como vidro, plástico, papel, móveis e aparelhos eletrônicos.

d0h4bt8kkesrvlkisc5j

Desde julho de 2017, quando a ferramenta foi lançada, 300 catadores de mais de 30 cidades do país se cadastraram no aplicativo – e afirmam estar trabalhando muito mais graças a ele. Na prática, o app empodera os catadores, tão pouco reconhecidos por seu trabalho no país, e garante que um montante considerável de resíduos – que, não fosse a facilidade do Cataki, seria descartado em aterros – seja encaminhado para reciclagemFala se esse prêmio não foi para lá de merecido?

19212613056549

Ao lado de Breno Castro Alves, coordenador da iniciativa, Mundano recebeu o troféu Innovation Forum Netexplo em cerimônia oficial que aconteceu na sede da Unesco em Paris, na França. E, claro, para celebrar a conquista, os dois levaram à festa confetes feitos de…. material reciclável!

(via The Greenest Post)

Gênio brasileiro e inventor da Fossa Biodigestora é desconhecido da população

Por Glauco Cortez 

O médico-veterinário e gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes é um ilustre desconhecido da população.

Novaes é o inventor da Fossa Séptica Biodigestora e do Clorador Embrapa, duas invenções de grande importância social e ambiental e, por isso, ganhou o prêmio Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2003.

monica-laurito-fossa-séptica-biodigestora

A genialidade de Novaes e sua importância para o país sem dúvida está na Fossa Séptica Biodigestora, inspirado em biodigestores de países asiáticos. Veja só: é uma tecnologia de baixo custo de instalação, fácil manutenção, promove o saneamento do excremento humano e, parece mentira, produz um ótimo adubo líquido. O ciclo completo.

Um exemplo acontece na Fazendinha Belo Horizonte, no Município de Jaboticabal (SP), onde o adubo orgânico gerado pela Fossa Séptica Biodigestora é utilizado para irrigar os 6.500 pés de noz macadâmia. O pomar produz anualmente cerca de 70 toneladas de macadâmia em casca, que são destinadas ao mercado brasileiro.

Um recente levantamento, coordenado pelo engenheiro civil da Embrapa Instrumentação, Carlos Renato Marmo, revelou que já foram implantadas mais de 11 mil unidades da Fossa Séptica Biodigestora.  A fossa foi adotada em mais de 250 municípios brasileiros, nas cinco regiões do País, gerando benefícios para 57 mil pessoas.

Simples e genial, podendo ser associada a outras tecnologias ambientais, como o Clorador e o Jardim Filtrante, a Fossa Séptica Biodigestora substitui as fossas negras, protegendo a saúde dos moradores do campo e sem a necessidade da construção de redes de esgoto, de custo astronômico. Ela também promove a proteção ambiental ao evitar que dejetos contaminem solo e corpos d’água. Para Marmo, a população beneficiada é muito maior do que as 57 mil, pois o saneamento básico apresenta impactos não só no campo como também nas cidades.

Outro estudo realizado pela pesquisadora da Embrapa, Cinthia Cabral da Costa, e pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Joaquim José Martins Guilhoto, demonstraram que a construção desse sistema de saneamento básico poderia reduzir, anualmente, cerca de 250 mortes e 5,5 milhões de infecções causadas por doenças diarreicas. Comprovaram também que cada R$1,00 investido na adoção dessa tecnologia poderia retornar para a economia R$4,69. Bingo!

O mais incrível é que esse tecnologia, embora criada com sustentabilidade, baixo custo, fácil aplicação e replicabilidade, possui um enorme potencial para adoção em todo o País. Dos 5.570 municípios do território nacional, apenas 4,45% adotaram as tecnologias sociais. O levantamento sinaliza que o acesso aos serviços de saneamento básico na área rural ainda é um dos principais desafios para vencer a crise sanitária que afeta a qualidade de vida e a saúde de milhares de pessoas no campo.  A tecnologia tem eficiência comprovada na biodigestão dos excrementos e na eliminação de agentes patogênicos.

Antonio Pereira de Novaes (Arquivo Embrapa)
embrapa-Antonio-pereira-de-novaes

A montagem de um conjunto básico da tecnologia, projetado para uma residência com cinco moradores, é feita com três caixas d´água de 1.000 litros (fibrocimento, fibra de vidro, alvenaria, ou outro material que não deforme), tubos, conexões, válvulas e registros. A tubulação do vaso sanitário é desviada para a Fossa Séptica Biodigestora. As caixas devem ficar semienterradas no solo e a quantidade de caixas deve aumentar proporcionalmente ao número de pessoas na família.

É uma tecnologia também que dificulta a corrupção e o superfaturamento, já que tem interesse social e é de domínio público. A Embrapa apenas orienta a instalação e disponibiliza informações para a montagem, por meio de sua página na internet ou contatos via “Fale conosco” da Embrapa.

O gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes trabalhou durante 30 na Embrapa. Além de médico veterinário e pesquisador, foi também violonista, mestre de banda, compositor de dobrados, entre outras atividades sociais. Ele poderia ter recebido em vida as honras de suas invenções, mas morreu em 2011 e quem sabe se faça ainda jus à herança que deixou aos brasileiros.

(via Carta Campinas)

Cordilheira submersa no Brasil pode ter maior reserva marinha do Atlântico

Por Só Notícia Boa

Uma cordilheira submersa na costa do Espírito Santo logo poderá se tornar uma das maiores reservas marinhas do mundo.
cordilheira-marinha

Dona da maior variedade de espécies que vivem em recifes entre todas as ilhas brasileiras, a cadeia é composta por cerca de 30 montes submarinos de origem vulcânica entre a cidade de Vitória e a ilha de Trindade, a 1.200 km do continente.

“Uma floresta tropical no fundo do mar” – é assim que o biólogo capixaba João Luiz Gasparini descreve cordinheira.

A reserva na cadeia Vitória-Trindade teria cerca de 450 mil quilômetros quadrados – área equivalente à da Suécia.

Espécies naturais de lá

Logo após desembarcar na ilha de Trindade, em 1995, o coautor do artigo, João Luiz Gasparini diz ter encontrado numa poça de maré uma espécie que jamais havia sido catalogada pela ciência – um peixe azulado com uma mancha amarela no topo.

“De cara percebi que existia ali um universo fantástico para ser explorado”, ele diz.

O animal – batizado Stegastes trindadensis – integra o grupo de 13 espécies de peixes recifais endêmicas (restritas ao local) registradas na cordilheira até agora.

Somando-as às que também habitam outras regiões, a lista alcança 270 espécies de peixes recifais – 24 delas ameaçadas de extinção -, uma das mais altas taxas de diversidade entre todas as ilhas do Atlântico.

Também habitam a cordilheira cerca de 140 tipos de moluscos, 28 de esponjas, 87 de peixes de mar aberto, 17 de tubarões e 12 de golfinhos e baleias.

Para Gasparini, há muitas outras espécies a descobrir. “A gente ainda mal arranhou a casca do ovo da biodiversidade da cadeia Vitória-Trindade.”

cordinheira-peixe-azul-e1517015557302

Expedição

Oito pesquisadores devem iniciar neste sábado (27) uma expedição que pretende furar essa casca.

A bordo do Paratii 2, barco que levou o navegador Amyr Klink à Antártida, a equipe tentará ultrapassar pela primeira vez o ponto no fundo do mar a partir do qual a temperatura cai drasticamente, variação conhecida como termoclina.

Até agora, alcançaram no máximo 80 metros de profundidade.

Abaixo dessa zona, sobre montes mais distantes da superfície, esperam encontrar espécies distintas das vistas até agora.

“Os recifes mais profundos são o novo éden, a próxima fronteira para quem quer fazer mergulho científico no mundo”, diz Gasparini.

A missão será facilitada pelo Paratii 2, veleiro cedido aos pesquisadores por meio de uma parceria e capaz de ficar três meses no mar sem reabastecer.

Os cientistas portarão ainda rebreathers, aparelhos que reciclam o gás carbônico exalado, permitindo que o mergulhador passe até seis horas embaixo d’água.

Em sites de vendas no Brasil, um rebreather novo sai por até R$ 33 mil.

A viagem – que contará com pesquisadores da California Academy of Sciences e das universidades federais do Espírito Santo, Pará e Paraíba – deve durar 20 dias.

cordilheira-peixe-verde-e1517015654434

Proteção

A cadeia ganhou visibilidade global em agosto de 2017, quando um estudo baseado na formação de sua fauna foi capa da prestigiada revista científica Nature.

O secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro de Oliveira Costa, disse que nos próximos 45 dias o órgão deverá entregar ao presidente Michel Temer um decreto pedindo a criação de uma unidade de conservação em torno da cordilheira e de outra reserva no arquipélago São Pedro e São Paulo, mais ao norte.

“A partir daí, só depende do presidente, disse o secretário à BBC.

O estudo que embasou a proposta diz que ela seria a maior área marinha protegida do Atlântico. Esta semana o governo federal convocou consultas públicas para discutir a criação das unidades.

A proteção da cordilheira é uma demanda antiga de pesquisadores, que a consideram essencial para a manutenção de estoques pesqueiros em águas vizinhas e um dos melhores laboratórios naturais do mundo.

cordiheira-close

História

Chefe da expedição, o biólogo capixaba Hudson Pinheiro, que faz seu pós-doutorado na instituição californiana, diz que as eras glaciais ajudam a explicar a biodiversidade da região.

Naqueles períodos, enquanto os habitats costeiros eram afetados pela redução do nível da água, os montes submarinos ficaram expostos como ilhas, tornando-se refúgios para a vida marinha.

Conforme o nível do mar subiu nos últimos 10 mil anos, muitas dessas espécies permaneceram isoladas e se adaptaram aos novos ambientes, agora submersos.

Mesmo assim, a cadeia jamais perdeu a conexão com o continente, pois muitas espécies costeiras usam os montes como trampolins, deslocando-se pela cadeia de uma extremidade à outra, no meio do Atlântico.

Hoje ao menos dez desses montes têm entre 30 e 150 metros de profundidade.

Única

O elo da cordilheira com o continente, diz Pinheiro, é o que torna a formação brasileira única no mundo.

Há outras cadeias montanhosas de origem vulcânica no meio do oceano, como o Havaí. Mas, como estão distantes do continente, o deslocamento das espécies nessas áreas é limitado.

Outra explicação para a riqueza da fauna na cordilheira é variedade de algas calcárias, um tipo de planta marinha responsável pela formação de recifes naturais.

Há na cadeia 16 espécies dessas algas, que criam nichos e habitats para centenas de outras espécies.

Ameaças

Pinheiro é um dos principais entusiastas da criação da reserva marinha. Hoje, diz ele, a área está ameaçada pela pesca comercial e pela mineração.

Há na região relatos sobre a ação de barcos com redes presas a grandes rodas, do tamanho de pneus de caminhão, que são arrastadas sobre os recifes.

Outro tipo de pesca que preocupa os pesquisadores é a feita com espinhel, quando anzóis são enfileirados para capturar peixes maiores.

Tubarões são muito vulneráveis a esse método de captura; como geram poucos filhotes, podem ser rapidamente aniquilados.

Não só barcos brasileiros atuam na cordilheira. Parte da cadeia Vitória-Trindade fica em águas internacionais, por onde transitam barcos estrangeiros.

Segundo os pesquisadores, há relatos de que esses barcos também estariam pescando no mar territorial brasileiro, o que é ilegal.

Em nota à BBC Brasil, a Marinha disse realizar patrulhas regulares na cordilheira para inspecionar e apreender embarcações irregulares.

O pesquisador diz esperar que a criação da reserva ponha fim à atividade e que a proibição da pesca em partes da cordilheira ajude a repor estoques de peixes em áreas vizinhas sobrexploradas – o que, para ele, também seria benéfico para pescadores.

Com informações da BBC

(Via Só Notícia Boa)

Coréia do Sul começa a construir uma cidade que não precisa de carros

Por Soraia Alves

Projeto avaliado em US$ 35 bilhões estará pronto até 2020

A fim de diminuir todos os impactos causados pelo uso de carros no nosso dia a dia, a Coréia do Sul está construindo a primeira cidade que não precisará de nenhum automóvel para facilitar a vida de seus moradores.

cidade-sem-carros

O projeto International Business District é parte da cidade de Songdo e, até agora, já custou 35 bilhões de dólares. Toda a estrutura do lugar foi pensada para que os moradores possam fazer tudo à pé, desde ir ao trabalho até pegar os filhos na escola.

O desenvolvimento do IBD começou em 2002, e sua área prioriza um trânsito em massa e voltado para o transporte público e bicicletas. Assim, vemos que o uso de carros não é exatamente proibido, mas desnecessário.

cidade-sem-carros-corei-do-sul-920x612

Para os moradores, além do bom senso de respeitar a proposta do projeto, as vantagens financeiras são mais que convincentes.

A cidade estará concluída até 2020 e a estimativa é que ela ocupará 100 milhões de metros quadrados. Atualmente, já são 20 mil unidades residenciais completas no IBD, onde vivem cerca de 50 mil pessoas.

(Via B9)

Planta encontrada no deserto é capaz de se regar sozinha

Por Merelyn Cerqueira

Qualquer pessoa que lide com plantas acharia ótimo se as plantas pudessem se regar sozinhas. O fato é que essa planta existe e foi apresentada em um estudo publicado em março de 2009 pela revista científica Naturwissenschaften.

01

Trata-se de uma espécie chamada ruibarbo-do-deserto (Rheum palaestinum). Ela é capaz de recolher até 16 vezes mais líquidos do que qualquer outra planta da região montanhosa do Deserto do Negev, em Israel, onde é encontrada.

Esse lugar recebe em média cerca de 75 milímetros de chuva por ano, logo, qualquer gota de água é muito bem-vinda. Por esse motivo, as plantas do deserto são adaptadas ao ambiente e capturam dessa pouquíssima quantidade de chuva o suficiente para sobreviverem.

02

Contudo, a Rheum palaestinum faz isso de uma forma completamente diferente: suas enormes folhas funcionam como uma espécie de funil para mandar água à única raiz que possui.

A planta possuiu quatro folhas grandes dispostas em forma de roseta, e de longe, pode facilmente ser confundida com um pedaço de couve. De perto, pode-se notar que cada folha mede cerca de 70 centímetros e possui sulcos e depressões.

03

As folhas funcionam como uma miniatura da topografia montanhosa da região. Assim como as montanhas e vales que designam a rota de um rio, as folhas canalizam água da chuva para a terra circundante e para a raiz. Tais folhas também são revestidas com cera, o que ajuda a acelerar o fluxo de água.

Esse fenômeno foi descoberto por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Haifa-Oranim, em Israel. Eles notaram a aparência estranha das folhas e então resolveram analisar o crescimento da planta em laboratório. Descobriu-se que ela é capaz de recolher quantidades de água semelhantes às de plantas mediterrânicas, que recebem até 426 mm de precipitação anual.

Ficamos surpresos porque [o fenômeno] não era conhecido e é muito bonito, e por que muitos cientistas, que eram nossos professores e mentores, conheciam a planta, mas não seus princípios”, disse o pesquisador Simcha Lev-Yadun ao LiveScience.

(Via Jornal Ciência)

Cientista do clima constrói casa que gera toda energia que precisa

Por CicloVivo

Além de suprir, ele já conseguiu vender 67% da energia limpa para à rede elétrica.

Quando se trata de mudanças climáticas, por mais que as evidências estejam presentes em toda parte, ainda há aqueles que duvidam. Mas, quem melhor para dar o exemplo de que precisamos agir imediatamente do que um cientista climático? E é por isso que chama atenção a nova casa de Mark Z. Jacobson, o pesquisador que estima que 139 países podem depender apenas de energias renováveis em 2050.

JacobsonProject21-1020x610

Professor de Engenharia Civil e Ambiental, além de Diretor do Programa Atmosfera/Energia da Universidade de Stanford (EUA), Jacobson construiu uma incrível casa capaz de gerar toda a sua energia a partir de fontes renováveis.

Sua residência super-eficiente está localizado em Stanford, na Califórnia. Ela possui um invólucro térmico de baixa energia que isola a casa e reduz os gastos. Para gerar e conservar energia, a casa foi equipada com painéis solares que funcionam em conjunto as famosas baterias domésticas da Tesla, onde ele pode armazenar a energia gerada.

JacobsonProject13-1020x610

O sistema permite que todas as demandas energéticas da residência sejam supridas, além de ainda sobrar para carregar o carro elétrico. Ela é uma prova de que é possível ter uma casa sustentável, sem perder o conforto.

Desde que Jacobson mudou-se para o novo lar, ele não só consegue gerar energia suficiente para sua família, como também já conseguiu vender 67% da energia limpa para à rede elétrica.

JacobsonProject26-1020x610

(Via CicloVivo)

JacobsonProject2-1020x610 lead-1-1020x601 JacobsonProject-1020x610-2 JacobsonProject30-1020x610 JacobsonProject23-1020x610 JacobsonProject22-1020x610 JacobsonProject20-1020x610 JacobsonProject19-1020x610 JacobsonProject17-1020x610 JacobsonProject16-1020x610 JacobsonProject12-1020x610 JacobsonProject10-1020x610