Gênio brasileiro e inventor da Fossa Biodigestora é desconhecido da população

Por Glauco Cortez 

O médico-veterinário e gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes é um ilustre desconhecido da população.

Novaes é o inventor da Fossa Séptica Biodigestora e do Clorador Embrapa, duas invenções de grande importância social e ambiental e, por isso, ganhou o prêmio Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2003.

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A genialidade de Novaes e sua importância para o país sem dúvida está na Fossa Séptica Biodigestora, inspirado em biodigestores de países asiáticos. Veja só: é uma tecnologia de baixo custo de instalação, fácil manutenção, promove o saneamento do excremento humano e, parece mentira, produz um ótimo adubo líquido. O ciclo completo.

Um exemplo acontece na Fazendinha Belo Horizonte, no Município de Jaboticabal (SP), onde o adubo orgânico gerado pela Fossa Séptica Biodigestora é utilizado para irrigar os 6.500 pés de noz macadâmia. O pomar produz anualmente cerca de 70 toneladas de macadâmia em casca, que são destinadas ao mercado brasileiro.

Um recente levantamento, coordenado pelo engenheiro civil da Embrapa Instrumentação, Carlos Renato Marmo, revelou que já foram implantadas mais de 11 mil unidades da Fossa Séptica Biodigestora.  A fossa foi adotada em mais de 250 municípios brasileiros, nas cinco regiões do País, gerando benefícios para 57 mil pessoas.

Simples e genial, podendo ser associada a outras tecnologias ambientais, como o Clorador e o Jardim Filtrante, a Fossa Séptica Biodigestora substitui as fossas negras, protegendo a saúde dos moradores do campo e sem a necessidade da construção de redes de esgoto, de custo astronômico. Ela também promove a proteção ambiental ao evitar que dejetos contaminem solo e corpos d’água. Para Marmo, a população beneficiada é muito maior do que as 57 mil, pois o saneamento básico apresenta impactos não só no campo como também nas cidades.

Outro estudo realizado pela pesquisadora da Embrapa, Cinthia Cabral da Costa, e pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Joaquim José Martins Guilhoto, demonstraram que a construção desse sistema de saneamento básico poderia reduzir, anualmente, cerca de 250 mortes e 5,5 milhões de infecções causadas por doenças diarreicas. Comprovaram também que cada R$1,00 investido na adoção dessa tecnologia poderia retornar para a economia R$4,69. Bingo!

O mais incrível é que esse tecnologia, embora criada com sustentabilidade, baixo custo, fácil aplicação e replicabilidade, possui um enorme potencial para adoção em todo o País. Dos 5.570 municípios do território nacional, apenas 4,45% adotaram as tecnologias sociais. O levantamento sinaliza que o acesso aos serviços de saneamento básico na área rural ainda é um dos principais desafios para vencer a crise sanitária que afeta a qualidade de vida e a saúde de milhares de pessoas no campo.  A tecnologia tem eficiência comprovada na biodigestão dos excrementos e na eliminação de agentes patogênicos.

Antonio Pereira de Novaes (Arquivo Embrapa)
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A montagem de um conjunto básico da tecnologia, projetado para uma residência com cinco moradores, é feita com três caixas d´água de 1.000 litros (fibrocimento, fibra de vidro, alvenaria, ou outro material que não deforme), tubos, conexões, válvulas e registros. A tubulação do vaso sanitário é desviada para a Fossa Séptica Biodigestora. As caixas devem ficar semienterradas no solo e a quantidade de caixas deve aumentar proporcionalmente ao número de pessoas na família.

É uma tecnologia também que dificulta a corrupção e o superfaturamento, já que tem interesse social e é de domínio público. A Embrapa apenas orienta a instalação e disponibiliza informações para a montagem, por meio de sua página na internet ou contatos via “Fale conosco” da Embrapa.

O gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes trabalhou durante 30 na Embrapa. Além de médico veterinário e pesquisador, foi também violonista, mestre de banda, compositor de dobrados, entre outras atividades sociais. Ele poderia ter recebido em vida as honras de suas invenções, mas morreu em 2011 e quem sabe se faça ainda jus à herança que deixou aos brasileiros.

(via Carta Campinas)

Cordilheira submersa no Brasil pode ter maior reserva marinha do Atlântico

Por Só Notícia Boa

Uma cordilheira submersa na costa do Espírito Santo logo poderá se tornar uma das maiores reservas marinhas do mundo.
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Dona da maior variedade de espécies que vivem em recifes entre todas as ilhas brasileiras, a cadeia é composta por cerca de 30 montes submarinos de origem vulcânica entre a cidade de Vitória e a ilha de Trindade, a 1.200 km do continente.

“Uma floresta tropical no fundo do mar” – é assim que o biólogo capixaba João Luiz Gasparini descreve cordinheira.

A reserva na cadeia Vitória-Trindade teria cerca de 450 mil quilômetros quadrados – área equivalente à da Suécia.

Espécies naturais de lá

Logo após desembarcar na ilha de Trindade, em 1995, o coautor do artigo, João Luiz Gasparini diz ter encontrado numa poça de maré uma espécie que jamais havia sido catalogada pela ciência – um peixe azulado com uma mancha amarela no topo.

“De cara percebi que existia ali um universo fantástico para ser explorado”, ele diz.

O animal – batizado Stegastes trindadensis – integra o grupo de 13 espécies de peixes recifais endêmicas (restritas ao local) registradas na cordilheira até agora.

Somando-as às que também habitam outras regiões, a lista alcança 270 espécies de peixes recifais – 24 delas ameaçadas de extinção -, uma das mais altas taxas de diversidade entre todas as ilhas do Atlântico.

Também habitam a cordilheira cerca de 140 tipos de moluscos, 28 de esponjas, 87 de peixes de mar aberto, 17 de tubarões e 12 de golfinhos e baleias.

Para Gasparini, há muitas outras espécies a descobrir. “A gente ainda mal arranhou a casca do ovo da biodiversidade da cadeia Vitória-Trindade.”

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Expedição

Oito pesquisadores devem iniciar neste sábado (27) uma expedição que pretende furar essa casca.

A bordo do Paratii 2, barco que levou o navegador Amyr Klink à Antártida, a equipe tentará ultrapassar pela primeira vez o ponto no fundo do mar a partir do qual a temperatura cai drasticamente, variação conhecida como termoclina.

Até agora, alcançaram no máximo 80 metros de profundidade.

Abaixo dessa zona, sobre montes mais distantes da superfície, esperam encontrar espécies distintas das vistas até agora.

“Os recifes mais profundos são o novo éden, a próxima fronteira para quem quer fazer mergulho científico no mundo”, diz Gasparini.

A missão será facilitada pelo Paratii 2, veleiro cedido aos pesquisadores por meio de uma parceria e capaz de ficar três meses no mar sem reabastecer.

Os cientistas portarão ainda rebreathers, aparelhos que reciclam o gás carbônico exalado, permitindo que o mergulhador passe até seis horas embaixo d’água.

Em sites de vendas no Brasil, um rebreather novo sai por até R$ 33 mil.

A viagem – que contará com pesquisadores da California Academy of Sciences e das universidades federais do Espírito Santo, Pará e Paraíba – deve durar 20 dias.

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Proteção

A cadeia ganhou visibilidade global em agosto de 2017, quando um estudo baseado na formação de sua fauna foi capa da prestigiada revista científica Nature.

O secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro de Oliveira Costa, disse que nos próximos 45 dias o órgão deverá entregar ao presidente Michel Temer um decreto pedindo a criação de uma unidade de conservação em torno da cordilheira e de outra reserva no arquipélago São Pedro e São Paulo, mais ao norte.

“A partir daí, só depende do presidente, disse o secretário à BBC.

O estudo que embasou a proposta diz que ela seria a maior área marinha protegida do Atlântico. Esta semana o governo federal convocou consultas públicas para discutir a criação das unidades.

A proteção da cordilheira é uma demanda antiga de pesquisadores, que a consideram essencial para a manutenção de estoques pesqueiros em águas vizinhas e um dos melhores laboratórios naturais do mundo.

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História

Chefe da expedição, o biólogo capixaba Hudson Pinheiro, que faz seu pós-doutorado na instituição californiana, diz que as eras glaciais ajudam a explicar a biodiversidade da região.

Naqueles períodos, enquanto os habitats costeiros eram afetados pela redução do nível da água, os montes submarinos ficaram expostos como ilhas, tornando-se refúgios para a vida marinha.

Conforme o nível do mar subiu nos últimos 10 mil anos, muitas dessas espécies permaneceram isoladas e se adaptaram aos novos ambientes, agora submersos.

Mesmo assim, a cadeia jamais perdeu a conexão com o continente, pois muitas espécies costeiras usam os montes como trampolins, deslocando-se pela cadeia de uma extremidade à outra, no meio do Atlântico.

Hoje ao menos dez desses montes têm entre 30 e 150 metros de profundidade.

Única

O elo da cordilheira com o continente, diz Pinheiro, é o que torna a formação brasileira única no mundo.

Há outras cadeias montanhosas de origem vulcânica no meio do oceano, como o Havaí. Mas, como estão distantes do continente, o deslocamento das espécies nessas áreas é limitado.

Outra explicação para a riqueza da fauna na cordilheira é variedade de algas calcárias, um tipo de planta marinha responsável pela formação de recifes naturais.

Há na cadeia 16 espécies dessas algas, que criam nichos e habitats para centenas de outras espécies.

Ameaças

Pinheiro é um dos principais entusiastas da criação da reserva marinha. Hoje, diz ele, a área está ameaçada pela pesca comercial e pela mineração.

Há na região relatos sobre a ação de barcos com redes presas a grandes rodas, do tamanho de pneus de caminhão, que são arrastadas sobre os recifes.

Outro tipo de pesca que preocupa os pesquisadores é a feita com espinhel, quando anzóis são enfileirados para capturar peixes maiores.

Tubarões são muito vulneráveis a esse método de captura; como geram poucos filhotes, podem ser rapidamente aniquilados.

Não só barcos brasileiros atuam na cordilheira. Parte da cadeia Vitória-Trindade fica em águas internacionais, por onde transitam barcos estrangeiros.

Segundo os pesquisadores, há relatos de que esses barcos também estariam pescando no mar territorial brasileiro, o que é ilegal.

Em nota à BBC Brasil, a Marinha disse realizar patrulhas regulares na cordilheira para inspecionar e apreender embarcações irregulares.

O pesquisador diz esperar que a criação da reserva ponha fim à atividade e que a proibição da pesca em partes da cordilheira ajude a repor estoques de peixes em áreas vizinhas sobrexploradas – o que, para ele, também seria benéfico para pescadores.

Com informações da BBC

(Via Só Notícia Boa)

Coréia do Sul começa a construir uma cidade que não precisa de carros

Por Soraia Alves

Projeto avaliado em US$ 35 bilhões estará pronto até 2020

A fim de diminuir todos os impactos causados pelo uso de carros no nosso dia a dia, a Coréia do Sul está construindo a primeira cidade que não precisará de nenhum automóvel para facilitar a vida de seus moradores.

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O projeto International Business District é parte da cidade de Songdo e, até agora, já custou 35 bilhões de dólares. Toda a estrutura do lugar foi pensada para que os moradores possam fazer tudo à pé, desde ir ao trabalho até pegar os filhos na escola.

O desenvolvimento do IBD começou em 2002, e sua área prioriza um trânsito em massa e voltado para o transporte público e bicicletas. Assim, vemos que o uso de carros não é exatamente proibido, mas desnecessário.

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Para os moradores, além do bom senso de respeitar a proposta do projeto, as vantagens financeiras são mais que convincentes.

A cidade estará concluída até 2020 e a estimativa é que ela ocupará 100 milhões de metros quadrados. Atualmente, já são 20 mil unidades residenciais completas no IBD, onde vivem cerca de 50 mil pessoas.

(Via B9)

Planta encontrada no deserto é capaz de se regar sozinha

Por Merelyn Cerqueira

Qualquer pessoa que lide com plantas acharia ótimo se as plantas pudessem se regar sozinhas. O fato é que essa planta existe e foi apresentada em um estudo publicado em março de 2009 pela revista científica Naturwissenschaften.

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Trata-se de uma espécie chamada ruibarbo-do-deserto (Rheum palaestinum). Ela é capaz de recolher até 16 vezes mais líquidos do que qualquer outra planta da região montanhosa do Deserto do Negev, em Israel, onde é encontrada.

Esse lugar recebe em média cerca de 75 milímetros de chuva por ano, logo, qualquer gota de água é muito bem-vinda. Por esse motivo, as plantas do deserto são adaptadas ao ambiente e capturam dessa pouquíssima quantidade de chuva o suficiente para sobreviverem.

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Contudo, a Rheum palaestinum faz isso de uma forma completamente diferente: suas enormes folhas funcionam como uma espécie de funil para mandar água à única raiz que possui.

A planta possuiu quatro folhas grandes dispostas em forma de roseta, e de longe, pode facilmente ser confundida com um pedaço de couve. De perto, pode-se notar que cada folha mede cerca de 70 centímetros e possui sulcos e depressões.

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As folhas funcionam como uma miniatura da topografia montanhosa da região. Assim como as montanhas e vales que designam a rota de um rio, as folhas canalizam água da chuva para a terra circundante e para a raiz. Tais folhas também são revestidas com cera, o que ajuda a acelerar o fluxo de água.

Esse fenômeno foi descoberto por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Haifa-Oranim, em Israel. Eles notaram a aparência estranha das folhas e então resolveram analisar o crescimento da planta em laboratório. Descobriu-se que ela é capaz de recolher quantidades de água semelhantes às de plantas mediterrânicas, que recebem até 426 mm de precipitação anual.

Ficamos surpresos porque [o fenômeno] não era conhecido e é muito bonito, e por que muitos cientistas, que eram nossos professores e mentores, conheciam a planta, mas não seus princípios”, disse o pesquisador Simcha Lev-Yadun ao LiveScience.

(Via Jornal Ciência)

Cientista do clima constrói casa que gera toda energia que precisa

Por CicloVivo

Além de suprir, ele já conseguiu vender 67% da energia limpa para à rede elétrica.

Quando se trata de mudanças climáticas, por mais que as evidências estejam presentes em toda parte, ainda há aqueles que duvidam. Mas, quem melhor para dar o exemplo de que precisamos agir imediatamente do que um cientista climático? E é por isso que chama atenção a nova casa de Mark Z. Jacobson, o pesquisador que estima que 139 países podem depender apenas de energias renováveis em 2050.

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Professor de Engenharia Civil e Ambiental, além de Diretor do Programa Atmosfera/Energia da Universidade de Stanford (EUA), Jacobson construiu uma incrível casa capaz de gerar toda a sua energia a partir de fontes renováveis.

Sua residência super-eficiente está localizado em Stanford, na Califórnia. Ela possui um invólucro térmico de baixa energia que isola a casa e reduz os gastos. Para gerar e conservar energia, a casa foi equipada com painéis solares que funcionam em conjunto as famosas baterias domésticas da Tesla, onde ele pode armazenar a energia gerada.

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O sistema permite que todas as demandas energéticas da residência sejam supridas, além de ainda sobrar para carregar o carro elétrico. Ela é uma prova de que é possível ter uma casa sustentável, sem perder o conforto.

Desde que Jacobson mudou-se para o novo lar, ele não só consegue gerar energia suficiente para sua família, como também já conseguiu vender 67% da energia limpa para à rede elétrica.

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(Via CicloVivo)

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Um sonho: casa móvel e amiga do ambiente permite viver em qualquer lugar

Por Hypeness

Já imaginou ter uma linda e confortável casa que pode ser levada para a beira da praia ou a um lugarzinho no meio das montanhas? Não é só você que já teve esse desejo, e finalmente estão conseguindo tirar a ideia do papel…

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Uma startup alemã chamada LTG Lofts desenvolveu a Coodo, uma casa móvel que tem como objetivo justamente permitir uma vida mais próxima da natureza. a moradia tem versões de 36 a 96 metros quadrados, podendo ser vazia (apenas com instalação elétrica e piso), básica (com banheiro) ou completa (com cozinha, móveis e tudo mais).

Ela é construída em módulos, fazendo com que o cliente possa customizar a sua própria casa, retirando um incluindo espaços em relação ao projeto original.

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Por isso, os arquitetos que a desenharam acreditam que a Coodo também possa servir como escritório, restaurante ou espaço durante eventos (num tipo de uso similar ao de contêineres, por exemplo).

O transporte pode ser feito com um caminhão e a instalação requer um guindaste, o que quer dizer que a mobilidade acaba ficando um tanto limitada – é preciso planejar um pouco quanto tempo passar em cada lugar. Ela já está sendo vendida para clientes da Europa, da Ásia e da América do Norte.

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Uma das preocupações que os criadores ressaltam ter tomado é a de fazer do projeto o mais sustentável que conseguirem, aproveitando bastante materiais recicláveis e investindo em processos que economizem o máximo de energia possível durante a fabricação.

Apesar disso, placas de captação de energia solar, geradores elétricos ou turbinas de vento para gerar energia eólica ainda não estão disponíveis – embora eles garantam que vão disponibilizar isso em breve.

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Mark Dare Schmiedel, fundador da LTG Softs, diz que a empresa “quer servir de exemplo ao provar que altos padrões ecológicos e de sustentabilidade não são opostos de qualidade, design e conforto”.

Os projetos da Coodo têm preços que variam de acordo com as características de cada encomenda. O modelo Coodo 18, de módulo único com 61 m², varia entre 49.900 euros na versão vazia, €53.900 na versão básica e €59.000 na versão completa.

(Via Hypeness)

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Venda de água mineral ajuda a matar a sede no semiárido

Por Catraca Livre

“Às vezes, passavam dias para gente tomar banho porque a pouca água que a gente tinha precisava economizar”, lembra Maria Nair de Sá, de 51 anos. Até pouco tempo atrás, ela fazia parte dos 35 milhões de brasileiros sem acesso à água potável no país.

Descobrimos a história de Maria Nair e mais outras três Marias em uma comunidade rural de Jaguaruana, interior do Ceará. Para chegar até lá são cerca de 3 horas e meia de estrada, partindo de Fortaleza. No caminho, a paisagem revela a aridez da região e o calor, que desconhece o que é inverno, adianta que é preciso ser resistente para viver ali.

Saímos de São Paulo com uma finalidade: conhecer um projeto da Ambev que desde o início do ano tem levado água para dentro das casas das famílias do semiárido. De que maneira a empresa faz isso? Vendendo água.

AMA – um projeto social

A cervejaria – que já produzia sucos e refrigerantes, além de cerveja – resolveu adicionar à sua linha de produtos uma água mineral chamada AMA. O propósito da nova empreitada era claro: destinar todo o lucro da venda para projetos que amenizassem os efeitos da seca no Nordeste.

AMA é o prefixo de várias palavras que em Tupi significam chuva
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E conseguiram! A primeira região beneficiada com o negócio social foi o Ceará, Estado que mais sofre com a seca no Brasil. Por lá, foram cinco anos consecutivos sem chuva. “Nesses cinco anos, só as bênçãos de Deus mesmo. Por vários dias, a gente não tinha água para fazer o café”, conta Maria de Fátima Lima, de 66 anos, que se aposentou plantando feijão e jerimum e desafiando o solo que teimava em rachar.

Água, quando tinha, era a que ela ia buscar com a vizinha Maria do Rosário em um poço distante cerca de 40 minutos da casa dela. Mesmo indo distante, a água que elas conseguiam tinha excesso de ferrugem, ou capa rosa – como é popularmente chamada.

“Essa água cheia de capa rosa era pra tomar banho, lavar roupa, pra tudo. Então, como é que a gente fazia para beber essa água que era vermelha? A gente furava um balde, botava uma tela fina no fundo do balde todo furado, botava areia e aquela areia coava aquela água todinha. O que caía embaixo era bem alvinha. Eu passava de novo em outro pano e botava no filtro para beber. Era assim que a gente fazia”.

O filtro de areia improvisado de dona Maria de Fátima só era dispensado quando a água vinha de cima.

- A senhora bebia água da chuva?

- Bebia! Botava para beber. A água é bem alvinha, boa que é uma beleza. Não vem das mãos de Deus, minha filha?

“Nunca tomei banho de chuveiro”

Teresa Maria, agricultora
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Do outro lado da comunidade, fomos conhecer Teresa Maria dos Santos de 55 anos. Mulher forte, agricultora, que aprendeu desde cedo a lidar com a adversidade do clima.

”Quando era pequenininha, a gente trepava em cima do catavento, rodava o catavento para puxar água do poço. Porque de dia tinha vento, à noite não tinha e a gente tinha que ter água”, lembra.

Na casa dela – uma típica moradia acolhedora do Nordeste – tudo muito organizado e limpo. O que chama atenção é a ausência de torneira na pia da cozinha e um banheiro sem chuveiro. Também, pudera! Água por lá chegou há pouco, ainda não deu tempo de fazer os ajustes necessários.

“Eu sempre tomei banho de canequinha, nunca tomei banho de chuveiro, não. Agora com a água aqui, estou com planos de comprar uma caixa e ajeitar o banheiro. Não vai ser agora, mas quando as coisas melhorarem, eu ajeito”.

Até agora, o lucro com a venda da água AMA viabilizou obras para a perfuração de poços e a instalação de micro usinas de energia solar, que beneficiaram 3 mil pessoas diretamente. Até o fim do ano, a Ambev pretende expandir o projeto para outras localidades do semiárido brasileiro onde o acesso à água potável ainda é escasso ou mesmo inexistente.

Ao comprar uma garrafinha da AMA nas principais redes de supermercado do país ou através do site www.emporio.com, o consumidor contribui para ampliação desse projeto.  Conheça mais sobre a água AMA no site. Por lá, é possível acompanhar todo o lucro e os investimentos. Os números de todo o processo são verificados por uma auditoria externa da KPMG.

(Via Catraca Livre)

 

 

Empresa de sucos joga cascas de laranja em uma área desmatada. Veja o que aconteceu 16 anos depois

Por Histórias com Valor

A maioria das pessoas joga as cascas de frutas no lixo. No entanto, esses ecologistas descobriram que elas podem salvar o mundo… Tudo começou quando eles pediram cascas de laranja a uma empresa de sucos para colocarem em uma área desmatada. O que aconteceu depois foi incrível!

Em 1997, os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs apresentaram uma proposta a uma empresa de suco de laranja da Costa Rica. Se os donos doassem uma terra florestal completamente intocada à Área de Conservação Guanacaste, eles poderiam despejar suas cascas sem qualquer custo. O lugar onde eles despejariam as cascas de laranja era um pedaço de terra desmatada.

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A empresa de suco de laranja concordou e achou que aquele era um ótimo negócio. Um ano depois, foram despejadas 12 mil toneladas métricas de cascas de laranja e restos da fruta. Esse local ficou intocado por mais de uma década depois de ter sido coberto com o “lixo” da empresa de sucos.

Depois de 16 anos, Janzen pediu a um estudante de pós-graduação chamado Timothy Treuer para inspecionar o local e relatar suas descobertas. Apesar de procurar durante várias horas, o aluno não conseguiu achar o terreno descrito pela ecologista. Uma semana depois eles voltaram e descobriram o lugar exato através de coordenadas. No entanto, quando perceberam que estavam olhando o terreno correto, ficaram em choque.

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Em comparação com a área circundante, aquele local parecia um verdadeiro paraíso. “Era difícil acreditar que a única diferença entre as duas áreas era um monte de cascas de laranja. Eles pareciam ecossistemas completamente diferentes”, diz o estudante.

A vegetação daquele lugar um dia desmatado estava agora incrivelmente espessa. A fruta descartada fez com que uma nova floresta renascesse das cinzas. Treuer e sua equipe da Universidade de Princeton estudaram aquela área nos três anos seguintes. Eles ficaram absolutamente impressionados com os resultados.

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Nas plantações à volta, sem cascas de laranja, havia apenas uma espécie de árvore dominante. No lado com os restos de fruta, havia mais de duas dúzias de espécies de vegetação! Para além disso, o solo era melhor criando árvores fortes e saudáveis… tudo por causa das cascas de laranja!

Mas a maior descoberta dessa pesquisa ainda estava para vir. Eles descobriram que o crescimento de uma floresta secundária, aquela que cresce após a primeira ser derrubada, é crucial para abrandar as mudanças climáticas. Isso porque elas absorvem e armazenam carbono 11 vezes mais rápido que uma floresta “antiga”.

De acordo com Treuer, se pudermos replicar esse experimento por todo o mundo, vamos ajudar a atmosfera do mundo a se restaurar… não é maravilhoso?! Vamos compartilhar essa pesquisa para que todos possam conhecer essa maravilhosa notícia!

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Se quiser saber mais sobre esse estudo, visite o site da Universidade de Princeton.

(Via Histórias com Valor)

Parque em Istambul permite os visitantes caminharem pelas copas das árvores

Por Patrick Lynch e Eduardo Souza

Em Istambul, uma cidade com poucos espaços verdes existentes, o studio DROR propôs algo radical – um parque cheio de intervenções inovadoras como forma de incentivar a experiência coletiva e o convívio. Visionado como “uma história de amor entre as pessoas e a natureza”, o parque florestal Parkorman dará às pessoas a chance de passear através da floresta, brincar, refletir e até mesmo percorrer por sobre os níveis das copas das árvores.

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Localizado ao norte do centro da cidade, DROR enfrentou o desafio de fornecer um incentivo ativo para atrair residentes ao parque. A solução foi preservar a vida florestal existente e complementá-la com estruturas surpreendentes que permitissem às pessoas aproveitarem o local.

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“Nós nos propusemos criar um parque que dissolva a ansiedade e o medo que muitas vezes acompanha um ambiente desconhecido através de uma rede de condições que promove o amor incondicional”, explicam os arquitetos. “Imaginamos a experiência mais profunda dada pelo toque mais leve; um esforço que preserva a floresta luxuriante e deixa cada árvore no lugar, como solicitado pela cidade.”

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O projeto urbano é dividido em cinco zonas principais, cada uma projetada para provocar sua própria emoção. A interação e o jogo são promovidos em cada zona através da série de intervenções: Na entrada do parque, “A Praça” apresenta os visitantes à natureza e proporciona um espaço aberto para o convívio e socialização; Em “The Loop”, os balanços e as redes flutuam sobre o chão da floresta como um retiro relaxante da vida urbana; gigantescos poços de bolas, inspirados pela vitalidade de um mercado turco de especiarias, compõem o “The Pool”; Em “The Chords”, convidados aventureiros têm a chance de subir nas copas das árvores em uma trilha torcida, e saltar em trampolins gigantes localizados ali.

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Para uma experiência mais reflexiva, “The Grove” oferece uma trilha de esculturas levando através da paisagem. “The Fountain of Clarity,” uma moldura em forma de cubo de que a água chuveiros para baixo em todos os quatro lados, usa um módulo de sensor e pistão hidráulico para abrir na aproximação, permitindo que a estrutura envolva os visitantes em uma sala aquosa.

Caminhos não-lineares são tecidos entre as árvores conectando as intervenções, e permitindo que os convidados escolham sua própria rota através do parque.

(Via Arch Daily)

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Blocos de vidro que geram energia solar prometem revolucionar a construção

Por Ciclo Vivo

Pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, desenvolveram blocos de vidros que possuem pequenas células solares embutidas. Imagine construir uma casa inteira usando blocos que geram energia? Um sonho que pode se tornar realidade.

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Chamado Solar Squared, eles ainda garantem isolamento térmico (o que é um problema em blocos de vidro comuns) e, ainda sim, permitem que a luz natural entre nos edifícios. Eles foram fabricados com tecnologia para garantir a máxima absorção solar.

Outra vantagem é que tais blocos de construção podem tanto ser integrados em novas construções quanto inseridos em reformas.

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“O design modular é completamente escalável e permite uma integração arquitetônica perfeita”, garantem os pesquisadores. “A natureza simplificada da tecnologia permite que ela seja incorporada em materiais de construção convencionais, o que significa que suas aplicações são inúmeras”.

A maior dificuldade até então é em relação ao preço. O professor Dr. Hasan Baig salienta que mais do que comparar com os painéis solares convencionais, é preciso agregar a economia energética que o produto vai gerar, além do valor do próprio bloco enquanto material de construção.

Os blocos estão em fase de protótipo e a equipe da Exeter aguarda uma patente sobre a tecnologia e logo começará os testes piloto.

(Via Ciclo Vivo)