Finalmente há um motor de busca de Creative Commons… ainda não sabe o que isso é?

Por Shifter

A organização sem fins lucrativos Creative Commons (CC), que em 2002 criou um conjunto de licenças públicas com o mesmo nome, lançou um motor de busca para tornar os conteúdos CC mais acessíveis. O novo serviço de pesquisa começou a ser desenvolvido há dois anos e, depois de um período beta, está disponível em search.creativecommons.org.

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A plataforma integra mais de 300 milhões de imagens CC indexadas de 19 fontes diferentes: dos bancos fotográficos Flickr e 500px, aos repositórios criativos Behance, DeviantArt e Thingiverse, passando por instituições culturais como o Rijksmuseum ou a New York Public Library. O intuito é alargar o espectro do motor de busca, integrando colecções de CC importantes o como as da Europeana e as da Wikimedia Commons (Wikipédia).

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As licenças Creative Commons (CC) determinam que um conteúdo apesar de protegido por direitos autorais pode ser utilizado por qualquer pessoa mediante a política de licenciamento definida pelo seu autor. Dependendo da(s) licença(s) que o autor adopte, os conteúdos em CC podem ser utilizados para fins pessoais, editorais ou comerciais, depender apenas da atribuição de crédito ao autor original e até, inclusive, ser modificados.

As licenças CC são universais – consistem num código que qualquer criador de conteúdos, internauta ou algoritmo consegue compreender e que é transversal a plataformas como a Wikipédia ou o Flickr (que costumam ser bons locais para pesquisar e encontrar alguns desses conteúdos CC). Por outro lado, qualquer criador pode licenciar o seu trabalho com uma destas licenças, para isso basta ir ao site e escolher a que lhe parece mais indicada.

 

Não se pode utilizar fotografias do Shutterstock, da Getty ou de outros bancos do género assim sem mais nem menos. É preciso comprar essas imagens ou adquirir uma licença que geralmente não é barata. Todavia, e felizmente para muitos criadores de conteúdos com orçamentos baixos, existem boas alternativas gratuitas. O Unsplash é um bom exemplo, mas não o único, graças à iniciativa da Creative Commons em 2002 de criar um conjunto de licenças públicas com o mesmo nome.

O motor de busca da Creative Commons só inclui imagens por agora, mas existem planos para integrar outros trabalhos licenciados com CC, como manuais escolares ou áudios. Ao todo, existem cerca de 1,4 mil milhões de conteúdos CC que poderão ser indexados a este serviço de pesquisa.Nos planos estão também uma funcionalidade de pesquisa avançada, a possibilidade de navegar por colecções sem introduzir termos de pesquisa e melhorias na acessibilidade e experiência em dispositivos móveis.

Esse trabalho de continuar a desenvolver e de alargar a plataforma de pesquisa da Creative Commons está dependente do trabalho voluntário de programadores que ajudam a equipa de engenheiros da Creative Commons. Por exemplo, alunos da Google Summer of Code, que começa este mês de Maio, irão dar o seu contributo.

(via Shifter)

Arquiteto russo sugere projeto moderno de restauração Notre-Dame de Paris

Por Avai Nunes

As pessoas na Rússia foram profundamente afetadas pelo incêndio na catedral de Notre-Dame de Paris. As autoridades russas imediatamente ofereceram ajuda para restaurar a obra-prima arquitetônica e, em breve, Moscou fará uma convocação para os designers.

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Arquitetos já sugeriram algumas ideias interessantes. Aqui está o que Alexander Nerovnya postou no Instagram – ele sonhou com um design moderno com um teto de vidro. O que você acha?

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Mais: Instagram

(via Design You Trust)

As “pequenas aventuras” de algumas coisas do cotidiano

Por Felipe Brandão

Você já imaginou como seriam as interações entre alguns objetos, fenômenos e outras coisas aleatórias do cotidiano? Isso foi o que o ilustrador Salim Zerrouki pensou, e com isso em mente, nos trouxe algumas divertidas ilustrações.

O que o cursor do seu mouse tem na “cabeça”? Ou o que o termômetro pensa de ser colocado em algumas partes nada agradáveis das pessoas e dos animais? Bom, isso e mais um pouco, você verá agora:

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(via Tudo Interessante)

Por que o bambu é considerado o ‘aço verde’ da construção civil

Por Blog da Arquitetura

A construção civil é um dos setores mais importantes da economia mundial, mas também é considerada como a principal vilã da natureza. Isso porque ela consome boa parte dos recursos não renováveis do planeta. Felizmente, em contrapartida, diversas instituições ao redor do mundo estão atentas a essa questão, incentivando pesquisas voltadas ao desenvolvimento ecológico e à sustentabilidade. Preocupados com o futuro, profissionais têm testado novas possibilidades de estruturas, explorando melhor as potencialidades de materiais não tão usuais, como o bambu.

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+ O EMPREGO DO BAMBU NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Esse vegetal, da família da Gramínea, é conhecido pelo homem desde os tempos mais remotos. Erguer estruturas em bambu é uma arte bastante dominada pelos povos orientais. Embora haja uma considerável concentração nativa também nas Américas, com extensas reservas da planta inclusive no Brasil, o material é visto com preconceito pelos projetistas, que o encaram como sendo de baixa qualidade. Por isso, nos dias de hoje, o bambu é pouco utilizado em obras de arquitetura. Na verdade, o que falta mesmo são normas que o regularize adequadamente para o mercado da construção civil.

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Exemplos de obras contendo esse vegetal podem ser encontrados no mundo todo. Em Bali, na Ásia, uma fábrica com mais de dois mil e quinhentos metros quadrados é considerada a maior estrutura já erguida em bambu. Na Europa, o aeroporto de Madri possui um extenso revestimento de fachada nesse material. Na Colômbia, país do continente americano, há registros de obras antigas, do período pré-colonização, e contemporâneas como a Catedral Alterna Nuestra Señora de La Pobreza, de Simón Vélez. Aliás, esse arquiteto é o maior responsável, atualmente, por promover o uso do bambu como elemento essencial na construção.

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+ O BAMBU PARA A ARQUITETURA VERNACULAR

É inegável a beleza e a versatilidade do bambu, assim como a riqueza arquitetônica, de aparência ancestral, das obras que o utilizam como elemento construtivo principal. Devido às suas boas qualidades, como baixos custos e coeficientes, o material tem ganhado mais espaço em projetos sustentáveis, com usos constantemente reinventados pelos arquitetos. Essa é uma excelente contribuição para o futuro da construção civil, que ainda busca encontrar melhores soluções para se conciliar natureza e tecnologias, sem esquecer-se da estética.

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São características das estruturas em bambu:

– Leveza – seu peso é bem menor se comparado ao de outros materiais;

– Resistência – aos esforços de tração, flexão e compressão;

– Durabilidade – quando bem tratada, uma edificação em bambu pode durar por até três décadas;

– Economia – o emprego desse material pode representar uma diminuição de até um terço do valor total de um projeto, principalmente quanto à questão do seu transporte até o local da obra;

– Eco friendly – a extração do bambu é menos danosa ao meio ambiente; além disso, o material ajuda a prevenir erosões e regular as águas subterrâneas, é biodegradável, renovável e não poluente.

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+ ESTRUTURAS A PARTIR DE ESQUELETOS DE BAMBU

A cada dia os elementos são mais bem introduzidos nas obras arquitetônicas. Há diferentes formas de empregar e também várias técnicas para construir com bambu. Ele pode ser unido a outros materiais – terra, cimento e vidro – para formar, reforçar ou revestir estruturas, como lajes. Ou então, ser a única matéria-prima utilizada na edificação, substituindo pilastras e vigas tradicionais, por exemplo. Peças bem trançadas, parafusadas, encaixadas ou amarradas têm condições de apresentar resistência similar ao aço. Por isso, o bambu é chamado por muitos como o ‘aço verde’ da construção civil.

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As espécies de bambu mais indicadas para o uso estrutural na construção civil são: Taquaruço, Dendrocalamus e Phyllostachys pubescens.

+ PATOLOGIAS RECORRENTES NAS ESTRUTURAS EM BAMBUS

Apesar de todas as qualidades características, o bambu também apresenta pontos fracos. E o desconhecimento disso, por parte do projetista, pode resultar no colapso da estrutura. Primeiro, deve-se ter cautela na escolha do sistema construtivo, pois ele precisa ser compatível com o material e com o projeto. Esforços excessivos, atuantes de forma inadequada, podem provocar o cisalhamento das peças solicitadas. Por isso, é recomendável que a edificação não passe de dois pavimentos, a não ser que o bambu seja combinado com aço e concreto.

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Por último, é preciso avaliar as condições de variações de temperaturas, chuvas e raios solares incidentes, que possam degradar mais rapidamente a estrutura. Mudanças de dimensões e surgimento de rachaduras podem ser evitadas realizando, de forma correta, a colheita e a secagem do material. Varas secas terão mais resistência e serão menos suscetíveis ao ataque de pragas, como carunchos. O processo mais comum para tratamento do bambu é a imersão em água. Mas a combinação defumação, calor e substâncias – como seiva de banana, cera de abelha e de carnaúba – tende a funcionar mais rápido.

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(via Blog da Arquitetura)

Agora você pode encomendar bicho de pelúcia que se parecem com seu animal de estimação

Por Avai Nunes

Cuddle Clones é uma empresa fundada em 2010 por Jennifer Williams e Adam Greene especializada em fazer bicho de pelúcia adoráveis que se parecem com seus animais de estimação. Se você está viajando, estudando no exterior ou simplesmente quer levar seu animal de estimação para onde quer que vá, esta empresa pode ajudá-lo.

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“Nós capturamos todos os detalhes físicos e traços de personalidade de seu animal de estimação em uma forma adorável de bicho de pelúcia.”

No entanto, bicho de pelúcia fofos não são as únicas coisas que Cuddle Clones oferece – você também pode pedir um par de chinelos confortáveis que se parecem com seu animal de estimação.

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Embora eles não saiam barato – cada par custa uma gritante 199 dólares.

Mas o preço alto certamente não impede as pessoas de encomendá-las!

As pessoas estão compartilhando seus chinelos de pelúcia nas mídias sociais e elas são simplesmente adoráveis! Confira abaixo!

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(via DeMilked)

Aos 100 anos, a Bauhaus fala de design sobre rodas

Por P3

Durante os próximos dez meses, quem andar por Dessau e Berlim, na Alemanha, Kinshasa, na República Democrática do Congo, ou Hong Kong, na China, poderá ser surpreendido ao cruzar-se com um trailer em forma de escola. No centenário da escola Bauhaus, a instituição alemã transformou-se numa casa móvel que vai viajar entre as quatro cidades para difundir a sua filosofia de design e acabar com as visões eurocêntricas.

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Wohnmaschine (que em português pode ser traduzido por “máquina viva”) é o nome do veículo de 15 metros quadrados desenhado pelo arquiteto Van Bo Le-Mentzel, que reproduz a imagem do icónico edifício concebido pelo fundador Walter Gropius, em 1919. Todo envidraçado e com o famoso grafismo da Bauhaus, o trailer possui uma área para workshops e exposições, bem como um quarto para leitura, onde estão expostos livros que contam a história da escola de design.

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A escola móvel está inserida no projeto Spinning Triangles, encabeçado pelo coletivo alemão Savvy Contemporary que, a propósito dos 100 anos da Bauhaus, preparou uma série de simpósios e workshops para desafiar, fazer “desaprender” atitudes coloniais perante a modernidade e acabar com as influências eurocêntricas ensinadas nas escolas. O coletivo explica que usa o momento de criação da instituição para “reverter e redesenhar” o design.

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(via P3)

O arquiteto Svetozar Andreev funde a natureza e a modernidade em Malta

Por Avai Nunes

Em colaboração com Elena Britanishskaya, o arquiteto Svetozar Andreev propõe transformar a Janela Azul desmoronada de Malta em um espaço de exposição em aço. Tieqa Żerqa, mais popularmente conhecido como a Janela Azul, era um ícone das ilhas maltesas, no entanto, após uma tempestade em março de 2017, o arco desabou no mar. O projeto ‘Heart of Malta’ planeja criar um novo marco visual, criando uma forma arquitetônica poligonal com faces de aço espelhadas, que se misturarão na paisagem e terão o mesmo tamanho e proporções do arco original de calcário.

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Dentro desta forma, projetamos mais de 5.000 metros quadrados de espaço de exposição distribuídos em cinco andares em espiral, com um show dinâmico de laser, no qual cada degrau em espiral representa mil anos de história maltesa. Será um monumento perfeito e símbolo da fusão da modernidade e natureza, do tempo e da história, e um testemunho da tenacidade do espírito humano.

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(via Design You Trust)

O site onde você pode experimentar tipos de letra… de última geração

Por Shifter

É no cruzamento entre pesquisa e desenvolvimento de tipografias e o avanço das tecnologias de armazenamento, compressão e visualização online que surgiram as Variable Fonts.

Quase todos os designers gráficos partilham aquilo que aos olhos do comum mortal é uma estranha adoração por tipos de letra ou, em linguagem corrente da área, fontes. Do designer mais focado no print ao mais geek da programação, o interesse pelas letras costuma ser transversal – não fossem as letras também elas transversais a qualquer suporte.

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Mais do que o simples desenho da letra (que é, sem dúvida, o mais importante), existem dezenas de outros pormenores técnicos que tornam esse objecto digital especialmente interessante. A forma como se podem programar os comportamentos de cada pixel nos ângulos mais difíceis ou como se podem criar variações de uma só estrutura base são alguns dos exemplos que a tecnologia vai permitindo afinar cada vez mais.

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É neste cruzamento entre pesquisa e desenvolvimento de tipografias e o avanço das tecnologias de armazenamento, compressão e visualização online que surgiram as Variable Fonts (ou Fontes Variáveis). Basicamente e para que seja fácil de entender, as Variable Fonts são o cruzamento entre um tipo de letra e um sistema, resultando num tipo de letra que é simultaneamente um sistema que podes modificar.

Foi para demonstrar este conceito e permitir alguma experimentação com este tipo de fontes que Wenting Zhang criou o Font Playground, inspirado pelo projecto v-fonts.com de Nick Sherman, oaxis-praxis.org de Laurence Penney e o artigo de Andrew Johnson sobre as fontes variáveis.

A interface do Font Playground permite-te explorar a principal valência deste tipo de fontes. O termo “Variável” não é aleatório como podes calcular; estas fontes podem ser personalizadas dentro de alguns parâmetros previamente definidos. Assim, uma Fonte Variável pode ter uma grossura variável que se pode definir sob a forma de código; se não consegues perceber o propósito, imagina aplicações em que o tamanho da fonte ou a sua cor variam para respeitar os suportes em que cada utilizador decide utilizá-las.

No Font Playground podes ter acesso à parte gráfica e ao esqueleto de código deste tipo de fontes que funciona no sistema OpenType e chegou a público há cerca de 2 anos.

(via Shifter)

Rede de dormir artesanal feita na Paraíba ganha prêmio da Unesco

Por O Povo

Produção puramente nordestina, uma rede de dormir produzida por um estabelecimento paraibano, a Santa Luzia Redes e Decoração, ganhou um prêmio de excelência artesanal da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Fundada em São Bento, interior da Paraíba, a loja que utiliza teares manuais e mecânicos tem uma sede em Fortaleza, na avenida Monsenhor Tabosa.

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O prêmio, intitulado “Reconhecimento de Excelência Artesanal do Cone Sul”, foi entregue a Armando Dantas, diretor da empresa, no último dia 24 de novembro durante o encerramento da I Feira Internacional de Economia Criativa de João Pessoa. Ele recebeu a premiação das mãos de Alberto Bertolaza, presidente do Conselho Mundial de Artesanato para a América Latina.

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A rede premiada foi produzida com algodão colorido orgânico originário da Paraíba. Os tons variam do bege ao marrom e não são tingidos. Dantas, que antes vendia redes de porta em porta, atualmente exporta seus produtos para a Europa, a América do Norte e a África e colocou São Bento no mapa para ser conhecida como a “capital internacional das redes”.

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Iniciativa do Conselho Mundial de Artesanato com apoio da Unesco, a produção têxtil de países do Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile) foi avaliada pelos critérios de qualidade técnica, inovação, vínculo cultural e produção que respeite o meio ambiente. Além da rede, outros três produtos brasileiros foram premiados, sendo dois também paraibanos e um de Tocantins.

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(via O Povo)

App oferece design descomplicado na web e no celular

Por Bruno Soares 

Canva é um serviço online que tem como objetivo ser uma ferramenta descomplicada para criação de peças de design e edição de imagem. Antes, a plataforma estava disponível apenas em versão para navegadores web e iPad, mas entre julho de 2016 e novembro de 2017 passou a oferecer também aplicativos para iPhone (iOS) e Android. O carro-chefe, no entanto, ainda é a versão web, já que o aplicativo parece trazer apenas algumas funções menos completas.

Visite o site: www.canva.com/pt_br/

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Dentre outras ferramentas, o serviço permite criar peças para redes sociais, pôsteres, currículos, capas para vídeos de YouTube, apresentações em slides, além de disponibilizar criação de identidade virtual para marcas. O Canva é gratuito, mas é preciso pagar para utilizar alguns templates e imagens do banco de dados. Enquanto o site já tem quase todo o conteúdo em português, o app ainda está em língua inglesa.

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Nossa opinião

A experiência usando o Canva no navegador e no celular é bastante diferente. A versão web é consideravelmente eficiente e mais completa do que o próprio app Android e boa parte das ferramentas concorrentes, permitindo que leigos consigam criar peças muito bem feitas. O site traz recursos que ajudam a identificar o meio da figura, objetos paralelos e cores que combinam entre si, auxiliando quem não tem o olho tão treinado.

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O Canva traz ainda a vantagem de estabelecer a proporção em pixels e centímetros ideal para cada site. Por exemplo, se você quiser criar uma capa para Facebook, basta escolher essa categoria no menu: o tamanho da página gerada será o exigido pela rede de Mark Zuckerberg. O usuário conta também com duas opções: começar um trabalho do zero ou criá-lo a partir de um template e é possível realizar trabalhos em equipe com até dez amigos, facilitando a vida de quem precisa trabalhar em grupos.

Quando suas peças estão prontas, você pode baixá-las em PNG, JPEG e PDF para leitura online ou PDF para impressão, fazendo automaticamente a conversão da escala RGB para CMYK.

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Apesar disso, ainda apresenta algumas limitações, como a opção de recorte livre, que por enquanto não foi liberada, e o serviço, que pode ficar instável, mas nada que chegue a prejudicar o uso no computador.

O recém-lançado app para Android, por sua vez, foi testado por nós em um Moto G5 com Android 7 ainda deixa a desejar. Não foi possível fazer login com uma conta pré-existente, vinculada ao Facebook do usuário, e que funciona perfeitamente na versão web. Pacientemente, uma nova conta foi criada, desta vez a partir de um serviço de e-mail. Deu certo: foi possível acessar o aplicativo, mas sem as peças e os uploads já criados pelo usuário no computador.

Vale ressaltar que em um Moto G5S, também com Android Nougat, o aplicativo e permitiu o acesso a uma conta pré-existente. Isso indica que o sistema ainda sofre instabilidade, ao menos nesta primeira versão.

Dentro do app, há algumas limitações. O uso não é tão intuitivo como no site. Nem sempre, por exemplo, é possível usar a opção de Galeria do celular, sendo necessário escolher um modelo que já contenha uma imagem para, a partir dela, conseguir abrir a galeria. A seção de currículos também parece, em um primeiro momento, desaparecida da versão para Android. Só depois de algum tempo, descobrimos que era possível acessá-la se inserirmos a palavra em inglês “resume” na barra de buscas.

Um ponto negativo é que a tradução para o português foi deixada de lado no smartphone. O app estava disponível somente em inglês sem a opção de alterar a língua e, como não conseguimos acessar a conta criada no celular pelo navegador (e vice-versa).

De modo geral, o programa para celular tem muito a melhorar, mas já permite a criação de conteúdo para redes sociais de forma prática.

As notas deste teste levam em consideração, principalmente, a versão para web, que é ainda o principal meio de uso do serviço e pela qual recomendamos que os novos usuários experimentem o Canva.

(via TechTudo)