Casa sustentável tem conceitos de arquitetura bioclimática e telhado verde

Por Ciclo Vivo 

Ela é um bom exemplo de eficiência sem a aplicação de ideias mirabolantes.

Nem sempre construir uma casa sustentável significa ter grandes tecnologias ou propostas inovadoras de design e materiais. Às vezes, basta seguir os conceitos mais básicos da arquitetura para ter uma residência construída de forma rápida e com baixo impacto ambiental, como é o caso da Casa Avalon.

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Construída em New South Wales, na Austrália, e projetada pelo escritório ArchiBlox, ela é um bom exemplo de eficiência sem a aplicação de ideias mirabolantes. O projeto foi desenhado a partir dos conceitos da arquitetura bioclimática, que utiliza as condições climáticas da região para reduzir o impacto da obra e, principalmente, do uso dos espaços.

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Por isso, a casa possui grandes janelas e está disposta em uma orientação leste-oeste, para aproveitar ao máximo a ventilação natural. As aberturas também aumentam a entrada da luminosidade natural, evitando o uso de iluminação artificial nos cômodos durante o dia.

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A casa é pré-fabricada e modular, o que permitiu que a construção fosse finalizada em apenas seis semanas, sem deixar rastros de impactos no solo ou grande quantidade de resíduos. O seu exterior é coberto por uma camada de madeira certificada com o selo FSC, que garante a origem e a sustentabilidade do material.

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Apesar de tudo isso, o grande destaque desta residência, que tem 106 metros quadrados e dois quartos, é o telhado verde. O espaço não é apenas um gramado no teto da casa. Ele é um espaço funcional, que permite o plantio de diversas espécies, ao mesmo tempo em que colabora para a manutenção da temperatura interna da casa e para o aproveitamento da água da chuva.

Clique aqui para ver mais detalhes deste projeto.

(Via Ciclo Vivo)

Adeus, tijolo!

Por Arquitetura e Construção 

Obras mais rápidas, limpas e sustentáveis. Com um considerável leque de vantagens sobre as edificações de alvenaria, os sistemas construtivos steel frame e wood frame começam a impor sua presença em projetos residenciais, do alto padrão às habitações sociais. 

STEEL FRAME 

Com grandes vãos e balanços generosos, esta casa de steel frame em Campinas, SP, comprova que a tecnologia pode ser aplicada a qualquer tipo de arquitetura.

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As construtoras, os operários e os moradores não são os únicos a tirar proveito dos benefícios dos sistemas steel frame e wood frame – os arquitetos também são favorecidos. “Esses métodos industrializados permitem um controle muito maior do projeto, reduzindo drasticamente a margem de erro”, diz o arquiteto Fabio Muzetti, da Muzetti Arquitetura e Urbanismo, responsável pela casa da foto acima, de steel frame. “A construção de uma residência como esta, em média, leva metade do tempo de uma feita de alvenaria, com custo semelhante”, exemplifica Henrique Alfonsi, diretor da Alfonsi Steel Frame, que executou o trabalho. “Tudo começa com uma maquete 3D, feita com tecnologia BIM, que contempla todas as etapas da obra. Isso evita incompatibilidades dimensionais, responsáveis por atrasos. Essa versão tridimensional gera um manual de montagem e uma lista de materiais, o que eleva a precisão das peças e do orçamento”, completa. Outra vantagem, de acordo com o arquiteto Rutherford O. Ocampo, diretor-presidente da Zárya Arquitetura e Engenharia, é a facilidade de passagem e manutenção de instalações elétricas, hidrossanitárias, de gás, ar condicionado etc.

Detalhes da estrutura: 

Os painéis que compõem as paredes de steel frame são formados por perfis metálicos com diversas camadas.

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WOOD FRAME

Esta residência sustentável em Vinhedo, SP, com 390 m², foi erguida em apenas dez meses com wood frame.

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A casa acima foi erigida sob os preceitos da arquitetura bioclimática, integrando sustentabilidade e construção. Além de captar luz solar e água de chuva para seu abastecimento, ela foi desenhada para receber alta incidência de claridade natural, complementada, quando necessário, pela iluminação inteiramente de led. Seus 390 m2 ficaram prontos em dez meses, levantados com wood frame pela Tecverde Engenharia. “Num processo convencional, tomaria cerca de dois anos para ser concluída”, compara o arquiteto João Paulo Generoso, da Atos Arquitetura, responsável pelo projeto. Semelhante ao steel frame, esse método industrializado troca os perfis de aço pelos de madeira. “O wood frame é mais ecológico e gera maior conforto térmico e acústico. Também oferece mais resistência contra incêndio, pois a madeira é isolante e resiste a altas temperaturas”, defende Pedro Moreira, diretor de engenharia e sócio da Tecverde, que contabiliza mais de 100 mil m2 construídos com esse sistema no país. Outro diferencial relevante, segundo João Paulo, “é a maior facilidade para comprar madeira do que aço no Brasil. A mão de obra também é mais acessível para o material”. O tempo de obra, no entanto, é o mesmo. “A montagem de uma habitação social de 45 m2 dura cerca de duas horas, com uma equipe de quatro ou cinco pessoas e o auxílio de um guindaste”, aponta Pedro. As áreas molhadas, preocupação de quem pretende investir numa residência do tipo, não correm risco de sofrer infiltrações, pois o conjunto é impermeabilizado. Além disso, qualquer projeto pode ser adaptado para o wood frame, desde que possua até quatro pavimentos. “Esse é o limite para a tecnologia disponível no Brasil”, diz Pedro.

Detalhes da estrutura: 

A racionalização das etapas dos projetos de wood frame diminui as margens de erro e aumenta o controle de qualidade, gerando menos desperdício e resíduos 

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(Via Arquitetura e Construção)

Essa série de trabalhos caligráficos é obra de um menino de 14 anos

Por Janara Lopes 

Bom gosto não se discute? Talvez.

É fácil separar algo elegante de algo cafona? Mais fácil do que discutir gosto, provavelmente.

Em 10 anos de trabalho curatorial eu criei as minhas delimitações entre um e outro. Mas elas são pessoais.

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Porém, quando a gente bota os olhos em algo bonito e bem feito é automático: todos concordam de forma natural e tácita sobre isso. É algo que fica claro pra mim vendo trabalhos como esses aqui.

A visão repetida de padrões ensina mais do que a academia.

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O que existe de inovador no trabalho desse designer britãnico de 14 anos? Absolutamente NADA.

Nada, além do fato dele ter 14 anos e já estar bem evoluído esteticamente na caligrafia, ou hand lettering, como os especialistas preferem chamar. Anos de observação de portfolios, tumblrs, anúncios.

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Ted Bettridge tem Instagram, tem Behance e conta no Youtube. E provavelmente tenha uma visão empreendedora sobre sua carreira recém saída das fraldas que muito designer que sai da academia demora séculos para entender. Ele sabe até como usar assinatura/marca d´agua sem cagar no layout!

Coisa de geração.

A palavra “prodígio” está com seus dias contados.

(Via Ideia Fxa)

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Casa flutuante produz sua própria energia e pode ser totalmente reciclada

Por Ciclo Vivo

 A base para a construção da WaterNest é a madeira laminada.

A WaterNest é uma casa sustentável com um grande diferencial: ser flutuante. Construída com princípios ambientalmente corretos em cada detalhe, ela ainda proporciona ao morador uma relação única com a natureza e seu entorno.

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O arquiteto italiano Giancarlo Zema é o responsável pelo desenho e o desenvolvimento ficou por conta da empresa britânica EcoFloLife, especializada em casas flutuantes ecológicas.

A base para a construção da WaterNest é a madeira laminada. O processo de fabricação deste material coloca a madeira natural sob pressão, para reduzir os defeitos e aumentar a durabilidade da matéria-prima. Este processo também proporciona maior resistência mecânica ao peso, fogo e combustão, itens essenciais em uma casa.

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O segundo detalhe importante da estrutura da residência é o casco. Feito inteiramente em alumínio. Além de ser leve e resistente ao impacto e corrosão, ele é 100% reciclável. Neste caso, o casco precisa garantir que a casa flutue e ainda proporcionar meios técnicos para o funcionamento da unidade residencial.

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A cobertura desta casa flutuante recebeu placas solares. De acordo com a fabricante, são 60 metros quadrados de filmes fotovoltaicos, que geram toda a energia necessária para abastecer a residência. Os modelos utilizados são flexíveis, podendo ser adaptados a qualquer tipo de cobertura, e são altamente eficientes, com baixo consumo de energia para o funcionamento.

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O sistema de ar-condicionado é automático, para reduzir o gasto energético e a manutenção. As grandes janelas proporcionam uma bela vista e também permitem o maior aproveitamento da luminosidade natural. Para o melhor conforto térmico, elas são feitas com camada dupla de vidro, que aumenta a vedação do calor e também acústica.

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Toda a casa está conectada a um sistema que controla a iluminação e os aparelhos eletrônicos. A tecnologia permite aos moradores modificar a música, a temperatura, as luzes e muito mais com apenas um clique no controle remoto.

(Via Ciclo Vivo)

Cientistas suecos criam madeira transparente que pode transformar o futuro do design e da arquitetura

Por Carol T. Moré 

Madeira transparente? Inovação mistura design e materiais que transformam a madeira em um objeto praticamente invisível, e poderia substituir até o vidro e o plástico. 

Você não precisa fazer compras em lojas de materiais de construção para ver que a maioria dos consumidores são obcecados por madeira. E quando falamos na Suécia, país com mais de 57% de seu território coberto por 51 bilhões de árvores, é fácil constatar porque os produtos correspondem a uma das maiores parcelas de exportação do local.

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Foi exatamente lá que pesquisadores descobriram um novo uso para as lenhas e a transformaram em algo totalmente inusitado: eles tornaram a madeira transparente. Segundo os cientistas, no futuro, esse material emergente poderá ser usado como um substituto mais forte e ambientalmente sustentável também para o plástico ou vidro – em praticamente tudo, desde janelas de casa até garrafas de Coca-Cola.

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Lars Berglund é o chefe por trás da inovação no KTH Royal Institute of Technology da Suécia. Com um background na criação de componentes de fibra de carbono para a indústria aeroespacial, Berglund é conhecido por ajustar diversos materiais para exibir novas propriedades.

Alguns anos atrás, porém, ele se dedicou à tarefa de tentar fazer o mesmo com a madeira. Ao pensar na indústria aeroespacial, descobriu características nela totalmente novas. Criou o que ele chama de um composto de madeira transparente.

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Mais especificamente, Berglund criou uma técnica que une tiras finas folheadas de madeira. Usando um processo semelhante à uma polpa química, ele retira a lignina – o que dá à madeira sua cor acastanhada – das peças folheadas.

A lignina é substituída por um polímero de um milímetro que é 85% transparente – número em que Lars acredita que será capaz de aumentar ao longo do tempo.

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Mas qual a vantagem de existir uma madeira transparente?

Quando falamos sobre o vidro, por exemplo, a madeira transparente teria toda a força da madeira – mas ainda deixaria entrar luz. O processo de Berglund, então, poderia ser usado para criar tudo, desde estruturas de prédios até janelas que nunca se quebram.

“Estamos recebendo muitos contatos de arquitetos que querem trazer mais luz natural aos seus edifícios”, diz ele. Além disso, o material seria biodegradável e ambientalmente amigável. Berglund até imagina que ela poderia ser usada para criar novos tipos de painéis solares sustentáveis, feitos com a madeira em vez de vidro tratado quimicamente.

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Por agora, o pesquisador admite que tem muito trabalho a fazer antes que sua criação apareça em uma nova linha de móveis, por exemplo. Embora a ideia esteja adequada para a produção em massa, ele não tem certeza de quão acessível será a escala ao usar sua técnica.

Pensando bem, a madeira é um dos materiais mais fortes e duros que existe, e Lars descobriu como torná-la praticamente invisível. Agora imagine o que os arquitetos e designers irão fazer com essa madeira transparente quando finalmente chegar em suas mãos!?

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(Via Follow The Colours)

Os 10 princípios do bom design, segundo Dieter Rams

Por Daniel Fabricio 

Em meados dos anos 80, Dieter Rams, designer industrial alemão associado a empresa Braun e considerado um dos mais influentes do século XX, se mostrou bastante preocupado com o estado do mundo ao seu redor, que segundo ele era – “Um impenetrável confusão de formas, cores e sons”. Consciente de que ele era um contribuidor significativo para esse mundo, ele fez a si mesmo uma pergunta importante: “O meu design é um bom design?”

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Como um bom design não pode ser medido de uma forma finita, ele começou a expressar os dez princípios mais importantes para o que ele considerava um bom design. (Às vezes, eles são referidos como os “Dez Mandamentos “.)

Aqui estão eles:

Um bom design é inovador

As possibilidades de inovar não são, por qualquer meio, esgotáveis. O desenvolvimento tecnológico está sempre oferecendo novas oportunidades para o design inovador. Mas o design inovador sempre é desenvolvido em conjunto com a tecnologia, e nunca pode ser um fim em si mesmo.

TP 1 – rádio/fonógrafo, 1959, por Dieter Rams para Braun
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Um bom design torna um produto útil

Um produto é comprado para ser utilizado. Ele tem de satisfazer determinados critérios, não só funcionais, mas também psicológicos e estéticos. O bom design enfatiza a utilidade de um produto e desconsidera qualquer coisa que possa afastá-lo dela.

MPZ 21 Multipress – espremedor de frutas, 1972, por Dieter Rams e Jürgen Greubel para Braun
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Bom design é estético

A qualidade estética de um produto é parte integrante de sua utilidade, porque os produtos que usamos todos os dias afetam nossa pessoa e nosso bem-estar. Mas apenas objetos bem executados podem ser bonitos.

RT 20 Rádio Tischsuper , 1961, por Dieter Rams para Braun
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Um bom design faz um produto compreensível

Ele esclarece a estrutura do produto. Melhor ainda, ele pode fazer o produto falar. Na melhor das hipóteses, é auto-explicativo.

T 1000 Receptor de rádio, 1963, por Dieter Rams para Braun
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Um bom design é discreto

Os produtos que cumprem uma finalidade são como ferramentas. Eles não são nem objetos de decoração nem obras de arte. Seu projeto deve, portanto, ser neutro e contido, deixando espaço para a auto-expressão do usuário.

Cylindric T 2 – Isqueiro, 1968, por Dieter Rams para Braun
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Bom design é honesto

O bom design não faz um produto mais inovador, poderoso ou valioso do que ele realmente é. Ele não tenta manipular o consumidor com promessas que não possam ser mantidas.

L 450 Alto-Falante Flat, TG 60 Gravador de Fitas e TS 45 Unidade de controle, 1962-1964, por Dieter Rams para Braun
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O bom design é durável

Evita estar na moda e, portanto, nunca parece antiquado. Ao contrário do design de moda, que dura muitos anos – mesmo na sociedade descartável de hoje.

620 Chair Programme, 1962, por Dieter Rams para Vitsœ
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Um bom design é completo até o último detalhe

Nada deve ser arbitrário ou deixado ao acaso. Cuidado e precisão no processo de design mostra respeito para com o usuário.

ET 66 Calculator, 1987, por Dietrich Lubs para Braun
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Um bom design é compatível com o ambiente

O bom design faz uma importante contribuição para a preservação do meio ambiente. Ele conserva os recursos e minimiza a poluição física e visual durante todo o ciclo de vida do produto.

606 Sistema de Prateleiras universal, 1960, por Dieter Rams para Vitsœ
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O bom design é o menor design possível

Menos, mas melhor – porque assim concentra-se nos aspectos essenciais, e os produtos não estarão sobrecarregados com coisas não essenciais.

De volta à pureza, de volta à simplicidade.

L 2 Speaker, 1958, por Dieter Rams para Braun
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(Via Sala 7 design)

Como as cadeiras ajudam a entender a história do design

Por Catarina Pignato, Vitória Ostetti e Naiara Albuquerque 

Com base em referências minimalistas, modernistas e passando pela escola Bauhaus, conheça os designs de cadeiras que marcaram os séculos 20 e 21

1902
Cadeira Hill House
Charles Rennie Mackintosh, Escócia 

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A Hill House Chair foi pensada como parte da decoração da casa do editor Walter W. Blackie, em Glasgow (Escócia).

A cadeira possui design geométrico linear com inspirações no abstracionismo japonês e em ideias modernistas. Produzida em madeira, tem acabamento em laca preta com assento estofado, que pode ser revestido de tecido ou couro em diversas cores. 

1918
Cadeira Vermelha e Azul
Gerrit Rietveld, Holanda 

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A Red Blue Chair mostra a arquitetura de seu idealizador ao apresentar a interação entre os planos verticais e horizontais. Feita em 1918, a escolha das cores primárias mais o preto é diretamente associada ao grupo holandês De Stijl. Planejada para ser produzida em larga escala, foi projetada com materiais simples, com chapas de madeira de tamanhos previamente disponíveis no mercado.

Sobre o De Stijl:

O movimento leva o nome da revista “De Stijl” e surgiu em 1917, na Holanda. Reúne representantes das áreas de pintura, arquitetura, escultura, fotografia, poesia e design. As características marcantes do movimento vieram de seu cofundador, o pintor Pieter Mondrian. Inspirado por essas ideias, Theo Van Doesburg (futuro editor da revista “De Stijl”) e Mondrian se aproximaram. Outro artista que se juntaria mais tarde ao movimento é o designer de móveis Rietveld, que inspirado pela “De Stijl”, desenhou a Red Blue Chair. 

1925
Cadeira Wassily
Marcel Breuer, Alemanha 

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O design desta cadeira tornou-se um importante símbolo da escola alemã Bauhaus e do modernismo da década de 20. Seu designer foi o primeiro a usar material de aço tubular cromado, assento e costas em couro. Primeiramente ficou conhecida como Modelo B3 até levar o nome de Cadeira Wassily.

Sobre a Bauhaus:

A Bauhaus foi uma escola de design, artes plásticas e arquitetura fundada em 1919, na Alemanha, pelo arquiteto Walter Gropius. O funcionalismo é uma das principais tendências revolucionárias dessa escola, com a quebra do estilo clássico do Art Déco e Art Nouveau. Os objetos passaram a ser pensados a partir de sua função, que deveria vir em primeiro plano, assim como a escolha de materiais simples — um rompimento expressivo com o que vinha sendo feito no design até então. 

1928
Chaise Longue Recliner
Charlotte Perriand, França 

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Influenciado pelo Art Déco e criando um contraponto entre o minimalismo da Bauhaus e o luxo, a Chaise Longue Recliner é feita é feita em aço tubular e couro de bezerro ou lona. Sua estrutura multifuncional permite que a superfície seja reclinável, fixada por um par de arcos que independem da base, podendo ter sua inclinação ajustada. A criadora foi influenciada pela estética das máquinas, muito presente na década de 1920, tendo até apelidado sua criação de “máquina relaxante”.

1929
Cadeira Barcelona
Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich, Alemanha 

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A poltrona é inspirada em formas encontradas em diversos tronos e outros designs relacionados ao poder no Egito, Roma e Grécia, além de assentos neoclássicos do século 19. Ela foi projetada por Van der Rohe em colaboração com Reich para o pavilhão alemão na Exposição Internacional de Barcelona de 1929, para servir de assento para o rei e rainha da Espanha. Vista de lado, as barras curvas formam as pernas dianteiras que se cruzam com as pernas traseiras por meio de uma intersecção. 

1930
Poltrona Paimio
Alvar Aalto, Finlândia 

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É uma poltrona admirada pela sua forma escultural e seu conforto, testando os limites da madeira compensada.

Ela consiste em duas voltas fechadas de madeira laminada que formam os braços e pernas, dando a estabilidade necessária. Já o assento consiste em uma folha fina de contraplacado dobrado tanto em cima quanto embaixo de maneira sinuosa. Foi inspirada na cadeira Wassily mostrada acima, mas o autor escolheu usar formas mais orgânicas.

Foi desenvolvida para um Sanatório de Tuberculose, no sudoeste da Finlândia, e seu ângulo foi pensado para ajudar o usuário a respirar melhor.

1934
Cadeira Standard
Jean Prouvé, França 

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A cadeira Standard pode ser classificada como um dos maiores ícones do design de produto francês. Prouve inovou o estilo de aço tubular criado pela Bauhaus ao usar uma chapa de aço comprimida, deixando-a resistente e ainda leve. Suas costas são feitas de madeira compensada, assim como o assento, que possui uma leve curvatura, para maior conforto e para ajudar na circulação das pernas.

1934
Cadeira Zig-Zag
Gerrit Rietveld, Holanda 

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A Zig-Zag é considerada um dos designs de cadeira mais drásticos já feitos. Vários testes precisaram ser feitos até chegar numa solução prática, o que se contrapõe à sua forma simples. Produzida apenas com quatro chapas de madeira juntas por um tipo específico de encaixe, foi a primeira cadeira a ser projetada sem as pernas traseiras, chamando a atenção pelo seu design minimalista e pelo desenho de “Z” formado por ela.

1938
Cadeira Sling
Jorge Ferrari-Hardoy, Argentina 

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A cadeira Sling, também conhecida com cadeira B.K.F. foi projetada em Buenos Aires, mas foi enviada aos Estados Unidos logo depois, tornando-se muito popular devido ao seu peso leve e seu preço acessível. Em 1940, Knoll Associates comprou os direitos da cadeira e entrou numa ação sem sucesso contra suas cópias ilegais muito numerosas nos Estados Unidos.

1945/46
Cadeira LCM
Charles e Ray Eames, Estados Unidos 

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Mostrando um relacionamento de longa data do casal Charles e Ray Eames com a fabricante de móveis Herman Miller, a cadeira LCM (Lounge Chair Metal) se propõe a entregar charme e conforto por um preço acessível. Como parte da família de cadeiras de madeira compensada moldada, foi reconhecida como melhor design do século 20 pela revista “Time”. Ela é feita de madeira folheada em ambos os lados do assento e nas costas. Suas descobertas anteriores no uso de materiais ajudaram os Estados Unidos a desenvolver macas e planadores moldados sobre calor e pressão, usados com sucesso na Segunda Guerra Mundial.

1952
Cadeira Formiga
Arne Jacobsen, Dinamarca 

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Inicialmente desenhada com três pernas, a cadeira Formiga é feita de tubos de metal e folha de madeira compensada em diversas cores. Isso porque na época de sua criação, a madeira maçica estava sendo substituída exatamente por esses materiais, que não necessitavam de uma estrutura complexa. É uma cadeira leve, de baixo custo e fácil produção, ainda que resistente e flexível. Ela possui um papel importante na modernização do design escandinavo.

1956
Cadeira 670 Lounge e divã 671
Charles e Ray Eames, Estados Unidos

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O design surgiu com o desejo de um dos criadores de melhorar um acessório familiar presente em muitas salas de estar: a poltrona. A combinação virou um ícone do design americano. Charles explicou que o projeto foi concebido para proporcionar um conforto acolhedor para o corpo.

1957
Cadeira Paulistano
Paulo Mendes da Rocha, Brasil 

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O design da cadeira foi uma encomenda para integrar a mobília do Ginásio do Clube Atlético Paulistano, localizado em São Paulo. Teve seu conceito desenvolvido como algo mais simples, assento de couro e apenas um ponto de solda que sustenta sua estrutura de inox. Em 2009, seu design foi reconhecido e passou a integrar o acervo permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

1957
Poltrona Egg
Arne Jacobsen, Dinamarca 

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Criada para o Royal Hotel, em Copenhague, juntamente com outras mobílias, é a primeira peça a utilizar o formato de “ovo”. A princípio, a poltrona foi feita com uma espuma resistente em formato de concha com o interior estofado e com base de alumínio fundido polido.

É construída com superfícies quase que totalmente verticais e horizontais.

1962/63
Cadeira Polyprop
Robin Day, Reino Unido 

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A Polyprop foi a primeira cadeira de polipropileno moldado a ser produzida em massa, vendendo mais de 10 milhões de unidades desde o seu lançamento. Além do assento e encosto de polipropileno, conta com pés de uma haste de metal dobrada com um ponto de solda em cada ponta da cadeira.

1968
Cadeira Gyro
Eero Aarnio, Finlândia 

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Também chamada de Pastilli, é confeccionada totalmente de fibra de vidro, de uma maneira que a parte brilhante do material está sempre voltada para fora. A ideia é que ela seja uma poltrona que possa ser vista de vários ângulos.

Dois anos após seu lançamento, foi premiada com o “American Industrial Design Award”.

1970/71
Cadeira Synthesis 45
Ettore Sottsass, Itália

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O design da Synthesis 45 foi pensado para compor o mercado mais jovem dos anos 70 e, também, para ser usado em escritórios. Seus modelos variam com cores vivas, também um modo de atrair público, o que não havia sido muito explorado até então. Entre seus materiais: espuma e tecido.

1987
Cadeira Girafa
Lina Bo Bardi, Brasil 

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A peça foi projetada para integrar o restaurante da Casa do Benin e o Teatro Gregório de Mattos, ambos localizados em Salvador. A cadeira é feita de madeira maciça, fruto de um trabalho de 15 anos em parceria com os arquitetos Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki. A ideia da Cadeira Girafa é valorizar o material e a forma. Em 2016, seu design foi incorporado à coleção permanente do MoMA.

1988
Cadeira Plywood
Jasper Morrison, Reino Unido 

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Morrison é caracterizado pela simplicidade e clareza de suas peças. O design da cadeira Plywood reduz a complexidade ao mínimo, e foca totalmente na funcionalidade do objeto. Seu encosto vazado é uma de suas principais características, assim como a escolha de poucos materiais, porém usados com precisão, como a madeira compensada, pregos e cola.

1999
Cadeira Ar
Jasper Morrison, Reino Unido 

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O design inglês consistia inicialmente em uma peça feita inteiramente de polipropileno moldado e posteriormente sendo produzida em três partes. Essa técnica permite criar peças economicamente viáveis que requerem menos material e menos tempo para serem produzidas.

Foi descrita como um produto “simples, mas tecnologicamente avançado”. Ela propõe reduzir o design ao seu mínimo, mas ainda assim produzir uma peça icônica.

2001
Poltrona Diz
Sérgio Rodrigues, Brasil 

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Criada em 2001, a ideia para a poltrona surgiu do desejo de se fazer uma peça confortável mesmo que feita totalmente de madeira, o que é possível pela sua dupla curvatura. É estruturada em madeira de lei com assento e encosto em compensado. Ganhou o primeiro lugar no 20° Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, em 2006.

2010
Cadeira Vertex
Karim Rashid, Canadá 

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Feita de polietileno, material 100% reciclável, a Vertex

foi criada a partir de um único bloco de material. Faz parte de um conjunto de cadeiras e mesas, em que todas as peças surgem da união de planos triangulares que se juntam dinamicamente para se adaptarem ao corpo de forma confortável.

Fontes: MoMA (Museum of Modern Art), Vitra Design Museum, Fritz Hansen, Met Museum e Herman Miller

(Via Nexo Jornal)

Philippe Starck e Jerome Olivet apresentam o celular do futuro

Por Funkytown 

Os designers franceses Philippe Starck e Jerome Olivet propuseram um conceito radical para o futuro dos smartphones baseado em hologramas e controle de voz.

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Projetado para os dias de hoje, quando a tecnologia ativada por voz domina, o smartphone “Alo” tem um case “gelatinoso”, translúcido e alongado projetado para se encaixar naturalmente na mão.

Em vez de ter uma tela sensível ao toque, o telefone é inteiramente operado por comandos de voz e projeta quaisquer filmes ou mensagens como uma imagem holográfica 3D.

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“O Alo fornece uma interface de voz em todas as funções do telefone, lê SMS e e-mails e até permite que eles ditem suas mensagens em vez de digitá-las”, disse Olivet, especialista em design de produto para novas tecnologias.

“A câmera do telefone funciona como um ‘olho’, entre outras coisas, permite ao leitor ler os textos que detecta e identificar rostos, além de projetar um holograma 3D para ver um filme ou mensagem”.

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O centro do Alo é um núcleo moldado em liga de alumínio. O invólucro flexível é projetado para funcionar como uma interface tátil, dando feedback através do calor, bem como vibração.

“Sua capa translúcida emite vibrações ou comunica-se através do calor dependendo de sua atividade”, disse Olivet. “Essa capa se repara automaticamente assim que é danificada”.

Por enquanto é apenas um conceito, mas Olivet planeja desenvolver Alo, ou uma versão dele, junto à marca francesa de eletrônicos Thomson.

“É uma verdadeira inteligência artificial”, disse Olivet, que liderou o projeto junto a Stark “Não vamos mais nos separar deste dispositivo.” completa.

(Via Funktown)

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Dois em Um. As cadeiras de Coline Prevost

Por Avai Corrêa

Coline Prevost, jovem designer francesa que vive nos EUA, projetou a cadeira Two In One, de madeira delicadamente aglutinada e aço.

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Coline Prevost é uma jovem designer industrial, graduada em 2014 pelo ISD (Institute of Design). Na sequência diplomou em design de produto na ENSAAMA e em teoria de projetos na Sorbonne. Ela, então, fez sua estreia no mercado com projeto para o Carrefour, em seguida, deixou o país para os Estados Unidos, San Francisco para se juntar ramo criativo por 1 ano. Agora, ela trabalha como freelance na França e também em uma empresa norte-americana.

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Two In One representa várias cadeiras em uma. A ideia era criar uma cadeira cujos encostos pudessem ser intercambiáveis, ​​com a possibilidade de produção em série reduzindo os custos de produção.

+info: www.behance.net/ColinePREVOST

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