Aos 100 anos, a Bauhaus fala de design sobre rodas

Por P3

Durante os próximos dez meses, quem andar por Dessau e Berlim, na Alemanha, Kinshasa, na República Democrática do Congo, ou Hong Kong, na China, poderá ser surpreendido ao cruzar-se com um trailer em forma de escola. No centenário da escola Bauhaus, a instituição alemã transformou-se numa casa móvel que vai viajar entre as quatro cidades para difundir a sua filosofia de design e acabar com as visões eurocêntricas.

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Wohnmaschine (que em português pode ser traduzido por “máquina viva”) é o nome do veículo de 15 metros quadrados desenhado pelo arquiteto Van Bo Le-Mentzel, que reproduz a imagem do icónico edifício concebido pelo fundador Walter Gropius, em 1919. Todo envidraçado e com o famoso grafismo da Bauhaus, o trailer possui uma área para workshops e exposições, bem como um quarto para leitura, onde estão expostos livros que contam a história da escola de design.

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A escola móvel está inserida no projeto Spinning Triangles, encabeçado pelo coletivo alemão Savvy Contemporary que, a propósito dos 100 anos da Bauhaus, preparou uma série de simpósios e workshops para desafiar, fazer “desaprender” atitudes coloniais perante a modernidade e acabar com as influências eurocêntricas ensinadas nas escolas. O coletivo explica que usa o momento de criação da instituição para “reverter e redesenhar” o design.

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(via P3)

O arquiteto Svetozar Andreev funde a natureza e a modernidade em Malta

Por Avai Nunes

Em colaboração com Elena Britanishskaya, o arquiteto Svetozar Andreev propõe transformar a Janela Azul desmoronada de Malta em um espaço de exposição em aço. Tieqa Żerqa, mais popularmente conhecido como a Janela Azul, era um ícone das ilhas maltesas, no entanto, após uma tempestade em março de 2017, o arco desabou no mar. O projeto ‘Heart of Malta’ planeja criar um novo marco visual, criando uma forma arquitetônica poligonal com faces de aço espelhadas, que se misturarão na paisagem e terão o mesmo tamanho e proporções do arco original de calcário.

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Dentro desta forma, projetamos mais de 5.000 metros quadrados de espaço de exposição distribuídos em cinco andares em espiral, com um show dinâmico de laser, no qual cada degrau em espiral representa mil anos de história maltesa. Será um monumento perfeito e símbolo da fusão da modernidade e natureza, do tempo e da história, e um testemunho da tenacidade do espírito humano.

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(via Design You Trust)

O site onde você pode experimentar tipos de letra… de última geração

Por Shifter

É no cruzamento entre pesquisa e desenvolvimento de tipografias e o avanço das tecnologias de armazenamento, compressão e visualização online que surgiram as Variable Fonts.

Quase todos os designers gráficos partilham aquilo que aos olhos do comum mortal é uma estranha adoração por tipos de letra ou, em linguagem corrente da área, fontes. Do designer mais focado no print ao mais geek da programação, o interesse pelas letras costuma ser transversal – não fossem as letras também elas transversais a qualquer suporte.

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Mais do que o simples desenho da letra (que é, sem dúvida, o mais importante), existem dezenas de outros pormenores técnicos que tornam esse objecto digital especialmente interessante. A forma como se podem programar os comportamentos de cada pixel nos ângulos mais difíceis ou como se podem criar variações de uma só estrutura base são alguns dos exemplos que a tecnologia vai permitindo afinar cada vez mais.

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É neste cruzamento entre pesquisa e desenvolvimento de tipografias e o avanço das tecnologias de armazenamento, compressão e visualização online que surgiram as Variable Fonts (ou Fontes Variáveis). Basicamente e para que seja fácil de entender, as Variable Fonts são o cruzamento entre um tipo de letra e um sistema, resultando num tipo de letra que é simultaneamente um sistema que podes modificar.

Foi para demonstrar este conceito e permitir alguma experimentação com este tipo de fontes que Wenting Zhang criou o Font Playground, inspirado pelo projecto v-fonts.com de Nick Sherman, oaxis-praxis.org de Laurence Penney e o artigo de Andrew Johnson sobre as fontes variáveis.

A interface do Font Playground permite-te explorar a principal valência deste tipo de fontes. O termo “Variável” não é aleatório como podes calcular; estas fontes podem ser personalizadas dentro de alguns parâmetros previamente definidos. Assim, uma Fonte Variável pode ter uma grossura variável que se pode definir sob a forma de código; se não consegues perceber o propósito, imagina aplicações em que o tamanho da fonte ou a sua cor variam para respeitar os suportes em que cada utilizador decide utilizá-las.

No Font Playground podes ter acesso à parte gráfica e ao esqueleto de código deste tipo de fontes que funciona no sistema OpenType e chegou a público há cerca de 2 anos.

(via Shifter)

Rede de dormir artesanal feita na Paraíba ganha prêmio da Unesco

Por O Povo

Produção puramente nordestina, uma rede de dormir produzida por um estabelecimento paraibano, a Santa Luzia Redes e Decoração, ganhou um prêmio de excelência artesanal da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Fundada em São Bento, interior da Paraíba, a loja que utiliza teares manuais e mecânicos tem uma sede em Fortaleza, na avenida Monsenhor Tabosa.

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O prêmio, intitulado “Reconhecimento de Excelência Artesanal do Cone Sul”, foi entregue a Armando Dantas, diretor da empresa, no último dia 24 de novembro durante o encerramento da I Feira Internacional de Economia Criativa de João Pessoa. Ele recebeu a premiação das mãos de Alberto Bertolaza, presidente do Conselho Mundial de Artesanato para a América Latina.

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A rede premiada foi produzida com algodão colorido orgânico originário da Paraíba. Os tons variam do bege ao marrom e não são tingidos. Dantas, que antes vendia redes de porta em porta, atualmente exporta seus produtos para a Europa, a América do Norte e a África e colocou São Bento no mapa para ser conhecida como a “capital internacional das redes”.

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Iniciativa do Conselho Mundial de Artesanato com apoio da Unesco, a produção têxtil de países do Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile) foi avaliada pelos critérios de qualidade técnica, inovação, vínculo cultural e produção que respeite o meio ambiente. Além da rede, outros três produtos brasileiros foram premiados, sendo dois também paraibanos e um de Tocantins.

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(via O Povo)

App oferece design descomplicado na web e no celular

Por Bruno Soares 

Canva é um serviço online que tem como objetivo ser uma ferramenta descomplicada para criação de peças de design e edição de imagem. Antes, a plataforma estava disponível apenas em versão para navegadores web e iPad, mas entre julho de 2016 e novembro de 2017 passou a oferecer também aplicativos para iPhone (iOS) e Android. O carro-chefe, no entanto, ainda é a versão web, já que o aplicativo parece trazer apenas algumas funções menos completas.

Visite o site: www.canva.com/pt_br/

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Dentre outras ferramentas, o serviço permite criar peças para redes sociais, pôsteres, currículos, capas para vídeos de YouTube, apresentações em slides, além de disponibilizar criação de identidade virtual para marcas. O Canva é gratuito, mas é preciso pagar para utilizar alguns templates e imagens do banco de dados. Enquanto o site já tem quase todo o conteúdo em português, o app ainda está em língua inglesa.

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Nossa opinião

A experiência usando o Canva no navegador e no celular é bastante diferente. A versão web é consideravelmente eficiente e mais completa do que o próprio app Android e boa parte das ferramentas concorrentes, permitindo que leigos consigam criar peças muito bem feitas. O site traz recursos que ajudam a identificar o meio da figura, objetos paralelos e cores que combinam entre si, auxiliando quem não tem o olho tão treinado.

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O Canva traz ainda a vantagem de estabelecer a proporção em pixels e centímetros ideal para cada site. Por exemplo, se você quiser criar uma capa para Facebook, basta escolher essa categoria no menu: o tamanho da página gerada será o exigido pela rede de Mark Zuckerberg. O usuário conta também com duas opções: começar um trabalho do zero ou criá-lo a partir de um template e é possível realizar trabalhos em equipe com até dez amigos, facilitando a vida de quem precisa trabalhar em grupos.

Quando suas peças estão prontas, você pode baixá-las em PNG, JPEG e PDF para leitura online ou PDF para impressão, fazendo automaticamente a conversão da escala RGB para CMYK.

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Apesar disso, ainda apresenta algumas limitações, como a opção de recorte livre, que por enquanto não foi liberada, e o serviço, que pode ficar instável, mas nada que chegue a prejudicar o uso no computador.

O recém-lançado app para Android, por sua vez, foi testado por nós em um Moto G5 com Android 7 ainda deixa a desejar. Não foi possível fazer login com uma conta pré-existente, vinculada ao Facebook do usuário, e que funciona perfeitamente na versão web. Pacientemente, uma nova conta foi criada, desta vez a partir de um serviço de e-mail. Deu certo: foi possível acessar o aplicativo, mas sem as peças e os uploads já criados pelo usuário no computador.

Vale ressaltar que em um Moto G5S, também com Android Nougat, o aplicativo e permitiu o acesso a uma conta pré-existente. Isso indica que o sistema ainda sofre instabilidade, ao menos nesta primeira versão.

Dentro do app, há algumas limitações. O uso não é tão intuitivo como no site. Nem sempre, por exemplo, é possível usar a opção de Galeria do celular, sendo necessário escolher um modelo que já contenha uma imagem para, a partir dela, conseguir abrir a galeria. A seção de currículos também parece, em um primeiro momento, desaparecida da versão para Android. Só depois de algum tempo, descobrimos que era possível acessá-la se inserirmos a palavra em inglês “resume” na barra de buscas.

Um ponto negativo é que a tradução para o português foi deixada de lado no smartphone. O app estava disponível somente em inglês sem a opção de alterar a língua e, como não conseguimos acessar a conta criada no celular pelo navegador (e vice-versa).

De modo geral, o programa para celular tem muito a melhorar, mas já permite a criação de conteúdo para redes sociais de forma prática.

As notas deste teste levam em consideração, principalmente, a versão para web, que é ainda o principal meio de uso do serviço e pela qual recomendamos que os novos usuários experimentem o Canva.

(via TechTudo)

Conheça o homem que reuniu as cores mais raras do mundo!

Por Jessica Alcantara

Uma das leis para se tornar um bom profissional é se atualizar sempre. Seja sobre modernidade e tecnologia, seja sobre a história. E hoje vamos voltar para o início do século 20, onde o historiador de arte e ex-diretor do Fogg Art Museum, Edward Waldo Forbes, iniciou uma procura global por cores. Com as mais de 3.000 amostras de materiais, entre elas plantas, insetos e outras fontes, Edwardcriou uma coleção ímpar de pigmentos, parecido com uma biblioteca de cores e que hoje é intitulada como The Forbes Pigment Collection e que pertence ao Harvard Art Museum. Este acervo único e singular oferece pesquisas de corantes de todas as tonalidades, acrescentando também matizes metálicas e fluorescentes.

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Hoje temos uma facilidade incrível para acessar as cores através do computador e pela escala Pantone. Porém, antigamente, para usarmos uma cor primeiro ela deveria existir fisicamente como um pigmento que misturado a uma resina se transformaria, por exemplo, em uma tinta.

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O objetivo inicial de Edward era reunir tonalidades dos mais raros e diversos pigmentos para autenticar algumas pinturas italianas clássicas e para isto ele viajou por 30 anos. Sua busca foi tão significativa que ele entrou para história sendo o criador da maior coleção de cores raras do mundo.

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Muitas dessas cores tem uma história curiosa, como é o caso do amarelo feito de urina de vaca, também chamada de Indian Yellow (amarelo indiano). Na aldeia de Mirzapur, em Bihar, na Índia, as pessoas contam que as vacas eram alimentadas com folhas de manga e por isso a urina desses animais ficavam com um tom amarelo e brilhante, perfeito para transformar em corante.

Também podemos citar o corante roxo que era feito com uma substância secretada por moluscos encontrada na costa mediterrânea e na costa atlântica europeia. Este corante era muito caro justamente porque para produzir 1,4 gramas de corante, eram necessários 12.000 moluscos colhidos, pois apenas uma gota era extraída de cada animal.

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Museu de Artes Forbes, na Universidade de Harvard, nos EUA, reúne parte desta coleção, cerca de 2.500 amostras de pigmentos. Este acervo é muito utilizado principalmente para fins técnicos e científicos como comprovar se uma pintura é ou não falsificada. E recentemente foi publicado o livro Atlas of Rare & Familiar Colour que reúne 2.500 cores catalogadas pelo acervo de Forbes.

Atualmente, esta compilação inclui também pigmentos modernos em vista de ajudar nas análises de obras de arte contemporânea. Contudo, é claro que as estrelas desta coleção são os pigmentos selecionados por Forbes que une perfeitamente a história das artes com a história das cores.

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Para saber mais informações sobre esta coleção incrível, clique aqui. Até a próxima!

(via Design Culture)

Como construir uma fachada com materiais reciclados: 16 exemplos impressionantes

Por María Francisca González 

Buscando apoiar os arquitetos a se tornarem agentes ativos na reciclagem sustentável, esta semana apresentamos uma seleção de fachadas que trabalham com diferentes materiais reciclados. Além dos usos típicos de plástico e vidro, reunimos exemplos de materiais inovadores como colchões de molas, recipientes de sorvete, cadeiras de plástico e descartes de produtos agrícolas e industriais.

Para lhe inspirar a projetar e construir uma fachada atraente usando materiais reciclados, compilamos a seguir 16 exemplos notáveis.

Galeria de móveis / CHYBIK+KRISTOF
Reciclagem de cadeiras
Lukas_Pelech_ Lukas_Pelech

Museu Histórico de Ningbo / Wang Shu, Amateur Architecture Studio
Reciclagem de telhas e tijolos
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Museu de Arte Naju / Hyunje Joo
Reciclagem de cestas plásticas
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Capela San Bernardo / Nicolás Campodonico
Tijolos reciclados de uma residência rural
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Microbiblioteca Bima / SHAU Bandung
Reciclagem de potes de sorvete
Sanrok_Studio_ Sanrok_Studio

Backyard Cabin / Emerging Objects
Reciclagem de descartes agrícolas e industriais
Matthew_Millman Matthew_Millman_

PET pavilion / Project.DWG + LOOS.FM
Reciclagem de garrafas plásticas
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Casa de respiração adequada / H&P Architects
Reciclagem de tijolos de cerâmica
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Residência Vegana / Block Architects
Reciclagem de janelas
Quang_Tran_ Quang_Tran

Museu de Arte Popular da Academia de Artes da China / Kengo Kuma & Associates
Telhas recicladas de casas chinesas
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Casa Pública Kamikatz / Hiroshi Nakamura & NAP
Janelas recicladas de casas abandonadas
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Luxury Pavilion / Fahed + Architects
Reciclagem de molas de colchão
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Head in the Clouds / STUDIOKCA
Reciclagem de garrafas plásticas
Lesley_Chang_ Lesley_Chang

Casa Carroll / LOT-EK
Reciclagem de contêineres
Danny_Bright_ Danny_Bright_copy

Casa Collage / S+PS Architects
Janelas e portas recicladas de casas demolidas
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A colmeia / Luigi Rosselli + Raffaello Rosselli
Reciclagem de telhas de terracota
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(via Archdaily)

Acredite se quiser: é tecido e é de cera

Por Divaholic

A inspiração de hoje vem do artista holandês Michiel Schuurman e do seu trabalho inspirado na tradição dos tecidos Vlisco – tecidos de cera típicos da África Central e Ocidental. Confira abaixo o resultado da exposição criativa.

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Em parceria com o estúdio de design Harm Rensink o artista criou uma exposição inspirada no diálogo criativo entre África e Europa.

Design original, ilustrações destemidas, combinações ousadas e um universo colorido, assim podemos descrever o que é a Vlisco. Esta é a compreensão entre design, cor e artesanato para a criação de tecidos únicos, o qual exige do designer 18 meses para dominar as técnicas, e os projetos podem levar até 6 semanas para serem finalizados. Resumindo: uma obra de arte! O maior segredo que carrega esses tecidos é a impressão de cera que é única no mundo, em que máquinas feitas sob medida para esse trabalho foram projetadas para trabalhar sem parar durante décadas, e toda finalização, obviamente para fechar com chave de ouro, é cuidadosamente feita a mão.

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(Via Divaholic)

Comunidade urbana totalmente autossuficiente surge na Holanda

Por Mayra Rosa

O projeto ReGen Villages nasce como uma solução para quem busca viver fora do sistema.

ReGen Villages é um projeto visionário para o desenvolvimento de ecovilas independentes, fora do sistema. Totalmente integradas e resilientes, o modelo de bairro do futuro pode alimentar famílias autossuficientes em todo o mundo.

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A primeira comunidade piloto, que vai tirar o projeto da utopia para transformá-lo em realidade, está localizada em Almere, na Holanda. Com projeto do premiado escritório de arquitetura e urbanismo EFFEKT, a comunidade abrigará inicialmente 25 casas, que após fase de testes, serão replicadas até um total de 100 residências.

O conceito combina uma variedade de tecnologias inovadoras, tais como casas que geram e armazenam energia renovável, produção de alimentos orgânicos de alto rendimento no próprio local, agricultura vertical, sistemas aquapônicos (que combinam agricultura e criação de peixes), além da gestão da água (captação, reuso e reciclagem) e gerenciamento de resíduos por meio da compostagem e reciclagem.

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Com a integração dessas tecnologias, a ReGen Villages tem potencial para enfrentar alguns dos desafios de uma população em crescimento, como o aumento da urbanização, a escassez de recursos, a crescente crise alimentar e o aumento das emissões de CO2. A comunidade foi pensada em um ciclo fechado, onde todos os processos tem um destino certo de retorno.

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“Tecnologias existentes já estão sendo aplicadas em projetos de comunidades integradas e inteligentes, fornecendo energia limpa, água e alimentos localmente. A ReGen Villages acrescenta não apenas valor ambiental e financeiro, mas também valor social, criando um quadro para capacitar as famílias e desenvolver um sentido de comunidade, onde as pessoas se tornam parte de um ecossistema local compartilhado, reconectando as pessoas com a natureza e o consumo com a produção”, explica o site do escritório de arquitetura.

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Acordos também estão sendo feitos para que outras vilas, seguindo o mesmo modelo, sejam construídas em outros países como na Suécia, Dinamarca, Noruega, Alemanha, Bélgica, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

O ReGen Villages já recebeu mais de 10 mil e-mails de todo o mundo de pessoas interessadas no modelo, querendo investir, morar ou replicar o projeto. É possível fazer um cadastro no site caso haja interesse em morar em uma das futuras vilas, clique aqui para mais informações.

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(Via Ciclovivo)