Tênis é o esporte que mais prolonga a vida

Por Leíse Costa

Não é novidade que a prática de esportes faz bem para a nossa saúde. Mas, um estudo realizado por James O’Keefe, cardiologista do Mid Heart Institute em Saint Luke, apontou o campeão de benefícios: o tênis.

tenis

A pesquisa assinala que, em comparação com os sedentários, as pessoas que praticam tênis como atividade esportiva podem viver 9,7 anos a mais. Em segundo lugar aparece o badminton, que aumenta a longevidade em 6,2 anos, seguido do futebol, 4,7 anos; ciclismo (3,7 anos); natação (3,4 anos); corrida (3,2 anos); ginástica rítmica (3,1 anos) e ginástica (1,5 anos).

Segundo o personal trainer Giulliano Esperança, a modalidade traz inúmeros benefícios, pois coloca todo o corpo em atividade. “Ela trabalha a coordenação motora e controle da musculatura para que a pessoa consiga projetar a bola do outro lado da quadra”.

JEB_1833-Box1-Pg12-768x652

Ele acrescenta que outro ponto positivo do tênis é o fato de existir muito respeito entre os jogadores. “Há uma conduta na hora de atacar e de conduzir o jogo. Existe uma preocupação com a integridade. É uma cultura diferente, o que favorece bastante, porque depende absolutamente da pessoa”.

De acordo com Giulliano, a prática precisa ser motivada. “O acompanhamento de um professor para que ensine o movimento correto é importante para evitar desgaste, principalmente se o desejo for se tornar um praticante”.

Mas, a quiropraxista Lidiane Garbim alerta que é necessário certos cuidados antes de aderir ao tênis. “Um fortalecimento muscular é essencial. Isso pode ser feito por meio da musculação ou pilates para condicionar e estimular”.

Lidiane destaca ainda a importância do alongamento antes e após o exercício. É assim que a gente dá sinais para o nosso organismo de que ele será usado. Depois da prática, é necessário um cuidado maior, pois nosso corpo está cansado e anestesiado e podemos ter uma lesão sem perceber”.

Embora o tênis seja excelente, se não for bem orientado, provavelmente o praticante pode ter uma lesão. “A pessoa pode desencadear a epicondilite lateral, que é um processo inflamatório na musculatura. Quando o atleta arremessa a bola, pode se lesionar por fazer o movimento de forma incorreta”.

A coluna também pode ser danificada. “O movimento de rotação da lombar pode prejudicá-la. Nossa coluna não gosta de movimentos que geram torção. Esse foi um dos motivos da aposentadoria do Guga, por exemplo”.

Por isso, Lidiane frisa a importância do preparo. “Se o corpo não está pronto, no futuro, a prática pode trazer malefícios ao invés de bem-estar. O tênis é uma prática muito boa, mas requer atenção e acompanhamento profissional”.

Entenda

O quiropraxista é um profissional de nível superior, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde. Ele se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção de distúrbios biomecânicos, ou seja, ossos, ligamentos, tendões, nervos, articulações e músculos; tendo um olhar extremamente refinado no que diz respeito à coluna vertebral, visto que é o grande pilar de sustentação do nosso corpo.

Impopular?

Para Giulliano, por ser um esporte tão positivo, o tênis deveria ser mais popularizado. “É uma prática que busca autodesenvolvimento. Eu pratico, aprendi a gostar e estimulo meu filho. Na modalidade é você com você mesmo. Depende de estratégia, técnica e, infelizmente, tem pouco incentivo”.

Ele diz que, por ser o país do futebol, outros esportes ficam em segundo plano. “Nós não temos quadras de tênis de fácil acesso. Então onde as pessoas vão praticar? Além de tudo, outros podem não ter condições financeiras, pois o preço não é tão acessível”.

A mensalidade de uma hora de aula de tênis individual por semana varia entre R$ 130,00 e R$ 300,00, dependendo do local, do professor e da disponibilidade de horários. As aulas individuais são muito comuns porque o esporte é praticado, em geral, por duas pessoas.

(via Edição do Brasil)

Correr faz o cérebro criar novos neurônios; levantar peso, não

Por Felipe Germano 

Pesquisa de universidade finlandesa afirma que correr auxilia na neurogênese

Se você está querendo exercitar o cérebro, mas não pretende enfiar a cara nos livros, aí vai uma sugestão: corra. E olha, óbvio que se for para uma biblioteca pode ser ótimo para a educação, mas seu destino nem é tão importante assim. O principal aqui é que você use a corrida como exercício.

super_imgcorrer_faz_bem_0

Pesquisadores da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, estão afirmando que correr pode aumentar o número de células cerebrais — pelo menos em ratos. Os cientistas colocaram os roedores para malhar em três equipes diferentes: a primeira corria, outra levantava peso, e a última fazia um treinamento de alta intensidade, um crossfit para ratinhos. A conclusão foi que, enquanto o primeiro grupo demonstrou uma multiplicação nas células do cérebro, os outros dois times não tiveram nenhuma mudança significativa.

Os exercícios foram adaptados para o corpo dos animais. Para o time da corrida, uma pequena esteira foi colocada para os ratos, que corriam por meia hora durante três dias da semana. No caso dos que levantavam peso, amarraram pequenos pesos aos rabos dos roedores e os fizeram subir escadas. O terceiro grupo fazia o rato correr com arrancadas maiores e depois diminuir a velocidade, mas aplicando choques para fazer o animal correr sempre no seu limite.

De acordo com a pesquisa, o estresse pode estar relacionado com o fato de as células não se reproduzirem nos outros casos. Tanto o levantamento de peso quanto o treinamento de alta intensidade deixavam os ratos mais estressados. “Estresse é comumente considerado um inibidor na neurogênese adulta”, explica o texto. Por outro lado, os ratos que resolveram correr na esteira por livre e espontânea vontade foram os que registraram o maior número de células cerebrais.

Apesar de não mostrar um aumento no número de células, Miriam Nokia, autora da pesquisa, afirma que os benefícios cerebrais de levantar peso podem existir, só que ainda não foram notados. “Os efeitos do treino anaeróbico sobre o cérebro em definitivamente, algo que eu quero estudar mais”, disse Nokia em entrevista ao site americano Fastcoexist.

(Via Superinteressante)

Cinco esportes campeões em queimar calorias

Por Minha Vida

Atividade esportiva que mais queima calorias é a corrida: em média, 540 em 30 minutos.

A combinação entre exercícios e uma dieta balanceada é essencial para a perda de peso. No entanto, muitas pessoas ainda têm dúvida sobre qual exercício é melhor para queimar mais calorias e, por isso, a Associação Espanhola de Ciências do Esporte criou uma classificação.

mitos-corrida

Os pesquisadores explicam, porém, que as variáveis de cada pessoa, como o metabolismo, estatura, peso e a intensidade com que se faz o exercício, tornam mais difícil estabelecer um valor absoluto. Conheça abaixo os cinco esportes que têm o maior efeito na perda de peso:

Corrida

A queima calórica varia com a intensidade da corrida, mas correr em um ritmo considerado normal pode queimar mais de 1000 calorias em 60 minutos. O esporte melhora a capacidade cardiovascular, além de definir os glúteos, as coxas e as panturrilhas. Entretanto, é preciso cuidado com o impacto nos joelhos e na coluna ao correr, sendo a escolha do tênis algo primordial neste caso.

Remo

Este esporte também permite eliminar um alto número de calorias de forma rápida: uma média de 1000 calorias podem ser eliminadas em 60 minutos de atividade. O exercício ainda ajuda a fortalecer os músculos das costas, ombros, bíceps e abdômen.

Ciclismo

O cálculo para o ciclismo é extremamente variável, pois depende da intensidade da pedalada e do trajeto percorrido. A uma velocidade moderada, igual ou menor que 20 km/h, queima-se cerca de 500 calorias. Mas, a 25 km/h, é possível quase dobrar os benefícios.

Squash

O esporte possibilita melhorar a força física e a resistência cardiovascular. Requer coordenação, equilíbrio, agilidade e concentração, além de trabalhar os músculos inferiores e superiores ao mesmo tempo, ainda que exija bastante das pernas e das articulações dos joelhos e tornozelos. Uma partida de squash pode queimar 900 calorias em 60 minutos.

Boxe

A prática desse esporte exige atividade constante, como pequenos saltos, passos laterais e movimentos com os braços, trabalhando diversos músculos. Em uma hora, queima-se mais de 700 calorias. Se você não gostar de contato físico, é possível lutar contra um saco de areia e gastar 400 calorias. Além disso, o exercício é uma ótima forma de liberar a tensão.

(Via Minha Vida)

Como surgiu a capoeira?

Por Tiago Cordeiro e Tiago Jokura 

Luta foi criada no século 17 por escravos africanos

A luta 100% brasileira foi criada no século 17 por escravos africanos da etnia banto. Por causa da origem, ficou proibida oficialmente até 1937, embora nunca tenha deixado de ser praticada. Nos anos 30, o baiano Manuel dos Reis Machado, o mestre Bimba, tirou os capoeiristas do chão, quebrou o gingado e incorporou golpes de outras lutas. Sua criação, a capoeira regional, se diferencia até hoje da capoeira angola, mais tradicional e difundida a partir da década de 1910 pelo baiano Vicente Ferreira, o mestre Pastinha. No século 20, a capoeira virou esporte, com direito a confederação nacional. Existem até torneios em que capoeiristas encaram lutadores de outras especialidades. “Nesses torneios, já vi muitos saindo carregados de maca”, diz Eliane Dantas dos Anjos, autora de um estudo sobre a origem do nome dos principais golpes.

5654b6ea0e216359e2022233201506191406427nbdmvbsy21

 

Jogo de pernas

A capoeira é praticada por 6 milhões de brasileiros. No mundo, são 8 milhões de capoeiristas espalhados por mais de 160 países

UNIFORME

Na capoeira regional, a roupa é sempre branca, com calças largas e camiseta – capoeirista descamisado é só para turista ver. Cordas coloridas, amarradas na cintura, indicariam o nível do jogador – a Confederação Brasileira já tentou padronizar uma escala que vai do verde ao branco, mas nem todo mundo concorda

MESTRE BIMBA

Capitão de navegação, com 1,93 m de altura e 89 kg, Manuel dos Reis Machado (1899-1974) inventou e popularizou a capoeira regional com golpes como o dobrado – ilustrado aqui. Bom de briga, incorporou elementos do jiu-jítsu, da luta livre, do savate (de origem francesa) e até do batuque – técnica já extinta

• A capoeira angola é jogada no chão porque os escravos praticavam dentro das senzalas, abaixo do parapeito da janela

• Há cem anos, além de comandar o ritmo, o berimbau servia para bater no capoeirista que não seguisse as regras da luta

• Uma das primeiras mulheres capoeiristas, ainda nos anos 30, foi Maria Doze Homens. Depois vieram outras com apelidos curiosos: Nega Didi, Satanás e Calça Rala

NO ATAQUE

Saltos e chutes podem ser acrobáticos e mortais

Martelo

Este é um dos golpes mais usados na capoeira. Uma variação do movimento, o martelo-de-chão, é mais rente ao solo

Rabo-de-arraia

Na regional, é um salto mortal para a frente, usado para acertar dois chutes em sequência, com o calcanhar, na cabeça do oponente

Meia-lua de compassoO capoeirista apoia as mãos no chão e gira para acertar o adversário com o calcanhar. Um dos golpes mais precisos do famoso Madame Satã

NA DEFESA

Uso das mãos é fundamental para esquivas e contra-ataques

Cocorinha

Movimento simples para evitar golpes a meia altura. O capoeirista apoia a mão no chão para preparar um chute de revide

Serve para escapar preparando um contragolpe, mas com risco de tomar uma cabeçada. Mestre Pastinha dominava a técnica

Negativa

Golpe clássico do mestre Besouro – aquele que virou filme. O jogador se esquiva do golpe alto e dá uma rasteira no pé de apoio do adversário

ARENA

A roda, com capoeiristas dispostos em círculo, é o palco da luta

Círculo fechado

Mestres e outros discípulos, sem posições fixas, rodeiam os jogadores. Na capoeira angola, em geral, todo mundo fica sentado. Na regional, todos ficam em pé e batendo palmas

Banda

Na única arte marcial com trilha sonora, o ritmo da luta é ditado pelo berimbau – em geral são três, de sonoridades diferentes. Normalmente, eles são acompanhados por uma verdadeira banda: dois pandeiros, um atabaque, um agogô e um recorreco

Como acontece

Os capoeiristas se cumprimentam agachados e iniciam o jogo ao pé do berimbau. Não há pontuação nem tempo determinado para a luta acabar – algumas duram até meia hora. Quando um jogador parece cansado, alguém da roda “compra o jogo” e entra em seu lugar, cumprimentando-o

• A letra das canções pode ser cantada ou declamada de improviso – costume inventado na Bahia por mestre Waldemar

(Via Mundo Estranho)

 

Transexual brasileira faz história e joga entre as mulheres na Itália

Por Carolina Canossa 

Desconhecida entre o grande público, mas revolucionária à sua maneira. Se, em quadra, Tifanny Abreu ainda luta para se estabelecer no vôlei, é inegável que a atacante já colocou seu nome na história do esporte brasileiro. É que, nascida Rodrigo há 32 anos em Goiânia, ela se tornou a primeira atleta transexual brasileira a conseguir autorização da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para atuar entre as mulheres.

Tifanny foi destaque em partida da Série A2 Italiana neste domingo (19)
tiffany-abreu-transgender-volleyball-player

 

 

 

 

 

 

Tifanny, inclusive, fez sua estreia em uma liga de alto rendimento neste fim de semana: contratada pelo Golem Software Palmi, da segunda divisão do Campeonato Italiano, ela foi o destaque da vitória por 3 a 1 sobre o Delta Informatica Trentino marcando 28 pontos (25 ataques, dois aces e um bloqueio) no jogo encerrado com parciais de 17-25, 25-16, 25-22 e 25-23. Com uma eficiência de 48% no ataque, foi eleita a melhor jogadora em quadra.

Com 1,94 m, a oposta anteriormente jogava na Série B masculina da Bélgica e foi bastante aplaudida pela torcida do Palmi. ”Estou muito feliz com essa estreia e animada com o que estou vivendo dentro e fora da quadra”, comentou Tifanny, em entrevista ao jornal ”La Gazzetta dello Sport”. ”Os aplausos e abraços que recebi me fizeram viver uma noite extraordinária. Vencemos um jogo importante e agora estamos confiantes”, destacou.

Antes de ir pra Itália, brasileira (camisa 9) atuava em um time masculino
heren-1-nieuw

Mas Tifanny não viveu este novo capítulo de sua vida sem resistência. Presidente da Liga Italiana feminina, Mauro Fabris colocou em dúvida a própria continuidade da brasileira na competição, apesar de ter enviado um buquê de flores parabenizando-a após a partida. ”Faço questionamentos em relação a esta situação que está se multiplicando. Quero que tanto o Comitê Olímpico Italiano quanto a Federação me digam o que esperar, até porque muitos times da Série A2 também estão se perguntando isto. Quero um campeonato limpo e correto com as pessoas”, afirmou.

20140329 NED: 1ste divisie B US - NVC, Amsterdam

Segundo caso

Conforme sinalizou o dirigente italiano, Tifanny realmente não é o primeiro caso de transexual que recebe autorização para atuar no vôlei profissional feminino: em março do ano passado, Alessia Ameri também foi liberada para atuar pela segunda divisão do país europeu, no time do Entu Olbia.

Líbero italiana foi o primeiro caso de transexual no vôlei profissional
Alessia-Italia

Nascida Alessio Ameri, ela chegou a jogar na segunda divisão italiana masculina como oposto, mas na nova fase da carreira virou líbero. Após se sentir injustiçada por conta de reportagens sensacionalistas, Alessia deixou a equipe e recentemente se dedicou a alguns trabalhos como modelo.

(Via UOL Esporte)

10269554_10202196600536779_8069997332805505683_n tifanny-camisa-1

Força Atlética lança crowdfundig para disputar a Liga Nacional em 2016

PublicantesBanner 09 - Avai Correa

Por .

O gol de mão move o handebol e é também um dos diferenciais desse esporte, isso se compararmos ao futebol. Da Alemanha para o mundo – o handebol foi criado em 1.919 e no Brasil foi sendo difundido, principalmente, nas aulas de educação física no ensino básico. Afinal, quem é que nunca fez um gol de mão? Através dessa premissa a Força Atlética lança a campanha: “Gol de mão vale”, que tem por objetivo arrecadar fundos para a disputa da Liga Nacional de 2016. Contribua com o que você puder acessando: www.realize.me/p/goldemaovale.capa-facebook

A Força Atlética é uma entidade sem fins lucrativos que trabalha o handebol na esfera do alto rendimento e também como meio de transformação social. Fundada em 2003, a associação tem hoje um projeto social que auxilia quase 900 crianças da periferia de Goiânia-GO. Todas elas vêem no handebol, uma oportunidade para o seu desenvolvimento pessoal.Foto-08

Segundo a presidente da Associação Cultural e Esportiva Força Atlética, Lilian Queiroz Antônio o alto rendimento não pode ser trabalhado sem o social e o social não pode ser trabalhado sem o alto rendimento. Um contribui com o outro. “O alto rendimento chama as crianças para a prática do esporte e o social é a retribuição que todo atleta e toda entidade tem que dar à sociedade”, complementa.

Todo o dinheiro arrecadado é para cobrir despesas, que vão desde os salários dos atletas a compra de uniformes. Imagine que legal seria se você ligasse a TV ou mesmo se conectasse a internet e visse a Força Atlética na televisão ou no smartphone? Creio que ficaria orgulhoso por ter contribuído com o esporte goiano e claro, nacional.

Gol de mão

O “Gol de mão” tem uma representação histórica para os amantes do futebol, no Brasil. Na história de alguns jogos, campeonatos e até copas do mundo, o gol de mão – sempre tão polêmico e comentado foi lance decisivo, nas disputas.

A ideia da campanha é utilizar essa forte ligação entre os dois esportes para chamar a atenção da população. Até mesmo porque no handebol o gol de mão é altamente válido. A proposta é que os apoiadores dessa campanha façam fotos fazendo o símbolo da campanha com a hashtag: #goldemãovale ou #demãovale.

A campanha tem criação da ZIG e produção da Ação Vídeo e tem duração de 60 dias.

Nós já estamos fazendo a nossa parte!

No último torneio da temporada, tênis ganha ares de video-game

Up To Date or DieBanner 09 - Avai Correa

Por Wagner Brenner.

No último torneio do ano, disputado apenas pelos 8 melhores do mundo, o tênis vira um espetáculo de cores e luzes com uma atmosfera que lembra as grandes lutas de boxe e a linguagem dos confrontos em video-games.

Londres possui os extremos dos torneios de tênis: o mais tradicional (Wimbledon) e o mais moderno (ATP Finals). 2014-barclays-atp-world-tour-finals-court-1

O ATP World Tour Finals fecha a temporada anual e, ao contrarío do mata-mata dos outros torneios, nesse apenas os 8 melhores do mundo se enfrentam em dois grupos de 4, onde todos jogam com todos. E no final, os melhores desses dois grupos fazem a final, que acontece no próximo domingo.

Drone Test – Federer Practice – ATP World Tour Finals

A mesma coisa vale para as melhores 8 duplas do mundo, onde o Brasil está muito bem representado pelo nosso atual melhor tenista, o Marcelo Melo, que joga com seu parceiro Croata, Ivan Dodig.Barclays ATP World Tour Finals

O “Torneio dos Campeões” é também o mais caprichado do ponto de vista de produção. Os jogos são disputados no famoso The O2 e a atmosfera é de luta de boxe, misturada com video-game. Os jogadores são anunciados como se fossem o Rocky Balboa, os gráficos se espalham pelas telas com animações e transições elaboradas, explorando todo tipo de dados. atp2

O preto total da escuridão e o azul da quadra são as cores dominantes. O jogo de luzes dos canhões e dos painéis luminosos que dão a volta por toda a quadra e por toda a arquibancada transformam os jogos em espetáculos. Os contrastes agradam os olhos dos telespectadores e atletas, que conseguem focar na partida com mais facilidade. não há vento, não há sol, e a bolinha é o único ser estranho e amarelo em um mundo azul. Dá para saber onde a bolinha tocou na raquete. Pela TV. O som ecoa pela ótima acústica indoors.djoko

Cada jogo tem clima de uma final, já que a quadra é sempre ocupada por 2 dos oito melhores tenistas do planeta. No momento em que escrevo este post, por exemplo, aguardo um Federer e Djokovic. E hoje ainda é terça-feira.

A TV nunca conseguiu nem chegar perto do que é um jogo de tênis ao vivo. É um esporte difícil de ser televisionado. Mas quem já assitiu um jogo entre profissionais sabe que o que aparece na TV é bem diferente e muito mais lento do que na vida real. Mas, entre todos os torneios, o ATP Finals é provavelmente o mais agradável de assistir, pelo menos, o mais agradável aos olhos e ouvidos.london-tuesday-preview-federer-1920

Os jogos acontecem TODOS OS DIAS, UM AO MEIO DIA E OUTRO AS 6 DA TARDE (Sport TV está transmitindo, não sei se tem outros canais).

Jet Surf

Avai Corrêa-ArquivoBanner 09 - Avai Correa

Conheça a prancha com motor dois tempos de 86cc que atinge 60 Km/h de velocidade máxima e que chega ao Brasil a R$ 34.900 milOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Chegou finalmente a hora de você contar para as gatas que é um surfista, mesmo sem nunca ter pego uma onda, a não ser no mundo da imaginação! A Jet-Surf desenvolveu uma prancha motorizada, apta para água doce ou salgada que permite aos amantes dos esportes aquáticos curtirem os dias dentro d’água mesmo quando não há ondas.

“O projeto nasceu através de um engenheiro da Fórmula 1, que trabalhou mais de dez anos nas pistas e juntou a experiência nos carros com aeromodelismo e desenvolveu o Jet-Surf”, explicou Augusto Hughes Ferreira, um dos diretores da Jet-Surf Brasil. Desenvolvida na República-Tcheca, a prancha abusa do uso de fibra de carbono em sua construção, o que garante que seja leve. Mesmo com o motor dois tempos, o peso total do equipamento (seco) é de 15 Kg. jetsurf

O produto é diferenciado. Equipada com motor dois tempos de 86 cilindradas, alcança a velocidade máxima de 60 Km/h. O motor possui unidade de controle de ignição eletrônica com função Auto Start e sistema de trabalho contínuo. Por hora, a prancha consome apenas 1,8 litro de gasolina e, atenção, o abastecimento requer o uso do óleo para motor dois tempos, como nas lendárias motos dos anos 1980 da Yamaha.

Há três anos no mercado, as pranchas Jet-Surf são brinquedos para gente grande. O preço inicial para levar uma dessas para casa é de R$ 34.900. Como um carro, necessita de revisões periódicas e todas as peças são exclusivas Jet-Surf e não aceita adaptações, com risco de perca da garantia do produto, caso o dono tente arriscar com algo genérico. A prancha vem com carregador de bateria inteligente (vez que o motor não possui alternador para recarregar a bateria após a partida), e uma bolsa para transporte.WaveJet-2 maxresdefault jetsurfyellow jet-surf-ultra-sport-prancha-motorizada-gasolina-48-kmh-120301-MLB20295793126_052015-F jet-surf-prancha Jet-Surf-por-fluxmag Jet-surf-planche-moteur jetsurf-1 IMG_8820 DSC02856

 

10 lições de vida que eu aprendi jogando tênis

MediumBanner 09 - Avai Correa

Por Gabriel Reynard.

Eu comecei a jogar tênis muito cedo, devia ter uns 5 anos de idade quando entrei na escolinha. Na minha família todos jogam, meu pai é viciado, minha prima quase foi profissional, meus tios jogam, minha mãe já jogou e todos meus amigos jogavam, comigo não seria diferente.

Desde então eu desenvolvi uma paixão muito grande por este esporte, mas também sentia raiva por não saber fazer outra coisa, como jogar futebol ou andar de moto por exemplo.o-TENNIS-facebook-1080x675

Os anos se passaram e eu continuo jogando tênis, já faz 20 anos. Nesse tempo, aprendi muito através do esporte e evolui como pessoa, passei por cada fase da minha vida jogando tênis e isso contribuiu muito para minha formação.

Sendo assim, optei por compartilhar o que eu aprendi em 20 anos de tênis que me ajudaram a ser uma pessoa melhor, assim quem sabe posso inspirar você a começar jogar também:

1. A prática leva à perfeição

Quando eu comecei jogar eu era muito novo e impaciente, queria logo acertar a “bolinha” e ganhar. Era meu objetivo, mas percebi que não seria possível conquistá-lo se eu não praticasse mais, visto que haviam outros colegas que jogavam melhor que eu.

Isso por si só já me deixava bravo, eu era extremamente imediatista e não aceitava a ideia de que levaria tempo até eu ficar bom em algo, a minha visão era: “tênis é só bater a raquete na bolinha, qual o segredo?”.

Nem de perto tênis é isso, o esporte é muito mais complexo do que parece e surpreende todos que tentam pela primeira vez. Isso me impactou e trouxe uma motivação extra pra mim, a de ficar bom logo para que eu pudesse ganhar de outras pessoas.

Aprendi portanto que praticar é o melhor caminho para atingir a perfeição, e que a perfeição é constante, infinita. Comecei a treinar 4 dias por semana e jogava o máximo que podia, com amigos, família e amigos da família.

O resultado era visível, a cada jogo eu me sentia mais confiante e forte, os adversários percebiam isso e eu fui (com os anos) me tornando um adversário cada vez mais “casca grossa”.

2. O objetivo não pode ser vencer, mas sim evoluir

Lembra que eu disse que meu objetivo era vencer? Então, eu descobri que é errado pensar assim. Antes de querer vencer é preciso querer evoluir.

No tênis os objetivos tem que ser gradativos, um pouco de cada vez. Você começa querendo melhorar sua batida, depois a movimentação dos pés, seu saque, condicionamento físico, voleio e assim por diante. A cada evolução você se aproxima mais do objetivo “vencer”, que apesar de ser o cerne de uma partida de tênis não é algo tão relevante assim, visto que você pode perder um jogo mas sair de lá vitorioso consigo e feliz com o desempenho.

Já vi muitos jogos onde o atleta perde e é ovacionado pela arquibancada, tudo isso porque deu seu máximo na partida, protagonizou lances incríveis e acabou sendo (apesar da derrota) o grande vencedor do dia, aplaudido por todos, inclusive por seu adversário.

Esse “tesão” que o tênis proporciona não tem preço, saber que você evoluiu tecnicamente e tem jogado melhor é o grande objetivo de cada tenista.

3. Pensar antes de agir e de forma rápida fazem a diferença

O tênis me ensinou que a capacidade de raciocinar é muito importante, até mais que o seu condicionamento físico. Pensar e executar a jogada certa coloca o tenista em vantagem, por isso é tão importante o silêncio das arquibancadas em uma partida, para que o jogador possa se concentrar ao máximo e executar os melhores golpes.

Isso quer dizer que o tenista deve pensar o tempo todo no que irá fazer na partida, como vai se comportar perante o adversário e o que será preciso para fazer um bom jogo. Mas imagine agora fazer tudo isso em milésimos de segundos antes da “bolinha” chegar para você rebater?

É difícil, por isso sou muito grato ao tênis por ter me ajudado a desenvolver essa habilidade de pensar ates de qualquer movimento e de tomar decisões rápidas.

4. Você pode estar ganhando de lavada quando de repente…

Aqui vai um ensinamento importante que aprendi com o tênis, não há vitória antes do “apito final”. Já joguei partidas em que estava ganhando por 4 x o quando de repente vi meu adversário crescer e virar o jogo, abalando totalmente minha confiança.

Isso aconteceu várias vezes!

Fiz uma partida uma vez com um garoto que estava com o braço quebrado, logo que o vi entrando em quadra pensei: “esse jogo tá na mão, o cara não tem como ganhar de mim com o braço desse jeito”. Mas foi exatamente o que aconteceu, ele entrou super confiante e foi “pra cima”, eu me assustei e acabei perdendo para o cara com o braço quebrado.

Não me conformo até hoje, mas aprendi na pele a importância de não subestimar um adversário.

5. Pequeno x Grande, Novo x Velho

Uma das coisas que eu mais gosto no tênis é que ele é um esporte social, onde crianças, adolescentes, adultos e mais velhos jogam. Um garoto de 16 anos pode facilmente ganhar de um adulto de 30 por exemplo, uma pessoa mais velha pode ganhar da mais nova, a garota pode ganhar do garoto e por aí vai.

É um esporte maravilhoso que faz com que pessoas de todos os tipos se envolvam com um único objetivo: jogar tênis e se divertir.

6. Aprenda a chorar, é normal e faz bem

Muitas vezes eu chorei após perder uma partida, eu queria ter vencido mas não consegui. É neste momento que “bate” aquela “deprê” em que você fica pensando no que poderia ter feito diferente, aonde você errou etc.

A verdade é que chorar meio que dá um alívio no peito, finalmente você conseguiu relaxar depois de uma partida tão tensa. É o melhor momento para erguer a cabeça, fixar bem nos pontos fracos e voltar lá para o tópico número 1, onde digo que praticar leva à perfeição.

Mas lembre-se, chorar de felicidade também é muito bom, vencer um torneio ou uma partida importante e cair no choro é descarregar as emoções e comemorar o feito, afinal, quem treina e se esforça para conquistar algo sabe o “gostinho” que uma vitória tem.

7. Cuide do seu corpo, você mora dentro dele

O tênis me ensinou que o nosso corpo é a nossa casa, portanto, é preciso se alimentar bem, cuidar da saúde, praticar esportes e atividades físicas, se divertir, descansar e manter um “lifestyle” saudável para que você possa se sentir melhor.

Um atleta profissional leva a sério isso, é um grande diferencial em competições. Mas se você é um atleta ocasional, como eu, o importante mesmo é se cuidar e tentar manter um vida saudável o máximo possível, evitando excessos.

E claro, jogar tênis sempre que possível!

8. Aproveite o networking que o tênis oferece

Tênis é de certa forma um esporte caro de se praticar, não é comum encontrar quadras disponíveis a população no Brasil, geralmente elas estão em clubes privados que nem todos tem acesso.

Eu nasci no interior e na minha cidade tênis é um esporte popular, há um clube especializado que reúne um bom número de associados, muitos deles da cidade e outros turistas de final de semana que vão para passear e jogar algumas partidas.

Muitos destes jogadores são empresários na cidade, comerciantes, funcionários públicos, executivos e profissionais liberais (médicos, advogados e dentistas por exemplo), o que faz do clube um excelente lugar para se fazer networking.

Eu mesmo fiz grandes amizades por lá e colho bons frutos desses relacionamentos até hoje. Sou muito grato ao tênis por ter feito bons amigos, pessoas que certamente vão agregar em minha vida e que no futuro poderei fazer negócios, contratar os serviços e até mesmo vender algo para eles.

9. Tudo depende somente de você

Apesar de ser um clichê, é a mais pura verdade. O tênis me ensinou que nesta vida tudo depende dos nossos esforços, de quanto realmente queremos algo.

É claro que a sorte, o networking e outros fatores podem contribuir para você alcançar seus objetivos, mas a grande verdade é que tudo o que você quiser conquistar depende unicamente de você, se quer ser campeão é preciso trilhar um caminho até este objetivo, se quer apenas melhorar seu jogo, é preciso força de vontade para ir praticar e assim por diante.

O tênis é um esporte que te ensina a ter disciplina, pois, te desafia constantemente para isso. Se você quer melhorar seu jogo precisa ter disciplina para ir treinar, se quer emagrecer, mesmo coisa.

10. Divirta-se

Aprendi com o tênis que mais importante que vencer uma partida é se divertir jogando ela. Isso não faz de você menos profissional ou então um adversário mais fácil, na verdade, faz de você uma pessoa melhor.

Como disse na lição 2, o objetivo não pode ser vencer, tem que ser alguma outra coisa que te leve a este caminho. Eu acredito que se divertir é o melhor deles, pense bem, quando você faz algo que te faz feliz a chance de você fazer isso bem feito é muito maior. Consequentemente a vitória ficará mais próxima.

E mesmo se você não ganhar, pelo menos você se divertiu, jogou com um amigo, deu risada dos seus erros e foi para a casa se sentindo bem, satisfeito em ter suado a camisa e feliz em ter jogado.

Esse é o espirito do tênis, um esporte extremamente competitivo mas que nos permite ser feliz em cada partida, pois, o que realmente importa é entrar em quadra e fazer um bom jogo.

Acabou…

Espero que tenham gostado deste texto e que de certa forma eu tenha inspirado você a jogar tênis, quem sabe não nos encontramos por aí para bater uma “bolinha”?