Boogarins lança novo disco no Bananada Sessions

Por Thais Rocha 

Projeto realizado no dia 15 de outubro faz parte das comemorações do aniversário de 20 anos do evento

Já há 19 anos no calendário de festivais e janelas de música do país, o Bananada comemora em 2018 duas décadas de efervescência cultural. No próximo domingo, 15 de outubro, o evento celebra a diversidade com o lançamento de sua edição comemorativa de 20 anos e apresentação do elogiado disco Lá Vem a Morte, da banda Boogarins. O espaço escolhido é o estacionamento do Passeio das Águas Shopping, a partir das 15 horas, com apresentações ainda da cantora Bruna Mendez e da banda Lutre.

Lutre [divulgação] (1)

Disponibilizado em diversas plataformas, o álbum do grupo foi gravado no ano passado no Manchaca Roadhouse, em Austin, no Texas (EUA). Agora os integrantes Benke Ferraz (voz e guitarra), Fernando Almeida Filho (voz e guitarra), Raphael Vaz (baixo) e Ynaiã Benthroldo (bateria) voltam à Goiânia após a turnê internacional e sua apresentação no Rock in Rio para o lançamento oficial do disco. “Estávamos há três meses fora do Brasil. Isso refletiu bastante o modo como trabalhamos as canções”, reflete Ferraz.

Boogarins [divulgação]

Durante o Bananada Sessions, uma reunião de bandas e artistas ainda promovem um encontro entre diferentes sons. Dona de um dos discos mais elogiados em 2016, O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à sua Calma, a cantora Bruna Mendez flerta com o orgânico da MPB, mas envolta às parafernálias eletrônicas. Recentemente a artista se apresentou em teatros de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de integrar a programação do Festival Vaca Amarela 2017.

Boogarins por Ann Alva Wieding (1)

Já o recente grupo Lutre, que também se apresenta no BananadaSessions, lançou nos últimos meses o disco “Apego”, já disponível nas plataformas digitais. Dentro da programação do evento, o projeto de discotecagem Indioteca anima o início da tarde com os DJs Raul Majadas, Henrique Jordão e Carlos Barfy. O DJ Abdala e os integrantes da saudosa banda Cambriana também preparam um set para tocar entre os shows. Uma pista de skate produzida pela Ambiente Skate Show integra o evento. A proposta é de convergência musical, em diferentes ritmos que afloram na atual música brasileira contemporânea.

Bruna Mendez [crédito clenon ferreira]

Bananada 20 anos

O Bananada celebra 20 anos de história em 2018, já com as datas confirmadas nos dias 7 a 13 de maio de 2018. Até é lá, uma programação que envolve shows e festas antecipa o evento. Como uma expoente janela para a música contemporânea mundial, o Bananada está há duas décadas no roteiro de festivais brasileiros, com uma importante programação que envolve música, convergência cultural, artes visuais, skate e gastronomia. Em seus 20 anos de história, o evento sempre se preocupa em realizar um intercâmbio e encontro através da agenda de shows com nomes atuais e importantes da música brasileira, intercalando com atrações internacionais.

ANOTE
Bananada Sessions
Lançamento do Festival Bananada 20 anos e disco Lá Vem a Morte (Boogarins)
Data: 15 de outubro (domingo)
Local: Passeio das Águas Shopping - Av. Perimetral Norte, 8303 – Lot. Mansoes Goianas
Horário: 15 horas
Ingressos online: www.sympla.com.br/festivalbananada
Primeiro Lote (promocional): R$10 (meia entrada) e R$20 (inteira)

Programação:
21h - Boogarins
20h20 – DJ Set Abdala
19h40 - Bruna Mendez
18h – DJ Set Cambriana (Luis Calil, Pedro Falcão e Rafael Morihisa)
17h30 - Lutre
15h – DJ Set Indioteca (Carlos Barfly, Henrique Jordão e Raul Majadas)

Pista de skate: Ambiente Skate Shop

 

Segunda edição do Projeto Music On agita fins de tarde no Pobre Juan

Por Diogo Teixeira (Palavra Comunicação)

Happy hour 

Os Dj´s François Callil, Fábio Alienato e Hans vão comandar as pickups da segunda edição do Music On, nos dias 11, 12 e 13 de agosto, na varanda do restaurante Pobre Juan, no Polo Gastronômico do Flamboyant Shopping, em Goiânia. A novidade da semana é o lançamento do Menu Happy Hour com aperitivos e drinks com até 30% de desconto. O público poderá desfrutar dos descontos do Happy Hour somente no final de semana dos dias 11 a 13/08, durante o período em que os DJ’s estiverem tocando seus setlists. A partir do dia 14, o Menu Happy Hour estará disponível de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 20h30. Vale lembrar que não será cobrado couvert artístico.

DJ Fábio Alienato (1) DJ François Callil (1) DJ Hans

Serviço  

2ª Edição do  Projeto Music On – Pobre Juan | Lançamento do Menu Happy Hour
Datas e Horários:
11/08 (Sexta) 16h às 22h | 16h – DJ François Calil, 20h – DJ Fábio Alienato
12/08 (Sábado) 15h às 21h | 16h DJ François Calil, 20h – DJ Hans
13/08 (Domingo) 14h às 20h | DJ François Calil

Local: Varanda do restaurante Pobre Juan Goiânia | Polo Gastronômico Flamboyant Shopping
Informações: (62) 3087-5556

Não será cobrado couvert artístico

Spotify lança site que revela suas preferências e vícios musicais

Por Gessica Borges 

“Prepare-se para se sentir descolado. Ou muito menos descolado do que você pensava ser.”

Considerado um azarão na indústria de streaming de música, e competindo por ouvidos ao lado de gigantes como o Google, Amazon, Apple e TIDAL, o Spotify sem dúvida tem inovação em seu DNA.

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Dessa vez, o serviço colocou no ar o Spotify.me, um hotsite onde os usuários podem analisar e compartilhar dados de usabilidade do serviço como: artista e música preferidos, tempo e horário do dia em que mais escuta música, e outras estatísticas criativas vide o quão dançantes, enérgicas ou “good vibes” são suas playlists.

(Via B9)

Os improváveis remixes do disco de Elza Soares

Por João M. Carvalho

Uma dose de Elza Soares para não parares de dançar com nomes como Dj Marfox e Nídia Minaj

O Fim do Mundo (Remixes) é um presente da muito acarinhada Elza Soares, a diva do jazz brasileiro que passou recentemente pelo Nos Primavera Sound e anteriormente pelo Vodafone Mexefest.

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Foi preciso chegar aos 80 anos de idade para ser ouvida pelo mundo. Em Outubro 2015, lançou o seu 33º disco após uma extensa discografia que conta com concertos, parcerias e participações. A expressão de uma pessoa oprimida pela violência doméstica foi somente notada pela Pitchfork em Junho de 2016, que atribuiu uma nota de 8.4 em 10 ao disco A Mulher do Fim do Mundo. Depois da Pitchfork seguiram-se revistas como a Rolling Stone ou o jornal The New York Times que a colocou no Top 10 de melhores discos do ano de 2016 (apesar de ter saído em Outubro).

A música da diva brasileira, que tem sido amplamente elogiada pela imprensa e apreciada um por todo o mundo, foi remisturada por 14 artistas, entre eles DJ Marfox e Nídia Minaj, da Príncipe Discos. No meio dos diferentes recriadores d’A Mulher do Fim do Mundo encontramos também outros nomes conhecidos como o do francês Gilles Peterson e o brasileiro Kiko Dinucci, guitarrista da Elza Soares, que lançou este ano o longa duração Cortes Curtos. Para descoberta sobram Omulu, Laraaji e Marginal Men, também eles protagonistas de incríveis remisturas.

(Via Shiffer)

Banda The Floyd Odyssey presta tributo a Pink Floyd nesta sexta, no Rock

Por Geórgia Cynara

A The Floyd Odyssey estreia no palco do Rock nesta sexta, 14 de julho, pontualmente às 21 horas, em novo tributo a Pink Floyd. No repertório, os maiores sucessos da banda britânica. Ingressos antecipados a R$ 10 e R$ 15 na porta.

Formação - The Floyd Odyssey é uma banda brasileira formada por músicos apaixonados por Pink Floyd. O grupo, formado em março de 2016, em Goiânia-GO, dedica-se exclusivamente a performar as mais importantes peças deixadas por Pink Floyd e David Gimour.

The Floyd Odyssey 1_Credito_Walter Mustafe

Os 11 integrantes da banda prezam pela meticulosidade de sua performance musical. Os timbres de todos os instrumentos são trabalhados de modo a buscar a fidelidade dos arranjos originais, ao mesmo tempo valorizando os talentos singulares de cada músico.

A banda estreou em janeiro de 2017, em Goiânia, com um repertório inicial de duas horas de duração, sob os aplausos de um público apaixonado por Pink Floyd. Às vésperas de sua quinta apresentação, o grupo espera surpreender e conquistar cada vez mais os fãs de Pink Floyd.

The Floyd Odyssey 02_Credito_Muriel Leal

Ficha técnica: The Floyd Odyssey 

Integrantes:
Ewerton Santos: voz
Diego Lorenzo: guitarra
Bruno Vieira: guitarra, violão e voz
Gustavo Lenza: guitarra, violão e voz
Normando Ribeiro: baixo e voz
Marcos Morgado: saxofone
Miguel Ângelo: teclados e efeitos
Dennis Simões: bateria
Fernanda Felipe: voz
Geórgia Cynara: voz, violino, percussão
Hadson Huan: projeção visual
Artur Pinheiro: roadie

Serviço:

Show The Floyd Odyssey no Taberna Music Pub
Data: 14 de julho, sexta
Horário do show: 21 horas (pontualmente)
Local: Rock – Rua 9, n. 2316, Setor Marista
Ingresso: R$ 10 (antecipado), R$ 15 (na porta)
Mais infohttps://www.facebook.com/thefloydodyssey/

Estudo explica origens das preferências musicais

Por Mixmag Team 

O gosto musical, segundo estudos recentes, tem raízes quase que totalmente ligadas às emoções.

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Em um estudo, bebês de mães que trabalhavam com música, foram colocadas nos bastidores durante shows dessas mães. Em todos os casos, as crianças que ficavam mais calmas eram exatamente aquelas que ouviam música tocada pela própria mãe. A música tocada por outros músicos não gerava o mesmo efeito. Outra experiência, liderado por Nim Tottenham, estudou as preferências musicais de crianças que nasceram no ano de 1990. Ela pesquisou o “Hit Parade” da época e selecionou músicas que estavam no topo das paradas quando essas crianças tinham 7 anos de idade (nesse caso, o topo dos charts nos EUA era dos Backstreet Boys. Considere que cada bebê já tinha passado vários meses durante a gestação ouvindo, por tabela, as músicas que sua própria mãe ouvia, assim como a voz e até batimentos cardíacos. Todos estes estímulos auditivos se tornaram familiares e calmantes para o bebê.

Em 2012, quando essas crianças tinham 22 anos, Nim analisou suas preferências musicais e descobriu que a música que esse grupo ouvia quando eram crianças tinha a maior capacidade de reduzir a ansiedade mesmo aos 22 anos de idade. A explicação de Tottenham é que, na logo na primeira infância, antes que as redes cerebrais mais complexas sejam desenvolvidas, a aprendizagem é muito mais impulsionada pelas emoções. Assim, as experiências musicais adquiridas naquela época seriam mais emocionais do que cognitivas. Outro fator que ajuda na formação das preferências musicais é a própria influência de nossos semelhantes, tanto que cada geração parece ter sua própria música que a geração mais velha “não entende”. Os jovens apresentam uns aos outros à diferentes estilos musicais mais ligadas ao seu próprio mundo e contexto. E você, já pensou um pouco na origem de suas preferências musicais?

(Via Mixmag)

11 artistas brasileiros que estão quebrando todas as regras de gênero

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Por Genilson Coutinho do Doistercos

A música brasileira sempre foi conhecida pela diversidade. E, ainda bem, de tempos em tempos a produção cultural nacional nos apresenta artistas dispostos a desconstruir todas as regras estabelecidas na música e na sociedade. Conheça alguns nomes da cena nacional que estão ajudando a quebrar preconceitos e abrir mentes. É lacre puro!

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Liniker

Assim como todxs desta lista, Liniker, 21, é um quebrador de regras: não cabe em uma única caixinha, pelo contrário, cabe em várias. Negro, gay e pobre, gosta de brincar com as regras “normativas” da sociedade. Usa batom, brinco, saia e turbante – e tudo bem. Mas a principal coisa sobre ele, no fim das contas, é mesmo a voz. E, nossa, que voz! Suingada, meio rouca e cheia de emoção, combina perfeitamente com as canções de amor de “Cru”, seu recém-lançado primeiro EP.

Lineker

Por mais incrível que possa parecer, Lineker é Lineker mesmo. Sim, o mesmo nome do cantor acima – a única diferença é o “e”. Mas sabe qual a melhor parte dessa coincidência? Ele é tão bom quanto o artista homônimo! Bailarino, diretor, performer e, claro, cantor, o mineiro, de Bambuí, é conhecido pelos shows cheios de personalidade e por tratar abertamente em suas músicas sobre questões de gênero e sexualidade. Escute “Verão”, seu maravilhoso e recém-lançado EP.

Jaloo

Jaloo é um dos novos artistas mais inventivos do pop nacional. Nascido em Castanhal, no Pará, o cantor e produtor costuma dizer ser uma pessoa não-binária, que é quando a identidade de gênero de alguém não é nem homem nem mulher, pode ser uma combinação dos dois ou nenhum deles. Quebrador de regras, sim ou com certeza? Vale acompanhar sua carreira também por seus clipes, verdadeiras obras de arte, e, lógico, por sua música, uma mistura de pop, tecnobrega e synths oitentistas. Puro deleite.

Caio Prado

“A placa de censura no meu rosto diz: ‘não recomendado à sociedade’. A tarja de conforto no meu corpo diz: ‘não recomendado à sociedade’ Pervertido, mal amado, menino malvado, muito cuidado! Má influência, péssima aparência, menino indecente, viado”, canta Caio Prado na canção “Não Recomendado”. Poucos teriam essa coragem na socidade de hoje e só por isso dá para entender os motivos do carioca ser um quebrador de regras. Ah, dê uma chance ao álbum “Variável Eloquente”. É f*da!

Rico Dalasam

Ele é o único rapper abertamente gay da cena musical brasileira. E, como se isso já não fosse não suficiente, Rico Dalasam é tão militante quanto bom nas rimas. Sua música “Aceite-C” é um hino sobre, duh, aceitação. E ele vai além: suas roupas são um convite para que as pessoas repensem de fato o que é o gênero. Ele está fazendo uma pequena revolução.

Johnny Hooker

Talvez o artista mais famoso desta lista, Johnny Hooker já fez novela da Globo (“Geração Brasil”) e já emplacou músicas em trilhas de outras tramas da mesma emissora. Recifense, no ano passado foi eleito como Melhor Cantor na categoria Canção Popular no tradicional Prêmio da Música Brasileira. Sabe como ele subiu no palco para receber o troféu? Com seu inseparável delineador nos olhos! Porque ele é assim: brinca com o masculino e o feminino, com o gênero e o melhor: consegue fazer isso também na maior TV aberta do país. Uau.

MC XUXU

Funkeira, travesti e feminista, ela é um fenômeno na internet e, com certeza, tem um papel importantíssimo no combate ao preconceito. De acordo com o  relatório “Injustice at Every Turn” feito em parceria pelas ONGs norte-americanas National Center for Transgender Equality and The Task Force, pessoas trans e travestis estão quatro vezes mais propensas a viver na pobreza e experimentam o desemprego o dobro do que a população em geral. Se a pessoa for negra essa margem sobe para quatro vezes. Por isso quando uma artista como a MC Xuxu manda em sua música viral “um beijo para as travestis” ela está matando um pouquinho na cabeça das pessoas a LGBTfobia. Isso se chama representatividade.

Pabllo Vittar

Quantas drag queens brasileiras você vê por aí fazendo música e, principalmente, sucesso? Essa é a Pabllo Vittar que, após o lançamento de “Open Bar”, uma versão da música “Lean On”, viu sua fama na internet crescer e, junto, o interesse por sua figura. Mas, assim, pode uma drag com nome “de homem”? Claro que sim! E a Pabllo, que deu expediente recentemente como a vocalista da banda do programa “Amor & Sexo”, está aí para desconstruir essas “regrinhas”. You go, girl!

Lia Clark

Vai ter drag queen brasileira na mídia, sim! E se reclamar vai ter drag brasileira fazendo funk! Lia Clark, nascida em Santos, litoral de São Paulo, é drag, é funkeira e segue os passos da Pabllo Vittar, fazendo sucesso (merecidamente) internet afora. Seu primeiro single, “Trava Trava”, por exemplo, lançado em janeiro, já conta com mais de 700 mil visualizações e a tendência é aumentar. Lia é mais uma artista que segue quebrando preconceitos e levando arte drag para um monte de gente.

Gloria Groove

É inegável, o reality show “Rupaul’s Drag Race” ajudou a popularizar, sim, a arte drag e trouxe para o mainstream algo que normalmente ficava restrito a algumas boates. E que bom! Dessa safra de novas “queens” saiu a ótima Gloria Groove que, se o nome não deixou claro, aposta num som dance de respeito. E ela solta o vozeirão mesmo! Paulistana, cresceu numa família de músicos e até tentou uma carreira de um modo, digamos, mais convencional. A arte drag falou mais alto e o programa de Rupaul foi um empurrãozinho. Escute o trap de “Dona”, primeiro single da artista.

As Bahias e a Cozinha Mineira

Uma banda com duas vocalistas transsexuais, a Assucena Assucena e a Raquel Virgínia. Por si só isso já seria um ato político, afinal, elas estão representando na mídia uma das minorias que mais sofre com o preconceito, a das pessoas trans e travestis. Mas as músicas – e que músicas – de As Bahias e a Cozinha Mineira trazem discussões importantes sobre feminismo, machismo e transfobia. E a fama do grupo está crescendo!

10 lições que o Electric Daisy Carnival Brasil quer te ensinar

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Por Priscila Brito.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na primeira vez que vi um cartaz do Electric Daisy Carnival foi a frase que vem logo abaixo do lineup: “and the most important headliner of all: YOU”. Ou seja, “o mais importante headliner de todos: VOCÊ”. Isso é uma conclusão óbvia que vale para qualquer festival, afinal sem público não tem evento, mas nem sei se é possível enumerar as vezes que eu ou você fomos considerados abertamente parte do lineup de um festival, não é mesmo?electric-daisy-carnival-brasil-headilners2

Mergulhando um pouco mais nesse universo do EDC, eu tenho notado que essa coisa de equiparar o público a um headliner está na base do conceito do festival, e não são poucas as ocasiões em que o público é convocado de uma maneira mais explícita a se posicionar mais ativamente pra fazer o festival acontecer.

Uma das coisas mais bacanas nesse sentido é a Declaração de Direitos do Headilner. No caso, seus direitos. É uma lista de dez princípios baseados no PLUR (Peace Love Unity Respect/Paz Amor Unidade Respeito), mantra da cultura raver. No fim das contas, se você olhar bem, são princípios básicos para a vida, condutas que a gente deveria ter como padrão, mas cuja lembrança e reforço são sempre válidos – afinal, ainda não atingimos a harmonia e a paz plenas nesse mundo difícil. Ainda precisamos aprender muito sobre como conviver com os outros.electric-daisy-carnival-brasil-informações

A gente fala tanto aqui no Festivalando de como é ótimo quando os festivais oferecem pra gente uma experiência marcante além da experiência musical e, por isso, é muito legal ver um festival incentivando no público os princípios dessa lista. É um bom começo rumo a esse nirvana que a gente tanto busca quando vai a um festival. Portanto, crianças, leiam com atenção a lista abaixo e aproveitem o Electric Daisy Carnival Brasil (que rola nos dias 4 e 5 de dezembro em São Paulo) para aprenderem a ser pessoas melhores electric-daisy-carnival-brasil-ingressos

1) Liberdade de expressão
“A pista de dança não é um local para julgamentos. Tudo, desde sua roupa até o totem do festival, são símbolos da representação da individualidade. Vá para fora e compartilhe sua visão com o mundo.”

Lição pra vida, né? Festivais são espaços libertários (ao menos deveriam ser) e é bom que todo mundo que está lá dentro esteja ciente disso, não importa se você quer só ficar na sua ou se você está a fim de enlouquecer (se fantasiar, dançar histericamente, pegar geral). Não olhem torto pr@ coleguinh@, tsá?

2) O Direito de Usar Kandi
“A tradição milenar de fazer e trocar kandi cria laços especiais entre as pessoas. Estes acessórios coloridos são mais do que jóias em raves, eles são pedaços queridos de memórias e lembranças que conectam o dono com antigos amigos. Use-os com respeito e orgulho.”electric-daisy-carnival-brasil-lineup

É bem legal entender o simbolismo por trás das pulseiras que tanta gente ostenta nas fotos do EDC. Lembre-se disso e tenha em mente que este pode ser um dos souvenires mais legais que você vai poder levar pra casa.

3) Igualdade Musical
“A quantidade de gêneros e subgêneros associados a música eletrônica não para de crescer – surgem praticamente do nada – é quase impossível conseguir acompanhar tudo. Alguns são resultado de corajosas misturas de ritmos, enquanto outras continuam presas a suas raízes. De qualquer forma, todas são orgulhosamente apresentadas embaixo da mesma bandeira: a musica eletrônica. Onde quer que você esteja, existe uma batida com o seu nome.”

Apenas parem com mimimis do tipo “isso é modinha”. E aproveitem para dar uma chance e ouvir set daquele artista que você nunca ouviu falar ou nunca deu muita bola. Festival serve também pra gente ouvir coisas novas.

4) O Direito de Usar Seu Cérebro Direito
“A criatividade é o cerne da nossa experiência coletiva. Todos os headliners são encorajados a contribuir com a causa. Ele pode ser tão complexo quanto a concepção de uma fantasia, ou simples como um gesto que trás um sorriso ao rosto de alguém. Quando você ativa sua imaginação, ela inspira outros a se juntarem também. Deixe sua criatividade fluir.”

Gosto muito do jeito como o EDC encoraja o pessoal a entrar no clima colorido e brilhante do festival. Afinal, que outro festival você já viu colocar na lista de itens com entrada permitida objetos como “roupas e joias luminosas” ou “LED poi” (malabares de LED)? Sejam criativos, carnavalizem.

5) Boas Vibrações
“Defender a paz. Deixe toda sua energia negativa na porta. Você nunca sabe – você pode estar a um abraço de distância do seu festie bestie (melhor amigo de festas). Lembre-se de sempre manter as boas vibrações.”

Nada mais verdadeiro, principalmente no que se refere ao festie bestie. Eu e Gra topamos com muita gente nova nos festivais por onde passamos e algumas dessas pessoas simplesmente passaram a fazer parte das nossas vidas. Muitos de vocês devem ter histórias parecidas, imagino eu.

6) Responsabilidade e Confiabilidade
“Os frequentadores do festival são como sua família. Vamos sempre lembrar da regra mais sagrada: Cuide dos outros como cuidaria de você mesmo. Afinal de contas, estamos nisso juntos. Se você ver que alguém precisa de ajuda, não hesite em dar uma mão (#WEAREWIDEAWAKE). Atos aleatórios de bondade melhoram a experiência coletiva. Amor, amor e muito amor!”

Tá aí outra lição pra carregar a vida toda, assim como o número 1.

7) Inclusão
“União é um dos componentes cruciais que nos mantem próximos. Nenhum headliner merece estar lá mais do que qualquer outro. Esse é um convite aberto. Todos somos bem-vindos.”

Que tal se ocupar de se divertir ao invés de ficar reclamando do “fulano que é modinha”?

8) Sem Preconceitos
“Todos somos diferentes. Nenhum headliner é igual ao outro. Portanto, devemos celebrar nossas semelhanças tanto quanto abraçamos nossas diferenças – e isso inclui as pessoas que não se identificam como parte de nossa comunidade. Compaixão e entendimento devem ser extensões de nos mesmos.”

A gente nunca precisou tanto de se despir de preconceitos quanto hoje, um momento em que tantas, mas tantas diversidades estão finalmente ganhando voz.

9) Poder Através da Voz
“Essa comunidade não significa nada sem você. Sua voz, suas ações e sua alegria são as inspirações por trás de tudo que fazemos. Não tenha medo de falar o que você pensa, estamos sempre abertos a ouvir.”

Esta é a deixa pra gente dar feedback e soltar o verbo, principalmente se algo sair fora do esperado.

10) O Direito de se Divertir
“Não vamos nos esquecer do porque estamos aqui. A cultura da dança é de se mover de acordo com sua própria batida e relembrar de memórias e momentos com seus entes queridos. Aprenda com a noite e sempre – e nós queremos dizer sempre – tenha ótimos momentos.”

Se jogue. Apenas.

Festivalando é embaixador do Electric Daisy Carnival Brasil. Veja todas as informações sobre o festiva laqui.

Cantor Liniker é a renovação das manifestações sensíveis

Brasil PostBanner 09 - Avai Correa

Por Paloma Franca Amorim.

Encontro Liniker na catraca do metrô Consolação em meio à caótica Avenida Paulista. De longe o reconheço dos canais virtuais: um rapaz lindo, com um brinco grande pendurado em uma das orelhas, observando para ver se conseguia me encontrar na multidão de transeuntes – combinamos tudo por telefone mas jamais nos vimos ao vivo.2015-11-09-1447096290-822273-Liniker-thumb

Eu me apresento e, assim mais próximos um do outro, consigo notar um olhar e um sorriso carregados de peso ancestral e, ao mesmo tempo, de uma espontaneidade típica da juventude. Liniker está no tempo de seus vinte anos. Surpreendo-me ao saber da pouca idade que só descubro na metade de nossa conversa.

Ao assistir aos vídeos das canções CaeuLouise Du Brésil e Zero (viralizadas nas últimas semanas nas redes sociais), imaginei que o cantor fosse jovem mas não tanto, isso porque sua performance em cena, entoando sobre amores intensamente vividos, é de uma compreensão profunda sobre si, sobre a própria voz e sobre o próprio corpo. Uma profundidade singular, característica das almas antigas desse mundo onde, dentre tantas personalidades artísticas interessantes, surge de quando em quando, nos saltos das décadas de nossa cultura, uma pedra rara pinçada do fundo do rio que se apresenta como uma espécie de respiro – uma renovação das manifestações sensíveis das quais tanto necessitamos.

Nós, ouvintes ávidos por algo que surpreenda nosso preciosismo barato a afirmar todo o tempo que já conhecemos todos os gêneros musicais, toda a poética, todos os tratados melódicos e harmônicos possíveis. Liniker, pois bem, é esse tesouro secular, essa pérola negra, de rara e dura aparição.

E por pensar em pérolas negras, eu comento: “você é como o Luiz Melodia, tem essa sensibilidade estranha, potente, essa negritude gritante não só na pele mas também na voz”. Ele responde de modo tranquilo, recebendo minha admiração de peito aberto:

“O Luiz é uma referência… Mas minha maior influência vem de casa, porque minha família inteira é de músicos. Meus tios são músicos, meu avô era músico. Então eu acordava domingo de manhã, meus tios estavam tocando cavaquinho em casa. A música sempre esteve muito presente em minha vida. Minha mãe teve um grupo de samba. Aí tudo isso foi me enchendo, me enchendo, me enchendo até uma hora em que eu falei: eu preciso deixar isso sair, preciso pôr isso pra fora, essa música que eu ouço precisa ser verbo, precisa ser falada. Então eu comecei a compor, comecei a compor com dezesseis anos.”

Liniker, além da música também passeia por outras dimensões das artes do corpo, já estudou dança em Araraquara, interior de São Paulo, sua cidade de origem, e hoje faz curso de teatro na Escola Livre de Teatro de Santo André. Pergunto a ele sobre a relação entre a sua performance como cantor e as artes cênicas.

“Comecei a cantar, na verdade, fazendo teatro. Fazia teatro em Araraquara e teve uma peça que seria musical, pra entrar na peça eu tive que cantar e quando aconteceu as pessoas ficaram impressionadas. (…)Tem muita influência do teatro. Eu sou uma pessoa mais retraída, embora use brinco e seja grande. Mas quando eu tô cantando, eu sinto que eu vou para um outro espaço. Eu estou sendo eu ali inteiro. Ali eu posso dizer o que eu quero. Fazer teatro me instrumentaliza em muitas coisas nesse sentido. Eu fiz dança também um tempo, acho que esse corpo que vai com a música, que vai pra palavra, que explode com a melodia tem muita influência dessas atividades”, disse ele.

Pergunto também sobre a discussão de gênero formalizada em sua música. As composições apresentadas ao público através das redes sociais anunciam uma relação que não atende a uma autenticação tradicional de gênero. O amor em Liniker é um tema atacado de modo metafórico e ainda assim conserva em seu discurso uma objetividade política: não se trata de um apaixonamento heteronormativo e tradicional, é mais e além: é diverso.

Na relação descrita em Zero, por exemplo, “Peguei até o que era mais normal de nós/ E coube tudo na malinha de mão do meu coração”. Até mesmo o aspecto clichê romântico do amor integra a pluralidade afetiva narrada por Liniker.

“Com o amor eu preciso ter um certo cuidado. Porque eu valorizo muito esse sentimento, então eu preciso tratá-lo com cuidado. Eu trouxe o amor pra arte, eu componho sobre isso. Com cuidado. Todas as músicas são sobre homens. Na verdade, as músicas eram cartas de relações que eu tive e aí um depois de muita amargura, eu pensei: preciso colocar isso no mundo, isso não pode ser só meu. Cada música eu falo de alguém, de uma relação que eu tive”, explicou Liniker.

E os aparatos “femininos” usados nos vídeos?

“Essa questão do gênero, de usar brinco, usar maquiagem, usar saia, foi tão orgânica pra mim. Acho que é reflexo de minha geração, de uma coisa muito forte de transformação que tem nos atravessado. Eu e minha mãe temos uma relação muito próxima, então quando eu era criança eu tinha muita vontade de usar as roupas dela, as coisas dela, então um dia ela me deu um brinco. Depois de um tempo, eu vim pra São Paulo e foi quando eu percebi que eu podia ser eu, que eu podia me vestir do meu jeito, e que eu tinha um corpo político de uma liberdade que era minha. Quando me perguntam se eu sou trans eu digo: eu não sei, talvez eu não tenha uma nomenclatura, talvez a minha definição de gênero seja a liberdade.”

Goiânia entra na rota dos grandes festivais de música eletrônica com o Tropical Mind

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Por Rodrigo Lorenzi.

Entrando com tudo  no circuito nacional dos grandes festivais de música eletrônica, Goiânia recebe em outubro o Tropical Mind, evento que promete trazer o melhor do House e suas vertentes mais atuais junto com uma superestrutura especialmente preparada para o público. Nomes como Klingande, Boris Brejcha, Watermat, Vintage Culture e FTampa estão entre as principais atrações do evento, que nasceu com o objetivo de trazer de volta ao centro do Brasil o que há de mais moderno e atual na EDM.tropical-mind-festival

O festival, que acontece dia 10 de outubro na Chácara Aldeia das Flores, vai contar com dois palcos temáticos que mesclarão elementos da região com as principais referências em música eletrônica no mundo todo. Atrações estrangeiras e nacionais vão mostrar o que há de melhor no Tropical House, um dos subgêneros mais populares internacionalmente nos últimos anos, além de trazer nomes do Electro House, Techno, Drum and Bass e Deep House também. O perfil do festival é diferente dos já encontrados no Brasil, e a região centro-oeste foi a escolhida como palco neste ano justamente por ter a cara do que o Tropical House representa.

Para conferir bem de perto tudo o que rolar no festival e nos bastidores, a Phouse já está com presença garantida no evento e vai trazer a cobertura completa das atrações e das novidades que aparecerem por lá. Agora é só esperar até o dia 10 pra ver e aproveitar o que o Tropical Mind vai oferecer pro público nesse evento que já é uma promessa para os fãs de e-music.3157a

Confira aqui algumas das faixas de maiores sucessos do Klingande e Waltermat, atrações confirmadas para o evento:

Line-up completo:

Klingande (França)
Watermat (França)
Faul & Wad Ad (França)
Boris Brejcha (Alemanha)
Vintage Culture (Brasil)
Victor Ruiz AV Any Melo (Brasil)
FTampa (Brasil)
Dashdot (Brasil)
Elekfantz (Brasil)
Andre Pulse (Brasil)
Marky (Brasil)
Mau Mau (Brasil)
Murphy (Brasil)
Anderson Noise (Brasil)
Alex Justino (Brasil)
Renato Borges (Brasil)
Rodrigo Junqueira (Brasil)