Fecal Matter: o embrião do Nirvana

ObiviousBanner 09 - Radio Electra

Tudo começou com o nascimento do primogênito do casal Don e Wendy Cobain, Kurt Donald Cobain, no dia 20 de fevereiro de 1967 no Grays Harbor Community Hospital localizado em Aberdeen.

A ligação de Kurt com a arte parecia predestinada! O pequeno menino que ria de tudo aos cinco anos costumava fazer desenhos perfeitos de seus personagens preferidos como o Pato Donald e o Pateta. A música também era uma constante em sua família. Seu tio Chuck tocava num grupo chamado “Beachcombers”, sua tia Mari costumava tocar em clubes da região e eles sempre faziam jam sessions em casa com direito a gravações caseiras de Kurt cantarolando “Hey Jude” dos Beatles aos dois anos.

Wendy, Kim (irmã caçula), Don e Kurt no natal de 1974tumblr_lk2ipkJyfo1qcbw06o1_500

Kurt teve uma infância relativamente feliz até completar nove anos, época em que seus pais se separaram e sua hiperatividade aumentou, além das surras que ele levava de seu pai. A arte que antes expressava a felicidade infantil de Kurt, virou a válvula de escape para os ressentimentos dele.

Essa fase traumática destruiu tudo aquilo que Kurt confiava e ele passou a migrar para casa de parentes e amigos sem permanecer sequer por um ano em cada residência, tendo sempre uma razão problemática para a mudança e tornando-se cada vez mais solitário.

Foi em 1981 que ele ganhou sua primeira guitarra elétrica Lindell, presente de sua tia Mari que o incentivou a praticar e a compor. Nessa mesma época ele conheceu Warren Mason, amigo de seu tio Chuck que o ensinava a tocar os clássicos do rock como “Stairway to Heaven” do Led Zeppelin.

Kurt em seu quarto no ano de 1982tumblr_mgtsvee4Lg1rdl6iso1_500

Isso tudo possibilitou uma certa maturidade musical que levou Kurt a gravar sua primeira demo com um gravador de 4 canais em Seattle na casa de sua tia Mari em 1982. A demo levou o nome de “Organized Confusion” e dela nos restou uma versão de 1988 da música Spank Thru, faixa que constava nessa demo:

O embrião do Nirvana surgiu em 1983 quando Kurt conheceu Krist Novoselic — um croata “gigante” que havia se mudado há pouco tempo com sua família para Aberdeen. Os dois tinham pontos em comum que os diferenciavam dos outros adolescentes da cidade: eram extremamente fissurados por música, tinham poucos amigos e eram fãs devotos (Kurt mais ainda) de uma pequena banda da cidade, os Melvins. Novoselic também admirava a flexibilidade e a habilidade que Kurt tinha quando o assunto era arte.

Kurt ficou tão obcecado pela ideia de montar uma banda que em 1985, enquanto Novoselic se formava no colegial, ele abandonou os estudos para gravar mais demos em Seattle, na mesma casa da mesma tia Mari. Foi em dezembro desse ano que ele montou sua primeira banda de verdade, a Fecal Matter, com Dale Crover no baixo (nessa época ele era baterista dos Melvins) e Greg Hokason na bateria. A demo levou o nome de Illiteracy Will Prevail e Greg não participou da gravação, deixando sua função para Dale após Kurt convencê-lo de viajar até Seattle com ele. A capa ficou por conta do Kurt e as cópias em forma de fita K7 também.

Capa da demo feita por Kurt Cobainfecal_matter1

“Mari ficou perturbada com a letra de ‘Suicide Samurai’, mas colocou-a na conta de um comportamento adolescente típico. Os rapazes gravaram também ‘Bambi Slaughter’, a história de como um menino fez negócio com os anéis de casamento de seus pais, ‘Buffy’s Pregnant’, sendo Buffy a personagem de um programa de televisão Family Affair, ‘Downer’, ‘Laminated Effect’, ‘Spank Thru’ e ‘Sound of Dentage’.” (CROSS, p. 92)

O material da Fecal Matter não despertou interesse em ninguém, exceto para Novoselic. Com o fim da banda, ele e Kurt passaram a fazer cada vez mais jams na casa que ele dividia com outro rapaz ainda em Aberdeen e em 1986 os dois decidiram montar outra banda, com o Kurt na guitarra e vocal, Krist no baixo e Aaron Burckhard na bateria.

A banda realizou o primeiro show durante uma festa em março de 1987 e não tinha um nome específico: Skid Row, Bliss, Pen Cap Chew e Ted Ed Fred foram alguns nomes utilizados durante os primeiros shows. O baterista Aaron abandonou a banda bem nesse começo, sendo substituído por Dale Crover que já tinha tocado com Kurt durante o Fecal Matter e gravado a bateria da primeira e última demo da banda.

Finalmente, com Kurt Cobain na guitarra e vocal, Krist Novoselic no baixo e Dale Crover temporariamente na bateria, a banda conseguiu sua primeira gravação profissional em 23 de janeiro de 1988 com a produção de Jack Endino, o mesmo produtor das bandas Mudhoney e Soundgarden. O cara ficou tão impressionado com a Dale Demo do trio que resolveu fazer algumas cópias para os seus amigos. Um desses amigos era o Jonathan Poneman da Sub Pop Records! Nem preciso dizer que foi ele que lançou o primeiro disco da banda, Bleach, em 1989, né?

Dave Foster, Kurt e Krist em 1988tumblr_m6maxtsO8d1rpy48oo1_400

Até gravar o primeiro álbum, a banda trocou de baterista mais três vezes. Dale Crover teve que se dedicar somente aos Melvins por causa de uma mudança da banda para São Francisco, deixando em seu lugar Dave Foster que ficou por pouco tempo na banda. Com a sua saída, Aaron Burckhard tentou voltar, mas foi preso. A solução foi chamar Chad Channing que ficou na banda até maio de 1990. Sua saída teve como motivo principal uma insatisfação recíproca: de um lado Krist e Kurt não gostavam da maneira como ele tocava, e ele por sua vez se sentia excluído das composições.

Kurt, Chad e Kristnirvana1988

Obs.: foi em setembro de 1990, após ter sido apresentado por Buzz Osborne (líder dos Melvins,) que Dave Grohl assumiu a bateria do Nirvana.

O nome Nirvana apareceu oficialmente no dia 19 de março de 1988 num pôster do show realizado no Community World Theater, em Tacoma:

“Ele [Cobain] mais tarde explicou que queria um nome suave em vez de um ‘nome malvado, rude, punk’ — embora ‘malvado’, ‘rude’ e ‘punk’ fossem termos adequados para descrever o som da banda.” (GAAR, p.16)

Foto tirada por Tracy Marander, namorada de Kurt em 1988kurt-cobain-tracy-marander--large-msg-116075261372Kurt Cobain of Nirvana

 

Alexander McQueen: o génio da moda

ObiviousBanner 09 - CCGO

A época pós-moderna em que nós encontramos é também determinada como a era das colagens, dos recortes ,das perguntas e floreios sobre as questões práticas e artísticas. O que é arte? O que é cultura? O que é moda? No meio das respostas, se pode observar influências, meios de comunicação, reflexões e respostas paralelas, contraditórias , redundantes e até mesmo esclarecedoras. Nesse contexto um expoente da moda conseguiu criar raízes concretas e reais usando pitadas do abstrato e modelando conceitos antagônicos em uma perspectiva inusitada que ao mesmo tempo consegue ser contemporânea, artesanal e impactante.alexandree-thumb-600x819-39625

Alexander McQueen mostrou seu talento e deixou em cada criação, um pouco dos seus dilemas próprios, seu caráter e pedaços da identidade modernista. Ele subiu no palco e fez com que excentricidades e diferenciais pudessem desfilar em uma inusitada sintonia, criando um som harmônico como se fosse uma nova nota musical da moda em uma partitura conhecida e aclamada pelos ouvidos do mundo,encantando e surpreendendo a plateia. Diversidade de materiais e conceitos criando formas inovadoras, transmitindo outras mensagens pela passarela, pelas ruas, pelas lojas, pelo significado das partes e do todo.ZZ159C5CD9

Lançar tendências foi uma de suas atividades, o modismo dos últimos vinte anos jamais poderia ser descrito sem pensar nele . Inteligente e preciso nas proporções de corte, era um mestre da alfaiataria, fez diversos itens clássicos com acabamento perfeito. Abusando de teatralidade e meios marcantes de se colocar McQueen se criou, ousou e se construiu. A palavra-chave do seu sucesso seria originalidade no cenário da moda.alexander-mcqueen-outstanding-achievement-award-thumb-600x358-25488

O exótico que ganhou nuances de beleza romântica e perspectivas bizarras juntamente com o comum repaginado criou produtos, desejos de consumo e uma marca própria reflexo de sua habilidade, que o levou a um patamar digno do seu currículo.Um estilista inglês que começou cedo aos 16 anos, após deixar a escola, trabalhando em uma alfaiataria como aprendiz e em menos de uma década construiu uma carreira enriquecida com anos trabalhados como estilista das marcas de luxo: Givenchy e Gucci. Alexander também criou diversos modelos para inúmeras celebridades como Lady Gaga, Sandra Bullock, Rihanna, Michele Obama entre outras que engrandecem a lista de clientes.alelelelelelelel-thumb-600x400-39635

Referência, inspiração e ícone do universo fashion. Adjetivos que se encaixam como uma luva em sua história. Criando um caminho repleto de realizações profissionais, a maioria dos passos dados, se tornaram conquistas. Alta costura, corte impecável e uma ótima qualidade são características que consagram suas peças, sua marca e o seu nome .Um nome tão respeitado, tão comercial, tão Alexander McQueen. Um homem que fechou as cortinas do desfile da sua própria vida, aos quarenta anos deixando uma plateia mundial entristecida. Uma história tão boa que merecia outro final, mais que por si só se tornou um mito carregado de valor, carregado de estilo e personalidade.

Por Alexandre Romero

180309042205_Alexander-McQueen-01 alexander-mcqueen-bjork-thumb-600x448-25494 alexandre-thumb-600x436-39631 allelelexanfre-thumb-600x543-39633 alwelt-thumb-600x508-39637 Models present outfits by British deigne McQueen tribute inVogue May11sm-thumb-600x400-25486 ZZ01BD5FD3 ZZ4E23FFA6 ZZ318BE673 ZZ02204E8B ZZ4389F8D6

M. C. Escher

Avai Corrêa-ArquivoBanner 09 - Radio Electra

Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970  e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitetura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.escher

Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitetura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.

Estas passagens por diferentes lugares, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contato com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e refletem, pelas pavimentações. Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstrato-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc. angels Birds fishreptile2

Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação,  descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante. A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia.

“Day and Night”
Se nos fixarmos no losango branco central abaixo, automaticamente somos levados até ao céu, e o que de início era uma simples figura geométrica rapidamente se transforma num pássaro. Os pássaros brancos voam para a direita em direção à noite que recobre uma pequena aldeia holandesa à beira de um rio. Os pássaros negros, por sua vez, sobrevoam uma imagem iluminada pelo sol, que é exatamente a imagem refletida da paisagem noturna.day-and-night

Aos poucos, Escher, vai sendo cada vez mais ousado e para além da “dança” com a geometria, vai também ao encontro do infinito. A divisão regular da superfície aparece misturada a formas tridimensionais, geralmente num ciclo sem fim, onde uma fase se dilui na outra. A litografia “Reptiles” é um bom exemplo disso.

“Reptiles”
Entre toda a espécie de objetos está o seu próprio caderno de esboços colocado sobre uma mesa, no qual se vê um desenho: um mosaico de figuras em forma de répteis num contraste de três cores. Subitamente um dos répteis ali desenhados, sai do papel e dá vida a um ciclo tridimensional retornando depois à bidimensionalidade do caderno de esboços.ReptilesLR

Desde o início que um dos seus fascínios era a representação tridimensional dos objetos na inevitável bidimensionalidade do papel. Escher, explorou em profundidade as leis da perspectiva e desafiou essas leis nas representações bidimensionais e tridimensionais, provocando o conflito das representações.

“Drawing Hands”  
Uma folha de papel está presa a uma prancheta. A mão direita desenha a manga de uma camisa. Ela ainda não tem o trabalho concluído, mas um pouco mais à direita, uma mão esquerda que sai de dentro da manga, está já desenhada tão pormenorizadamente, que se levanta da superfície e, por sua vez, como se fosse uma parte viva do corpo, desenha a manga donde sai a mão direita.drawing-handsDono de uma personalidade humilde, Escher, não se considerava artista nem matemático. Mas a verdade é que transportou para os seus desenhos estruturas matemáticas complexas, perspectivas espaciais que necessitam sempre de um apurado segundo olhar, podemos mesmo dizer, de um terceiro, quarto…

“House of Stairs”
Quase toda a metade superior da estampa é a imagem refletida da metade inferior. A escada superior, onde um bicho-rolapé desce da esquerda para a direita, reflete-se duas vezes: no meio e no lado inferior. Na escada, no canto superior direito, neutraliza-se a oposição entre subida e descida: duas fileiras de bichos avançam lado a lado; contudo, uma sobe, enquanto a outra desce.HOUSE OF STAIRS

High and Low”
Nesta estampa reproduz-se duas vezes a mesma representação, cada uma delas dum ponto de vista diferente. A metade inferior mostra a vista de um observador que esteja no térreo do chão. A metade superior mostra o que ele veria se estivesse ao nível do segundo andar. O ladrilho que se encontra no centro da composição serve de chão no cenário superior, contudo, este vai servir de teto no cenário inferior.high-and-low

“Concave and Convex”
Três casas estão colocadas perto umas das outra. A da esquerda vê-se de fora, a da direita de dentro e a do centro vê-se facultativamente de dentro ou de fora. Em baixo à esquerda, um homem sobe uma escada para uma plataforma. Perto do homem adormecido encontrará uma bacia em forma de concha. Do lado direito alguém sobe uma outra escada, mas então, o que visto da esquerda parecia uma escada, torna-se agora no lado interior de uma abóbada, e a plataforma que era chão firme transforma-se em teto.convex_and_concave

Fascinado pelos paradoxos visuais, Escher chegou à criação de mundos impossíveis. Nesses trabalhos, o artista joga com as leis da perspectiva para produzir surpreendentes efeitos de ilusão de óptica. Nos seus desenhos somos levados a novos universos, a lugares verdadeiramente misteriosos! Para Escher a realidade pouco interessa, antes pelo contrário, prefere criar mundos impossíveis que apenas pareçam reais. Eis porque se tornou uma espécie de mágico das artes gráficas.

Escher suscitou a atenção por parte de muitos matemáticos (por exemplo de Moëbius – que não se cansava de o convidar para palestras), cientistas e cristalógrafos. O mais curioso é que Escher não tinha uma formação específica nestas áreas, mas elas aparecem nas suas criações!  Cada vez mais assediado pelos matemáticos, Escher acabou muitas vezes por se inspirar em suas novas descobertas. Por exemplo, “Waterfall” foi baseada na figura do tribar, uma construção geometricamente impossível, criada pelo matemático Penrose.

“Belvedere”
O rapaz que está sentado no banco tem em suas mãos um objeto com a forma de cubo que, visto de cima, representa uma realidade diferente da de quando visto por baixo. Ele observa pensativamente o objeto impossível e não parece aperceber-se de que o belvedere, atrás das suas costas, é construído desta forma. No piso inferior, no interior da casa, está encostada uma escada pela qual sobem duas pessoas. Mas chegadas a um piso acima, estão de novo ao ar livre e têm de voltar a entrar no edifício.belvedere

“Ascending and Descending”
Um pátio interior é circundado por um edifício cujo telhado consiste numa escadaria onde tanto se pode subir como descer, sem que no entanto se consiga chegar nem acima nem abaixo.Ascending and Descending

“Waterfall”
A água de uma cascata põe em movimento a roda de um moinho e corre depois para baixo, numa calha inclinada entre duas torres, em zigue-zague, até ao ponto em que a queda de água de novo começa. Ambas as torres são da mesma altura, mas a da direita está, contudo, um andar mais baixo do que a da esquerda.Waterfall

O formato dos sólidos geométricos, em especial, dos poliedros também atraiu Escher. Seu interesse nasceu a partir da observação dos cristais, possivelmente influenciado por seu irmão que era geólogo. Realizou diversos trabalhos explorando as possibilidades dos poliedros. Maravilhado pelas suas formas afirma que no caos da sociedade moderna os poliedros “representam de maneira ímpar o anelo de harmonia e ordem do homem”

“Order and Chaos”
No centro, encontra-se um dodecaedro em estrela, cercado por uma esfera transparente. Neste símbolo da ordem e da beleza espelha-se o caos: uma aglomeração heterogênea de toda a espécie de coisas inúteis, estragadas e amarrotadas.Order and Chaos

“Stars”
No espaço pairam, como estrelas, sólidos geométricos simples, duplos e triplos. No meio, encontra-se uma estrutura de três octaedros regulares, reproduzidos só por molduras. Como habitantes desta construção temos dois camaleões.Stars

“Polyhedra with Flowers “
Esta é talvez uma das peças mais bonitas de Escher, esculpida em madeira de ácer. Tem cerca de 13 cm de altura e consiste em cinco tetraedros que se entrelaçam uns nos outros.Polyhedra with Flowers

São todos estes “condimentos” matemáticos aliados à mente artística de Escher que resultam num trabalho tão original e extraordinário. Escher foi reconhecido pelo mundo, pelos seus desenhos de ilusões espaciais, de construções impossíveis, onde a geometria se transforma em arte ou a arte em geometria.

+info: www.mcescher.com/

e-photo-late escher1b homepage Maurits_coenelis_escher

G-Star Raw

Avai Corrêa-Arquivoimages

Para compreender a história por trás da marca holandesa G-primas Star, é preciso olhar para trás um par de décadas. Fundada em 1989 na Holanda, G Star Raw tornou-se numa das principais fabricantes mundiais de vestuário urbano moderno. A história da marca de roupas começou como Gap Star, mas mudou seu nome depois de tornar-se globalmente conhecida com a sua linha de roupas populares e jovens. A G Star Raw utiliza sua história de marca especializando-se em denim bruto. A linha usa jeans não tratado e lavado para estabelecer sua presença no mundo da moda e o próprio segmento de outras tendências. Este uso do denim é utilizado por alguns dos produtores mais procurados do mundo, com um número de diferentes estilos e modelos que são usados por celebridades e estrelas do esporte de todas as esferas da vida.

Ganhando Popularidade

A marca G Star é fortemente inspirada no vestuário militar vintage. G Star Raw usa modelos diferentes de forças armadas e das forças armadas de todo o mundo e é isso que faz das suas roupas peças únicas. Algumas das características mais interessantes típicas da linha G Star incluem bolsos com zíper nos braços ou em jaquetas e camisas e bolsas especiais para manter os telefones móveis e dispositivos pequenos, como iPods. Na Europa, o historial da marca tem sido estimado por muitos indivíduos da moda e especialistas em fashion design. Uma série de pistas de modelagem na Semana de Moda de Nova York em 2008 também incluiu a G Star no roteiro. O estilo foi usado para acentuar o sentimento de todo o país durante um período de agitação social, política e econômica. A G Star tem hoje uma loja localizada em Nova York, que foi bastante mencionada e procurada ao longo da história da marca. No Outono / Inverno de 2007, a empresa apresentou o primeiros estilos de sua linha de calçado que se tornou muito popular no mundo da moda. A G Star chegou há poucos anos timidamente no Brasil mas já é possível comprar online qualquer um dos seus produtos.

Art of Raw

No dia 15 de Fevereiro 2013, a G-Star lançou a nova campanha para a Primavera/Verão 2013, The Art of RAW. Esta campanha explora as infinitas possibilidades que o Denim pode oferecer, como demonstrado no mascote desta campanha, o Skeleton Dog.

A G-Star junta-se a mais um grande artista nesta nova campanha, o produtor de música de dança electrônica Skrillex, para a criação de uma trilha sonora especialmente para este vídeo.

O protagonista da campanha desta temporada é modelo G-Star Elwood, um ícone da marca, criado em 1996 por Pierre Morisset com inspiração nas calças de um motoqueiro, deformadas pelo frio e chuva e que acabaram por se tornar um sucesso com mais de 13 milhões de pares de calças vendidos até hoje.

The Art of RAW – The Unlimited Possibilities of Denim

G-Star RAW Tailored Atelier.

Pierre Morisset abre a primeira grande exposição de Denim na HolandaG-Star RAW Store Opening in Hong Kong

De 23 de Novembro de 2012 a 10 de Março de 2013, vale a pena passar pela cidade holandesa de Utrecht e aproveitar para visitar a primeira grande exposição totalmente dedicada ao Denim, “Blue Jeans”, no Centraal Museum Utrecht.

Pierre Morisset, director criativo da G-Star RAW, organizou esta exposição dividindo-a em vários temas, mostrando o lado experimental e criativo dos jeans desde a sua origem no século 17, até aos modelos mais modernos dos dias de hoje. Além de apresentar produtos da G-Star como Flywoods, G-Star Elwood, Prouvé RAW, RAW Nettle Denim e RAW Tailored Atelier, mostra-nos também peças de Yves Saint Laurent, Chanel e Levi’s.g-star-the-art-of-raw-ss-2013-video-teaser-campaign-01Bregje Heinen & Dylan Hartigan by for G-Star Raw SS 2013 1 Bregje Heinen & Dylan Hartigan by for G-Star Raw SS 2013 2 Bregje Heinen & Dylan Hartigan by for G-Star Raw SS 2013 3 Bregje Heinen & Dylan Hartigan by for G-Star Raw SS 2013 4logo_g-star-black_df1191ae

Daniela Ktenas

Seu nome?
Daniela Ktenas.

Idade? Onde vive? O que faz?
40 anos.
Vivo em São Paulo.
Sou artista plástica e designer.

Qual seu signo?
Peixes.

O que tem amado ultimamente?
Natação

Você lê alguma publicação?
Várias, maior parte na internet, como blogs e sites de arte.
Jornais e revistas também, gosto das nacionais e importadas.

E livro, tem lido?
Sim, agora estou adorando todos os livros de Haruki Murakami, meu autor favorito no momento.

Sites nos favoritos?
Designboom, Fffound, Facebook, Twitter, Folha de SP, Papelpop.

O que tem tocado no seu iPod?
Adele, The XX, Toro Y Moi, Tulipa Ruiz, etc.

Qual foi seu último consumo?
Maiô de competição.

Qual marca tem te chamado atenção e por que?
Adoro a Ciao Mao, uma marca de sapatos brasileira, os sapatos são lindos!

Onde você pode ser visto?
Andando pela cidade de São Paulo à pé e as vezes de bike.

Os três últimos filmes que viu?
O último que vi foi Árvore da Vida, não me lembro os outros dois.

Qual a sua cidade preferida no mundo e por quê?
Acho que Roma por ser a mais linda!

Como se vê em cinco anos?
Nossa, que difícil! Espero que muito bem, quem sabe mais artista e menos designer.

Válvula de escape?
Nadar.

Ator preferido?
Hugh Laurie.

Atriz preferida?
Meryl Streep.

Alguma mania?
Tantas!

Um Projeto?
Vários! Cada hora penso e me animo com um projeto diferente, melhor nem entrar em detalhes!

O que mais te inspira?
Ultimamente tenho encontrado muitas pessoas talentosas que me inspiram a criar mais, tudo acaba inspirando, né?

+info: www.danielaktenasdesign.blogspot.com/