Sorvete magro que tira fome imediatamente: você não vai querer comer mais NADA

Por Paulo Nobuo 

Cremoso, refrescante e versátil, o sorvete é o tipo de doce que, sozinho ou acompanhado de sobremesas, normalmente agrada a todos e, para quem está de dieta, pode ser um verdadeiro sofrimento, já que as versões industrializadas são ricas em gordura e outras substâncias que comprometem o emagrecimento e atrapalham a saúde. 

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Mas diversas receitas fit podem surgir como solução na hora de matar a vontade de degustar um prato geladinho e saboroso. Um exemplo é a sugestão indicada pela nutricionista das famosas Patrícia Davidson Haiat em seu perfil no Instagram de um sorvete magro que tira a fome imediatamente. Confira os ingredientes e o modo de preparo da sobremesa:

Sorvete que tira a fome 

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Ingredientes:

  • 1 xícara de chocolate 70% cacau
  • 1 xícara de biomassa de banana verde
  • 2 colheres de sopa de leite de coco

Modo de preparo:

Derreta o chocolate, adicione o leite de coco e misture até ficar homogêneo. Adicione a biomassa de banana verde e mexa bem até ficar uma massa aerada. Se você desejar uma mistura ainda mais cremosa, acrescente uma dose extra de leite de coco. Leve ao freezer e sirva quando atingir uma boa consistência.

(Via Vix Hum)

Quality Hotel Goiânia oferece alta gastronomia

Por FatoMais Comunicação

Recém-inaugurado na capital, o Quality Hotel Goiânia prova que está em sintonia não apenas com uma hospedagem de padrão superior, mas também com a alta gastronomia. Para reafirmar ainda mais os valores locais, sem deixar de prestigiar a gastronomia internacional, o complexo oferece para hóspedes, moradores e frequentadores do bairro Jardim Goiás, o restaurante Rubby Gastronomia.

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Aberto diariamente das 12h às 15h e no jantar das 19h às 23h, traz diversos pratos inspirados em uma cozinha internacional com inúmeras opções, combinando ingredientes de alta qualidade em uma leitura intimista, onde podem ser atendidas até 80 pessoas. Todo o restaurante foi concebido em torno da praticidade e elegância, com a melhor estrutura, a fim de oferecer incríveis opções gastronômicas àqueles que gostam de ser aguçados pelo cheiro da comida, enquanto são atendidos em um ambiente agradabilíssimo, climatizado e com música. Na área externa do Rubby foram colocados bistrôs para atender aos clientes que apreciam ambientes mais abertos.

O cardápio inclui saladas, risotos, carnes vermelhas e brancas – com destaque para o Salmão com crosta de Gergelim ao molho de maracujá e o Filé à Parmegiana, pratos kids, e sobremesas. O restaurante também oferece uma carta de vinhos especiais.

Buffet café da manhã 2A

O café da manhã do hotel, servido com buffet completo, também está disponível para não hóspedes ao preço de R$ 33,00 por pessoa. Entre as opções, uma variedade de pães e bolos muito saborosos, ovos mexidos e bacon, além de frutas e de frios frescos, acompanhados de iogurtes, cereais e sucos e outros.

Localizados na Rua 14, nº 46,no Jardim Goiás, o hotel e o restaurante Rubby Gastronomia estão a 2 km do Teatro PUC; a 3,5 km do Museu de Arte Contemporânea; a 1,7 km do Centro Cultural Oscar Niemeyer; 600 m do Estádio Serra Dourada; a 6,1 km do Autódromo Ayrton Senna; a 4,4 km do Mercado Municipal de Goiânia; 900 m do Wal Mart; a aproximadamente 6 km de três importantes centros de convenção – PUC, Goiânia e Parque Agropecuário e está cercado por inúmeras opções de restaurantes e bares.

Serviço:
Restaurante Rubby Gastronomia, localizado no Quality Hotel Goiânia
Endereço: Rua 14, nº 46 – Jardim Goiás
Goiânia – GO – CEP 74805-480
Tel.: (62) 3609-9160
Informações e reservas: (62)- 3239-0700

Você não vai acreditar quando souber o que são os figos

Por Elizabeth Costa 

Foi espantoso quando descobrimos que alcachofras são, na realidade, flores.

E que alcaparras são botões de flor em conserva. Mas descobrir o que realmente é o figo – e a vespa que possibilita sua existência – nos levou a questionar todas as verdades que conhecemos neste mundo.

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Para explicar em termos simples, os figos não são, estritamente falando, frutos – são flores invertidas. As figueiras não florescem do mesmo modo como as macieiras ou os pessegueiros. Suas flores se abrem dentro de uma vagem em formato de pera, que, mais tarde, amadurece e se converte no fruto que comemos.

Então cada flor produz um fruto único, com uma só semente de casca dura, chamado aquênio, e o figo é composto de muitos aquênios, que são o que lhe confere seu caráter crocante. Portanto, quando comemos um figo, estamos na realidade comendo frutos múltiplos.

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Mas não é só isso que torna o figo um caso singular.

Pelo fato de as flores do figo se abrirem internamente, elas precisam de um processo especial para ser polinizadas. Não podem depender do vento ou das abelhas para transportar seu pólen. É aí que entra a vespa-do-figo.

O figo não pode sobreviver sem a vespa-do-figo para disseminar seu material genético, e a vespa-do-figo não sobrevive sem o figo, porque é nele que ela põe suas larvas. Esse relacionamento é conhecido como mutualismo.

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A vespa-do-figo fêmea penetra o figo masculino – vale lembrar que não comemos os figos masculinos – para pôr seus ovos ali.

O figo masculino tem um formato próprio para acomodar as vespas quando põem os ovos. As asas e antenas da vespa fêmea se quebram e caem quando ela penetra na pequena passagem de entrada no figo, de modo que, uma vez que ela entrou, não tem como sair.

Cabe às vespinhas bebês levar o ciclo de vida adiante. As vespas bebês machos nascem sem asas, porque sua única finalidade é acasalar com as vespas fêmeas – estritamente falando, suas irmãs – e cavar um túnel para saírem do figo.

São as vespas-bebês fêmeas que saem do figo, levando o pólen com elas.

Se uma vespa-do-figo penetra por acidente em um figo feminino (os figos femininos são os que comemos), em vez de um masculino, não há lugar para ela se reproduzir no interior do figo. E ela não pode fugir, porque suas asas e antenas foram arrancadas.

Então a vespa morre dentro do figo. É uma pena, mas é necessário, porque é assim que ela transporta o pólen que nos proporciona uma fruta que adoramos.

Não se preocupe, isso não significa que quando você sente algo crocante ao mastigar um figo, está mastigando uma carcaça de vespa. O figo utiliza uma enzima chamada ficina para decompor a vespa em proteínas, embora a ficina nem sempre decomponha o exoesqueleto inteiro.

Assim, é verdade que quando você come um figo, na realidade está comendo vespas-do-figo – ou algo que foi uma vespa-do-figo no passado –, mas pode pelo menos se consolar sabendo que essas vespas são minúsculas. Alguns veganos podem optar por não comer figos por essa razão.

Assista ao vídeo abaixo do Brain Stuff para ver exatamente como funciona o processo de polinização.

(Via Huffpost Brasil)

5 produtos feitos no Brasil que valem a compra

Revista GostoBanner 09 - Avai Correa

A equipe da Revista GOSTO está acostumada a experimentar todos os tipos de produtos que chegam ao mercado, desde as maiores redes de varejo às feirinhas gastronômicas de bairro. Com base em nossas andanças, podemos garantir: foram-se os tempos em que a marca “indústria brasileira” no rótulo significava baixa qualidade. Selecionamos cinco produtos made in Brazil que não ficam nada a dever para os importados – e, claro, não vão esfolar o bolso de ninguém.  É hora de provar!

Azeite
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Este trio Olivais da Bocaina é a prova de que o Brasil evoluiu muito na produção de azeites. Feito na Fazenda Ronco D’Água, na Serra da Bocaina, em São Paulo – região com vocação para a produção de oliveiras -, está disponível em três variedades: Arbequina, mais suave e amanteigado, Grappolo, mais picante e amargo, e o o blend das duas azeitonas.

Por R$38,90 (250ml), no ruadoalecrim.com.br

Mel
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Um dos mais maltratados no mercado brasileiro, o mel sofre com a adição de produtos que prejudicam sua qualidade. A Mbee, que produz sua própria variedade em Atibaia-SP e adquire outras de apicultores pelo Brasil, rejeita a denominação por floradas e prefere usar as espécies de abelhas para batizar seus meles. Um dos mais interessantes é o de flor de café, de uma antiga colmeia localizada no interior de um cafezal – tem um leve aroma de café e fica excelente com queijos leves, como a ricota.

Por R$12 (40g), edição limitada, no mbee.com.br

Geleia
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O nome da marca é uma brincadeira com a nacionalidade dos “geleieiros” Thiago Henrique, brasileiro, e Mauro Concha, chileno. Em portunhol autêntico, a Mermeleia produz 78 tipos diferentes de geleia, todas artesanais – até a tampa é escrita a mão – e com sabores feitos por encomenda. Entre os mais criativos, estão carambola com pimenta-rosa, tomate com manjericão e kiwi com cachaça.

Por R$25 (250g), no mermeleia.com.br 

Ricota
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A Gioia, em Atibaia-SP, produz uma das ricotas mais celebradas do estado. É produzida com técnica italiana e leite integral de vaca. Como resultado, fica cremosa e não esfarela facilmente, com as marcas de qualidade inferior. Abriu recentemente loja física na Rua Alfonso Bovero, 474, São Paulo-SP, tel.: (11) 3871-2047, e está disponível também em redes de supermercado.

Por R$40(800g).

Vinho
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Os vinhos brasileiros estão brigando para conquistar respeito mundial. Os mais bem-sucedidos, até o momento, são os nossos espumantes, produzidos no Rio Grande do Sul. O Aurora Prosecco, eleito melhor em sua categoria pelo Anuário Vinhos do Brasil 2015, é um bom exemplo. É fresco, leve e bem alegre. Harmoniza com aves, saladas e molhos suaves.

Por R$23 (750 ml).

Conheça as principais frutas nativas do Brasil

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O Brasil é rico em diversidade de frutas, possuindo mais de 300 espécies de frutas nativas, dentre elas o abacaxi, a goiaba e o maracujá

Você sabia que a laranja, a maçã, o mamão, o morango e a jaca são exemplos de frutas que não são brasileiras? A Índia é terra da laranja e da jaca, já a maçã é da região da Eurásia. O mamão veio do México e o morango teve origem tanto nos EUA, quanto no Chile. A banana possui registros da Indochina, Índia, Malásia e Filipinas. A uva também é originária de vários locais como a Ásia, Europa e América do Norte.

Além dessas frutas estrangeiras que são muito consumidas do Brasil, o país possui deliciosas frutas nativas como o abacaxi, o cacau, caju, o coco da Bahia, a goiaba, a jabuticaba e o maracujá.img114

Há uma variedade enorme de frutos brasileiros ainda pouco conhecidos. Dentre eles, a goiaba e a jabuticaba são representantes famosos de uma grande família, as Myrtáceas. Dela também fazem parte a pitanga, o araçá e a uvaia, que também são populares. Há ainda o cambuçá, a guabiroba, a grumixama, o cambuci e o guabijú, bem menos conhecidos.

Dentre as 20 frutas mais consumidas no Brasil, apenas três são nativas: abacaxi, goiaba e maracujá. Aquelas que não pertencem ao país são: abacate, banana, caqui, coco, figo, laranja, limão, mamão, manga, marmelo, maçã, melancia, melão, pera, pêssego, tangerina e uva.

Uma hipótese para o baixo consumo de frutas nativas é o fato da agricultura estrangeira ter avançado mais que a agricultura brasileira, fazendo com que o cultivo gerasse frutas mais fortes, saborosas e de rápido crescimento. Enquanto isso, as frutas nativas brasileiras permaneceram selvagens no ambiente.

Família produz queijo suíço em Corumbá de Goiás e atrai amantes da iguaria

Correio BrasilienseBanner 09 - Avai Correa

Por Gabriella Furquim.

A qualidade e a variedade do produto são reconhecidas por políticos, embaixadores e renomados restaurantes.

Queijo suíço produzido há menos de 170km de Brasília de forma artesanal e seguindo todos os ritos tradicionais da produção da iguaria estrangeira. Pode parecer um delírio, mas, desde os anos 1990, a Queijaria Alpina, comandada pelo suíço Stephan Gaehwiler, faz os laticínios em uma fazenda de Corumbá de Goiás. A qualidade e o sabor do produto conquistaram os paladares de Brasília. É encontrado nas mesas mais requintadas da capital federal, tendo como clientes ex-presidentes da República, políticos, embaixadores. Aparece ainda em mercadinhos gourmets e nos cardápios dos principais restaurantes da cidade. A venda é feita por encomenda.

Os queijos de três variedades são produzidos com o leite de 25 vacas20140120215530728259e

Apesar da demanda, a produção ocorre em uma pequena fazenda, com o apoio de quatro funcionários e dos dois filhos do queijeiro, que acompanha cada etapa. Gaehwiler acorda todos os dias às 4h para ordenhar as 25 vacas leiteiras. Os animais são da raça pardo-suíço, a mesma que abastece os laticínios mais tradicionais do país dos Alpes. O cuidado com a qualidade começa logo na alimentação do gado. “Não existe queijo bom sem leite bom. Elas só comem capim, cana, milho e soja. Alimentos errados podem influenciar o leite e, consequentemente, o queijo”, ensina o empresário.

Às 7h, começa o trabalho na queijaria familiar, que conta com duas estufas. Os equipamentos reproduzem o clima e a umidade comuns na Suíça. As condições ideais para a produção foram encontradas pelo queijeiro depois de muito estudo e testes. Gaehwiler só deixa a propriedade para fazer a entrega e participar de feiras e confraternizações gourmets. Ele e os filhos levam a mercadoria aos consumidores em um carro de passeio. Os produtos são vendidos em Brasília e em Pirenópolis (GO). Também é possível adquiri-los na própria fazenda.

 

Por que refrigerante na garrafa de vidro é mais gostoso?

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Por Cinthia Prado.

Você com certeza já se perguntou o porquê de refrigerantes servidos na garrafa de vidro serem mais saborosos, não é mesmo? E para os espertinhos que entraram nessa discussão com você e disseram que estava errado, é o fim da linha. Estudos comprovam a teoria do “beber o da garrafa é mais gostoso”.

De acordo com um estudo do Pronatec, a garrafa de vidro não está entre as queridinhas por acaso. Apesar de ser mais difícil encontrá-la atualmente, ela continua sendo a mais poderosa quando o assunto é refrigerante saboroso.

Veja abaixo, e descubra o que acontece com o sabor do refri, dependendo da embalagem em que ele é servido!

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1. Garrafinha de vidro

Se existisse um ranking para o melhor sabor, o refrigerante na garrafa de vidro levaria o pódio. Isso porque o material é inativo e impermeável, ou seja, não se mistura com o conteúdo, o que permite à bebida o sabor e cor natural, além de preservar o gás e ter uma durabilidade até duas vezes maior do que outros materiais.cocavidro_sososlteiros-800x448

 2. Garrafa PET 

As garrafas PET (Politereftalato de etileno) possuem polímeros em sua fabricação, o que faz com que essas partículas migrem para o líquido e altere o sabor original, deixando um leve sabor de plástico na bebida.coca_sososlteiros-800x450

 

3. Latinhas

Geladinhas e saborosas? Nem tanto assim. Conhecidas por gelarem mais rápido, as latinhas de alumínio ganham no quesito refrescância, mas perdem rapidamente seu posto quando a temperatura do líquido aumenta, fazendo-o perder o seu delicioso gás rapidamente.latacoca_sososlteiros-800x500

 

4. Máquina

É tudo quase original de fábrica. Isso porque o gás e o xarope são enviados direto do fabricante para o estabelecimento que tem a máquina, porém, para a mistura ser completa é necessário adicionar água filtrada. O que acontece é que muitas vezes essas águas não são de boa qualidade e vem com resíduos que alteram o sabor. Além de nem sempre respeitarem as medidas indicadas pelo fabricante na composição da bebida.maquinacoca_sososlteiros-800x533

 

Para ser (a)provado com os olhos e o paladar: Pantone Cafe é inaugurado em Mônaco

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Por Carol T. Moré.

Se você ama cores, design e café, eis o seu destino: Mônaco! O Pantone Cafe foi recém-inaugurado em Grimaldi Forum, local da cidade que recebe várias exposições de arte, e ficará aberto até dia 09 de setembro de 2015. Não só a decoração, mas o menu também segue o sistema Pantone, criado por Herbert Lawrence em 1963. Para comer, sanduíches, saladas, lanches, sucos, refrigerantes, doces, tortas, sorvetes e mais. A ideia da cafeteria pop-up é incentivar seus clientes a “provar as cores”, mas a paleta vai além do menu e inclui os códigos oficiais em móveis, guardanapos e até máquinas de café. Você pode pedir, por exemplo, um café preto (Pantone 19-111), um Eclair de chocolate (Pantone 19-1625), um suco laranja vibrante (Pantone 16-1364) ou uma salada verde (Pantone 15-5534). O conceito foi criado para que as pessoas associem justamente o sabor com uma verdadeira cor Pantone. Se você está de viagem marcada para o local, não deixe de visitar! Anote o endereço: Grimaldi Forum – 10 Av. Princesse Grace, 98000, das 10h da manhã até às 22h. A ideia também será expandida internacionalmente, em eventos de destaques culturais ou relacionados com a moda.

+info: www.pantone-cafe.com/

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Por que sentimos o sabor doce?

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Por Veronique Greenwood.

Estamos habituados a pensar no açúcar como o “rei” da sensação de sabor doce. Se uma laranja é doce, é porque os açúcares contidos nela são percebidos pelos receptores desse tipo de gosto em nosso paladar. E a mesma regra deveria valer para qualquer outra fruta, de morangos a tomates.150618184531_fruit_624x351_getty

Mas Linda Bartoshuk, psicóloga e cientista especializada em paladar da Universidade da Flórida, acredita que há uma explicação diferente. Ela e seus colegas descobriram que os produtos químicos responsáveis por uma grande parte da sensação doce das frutas são, na realidade, inalados e processados pelo olfato – e não sorvidos com a língua.

Trata-se de um fenômeno diferente do que acontece quando brincamos de tampar o nariz enquanto mastigamos uma jujuba – algo que nos impede de identificar seu sabor. (Se você nunca tiver feito essa experiência, vale a pena tentar: é uma maneira incrível de entender como o paladar não está relacionado apenas à boca).

A pesquisa recente de Bartoshuk e sua equipe, no entanto, não aborda as conotações complexas do sabor. Ela trata de compreender o sabor doce em si.

Revelações de um tomate

Segundo a cientista, a ideia de que compostos voláteis emanados das frutas poderiam estar ligados ao sabor doce já vem sendo discutida desde os anos 1970. Mas os efeitos individuais de cada composto volátil são pequenos, assim como as quantidades de cada produto químico nas frutas.150618184656_tomatoes_624x351_spl_nocredit

Somente há alguns anos, enquanto ela e seus colegas trabalhavam em um estudo para tentar identificar exatamente quais moléculas são responsáveis pelo gosto dos tomates, ela encontrou algo surpreendente.

A equipe havia analisado a composição de 152 variedades mistas de tomate, registrando os níveis de glicose, frutose, ácidos e 28 compostos voláteis (substâncias que evaporam em condições normais de temperatura e pressão). Ao mesmo tempo, ao longo de três anos, eles organizaram degustações com voluntários para avaliar 66 destas variedades, classificando cada uma de acordo com sua doçura, sua acidez e outras características de sabor.

Bartoshuk ainda se lembra do momento em que ela estava sentada em seu escritório, com uma montanha de dados, e executou um teste, por curiosidade, para ver quais os compostos que mais contribuem para o gosto adocicado do tomate.

Ela esperava que a resposta seria açúcar, mas “quase caiu da cadeira”, segundo conta: também contribuíam significativamente nada menos que sete substâncias voláteis.

Doce mistério

A cientista entendeu ainda que os voláteis pareciam explicar por que os indivíduos que participaram das degustações classificaram algumas variedades de tomate como sendo mais doces do que outras que continham mais açúcar.150618184823_lemonade_624x351_getty_nocredit

Por exemplo, a equipe testou uma variedade chamada Yellow Jelly Bean e outra de nome Matina. O tomate Jelly Bean contém 4,5 gramas de glicose e frutose em 100 mililitros de fruta, e ocupou o número 13 em uma escala para a sensação doce. O Matina possui pouco menos de 4 gramas de glicose, mas foi classificado com um gritante 25 no ranking.

A principal diferença bioquímica entre os dois é que o Matina tem pelo menos o dobro de cada um dos sete voláteis do Jelly Bean. Quando a equipe isolou esses voláteis de um tomate e os adicionou a uma mistura de água com açúcar, a percepção do sabor doce deu um salto.

Eles também investigaram blueberries e morangos, entre outras frutas. Morangos têm muito menos açúcar do que blueberries, mas são constantemente avaliados como bem mais doces. A equipe da Universidade da Flórida acredita que isso ocorre porque o morango tem até 30 voláteis a mais que a blueberry.

Eles descobriram que a adição de compostos voláteis do morango à água com açúcar impulsionou a percepção da doçura ainda mais do que os do tomate. A combinação dos voláteis de ambos dobrou essa sensação.

Não que o aroma dos morangos ou dos tomates estivessem pairando acima da água – não havia uma concentração suficiente deles para evaporar e chegar ao nariz. O que os cientistas sugerem é que quanto mais açúcar está presente, menos os voláteis contribuem para a percepção do sabor doce.

Mas os efeitos se tornam mais fortes quando há um número maior de voláteis envolvidos – até os compostos presentes em quantidades mínimas contribuem para o gosto.

Manipulação de alimentos

Os pesquisadores ainda estão investigando como e por que o cérebro processa essas informações. Sabe-se que os sinais vindos dos receptores olfativos ativados pelos componentes voláteis são enviados para a mesma parte do cérebro que regula o paladar, em vez de serem mandados para o local que controla as percepções vindas do nariz.

Embora não seja uma neurocientista, Bartoshuk sugere: “Quando no cérebro há voláteis atingindo as mesmas células que atuam no paladar, ele integra a mensagem. E parte dessa integração resulta em um realce da sensação, dependendo dos componentes e dos sabores envolvidos”.

Enquanto os pesquisadores continuam a investigar as causas desse estranho efeito, podemos começar a sonhar com as possibilidades que se abrem diante de nós: seria possível fazer uma limonada com menos açúcar se colocassem nela um coquetel de voláteis? Bartoshuk acredita que sim.

Outra consequência seria a manipulação dos voláteis para a produção de frutas mais doces, uma ideia com a qual a cientista também vem flertando.

Queijo canastra conquista 2º lugar em competição na França

Revista GostoBanner 09 - Avai Correa

Um queijo canastra conseguiu um feito inédito para o Brasil nesta semana. Guilherme Ferreira, o Capim, conquistou o segundo lugar em um dos principais concursos de queijos do mundo, o Mondial du Fromage de Tours, na França. A categoria vencida pelo brasileiro foi a de “massa prensada não cozida de leite cru de vaca”.queijocanastra

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Guilherme diz que o “terroir da Canastra é sensacional, o solo tem muitos minerais e a água é pura”. Talvez seja esse um dos motivos do reconhecimento de seu produto.

Para eleger os melhores queijos, o concurso organiza os produtos em pratos, identificando-os apenas por número. Uma jornalista brasileira que acompanhou Guilherme no evento disse que ouviu elogios de um dos jurados: “Tem um gosto de terra, um cheiro especial, uma textura firme e macia ao mesmo tempo”. Capimcanastra

O pequeno produtor acaba de conseguir o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura. Com ele, Guilherme pode comercializar seu queijo – o segundo melhor do mundo – em todo Brasil.serra-da-canastra-2-1392413959406_600x442queijo_canastra_606x455 feira_canastra dca3c2d4eabd123198233886b2eee6cd