A designer Sophie Rowley transforma jeans velho em mármore azul

Por Renato Cunha

Sophie Rowley é designer de materiais que vive em Berlim, na Alemanha. Com uma formação acadêmica em design de moda pelo renomado Saint Martins em Londres, ela já trabalhou para algumas grandes marcas e estilistas como  Alexander McQueen, David Chipperfield, Diane von Fürstenberg, Nissan entre outros. O Bahia Denim é um material desenvolvido por Sophie utilizando jeans velho e que tem aparência semelhante ao mármore azul brasileiro, por isso ganhou esse nome.

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O material é feito dos retalhos de denim que sobram das confecções e que acabam no lixo, mas Sophie veio com a brilhante ideia de transformá-los em um novo material. Devido ao fato de que os retalhos tem muita variação de tamanho, tons indigo, cores e textura tornam cada projeto único. Como o material é feito à mão, existem infinitas combinações de variações de cores possíveis.

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Como funciona o Bahia Denim

Os retalhos de denim são colocados sobre um molde e as camadas são coladas com bioresina. Depois que o material estiver seco, ele será esculpido para criar uma superfície plana. Através do processo de esculpir, bem como através dos diferentes tamanhos e cortes coloridos, aparece um padrão de mármore personalizado. Como o material Bahia Denim é leve, mas muito durável, é uma base perfeita para criar móveis, painéis de parede ou superfícies para interiores.

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O Bahia Denim de Sophie Rowley é outro grande exemplo de como fazer upcycling de pares de jeans antigos. Ou sobras de produção. Um conceito muito legal e sustentável para a indústria de denim.

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(via Stylo Urbano)

Quem decide o que é tendência na moda ‘streetwear’?

Por Cameron Laux

Calçados usados por Charles Allcroft, deus do streetwear, de 73 anos
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Ser um árbitro da moda costumava ser trabalho de um pequeno número de revistas impressas. Mas hoje eles se dispersaram em blogs, contas de Instagram e outras plataformas – todos chamando a atenção de um público com menos de 35 anos e sugando orçamentos de publicidade dos canais tradicionais. Ou seja, o papel do formador de opinião ficou mais complexo.

Business of Fashion, BoF, por exemplo, começou em 2007 como um simples blog de moda, mas cresceu e se tornou uma revista e consultoria online. Um resfriado do BoF pode fazer com que impérios de moda peguem uma forte gripe. Há ainda o Highsnobiety, um site de streetwear/marca multimídia/empresa de marketing que alcançou o santo graal no universo pós mídia tradicional e se tornou um bastião do bom gosto.

O newsletter diário do Highsnobiety trata principalmente de tênis e roupas de edição limitada. Mas agrega também análises culturais mais amplas – música, cinema, moda, um flerte com as artes e o design – que se juntam formando uma espécie de comentário sobre estilo de vida.

Fãs do Streetwear se reúnem em Nova York
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Dois mil e dezoito foi considerado o ano que o streetwear ganhou projeção. Note, por exemplo, o site eBay, no qual pares de tênis raros podem trocar de mãos por valores gigantescos: enquanto escrevo, um par de 1988 da Nike Air Jordans está à venda por C$ 42.000 (R$ 120 mil) e 341 pessoas estão online na página.

Mas o grande negócio é o mercado de tênis de corrida, camisetas, calças, acessórios etc. de edição limitada – novos ou na crescente plataforma de revenda. Muitas pessoas comuns estão dispostas a desembolsar quantias bastante grandes por eles.

Neste contexto, a palavra street (rua) refere-se a pessoas comuns, diferenciadas apenas por minúsculos mas obsessivos refinamentos no gosto, o que as obrigam a dominar uma ampla gama de detalhes técnicos de pedigree e design.

A atual importância dada ao streetwear explica em grande parte a ascensão do designer Virgil Abloh, o mais street possível. Ele ganhou fama ao colaborar com o rapper Kanye West na marca Yeezy; depois criou seu próprio selo Off-White.

Os itens da Yeezy rapidamente esgotam e depois são encontrados em plataformas de revenda. A Off-White dá convulsões em fashionistas underground, que investem seu dinheiro em cada lançamento de roupas limitadas. E Abloh sacudiu a rede da moda com mais frequência e intensidade do que qualquer outro no ano passado.

A colaboração entre a Louis Vuitton e a Supreme combinou luxo e streetwear
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O designer se tornou diretor-criativo da luxuosa Louis Vuitton, que sem dúvida espera que ele injete parte dessa mágica do consumo em sua marca. A união faz sentido: a anti-estética crua de Abloh – que usa materiais desafiadores com cores conflitantes, padrões chamativos e slogans, marcas e rótulos – combina com o logo da Louis Vuitton, emblemático da riqueza. Essa linha entre o elitismo e a acessibilidade é algo que o árbitro do gosto sabe como navegar.

O artista Maverick Takashi Murakami apareceu na plataforma Highsnobiety
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Em alguns aspectos, o próprio conceito de riqueza tornou-se brega. E aqueles que o celebram tornaram-se os árbitros do gosto – embora não necessariamente do “bom” gosto. Um exemplo seria a mala Goyard – estampada com a frase Rich as Fuck (ou “Podre de Rico”) – que Kris Jenner ganhou de sua família Kardashian no Natal.

O fato causou polêmica. Mas é irônico e divertido decodificá-lo. De um lado, por sua total vulgaridade, o slogan sugere que apenas os tolos se importam com tal nível de riqueza ou estilo. E, em certo sentido, o clã Kardashian dedica sua vida a trazer ao público uma falta de gosto impecável – e até democrática.

O ator Jonah Hill está entre os indivíduos ecléticos com influência no streetstyle
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Por outro, o preço aproximado da mala – de US$ 15 mil (R$ 55,8 mil) -, pode estar querendo dizer que a única coisa que importa de fato é o luxo e que se dane qualquer contexto social.

É importante notar também que a família de Jenner é uma marca bem conhecida do século 21. Na cacofonia da era da informação, é frequentemente necessário incitar controvérsia para sustentar uma marca – e formar “colaborações” de alto nível. O rapper Kanye West é casado com Kim Kardashian, uma das filhas de Kris Jenner (combinados, o casal tem 88 milhões de seguidores no Twitter).

Meninos do cartaz

Esta corda bamba entre a vulgaridade e “acessibilidade” da elite é tratada por Highsnobiety. Para nos ajudar neste campo minado, ele publicou recentemente uma bíblia de moda e cultura de rua chamada The Incomplete Highsnobiety Guide(O Guia Incompleto de Highsnobiety) – porque, se fosse “completo”, Highsnobiety seria o tipo de autoridade esnobe que ele deplora, e sua missão estaria acabada.

O livro desafia expectativas por ser estimulante e próximo do essencial, se você for um geek do estilo ou, seu equivalente japonês, um otaku. Mesmo se não for, ele surge com uma confiança contracultural e imaginação fascinantes. Ele se autodenomina um “retrato” porque a cena do estilo de rua muda rapidamente, quase que de semana para semana.

O streetwear, em sua forma atual, é filho do hip-hop e do punk dos anos 70 e 80, do skate, surf, street fashion, sportswear e de movimentos de moda casual que se destacaram globalmente a partir dos anos 90.

Ele venera a individualidade rebelde. Os garotos-propaganda da Highsnobiety formam um grupo muito eclético, incluindo Jaden Smith, Jonah Hill, John Mayer, Skepta, Rick Owens, Pharrell Williams, Sean Wotherspoon, Hiroshi Fujiwara, A$AP Rocky, Takashi Murakami e Tyler, o Criador (Highsnobiety é destinado a homens).

John Mayer e Errolson Hugh apareceram em uma campanha para o Nike Air VaporMax Moc 2
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Todos eles, como formadores de opinião, têm imensa credibilidade, além de exercer influência em várias plataformas de mídia. Eles são obcecados em manter o controle artístico sobre sua imagem e em falar e debater seus princípios.

A seção sobre Pharrell Williams do Incomplete Guide o celebra como “um dos criadores originais do hip-hop que tornou totalmente aceitável ser totalmente esquisito”.

Jaden Smith, cuja identidade de gênero é fluida, é chamado de “ícone da juventude para todas as gerações”. (Ele usa vestidos quando tem vontade e tem 11,1 milhões de seguidores no Instagram).

Tyler, o Criador, causou comoção ao falar sobre beijar garotos, mas não está interessado em ficar preso a isso ou a qualquer outra coisa.

Jaden Smith é um favorito do árbitro de estilo Highsnobiety
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A evolução do estilo de rua sugere que a cultura do consumo está passando por uma metamorfose e se envolvendo em uma política radical de identidade determinada pela juventude. Mark Parker, CEO da Nike, contribui para essa visão com uma entrevista para as páginas de abertura do Incomplete Guide.

Ele observa que “os consumidores querem saber o que você representa como empresa” e que é importante “se manifestar contra desigualdades”.

Em 2018, uma campanha publicitária da Nike apoiou o jogador de futebol americano Colin Kaepernick, que causou polêmica ao se recusar a ficar de pé durante o hino nacional dos EUA como um protesto contra o racismo.

‘Estilo de rua é anárquico, criativo, igualitário’
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Pode-se argumentar que as empresas de streetwear e seus influenciadores, grandes e pequenos, estão apenas sendo cínicos e brincando com o narcisismo de seus apoiadores millennials e pós-millennials. Mas mesmo que pensem estar fazendo isso, eles ainda estão refletindo e sendo moldados pelos valores de seu mercado-alvo, uma mistura de culturas de rua e digital, ou uma comunidade emergente.

Isso não sugere que todas essas pessoas com menos de 35 anos são mais do que apenas um mercado? Entidades comerciais como a Nike estão numa situação delicada. O estilo da rua foi político em sua gênese – anárquico, criativo, radicalmente humano, fundamentalmente igualitário – e é provável que continue a lembrar o mainstream disso. A cultura e seus formadores de opinião não serão domados.

(via BBC)

Lacoste substitui o icônico logotipo de crocodilo com 10 espécies ameaçadas

Por Avai Nunes

Em um esforço para aumentar a conscientização para espécies ameaçadas, a marca de moda esportiva Lacoste substituiu seu icônico logotipo de crocodilo por 10 animais diferentes, que representam espécies que estão tristemente em extinção. Apresentada no clássico polo branco da marca, a coleção de edição limitada – intitulada Save Our Species - marca uma parceria de três anos entre a Lacoste e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

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“Para as espécies ameaçadas deste mundo, o crocodilo abandona seu lugar ancestral”, diz Lacoste, que nunca havia mudado seu crocodilo verde desde sua estreia há 85 anos. O logotipo globalmente reconhecido foi concebido como uma homenagem ao fundador da marca, René Lacoste, que foi apelidado de “O Crocodilo” por causa de como ele lidou com seus oponentes na quadra de tênis. Os novos logotipos de edição limitada foram produzidos usando o mesmo estilo de coloração verde e bordado do crocodilo.

Cada polo Save Our Species foi vendido a $ 185, e a coleção total de 1.775 já está esgotada, com os lucros de cada venda doados à conservação da IUCN. No entanto, se você ainda quiser contribuir para a causa, ainda pode doar através do site da Save Our Species .

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(via My Modern Met)

Moda Circular: Hong Kong inaugura micro fábrica para reciclagem de roupas

Por Renato Cunha

O crescimento da população global aliado as rápidas mudanças nas tendências da moda impulsionado pelo fast fashion, cria um enorme desperdício e danos ambientais. Isso representa desafios consideráveis ​​para a indústria têxtil e de moda, pois precisa encontrar soluções alternativas e sustentáveis ​​para desenvolver produtos ecologicamente corretos e minimizar o uso de recursos naturais no processo de produção de roupas.

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O Instituto de Pesquisa de Têxteis e Vestuário de Hong Kong (HKRITA) em parceria com a H & M Foundation e a Novetex Textiles Limited , desenvolveu um sistema inovador de moda circular chamado “Separação e Reciclagem de Tecidos Mistos Pós-consumo pelo Sistema de Tratamento Hidrotérmico” para reutilizar roupas e tecidos feitos de fibras de algodão misturadas com poliéster.

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Recentemente, a HKRITA inaugurou o Sistema de Reciclagem Garment-to-Garment (G2G), que foi instalado numa loja de varejo que funciona como uma micro fábrica para reciclagem em pequena escala de peças de vestuário pós-consumo em novas roupas. A loja funciona na The Mills, um novo centro cultural e incubadora de moda em Hong Kong.

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O Sistema G2G envolve processos de reciclagem de tecidos e roupas: da desinfecção de uma peça de roupa, remoção de acabamentos rígidos, corte de tecidos em pedaços menores, abertura e mistura de fibras, cardação, fiação, até a confecção da nova roupa. O sistema é viável como um conceito de varejo pop-up e apresenta uma nova abordagem interessante para inspirar uma abordagem positiva para a reciclagem de roupas entre os consumidores e os participantes do setor. Veja o video sobre o G2G.

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O G2G, é uma colaboração conjunta entre a HKRITA, a H & M Foundation e a Novetex Textiles Limited com o apoio da The Mills. Os clientes podem fazer a reserva online do serviço de reciclagem e trazer uma peça de vestuário usada juntamente com um email de reserva de confirmação para a loja. Suéter e camiseta usados ​​são adequados para o processo de reciclagem G2G, enquanto materiais como lycra, elastano e couro não são adequados. O cliente pode escolher entre um suéter com gola v e gola redonda para o design de uma nova peça de roupa.

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A fibra de algodão virgem será misturada com a fita reciclada para aumentar a força do fio na fiação. A porcentagem da mistura de fibras virgens é variada caso a caso, dependendo da qualidade e das condições da roupa usada que foi coletada. A loja G2G é um ótimo exemplo de micro fábrica de Indústria 4.0, e abre novas formas para a indústria têxtil e de moda tradicional interagir com os consumidores e apresenta possibilidades para novos modelos de negócios e um novo negócio de moda digita.

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(via Stylo Urbano)

Who’s Next: a feira

Por Monica Nogueira 

Who´s Next é a feira internacional da moda que acontece duas vezes por ano em Paris. A exposição apresenta as coleções de cada estação e nos brinda a oportunidade de descobrir marcas de acessórios e roupas. Também acontecem desfiles, concursos e há 5 universos diferentes da moda para visitar: Fame, Fresh, Private, Fast e Face.

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Perfil de Who’s Next

Os setores abrangidos na feira: Moda, Artesanato, Brindes, Calçados de Design, Design, Festas, Moda Feminina, Moda Masculina, Moda Urbana, Relojoaria, Vestuário

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Nova Edição Who’s Next

De sexta 18 até segunda 21 janeiro 2019
Local: Paris Porte de Versailles (VIPARIS)
Cidade: Paris
País: França
Mais informação: Who’s Next 

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Mais informações no Brasil:

ISABELA KEIKO UAGAIA Rua Augusta, 404 – apt. 104 – 10ºandar – Consolação – 01304-000 São Paulo / SP – BRESIL T. +55 (11)9 9569 9911 isabelakeiko@gmail.com

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#WSN14 Good Times (January 2014) from WSN on Vimeo.

Good Times at Who’s Next & Premiere Classe (January 2015) from WSN on Vimeo.

Positive Community – Communication Campaign Sept17 from WSN on Vimeo.

Conheça Shudu Gram, a modelo que está despertando amor e ódio na internet

Por Para os Curiosos 

As semanas de moda dos grandes centros mundiais estão a pleno vapor. As marcas apresentam para grandes celebridades e para a imprensa suas coleções, com as apostas do que será usado nas próximas estações. Essa indústria movimenta muito dinheiro anualmente, gera vários empregos e movimenta a economia ao redor do mundo. E se as roupas criadas pelos estilistas são as estrelas desse espetáculo, as modelos que usam e apresentam essas criações são peça fundamental nele.

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E com o mundo com tanta inovação tecnológica e com as redes sociais desempenhando um papel tão importante na hora de mostrar esses lançamentos para um número ainda mais abrangente de pessoas, além de um papel influenciador de consumo tão importante e poderoso, as modelos também desempenham um papel importante para essa forma de divulgação. Elas posam para famosos fotógrafos que são contratados pelas marcas para que as roupas ou quaisquer produtos sejam divulgados também sejam vendidos por meio das mídias sociais.

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E quando uma pessoa faz sucesso em uma rede social, não importando se ela é ou não uma modelo profissional, ela é convidada pelas marcas para fazer divulgação de seus produtos, de posts em que aparecem em fotos usando o que essas marcas querem apresentar para o público. Muita gente ganha bastante dinheiro fazendo publicidade utilizando as redes sociais, que se tornou um negócio bastante lucrativo e um meio para alcançar a tão sonhada fama.

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Uma polêmica recente está fazendo as pessoas discutirem um assunto totalmente novo para muita gente. Hoje vieos contar a história de Shudu Gram que, por conta de sua beleza incontestável, tem feito muito sucesso e tem hoje mais de 65 mil seguidores no Instagram. Nada fora do normal, algo que acontece em qualquer lugar, como tantas outras aqui no Brasil, não fosse pelo fato de ela ser uma modelo 100% digital. Apesar de parecer muito real, como você pode ver, Shudu é uma modelo 3D, criada pelo fotógrafo Cameron-James Wilson.

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Muitas pessoas, à primeira vista, pensam que ela é uma pessoa real, elogiam sua beleza e até chegam a perguntar qual a sua rotina de beleza e seus cuidados para se manter tão bonita. Shudu faz muito sucesso nas redes sociais devido a sua beleza negra, e já teve fotos suas repostadas por marcas famosas, com a marca de maquiagens da cantora Rihanna. Aliás, foi depois de uma imagem onde ela aparecia usando um batom da marca, e que foi repostada no perfil oficial da empresa, que Shudu alcançou o estrelato.

Shodu recebe muitas mensagens de apoio de seus fãs, que não conseguem acreditar que ela não se trata de uma modelo verdadeira. Ela chega a responder a alguns fãs, e também escreve coisas típicas do dia a dia de uma pessoa verdadeira, do tipo: “Tenho um novo trabalho hoje!” Shodu já teve fotos repostadas pelos perfis das marcas Oscar de la Renta e SOULSKY. Com certeza Shudu tem status de super modelo internacional.

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Mas nem tudo são flores. Alguns internautas, apesar de elogiar o trabalho do fotógrafo Cameron- James, acham que uma modelo virtual não deveria fazer tanto sucesso, pois é uma criação e por esse motivo, não usa coisas reais, como nós. Eles também criticam o fato de as marcas não usarem pessoas reais para divulgar seus produtos, mas criações digitais. Alguns chegam a argumentar que como se trata de um conteúdo 100% digital, é natural que tudo fique perfeito nela, fato que não ocorre na vida real.

Para o fotógrafo que criou Shudu, o uso de uma imagem digital não interfere no mercado de modelos ou no seu trabalho, uma vez que se não fossem as modelos reais, Shudu não existiria. Mas o que você pensa sobre esse assunto? Você acha certo as marcas usarem modelos virtuais para a divulgação de seus produtos, ou acredita que de alguma maneira o público, ou até mesmo as próprias modelos, poderiam ser prejudicados por esse tipo de prática. Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber o que você pensa sobre isso.

(via Para os Curiosos)

Moda sem gênero um futuro com mais misturas e liberdade!

Por Monica Nogueira de Paris

Muito se fala sobre “moda sem gênero”, no entanto, percebo que a maioria das pessoas não sabe o que é e só consegue imaginar “um homem usando vestido” quando escuta o termo. Tá, tem isso sim, mas é bem mais do que isso!

A tentativa de criar uma moda mais “democrática” vem desde os anos 20, quando a estilista Coco Chanel ousou criar roupas para mulheres baseadas no que os homens vestiam. Um dos objetivos de Chanel, era dar mais liberdade de movimento e dinamismo para a mulher.

Eu comecei a pensar sobre a moda sem gênero, quando um colega me disse que não encontrava calças skinnings justas como gostaria e por isso, ia até seção feminina das lojas de departamento buscar por tamanhos maiores que davam certo para ele.

Então comecei a questionar: por que essas seções? As lojas de departamento são separadas por “feminino”, “masculino” e “infantil”, mas por que não democratizar isso? A moda sem gênero pede que as lojas acabem com essas seções, assim ficaria muito mais fácil encontrar o que se precisa.

Uma camiseta de algodão, por exemplo, é uma peça sem gênero. Eu posso encontrar uma “feminina” ou “masculina” e gostar. Camisa e suéter também não têm gênero.

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Além disso, atualmente existe uma forte tendência a uma fusão entre o vestuário feminino e masculino e uma forma simples de explicar isso é partir de tendências que já existem.

A moda boyfriend, por exemplo, invadiu as seções femininas com calças e shorts com shape de “roupa de meninos”, então que lógica tem deixar tudo separadinho? Por que não provar uma calça ou shorts originalmente criado para o público masculino?

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Assim você também teria mais chances de encontrar aquela camisa soltinha que dá pra usar de várias formas diferentes.

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Depois de os desfiles onde Giordio Armani, Gucci e Prada apresentaram homens e mulheres usando roupas tão semelhantes a discussão da moda sem gênero só aumentou.

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4Aumentou porque vai além do que estamos acostumados. Chega sim ao ponto dos homens usarem vestidos. Por que não?

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Quando as mulheres começaram a suar calças também chocaram a sociedade, mas hoje isso é comum. Os primeiros homens que ousaram vestir roupas cor-de-rosa também foram julgados, mas hoje vários “machões alfas” desfilam com a cor sem nem pensar nisso.

Elas precisaram das calças para encarar o mercado de trabalho, eles alegam calor e estilo. Por que não? Quem quiser usa, quem não quiser não usa. Simples assim!

Além disso, hoje em dia ver um homem de saia é algo inusitado, mas a saia sempre fez parte do vestuário masculino e até hoje existem culturas onde é homens usam saias.

Com tanta discussão sobre a moda sem gênero, a Zara e a C&A sentiram a necessidade de abraçar a causa e lançaram suas coleções sem gênero. Porém, elas não estão agradando aos apoiadores da nova moda.

A crítica é de que a Zara criou uma coleção que mais se assemelha a uma linha de pijamas em tons de cinza e verde musgo. Tudo muito sem graça! Cadê as cores, as estampas, a inovação?

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A C&A por sua vez, fez uma campanha interessante, mas na hora de colocar em prática a coisa toda também deixou a desejar. As roupas são bem comuns, roupa de mulher e roupa de homem.

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Se for para fazer roupas largas, sem caimento, sem cor, sem nada de novo, não precisa, porque isso tudo já existe. Uma coleção sem gênero pede cores, estampas, modelagens.

Para finalizar, uma foto do icônico David Bowie, nem aí para os estereótipos.

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Ela ganhou um prêmio pela melhor coleção de cabelos de 2016, com sua temática afro

Por Larissa Queiroz

No Reino Unido existe uma premiação muito importante chamada British Hair Award. Nela são eleitas as melhores criações do ano feitas por cabeleireiros. E o grande destaque foi Lisa Farrall, que é especialista em cabelos afro cheios de personalidade e estilo.

A coleção se chama Armour, e a hairstylist conta que cabelos afro não têm a atenção que merecem, e que o que ela mais queria era homenagear a cultura africana da melhor forma possível. E parece que ela conseguiu, pois sua coleção conseguiu prêmios em várias categorias. Confira o trabalho:

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(Tudo Interessante)

10 modas indígenas mais inventivas que a indústria fashion

Por Janara Lopes

A moda sempre namorou como esplendor dos visuais criados por culturas e subculturas do mundo afora. Mas nada melhor que a versão original.

1. Khampa é o nome dado aos nativos de Kham, região do Tibet. Na foto, os “rastafaris” de Khampa resplandescentes,  decorado com pedaços de âmbar, no desfile de fantasias do Litang Horse Festival. Foto via Flickr.
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2. África do Sul no início de 1970. Jean Broster e Alice Mertens colaboraram no livro African Elegance, que se propõe “descrever em palavras e fotografias a beleza dos povos tribais do Transkei ‘. Transkei era um ex-território independente da África do Sul durante o Apartheid.

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3. Uma senhora Kuna (também escrito Cunas) no Panamá, nome dado aos moradores de um paraíso tropical conhecido como “a Ilhas San Blas”, na costa nordeste do Panamá desde o século XIX. O Kunas são um dos grupos indígenas mais importantes no Panamá. Eles contribuem substancialmente para a economia com suas obras de arte. Os Kunas são bem conhecidos por suas “molas”, nome dado a suas peças de vestuário.Foto via World Discoverer

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4.  Retrato de duas mulheres Hadhramis (Iémen). Pharrell Williams pira.  Foto de Claude Goulay.

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5. Descendentes Maias em 1975. Foto de David Alan Harvey

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6. Kazimir Ostoja Zagourski  (1880-1941) foi pioneiro no registro da população da África Central Central.

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7.  Miao, China: Em vez de jogar fora os cabelos que caem durante a escovação, as mulheres Long-horn (longos chifres) salvam as madeixas para adicioná-las à sua coleção de cabelo,  que lhes permite criar cocares espetaculares. Os apliques são passados para as filhas como mais e mais cabelos, adicionados a cada geração. Cada vez que uma mulher penteia seu cabelo, ela o recolhe para entraga-lo à filha quando ela se casa.

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8. Garota etíope fotografada por Jaime Ocampo-Rangel 

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9. Uma mulher no Inti Raime Festival, em Cusco, Peru.

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10. África do Sul no início de 1970, do livro African Elegance.

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(Via Ideia Fixa)

Série de fotos ressalta beleza do cabelo afro para inspirar outras garotas

Por Awebic

Todos nós possuímos beleza natural de sobra, só precisamos mostrá-la!

E Regis e Kahran, casal por trás da CreativeSoul, fizeram exatamente isso com jovens negras.

Com foco no cabelo das garotas, a dupla criou o Afro Art, uma série de retratos que enfeitiçaram a toda a internet.

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As fotos deslumbrantes apresentam meninas em trajes e penteados elaborados, tendo como inspiração desde o período barroco até o universo steampunk.

“Nós sentimos que é muito importante que as crianças negras possam ver imagens positivas na mídia que se pareçam com elas”, contou Kahran ao My Modern Met.

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“Infelizmente a falta de diversidade cria estereótipos de que elas não são ‘boas o suficiente’ e muitas vezes isso deixa as crianças com baixa auto-estima.”

“Esperamos que as pessoas vejam a beleza e a versatilidade dos cabelos afro e esperamos que as meninas ao redor do mundo se inspirem e passem a amar suas diferenças e beleza interna”

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Para acompanhar melhor o trabalho do casal, clique aqui.

Que lindas madeixas! Compartilhe esse conteúdo com seus amigos para eles também apreciarem esses lindos visuais.

(Via Awebic)

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