Conheça a história de Rosie, ilustração símbolo do feminismo

Por Galileu

Os criadores do cartaz não pensaram (nem um pouco) em empoderamento quando o criaram

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Hoje conhecida como símbolo feminista, a ilustração de Rosie, a Rebitadora, demorou para fazer sucesso. Ela foi criada durante a Segunda Guerra Mundialpelogoverno dos Estados Unidos, mas só se tornou famosa anos depois, na década de 1970.

O cartaz — que hoje é icônico — foi exibido apenas por algumas semanas durante a guerra, em uma fábrica do meio oeste da Westinghouse Electric and Manufacturing Company, nos Estados Unidos. O cartaz contava com a frase “We Can Do It!”, que em português significa: “Nós podemos fazer isso!”. ”Não foi encomendado pelo governo dos EUA e nem sequer destinava-se a opinião do público em geral. Apenas um número relativamente pequeno de pessoas viu isso na época”, escreveu Flavia Di Consiglio para a BBC.

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O cartaz fazia parte de uma série, que também incluiu imagens como uma em que se lia: “Dúvida sobre o seu trabalho? Pergunte ao seu supervisor”. É bastante claro que essa imagem foi criada para um exercício corporativo e não para ser símbolo do empoderamento feminino.

Mas em meados dos anos 1970, com o fortalecimento do movimento feminista, a ilustração voltou à tona, já que mostra uma mulher forte e independente. ”A imagem é certamente impressionante e se apropria da imagem familiar de Popeye nos momentos em que ele está prestes a partir para resgatar donzelas em perigo com ajuda de sua força sobre-humana”, afirmou Jim Aulich na reportagem.

A Rosie verdadeira

Em 1943 entretanto, uma outra capa com “Rosie, a Rebitadora” foi criada. Nela vemos uma mulher grande sentada em um pilão, comendo um sanduíche de presunto enquanto segura uma máquina. Ao contrário da sua “irmã” famosa, essa personagem está coberta de graxa, por conta de seu trabalho.

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Outras Rosies apareceram, como a “Rosie ao Resgate”, mas a primeira de que se tem notícia é a que surgiu de uma composição de Redd Evans e John Jacob Loeb, que aparece em uma música chamada “Rosie the Riveter“.

Além disso, por mais contraditório que pareça, o uso do cartaz pelo governo norte-americano We Can Do It! estava longe de ter intenções feministas. ”Claro, durante a guerra as mulheres foram encorajadas a se juntar à força de trabalho, mas com o entendimento de que abdicariam de seus postos assim que os soldados retornassem. Era seu dever”, alega Stephanie Buck no Timeline.

(Com informações de Smithsonian.com.)

(Via Galileu)

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