Herói da independência dos Estados Unidos pode ter sido uma mulher

Por Redação Galileu

Pesquisadores analisaram o esqueleto do general Casimir Pulaski e encontraram evidências de que ele possuía características femininas

Considerado um herói na Guerra da Independência Americana, o militar polonês Casimir Pulaski pode, na verdade, ter sido uma mulher — ou possivelmente intersexual. O esqueleto do general foi examinado por pesquisadores da Georgia Southern University, nos Estados Unidos, que concluíram que “o esqueleto é tão feminino quanto pode ser”.

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Segundo Virginia Hutton Estabrook, professora de antropologia na Georgia Southern University, os ossos pélvicos são uma das primeiras formas de distinguir o sexo em esqueletos. “Nos femininos, a cavidade pélvica tem uma forma mais oval; é menos em forma de coração do que a pélvis masculina. Pulaski parecia muito feminino”, explicou à NBC News.

Apesar de esses dados já terem sido vistos há mais de uma década, não havia DNA familiar para confirmar se o corpo era realmente de Pulaski. Porém, os avanços na tecnologia do DNA permitiram a comparação com o DNA mitocondrial do túmulo da sobrinha neta de Pulaski; o corpo enterrado era definitivamente o de Pulaski.

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Os resultados mostram que o general teria uma condição conhecida como hiperplasia adrenal congênita, que faz com que mulheres produzam grande quantidade de hormônios esteroides masculinos, levando a um desenvolvimento sexual anormal e deixando a genitália feminina masculinizada. No entanto, não é possível saber se Pulaski tinha conhecimento desta condição.

Considerando que o general viveu em uma época em que uma mulher ser soldado era quase inconcebível, é provavel que ninguém tenha questionado o seu gênero — ainda mais por causa de sua habilidade de cavalaria que salvou George Washington da provável morte ou captura na Batalha de Brandywine, em 1777, contra as tropas do Império Britânico.

Décadas após a morte de Pulaski, um monumento foi construído para ele em Monterey Square, na Geórgia. Quando o monumento precisou ser restaurado em 1996, o corpo foi desenterrado e examinado. A altura do esqueleto e os danos no crânio e nas mãos enquadram-se nas descrições de Pulaski e nos ferimentos sofridos em batalha.

(via Galileu)

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