Tênis é o esporte que mais prolonga a vida

Por Leíse Costa

Não é novidade que a prática de esportes faz bem para a nossa saúde. Mas, um estudo realizado por James O’Keefe, cardiologista do Mid Heart Institute em Saint Luke, apontou o campeão de benefícios: o tênis.

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A pesquisa assinala que, em comparação com os sedentários, as pessoas que praticam tênis como atividade esportiva podem viver 9,7 anos a mais. Em segundo lugar aparece o badminton, que aumenta a longevidade em 6,2 anos, seguido do futebol, 4,7 anos; ciclismo (3,7 anos); natação (3,4 anos); corrida (3,2 anos); ginástica rítmica (3,1 anos) e ginástica (1,5 anos).

Segundo o personal trainer Giulliano Esperança, a modalidade traz inúmeros benefícios, pois coloca todo o corpo em atividade. “Ela trabalha a coordenação motora e controle da musculatura para que a pessoa consiga projetar a bola do outro lado da quadra”.

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Ele acrescenta que outro ponto positivo do tênis é o fato de existir muito respeito entre os jogadores. “Há uma conduta na hora de atacar e de conduzir o jogo. Existe uma preocupação com a integridade. É uma cultura diferente, o que favorece bastante, porque depende absolutamente da pessoa”.

De acordo com Giulliano, a prática precisa ser motivada. “O acompanhamento de um professor para que ensine o movimento correto é importante para evitar desgaste, principalmente se o desejo for se tornar um praticante”.

Mas, a quiropraxista Lidiane Garbim alerta que é necessário certos cuidados antes de aderir ao tênis. “Um fortalecimento muscular é essencial. Isso pode ser feito por meio da musculação ou pilates para condicionar e estimular”.

Lidiane destaca ainda a importância do alongamento antes e após o exercício. É assim que a gente dá sinais para o nosso organismo de que ele será usado. Depois da prática, é necessário um cuidado maior, pois nosso corpo está cansado e anestesiado e podemos ter uma lesão sem perceber”.

Embora o tênis seja excelente, se não for bem orientado, provavelmente o praticante pode ter uma lesão. “A pessoa pode desencadear a epicondilite lateral, que é um processo inflamatório na musculatura. Quando o atleta arremessa a bola, pode se lesionar por fazer o movimento de forma incorreta”.

A coluna também pode ser danificada. “O movimento de rotação da lombar pode prejudicá-la. Nossa coluna não gosta de movimentos que geram torção. Esse foi um dos motivos da aposentadoria do Guga, por exemplo”.

Por isso, Lidiane frisa a importância do preparo. “Se o corpo não está pronto, no futuro, a prática pode trazer malefícios ao invés de bem-estar. O tênis é uma prática muito boa, mas requer atenção e acompanhamento profissional”.

Entenda

O quiropraxista é um profissional de nível superior, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde. Ele se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção de distúrbios biomecânicos, ou seja, ossos, ligamentos, tendões, nervos, articulações e músculos; tendo um olhar extremamente refinado no que diz respeito à coluna vertebral, visto que é o grande pilar de sustentação do nosso corpo.

Impopular?

Para Giulliano, por ser um esporte tão positivo, o tênis deveria ser mais popularizado. “É uma prática que busca autodesenvolvimento. Eu pratico, aprendi a gostar e estimulo meu filho. Na modalidade é você com você mesmo. Depende de estratégia, técnica e, infelizmente, tem pouco incentivo”.

Ele diz que, por ser o país do futebol, outros esportes ficam em segundo plano. “Nós não temos quadras de tênis de fácil acesso. Então onde as pessoas vão praticar? Além de tudo, outros podem não ter condições financeiras, pois o preço não é tão acessível”.

A mensalidade de uma hora de aula de tênis individual por semana varia entre R$ 130,00 e R$ 300,00, dependendo do local, do professor e da disponibilidade de horários. As aulas individuais são muito comuns porque o esporte é praticado, em geral, por duas pessoas.

(via Edição do Brasil)

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