Transexual brasileira faz história e joga entre as mulheres na Itália

Por Carolina Canossa 

Desconhecida entre o grande público, mas revolucionária à sua maneira. Se, em quadra, Tifanny Abreu ainda luta para se estabelecer no vôlei, é inegável que a atacante já colocou seu nome na história do esporte brasileiro. É que, nascida Rodrigo há 32 anos em Goiânia, ela se tornou a primeira atleta transexual brasileira a conseguir autorização da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para atuar entre as mulheres.

Tifanny foi destaque em partida da Série A2 Italiana neste domingo (19)
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Tifanny, inclusive, fez sua estreia em uma liga de alto rendimento neste fim de semana: contratada pelo Golem Software Palmi, da segunda divisão do Campeonato Italiano, ela foi o destaque da vitória por 3 a 1 sobre o Delta Informatica Trentino marcando 28 pontos (25 ataques, dois aces e um bloqueio) no jogo encerrado com parciais de 17-25, 25-16, 25-22 e 25-23. Com uma eficiência de 48% no ataque, foi eleita a melhor jogadora em quadra.

Com 1,94 m, a oposta anteriormente jogava na Série B masculina da Bélgica e foi bastante aplaudida pela torcida do Palmi. ”Estou muito feliz com essa estreia e animada com o que estou vivendo dentro e fora da quadra”, comentou Tifanny, em entrevista ao jornal ”La Gazzetta dello Sport”. ”Os aplausos e abraços que recebi me fizeram viver uma noite extraordinária. Vencemos um jogo importante e agora estamos confiantes”, destacou.

Antes de ir pra Itália, brasileira (camisa 9) atuava em um time masculino
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Mas Tifanny não viveu este novo capítulo de sua vida sem resistência. Presidente da Liga Italiana feminina, Mauro Fabris colocou em dúvida a própria continuidade da brasileira na competição, apesar de ter enviado um buquê de flores parabenizando-a após a partida. ”Faço questionamentos em relação a esta situação que está se multiplicando. Quero que tanto o Comitê Olímpico Italiano quanto a Federação me digam o que esperar, até porque muitos times da Série A2 também estão se perguntando isto. Quero um campeonato limpo e correto com as pessoas”, afirmou.

20140329 NED: 1ste divisie B US - NVC, Amsterdam

Segundo caso

Conforme sinalizou o dirigente italiano, Tifanny realmente não é o primeiro caso de transexual que recebe autorização para atuar no vôlei profissional feminino: em março do ano passado, Alessia Ameri também foi liberada para atuar pela segunda divisão do país europeu, no time do Entu Olbia.

Líbero italiana foi o primeiro caso de transexual no vôlei profissional
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Nascida Alessio Ameri, ela chegou a jogar na segunda divisão italiana masculina como oposto, mas na nova fase da carreira virou líbero. Após se sentir injustiçada por conta de reportagens sensacionalistas, Alessia deixou a equipe e recentemente se dedicou a alguns trabalhos como modelo.

(Via UOL Esporte)

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